Ancine acusou a projeção de Jogos Vorazes: a Esperança, de predatória.
Por: Franz Lima Essa foi uma das mais estúpidas notícias que li nesse mês. Uma matéria publicada pela Folha de São Paulo indicava que a Ancine estava insatisfeita com a ocupação do blockbuster "Jogos Vorazes: a Esperança - Parte 1" nas salas de cinema nacionais. Obviamente que já nos deparamos com situações similares, incluindo filmes nacionais como Tropa de Elite, apenas para citar. Mas não é a declaração em si que me surpreendeu negativamente. O que achei estranho é uma empresa do porte da Ancine mostrar repúdio ao previsível, ao inevitável em uma sociedade puramente capitalista. Partamos do princípio de que um filme influente (em muitos sentidos) como a franquia 'Hunger Games' teria um espaço maior que os filmes autorais ou de menor expressão. Isso é óbvio demais, até para quem não entende absolutamente nada de cinema. O produto que mais vende é o que terá maior exposição. Isso é negociar no sentido mais amplo e verdadeiro. Demérito para o cinema nacional ou para o…