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sábado, 13 de maio de 2017

A AIDS vista com poesia e seriedade: Isso é Pílulas Azuis, de Frederik Peeters.


Indiscutivelmente, falar sobre a Aids ainda é um tabu. Falta de informações, desinteresse, preconceito, medo e até superstições fazem parte da redoma criada sobre o tema. O resultado é um gigantesco grupo de pessoas (homens, mulheres e crianças) que permanecem à margem da sociedade, confinadas em umas prisão social imposta apenas por serem portadoras do vírus HIV. Como sequelas temos desde o sentimento de tristeza, passando pela depressão e, em casos extremos, o suicídio.
Texto: Franz Lima. Curta nossa fanpage: Apogeu do Abismo.

Eis que um desenhista resolve criar uma HQ onde sua história é contada. Na verdade, a história dele e de sua mulher, cuja vida foi atingida pela Aids. A história se chama "Pílulas Azuis", título que é citado desse o início, mas só "revelado" no final.

A trama conta os altos e baixos de um casal predestinado a estar junto. Ele, Fred, é um desenhista ainda desconhecido, cuja juventude o leva até a bela e jovem Cati. Eles não desconfiam, porém o destino - e o amor, não a paixão - irá uni-los de uma forma distante das narrativas poéticas tão na moda, mas verdadeira como há muito não via.

O que se segue é uma fábula moderna sobre amor, superação, dor, medo e vontade de viver, distante da pieguice e, mesmo assim, longe de se proclamar detentora da verdade. Há lições que, honestamente, são surpreendentes e esclarecedoras.

Não espere por ação ou drama fútil. Pílulas Azuis é uma obra que exorta o leitor à busca de informações, incita a quebra de preconceitos tão comuns na vida dos que vivem sob o peso de qualquer doença, cor, raça, credo ou opção sexual que gere a intolerância. Cati é linda, esperta e cheia de vida, características que não impediram o afastamento de "amigos" e até parentes. Junto a seu filho, também soropositivo, Cati descobre em Fred um amor e uma alicerce para superar todas as dificuldades. Em contrapartida, Fred passa por uma viagem de introspecção e descoberta de seus potenciais, cujo resultado é um homem melhor em função de uma mulher que ama e de seu filho, que ele aprende a amar.

São apenas 206 páginas de pura arte, história marcante e cheia de coragem. Destaque para um adendo que mostra a vida do casal e do menino treze anos depois, uma verdadeira injeção de esperança nos portadores do vírus. 
Recomendo muitíssimo que leiam Pílulas Azuis, pois há muito eu não me deparava com uma obra elaborada com tanto conteúdo e respeito ao leitor e ao tema abordado.


terça-feira, 20 de dezembro de 2016

Batman: noites de Gotham. As histórias por trás da metrópole fria.



Definitivamente, esta não é uma história do Batman, mas uma sobre as vidas dos cidadãos que estão protegidos (ou não) pelo manto do Morcego.
Publicada originalmente entre março e junho de 1992, a obra só apareceu no Brasil em 1994 pela editora Abril. Apesar do atraso, vale lembrar que algumas edições demoravam até quatro anos para termos acesso. Logo, essa até que não atrasou tanto...
E valeu a espera.

Texto: Franz Lima
Curta nossa fanpage: Apogeu do Abismo.

Batman: Noites de Gotham é uma revista muito diferente das que estamos acostumados. A história é excelente e corajosa, principalmente para os padrões da época. Excelente por abordar peculiaridades das vidas íntimas de alguns dos moradores de Gotham. Corajosa por ter o Batman como um coadjuvante de luxo. 
Mas, afinal, do que trata a revista?
Ela é a compilação de quatro histórias de pessoas comuns, cidadãos de Gotham City, que vivem a realidade de uma cidade grande e violenta e, mesmo assim, continuam em suas rotinas, buscando sempre alcançar seus objetivos. O que elas têm em comum além de morarem na mesma metrópole? Seus destinos irão se cruzar de forma dramática no clímax da revista.
Cada um dos personagens principais tem um drama a ser descoberto. 
Rosemary é uma vendedora de Donuts, cujo amor secreto por um homem jamais é declarado. Esse amor irá deturpar a mente dela aos poucos. Rosemary é uma personagem interessante por mostrar, corajosamente, o drama da obesidade e da solidão. Reparem que há passagens onde ela se vê magra e todas as mulheres são gordas. 
Jennifer é uma mulher moderna que busca também alguém para amar, mas se esconde por trás de suas ações que denotam independência. Ela tem um amigo de viagem chamado Jimmy, porém ela não acredita em amizade entre homem e mulher, algo que gera um clima tenso entre eles, apesar das afinidades. 
Dio é um ex-capanga do Pinguim, ex-presidiário e em condicional. Sua vida pode ser reconstruída se ele não se deixar afetar por intrigas e medos. Dio é o típico cara que oscila entre o bem e o mal. Infelizmente, isso pode atingir sua esposa e filho se as dúvidas não forem esclarecidas a tempo.
Por fim temos o casal Joel e Emma Mayfield. Idosos, eles recebem a péssima notícia da morte próxima de Joel por uma doença incurável. Nesse instante, dispara no idoso a busca por uma solução para o desamparo que sua esposa deverá encarar brevemente. 
Todas essas vidas se cruzam em momentos distintos na narrativa, algo feito com maestria pelo escritor John Ostrander (O Espectro, Esquadrão Suicida, Star Wars Legacy, Grim Jack) que tem talento de sobra para roteirizar um grande filme. 
Outro ponto positivo da revista está nos desenhos de Mary Mitchell (Batman Noites de Gotham II, Elric, Manhunter) cujos traços reforçam as expressões faciais e mostram domínio da arte. 
O único nessa edição ficou por conta da colorização. Compreender que certas cenas se passam à noite não foi uma tarefa fácil e, acreditem, isso era algo comum em muitos quadrinhos das décadas de 80 e 90. Aliás, seria magnífico se a +Panini Brasil Oficial tentasse relançar essa edição em formato americano e colorizada com as técnicas atuais. Um grande presente para os fãs do Morcego e admiradores das boas narrativas.
Seja como for, Noites de Gotham é um achado. Ter em mãos uma revista com conteúdo adulto (não confundir com leviano) e abordagens de temas sérios como a vida dos ex-presidiários, doenças terminais, a disseminação da AIDS e a loucura provocada pela solidão é, no mínimo, magnífico.
Ao final da narrativa, o leitor irá se deparar com a solução dos dramas de um jeito inesperado, porém convincente, a qual irá unir as vidas dessas pessoas à do Batman... e de Bruce Wayne.
Recomendação total pelo Apogeu do Abismo.
Agora, fiquem com as capas originais (publicadas em quatro edições).
Capítulo 1: Gigantes. Dio.

Capítulo 2: Sonhos. Jennifer e Jimmy.

Capítulo 3: Organismos. Joel e Emma.

Capítulo 4: O coração da cidade. Rosemary


quinta-feira, 10 de março de 2016

Exposição "A Batalha do Corpo" faz reflexão sobre o HIV



Fonte: Assessoria de Imprensa CCSP. Curta nossa fanpage: Apogeu do Abismo

Artistas visuais criam labirinto para que o público reflita como é viver com a AIDS

A partir do dia 17 de março, no Centro Cultural São Paulo, a instalação artística “A Batalha do Corpo” estará aberta para a visitação do público.
As artistas visuais Juliana Curi e Maria Eugênia Cordero propõem uma experiência estética para informar, renovar, criar e sugerir novos caminhos de reflexão sobre a questão HIV e AIDS, tanto em termos da vivência individual como do ponto de vista social.
A inspiração artística na montagem final da obra vem do conceito dos penetráveis, que surgiu na década de 1970, com o objetivo de integrar o espectador ao espaço para que a obra seja vivenciada e não somente observada.
A instalação foi construída em formato de labirinto, a partir de intervenções realizadas por um grupo de pessoas com alguma relação com o vírus HIV e a AIDS. São 15 metros de extensão, 6 metros largura e 3 metros de altura de tecido confeccionado com gaze hospitalar em vários tons de vermelho.
No espaço as criadoras propõem que, ao penetrar e percorrer a obra, o público se sinta imerso na experiência de quem vive com a doença, por isso a tendência é que, mais do que contemplar a obra, o visitante possa habitá-la, aprofundando assim as reflexões sobre arte, HIV, AIDS e vida.
“Para nós, a linguagem artística será o caminho que abrirá possibilidades de pensamentos e diálogos novos sobre o HIV e a AIDS”, diz Juliana Curi, uma das autoras do projeto-obra.
“É muito difícil falar de uma obra que se baseia na experiência de pessoas vivendo com HIV/AIDS sem propor que o público também possa compartilhar da experiência”, complementa Maria Eugênia Cordero, co-autora da instalação.

O projeto, o processo
Em quatro encontros, Juliana Curi e Maria Eugenia Cordero reuniram, no Ateliê 1120, mais de 30 colaboradores, todos com alguma relação com o vírus HIV e a AIDS. Com a co-liderança da artista e ativista Micaela Cyrino, ativistas, médicos e pessoas que vivem com HIV receberam orientação sobre as possibilidades da arte têxtil e como usá-la como expressão da linguagem para então intervirem com suas reflexões no tecido.
“A AIDS tem impactos no organismo de um indivíduo, mas sabemos que ocorre prioritariamente em outros tecidos sociais”, afirma a psicóloga Juny Kraiczyk, diretora-executiva da Ecos - Comunicação e sexualidade, organização apoiadora do projeto.
Os participantes, como fruto da roda de conversa sobre o que é e o que significa “viver com HIV” nos dias de hoje, propõem novas tramas, telas, urdiduras, texturas, teias e redes no tecido – intervenções incorporadas ao projeto “A Batalha do Corpo”.
A proposta das artistas para promover estes encontros é criar a oportunidade de mergulharem todos, juntos, nesta “batalha” a partir do espaço artístico, para trabalhar e refletir coletivamente, fazendo com que novas e velhas conexões se fortaleçam e nasçam novos pensamentos e possibilidades de luta.
“O objetivo com as oficinas não era apenas criar uma obra que sofresse intervenção coletiva, mas que trouxesse, para dentro dela, experiências reais, e que, durante as oficinas, a arte possibilitasse o surgimento de novas formas e caminhos para essa troca de vivências”, conta Micaela, articuladora dos encontros.

Juliana, ao centro


Quem são as artistas
Paulistana, Juliana Curi é artista visual, roteirista e diretora. Reside atualmente em Nova York, onde desenvolve projetos de fotografia, audiovisual, arte têxtil e instalações. Em 2010 ganhou o prêmio de incentivo do MinC como melhor roteirista estreante de longa-metragem de ficção com o projeto Meu Elvis. Em 2015 criou a série de bordado em plantas “Pink Intervention”, que participou da exposição sobre trabalhos manuais FIO na Galeria Sin Logo eSpotte Art New York.







Maria Eugênia Cordero
Maria Eugênia Cordero, artista plástica e arte-educadora, criou (em 2013) e coordena desde então a residência artística "Barda del desierto" na cidade de Cordero, na Patagonia Argentina. Faz parte do grupo de estudos “Prácticas artísticas decoloniales” da UNSAM, também na Argentina, onde nasceu. Radicada em São Paulo, tem realizado trabalhos sobre a relação entre as diversas áreas do conhecimento, principalmente ligando as artes visuais às questões sociopolíticas, com especial ênfase nas questões de gênero. Realizou exposições individuais e coletivas na Argentina, na Espanha e no Brasil.

Agenda durante a instalação

Dia 19/3, às 15h: HIV/Aids na sociedade hoje: impacto individual ou coletivo
Juny Kraiczyk (mestre em bioética pela faculdade de Ciências da Saúde, cátedra UNESCO de Bioética, Universidade de Brasília, e diretora-executiva da Ecos - Comunicação e Sexualidade)
Juliana Curi e Maria Eugenia Cordero (autoras da obra A Batalha do Corpo)
Micaela Cyrino (produção artística A Batalha do Corpo.)

Dia 09/4, às 15h: Panorama das práticas artísticas e HIV e mais um encontro “Vozes e Tramas” 

Panorama dos artistas que trabalham com a temática HIV|AIDS  + Encontro para intervenção coletiva em uma peça têxtil no CCSP

Apoios: A Ecos-Comunicação e Sexualidade  e Agência de Notícias da Aids também apoiam este projeto.


Serviço
Abertura 17 de março - 18h às 21h
Centro Cultural São Paulo (Rua Vergueiro, 1.000)
Período expositivo: 18 de março a 10 de abril
Horário: de terça a sexta, das 10h às 20h; sábados, domingos e feriados (exceto Páscoa), das 10h às 18h.
Entrada franca
Informações: 11 3397-4002 / bdc.imprensa@gmail.com

segunda-feira, 20 de outubro de 2014

No papel de uma soropositiva, Deborah Secco reflete sobre a vida.



Fonte: G1. Comentários: Franz Lima
Aos 34 anos, Deborah Secco alcança a atriz que sempre quis ser. Ela conta ao G1 que seu papel no filme "Boa sorte", que tem última sessão na Mostra Internacional de Cinema de SP nesta terça-feira (21) e estreia dia 20 de novembro, mudou sua vida. "Ele fez entender minha finitude e a possibilidade da morte a qualquer instante. Fez com que eu repensasse tudo", diz. Deborah, que atualmente está na novela das seis "Boogie Oogie", da TV Globo, já atuou em filmes como "Caramuru: A invenção do Brasil" e "Meu tio matou um cara", mas se consagrou como protagonista de "Bruna surfistinha" (2011), em que interpreta a história real da ex-garota de programa Raquel Pacheco.
Em "Boa sorte" ela vive Judite, uma viciada em drogas e portadora de HIV, que se envolve com João (João Pedro Zappa), um garoto com problemas de comportamento. Os dois se conhecem numa clínica de reabilitação e vivem um romance transformador. Dirigido por Carolina Jabor ("O mistério do samba"), o drama recebeu os prêmios de melhor filme (júri popular) e direção de arte no Festival de Paulínia desse ano. 
G1 - No Festival de Paulínia você disse que o 'Boa sorte' é o seu maior trabalho. Você também já comentou que a Bruna surfistinha foi 'a personagem da sua vida'. Como você relaciona esses dois papéis no cinema?

Deborah Secco - A Judite [do "Boa Sorte"] mudou a minha vida. Essa é a atriz que eu quero ser. Esse filme mudou a forma de eu viver. Ele fez entender minha finitude e a possibilidade da morte a qualquer instante. Fez com que eu repensasse tudo. A Bruna foi um papel muito importante para me ensinar a não julgar. Me ensinou a não olhar o próximo achando que ele teve as mesmas condições de escolhas que eu tive. São dois filmes muito importantes tanto artisticamente quanto para a Deborah pessoa. Tive um amadurecimento pessoal. Foram dois filmes que mexeram muito comigo. Hoje eu sou uma pessoa completamente diferente.

G1 - Qual foi o maior desafio para mergulhar na personagem? Foi ter que emagrecer ou entender como vive alguém que tem HIV?

Deborah - É muito mais fácil emagrecer que entender pelo o que passa um portador de HIV. É muito difícil juntar na personagem coisas tão ambíguas porque a Judite tem a alegria e a tristeza muito presentes. Ela tem a morte muito presente. Então, ela é uma personagem cujo olhar já não está mais aqui. Já está indo para outro plano. É um olhar mais vazio, mas cheio de uma outra vida. Isso fui descobrindo fazendo o filme.

G1 - No filme 'A despedida', a personagem da Juliana Paes é amante de um homem 50 anos mais velho. E no 'Boa sorte', sua personagem tem um caso com um garoto mais novo. Como você acha que essas histórias são vistas pelo público?

Deborah - Acho que o amor não tem idade, não tem cor, não tem classe. Temos que parar de pensar assim e nos deixar levar pelo verdadeiro amor, pelo que a gente pensa que é amor, a gente seria realmente muito mais feliz. Nosso país seria muito mais feliz. As pessoas têm que parar de ligar para o que os outros pensam delas.

G1 - Esse é o primeiro longa de ficção da Carolina Jabor e o 'Bruna surfistinha' foi o primeiro do Marcus Baldini. Você acha mais interessante trabalhar em filmes de diretores estreantes?

Deborah - Na verdade aconteceu. Mas tanto a Carolina quanto o Baldini já eram diretores muito experientes apesar de ser o primeiro longa de ficção. Mas eu tenho vontade de trabalhar com tantos diretores que já fizeram tantas coisas. Não tenho essa predileção, mas acredito muito em diretores estreantes. Não acredito que a falta de experiência seja um problema. Pelo contrário, acho que às vezes pode render uma bela surpresa.

G1 - Os papéis que você escolhe para o cinema são totalmente diferentes do que você faz em novelas. Você diria que são formas distintas de realização profissional?
Deborah - Na televisão eu fui muito mais escolhida do que escolhi. Agora eu estou dando um passo para poder também escolher na televisão. Tenho muitas conversas com a TV Globo e a gente tem essa consciência de que é bom para todo mundo que a gente possa escolher para ter uma dedicação e entrega maiores. No cinema eu pude ter essa possibilidade antes. Mas acho que eu sempre busquei isso, a possibilidade de fazer o que eu acredito artisticamente. E acho que hoje eu estou chegando mais perto disso. Tenho brigado muito por isso. Essa é a minha maior busca atualmente.

Franz diz: há um preço a se pagar pela arte. Tom Hanks, Christian Bale, Daniel de Oliveira, Rodrigo Santoro e muitos outros atores passaram por privações para compor suas personagens. O resultado visual quase sempre fica muito bom, porém é na interpretação (auxiliada pela aparência, óbvio) que o ator dá lugar ao papel interpretado. 
Dar vida a um soropositivo pode ser algo brutal, pois muito do sofrimento dos portadores da Aids é minimizado pelo descaso da mídia e também pela sensação de segurança que a longevidade, fruto dos medicamentos, pode trazer.
Viver (ou sobreviver?) com uma doença mortal pode ser absolutamente destrutivo para alguém com a mente menos preparada para algo tão complexo. Ser uma pessoa sadia e transferir mente e corpo para uma personagem afetada pelo vírus da Aids é uma experiência, no mínimo, extenuante. 
Espero que esta obra cinematográfica seja tão boa quanto as divulgações passaram. Creio que Deborah acertou a mão na escolha deste papel.


terça-feira, 27 de maio de 2014

Aluna de 15 anos cria novo teste para HIV mais rápido e barato


Fonte: O Globo.

Aluna da York House School, escola de ensino médio apenas para meninas, Nicole Ticea desenvolveu um mecanismo onde a pessoa que deseja saber se contém o vírus pinga gotas de sangue em um chip, com o resultado quase instantâneo. O sistema utiliza métodos semelhantes aos testes de gravidez acessíveis em qualquer farmácia.
Em vez de se valer de anticorpos do HIV, como na maioria dos outros testes, Ticea usou o recurso da Amplificação Isotérmica de Ácido Nucleio, onde o vírus é literalmente amplificado de forma acelerada. Isso suprime o intervalo de tempo no qual a pessoa infectada ainda recebe resultados negativos de exames de anticorpos por conta da demora do sistema imunológico em processar uma resposta ao vírus.
A invenção de Ticea contrasta com outros testes de amplificação do HIV, mais caros e demorados. A descoberta foi o produto de uma competição de ciências de sua escola, onde estudantes desenvolvem projetos auxiliados por acadêmicos e universitários. Ticea, por exemplo, contou com a ajuda do professor Mark Brockman e do aluno de graduação Gursev Anmole, ambos da Simon Fraser University.
Embora bem sucedida, a invenção da estudante ainda precisa ser refinada para que possa chegar às farmácias no futuro. Ticea já prometeu que vai continuar com suas pesquisas em paralelo às atividades regulares de sua escola.

Franz diz: notícias como esta são mais um motivo para que eu questione a lentidão no surgimento de uma vacina para a AIDS. Mas eu também seria muito inocente se não levasse em conta que, infelizmente, não é lucrativo para a indústria farmacêutica a venda da cura, já que a doença é extremamente mais proveitosa para os cofres
Bem, ao menos nos resta a ótima notícia da descoberta da menina que, obviamente, irá ajudar muitos que aguardam pelo teste. Quanto mais rápido souber do problema, mais rápido será o tratamento para evitar a evolução da doença, além de evitar que, por desconhecimento, um portador do vírus passe-o adiante.

terça-feira, 20 de dezembro de 2011

A AIDS no cinema. Conheça mais sobre alguns filmes.


Campanha de conscientização
A AIDS foi um dos temas mais discutidos dos últimos anos, abordado por meio de livros, quadrinhos, cinema, rádio e web, mas que está perdendo espaço para a falsa sensação de segurança que atinge a sociedade. 
Poucos noticiaram uma evento de cinema que aconteceu em São Paulo, onde o Cine Olido, juntamente com o Centro Cultural São Paulo (CCSP), trouxeram a 7ª Cinema Mostra Aids para abordar o assunto com a devida relevância que o tema merece. A mostra ocorreu de 19 a 25 de agosto de 2011 e foram exibidos filmes, documentários e curtas-metragens sobre o tema com entrada a R$ 1. A classificação indicativa era para maiores de 16 anos.
Divulgue estes filmes e, principalmente, ajude a disseminar a importância do uso de preservativos, agulhas individuais e outros métodos para evitar a contaminação.
Para os que perderam esta oportunidade, eis a relação dos filmes e suas sinopses para consulta e busca futuras:

Pedro (EUA, 2008, 90 min. Dir.: Nick Oceano).
Sinopse: Trajetória do cubano Pedro Zamora, o primeiro homossexual soropositivo a participar de um reality show na televisão americana.

Sexo Positivo (Sex Positive, Eua, 2008, 76 Min).
Sinopse: A trajetória de Richard Berkowitz, ativista revolucionário nos anos 1980. Profissional do sexo, ele emergiu do epicentro da epidemia como um líder da comunidade gay norte-americana, exigindo a evidência e a importância da prática do sexo seguro.

Campanha de conscientização
68 Páginas
Sinopse: O longa coloca em cena personagens encobertos pela indústria de cinema da Índia, como um bailarino transexual, um casal gay, um profissional do sexo e um usuário de drogas.

Defendendo a verdade – Rompendo o silêncio (Standing-n-Truth: Breaking the Silence, EUA, 2009, 75min, documentário. Direção: Tim Daniels).
Sinopse: O filme explora a identidade sexual dos afro-americanos e dá voz a várias personalidades: acadêmicos, artistas, padres e líderes políticos. Entrevista com um grupo de pensadores e amigos sobre o que representa ser negro e gay na América.

De  mãos atadas (Yadaim Kshurot, Israel, 2006, 90min. Direção: Dan Wolman).
Sinopse: História de uma relação sensível e complexa entre uma mãe e seu filho doente. Em busca de droga para aliviar a dor do filho, ela enfrenta uma jornada turbulenta nas ruas de Tel-Aviv.
(exibições em sequência)
20h – Mangostim – HIV/Aids in Malásia. EUA, 2006, 15min, documentário. direção: Greg Pacificar, Alzo Slade).
Sinopse: O filme se aproxima, por meio de um íntimo olhar sobre cultura, educação e ativismo, de Kuala Lumpur e sua conexão com a crescente propagação do vírus da Aids na Malásia.

Juntos para sempre...
Aids e preconceito ou a Pernalonga da história (Brasil, 2005, 17min, documentário. Direção: Wilson Freire).
Sinopse: Pernalonga é a alcunha do ator pernambucano Antonio Roberto de Lira França, figura popular e querida da cena alternativa de Recife. Ele se ligou desde os anos 1970 a diversas manifestações culturais. Bissexual, descobriu-se soropositivo em 1987, mas não desenvolveu a doença, o que não evitou que tivesse um fim trágico em 2000 por decorrência da Aids.

Under the skin (Brasil, 2010, 7min. Direção: Silvia Lourenço e Sabrina Greve).
Sinopse: O curta-metragem integra o projeto de doze episódios Fucking Different São Paulo, coprodução entre Brasil e Alemanha que já está em sua quarta edição, e foi selecionado para a mostra paralela Panorama do Festival de Berlim 2010. Depoimento de rapaz que descobre ser possível conviver bem com o vírus HIV. Miguel Dias conta como se reconheceu homossexual ainda adolescente, sobre a primeira transa aos 19 anos, a dificuldade de se revelar aos pais e os vários parceiros.

Act Up – Mudando a definição de Aids (Act Up Oral History Project, EUA, 2009, cor, 27min. Direção: Jim Hubbard e Sarah Schulman).
Sinopse: Em 1987, um grupo de aproximadamente trezentos ativistas homossexuais criou em Nova York o Aids Coalition to Unleash Power, ou Act Up, a partir de uma dissidência do Gay Men’s Health Crisis (GMHC). Desde então, organizou protestos e iniciativas de esclarecimento sobre a doença, com alvo principalmente na legislação, na pesquisa médica, no tratamento e na política de saúde.

A história de Rachel (Rachel’s Story, Inglaterra, 2002, 22min, documentário. Direção: Chris Smart).
Sinopse: Rachel Whitear cresceu como uma garota típica da classe média do interior inglês, com interesses diversos. Aos 18 anos, sua vida se transforma. Conhece um rapaz mais velho, viciado em heroína, com quem passa a namorar, e torna-se também dependente da droga. O desconhecimento dos familiares em relação aos tóxicos e a incredulidade de que a filha pudesse estar envolvida com um deles retardaram o auxílio e Rachel é encontrada morta por overdose em 10 de maio de 2000.

O Universo De Keith Haring (The Universe of Keith Haring, Itália/França, 2008, 90 min. Dir.: Christina Clausen).
Sinopse: Documentário sobre o artista plástico e designer norte-americano Keith Haring, que fez a ponte entre arte e cultura pop durante sua curta carreira.

Stephen Fry E A Aids (Inglaterra, 2007, 120 min. Dir.: Ross Wilson).
Sinopse: Depois de perder muitos amigos para a Aids, o ator Stephen Fry, autor deste roteiro, faz uma viagem pessoal pela Grã-Bretanha e tenta entender o porquê do aumento das infecções pelo HIV.

Rock Hudson – Belo E Enigmático (Rock Hudson – Dark and Handsome Stranger, Alemanha/França/Finlândia, 2010, 95 min. Dir.: Andrew Davies e André Schäffer).
Sinopse: Documentário sobre a vida e morte do galã de cinema Rock Hudson, e o impacto gerado pela descoberta de ser ele homossexual e portador do vírus HIV.


O universo de Keith Haring (The Universe of Keith Haring, Itália/França, 2008, 90min, documentário. Direção: Christina Clausen).
Sinopse: Artista e designer, Keith Haring criou o trabalho que fez a ponte entre arte e cultura pop durante sua curta, mas influente carreira. O universo de Keith Haring é abordado neste filme, que analisa a vida e a carreira desta figura influente da arte pop contemporânea e apresenta entrevistas com seus amigos e familiares.
Janaína Dutra – uma Dama de Ferro (Brasil, 2011, 50min, documentário. Direção: Vagner de Almeida).
Sinopse: Janaína Dutra, ou Jaime Cesar Dutra Sampaio, nasceu em 1961 em Canindé, no interior do Ceará, e morreu em 2004, vítima de câncer de pulmão. Sua trajetória, rememorada pelo filme, inclui a preferência por se tornar mulher, o uso de hormônios, já em Fortaleza, a rejeição dos familiares e a atuação na defesa dos direitos dos homossexuais e no esclarecimento da aids a sua classe.

Previna-se contra esta doença silenciosa. Não conte com a sorte: as cartas deste jogo estão marcadas. 
Não discrimine os portodores do HIV. Eles precisam de todo o apoio para continuar nesta luta. 

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