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segunda-feira, 11 de junho de 2012

A face do tempo. Como aceitar o envelhecimento.


Barbara Eden - 1966
Algum de vocês já se pegou surpreso ao ver a face de alguém que admira? Já se chocou com o aspecto envelhecido de um ator, amigo, parente ou quem quer que seja? Provavelmente sim, porém fica uma questão: você achou que essa pessoa seria para sempre jovem?
Sabe, um simples período de algumas semanas já pode chocar. Às vezes nos deparamos com aquele amigo que havia sumido e, pronto, deparamos com outra pessoa. Porém, não se assuste. Viver é um processo de desgaste contínuo. Já ouvi dizer que a vida nunca é mais, que ela não acrescenta, pois a cada dia vivido estamos mais próximos do fim. Correto? Sim, por que não?
Contudo, esse seria um ponto de vista bastante simplista e depressivo. Viver é muito mais, independentemente de estarmos cada dia mais próximos de nossa morte. Viver e envelhecer são presentes. Não há nada de mais em encontrar algumas rugas na face, de contemplar um cabelo branco. Mesmo que todos desejemos a vida e a juventude eternas, isso é apenas uma lenda, algo usado para minimizar o impacto da morte, uma espécie de doce para iludir a criança que não pára de envelhecer. 
Barbara Eden - atualmente
Bem, vamos voltar ao questionamento inicial. Quantos rostos já o chocaram após algum tempo sem tê-los visto? Eu passei por isso e continuo passando, pois há algo em mim e - talvez - em todos que acaba por fixar apenas o semblante que mais gostamos, mais admiramos. 
Eu assisti um seriado de TV chamado "Jeannie é um gênio, estrelado por Barbara Eden. Na época, a jovem Barbara era uma mulher de beleza escultural. Linda, loira, inteligente e cativante. Uma beleza quase nórdica, coroada por olhos encantadores. Ela era, em resumo, a mulher que todos na época amavam amar. Hoje, entretanto, ela já não ostenta a mesma beleza. Ela viveu muito, aproveitou o que a vida lhe ofereceu, teve fama e dinheiro, só que isso não implica em estagnar no tempo. A musa envelheceu e carrega o peso dos anos na face. Algo errado? Não, esse é o ciclo da natureza. Envelhecer sempre será natural (mesmo com o avanço das estratégias para retardá-lo). Errado é se chocar ao se deparar com alguém que envelheceu e, tomado pela incredulidade, questionar-se sobre o que ocorreu. Nada, nada além da passagem dos anos.

Jim Carrey
Então, o que deve ser feito para que aceitemos melhor essa passagem do tempo? Simplesmente veja a vida como um ciclo, onde o início, o meio e o fim estão interligados. Pessoas que disfarçam a idade tem esse direito, porém devem estar cientes que o visual não refletirá em um prolongamento da vida. O nosso tempo é exclusivo, quer estejamos belos ou desgastados pelos anos.
Envelhecimento à parte, voltemos à questão inicialmente discutida: por que nos surpreendemos com pessoas que envelheceram? 
Jim Carrey - atualmente
Em resposta à questão acima, eu tenho a firme convicção de que há um mecanismo de defesa que usamos para que o impacto de nossa própria velhice não nos atinja. Quando marcamos uma época pela face de alguém (famoso ou não), reforçamos nossa permanência nessa época. Um ator que sumiu da mídia, por exemplo, mas que fez muito sucesso em um período em que éramos mais novos,  acaba por se tornar um referencial. Ainda me lembro do impacto que foi ver a imagem de Robin William envelhecido. Também tive um sobressalto com o aspecto adoentado de Chico Anysio. Jim Carrey está muito mais velho do que me lembrava. Enfim, são rostos que guardei em minha memória com uma certa aparência e que, após anos, volto a ver - por um motivo ou outro - totalmente diferentes, mais velhos. Quando os vejo assim, a impressão que dá é a de uma passagem do tempo muito acelerada, além da sensação de que igualmente estou sofrendo a ação da queda da areia da ampulheta.
Clint é a prova maior de que o tempo modifica a face, nunca o talento
Caso fique preso a algum período do passado, costume de época ou esteja sofrendo por ver que as pessoas que ama estão "morrendo" com o passar dos anos,  não fique triste. Use as boas lembranças para manter uma parte de você sempre viva, mas aceite que a natureza segue seu curso. A passagem dos anos pode ser dolorosa, principalmente para os que se refugiam em acontecimentos, imagens e pessoas que não voltarão ou se modificaram. 
Quando contemplar o espelho e encontrar alguém mais velho, lembre-se que também há alguém mais experiente, forte o suficiente para se sobrepor às agruras do tempo. O mesmo deve ser dito quando uma pessoa amada ou idolatrada aparece com visual mais desgastado, já que o fato de amarmos alguém ou a condição de artista, astro ou escritro, não implica em longevidade ou imortalidade. 
Aceite-se como é, olhe para os que envelheceram com orgulho, pois, como disse uma amiga, "ao menos esses meus heróis não morreram de overdose".

As imagens dos atores presentes neste post apenas mostram que eles continuam sua jornada, levando humor, emoção e drama, independentemente da idade e da aparência. O talento não tem idade e o que eles realizaram já está imortalizado na História.
P.S.: muitas saudades dos que já partiram e não tiveram o privilégio de envelhecer. 





sexta-feira, 11 de maio de 2012

Malvinas, e não Falklands


Fonte: Diário do Centro do Mundo

Uma ótima descoberta ao navegar pela web. O site do jornalista Paulo Nogueira apresenta muitos textos interessantes e material bastante atualizado. Esta é uma de suas matérias, mas há muito mais para ler e curtir. Aproveitem...

Um comercial do governo argentino está provocando calafrios entre os britânicos.
Você pode vê-lo no pé deste artigo.
É uma comercial olímpico. Um atleta argentino aparece treinando duro para os jogos. “Para competir na Inglaterra treinamos em solo argentino”, diz a publicidade.
O solo argentino, no caso, são as Ilhas Malvinas. Ou Falklands, como os ingleses a chamam, um pequeno, inóspito, frio e provavelmente rico pedaço de terra no extremo sul do Atlântico em torno de cuja posse o Reino Unido e a Argentina brigam há muito tempo ora com argumentos, ora com armas.
Se você observa a folha corrida de cada país, não terá muita dúvida em dar a razão para a Argentina.
As Malvinas foram ocupadas pelos ingleses em 1833. Na força.
Era o auge do império britânico – cuja grande marca foi o vale tudo.
Na mesma época, por exemplo, os ingleses estavam traficando na China o ópio que produziam na Índia. Quando o governo chinês proibiu o tráfico, dados os enormes estragos provocados na sociedade, a Inglaterra moveu uma guerra ao fim da qual não apenas o ópio estava legalizado como Hong Kong foi tomada.
Na Jamaica, trabalhadores locais eram tratados miseravelmente para que os senhores ingleses fizessem fortuna com o açúcar produzido lá e vendido em todo o mundo. E a imagem icônica da Índia sob os ingleses são os nativos carregando como cavalos os conquistadores em pequenas carroças.
A razão, na era do império britânico, era definida pelos canhões.
Mas lembremos. Estamos em 2012.






Sobre o autor: Paulo Nogueira é jornalista e está vivendo em Londres. Foi editor assistente da Veja, editor da Veja São Paulo, diretor de redação da Exame, diretor superintendente de uma unidade de negócios da Editora Abril e diretor editorial da Editora Globo.

quinta-feira, 10 de maio de 2012

A prepotência de um colunista: os 10 livros mais lidos do mundo.


O que vocês lerão abaixo é a íntegra de um artigo publicado pelo jornalista André Forastieri. no site da  Record (R7). Esse artigo é baseado em uma lista com os 10 livros mais lidos no mundo desde a década de 1950. Era para ser um artigo interessante, comentado pelo autor com base em sua opinião sobre os livros ou, no máximo, com informações de quem os leu, seja crítico ou não. Infelizmente, o que me deparei foi com um texto escrito pelo suposto dono da verdade, movido por um rancor literário gigantesco. Embasado ou não, o descaso dele por algumas das obras citadas é extremamente deselegante, para não chamar de preconceituoso. 
Agora publico o artigo para que tirem suas próprias conclusões. Após o término das palavras de Forastieri, farei as minhas observações sobre os livros, porém antecipo que o colunista esqueceu que, bom ou ruim, clássico ou não, o papel principal de um bom livro é levar à leitura de outro.

Você vê a lista de dez livros bestseller da semana e se sente na obrigação de ler? A lista das dez canções que estão bombando, e acha que devia ouvir? As maiores bilheterias do momento te fazem correr para o cinema?
Como reagir, então, à lista dos dez livros mais vendidos? Do planeta? Nas últimas cinco décadas? Eu não li todos. Desconfio que pouquíssima gente leu todos. Você pode encontrar a lista original aqui.
Eu li a Bíblia, primeiríssimo lugar, 3.9 bilhões de exemplares vendidos! Foi entre a quarta e a sexta série, quando eu ainda ia na missa. Pulei uns pedaços. Mas alguns trechos reli várias vezes, da última vez já no século 21. Uns pelos outros, considero que li inteira.
É um livro longo, escrito por muitas pessoas diferentes, em um período de centenas de anos, e editado durante outro longo tempo por outras tantas pessoas. A versão definitiva ou quase é de 393 D.C., em grego, resultado do Sínodo de Hipona, África, Agostinho presente. Deu origem à posterior Vulgata, primeira Bíblia em latim, ainda a versão usada pela Igreja Católica, com uns aparinhos. Pouco menos de um terço dos seres humanos vivos acreditam que a Bíblia tem inspiração divina.
Li o Livro Vermelho de Mao-Tsé-Tung, um segundo lugar distante, 820 milhões de exemplares. Incrivelmente, ele teve status quase divino enquanto reinou na China vermelha. Li na faculdade, e reli depois comparando com uma coletânea de ensinamentos de Confúcio. Pensando bem, vale outra releitura:  deve ser bem útil para entender a China moderna, o que todo mundo deveria tentar.
Harry Potter, fucei as primeiras 40 ou 50 páginas do primeiro livro. Deu para entender o apelo daquele primeiro estouro. Não deu para entender o tamanho ou permanência do sucesso: 400 milhões de exemplares vendidos (a série toda). O Senhor dos Anéis, para surpresa dos amigos, só encarei o primeiro trecho de O Retorno do Rei, o último da trilogia, edição porcalhona da Artenova, aos 17 anos. Não entendi nada e nunca me ocorreu ler a série completa.
O Alquimista (enfim, o Brasil chega ao pódio!) eu li ano passado. Foi o primeiro Paulo Coelho que terminei. É uma fábula, e se insere organicamente numa longa tradição, que vem de tempos ágrafos. Está no território das Mil e Uma Noites, de Jorge Luiz Borges e das historinhas que todo pai inventou para ninar seu filho. Por isso, não adianta se encher de orgulho nacionalista: O Alquimista não é brasileiro, é universal.
O Código Da Vinci detonei do começo ao fim em uma tarde. Parece um filme de Hollywood, ou seja, previsibilíssimo. Eu já sabia um monte de coisas sobre a lenda da linha sanguínea de Cristo, Templários, Sang Real etc., então as grandes surpresas não me surpreenderam em nada, e adivinhei quem era o vilão na página que ele apareceu.
A Saga Crepúsculo, bem, não sou menina e não tenho 12 anos, reais ou imaginários. E o Vento Levou, visto o filme, o que resta? Melhor que Clark Gable e Vivian Leigh, não será. Think and Grow Rich, de Napoleon Hill, eu nunca ouvi falar! Soa autoajuda pra americano. Quem pensa, não tem tempo para ficar rico... vou dispensar.
Finalmente, O Diário de Anne Frank: penso ter lido, mas só lembro das desgraças, e nada da história. Vi o filme? Tenho a sensação horrível de claustrofobia, Anne e a família se escondendo dos nazistas no sótão. É história real do começo ao fim, com pouco ou nenhum espaço para interpretação ou fantasia, e dolorosamente real. Felizmente esqueci todos os detalhes.
Leio dois, três livros por mês, fora as coisas de trabalho. É pouquíssimo perto do que já foi. É o que a vida e as prioridades permitem. Se cabeça e olhos permitirem, me resta tempo para ler mais uns mil livros nos próximos quarenta anos (não morro antes dos 87!). A perspectiva já me intimidou; seleção rigorosa parecia obrigatória. Logo relaxei e voltei a ler por prazer. Voltei a frequentar sebos. Leio livre. Ignoro canônes, buchichos, listas dos mais vendidos. É um dos meus maiores prazeres.
Temo por um futuro sem livros. Ou mesmo um futuro em que eles sejam pouco importantes. As novíssimas gerações não parecem ter paciência para atravessar centenas de páginas sem botões para premer, em especial os meninos. Bem, os livros chegaram às massas a menos de cem anos; a maioria das pessoas continua passando bem sem eles.
Meus poderes proféticos não são capazes de delinear um mundo em que livros serão só peças de colecionador. Mas minha bola de cristal garante: daqui a um século, no início do século 22, destes dez, só um continuará sendo lido e continuará influente. E você não precisa acreditar em Deus para acreditar em mim.

Concordam com o colunista? Bem, em muitos pontos eu discordo ou tenho algo a acrescentar ou excluir. Eis a minha visão sobre a lista (já

A Bíblia é um verdadeiro manual de comportamento. Contudo, a compilação do Velho e do Novo Testamento acabam por se contradizer. Um prega o rigor ao punir, ao passo que o outro livro prega o amor ao pecador. Há explicações para estas divergências (principalmente por se tratar do mesmo Deus), mas o que mais me preocupa é a atribuição de "verdade absoluta e incorrigível" que o livro ganhou. Caso você seja cristão, certamente irá afirmar que a Bíblia É a palavra de Deus e, por fim, você está certo. Entretanto, é preciso que saiba que o fato de estar correto sobre o que acredita ser a Bíblia não implica em dizer que os que cultuam outros livros (livro de Buda, o livro dos espíritos, o Talmude, etc) estejam errando. 
Tenha sua crença e não "crucifique" as outras. Cada uma das religiões - e suas leis - tem um papel especial no plano de Deus.
Não li o Livro Vermelho de Mao Tsé, mas concordo com sua importância para ajudar a  compreender a atual China, ainda que ele não seja uma referência única.
A série sobre o bruxo Harry Potter foi abordada pelo jornalista com base em 50 páginas lidas. Não vou sequer discutir com alguém que critica tendo por base "impressões". A saga do bruxo que cresceu junto com seus fãs foi muito bem estruturada, mas tem suas lacunas, o que não tira o brilho e a importância de livros que influenciaram uma geração a gostar de leitura. 
A trilogia Senhor dos Anéis foi outra crítica que me surpreendeu pelo vazio de conteúdo. O carinha pega o último livro, lê uma meia dúzia de páginas e espera compreender algo. Como diria o Capitão Nascimento: "O senhor é um brincalhão".
André critíca O Alquimista dizendo tratar-se de literatura universal, não uma produção brasileira. Usar referências não tira o mérito de quem produziu a história ou a parábola. O que dizer então de Drácula, baseado na vida de Vlad Tepes e também em mitos de várias partes do mundo sobre o vampiro? O uso desta mitologia universal tira o mérito de seu autor, Bram Stoker? 
O Código da Vinci teve uma das análises mais engraçadas que já li. Forastieri afirma que o livro é previsível e que ao usar de informações acessíveis, acabou perdendo muito de sua graça. Eu acredito que, mesmo com informações já divulgadas, o grande público não sabia nada sobre estas curiosidades. O livro foi bem elaboradao e tem como principal mérito o incentivo ao estudo de História da Arte e o aumento das visitas e pesquisas sobre os pontos turísticos citados.
Crepúsculo é algo que também não vou comentar, uma vez que não li os livros -  porr ser realmente uma literatura mais voltada ao público adolescente - e não me interesso pela abordagem da autora sobre os vampiros. Mas volto a frisar que ela atingiu seus objetivos ao vender excepcionalmente e ao estimular a leitura e a imaginação de jovens leitores.
Quanto ao livro E o vento levou, outro que não li, mas vi o filme, fico ainda com a máxima de que dificilmente um filme irá superar o livro em que foi inspirado.
Think and grow rich é algo que parece realmente ser de auto-ajuda. 
Finalizando as comparações, o jornalista disserta sobre O Diário de Anne Frank que é um livro realmente difícil de ser lido, não em função do que está escrito, mas por aquilo que é revelado: a maldade do ser humano em toda a sua essência.
Mas o texto dele tem um ponto muito importante, onde Forastieri enfatiza que a leitura deve vir do prazer, da vontade de ler. Leituras obrigatórias, movidas por "listas" e determinações, acabam se tornando enfadonhas, chatas. Um livro deve gerar prazer e cultura, nunca tédio.
Quanto à permanência da Bíblia na relação do século vindouro, isto é algo previsível em um mundo com maioria cristã. Mas alguém esqueceu de citar que o Islamismo é a religião que mais cresce no mundo...
Porém tenho que admitir uma coisa: André Forastieri estimulou a leitura e provocou a polêmica, atingindo o objetivo que ele queria.
Franz Lima
 



segunda-feira, 23 de abril de 2012

Usuário completa 1 mlhão de edições no Wikipedia


São Paulo - O norte-americano Justin Anthony Knapp, de 30 anos, foi reconhecido como o primeiro usuário a alcançar 1 milhão de edições na enciclopédia online Wikipedia.
Formado em Filosofia e Ciência Política pela Universidade Indiana, Knapp é voluntário do site desde março de 2005, quando começou com edições anônimas, e desde então produz em média 385 edições por dia, que na maioria das vezes abordam política, religião, filosofia e cultura popular.
Com o nome de usuário "koafv", Knapp utiliza o navegador Mozilla Firefox para fazer suas edições, além de entender HTML e realizar mudanças no Wikipedia em espanhol.
Voluntário há mais de cinco anos, Knapp acaba de sair de seu último trabalho como entregador de pizza, e declara que já fez todos os tipos de serviço para conseguir dinheiro. Entretanto, como se trata e uma companhia sem fins lucrativos, a Wikipedia provavelmente não irá contratar o usuário.
O Wikipedia possui mais de 90 mil editores, que contribuem regularmente com a enciclopédia online. "A busca da verdade é rica por causa da reciprocidade entre as pessoas", afirma o Justin Knapp.

Fonte: Info Abril

Nota: apesar de esta ser uma notícia muito boa, ainda ficam muitas dúvidas quanto à qualidade da Wikipedia e as informações nela disponibilizadas. A política de publicação aparentemente é bem clara, mas não vejo uma correspondência na política de filtragem do que ali é publicado.
A ideia de uma enciclopédia virtual, com abrangência quase ilimitada, é algo de grande valor e que pode se tornar algo muito próximo de um livro de história definitivo, mas ainda resta muito a fazer. O conhecimento não é algo a ser monopolizado e deve ser distribuído aos que desejam acessá-lo. Contudo, a responsabilidade dos que lá publicam tem que ser diretamente proporcional às expectativas de quem busca estas informações. Clareza e verdade devem ser as premissas de um projeto de tal magnitude. Erros tem que ser corrigidos com o máximo de brevidade e os enganadores precisam de uma exclusão sumária. Não quero aparentar um radicalismo que beira o fanatismo religioso, porém é preciso que entendamos as seqüelas da distribuição de informações erradas. Muitos podem tomar o que lá está registrado como verdade única e, de posse de tais dados deturpados, criar visões equivocadas e prejudiciais em muitas variáveis.
A responsabilidade do que lá está gravado não deve ser exclusivamente de quem publicou, mas da equipe gerenciadora dos dados. A ideia, como disse antes, é incrível, porém tem que ser levada a sério ou, do contrário, teremos uma geração mal informada e mal formada intelectualmente.
(Franz Lima)

quinta-feira, 19 de abril de 2012

Artigos publicados na Wikipedia apresentam erros em 60% deles.


Fonte: Tech Tudo. Por: Paulo Higa

A cada dez artigos lidos na Wikipédia, seis podem conter erros factuais. A informação vem de uma pesquisa recente realizada pela Universidade do Estado da Pensilvânia, nos Estados Unidos, que mostra que a credibilidade do conteúdo da enciclopédia livre está muito aquém da ideal.
O estudo foi direcionado especificamente para artigos com informações sobre empresas. A pesquisa conduzida por Marcia DiStaso, professora de comunicação da universidade, consultou 1284 funcionários de diversas companhias. De acordo com DiStaso, 25% dos entrevistados nunca pesquisaram sobre a empresa em que trabalham na Wikipédia. Cerca 60% dos artigos pesquisados continham imprecisões, segundo pessoas familiarizadas com o assunto abordado nos textos.

Apesar de a Wikipédia ser uma enciclopédia editável por qualquer um, o fundador Jimmy Wales defende que boas práticas sejam adotadas antes de modificar um artigo. Se um usuário defende a empresa e ganha por isso, não pode acrescentar, remover ou alterar informações sobre sua companhia. Nesse caso, é necessário utilizar a página de discussão para propor a mudança a um dos administradores. A grande dificuldade fica por conta do fato de que, a cada quatro queixas, uma delas nunca é respondida.

O problema é mais grave se considerarmos que muitos estudantes utilizam informações da Wikipédia como base para trabalhos acadêmicos, propagando erros factuais – e também dados errados inseridos propositalmente para prejudicar uma pessoa ou empresa.

sábado, 7 de abril de 2012

Telefone Retrô vira febre entre celebridades


Eles aderiram: em sentido horário, as atrizes Carol Castro
e Eva Longoria, o ator Orlando Bloom e o músico Lenny
Kravitz. O fone fez tanto sucesso que esgotou no Brasil

Quando a atriz brasileira Carol Castro desembarcou em 21 de março no aeroporto Santos Dumont, no Rio de Janeiro, muita gente tomou um susto. Da bolsa de grife da bela morena saía um gancho de telefone amarelo em estilo retrô, bem parecido com modelos onipresentes nos lares brasileiros nas décadas de 1950 e 1960. O que poucas pessoas sabiam, no entanto, é que o chamativo aparelho nada mais era do que um acessório para iPods, celulares, tablets e afins que imita um telefone antigo. Criado em 2010 pelo designer francês David Turpin, o produto, batizado de Pop Phone, caiu nas graças de celebridades internacionais – como o músico Lenny Kravitz e os atores Sarah Jessica Parker, Eva Longoria e Orlando Bloom – no fim de 2011, e agora chega com força às mãos dos brasileiros mais descolados. A diferença entre ostentar o Pop Phone aqui ou lá fora, contudo, reside no preço. Enquanto um modelo simples custa em média US$ 30 nos Estados Unidos, no Brasil não sai por menos de R$ 200. Mesmo assim, a procura no País tem sido tão grande que o fashion fone está esgotado.

Carol Castro contornou esse problema pedindo a uma amiga que trouxesse seu exemplar amarelo direto de Orlando, na Flórida (EUA). Sobre a falta de praticidade do acessório, criticado pelos mais ortodoxos, ela diz não se incomodar. “Alguns acham que o fone não é prático por conta do tamanho, mas para mim isso não é um problema porque uso bolsas grandes”, diz. “Também achei interessante o fato de ele evitar a radiação emitida pelo celular.” De acordo com o fabricante do Pop Phone, 99% das radiações emitidas pelos aparelhos celulares podem ser evitadas com o uso do produto. Argumento que encontra respaldo científico, como afirma o médico Jair Mantovani, professor da Faculdade de Medicina da Universidade Estadual Paulista (Unesp) e autor de um estudo sobre o efeito da radiofrequência no sistema auditivo. “Já está comprovado que a radiação emitida pelos aparelhos celulares pode trazer malefícios à saúde. Então, quanto mais distante da pele eles estiverem, melhor”, diz Mantovani. Nesse caso, moda e saúde estão literalmente ligadas.

Fonte: Isto É

quinta-feira, 5 de abril de 2012

Conheçam o mais completo site do Brasil sobre Stephen King



Muitos já conhecem minha política de divulgação de artistas, escritores e sites: tendo qualidade, estará aqui, cedo ou tarde, pois é isso que meu público requisita.
Quando um site se destaca pelo empenho, conteúdo condizente, matérias interessantes, participação do público e, principalmente, preocupação com a verdade e com aquilo que está sendo passado ao leitor, eu me sinto na obrigação de divulgar e propagar a tantos quantos possa esta boa nova.
Assim sendo, apresento a vocês o mais completo site sobre o mestre do suspense e terror, o notório Stephen King. Obviamente, não irei descrever os títulos, prêmios e a importância de King como escritor e, principalmente, influenciador de outros escritores. Tudo o que você queira saber sobre os livros, filmes, séries e quadrinhos feitos por King ou baseados em suas obras, certamente estará a sua disposição, bastando clicar no logo acima.
Além disso, o site divulga as obras do mestre com sorteios constantes e links para outros sites que dedicam seu espaço a um dos mais produtivos e influentes escritores do mundo. Também está em desenvolvimento a primeria enciclopédia dedicada exclusivamente às obras e tudo o que esteja correlacionado ao escritor. O que estão esperando? Entrem sem medo neste universo de informações e materiais relacionados ao grande King e confiram o quanto isso pode ser fantástico... e assustador.




terça-feira, 27 de março de 2012

Fotos: onde as crianças dormem


Um trabalho fotográfico tocante, pois enfatiza as diferenças sociais através do local onde dormem algumas crianças. As fotos foram feitas em diversas localidades do mundo e refletem não só a condição social relacionada à condição financeira da crianças, mas também as opções culturais. Cabe relembrar que o que consideramos conforto é para outras pessoas uma verdadeira ofensa.
As fotos são de autoria de James Mollison.

Estas fotos são um grande alerta. Nelas, constatamos que a pobreza não depende apenas do país em que se vive - ainda que haja países tipicamente pobres - e que morar bem também não é sinônimo de crescer bem.

O ensaio servirá para pensarmos um pouco mais sobre o que temos e o que realmente necessitamos...

 
Este menino e sua família não têm casa e dormem em um colchão nos arredores de Roma, Itália. A família veio da Romênia, acamparam em terras privadas e foram expulsos pela polícia. A família não possui documentos e nem estudo e não conseguem trabalho legal. No momento limpam pára-brisas nos semáforos.


Jasmine, garotinha americana de 4 anos, coleciona em seu quarto faixas e coroas ganhadas em concursos de beleza infantil.


Lamine, 12 anos, vive no Senegal. As camas são básicas, apoiadas por alguns tijolos. Aos seis anos, todas as manhãs, os meninos começam a trabalhar na fazenda-escola onde aprendem a escavação, a colheita do milho e lavrar os campos com burros. Na parte da tarde, eles estudam o Alcorão. Em seu tempo livre, Lamine gosta de jogar futebol com seus amigos


Tzvika, nove anos, vive em um bloco de apartamentos em Beitar Illit, um assentamento israelense na Cisjordânia. É um condomínio fechado de 36.000 Haredi. Televisões e jornais são proibidos de assentamento. A família média tem nove filhos, mas Tzvika tem apenas uma irmã e dois irmãos, com quem divide seu quarto. Ele é levado de carro para a escola onde o esporte é banido do currículo. Tzvika vai à biblioteca todos os dias e gosta de ler as escrituras sagradas. Ele também gosta de brincar com jogos 


Ahkohxet tem 8 anos, vive na tribo indígena brasileira Kraho no Amazonas.


Joey, 11, mora em Kentucky, EUA, com seus pais e irmã mais velha. Ele acompanha regularmente o seu pai em caçadas. Ele é dono de duas espingardas e uma besta, e fez sua primeira vítima -um cervo- quando tinha sete anos. Ele está esperando para usar sua besta durante a temporada de caça seguinte. Ele ama a vida ao ar livre e espera poder continuar a caçar na idade adulta. Sua família sempre come carne de caça. Joey não concorda que um animal deve ser morto só por esporte. Quando não está caçando, Joey freqüenta a escola e gosta de ver televisão com o seu lagarto de estimação, Lily.


Roathy tem  8 anos,  mora em um lixão nos arredores de Phnom Penh, no Camboja. Seu colchão é feito de pneus.


Kaya tem 4 anos, mora com os pais em um pequeno apartamento em Tóquio, Japão. Seu quarto é cheio de roupas e bonecas.
A menina quer ser um cartunista, quando crescer.

 Dong tem 9 anos, vive na província de Yunnan, no sudoeste da China, com seus pais, irmã e avó. Ele divide um quarto com a irmã e os pais. O garoto, que quer ser policial, gosta de escrever e cantar. Sua família cultiva arroz e cana de açúcar para o consumo.


Thais tem11 anos, mora com os pais e a irmã no terceiro andar de um bloco de apartamentos na Cidade de Deus no Rio de Janeiro, Brasil. Ela divide um quarto com a irmã e sonha em ser modelo.

Que um dia todas as crianças tenham um lugar decente para, pelo menos, repousar...

sábado, 24 de março de 2012

Réplica da maior serpente que já existiu está em NY


Fonte: Terra


Uma réplica em tamanho real da maior serpente do mundo, a Titanoboa, invadiu nesta sexta-feira com seus mais de 14,5 m de comprimento a emblemática estação Grand Central de Nova York, onde passageiros e curiosos podem se aproximar de um réptil que viveu na Colômbia há 65 milhões de anos.
A enorme reprodução está sendo exibida pela primeira vez na cidade para promover a exposição que o Museu de História Natural do Smithsonian de Washington receberá sobre esta serpente pré-histórica a partir do dia 30 de março. Os passageiros da estação de trens, pela qual passam diariamente mais de 600 mil pessoas, se permitiam hoje fazer uma parada na sala Vanderbilt, onde vive momentaneamente a réplica de um predador que podia inclusive devorar um crocodilo.
De fato, a detalhada reprodução, que viajará outra vez a Washington nesta noite, mostra o réptil engolindo um crocodilo, do qual só é possível ver as patas traseiras e a cauda saindo da gigantesca boca da serpente.
Batizada Titanoboa Cerrejonensis por seu tamanho e pela mina de carvão colombiana de Cerrejón onde foi encontrada em 2005, a gigantesca criatura pesava 1,25 t quando habitava a terra durante o período Paleoceno. Como a dimensão das serpentes e de outros animais de sangue frio depende da temperatura de seu habitat, os cientistas que analisaram os fósseis da Titanoboa determinaram que o réptil necessitava uma temperatura média anual de entre 30 e 34 graus centígrados para sobreviver.

Vejas as demais fotos:






quinta-feira, 15 de março de 2012

O fim da Britannica em versão impressa.


Fonte: Livros e Pessoas


A Enciclopédia Britânica, ou Barsa, como ficou conhecida no Brasil, foi lançada em 1768. É a mais antiga
enciclopédia generalista ainda em produção. Ou era.
A Britannica original (que nasceu na Escócia, mas é, gerida por uma empresa americana) decidiu quea edição lançada em 2010 foi a última em papel. Afinal, foram vendidos apenas oito mil dos doze mil conjuntos de volumes então impressos em língua inglesa. Para contrastar, em 1990, o ano de maior popularidade, foram vendidas 120 mil enciclopédias só nos EUA.
“É um ritual de passagem para esta nova era”, afirmou Jorge Cauz, presidente da Encyclopaedia Britannica, em declarações ao New York Times. “Algumas pessoas vão ficar tristes e nostálgicas com isto.
Mas agora temos uma ferramenta melhor. O site é atualizado constantemente, é mais expansível e tem conteúdos multimídia”.
Após 244 anos, e tendo percebido que não pode competir com rivais gratuitos como a Wikipédia, por exemplo, a transição para o mundo virtual está completa.
Imprimir enciclopédias era responsável por menos de 1% das receitas da empresa. Cerca de 85% dos lucros vêm da venda de produtos para currículos escolares, o restante vem de assinaturas do site, explicou a empresa.
Cerca de meio milhão de famílias pagam uma taxa anual de US$ 70, que inclui o acesso, pelo computador ou dispositivos móveis, ao banco de dados completo de artigos, vídeos e documentos originais.

Agência Pavanews, com informações de New York Times

terça-feira, 13 de março de 2012

Livro reúne ilustrações clássicas de contos dos irmãos Grimm


Fonte: BBC
O livro "Contos de Fadas dos Irmãos Grimm", da editora Taschen, mostra ilustrações que marcaram época, feitas para diferentes edições dos contos.
A coletânea comemora os 200 anos da primeira publicação de "Contos da Criança e do Lar" (em tradução literal), que reunia as principais histórias coletadas pelos linguistas e pesquisadores alemães.
As ilustrações foram feitas entre 1820 e 1950 para edições de todo o mundo, por artistas de países como Alemanha, República Tcheca, Grã-Bretanha, Áustria, Suécia, Suíça e Estados Unidos.
Os irmãos alemães Jacob e Wilhelm Grimm reuniram, em seu primeiro livro, mais de 200 histórias recolhidas em uma extensa pesquisa sobre contos populares, conservados pela tradição oral.
Os contos começaram a ser compilados em 1810, quando os irmãos tinham 51 histórias coletadas na Alemanha e na Dinamarca.



Rainier, obrigado pela dica! ;)

sexta-feira, 9 de março de 2012

A eternidade do livro impresso



         A discussão sobre a sobrevivência do livro impresso está muito acesa.  Em parte, é reflexo do que acontece nos países mais desenvolvidos, onde há uma oferta progressiva de e-books.  Aqui entre nós, por enquanto, o crescimento é lento.  Em todo o comércio eletrônico nacional, não há mais de 7 mil títulos disponíveis.  Para se ter ideia da discrepância dos números, só a Amazon conta  hoje com  cerca de 950 mil  títulos.
        Há um pormenor que é próprio do mercado brasileiro: o Kindle começou com um gás assustador, mas não pegou por causa do preço, hoje em 800 reais.  Pelo dobro, pode-se ter um equipamento muito mais completo, que serve para navegar na internet, tirar fotos, gravar vídeos etc. O custo benefício é muito mais atraente.
        Estamos vivendo uma fase de incríveis conquistas tecnológicas, especialmente no campo das comunicações.  O que  não significa a morte das  versões anteriores. Diziam que o rádio acabaria com os jornais; o cinema acabaria com o teatro; a televisão acabaria com o rádio, e a internet acabaria com todas as mídias citadas. Na realidade, nada disso aconteceu.  Convive-se com todas essas manifestações, embora se saiba que a escala é outra: no facebook há 900 milhões de membros, e o twitter abriga 150 milhões de usuários (o youTube tem praticamente tudo).
        Vivemos uma fase de absoluta perplexidade, mas um homem com a experiência do Boni, por exemplo, afirmou, em lançamento recente, que a TV aberta tem um longo futuro à sua frente, desde que se renove e passe a programar atrações ao vivo e promover transmissões diretas.  Devemos estar atentos a essas peculiaridades, para que nada se perca dessas imensas conquistas.
        Fala-se muito nos e-books, mas as grandes companhias brasileiras, tipo Livraria Cultura, não passam de 1% do faturamento na venda de livros eletrônicos. Há uma longa caminhada, com um detalhe que me ocorreu na visita feita à Real Academia de Espanha:  os autores do seu vocabulário têm 90 mil livros impressos sobre linguística, consultados diariamente.  Isso vai desaparecer? Sinceramente, não acreditamos.  E a Biblioteca do Congresso Americano?  E a da Universidade de Berkeley, onde há uma quantidade enorme de livros brasileiros? Quem preconiza o fim disso tudo, sinceramente, está equivocado.
        O que se pode prever é que haja, por muitos e muitos anos, uma coexistência pacífica entre livros de papel e e-books, como antecipou  o escritor Umberto Eco. Segundo ele, somos 7 bilhões no mundo, mas uma parcela  ínfima desse total tem acesso aos computadores.  Vai demorar muito para mudar esse quadro.  Para Umberto Eco, “temos a prova científica de que um livro pode durar 550 anos. Jamais deixaremos de ter, com essas obras, uma relação física, carnal, afetiva.  É muito difícil ler Guerra e paz num e-book.  De mais a mais, a internet não filtra nada – e esse é um mal”.  Estamos certos de que, na nossa geração e possivelmente em  muitas  outras, ainda viveremos na boa companhia dos livros impressos.
Arnaldo Niskier, membro da Academia Brasileira de Letras, é presidente do CIEE/Rio e doutor em educação.

Contos de fadas inéditos são descobertos na Alemanha


Os contos são parte de uma coleção de mitos, lendas e contos de fadas reunidas pelo historiador Franz Caver von Schönwerth (1810-1886), na mesma época dos famosos irmãos Grimm.
Cerca de 500 contos de fada inéditos foram encontrados na cidade de Regensburg, na Alemanha. Estima-se que as histórias estavam guardadas há 150 anos. Os contos são parte de uma coleção de mitos, lendas e contos de fadas reunidas pelo historiador Franz Caver von Schönwerth (1810-1886), na mesma época dos famosos irmãos Grimm.
Von Schönwerth passou décadas da sua vida entrevistando camponeses e trabalhadores rurais sobre hábitos, tradições, costume e história da região e transcrevendo tudo que lhe era contado. O historiador reuniu toda a sua pesquisa em um livro chamado Aus der Oberpfalz – Sitten und Sagen, que foi publicado em três volumes em 1857, 1858 e 1859, caindo na obscuridade logo depois disso.


Dos 500 contos de fadas descobertos, alguns são totalmente inéditos. Outros, são versões modificadas de contos famosos, como da Cinderela ou de Rumpelstiltskin.

quinta-feira, 8 de março de 2012

Mulher... eu a saúdo.


Este é um dia especial. Este é o Dia Internacional das Mulheres. Uma data onde todos reconhecem a importância da mais incrível criação de Deus. Bacana demais, não?
Pena que é apenas um único dia. E os restantes 364 dias (excetuando-se anos bissextos)? Eles não contam ou a importância das mulheres diminui? Verdade seja dita: este é um dia para presentear, para consumir. Em outros casos, nós, homens, usamos a data para tentar amenizar nossas falhas e esquecimentos. Os filhos mostram-se mais compreensivos, os netos menos bagunceiros (não perturbem a vovó no dia dela!), os maridos mais pacientes e todos os demais ficam extremamente simpáticos e gentis. Congratulations!
Agora, sinceramente, o que impede-nos de agir assim sempre? Será que devemos aguardar uma data "especial" para reconhecer os méritos de nossas mulheres? Quanto custa para um pai ser mais compreensivo com as diferenças entre ele e sua filha? Dói um filho dizer diariamente "mãe, eu te amo"? Claro que não...
Mas somos imperfeitos e elas também. Dedicamos nosso tempo ao virtual e, consequentemente, esquecemos de dar um beijo e desejar boa-noite. Preocupamo-nos com ganhar dinheiro, mas não há preocupação em doar amor às nossas amadas.
Este é um dia a se comemorar, indubitavelmente, porém é um dia também para pensar. Chega de admirar e reconhecer as mulheres de nossas vidas apenas nesta data. É hora de valorizar quem amamos enquanto elas estão ao nosso lado. Seja você pai, filho, marido, tio, sobrinho, namorado ou o que mais for, pare de egoísmo e receio, pois elas merecem todos os dias de suas vidas, o nosso respeito, admiração e reconhecimento.
Que todos os dias deste e de todos os anos que se seguem sejam sempre o "Dia Internacional da Mulher".
Parabéns...

Franz.

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

Agradecimento aos que prestigiam este trabalho: 30.000 visitas


Não há como negar que o caminho é árduo. Escrever, analisar, traduzir, buscar matérias interessantes, resenhar e, principalmente, manter um conteúdo inteligente e agradável ao público deste blog. Mas também não há como negar que isto é extremamente prazeroso. Transpor pensamentos para a tela ou para o papel é um exercício para aprimorar o intelecto. Ler textos coerentes e matérias que acrescentem verdadeiramente algo, que ensinem, é uma ótima forma de não permitir que o tempo escoe por nossos dedos. Fazer o que se gosta, isso é o desejo de todo ser humano. E eu? Bem, eu faço deste espaço meu segundo lar. Reúno amigos, escrevo, leio, comento, publico e, principalmente, ponho em prática projetos que poderiam estar presos na velha gaveta. Claro, eles nunca mais ficarão enclausurados na escuridão, pois há pessoas que desejam vê-los, aprenderam a amar as mais simples e as mais complexas palavras aqui contidas. Estas pessoas ainda estão em um número que, para alguns, é modesto, porém não para mim. Que uma única pessoa leia e goste do que lhe foi apresentado: este já é um grande prêmio para mim. Enquanto houver quem deseje compartilhar informações, leituras, emoções e conhecimento, então ainda terei motivos para seguir em frente.
São poucos meses de atividade - quase oito - e vejo um progresso fabuloso. Novos amigos escrevendo comigo, novas parcerias, laços de amizade que se estreitam, ampliação do que está sendo realizado e, principalmente, uma evolução característica de um projeto que agradou. Graças a vocês, leitores e amigos, o "Apogeu" atingiu a marca de 30.000 visitas. Temos pessoas de vários cantos do mundo lendo e compartilhando o que aqui se publica. Temos reconhecimento. Temos a presença de vocês.
A todos que estão neste caminho conosco, nossos sinceros agradecimentos. Leiam e se divirtam. Vejam e aprendam. Participem e ensinem. O que quer que venhamos a nos tornar, acreditem, será fruto da parceria entre nós e vocês. 
Meu muito obrigado a todos em meu nome e em nome dos escritores Ednelson Jr. e Priscilla Rubia, amigos que são parte integrante e imprescindível da evolução deste espaço de leitura e aprendizado. 

Franz.

sábado, 25 de fevereiro de 2012

30 mandamentos para ser leitor, escritor e crítico (Parte II de III)


Decálogo do autor

Por Miguel Sanches Neto

Depois de leitor, você pode se tornar, então, escritor– embora, pasme, muitos hoje pulem a leitura, por julgá-la dispensável, e já desejem publicar

I - Não fique mandando seus originais para todo mundo.Acontece que você escreve para ser lido extramuros, e deseja testar sua obra num terreno mais neutro. E não quer ficar a vida inteira escrevendo apenas para uma pessoa. O que fazer então para não virar um chato? No passado, eu aconselharia mandar os textos para jornais e revistas literárias, foi o que eu fiz quando era um iniciante bem iniciante. Mas os jovens agora têm uma arma mais democrática. Publicar na internet. Há muitos espaços coletivos, uma liberdade de inclusão de textos novos e você ainda pode criar seu próprio site ou blog, mas cuidado para não incomodar as pessoas, enviando mensagens e avisos para que leiam você.

II - Publique seus textos em sites e blogs e deixe que sigam o rumo deles. Depois de um tempo publicando eletronicamente, você vai encontrar alguns leitores. Terá de ler os textos deles, e dar opiniões e fazer sugestões, mas também receberá muitas dicas.

III - Leia os contemporâneos, até para saber onde é o seu lugar. Existe um batalhão de internautas ávidos por leitura e em alguns casos você atingirá o alvo e terá acontecido a magia de um texto encontrar a pessoa que o justifica. Mas todo texto escrito na internet sonha um dia virar livro. Sites e blogs são etapas, exercícios de aquecimento. Só o livro impresso dá status autoral. O que fazer quando eu tiver mais de dois gigas de textos literários? Está na hora de publicar um livro maior do que Em busca do tempo perdido? Bem, é nesse momento que você pode continuar sendo um escritor iniciante comum ou subir à categoria de iniciante com experiência. Você terá que reduzir essas centenas e centenas de páginas a um formato razoável, que não tome muito tempo de leitura de quem, eventualmente, se interessar por um livro de estréia. Para isso, você terá de ser impiedoso, esquecer os elogios da mulher e dos amigos e selecionar seu produto, trabalhando duro para que fique sempre melhor.

IV - Considere apenas uma pequenina parte de toda a sua produção inicial, e invista na revisão dela, sabendo que revisar é cortar. O livro está pronto. Não tem mais do que 200 páginas, você dedicou anos a ele e ainda continua um iniciante. Mas um iniciante responsável, pois não mandou logo imprimir suas obras completas com não sei quantos tomos, logo você que talvez nem tenha completado 30 anos. Mas você quer fazer circular a sua literatura de maneira mais formal. Quer o livro impresso. E isso é hoje muito fácil. Você conhece um amigo que conhece uma gráfica digital que faz pequenas tiragens e parcela em tantas vezes. O livro está pronto. E anda sobrando um dinheirinho, é só economizar na cerveja.

V - Gaste todo seu dinheiro extra em cerveja, viagens, restaurantes e não pague a publicação do próprio livro. Se você fizer isso, ficará novamente ansioso para mandar a todo mundo o volume, esperando opiniões que vão comparar o seu trabalho ao dos mestres. O livro impresso, mesmo quando auto-impresso, dá esta sensação de poder. Somos enfim Autores. E podemos montar frases assim: Borges e eu valorizamos o universal. Do ponto de vista técnico, Borges e eu estamos no mesmo nível: produzimos obras impressas; mas a comparação não vai adiante. Então como publicar o primeiro livro se não conhecemos ninguém nas editoras? E aí começa um outro problema: procurar pessoas bem postas em editoras e solicitar apresentações. Na maioria das vezes isso não funciona. E, mesmo quando o livro é publicado, ele não acontece, pois foi um movimento artificial.

VI - Nunca peça a ninguém para indicar o seu livro a uma editora. Se por acaso um amigo conhece e gosta de seu trabalho, ele vai fazer isso naturalmente, com alguma chance de sucesso. Tente fazer tudo sozinho, como se não tivesse ninguém mais para ajudar você do que o seu próprio livro. Sim, este livro em que você colocou todas as suas fichas. E como você só pode contar com ele...

VII - Mande seu livro a todos os concursos possíveis e a editoras bem escolhidas, pois cada uma tem seu perfil editorial. É melhor gastar seu dinheiro com selos e fotocópias do que com a impressão de uma obra que não será distribuída e que terá de ser enviada a quem não a solicitou. Enquanto isso, dedique-se a atividades afins para controlar a ansiedade, porque essas coisas de literatura demoram, demoram muito mesmo. Você pode traduzir textos literários para consumo próprio ou para jornais e revistas, pode fazer resenhas de obras marcantes, ler os clássicos ou simplesmente manter um diário íntimo. O importante é se ocupar. Com sorte e tendo o livro alguma qualidade além de ter custado tanto esforço, ele acaba publicado. Até o meu terminou publicado, e foi quando me tornei um iniciante adulto. Tinha um livro de ficção no catálogo de uma grande editora. E aí tive de aprender outras coisas. Há centenas de livros de iniciantes chegando aos jornais e revistas para resenhas e uma quantidade muito maior de títulos consagrados. E a maioria vai ficar sem espaço nos jornais. E é natural que os exemplares distribuídos para a imprensa acabem nos sebos, pois não há resenhistas para tantas obras.

VIII - Não force os amigos e conhecidos a escrever sobre seu livro. Não quer dizer que eles não possam escrever, podem sim, mas mande o livro e, se eles não acusarem recebimento ou não comentarem mais o assunto, esqueça e não lhes queira mal, eles são nossos amigos mesmo não gostando do que escrevemos. Se um ou outro amigo escrever sobre o livro, festeje mesmo se ele não entender nada ou valorizar coisas que não julgamos relevantes em nosso trabalho. E mande umas palavras de agradecimento, pois você teve enfim uma apreciação. E se um amigo escrever mal de nosso livro, justamente dessa obra que nos custou tanto? Se for um desconhecido, ainda vá lá, mas um amigo, aquele amigo para quem você fez isso e aquilo.

IX - Nunca passe recibo às críticas negativas. Ao publicar você se torna uma pessoa pública. E deve absorver todas as opiniões, inclusive os elogios equivocados. Deixe que as opiniões se formem em torno de seu trabalho, e talvez a verdade suplante os equívocos, principalmente se a verdade for que nosso trabalho não é lá essas coisas. O livro está publicado, você já pensa no próximo, saíram algumas resenhas, umas superficiais, outras negativas, uma muito correta. Você é então um iniciante com um currículo mínimo. Daí você recebe a prestação de contas da editora, dizendo que, no primeiro trimestre, as devoluções foram maiores do que as vendas. Como isso é possível? Vejam quantos livros a editora mandou de cortesia. Eu não posso ter vendido apenas 238 exemplares se, só no lançamento, vendi 100, o gerente da livraria até elogiou – enfim uma vantagem de ter família grande.

X - Evite reclamar de sua editora. Uma editora não existe para reverenciar nosso talento a toda hora. É uma empresa que busca o lucro, que tem dezenas de autores iguais a nós e que quer ter lucro com nosso livro, sendo a primeira prejudicada quando ele não vende. Não precisamos dizer que é a melhor editora do mundo só porque nos editou, mas é bom pensar que ocorreu uma aposta conjunta e que não se alcançou o resultado esperado. Mas que há oportunidades para outras apostas e, um dia, quem sabe...Foi tentando seguir estas regras que consegui ser o autor iniciante que hoje eu sou.

CONFIRAM AS PARTES I E III...

30 mandamentos para ser leitor, escritor e crítico (Parte I de III)


Decalógo do leitor - 
Fonte: Entre Livros
Por Alberto Mussa

 I - Nunca leia por hábito: um livro não é uma escova de dentes. Leia por vício, leia por dependência química. A literatura é a possibilidade de viver vidas múltiplas, em algumas horas. E tem até finalidades práticas: amplia a compreensão do mundo, permite a aquisição de conhecimentos objetivos, aprimora a capacidade de expressão, reduz os batimentos cardíacos, diminui a ansiedade, aumenta a libido. Mas é essencialmente lúdica, é essencialmente inútil, como devem ser as coisas que nos dão prazer.


II - Comece a ler desde cedo, se puder. Ou pelo menos comece. E pelos clássicos, pelos consensuais. Serão cinqüenta, serão cem. Não devem faltar As mil e uma noites, Dostoiévski, Thomas Mann, Balzac, Adonias, Conrad, Jorge de Lima, Poe, García Márquez, Cervantes, Alencar, Camões, Dumas, Dante, Shakespeare, Wassermann, Melville, Flaubert, Graciliano, Borges, Tchekhov, Sófocles, Machado, Schnitzler, Carpentier, Calvino, Rosa, Eça, Perec, Roa Bastos, Onetti, Boccaccio, Jorge Amado, Benedetti, Pessoa, Kafka, Bioy Casares, Asturias, Callado,Rulfo, Nelson Rodrigues, Lorca, Homero, Lima Barreto, Cortázar, Goethe, Voltaire, Emily Brontë, Sade, Arregui, Verissimo, Bowles, Faulkner, Maupassant, Tolstói, Proust, Autran Dourado, Hugo, Zweig, Saer, Kadaré, Márai, Henry James, Castro Alves.


III - Nunca leia sem dicionário. Se estiver lendo deitado, ou num ônibus, ou na praia, ou em qualquer outra situação imprópria, anote as palavras que você não conhece, para consultar depois. Elas nunca são escritas por acaso.


IV - Perca menos tempo diante do computador, da televisão, dos jornais e crie um sistema de leitura, estabeleça metas. Se puder ler um livro por mês, dos 16 aos 75 anos, terá lido 720 livros. Se, no mês das férias, em vez de um, puder ler quatro, chegará nos 900. Com dois por mês, serão 1.440. À razão de um por semana, alcançará 3.120. Com a média ideal de três por semana, serão 9.360. Serão apenas 9.360. É importante escolher bem o que você vai ler.


V - Faça do livro um objeto pessoal, um objeto íntimo. Escreva nele; assinale as frases marcantes, as passagens que o emocionam. Também é importante criticar o autor, apontar falhas e inverossimilhanças. Anote telefones e endereços de pessoas proibidas, faça cálculos nas inúteis páginas finais. O livro é o mais interativo dos objetos. Você pode avançar e recuar, folheando, com mais comodidade e rapidez que mexendo em teclados ou cursores de tela. O livro vai com você ao banheiro e à cama. Vai com você de metrô, de ônibus, e de táxi. Vai com você para outros países. Há apenas duas regras básicas: use lápis; e não empreste.

VI - Não se deixe dominar pelo complexo de vira-lata. Leia muito, leia sempre a literatura brasileira. Ela está entre as grandes. Temos o maior escritor do século XIX, que foi Machado de Assis; e um dos cinco maiores do século XX, que foram Borges, Perec, Kafka, Bioy Casares e Guimarães Rosa. Temos um dos quatro maiores épicos ocidentais, que foram Homero, Dante, Camões e Jorge de Lima. E temos um dos três maiores dramaturgos de todos os tempos, que foram Sófocles, Shakespeare e Nelson Rodrigues.


VII - Na natureza, são as espécies muito adaptadas ao próprio hábitat que tendem mais rapidamente à extinção. Prefira a literatura brasileira, mas faça viagens regulares. Das letras européias e da América do Norte vem a maioria dos nossos grandes mestres. A literatura hispano-americana é simplesmente indispensável. Particularmente os argentinos. Mas busque também o diferente: há grandezas literárias na África e na Ásia. Impossível desconhecer Angola, Moçambique e Cabo Verde. Volte também ao passado: à Idade Média, ao mundo árabe, aos clássicos gregos e latinos. E não esqueça o Oriente; não esqueça que literatura nenhuma se compara às da Índia e às da China. E chegue, finalmente, às mitologias dos povos ágrafos, mergulhe na poesia selvagem. São eles que estão na origem disso tudo; é por causa deles que estamos aqui.


VIII - Tente evitar a repetição dos mesmos gêneros, dos mesmos temas, dos mesmos estilos, dos mesmos autores. A grande literatura está espalhada por romances, contos, crônicas, poemas e peças de teatro. Nenhum gênero é, em tese, superior a outro. Não se preocupe, aliás, com o conceito de gênero: história, filosofia, etnologia, memórias, viagens, reportagem, divulgação científica, auto-ajuda – tudo isso pode ser literatura. Um bom livro tem de ser inteligente, bem escrito e capaz de provocar alguma espécie de emoção.


IX - A vida tem outras coisas muito boas. Por isso, não tenha pena de abandonar pelo meio os livros desinteressantes. O leitor experiente desenvolve a capacidade de perceber logo, em no máximo 30 páginas, se um livro será bom ou mau. Só não diga que um livro é ruim antes de ler pelo menos algumas linhas: nada pode ser tão estúpido quanto o preconceito.


X - Forme seu próprio cânone. Se não gostar de um clássico, não se sinta menos inteligente. Não se intimide quando um especialista diz que determinado autor é um gênio, e que o livro do gênio é historicamente fundamental. O fato de uma obra ser ou não importante é problema que tange a críticos; talvez a escritores. Não leve nenhum deles a sério; não leve a literatura a sério; não leve a vida a sério. E faça o seu próprio decálogo: neste momento, você será um leitor.

CONFIRAM AS PARTES II E III

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

Aos alagados do Acre - via Dito pelo Maldito


  Este artigo foi escrito por Fabio Mourão (Dito pelo Maldito). Com muita inteligência e usando um texto curto e muito bem elaborado, ele mostra que há pessoas com capacidade de pensar e criticar, preocupadas com os fatos que atingem nosso país. Esta denúncia serve para alertar não só sobre a catástrofe no Acre, mas também para que as pessoas conscientizem-se da importância da união entre os Estados e seus cidadãos, pois não há como ficar indiferente ao que ocorre  aos nossos irmãos compatriotas. 
(Franz Lima)
 
De repente o Brasil acordou sabendo que o Acre existe. Infelizmente isso se deu da pior forma. Dessa vez não deu pra levar na brincadeira. Não deu pra esconder a situação como um primo feio que se nega o parentesco. Foi necessário que o estado fosse assolado por uma chuva torrencial e entrasse em estado de calamidade para que a imprensa deslocasse a bunda de suas equipes do ar condicionado e as enviasse rumo ao calor acriano para registrar a triste situação do estado e lembrar a elite brasileira de que chegar atrasado por conta da chuva na Marginal Tiete nem é tão terrível quanto parece.

Qual foi a última notícia que você escutou sobre o Acre?  Foi aquela sobre o terremoto? A do político assassino? Foi a morte de algum ativista? Ok,..deixa eu mudar minha pergunta, ... Qual foi a última BOA notícia que você viu sobre o estado do Acre? Uma que não o coloque nas paginas políticas e policiais. Já te foi sugerido uma viagem ao Acre no caderno de turismo de algum jornal?  
Sim, o Acre é longe. Porém, só continua isolado devido a ignorância das pessoas que só tomam conhecimento desse cantinho do Brasil quando alguma crise se instaura por lá. Como se o lugar fosse uma espécie de terra de ninguém.

É justamente essa falta de informação que faz com que as pessoas se sensibilizem mais com o tsunami no Japão do que com a situação do Acre por exemplo. Essa falta de vínculo que faz com que alguns se identifiquem mais facilmente com estranhos do outro lado do mundo do que com seus iguais.
Não sou acriano, mas particularmente, sempre que me olho nu em frente ao espelho me identifico mais com a grandeza selvagem de um índio, do que com a micro tecnologia oriental. Entende o que quero dizer?
Mas se não for o seu caso, desconsidere essa sentença.

Quer ajudar os Alagados do Acre? Comece desafogando sua mentalidade.
O Acre possui uma identidade cultural incrível, de fazer inveja a muitos outros estados que se limitam em copiar as festas típicas das grandes capitais. Tenho certeza que os acrianos também gostariam de ser lembrados pela mídia durante seu Festival do Açaí, na ExpoAcre, pela Cavalgada anual e até mesmo pela sua Parada Gay (Triste do estado que não tem a sua!!). Mas por favor, vamos alterar o chavão do ‘O Acre não existe’ para um ‘Eu não conheço o Acre’, assim sua ignorância fica menos acentuada. 
Afinal, eu também não te conheço, mas nem por isso sou idiota a ponto de dizer que tu não existe ou de repetir qualquer estupidez que escuto a seu respeito, justamente porque eu não te conheço. 
Deu pra entender a matemática da coisa?
Pra te ajudar, te informo que enquanto muitos estados já tentaram trair a pátria mãe reclamando por independência, o Acre é o único que já lutou de armas em punho pelo direito de fazer parte deste país. Talvez por que seja um dos últimos lugares onde a população ainda se mantém genuinamente brasileira, com nenhuma ou muito pouca influencia de imigrantes estrangeiros.
Uma terra que tem o sangue de sua gente impresso em sua bandeira, a mais verde e amarelo do país. 
Enfim,... O Acre é o Brasil raiz.

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