{lang: 'en-US'}

Mostrando postagens com marcador Agência Brasil. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Agência Brasil. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 2 de abril de 2014

Dia mundial de conscientização do Autismo. Compreenda, respeite e ame-os.


Texto: Carolina Pimentel, repórter da Agência Brasil
 
Brasília – No Dia Mundial de Conscientização do Autismo, celebrado hoje (2), especialistas e organizações da sociedade civil alertam os brasileiros para a necessidade do diagnóstico precoce.
O autismo é uma síndrome que afeta de maneira acentuada a capacidade do indivíduo de falar, comunicar-se e interagir com outras pessoas e com o ambiente. Estima-se que 2 milhões de brasileiros sejam autistas. Em todo o mundo, são cerca de 70 milhões de pessoas, de acordo com as Nações Unidas. O transtorno é mais comum em homens do que em mulheres.
Desinteresse pela convivência outras pessoas, pouco contato visual, fixação por objetos, não reagir quando é chamado por alguém ou recusar contato físico são alguns dos sinais do autismo, que aparecem, em sua maioria, antes dos 3 anos de idade.
“Aos 2 anos de idade, se a criança não consegue falar, não se interessa em brincar com outras crianças ou não pede colo é um sinal de alerta”, explica Marcos Mercadante, psiquiatra da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e um dos fundadores da organização não governamental Autismo e Realidade.
Até o momento, não há cura para o autismo, mas o tratamento, quando iniciado logo após o diagnóstico, aumenta as chances de a criança ter mais independência na vida adulta. No entanto, o psiquiatra lamenta que pais e até mesmo profissionais de saúde estejam despreparados para reconhecer os sintomas. “No Brasil, o diagnóstico ainda está sendo feito com 5 ou 6 anos [de idade]”, afirmou.
O tratamento não é o mesmo para todos os autistas, que podem apresentar grau leve ou severo (quando compromete mais o indivíduo), mas se baseia em terapias comportamentais e médicas com o objetivo de estimular o indivíduo a se socializar e ter qualidade de vida.
Mãe de um autista, a engenheira Ana Maria Mello uniu-se a outros pais para fundar a Associação de Amigos do Autista (Ama), em 1983, uma das principais organizações civis do país, com sede em São Paulo, que auxilia pais e pessoas com o transtorno de desenvolvimento. Ana Maria incentiva os pais a buscar informação para que saibam entender os filhos. “A gente chora bastante, mas, depois, bola para a frente, sem sentimento de culpa ou pena”, disse.
A educação tem também um papel fundamental para que o autista possa ter melhor convivência no ambiente onde vive. Especialistas defendem que a escola deve ter uma abordagem específica para lidar com essas crianças e reclamam da falta de instituições adequadas.
No Distrito Federal, o Centro de Ensino Especial 2, da rede pública, é adaptado para receber alunos autistas com grau leve ou severo. No centro, os professores usam brinquedos, figuras e alternativas de comunicação para estabelecer uma rotina de atividades comuns à vida de qualquer pessoa, como comer ou ir ao banheiro. “Elas aprendem a se vestir, calçar os sapatos, conviver com outras crianças lá fora. É uma forma de ajudar a socializar a criança”, explica a supervisora pedagógica Marli de Jesus Silva.
Atualmente, o centro tem cerca de 30 alunos autistas, de 5 a 15 anos. Um deles é a pequena Maria Alice, de seis anos de idade. Há poucos meses na escola, a menina já faz trabalhos com colagem e tem menos crises de choro e agitação, características do autismo. “No período em que ficava só em casa, ela era muito agitada e ficava girando em círculos. Agora, ela dorme e se alimenta melhor, além de gostar da escola”, conta Luciana da Silva, mãe de Maria Alice e mais três filhos. “Os pais não precisam isolar os filhos. Ela não olha para mim, mas eu olho para ela”, relata Luciana.

Franz diz: amor é a chave para ajudar as crianças e os diagnosticados tardiamente. É preciso paciência, perseverança e muita compreensão sobre aquilo que afeta nossos filhos. O autismo não é uma sentença de morte ou a confirmação da inutilidade de quem o tem. Ser autista é viver e aprender, porém com algumas limitações que podem ser minimizadas com o tratamento correto, apoio da família, escola e governo e, principalmente, respeito. 
muitas variações do autismo onde o grau varia. Mas mesmo os casos mais graves podem apresentar melhoras com o apoio incondicional de quem os cerca e, obviamente, também ao evitarmos isolar os autistas. As causas aindas são fonte de estudo, o que não significa, como disse, uma condenação ao portador. 
Basta que busquemos a compreensão deste inacreditável universo para que as coisas fiquem mais simples e fáceis de lidar. 
Meu filho é autista e é meu herói. Ele se supera diariamente, é carinhoso, inteligente e dono de um coração lindo. Hoje, não consigo ver meu menino de outra forma. Simplesmente o amo.
Vamos dirimir as dúvidas e afastar os preconceitos. Os autistas são merecedores de nosso amor e nosso respeito. São guerreiros de um combate que não pediram, porém jamais recuarão.
   

quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014

A história da imigração alemã em mostra no Centro Cultural Correios.


Paulo Virgílio - Agência Brasil
 
A partir da segunda metade do século 19, o Brasil se tornou o destino de milhares de imigrantes europeus, que fugiam dos problemas políticos, econômicos e sociais do velho continente, e saíam em busca da prosperidade nas Américas. Um dos mais importantes fluxos foi o da imigração alemã, e em decorrência disso, o Brasil tem, atualmente, cerca de 5 milhões de pessoas de ascendência germânica.
Parte da história dessa imigração está contada em uma exposição aberta ao público desde o dia 19 de fevereiro, no Centro Cultural Correios, no Rio de Janeiro. Brasil-Alemanha: uma história centenária contada pelo mar, descreve em pôsteres, filmes e maquetes de navios os 142 anos de atuação, no país, da empresa alemã de transporte marítimo Hamburg Süd. A mostra faz parte da programação do Ano da Alemanha no Brasil.
Fundada em 1871 e com sede na cidade portuária de Hamburgo, a transportadora foi uma das acionistas majoritárias da Companhia Colonizadora Hanseática, que desenvolveu a colonização alemã no estado de Santa Catarina. A imigração foi mais intensa no final do século 19 e início do século 20, com destaque para as décadas de 1920 e 1930 - período entre a primeira e a segunda guerras mundiais.
De acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Brasil recebeu, na época, 102 mil imigrantes de origem alemã, originários da própria Alemanha e dos países vizinhos de língua germânica, como a Áustria e parte da Suíça. “Não é possível mensurar um número exato de imigrantes, que vieram nos navios da Hamburg Süd”, afirma o diretor-superintendente da empresa, Julian Thomas. Segundo ele, os principais portos de desembarque dos imigrantes, além dos da Região Sul, foram os de Santos, do Rio de Janeiro e Recife.
A derrota alemã nas duas grandes guerras afetou duramente os negócios da Hamburg Süd, que perdeu a totalidade de seus navios - confiscados pelos vencedores dos conflitos - tendo que reiniciar do zero. “Os bens da empresa no Brasil não foram confiscados durante a Segunda Guerra, mas na época do nazismo, o serviço da Hamburg Süd para o país foi suspenso”, conta Julian Thomas.
Na exposição, que tem curadoria do museólogo alemão Carsten Jordan, os visitantes podem consultar as listas de passageiros que embarcaram no Porto de Hamburgo e ver maquetes de navios. A mostra, já exibida em São Paulo, fica em cartaz até 30 de março, e depois seguirá, no decorrer do ano, para Santos (SP) e Porto Alegre.
A entrada é grátis, e a visitação é de terça-feira a domingo, das 12h às 19h. O Centro Cultural Correios fica na Rua Visconde de Itaboraí, 20, no centro do Rio.

Franz diz: uma exposição indispensável para os que amam a História e também para quem quer conhecer um pouco mais desse povo que tanto contribui para nosso país. Divirtam-se!

quarta-feira, 14 de agosto de 2013

Festival internacional de bonecos começa hoje em Brasília



Por: Marcelo Brandão
Repórter da Agência Brasil
Brasília - Grupos de teatro de bonecos de cinco países vão se apresentar a partir de hoje (14), em Brasília. Artistas da Rússia, Coreia do Sul, Inglaterra e Itália, além de brasileiros, participarão do Festival Sesi Bonecos do Mundo, no Museu Nacional da República. A mostra, promovida pelo Serviço Social da Indústria (Sesi), vai até domingo (18). Durante os cinco dias, o público terá a oportunidade de conhecer diversas formas de trabalhar a marionete, como o teatro de caixa, mamulengo, a técnica de fios e o teatro de sombras.
O grupo mineiro Giramundo é um dos destaques da programação, com o espetáculo Aventuras de Alice no País das Maravilhas. Serão 55 bonecos e um ator misturando teatro de bonecos, artes plásticas, música e cinema. Os músicos Arnaldo Baptista, ex-integrante da banda Os Mutantes; e Fernanda Takai, da banda Pato Fu, dublam os personagens. A banda Pato Fu se apresentará no festival, com o show Música de Brinquedo.
Outro artista que estará na capital federal é o russo Viktor Antonov. Ele é considerado um dos grandes mestres de marionetes em seu país e apresentará seu Circo de Fios. Trata-se de um pequeno circo e seus personagens: o palhaço, a bailarina hindu, o camelo, o halterofilista e macacos acrobatas. Antonov também vai protagonizar uma das três oficinas disponíveis no Sesi Bonecos do Mundo. Nela, o russo vai ensinar técnicas de controle e manipulação de marionetes. As inscrições para as oficinas já estão abertas e podem ser feitas pelo e-mail oficinasbrasilia@sesibonecos.com.br ou pelo telefone (61) 7817-1996.
Além dos espetáculos e das oficinas, o festival terá a exposição Coleção Magda Modesto – Títeres dos Quatro Cantos do Mundo, mostrando 130 bonecos. Lina Rosa Vieira é a idealizadora do projeto. Para ela, é uma oportunidade da arte de manipulação de bonecos mostrar sua relevância.
“Acho importante quebrar esses paradigmas de que boneco é só manifestação folclórica, só coisa para criança. Com o festival, a gente entra com o teatro de bonecos pela porta principal. Temos tecnologia de ponta, quatro telões de alta definição e espaços muito grandes. Em alguns lugares por onde o festival passou, tivemos 100 mil pessoas”, contou.
O Festival Sesi Bonecos do Mundo existe desde 2004, trazendo visibilidade para a arte da marionete e já levou ao público artistas de 19 estados brasileiros e 14 países. “É possível fazer espetáculos que respeitem a inteligência de quem está do outro lado, estimulem a criatividade”, explica Lina. “Quando você entra, vai para um mundo encantador. Você atravessa o portal, começa a passear por aquele caleidoscópio de possibilidades, lidando com as mais diferentes técnicas e linguagens e, então, se entrega à surpresa, ao mistério. Acho que é a esse mistério que as pessoas devem se entregar. Elas não vão se arrepender”, completou.

sábado, 10 de agosto de 2013

Processos digitalizados do período ditatorial já estão disponíveis para consulta.


Fonte: Agência Brasil. Por Elaine Patricia Cruz.

São Paulo – Cerca de 900 mil páginas de um conjunto de 710 processos envolvendo o período da ditadura militar no país, julgados pelo Superior Tribunal Militar (STM), foram digitalizados e já estão à disposição do público no site Brasil: Nunca Mais Digit@l.
A iniciativa apresenta o acervo do Projeto Brasil: Nunca Mais, desenvolvido nos anos 80 do século passado pela Arquidiocese de São Paulo e pelo Conselho Mundial de Igrejas, com o objetivo de evitar que processos judiciais por crimes políticos fossem destruídos com o fim da ditadura militar (1964-1985). O acervo digitalizado permite que se obtenham informações sobre torturas praticadas naquele período e que a divulgação dos processos cumpra um papel educativo na sociedade brasileira.
O Projeto Brasil: Nunca Mais examinou, na época, cerca de 900 mil páginas de processos judiciais movidos contra presos políticos e publicou relatórios e um livro, com o mesmo nome, retratando as torturas e as violações de direitos humanos durante a ditadura. Os documentos do projeto, que consistiam em arquivos em papel e em microfilme e estavam disponíveis apenas para pesquisadores, podem agora ser consultados por qualquer pessoa no site Brasil: Nunca Mais Digit@l.
A consulta aos processos pode ser feita, de forma geral, pelo objeto da busca, ou até mesmo pela divisão por estado ou organização política. Antes de sair o resultado da busca, aparece uma janela aparece com a mensagem: "Parcela expressiva dos depoimentos de presos políticos e das demais informações inseridas nos processos judiciais foi obtida com uso de tortura e outros meios ilícitos, e não pode ser considerada como absoluta expressão da verdade”.
Entre os documentos digitalizados, há fotos, vídeos e matérias publicadas em jornais e revistas. É possível consultar, por exemplo, a certidão de óbito do guerrilheiro e ex-deputado Carlos Marighella, morto em 1969 na Alameda Casa Branca, em São Paulo, por agentes da Delegacia de Ordem Política e Social (Dops). Marighella foi militante do Partido Comunista Brasileiro e um dos principais organizadores da luta armada contra o regime militar depois de 1964.
Também é possível consultar documentos que se referem à presidenta Dilma Rousseff, que militou em organizações de combate ao regime militar. Perseguida durante a ditadura e condenada por subversão, Dilma esteve presa entre os anos de 1970 e 1972, no Presídio Tiradentes, na capital paulista.
Em entrevista hoje (9) à TV Brasil, durante o lançamento do site em São Paulo, a coordenadora da Comissão Nacional da Verdade, Rosa Cardoso, disse que o projeto digital “é uma referência obrigatória para quem for pesquisar esse período da ditadura militar”.
Para Rosa, o arquivo digital tem importância histórica, já que fornece dados que são documentos oficiais da ditadura.
“Ele [site] viabiliza o acesso a uma documentação oficial, na medida em que são processos havidos no âmbito das auditorias militares, onde as pessoas eram efetivamente processadas e denunciadas”, disse Rosa Cardoso.

Franz says: uma ótima iniciativa para apurar o que realmente ocorreu durante o período ditatorial. Criminosos - assim como ocorreu em Nuremberg - devem ser punidos exemplarmente para que as gerações futuras pensem antes de tomar as mesmas atitudes.
Entretanto, é válido relembrar que as mortes, roubos e até tortura não foram apenas praticados por militares. Por se tratar de uma guerra civil, muitos cidadãos comuns valeram-se da força e da violência para que se fizessem ouvir. 
O país precisa dessa justiça, mas é primordial que ela seja feita de forma imparcial, analisando ambas as partes e punindo - se necessário - os que se valeram de tais práticas repudiáveis.



sexta-feira, 16 de novembro de 2012

Divulgação: 11º Festival Internacional de Bonecos em Brasília.


O espetáculo Os Olhos do Surubim Rei, do Grupo Teatro Kabana (Minas Gerais), que manipula bonecos na água, abre o festival.
Mais de 100 mil estudantes da rede pública do Distrito Federal assistirão ao 11º Festival Internacional de Bonecos de Brasília, que começou na última segunda-feira (12) e vai até o dia 28 de novembro. A programação inclui 196 apresentações de linguagens e manifestações da cultura popular do Brasil e do mundo. Os estudantes terão um ônibus especial para levá-los ao evento nos períodos da manhã e da tarde, segundo a organização do festival.


Serão oferecidas oficinas de confecção e animação de bonecos. O público também assistirá a teatro de sombras e poderá participar de atividades com pernas de pau, de confecção de brinquedos populares e literárias. Todas as apresentações e oficinas são gratuitas e de censura indicativa livre. 

As atividades começam no Teatro Nacional Claudio Santoro e, a partir de sábado (17), ocorrem em oito regiões administrativas do Distrito Federal: Guará, Taguatinga, Ceilândia, Brazlândia, Planaltina, Sobradinho, Santa Maria e Varjão.

Além de grupos do Ceará, Distrito Federal, de Goiás, Minas Gerais, do Piauí, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, de São Paulo e Santa Catarina, o evento conta com a participação de artistas premiados da Argentina, do Chile, da Costa Rica, Espanha, Itália, do México e de Portugal.

O espetáculo Os Olhos do Surubim Rei, do Grupo Teatro Kabana (Minas Gerais), que manipula bonecos na água, abre o festival hoje, às 21h, na Sala Martins Penna. No foyer da sala, ocorre a abertura da exposição Feira de Patrimônio Imaterial, com trabalhos do Maranhão, do Piauí, de Goiás, Minas Gerais, do Pará e do Distrito Federal.

Nesse espaço, haverá comidas típicas e uma exposição de bonecos de várias partes do mundo. “Vamos utilizar a área toda do Teatro Nacional para aproveitar os grandes espaços da arquitetura de Oscar Niemeyer”, disse o coordenador e idealizador do evento, Ricardo Moreira. (Agência Brasil) 





terça-feira, 4 de setembro de 2012

39º Salao Internacional de Humor de Piracicaba.


Elaine Patricia Cruz
Repórter da Agência Brasil
São Paulo – Para comprovar que humor é coisa séria e um importante instrumento de contestação, crítica social e mobilização, o Salão Internacional de Humor de Piracicaba, em São Paulo, chega à 39ª edição apresentando 436 obras produzidas por artistas de 64 países. São 100 cartuns, 89 caricaturas, 76 charges, 78 tiras e histórias em quadrinhos, oito peças tridimensionais e 85 trabalhos com o tema intolerância.
Surgido há 39 anos, ainda durante a ditadura militar, o Salão do Humor, como é mais conhecido, mostra que é possível usar o humor para denunciar as atrocidades das guerras ou até refletir sobre os relacionamentos na época da internet e das redes sociais. A Agência Brasil visitou a exposição e constatou que muitos dos trabalhos deste ano tratavam do conflito na Síria, onde uma revolta popular tenta tirar do poder o presidente Bashar Al Assad.
“O Salão do Humor tem importância histórica para o Brasil. Quando ele foi criado, em 1974, serviu como espaço de discussão de ideias e luta relativas à liberdade de expressão, já que ainda vivíamos sob a ditadura militar”, disse o diretor do Centro Nacional de Humor Gráfico de Piracicaba, Eduardo Grosso. Segundo ele, na época, o evento teve grande apoio da equipe do jornal O Pasquim, que marcou época na imprensa brasileira. Um dos profissionais de destaque na equipe d'O Pasquim era o cartunista Jaguar, que ilustra o cartaz do Salão do Humor deste ano. “No início do Salão, o Jaguar abriu as portas d'O Pasquim e o projetou, assim como fizeram Millôr Fernandes [morto em março deste ano] e Ziraldo."
De acordo com Eduardo Grosso, o Salão do Humor é importante também por revelar talentos. Neste ano, por exemplo, há mais de 3,5 mil trabalhos inscritos por artistas de 70 países.
O piracicabano Grosso foi um dos artistas revelados no evento. Desenhista e artista plástico, ele teve trabalhos premiados em todo mundo e foi o autor das ilustrações de dois dos cartazes que promoveram o Salão do Humor em suas 39 edições. “Foi a partir do Salão que comecei a fazer desenhos de humor e a desenhar cartuns, charges e caricaturas”, lembrou Grosso. Ele dirige o Centro Nacional de Humor Gráfico de Piracicaba, responsável pela organização do Salão Internacional de Humor, há três anos.
Além dos cartuns, desenhos que abordam temas universais e atemporais, e das charges, tipo de humor desenhado referente a assuntos da atualidade, o Salão do Humor apresenta caricaturas de diversas personalidades mundiais, o jogador de futebol Neymar, a presidenta Dilma Rousseff e o trompetista Louis Armstrong. “A parte das caricaturas é uma das mais elogiadas. É um ponto muito alto no Salão de Piracicaba”, ressaltou Eduardo Grosso.
A entrada no evento é franca. Aberto no último dia 25, o Salão do Humor pode ser visitado até 14 de outubro, no Parque do Engenho Central, em Piracicaba. Em outros espaços culturais da cidade, há ainda 26 mostras paralelas, oficinas de desenho, lançamentos de livro e desfiles de moda.
Há também espaço para o humor infantil. Há dez anos, Piracicaba realiza o Salãozinho, que seleciona trabalhos produzidos por crianças de 7 e 14 anos das escolas da região. “Neste ano, o número de desenhos é recorde: 3 mil inscrições.”

Nota complementar:

Salão de Humor oferece diversas oficinas em programação paralela

Fonte: Semac 


A programação paralela do 39° Salão Internacional de Humor de Piracicaba prestigia diversos públicos ao oferecer uma série de oficinas voltadas às artes gráficas. Durante todo o mês de setembro, crianças entre 7 e 14 anos temencontro marcado na oficina O Salãozinho É Dez!. Com orientação de Danilo De Angeli, as atividades de desenho e pintura acontecem aos sábados e domingos, das 14h às 17h, no Armazém 9 do Parque do Engenho Central.
Hoje (4), começa a oficina Arte de Palhaços, do Projeto Teatro de Artesania. Os participantes, maiores de 16 anos, explorarão os princípios da empatia, contracena e surpresa. A atividade vai até o sábado (9), das 9h às 12h, no Teatro Municipal Dr. Losso Netto, com orientação de Cristiano Pena e Júnia Bessa (Teatro Terceira Margem/MG). Inscrições no CEDHU Piracicaba (Centro Nacional de Humor Gráfico) pelo telefone 3403-2620.
Em uma parceria com a Secretaria de Estado da Cultura, por meio das Oficinas Culturais Carlos Gomes, de Limeira, o Salão de Humor promove a Oficina de Introdução ao Desenho de Humor: Cartum, Charge e Caricatura, nos dias 5 e 26 de setembro e 3 e 10 de outubro. A oficina, que já teve uma edição no mês de agosto, acontece no Centro Cultural Isaíra Aparecida Barbosa (Zazá), mas as inscrições estão esgotadas.
No sábado (8) é a vez do workshop Criação de Personagens, com direção de Rafael de Latorre. A atividade, das 14h às 17h, no CEDHU, apresenta conceitos básicos de construção do desenho e proporção, possibilidades de estilização e acabamento e sua aplicação em áreas como animação, quadrinhos e publicidade. São 25 vagas para quem tem 12 anos ou mais. As inscrições também devem ser feitas por telefone.

PRÓXIMAS SEMANAS – No dia 15 de setembro (sábado), Junior Lopes comanda a oficina Desenhando com Retalhos. O artista gráfico apresenta exercícios práticos de colagens com retalhos de tecidos. A atividade voltada a artistas gráficos e plásticos acontece das 9h às 12h e das 14h às 18h, no CEDHU. São 25 vagas e as inscrições são por telefone.
Ainda este mês, Dorinha Vitti orienta a oficina Faces e Caricaturas em Origami, nos dias 20 e 27 de setembro e 04 de outubro, das 14h30 às 17h, na Biblioteca Pública Municipal Ricardo de Arruda Pinto. Os participantes devem ter a partir de 12 anos e se inscrever pelo telefone 3433-3674.
O Salão de Humor já realizou duas oficinas: Colorização Digital, com Marcelo Maiolo, no última sábado; e Entre Caras e Bocas – O Universo da Caricatura, com o premiado cartunista Baptistão, no dia 25 de agosto.

MOSTRA PARALELA – O Museu Histórico e Pedagógico Prudente de Moraes abre amanhã (4), às 20h, a mostra paralela Desenhos de Humor na Revista Mirante,com cartuns e caricaturas publicados na primeira fase da revista, editada em Piracicaba entre março de 1957 e setembro de 1961. Derli Barroso, Edson Rontani e Renato Wagner foram os ilustradores responsáveis pelo humor gráfico do veículo mensal que apostava na “divulgação do progresso da Noiva da Colina”. A exposição permanece aberta à visitação de terça a domingo, das 9 às 17h, até 14 de outubro.

O SALÃO – Realizado pela Prefeitura do Município de Piracicaba, por meio da Secretaria da Ação Cultural e do CEDHU Piracicaba, o Salão de Humor promove em 2012 a maior mostra na história do evento. São 436 obras, divididas em 100 cartuns, 89 caricaturas, 76 charges, 78 tiras/HQs, oito peças tridimensionais e 85 trabalhos com o tema intolerância produzidos por artistas de todos os estados brasileiros e de 64 países. Os trabalhos estão
em cartaz no Armazém 14 do Engenho Central (avenida Maurice Allain, 454), com visitas gratuitas de terça a quinta-feira, das 14h às 18h, e sextas, sábados, domingos e feriados, das 10h às 21h.  Outras 26 mostras paralelas estão em cartaz em vários locais de Piracicaba e também em Campinas, no Aeroporto Internacional de Viracopos. Informações: (19) 3403-2615 ou www.salaodehumor.piracicaba.sp.gov.br.

Serviço – Oficinas: O Salãozinho É Dez!, todos os sábados e domingos de setembro, das 14h às 17h, no Engenho Central. Arte de Palhaços, de 4 a 9 de setembro, das 9h às 12h, no Teatro Municipal Dr. Losso Netto (av. Independência, 277). Criação de Personagens, sábado (8), das 14h às 17h, no CEDHU. Desenhando com Retalhos, sábado, 15 de setembro, das 9h às 12h e das 14h às 18h, no CEDHU. Inscrições pelo telefone do CEDHU: 3403-2620. Faces  Caricaturas em Origami, 20 e 27 de setembro e 04 de outubro, das 14h30 às 17h, na Biblioteca Pública Municipal Ricardo de Arruda Pinto (r. Saldanha Marinho, 333). Inscrições pelo telefone 3433-3674. *Mostra Desenhos de Humor na Revista Mirante*, abertura, amanhã (4), às 20h, no Museu Histórico e Pedagógico Prudente de Moraes. Visitação: terça a domingo, das 9 às 17h,até 14 de outubro.

segunda-feira, 3 de setembro de 2012

70% das salas de cinema do país estão nos Estados do Sudeste e do Sul.


Fonte: Agência Brasil. Por Gilberto Costa 

O poeta irlandês Oscar Wilde escreveu que "a vida imita a arte muito mais do que a arte imita a vida". A célebre frase não deve valer para o cinema brasileiro. Por aqui, a fruição da sétima arte é que imita a vida. A distribuição de salas de cinemas no Brasil e o acesso da população reproduzem a concentração socioeconômica e a desigualdade regional do país, conforme dados da Agência Nacional de Cinema (Ancine).

De cada dez salas de cinema no Brasil, sete estão em cinco estados do Sudeste e do Sul (São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Paraná). Mais da metade está nos estados do Rio e de São Paulo. Seis de cada dez salas estão localizadas em 38 municípios com mais de 500 mil habitantes, que respondem por apenas 0,68% dos 5.565 municípios brasileiros. A concentração de salas de cinema é maior do que a da população: há 101,1 milhões de pessoas nessas cidades, equivalente a 53% dos mais de 190 milhões de habitantes contados pelo Censo Populacional 2010, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Em 2011, menos de 2% dos ingressos vendidos foram nas bilheterias de municípios com menos de 100 mil habitantes. Dentro das cidades com cinema, também há concentração espacial das salas: 85% do “parque exibidor” estão instalados em shoppings ou centros comerciais. Duas grandes redes de salas de cinema (Cinemark e Severiano Ribeiro) concentram 44,5% dos ingressos vendidos aos sábados (o dia da semana de maior público).

O diretor-presidente da Ancine, Manoel Rangel, reconhece a concentração, mas pondera: “É preciso pensar na realidade do que são os municípios.” Segundo ele, cerca de 4 mil municípios têm menos de 20 mil habitantes. Com o mercado pequeno e a baixa renda per capita, as pequenas cidades “não têm viabilidade para manter salas de cinema em modelo comercial”. “Cabe ao Estado regular e induzir. Mas não basta a vontade, tem que partir das condições objetivas”, ressaltou ao lembrar que a instalação de cinemas é uma “decisão de agentes privados.”

Para Júlia Moraes, assistente de direção e produtora dos filmes Amarelo Manga (2003), Baixio das Bestas (2006) eFebre do Rato (2011), “o cinema no Brasil é de elite, quase um luxo” e esbarra no “problema grave de cultura e educação”. Na opinião da produtora, o problema social se agrava com a má circulação das cópias das películas para exibição dos filmes. “Há um gargalo na distribuição. O resultado é que o filme nunca chega ao público dele”, observa.

Para José Roberto Sadek, secretário adjunto de Cultura da cidade de São Paulo e professor de roteiro da Fundação Armando Alvares Penteado (Faap), a “distribuição de filmes é cara”, o que onera o envio de películas para diversos lugares. Ele espera que o cinema digital barateie a distribuição. “O digital vai causar impacto no custo da película,” avalia.

Além da exibição de filmes no Brasil estar concentrada regionalmente, Sadek lembra que é da natureza do cinema a concentração das produções em alguns locais. Isso ocorre porque “a mão de obra é cara, assim como o equipamento e a finalização”, Segundo ele, São Paulo e Rio “estão perto dos estúdios e das emissoras de TV.”

 “O dinheiro está aqui, assim como a maioria das produtoras e a maioria dos profissionais”, complementa o brasiliense Luiz Roberto Menegaz, diretor de cinema independente e que vive em São Paulo. “Se não mora no Rio ou em São Paulo, é muito difícil ser levado a sério”, lamenta, ao recomendar que “mesmo sendo uma produção amazônica é melhor vir para o Sudeste.”

“É natural que haja dois polos. É assim nos Estados Unidos, com Los Angeles e Nova York”, pondera o produtor e roteirista, Marcus Ligocki. Para ele, “o mercado leva a essas concentrações para otimizar recursos, acesso ao financiamento e facilidade para encontrar profissionais.” A mesma dinâmica de concentração ocorre, por exemplo, na Espanha (Madri e Barcelona), na França (Paris) e na Argentina (Buenos Aires).
Franz says: uma triste realidade que mostra o descaso com que as regiões Centro-Oeste, Norte e Nordeste ainda são tratadas. Apesar de já haver uma certa evolução no trato e consideração com essas áreas, muito ainda resta a fazer. É inadimissível ver o equivalente a quase 3/4 do país ser posto em segundo plan. As riquezas culturais, os talentos e o povo dessas regiões merecem o mesmo tratamento dado aos moradores das áreas mais populosas e influentes do país.
A cultura é um bem que deve ser distribuído de forma igual, coerente e sem distinção. Aguardar meses pela chegada de um filme, peça teatral ou uma revista é, no mínimo, contraditório para um país que prega o desenvolvimento e a valorização da cultura nacional. Está na hora de voltarmos a atenção para quem precisa e merece esse respeito. Chega de olhá-los apenas quando ocorrer uma tragédia ou algo similar.
P.S.: lembrei que o Jurandir Filho (cinema com rapadura) ou alguém de lá, não me lembro ao certo, disse que teria que ir a São Paulo para assistir o filme do Batman do jeito que ele queria (em Imax ou algo assim), pois no Estado dele não havia tal conforto e tecnologia. Será que ninguém vê que esses lugares tem um grande potencial de mercado e está lotado de consumidores e apreciadores de cultura e entretenimento?

quinta-feira, 5 de julho de 2012

Governo lança na Flip programas para internacionalizar literatura brasileira. Via Estadão.


Fonte: Estadão. Com base em matéria publicada na Agência Brasil.

A Fundação Biblioteca Nacional (FBN), do Ministério da Cultura (MinC), anunciou nesta quarta-feira, 4, na Festa Literária Internacional de Paraty (Flip), novos programas  para a internacionalização do livro e do escritor brasileiro.

A iniciativa faz parte da segunda etapa do Programa de Internacionalização do Livro e da Literatura Brasileira. As ações serão coordenadas pelo recém-criado Centro Internacional do Livro da FBN e preveem investimentos de R$ 76 milhões até 2020.

“Esse conjunto de programas e ações que formam a segunda etapa significa que o Brasil está se colocando para atuar no mercado mundial a partir da visão de uma política de Estado. Acho que isso é o mais relevante de tudo”, destacou à Agência Brasil o presidente da FBN, Galeno Amorim.

“Essa é uma das prioridades da política do livro que o governo federal vai passar a promover  e pretende ampliar no próximo período”, completou o secretário executivo do Ministério da Cultura, Vitor Ortiz.

Os quatro programas incluem bolsas de tradução para livros técnicos, científicos e profissionais; apoio à publicação nos países de língua portuguesa; residência de tradutores no Brasil; e patrocínio de viagem a escritores brasileiros, para divulgação de suas obras no exterior.

Os editais para os novos programas  serão publicados, um a cada semana, até a segunda semana de agosto, disse Amorim. As inscrições serão imediatas a partir da publicação.

O Programa de Residência de Tradutores Estrangeiros é inédito no Brasil. O secretário executivo do Ministério da Cultura informou à Agência Brasil que os tradutores estrangeiros que estejam fazendo a tradução de livros brasileiros poderão se candidatar a bolsas no valor de até R$ 15 mil.

O prazo para residência de trabalho é de até cinco semanas no Brasil. Galeno Amorim acrescentou que, na medida em que serão trazidos tradutores estrangeiros para cá, “nós também estamos fazendo acordos para  levar tradutores brasileiros para o exterior”.

Inicialmente, serão trazidos dez tradutores estrangeiros. “E nós  devemos levar um número maior que isso para o exterior. Aí, serão os países que vão convidar e assumir os custos”, comentou. Convênios com essa finalidade já estão sendo firmados com a Alemanha e a França, informou Galeno Amorim.

No caso do Programa de Apoio à Tradução e à Publicação de Autores Brasileiros no Exterior, que oferece bolsas de até R$ 8 mil para editoras internacionais que queiram publicar autores brasileiros, a FBN está ampliando a iniciativa para contemplar temas e eventos específicos, além da conversão do texto brasileiro para outro idioma.

Um exemplo disso são a literatura infantil e juvenil e a comemoração de centenários de escritores nacionais. Além de livros, poderão ser traduzidos também e-books (livros digitais).

Vitor Ortiz declarou que o Programa de Apoio à Tradução, lançado na Flip 2011, acaba de completar um ano. Nesse período, superou a expectativa inicial,  que era ter 75 traduções efetuadas. “Hoje, estamos com 111 [traduções], acima da média prevista”, comemorou. Ele espera dobrar esse número até 2013. Os investimentos programados para o programa, no período de dez anos, alcançam R$ 12 milhões.

O Ministério da Cultura quer atingir também nichos específicos. Aproveitando a presidência pro tempore do Brasil no Mercosul, Ortiz revelou que a intenção é ter um investimento especifico para tradução de livros brasileiros para a língua espanhola, visando aos mercados da América Latina. Essa iniciativa terá um aporte especial a ser definido.

Já o Programa de Apoio à Publicação de Autores Brasileiros na Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP)  engloba bolsas para editoras dos países-membros da CPLP no valor de até US$ 6 mil. O edital deverá contemplar, inicialmente, 12 bolsistas interessados em adaptar textos brasileiros para as características do idioma português falado em Portugal e em países africanos.

O Programa de Intercâmbio de Autores Brasileiros no Exterior, por sua vez,  contempla editoras estrangeiras que apoiem o intercâmbio de escritores brasileiros no exterior, para que promovam suas obras e a literatura brasileira por meio de palestras, sessões de autógrafos e entrevistas. O edital prevê o pagamento de bolsas de até US$ 3 mil para 30 autores.

Os investimentos anunciados envolvem ainda a participação do Brasil em feiras anuais internacionais, com o objetivo de promoção do livro brasileiro. Ortiz citou a Feira  do Livro de Frankfurt, na Alemanha, em 2013, e a Feira de Paris, na França, em 2014, nas quais  o Brasil será homenageado.

O secretário executivo do MinC salientou a importância da Flip, que completa dez anos nesta edição, para a literatura nacional e estrangeira. “É o principal  evento de promoção do livro no Brasil e está voltado para também receber e promover autores do exterior. É uma porta de entrada para quem vem de fora, para que o Brasil possa conhecer novos e grandes nomes da literatura internacional”.

Ortiz destacou que a Flip significa também uma “janela  de visibilidade” para os autores brasileiros. A Flip 2012 homenageia o poeta Carlos Drummond de Andrade. O evento se estende até o próximo dia 8.
 
Franz says: caso todas estas ótimas notícias realmente se concretizem, então teremos motivos para comemorar. Mas o problema todo está no gerenciamento do dinheiro público, principalmente no destinado à educação ou incentivo à cultura. Desvios de verbas ocorrem com dinheiro para a saúde, o que me leva a temer o futuro desta iniciativa que apoiará os autores nacionais. Resta-nos aguardar...



segunda-feira, 11 de junho de 2012

Cinemateca exibe mostra de filmes de estrada (On the road)


São Paulo – "Botei a cabeça para fora da janela e aspirei profundamente o ar perfumado. Foi o mais sublime de todos os momentos". O trecho do livro On the Road, do escritor norte-americano Jack Kerouac, revela um pouco do perfil das narrativas de road movies, ou filmes de estrada. A Mostra On the Road foi motivada pelo lançamento do filme Na Estrada, do cineasta brasileiro Walter Salles, que adaptou para o cinema a obra americana. Até 24 de junho, a Cinemateca Brasileira exibe uma seleção de filmes sobre a temática.
“Esse livro foi lançado em 1957 e influenciou várias gerações. Músicos, como Bob Dylan, se referem a esse livro como uma obra que inspira certo comportamento, um modo de encarar a vida”, explicou  Rafael Carvalho, programador da Cinemateca. A temática chegou ao cinema com o filme Sem Destino, de Dennis Hooper, em 1969. “O filme pega todo esse imaginário, que está diluído no romance, para criar essa mitologia do road movie. Personagens que transitam durante o filme inteiro e, à medida que viajam, vão lidando com diversas experiências”, disse Carvalho.
Embora o road movie esteja mais associado à cultura americana e ao universo da contracultura dos anos 1960, a Cinemateca selecionou filmes do gênero em pelo menos mais quatro nacionalidades - francesa, italiana, portuguesa e argentina, incluindo produções brasileiras recentes. Entre os cineastas estrangeiros, foram selecionadas obras de Agnès Varda, Wim Wenders, David Lynch, Jean-Luc Godard, Manoel de Oliveira, Jim Jarmusch e Pablo Trapero.
Sobre as obras brasileiras, Carvalho avalia que é precipitado apontar o gênero como uma constante na produção nacional. “Para isso, seria necessário uma pesquisa mais profunda”, diz. A mostra, no entanto, reuniu pelo menos dez longas brasileiros. “O importante é que vimos a possibilidade de amarrar vários filmes dentro dessa estrutura narrativa. Cada filme trabalha essa estrutura de forma diferente, dentro da visão do cineasta”, destaca.
A seleção de longas nacionais reúne os filmes Diários de Motocicleta, de Walter Salles; Cinema, Aspirinas e Urubus, de Marcelo Gomes; Viajo Porque Preciso, Volto Porque Te Amo, de Karim Aïnouz e Marcelo Gomes;  Árido Movie, de Lírio Ferreira; Estrada para Ythaca, de Guto Parente, Luiz Pretti, Pedro Diógenes e Ricardo Pretti; A Última Estrada da Praia, de Fabiano de Souza; A Fuga da Mulher Gorila, de Felipe Bragança e Marina Meliande; e Além da Estrada, de Charly Braun.
Serão exibidos ainda os clássicos Iracema – Uma Transa Amazônica, de Jorge Bodanzky e Orlando Senna; e Bye Bye Brasil, de Carlos Diegues. De acordo com Carvalho, um dos destaques da mostra é o raro O Mentiroso, paródia ao gênero dirigida por Werner Schünemann no fim dos anos 1980.
A Cinemateca Brasileira está localizada no Largo Senador Raul Cardoso, 207, na Vila Mariana, em São Paulo. Os ingressos custam R$ 8 (inteira) e R$ 4 (meia). A programação completa da Mostra On the Road está disponível no endereço eletrônico www.cinemateca.gov.br.

terça-feira, 5 de junho de 2012

Ancine publica regras que regulamentam Lei da TV Paga; cota de conteúdo nacional vai vigorar a partir de setembro


Fonte: Agência Brasil . Por Camila Maciel
São Paulo – A Agência Nacional do Cinema (Ancine) publicou ontem (dia 4), no Diário Oficial da União, duas instruções normativas que regulamentam a nova lei de TV por assinatura no Brasil (Lei 12.485/2011). As instruções, que foram definidas após processo de consulta pública, flexibilizam alguns dos pontos polêmicos da nova lei, como a inclusão de programas de variedades e reality show dentre as obras audiovisuais que contam para o percentual mínimo de produção brasileira. Os empresários do setor terão até o dia 1º de setembro para se adaptar às novas regras.
As instruções entram em vigor cerca de nove meses após a aprovação da lei, que tramitou durante cinco anos no Congresso Nacional. “Com as instruções normativas 100 e 101, a Lei 12.485 entra de fato em operação”, declarou o diretor-presidente da Ancine, Manoel Rangel. Sobre a demora da regulamentação, Rangel disse que a abertura para diálogo da proposta, por meio de consulta pública, foi bem recebida pelos empresários, assim como pelos produtores.
“Essa é uma lei que transforma o mercado. Estamos fazendo uma transição lenta, suave e cuidadosa. Levamos em conta muitas contribuições da consulta pública, tanto da sociedade, como dos agentes econômicos. Acreditamos que a nova lei é marco para a criação de oportunidades, tendo em vista que promove a pluralidade e a competitividade no setor”, avaliou Rangel, na abertura do Fórum Brasil de Televisão, na capital paulista. A Ancine estima que o número de assinantes da TV paga, que hoje é 13 milhões, deve dobrar nos próximos quatro ou cinco anos.
De acordo com o presidente da Ancine, quando a nova lei estiver plenamente em execução, mais de mil horas de conteúdos brasileiros inéditos farão parte da programação da TV por assinatura no Brasil. "Agora, todos os canais de séries, filmes, documentários, animação deverão carregar conteúdo brasileiro. Isso terá um grande impacto na produção audiovisual, porque, pela primeira vez, se forja uma demanda real pela produção nacional, inclusive a independente”, avaliou.
Para acompanhar o aumento dessa demanda, Rangel informou que novas linhas de financiamento devem ser disponibilizadas pela Ancine no segundo semestre, contemplando, inclusive, projetos de capacitação para as produtoras, sobretudo, para as independentes. Nesse sentido, outra medida anunciada foi a publicação da Instrução Normativa 99, que simplifica o processo de submissão de projeto à avaliação da agência. “A partir de 18 junho, esse procedimento será online. É uma forma de agilizar a aprovação dos projetos”, explicou.
Para os assinantes, as maiores mudanças devem ocorrer a partir setembro, quando se tornam obrigatórios os percentuais mínimos de veiculação de produção brasileira. De 1º a 12 de setembro, os canais deverão veicular uma hora e dez minutos semanais de conteúdo nacional. A partir do dia 12, a veiculação sobe para duas horas e 20 minutos semanais. O volume de programação brasileira nos canais pagos deverá crescer gradualmente, nos primeiros três anos de vigência da lei, até chegar ao mínimo de três horas e 30 minutos semanais veiculados em horário nobre.
O intervalo de tempo considerado horário nobre para efeito da inclusão da cota de conteúdo nacional foi uma das alterações da Instrução Normativa 100, que regula as atividades de programação. O intervalo foi ampliado de cinco para seis horas e passou a contar de 18h às 24h. Antes, o horário considerado como nobre começava às 19h. No caso dos canais infantis, o período é das 11h às 14h e das 17h às 21h.
Dentre os temas polêmicos que a Ancine optou por não regulamentar na instrução, está a questão das reprises de obras brasileiras, que não contariam para a cota de conteúdo nacional. “Esperamos que os executivos dos canais saibam respeitar os interesses dos cidadãos, dos assinantes”, declarou Rangel. Ele informou, no entanto, que caso haja necessidade, a agência poderá editar um regulamento específico sobre o tema.
A Ancine regula os aspectos da Lei 12.485 que estão ligados às atividades e às condições para a prestação de serviços pela TV paga. Parte da lei que se relaciona ao serviço de telecomunicações, no entanto, é regulada pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel). Os serviços de TV paga, que antes eram diferenciados pela tecnologia que utilizavam, agora estão reunidos no Serviço de Acesso Condicionado (SeAC). As resoluções 581 e 582 da Anatel regulamentaram esses temas, em março deste ano.

segunda-feira, 9 de abril de 2012

Brasileiro lê apenas 4 livros por ano


Amanda Cieglinski
Repórter da Agência Brasil

Brasília – O brasileiro lê em média quatro livros por ano e apenas metade da população pode ser considerada leitora. É o que aponta a pesquisa Retratos da Leitura no Brasil, divulgada hoje (28/03/2012) pelo Instituto Pró-Livro. O estudo realizado entre junho e julho de 2011 entrevistou mais de 5 mil pessoas em 315 municípios.
Em 2008, o instituto divulgou pesquisa semelhante que apontava a leitura média de 4,7 livros por ano. Entretanto, a entidade não considera que houve uma queda no índice de leitura dos brasileiros, já que a metodologia da pesquisa sofreu pequenas alterações para torná-la mais precisa.
De acordo com o levantamento, o Brasil tem hoje 50% de leitores ou 88,2 milhões de pessoas. Se encaixam nessa categoria aqueles que leram pelo menos um livro nos últimos três meses, inteiro ou em partes. Entre as mulheres, 53% são leitoras, índice maior do que o verificado entre os entrevistados do sexo masculino (43%).
Ao perguntar para os entrevistados quantos livros foram lidos nos últimos três meses, período considerado pelo estudo como de mais fácil para lembrança, a média de exemplares foi 1,85. Desse total, 1,05 exemplar foi escolhido por iniciativa própria e 0,81 indicados pela escola.
Entre os estudantes, a média de livros lidos passa para 3,41 exemplares nos últimos três meses. Os alunos leem 1,2 livro por iniciativa própria, divididos entre literatura (0,47), Bíblia (0,15), livros religiosos (0,11) e outros gêneros (0,47).
De acordo com o estudo, a Bíblia aparece em primeiro lugar entre os gêneros preferidos, seguido de livros didáticos, romances, livros religiosos, contos, literatura infantil, entre outros.

Museu de Arte Moderna e Pinacoteca ganham visita virtual no Google.


MAM
Daniel Mello
Repórter da Agência Brasil

São Paulo – O Museu de Arte Moderna de São Paulo (MAM) e a Pinacoteca do Estado foram incluídos no Google Art Project, inciativa que disponibiliza parte dos acervos de 150 museus de todo o mundo na internet.
Os visitantes virtuais poderão ter acesso a 80 obras do 30° Panorama da Arte Brasileira, exposição temporária que esteve no MAM no final de 2011. “Embora essa exposição não esteja mais em cartaz, ela motiva o visitante virtual a entender o MAM como um lugar que vai mostrar arte experimental de maneira experimental, tanto do ponto de vista da montagem, quanto da experiência proposta para o espectador”, ressalta o curador do museu, Felipe Chaimovich.
Como o tema do 30º Panorama é a itinerância, Chaimovich acredita que o formato virtual se relaciona bem com a proposta. “Uma preocupação da arte contemporânea é com o fato de os artistas muitas vezes viverem em trânsito, viajando. Então, isso é parte da experiência do artista contemporâneo”.
Pinacoteca
Chaimovich acredita que a nova ferramenta complementa a visita física ao museu. “Quem não veio ainda ao museu vai ter curiosidade de visitá-lo. E quem já veio ao museu vai ter uma ferramenta de pesquisa e rememoração”, destaca. “Não é, em absoluto, algo que compete com a experiência presencial, que é o sentido de os museus existirem de fato”, completa.
Na Pinacoteca, foram escolhidas 98 peças do acervo fotografadas por 15 câmeras montadas em um carrinho que percorreu os corredores do museu, tecnologia semelhante à do Google Street View. Além da alta resolução das imagens, o visitante virtual pode percorrer as salas ou clicar nas obras para obter mais informações.
“O acervo digital não é novidade para o museu, que já oferece em seu próprio site as imagens de toda a exposição. A diferença vem mesmo da qualidade tecnológica oferecida pelo Google”, explica o diretor da Pinacoteca, Marcelo Araújo.
O site do Google Art Project é http://www.googleartproject.com/pt-br/.

Mercadante quer Olimpíada Internacional do Conhecimento no Brasil


Amanda Cieglinski
Repórter da Agência Brasil

Brasília - O Ministério da Educação (MEC) quer organizar para 2013 uma Olimpíada do Conhecimento. O intuito do ministro Aloizio Mercadante é “fortalecer o movimento”, caracterizado, nos últimos anos, pela multiplicação das competições escolares pelo país que testam o conhecimento dos alunos em diversas áreas: português, matemática, biologia, geografia, química, história e até astronomia. A ideia do governo agora é unificar as duas competições organizadas pela pasta – a Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas (OBMEP) e a Olimpíada da Língua Portuguesa – adicionando conteúdos de ciência.
O projeto de Mercadante é, a partir da experiência da Olimpíada do Conhecimento, organizar, no Brasil, uma competição internacional para estudantes de diferentes países. A ideia é que a primeira edição do projeto ocorra em 2016, paralela às Olimpíadas do Rio de Janeiro.
“O melhor da herança olímpica que nós podemos deixar para as futuras gerações é exatamente esse espírito olímpico ligado ao conhecimento e ao esporte”, defendeu o ministro.
Na avaliação do MEC, as olimpíadas têm impacto positivo na aprendizagem. As inscrições para edição 2012 da OBMEP terminaram na última semana com um recorde de inscritos: 46 mil escolas e 19,2 milhões de alunos participantes.
De acordo com o ministro, como as competições têm metodologias diferentes, será necessário organizar um grupo de trabalho para unificar os eventos, inclusive os calendários. Para a olimpíada de ciências, o MEC deverá fechar uma parceria com a Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), além do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação.

quinta-feira, 22 de março de 2012

Festival de cinema "É tudo verdade" com 80 documentários será exibido no RJ e SP.


Elaine Patricia Cruz
Repórter da Agência Brasil

São Paulo - O festival É Tudo Verdade chega à sua 17ª edição este ano de forma mais plural. Sem uma temática única e marcado por uma variedade de registros e formas. O evento vai apresentar uma seleção de 80 documentários de 27 países que variam, segundo seu fundador e diretor Amir Labaki, “do filme-diário ao afresco planetário, da revisita ao passado íntimo ao exame da atual conjuntura socioeconômica mundial”.
“Acho essencial a existência de uma janela nobre anual para a nova safra do documentário brasileiro e internacional. Também importante é a oportunidade para discutir a estética e a economia específicas do cinema não ficcional, como fazemos deste a primeira edição”, disse Labaki à Agência Brasil.
A edição do festival deste ano também apresenta uma grande variedade de filmes nacionais. “O documentário brasileiro vive um período de grande vitalidade. A produção é crescentemente diversa. É notável a busca de novas linguagens. O documentário tem se consolidado como um espelho fundamental para o Brasil do século 21”, declarou.
Na seleção internacional será exibido o vencedor do Oscar de curta-metragem deste ano, Saving Face, de Daniel Jung e Sharmeen Obaid. Entre os brasileiros, os destaques são para os filmes Tropicália, de Marcelo Machado, que abre o festival em São Paulo, no dia 22, e Jorge Mautner – O Filho do Holocausto, de Pedro Bial e Heitor D’Alincourt, que abre a versão carioca no dia 23.
Haverá também uma projeção especial do filme Light Up NipponHá Um Ano do Terremoto Japonês, de Kensaku Kakimoto, que apresenta o projeto Light Up Nippon, liderado por jovens de Tóquio que levantaram fundos para organizar espetáculos de fogos de artificio em dez das localidades mais atingidas pelo terremoto que atingiu o Japão no ano passado, como símbolo de resistência e recuperação.
Este ano, os homenageados especiais do festival são os documentaristas argentino Andrés di Tella e o brasileiro Eduardo Coutinho. “Coutinho é um entrevistador sem igual. O grau de intimidade com que desenvolve seus diálogos diante da câmera não tem paralelo. Segundo, há sua inquietação. O Coutinho de Cabra Marcado para Morrer é distinto do Coutinho de Edifício Master, que é diferente do Coutinho de Jogo de Cena, por sua vez também diverso do de Moscou. Ele é um dos dínamos criativos do cinema brasileiro contemporâneo”, disse Labaki.
O festival começa na próxima quinta-feira (22) e vai até 1º de abril nas cidades de São Paulo e do Rio de Janeiro. Este ano também estgará em Brasília, por onde passará entre os dias 10 e 15 de abril, e em Belo Horizonte, em maio. “Este ano, o que ampliamos é nosso circuito, voltando a ter uma itinerância em Brasília, no Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB), e estreando em Belo Horizonte. É uma expansão muito importante ao atender novos públicos”.

domingo, 18 de março de 2012

Exposição discute papel das bibliotecas na construção do conhecimento


Fonte: Jornal do Brasil

Por: Elaine Patricia Cruz 


A democratização do acesso ao conhecimento por meio das bibliotecas e as mudanças que as novas tecnologias de informação e de comunicação vêm promovendo na sociedade contemporânea são alguns dos temas levados em questão na exposição Conhecimento: Custódia e Acesso. A mostra vai até o dia 30 de abril, no Museu da Língua Portuguesa, em São Paulo.
A exposição, feita em parceria do museu com o Sistema Integrado de Bibliotecas da Universidade de São Paulo, que está completando 30 anos, busca discutir o papel das bibliotecas na construção do conhecimento e refletir sobre os instrumentos técnicos e as práticas sociais que tornam a informação acessível. A ideia é revisitar o legado histórico do conhecimento da humanidade que foi depositado nas bibliotecas e discutir como essas informações chegam hoje às pessoas. Para isso, o visitante vai percorrer um caminho que passa pelas bibliotecas tradicionais – das estantes com uma série de livros enfileirados – até o que ele imagina ser a biblioteca do futuro.
“É a primeira vez que fazemos uma série de questionamentos sobre o papel da biblioteca e dos operadores sociais de conhecimento, os bibliotecários”, disse o curador da exposição, Marcos Galindo, em entrevista à Agência Brasil. “Pensamos muito em como tratar um tema tão abstrato como esse, Conhecimento: Custódia e Acesso, e em como apresentar isso para as pessoas. A ideia, na verdade, não era trazer respostas, mas levantar questões para que as pessoas pudessem permanecer se questionando sobre o tema e sobre os papéis do livro e da biblioteca no século 21”, acrescentou.
A mostra tem início com a obra A Criação de Adão, de Michelangelo. “Para iniciar a exposição, escolhi o toque do dedo de Deus em Adão. A partir daí, a exposição começa a contar como o conhecimento se tornou um instrumento da centralidade, dominado pela Igreja e, com a chegada das universidades, no século 11, como ele começou a se libertar, transformando-se no conhecimento laico”, explicou Galindo.
Partindo do que seria o surgimento do conhecimento, a exposição segue pelas formas primitivas de escrita, passando pela invenção da prensa e chegando até a Semana de Arte Moderna, em 1922. “Tratamos aí a biblioteca como um projeto modernista. Isso acontece por meio da figura do bibliotecário Borba de Morais, que foi um dos organizadores da Semana de 22”, disse. Borba de Morais, contou Galindo, ajudou também a instalar um curso de biblioteconomia e reestruturou todo o sistema de bibliotecas na cidade de São Paulo.
O último módulo da exposição apresenta o que se imagina a biblioteca do futuro, mostrando também como as pessoas, no passado, imaginavam que seria a biblioteca hoje. “Esse exercício foi colocado como uma forma de provocar reflexão sobre o momento atual e sobre as possibilidades futuras do acesso”, disse Galindo.
Para ele, a biblioteca não vai morrer no futuro, como alguns, que já decretaram a morte dos livros, podem apostar. Galindo acredita que esses espaços vão se adequar a uma nova realidade. “Grande parte das coleções das universidades e das bibliotecas públicas já é adquirida em livro digital. Em países desenvolvidos, como os Estados Unidos, 67% das bibliotecas têm coleções robustas em livros digitais, com 100 mil títulos disponíveis. E as bibliotecas no Brasil estão caminhando para isso."
A visita à exposição é aberta ao público e é gratuita. Mais informações sobre a exposição e acesso ao catálogo em versão impressa ou em audiolivro podem ser obtidos no site http://www.sibi.usp.br/30anos/ .

Proxima  → Página inicial