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quinta-feira, 25 de setembro de 2014

Calça leg com estampa de "A noiva cadáver".



Fonte: Dear Lover

Moda é algo que oscila com muita facilidade. O que hoje é repulsivo pode, amanhã, se tornar mania entre pessoas de todas as idades.
Esta calça leg  tem a estampa do casal retratado por Tim Burton no filme "A noiva cadáver". Victor e Emily dão um visual muito interessante à peça de vestuário e, certamente, irá agradar as mulheres geeks. 
 





sábado, 10 de março de 2012

Frankenweenie: remake ou uma nova obra?


Usando o clássica história do monstro de Frankenstein, Tim Burton fez uma versão menos assustadora, mas nem por isso menos dramática, de um garoto que ama tanto o seu cão que o traz de volta à vida. 
A primeira versão de Frankenweenie é de 1984 e mostra o garoto Victor Frankenstein (clara citação ao doutor Frankenstein) e seu cachorro Sparky. Victor é um pretenso cineasta amador e diverte-se muito com o cãozinho... até que uma fatalidade tira a vida de Sparky.
Desolado, o menino assiste uma aula sobre o poder da eletricidade e, inspirado nisso, resolve tentar ressuscitar seu cão. O resultado é similar ao de Frankenstein, inclusive na parte trágica. Este primeiro filme usa de atores reais e técnicas antigas de cinema, tendo sido filmado em preto e branco.
Agora, quase trinta anos depois, Tim Burton retoma seu primeiro trabalho de forma magistral. Utilizando-se de técnicas em Stop Motion aliadas ao moderno 3D, Victor e Sparky voltam com esta moderna fábula. Vejam o trailer do novo filme e assistam o curta Frankenweenie original (para ter acesso às legendas, cliquem em "CC").
Uma observação para os fãs de Burton: o visual dos personagens desta animação nova é muito similar aos presentes em "A noiva cadáver", porém isso não prejudica em nada a produção e a emoção do filme.
Avaliando as duas produções, através de trailers, notas de imprensa, fotos e outros materiais disponíveis, concluo que não se trata de um simples remake do curta de 1984. Frankenweenie é uma oportunidade que Burton concedeu a si mesmo, através da qual ele poderá, agora com muito mais recursos e apoio, passar para as telas esta tocante história de amor entre uma criança e seu animal de estimação. Muitos puristas irão dizer que o curta de 1984 não deveria ser refilmado. Então, pensando neles, Tim refez totalmente a obra, mantendo apenas o roteiro original, de forma a agradar tanto fãs antigos quanto aos novos.


Trailer legendado da nova versão de Frankenweenie:


Algumas cenas das duas produções:

O curta de 1984

Desenho de produção (2012)
O novo filme - 2012



sábado, 31 de dezembro de 2011

Conheça a loja virtual especializada em Zumbis - com pôsteres


Garimpando pela internet, eis que acho esta pequena jóia. Apresento-lhes a loja virtual Neatoshop. Nela, vocês encontrarão pôsteres, camisetas, chinelos, brinquedos, ornamentos, adesivos e tudo mais que desejarem com temática zumbi (entre outras). Preços acessíveis e produtos muito divertidos e inteligentes os aguardam. O que estão esperando? Não percam tempo e confiram as promoções.
Como amostra, eis alguns pôsteres de filmes (não consegui imagens maiores, mas é possível ter uma idéia do que os aguarda) que custam a módica quantia de US$ 19,90 cada.

















Reparem em cada pequeno (literalmente, em virtude do tamanho da imagem) detalhe nos pôsteres. É uma coleção que não pode faltar na parede de qualquer colecionador e fã de cinema. Abraços e um ótimo 2012.

domingo, 25 de dezembro de 2011

Quatro situações que só um Nerd reconhece


Há coisas e situações que só um Nerd verdadeiro reconhece. Estas são algumas delas: 

Humans vs Zombies
Gamers

Android vs Apple

O verdadeiro final


segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

Resenha do livro "O estranho mundo de Tim Burton"



“Quando você não tem muitos amigos e nenhuma vida social... você se distancia do resto da sociedade; é como se estivesse olhando por uma janela... mas existem muitos filmes bizarros por aí, então você consegue agüentar bastante tempo sem amigos.”
(Tim Burton se lembrando de sua infância)


Este não é, definitivamente, um livro comum. Inicialmente  pensei que era uma biografia e, sinceramente, aguardarei por uma sobre Tim Burton, mas esse livro não trata disso. 
"O estranho mundo de Tim Burton" é uma iniciativa louvável da editora Leya que, aliás, vem se destacando pelos lançamentos diferenciados. O público que gosta do trabalho de Tim Burton é muito grande e estava realmente precisando de um livro sobre o diretor e produtor, mais precisamente sobre suas obras e metodologia de trabalho.
Li com absoluto prazer este livro. A leitura é técnica em alguns pontos e se intercala com entrevistas de pessoas ligadas ao cinema, repórteres e até com o próprio Burton.
Resumidamente, o livro aborda todos os filmes produzidos ou dirigidos por Burton até "Alice in the wonderland" (2010). Não há um detalhamento técnico dos filmes, mas isto é substituído por reportagens, entrevistas e artigos da época do lançamento dos filmes, trazendo-nos um conteúdo inteiramente relevante, visto que, com tal material, podemos fazer um comparativo da evolução de Tim Burton como diretor, além de mostrar as nunces do pensamento da sociedade americana em cada período.
Algumas opiniões de época nos mostram um diretor iniciante e, ainda assim, extremamente atrevido - no melhor sentido da palavra -, capaz de nos brindar com o que mais íntimo ele possui: sua mente fértil e alucinada.
Todas as obras de Burton, produzidas ou dirigidas, são um reflexo de sua própria personalidade, em maior ou menor escala, e nos dão uma clara idéia do potencial criativo do diretor.
Outro ponto muito interessante abordado no livro fala sobre as escolhas de Burton dos atores para os papéis em seus filmes. Um dos mais controversos - por incrível que isso possa parecer hoje - é a escolha de Johnny Depp para o papel título do filme Edward Mãos de Tesoura:

""Edward Mãos de Tesoura" é um dos trabalhos mais originais, arrebatadores, românticos e charmosos que surgiram da índústria de cinema americana em décadas. Infelizmente, suas qualidades únicas tendem a ser esquecidas pelos críticos em detrimento de seu tema fantástico e a inteligente escolha de Johnny Depp para o papel título (isso ofendeu tanto alguns críticos, que foi dito que era impossível determinar se Depp era ou não bom ator por causa das poucas falas que tinha, um julgamento que faz que o Frankenstein de Boris Karloff também não seja uma atuação)."

Há muitas passagens que esclarecem o leitor sobre o pensamento de Burton, inclusive entrevistas dele, mas não há nada pessoal (como em um biografia) e a falta disso pode ser sentida pelos fãs mais ardorosos. mesmo sem trazer prejuízos ao conteúdo em si.
Visualmente, temos uma obra bastante interessante, porém escassa. A capa remonta à sua produção mais recente - Alice no país das maravilhas - e as divisórias dos filmes/capítulos são similares à capa. Contudo, não há algo inovador quanto a isso.
Todo o potencial que um artista do porte de Tim Burton foi pouco explorado. Para uma produção literária sobre um diretor de cinema, puramente um profissional do áudio-visual, há uma economia em imagens. Não sou favorável aos "livros com figuras", porém é notável a falta que as imagens relacionadas às obras de Burton faz, principalmente quando o leitor não é um conhecedor das produções dele. É algo muito próximo à leitura de um livro sobre Disney sem imagens de seus desenhos clássicos. Volto a reforçar que essa pequena lacuna não compromete o conteúdo da obra e das pesquisas feitas.
Um dos pontos fortes do livro - são muitos, acreditem - é a entrevista com Tim Burton e Vincent Price, por ocasião do lançamento do filme "Vincent", um curta-metragem sobre um menino solitário e incompreendido (essa descrição os faz lembrar de alguém?).
Então, após esses apontamentos, chego a uma conclusão: o livro é o que faltava para compreender melhor o diretor, suas obras e, principalmente, perceber o quanto Tim progrediu com o passar dos anos, superando críticas e mantendo o espírito de um garoto que tem o seu maior tesouro dentro de si mesmo, sua imaginação. Acertando ou errando, Burton é um dos poucos diretores que mantém sua essência desde o início da carreira. Ele evoluiu, certamente, e isso não fez com que sua criatividade fosse minimizada pelas imposições tecnológicas ou de mercado, usando-as como aliadas para transformar em filme o que antes só existia em sua mente.
Leitura obrigatória para quem é fã e para os que pretendem conhecer e, definitivamente, passar a admirar os trabalhos desse incrível diretor...


Dados sobre o livro:
  • Editora: Leya
  • Autor: PAUL A. WOODS
  • ISBN: 9788580440263
  • Origem: Nacional
  • Ano: 2011
  • Edição:
  • Número de páginas: 344
  • Acabamento: Brochura
  • Formato: Médio 










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