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quinta-feira, 14 de janeiro de 2016

2576 games do MS-DOS estão disponíveis online pela Unesco.


Por: Franz Lima. Curta nossa fanpage: Apogeu do Abismo.

Uma livraria de softwares, essa é a denominação mais exata para definir o arquivo de games da era DOS que estão acessíveis a todos.
Os jogos são os mais variados, incluindo Prince of Persia (1990), Street Fighter II,  Where in the World is Carmen Sandiego Deluxe, Donkey Kong, Pac Man, Das Boot German U-Boat Simulation, The Hobbit, Karateka, Fantasy Empires, Pole Position e outros que somam 2576 games para jogar online, sem necessidade de instalação ou baixar qualquer arquivo.
O link para acessar e jogar é esse: Unesco
Uma ótima oportunidade para matar as saudades de jogos antigos e também para conferir as semelhanças com os filmes Detona Ralph e Pixels, cuja temática engloba games como Q*bert, Pac Man, Donkey Kong, Street Fighter, Frogger e Tetris.





terça-feira, 12 de maio de 2015

Centro Cultural São Camilo de Lellis. Livros e cultura ao seu alcance.


Em uma iniciativa pouco comum, integrantes da Igreja Católica São Camilo de Lellis conseguiram transformar um espaço antes com pouco utilidade em uma biblioteca. Mas o sonho não pararia por aí. 
Mais livros foram chegando. DVD também foram acrescentados. O espaço foi ampliado e reformado. Foi um árduo trabalho, mas finalmente o Centro Cultural São Camilo de Lellis é uma realidade.
Centenas de livros estão à disposição do público para empréstimo. Machado de Assis, Stephen King, Anne Rice, Erich von Daniken, Jorge Amado, Luis Eduardo Matta, Alfred Bester, Joe Hill, Malba Tahan, Paulo Coelho, J.R.R. Tolkien, L. Frank Baum, C. S. Lewis, Ziraldo e muitos outros destaques da literatura mundial compõem o acervo do Centro Cultural, mas há também fantoches, HQ, DVD e livros infantis para o público pequenino. Livros em inglês, espanhol e francês complementam as opções de leitura e pesquisa.
Espaço infatil com gibis, DVD, livros, fantoches e pop-ups
O local também tem projetos de exibição mensal de um filme. O primeiro ocorreu recentemente com a projeção do longa Irmã Dulce, onde foi possível assistir à obra ao lado da atriz Maria Salvadora, que interpretou o papel da Mãe Menininha no filme.
Caso você more próximo ou esteja passando por lá, faça uma visita e conheça mais desse espaço dedicado exclusivamente à divulgação da cultura.
O endereço é Estrada Velha da Tijuca, 45 -Usina- RJ. Telefone:2268-8377.
O Centro Cultural São Camilo de Lellis é administrado pelo competentes Sr. Amadeu, Sra. Conceição e Sr. Francisco. 
Apareça e faça uma visita a este espaço que está aberto a todos os públicos...

Quadrinhos à disposição de crianças, jovens e adultos

Muitos livros infanto-juvenis
Livros infantis em um espaço agradável

DVD para empréstimo

Muitas obras para o público infantil


Clássicos em coleções

O Centro Cultural recebe doações de livros, DVD, etc.






domingo, 2 de março de 2014

Cidade japonesa recebe exemplares de 'O diário de Anne Frank' após vandalismo em bibliotecas.


Uma recente notícia sobre vandalismo chocou o Japão e o mundo. Em vários distritos da cidade japonesa de Tóquio, vândalos destruíram exemplares do clássico 'O diário de Anne Frank', livro que relata os dias de claustro da menina Anne Frank que, infelizmente, não sobreviveu ao campo de concentração de Bergen-Belsen.
Considerado um clássico por sua intensidade e pela abordagem tensa, dramática e triste das agruras que o nazismo trouxe, em especial à menina e sua família, 'O Diário' é uma obra obrigatória quando o assunto é a perseguição aos judeus pelo regime nazista.
A ação dos vândalos mostrou que a sombra de pensamentos arcaicos e preconceituosos ainda paira sobre a humanidade. Não se trata apenas da destruição de livros, mas do desrespeito aos que querem  ter ciência sobre o que está relatado nas obras. Ninguém tem o direito de queimar livros, pois tal atitude sempre foi o primeiro pensamento de ditadores e dominadores que queriam apagar as culturas dominadas: eliminar a fonte de cultura  - leia-se bibliotecas - dos povos.
Vejo muito mais que um ato de vandalismo na destruição dos livros. Vejo uma afronta ao pensamento livre e ao direito de expressão. Muitos tentaram censurar e tirar essa e outras obras de circulação, mas nunca sairão vitoriosos.
Uma prova disso foi o envio de um quantitativo suficiente de obras para suprir aquelas que foram atacadas nas bibliotecas dos ditritos. Os livros foram enviados para Tóquio através de uma iniciativa da embaixada israelense no Japão.


sexta-feira, 20 de dezembro de 2013

15 dicas imperdíveis de utilização do Kindle. Via Gizmodo.


Fonte: Gizmodo - http://gizmodo.uol.com.br/
Por se tratar de uma matéria extremamente relevante, optei por incluir na íntegra a matéria da Gizmodo no Apogeu. Entretanto, peço que busquem por mais informações, inclusive de outros assuntos relacionados à tecnologia, no Gizmodo, um dos mais completos e relevantes sites sobre a temática.

O mercado brasileiro de livros eletrônicos ainda está engatinhando e em breve (torçamos) será expressivo a ponto de a compra de e-books se tornar financeiramente vantajosa para o consumidor. Mas a praticidade dos leitores digitais é um fato: você pode dispensá-la, mas negá-la é complicado. A discussão sobre o futuro do livro físico e sua pretensa obliteração pelo formato digital já está desgastada, mas é bom não esquecer que boa parte dos leitores está (e permanecerá) em cima do muro: mesmo tendo adquirido leitores digitais, eles não deixaram de comprar livros físicos. De modo que o apocalipse do livro de papel pode ser adiado em alguns anos.
Se você não é o tipo de pessoa que vai perder essa mão na roda só pra levantar a bandeirinha do tradicionalismo sem limites, é possível que já tenha optado ou esteja pensando em optar por um Kindle. Embora os dois modelos disponíveis hoje no Brasil sejam simples e não sigam a regra do device-que-faz-absolutamente-tudo-que-você-precisa-na-sua-vida, os leitores digitais da Amazon guardam alguns segredinhos nem tão secretos assim e descobri-los vai facilitar a sua vida. Ainda mais

1. Hora de criar a sua biblioteca digital

A maioria das pessoas compra o leitor digital com um só objetivo: ler livros. Se você (secretamente, claro), já parou para pensar no seu consumo de literatura como uma dependência grave e passível de tratamento, prepare-se para alcançar um pouquinho de redenção ao adquirir um Kindle: os livros digitais são um pouco mais baratos, você poderá ler no transporte público sem precisar fazer malabarismo para equilibrar um calhamaço numa mão só, vai carregar menos peso e se o livro acabar no meio do caminho, não tem problema: tem mais alguns bem ali. Embora a oferta brasileira de e-books ainda não seja uma maravilha e o preço das versões eletrônicas não apresente grandes vantagens sobre as edições físicas, o leitor digital ainda representa economia. Sabe aquele monte de arquivos de livros que você acumulou a vida inteira no seu HD, jurando que um dia iria ler mesmo com toda a canseira causada pela tela do computador? Então, amigo, chegou a hora de colocar toda essa biblioteca alternativa no Kindle. Se você é essa pessoa equilibrada que não passou anos acumulando arquivos, parabéns. E meus pêsames, porque isso vai mudar agora mesmo.
O Calibre é a ferramenta mais utilizada para converter arquivos para .mobi, o formato nativo do Kindle. Basta fazer o download do programa e ta-dam, é possível converter todos aqueles livros não lidos ou mezzo lidos e passá-los para o seu leitor via USB. Só que além de exigir que você faça as conversões e coloque os arquivos dentro do device no muque, o Calibre não é a ferramenta mais bonita e amigável que você verá na sua vida. Pra ser bem realista, ele é o tipo de software que sua tia (sim, a que te envia aqueles PPTs com mensagens de amor e esperança ilustradas com fotos de gatinhos e desenhos de artistas especialmente inaptos) criaria se ela fosse desenvolvedora.

Calibre

Se você usa várias máquinas e não está na vibe de baixar um programa de conversão, nada tema: existem as opções que não precisam de instalação. O Cloud Convert e o Online Convert podem ser usados direto no site e transformam seus livros e documentos em arquivos .mobi, prontinhos para serem lidos no Kindle.
Mas tem um jeito ainda mais fácil: a própria Amazon oferece um software para desktop que envia seus arquivos para o Kindle e você pode baixar as versões para PC e Mac aqui. Depois de instalar, é só clicar com o botão direito do mouse sobre um arquivo e aparecerá a opção “Send to Kindle”. O programa faz a conversão do documento para .mobi, mas pode demorar para que ele chegue ao seu leitor.

2. Organize sua biblioteca digital como você quiser

Você pode organizar seus livros digitais de duas maneiras: deixando uma lista de livros na sua tela inicial (as opções de exibição são por mais recentes, por título ou por autor) ou criando coleções. Se você tem mais de 20 livros no seu Kindle, a melhor opção para fugir da insanidade organizacional são as coleções.
O mesmo livro pode estar dentro de diferentes coleções, de modo que se seu nível de TOC for alto, é possível criar múltiplos grupos com diferentes divisões: por autor, por gênero, por língua, por tema e o que mais der pra inventar. Se optar pelas coleções, o Kindle sempre vai manter no alto da tela a última coleção na qual você entrou. Assim, uma ideia é criar três coleções funcionais: a de livros lidos, a de livros que você está lendo e a de livros a serem lidos, e manter as duas últimas no topo da lista. Dois lembretes importantes: excluir as coleções não exclui os arquivos de livros ou documentos contidos nelas; se acontecer alguma coisa com seu Kindle e você tiver que adquirir outro, a conta da Amazon continuará sendo a mesma e seus livros estarão lá. Mas as coleções vão sumir e (sim, é uma tristeza) será preciso organizar tudo de novo.

3. Envie textos do seu navegador direto para o Kindle

Você está aproveitando seus cinco minutos de internet e de repente encontra um artigo legal. Você poderia lê-lo, mas coisas incômodas como trabalho, obrigações ou responsabilidades são impedimentos. Suas opções são deixar o link aberto no navegador (e depois fechar todas as abas sem querer), favoritá-lo (e esquecer pra sempre), mandar pra você mesmo por e-mail (e nunca ler) ou usar uma ferramenta de curadoria de links (e acumular mais artigos do que poderia ler numa vida inteira, mesmo se passasse 24 horas por dia fazendo isso). É possível acreditar em pequenos milagres quando o staff das principais ferramentas de armazenamento de favoritos tem a epifania de se integrar com o Kindle.
O Instapaper, um dos mais conhecidos sites de favoritos, disponibiliza o envio dos textos salvos para o seu Kindle. Eles vêm num só arquivo e dá para escolher a periodicidade e quantidade de artigos enviados, mas não espere um grande primor da arte da diagramação. Ele também não permite a visualização de imagens e não dá pra adicionar o arquivo de artigos a uma das suas coleções.
O Readability é um complemento para navegador que também guarda seus links para leitura posterior. A opção de envio de artigos para o Kindle cria documentos minimalistas e oferece aquela que provavelmente é a melhor experiência de leitura de artigos no Kindle, embora o envio de imagens também seja um problema.
redability
A Amazon não perdeu tempo e criou seu próprio complemento para enviar artigos do browser, o Send to Kindle. Ele tem até um botão que você coloca no seu site ou blog para que os leitores possam enviar os artigos diretamente para seus dispositivos. Acontece que o Send to Kindle é temperamental, trava muito e às vezes simplesmente não simpatiza com um artigo e não o envia a não ser após várias tentativas.
Algumas aplicações para navegador foram criadas especialmente para o device, como o Push to Kindle, e reza a lenda que ele é o mais funcional de todos. Lembre-se de que para utilizar esses complementos é necessário colocar os e-mails deles na lista autorizada a enviar material para o seu Kindle. Para fazer isso, entre na sua conta da Amazon e acesse as “Configurações de Documentos Pessoais”.

4. Envie arquivos para o seu Kindle por e-mail

Você também pode enviar arquivos para o seu Kindle por e-mail. Para isso, entre na sua conta da Amazon e clique na opção “Gerencie seu Kindle”. Depois, à esquerda da tela, entre em “Configurações de Documentos Pessoais” e adicione os endereços de e-mail que poderão mandar conteúdo para o seu aparelho. Os arquivos que forem enviados de outros e-mails serão descartados. Depois de fazer a configuração, é só anexar um arquivo (no formato .mobi) e mandar ver. Um truque: se o arquivo for um PDF, você pode enviá-lo no formato original, mas alguns PDFs ficam ilegíveis no Kindle. Então coloque a palavra “convert” no título do e-mail e ele será convertido automaticamente. Só que pode demorar e nem sempre dá certo.
emailaprovado

5. Leia seus feeds favoritos no Kindle

Do vício em livros para o vício em blogs é um pulo. Dá para ler alguns dos seus feeds preferidos no leitor digital usando o Kindle4rss, que monta uma revistinha com o conteúdo que você acompanha. A versão gratuita permite a assinatura de até 12 feeds com 25 artigos por edição, mas é preciso que você coloque o conteúdo manualmente no seu Kindle. A versão paga custa $1,90 por mês, oferece até 300 assinaturas com número ilimitado de artigos por edição e ainda envia os arquivos automaticamente para o aparelho.
kindle4rss

6. Acesse o conteúdo do seu Kindle em outros aparelhos

Aí a bateria do Kindle acabou numa situação em que não dá pra recarregar bem quando você pretendia continuar uma leitura. Não precisa chorar: é possível acessar o conteúdo do seu Kindle em outros devices através de aplicativos disponibilizados pela Amazon. Tem pra iPhone, iPod Touch, iPad, Android, tablet Android e tablet com Windows 8.

7. Seus arquivos e a nuvem da Amazon

Nem todos os arquivos que você coloca no Kindle ficam guardados nos servidores da Amazon. Tudo aquilo que você compra ou envia para o Kindle via e-mail ou complementos de navegador fica armazenado tanto no aparelho como na nuvem da Amazon. No entanto, os arquivos que são colocados no Kindle via cabo USB ficam somente no aparelho. Se acontecer alguma coisa com seu device, eles se perdem.

8. Use o Kindle para ler quadrinhos

quadrinhos
O Kindle e o Kindle Paperwhite não são os devices ideais para a leitura de quadrinhos, tanto pelo tamanho da tela como pela ausência de cores. Mas se a vontade for maior que o juízo, sempre há um jeitinho.
Pelo site da Amazon é possível baixar gratuitamente o Kindle Comic Creator, um software que permite que os quadrinistas criem HQs em .mobi para vendê-las no site. Você pode baixá-lo e converter as HQs que estão no seu computador, só que como o foco da ferramenta não está nos usuários, mas nos criadores, utilizá-la não é fácil nem rápido.
Já o Mangle foi criado com o objetivo de tornar a leitura de mangás possível no Kindle. Como os mangás costumam ter um formato menor que o dos comics americanos e geralmente são em preto e branco, a experiência não fica muito prejudicada.

9. Coloque uma senha no seu Kindle

Digamos que você seja Professor Doutor em Literatura Russa, resolva ler Crepúsculo (só para entender o fenômeno, lógico) e não queira que ninguém descubra para evitar situações academicamente embaraçosas. Simples: coloque uma senha no seu Kindle. Tanto o modelo simples quanto o Paperwhite oferecem em seus menus de configurações a opção de criar uma senha numérica para o dispositivo.

10. Quanto mais línguas, mais dicionários

dicionários
O Kindle já vem com dicionários, mas quem é poliglota ou está estudando outras línguas pode adicionar mais alguns. Aqui você encontra dicionários já no formato nativo do leitor da Amazon.

11. Faça backup do seu arquivo de anotações

O Kindle permite que você faça marcações e notas nos seus livros. Essas anotações ficam armazenadas num documento que seu Kindle chamará de “Meus Recortes”. É sempre bom fazer o backup periódico desse arquivo, que fica na pasta raiz do aparelho, para que as suas informações estejam sempre atualizadas. Outra dica é: você pode sincronizar os dados para que o documento esteja disponível em todos os devices nos quais você utiliza a plataforma Kindle. Para fazer isso, vá até as configurações e se certifique de a opção “Backup de anotações” está ligada. Você também pode ver os trechos que as pessoas mais destacam nos livros e permitir que suas notas sejam vistas pelas pessoas que você segue na Amazon: basta entrar nas suas configurações e ligar as opções “Destaques Populares” e “Notas públicas”.

12. Use seu Kindle para revisar textos

Muita gente acha melhor imprimir documentos para revisá-los. Você pode repassar seus textos no Kindle, economizar papel e contribuir para a vida das arvorezinhas. Envie o documento a ser revisto para o seu Kindle e faça as correções usando as ferramentas de notas e marcações.

13. Um sistema operacional alternativo para o Kindle

Uma pequena empresa chinesa decidiu que não tem medo do Jeff Bezos e desenvolveu o Duokan, nada menos que um sistema operacional alternativo para o Kindle. Ele permite que o Kindle leia ePub, o formato padrão de e-books, que é mais compacto que o .mobi. O Duokan também conta com um auto-ajuste para arquivos PDF. Agora a dura verdade: a instalação do sistema é por sua conta e risco: se tudo der certo, seu Kindle fica tunado. Se der errado, ele vai virar um belíssimo peso de papéis. Além disso, com a instalação do Duokan, o Kindle deixa de receber as atualizações de software da Amazon.

14. Screenshots no Kindle Paperwhite

paperwhite1
No Kindle Paperwhite é possível tirar screenshots tocando as extremidades opostas da tela, como mostra este vídeo. O arquivo vai para a pasta raiz do aparelho.
O Paperwhite também permite que você faça uma pesquisa na Wikipedia Inline a partir de uma palavra do texto. Quando a palavra for pesquisada, abaixo da definição vai aparecer um botão “Mais”: clicando nele, você será encaminhando para a definição do termo no site.

15. Pequenas funcionalidades, grande ajuda

O Kindle permite que você personalize algumas configurações do arquivo que você está lendo: é possível mudar o tamanho da fonte e o espaçamento entre as linhas, além de rotacionar a tela e, em alguns arquivos, usar o zoom.
Apesar de o Kindle manter os livros digitais na página em que você os deixou, se quiser ficar fuçando pra lá e pra cá no arquivo (o Kindle não tem numeração de página: ele usa um sistema de porcentagem de leitura), é possível criar um marcador. É só ativar o menu, clicar na opção “Marcador de Página” e vai aparecer uma dobrinha digital no canto da página em que você estiver.
Você também pode compartilhar suas notas e destaques via Twitter ou Facebook ativando as redes sociais na parte de configurações do aparelho. Essa funcionalidade só está disponível para os livros comprados na Amazon.
O Kindle é feito para ser carregado via USB através do computador, mas você também pode carregá-lo direto na tomada, desde que compre um adaptador para USB ou use um carregador compatível (dica: o do iPhone 5 funciona perfeitamente).
No menu do Kindle há a opção “Experimental”, que oferece um navegador beta. Você pode experimentá-lo e enviar a sua opinião para que a Amazon o aperfeiçoe.
Recentemente a Amazon liberou o serviço de atualização automática de livro. Se você ativá-la na sua conta, os livros recebem atualizações caso a editora opte por substituir a edição que você comprou por uma versão aperfeiçoada.




quarta-feira, 14 de novembro de 2012

Biblioteca volante leva cultura para 10 bairros no Rio de Janeiro


Foto: Publisher News
Fonte: Veja Rio. Por Thaís Meinicke
Foi lançado nesta quarta (7), no Parque Madureira, o projeto Livros nas Praças, que percorrerá, nos próximos seis meses, bairros das Zonas Norte e Oeste disponibilizando livros gratuitamente à população. O ônibus adaptado com a biblioteca funcionará de forma itinerante, visitando quinzenalmente cada uma das praças escolhidas pelo projeto para empréstimo de livros.

O acervo, que conta com 1500 obras, foi disponibilizado pela Secretaria Municipal de Cultura, e possui livros infantis, juvenis e adultos, com destaque para autores nacionais, que compõem 80% das obras. O projeto pretende criar oportunidades de leitura em praças de comunidades que não contam com bibliotecas públicas e contribuir para formação de novos leitores. De acordo com a pesquisa Retratos da Leitura no Brasil, realizada pelo Ibope e pelo Instituto Pró-Livro em 2012, 18% dos brasileiros não têm acesso a bibliotecas e 75% afirmam não ter o hábito de frequentá-las.

A biblioteca funcionará de quarta a domingo, das 10h às 16hs, um dia em cada praça. Os bairros participantes são: Madureira, Cidade de Deus, Pavuna, Del Castilho, Complexo do Alemão, Água Santa, Cascadura, Penha e Complexo da Maré.

QUARTA - 7/11 - Parque Madureira
QUINTA - 8/11 - Praça da Quintanilha (Cidade de Deus)
SEXTA - 9/11 - Praça Ênio (Pavuna)
SÁBADO - 10/11 - Praça da Quadra da Águia de Ouro (Del Castilho)
DOMINGO - 11/11 - Praça Muriquitã (Fazendinha - Complexo do Alemão)

QUARTA - 14/11 - Praça Violeta (Água Santa)
QUINTA - 15/11 - Parque Orlando Leite (Cascadura)
SEXTA - 16/11 - Parque Ari Barroso (Penha)
SÁBADO - 17/11 - Praça do Conjunto Esperança (Maré)
DOMINGO - 18/11 - Praça da Baixa do Sapateiro (Maré)

QUARTA - 21/11 - Parque Madureira
QUINTA - 22/11 - Praça da Quintanilha (Cidade de Deus)
SEXTA - 23/11 - Praça Ênio (Pavuna)
SÁBADO - 24/11 - Praça da Quadra da Águia de Ouro (Del Castilho)
DOMINGO - 25/11 - Praça Muriquitã (Fazendinha - Complexo do Alemão)

QUARTA - 28/11 - Praça Violeta (Água Santa)
QUINTA - 29/11 - Parque Orlando Leite (Cascadura)
SEXTA - 30/11 - Parque Ari Barroso (Penha)

Franz says: Uma iniciativa como essa é digna de divulgação e aplausos. Precisamos incentivar a leitura e os resultados positivos resultantes do ato de ler: o pensamento crítico, desenvolvimento intelectual e ampliação da criatividade, entre outros. Sucesso para o projeto e parabéns aos idealizadores.

terça-feira, 23 de outubro de 2012

Mato Grosso do Sul tem sua “Primeira Semana do Livro e da Biblioteca”


Fonte: Pantanal News
Campo Grande (MS) – O governo do Estado, por meio da Fundação de Cultura de Mato Grosso do Sul (FCMS) em parceria com Sistema Estadual de Bibliotecas Públicas SEBP/MS e Instituto de Ensino Superior da Funlec – Iesf, realiza entre os  dias  22 a 26 de outubro a I Semana do Livro e da Biblioteca. A abertura será no Auditório da Unimed às 19 horas.

O evento é direcionado a profissionais, técnicos, acadêmicos, pesquisadores e pessoas que se interessem pela temática leitura, biblioteca e biblioteconomia.

Para Juciene Arruda, coordenadora do Sistema Estadual de Bibliotecas Públicas, a iniciativa  é de grande importância para todos os profissionais e acadêmicos da área de biblioteconomia uma vez que  marca a implantação da I Semana do Livro e da Biblioteca no Estado e no País. ”Vem ao encontro das atribuições da biblioteca pública que é a educação, cultura, lazer, conhecimento e disseminação da informação,” ressalta Arruda.

A I Semana Nacional do Livro e da Biblioteca do Iesf é um projeto da disciplina de gestão de informação em atividades culturais, tem por objetivo trabalhar com os acadêmicos  do 6º semestre do Curso de Biblioteconomia a importância dessas ações em todos os tipos de Bibliotecas, incentivando sempre a importância da Leitura em todas as áreas do conhecimento.
      
”O papel da biblioteca não é só esperar o usuário, mas ir ao encontro dele, e disseminar os diversos meios de acesso ao conhecimento e das mais variadas formas. O seminário irá mostrar aos participantes a importância dessa interação dos profissionais com os usuários”, explica Eunice Franco, presidente da Associação Profissional de Bibliotecários de MS.

 Programação:

22 de outubro

19h Palestra Magna – Dr. Waldomiro Vergueiro - Professor Titular da USP
Tema: Administração de Unidades de Informação
Local: Auditório da Unimed

23 de outubro

19h Palestra - Prof. Msc Neusa Narico Arashiro, Gerente de Patrimônio Histórico e Cultural da FCMS
Tema: PELL – Plano Estadual do Livro e da Leitura
Local: IESF – Instituto de Ensino Superior da FUNLEC
Durante o evento haverá exposição de 23 obras de arte.

24 de outubro

19h Palestra –Prof. Doutor Marcelo Marinho
Tema: “Percursos e Percalços de um Leitor”: enigma de um Dia, de Joel Pizzini e Sérgio Medeiros
Local: IESF – Instituto de Ensino Superior da FUNLEC

25 de outubro

19h Lançamento do Livro: As aventuras de Catil: um Quati Aventureiro do Autor Itamar Soares de Arruda.
Exposições em Comemoração ao centenário de Luiz Gonzaga e Jorge Amado

26 de outubro

19h Encerramento com a palestra do Prof. Dr. Antônio Agenor de Lemos
Tema: Atuação Profissional
Local: Auditório da Unimed

Serviço: O auditório da Unimed fica localizado na rua Goiás, 695   (entrada para estacionamento pela rua da Paz). Já o Iesf está localizado na rua Coronel Cacildo Arantes, 322, no Bairro Cachoeira II. Mais informações na coordenação do Sistema Estadual de Bibliotecas Públicas – SEBP/MS pelo telefone 3316-9176.

Franz says: mais e mais iniciativas desse porte devem acontecer em todos os Estados do país. Caso saibam de mais eventos, por favor, divulguem. Também peço a colaboração dos leitores que estejam presentes ao evento e queiram enviar material relacionado. 
 

segunda-feira, 22 de outubro de 2012

Material inédito de Franz Kafka pode ficar acessível ao público.


Caricatura de Kafka por Alberto Russo
Fonte: Estadão
Milhares de manuscritos de Franz Kafka (1883-1924), autor imprescindível do século 20, poderão ser conhecidos pela primeira vez após uma recente decisão judicial israelense que segue um longo caminho de fugas, paixões, heranças, promessas, segredos e cofres ocultos.

Assim que for executada a sentença ditada no fim de semana passado pelo Tribunal de Família do Distrito de Tel Aviv, o legado do amigo íntimo de Kafka - o escritor e compositor judeu Max Brod - será em breve transferido de mãos privadas para a Biblioteca Nacional de Israel, onde estará acessível para pesquisadores do mundo todo.
Porém, a execução pode se prolongar durante anos se os até agora proprietários do tesouro literário resolverem apelar a uma corte superior, como seus advogados advertiram que farão.
O autor judeu nascido em Praga publicou poucos de seus trabalhos em vida, mas, anos antes de morrer, entregou seus textos, cartas, anotações e esboços a seu amigo Brod, não sem antes fazê-lo prometer que os queimaria após sua morte.

Felizmente, para os amantes da leitura e para dezenas de autores influenciados por Kafka, como Albert Camus e Jorge Luis Borges, Brod não cumpriu sua promessa e publicou o que rapidamente se transformaram em obras-primas da literatura, como
O Processo e A Metamorfose.
Fugindo de Praga por conta do avanço dos nazistas, Brod emigrou em 1939 para a Palestina sob protetorado britânico e, antes de morrer em 1968, entregou os manuscritos de Kafka e milhares de documentos e correspondências à sua secretária e amante, Esther Hoffe.

Em seu testamento, pediu que com a morte de Esther, os papéis fossem levados a um arquivo público "em Israel ou no exterior".

Hoffe morreu faz cinco anos com 102 anos de idade, o que gerou uma batalha judicial entre as autoridades culturais israelenses e suas duas filhas, Eva Hoffe e Ruth Wiesler (falecida há poucos meses).
Brod lhe entregou o legado só para que o tivesse em vida, suas filhas não podiam herdá-lo", explicou à Agência Efe o professor Hagai Ben Shamai, diretor acadêmico da Biblioteca Nacional de Israel, que considera que joias literárias dessa relevância "não podem permanecer em domínio privado".

Para ele, o fato de Brod trazer os documentos para Israel e de que os dois amigos eram judeus é uma clara prova de que pertencem ao público israelense e que devem ficar no país.

Há dois anos, outra sentença judicial israelense obrigou às irmãs a abrir cinco cofres de um banco em Tel Aviv e outro em Zurique (Suíça), que guardavam milhares de páginas.

Cena inspirada em A Metamorfose
 
Além do material que foi classificado então, os analistas desconhecem que outros documentos podem estar nas mãos das famílias Hoffe e Wiesler.

Alguns especialistas acham que pode haver mais cofres ocultos e mantêm a esperança de que exista alguma obra inédita no enorme legado de Kafka.

Eva Hoffe nunca permitiu às autoridades entrar em seu apartamento, onde vive "com 50 gatos e cinco cachorros que convivem com Kafka", disse à Efe o advogado da Biblioteca Nacional, Meir Heller.
Shamai acredita que no legado de Brod "não existe nenhum trabalho de Kafka que não tenha sido publicado antes", embora admitisse não saber com certeza "o que exatamente há nessa casa".

Uma vez recolhido, restaurado, estudado e classificado, o arquivo de Brod, explica, será "a joia" da Biblioteca Nacional.

Durante os cinco anos de luta pelos valiosos documentos, as irmãs Hoffe contaram com o apoio do Arquivo de Literatura Alemã da cidade de Marbach, que no passado comprou de Esther Hoffe vários manuscritos, entre eles o original de
O Processo.
Heller garantiu à Efe que seu próximo passo será reivindicar ao arquivo alemão os documentos, cuja venda considera ilegítima.

"Os alemães acham que os escritos fazem parte da cultura alemã, por estarem em idioma alemão, mas nós consideramos que são parte da cultura judaica e que devem permanecer no Estado judeu", concluiu Shamai.


Franz says: não importa qual nação permanecerá com os manuscritos. O que conta, no meu entendimento, é que os responsáveis por tais documentos tenham uma atitude diferente das antigas famílias tutoras, divulgando e permitindo o acesso a esses escritos. Kafka é um escritor de indiscutível talento e essa expansão em seu legado literário é um benefício que todos os apreciadores da literatura de qualidade devem ter. 

sábado, 15 de setembro de 2012

Vaticano e Oxford disponibilizam acervos de suas bibliotecas.


Fonte: BBC
Oxford
Uma biblioteca da Universidade de Oxford anunciou uma parceria com a Biblioteca Apostólica do Vaticano (BAV) para um projeto de digitalização de parte do acervo de ambas as coleções, num esforço de disponibilizar de graça, na internet, cerca de 1,5 milhão de páginas de documentos para pesquisadores e para o público em geral.
Em comunicado publicado pela Biblioteca Bodleian, de Oxford, a instituição diz que serão disponibilizados, num prazo de até quatro anos, documentos de três áreas: manuscritos gregos, livros impressos no século 15 e manuscritos e documentos antigos em hebraico.
"Essas áreas foram escolhidas pela força de suas coleções em ambas as bibliotecas e pela importância acadêmica nas respectivas áreas", diz o comunicado da Bodleian. "O esforço também beneficiará acadêmicos, ao unir virtualmente documentos que têm estado dispersos entre as duas coleções nos últimos séculos."
Cerca de dois terços do material a ser colocado na internet virão da Biblioteca do Vaticano, e o restante, da Bodleian.
As coleções da BAV e da Bodleian, dizem seus organizadores, estão entre as maiores do mundo. O cardeal Raffaele Farina, da BAV, explica que a biblioteca da Santa Sé abriga documentos que datam de até seis séculos atrás.
Vaticano

'Compartilhar recursos'

O projeto de digitalização será financiado com cerca de R$ 6 milhões da fundação educacional Polonsky, que alega que a digitalização dos acervos é "um passo significativo para compartilhar a riqueza de recursos (de informação) em uma escala global".
A fundação também financiou a digitalização de outra coleção da Bodleian, de 280 mil documentos chamada Cairo Genizah (http://genizah.bodleian.ox.ac.uk), com fragmentos de textos judaicos que podem remeter ao século 11.

Franz says: uma idéia que deve ser ampliada a outras grandes bibliotecas do mundo. O conhecimento não deve ficar restrito aos poucos habilitados a circular entre esses corredores.


quarta-feira, 23 de maio de 2012

Como é feita a restauração de obras literárias: o processo que restaura livros danificados


Por Luma Pereira 

Eles ficam nas estantes das bibliotecas, livrarias e escritórios. Sujeitos à ação do tempo e do ambiente, os livros podem se deteriorar e precisar de reparos. Mas a restauração das obras literárias deve ser feita apenas em último caso.
 
“Antes, existe a preservação – não comer em cima do livro e manuseá-lo com cuidado – e a conservação – armazenamento e conserto de pequenos rasgos. Só depois o restauro”, afirma Andrea Bella, profissional do Núcleo de Conservação e Restauro Edson Motta (NUCLEM), pertencente ao Senai.
 
O Núcleo foi fundado por Guita Mindlin e Tereza Brandão Teixeira, na década de 1980, em parceria com o Senai. Trabalham com documentos, livros e obras de arte – tudo o que é feito sobre o papel.
 
“A restauração só é feita mediante diversos testes”, afirma Andrea. O material de que a obra é feita tem de ser estudado, “é isso que vai nos nortear para desenvolver o melhor tratamento – olhar com calma o estado geral”, explica.
 
Mas se não há outro jeito e o livro está prestes a rasgar e/ou desmontar, é preciso levá-lo aos cuidados de técnicos especialistas em restauração. Principalmente se é uma relíquia e tem valor afetivo para o dono.
 
É importante mencionar que o reparo não faz com que os livros fiquem como se tivessem acabado de sair da loja. A ética dos restauradores é respeitar a história de vida das obras, o interesse não é que pareçam novas, mas que vivam um pouco mais.
 
“Deixamos ela o mais próximo do que foi o original, mas nunca chegamos a isso”, diz a profissional. E completa: “o ideal é que as pessoas percebam a nossa intervenção e o que foi feito com o livro”.

“Todos acham que vamos resolver todos os problemas da obra e fazer com que ela fique até com cheiro de nova. Mas não é isso o que acontece: temos de respeitar as características do livro e fazer o possível para que ele dure mais tempo”, conta Andrea. 
 
Procedimentos
 
primeira etapa do processo é fazer uma ficha de identificação, com nome do proprietário, título do livro e autor. Além disso, anotar que tipo de material é aquele. “Verificar o que é característica física e o que é um problema”, afirma Andrea.
 
É feito também um registro fotográfico de como a obra chegou ao laboratório e dos procedimentos empregados – para ter em imagens o antes e o depois, e documentar isso.
 
Outra etapa feita é a higienização de folha a folha. “Passo a trincha [pincel largo] de dentro para fora, percorrendo cada página. Para tirar toda a sujidade”, descreve.
 
Depois disso, as próximas fases vão depender da necessidade do livro. “Cada obra é uma obra – tem diferentes etapas de tratamentos”, reforça Andrea.
 
Caso o livro tenha rasgos, ele é reparado por meio da conservação, feita com papel japonês. “Tem boa resistência e é fino, então conseguimos fazer a consolidação do rasgo sem prejudicar a leitura”, diz. Isso utilizando a cola de amido, de boa adesividade.
 
Quando o problema está na estrutura, são necessários processos de restauro mais demorados e trabalhosos. É um problema também quando as pessoas colam durex em alguma página, pois a cola dele penetra no papel, causando manchas de difícil remoção.
 
Os materiais utilizados na restauração também são bastante selecionados. “Sempre utilizamos produtos que possam ser removidos e tenham pH neutro, não contendo ácidos”, esclarece a profissional. “Materiais que podem ser utilizados e não vão afetar a obra posteriormente. Porque, afinal de contas, estamos tentando mantê-la por mais tempo”, completa.
 
A tecnologia empregada muda constantemente. “No Brasil, a área carece de investimentos, e muitas pessoas desconhecem o nosso trabalho”, diz. Então, muitas vezes, fica difícil conseguir determinados materiais e tecnologias.
 
O tempo e os custos da restauração dependem do estado de preservação e conservação. “Existe uma Bíblia do século XVIII que foi restaurada no laboratório, e levamos cerca de três anos para terminar o trabalho”, conta Andrea.
 
Quem contrata esse serviço? “Instituições e museus que têm um acervo muito grande. Ou, às vezes, particulares. Mas temos muita parceria com museus da cidade”, afirma a profissional.
 
Passo a passo, folha a folha
 
A obra mais antiga já tratada no Núcleo do Senai foi uma Bula Papal de aproximadamente 1342, que está em exposição no Museu Histórico FMUSP – Faculdade de Medicina da USP –, feita em pergaminho e manuscrita com tinta.
 
Normalmente, os livros mais antigos que chegam apresentam problemas do próprio papel, em função da deterioração ao longo do tempo. Segundo Andrea, o laboratório também recebe obras atuais, mas o problema desses é de preservação e conservação.
 
Para ilustrar o processo, tomamos como exemplo Maria Rosa Mística (1686), do Padre Antônio Vieira, livro pertencente ao Senai para ser utilizado nas aulas de restauração que a instituição oferece – o curso tem duração de seis meses.
 
“É caso para restauro, porque tem manchas e a sujidade está grande, além de ter sido atacado por brocas”, afirma Andrea. E completa: “um livro que vai ser restaurado provavelmente terá também intervenções de conservação, como o remendo de rasgos”.
 
Primeiro, é feito o já citado processo de limpeza com a trincha, folha por folha. Em seguida, as páginas vão para o chamado “banho”, tratamento aquoso com água deionizada, para extrair outras impurezas – e a obra é posta parar secar até o dia seguinte.
 
Como a obra foi atacada por traças e brocas, e ficou com furinhos nas folhas, é preciso que ela passe pela Máquina Obturadora de Papel (MOP), que usa eletricidade e água para preencher novamente aqueles espaços vazios que ficaram – a chamada reenfibragem.
 
Quando é preciso usar química forte, como solventes, o livro é colocado na “Capela” – um local em que a alta sucção retira rapidamente os produtos e gases do ar para que o restaurador não tenha contato.
 
Os responsáveis pelo processo trabalham de avental, máscara e luvas cirúrgicas e, para manusear materiais mais fortes, usam óculos de proteção, luvas mais grossas e um sapato especial. Tudo para a maior segurança dos profissionais em restauração.
 
Por fim, o livro é reencadernado e ganha uma caixa de papel filifold, de boa resistência e que não solta tinta, evitando causar danos à obra restaurada quando em contato com ela.
 
Assim, é possível ter uma versão de Maria Rosa Mística, do século XVII, nos dias de hoje – uma edição do passado que sobreviveu ao tempo e pode continuar contando, naquelas folhas de antes, a história que ainda há em suas linhas.
 
 
 
 
 

Programe-se: em Junho, ABER promove evento sobre preservação de livros no MASP


Os professores Ana Virginia Teixeira da Paz Pinheiro e Fabiano Cataldo de Azevedo vão discutir a preservação de acervos bibliográficos, com exposição de obras raras da biblioteca do Masp
ACERVOS BIBLIOGRÁFICOS DE MEMÓRIA: PRESERVAÇÃO E ACESSO
Objetivos
- Subsidiar a gestão de acervos bibliográficos de memória, sob a égide da Preservação e da Garantia de Acesso;
- Delinear o perfil do Bibliotecário como gestor de políticas de Preservação de acervos bibliográficos de memória.

Palestrantes
Ana Virginia Teixeira da Paz Pinheiro
Bibliotecária e documentalista da Fundação Biblioteca Nacional (desde 1982) e professora de História do Livro e das Bibliotecas, na Escola de Biblioteconomia da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UNIRIO, desde 1987), é mestre em Administração Pública (FGV/EBAPE) e especialista em Análise, Descrição e Recuperação da Informação (UNIRIO), e em Administração de Projetos Culturais (FGV/EIAP). De seus trabalhos publicados, destacam-se Que é livro raro? (1989) esgotado, pesquisa que lhe valeu o Prêmio Biblioteconomia e Documentação, do Instituto Nacional do Livro; A ordem dos livros na biblioteca (2007) e Almanaque Tipográfico Brasileiro (2009). Dedica-se a estudos sobre formação e desenvolvimento de coleções bibliográficas de memória e colecionismo, envolvendo a avaliação intelectual e patrimonial de bibliotecas, e publica nas áreas de Biblioteconomia de Livros Raros, Gestão de Coleções Bibliográficas Especiais, Bibliologia, Codicologia e Memória das Ciências.

Fabiano Cataldo de Azevedo
Bibliotecário. Professor auxiliar de História do Livro e das Bibliotecas do curso de Biblioteconomia da Universidade Federal do Estado de Rio de Janeiro. Mestrando em Memória Social, UNIRIO. Membro do Pólo de Pesquisa sobre Relações Luso-Brasileiras do Real Gabinete Português de Pesquisa. Participou como pesquisador em projetos e publicações, além de projetos relacionados à preservação e conservação documental e biblioteconomia de acervos raros. Possui experiência em análise e descrição de manuscritos e livros dos séculos XVI-XIX. Tem artigos publicados em periódicos da área de biblioteconomia.Trabalhou como bolsista PCI no Museu de Astronomia e Ciências Afins, onde integrou grupo de pesquisa sobre gestão de conservação em acervos bibliográficos.

Programa
14/6/2012
Manhã
9h-12h
tema:
História do Livro, da Biblioteca e da Preservação de acervos bibliográficos
Prof. Fabiano Cataldo de Azevedo

Tarde
14h-15h45
tema:
A preservação de acervos bibliográficos como prática biblioteconômica: deslocamentos do passado no presente.
Prof. Fabiano Cataldo de Azevedo
15h45-16h
intervalo

16h-17h
mesa-redonda: Profs. Ana Virginia Teixeira da Paz Pinheiro e Fabiano Cataldo de Azevedo, com a participação dos alunos

15/6/2012
Manhã
9h-12h
tema: Colecionismo, Bibliofilia e Biblioteconomia: posse, propriedade, inventário e entesouramento de bibliotecas – teorias e práticas;
Profa. Ana Virginia Teixeira da Paz Pinheiro
Tarde
14h-15h45


tema: Acervos Bibliográficos de Memória e saberes interdisciplinares: Biblioteconomia e Patrimônio, Biblioteconomia e Restauração, Biblioteconomia e Salvaguarda, Biblioteconomia e Acesso.
Profa. Ana Virginia Teixeira da Paz Pinheiro
15h45-16hintervalo
16h-17h
mesa-redonda: “O Bibliotecário como gestor de políticas de Preservação de acervos bibliográficos de memória: perfil, responsabilidades e tomada de decisão – da conservação à restauração e da salvaguarda à difusão”
Profs. Ana Virginia Teixeira da Paz Pinheiro e Fabiano Cataldo de Azevedo, com a participação dos alunos e encerramento.


Público-alvo: Bibliotecários, estudantes de Biblioteconomia, restauradores, conservadores, colecionadores e demais pesquisadores de acervos de memória, além de interessados em geral.
Carga horária: 12 horas
Quando: dias 14 e 15 de junho 2012, quinta e sexta-feira, das 9h às 12h e das 14h às 17h.
Recursos: Material didático (planos de aulas e bibliografia lida e recomendada), equipamento para projeção (datashow e tela), exercícios práticos. Serão fornecidos certificados de participação.
Onde: No MASP (Av. Paulista, 1578, Bela Vista, São Paulo - metrô Trianon-Masp)
Vagas: 80 vagas
Participação: Em breve forneceremos mais detalhes sobre o evento, valores dos cursos, procedimentos para inscrição etc.
Credenciamento antecipado por email: aber@aber.org.br



sexta-feira, 11 de maio de 2012

‘Escrever para os tablets banalizará a literatura’, diz Mario Vargas Llosa


Fonte: Livros e Pessoas. Via: G1

O escritor peruano Mario Vargas Llosa acredita que a literatura criada “diretamente para os tablets” pagará o mesmo preço que a televisão, pois se banalizará e cairá na frivolidade.
“É um temor, tomara que não aconteça”, declarou nesta quarta-feira o Prêmio Nobel de Literatura de 2010 ao discursar no ciclo que a Biblioteca Nacional da Espanha organizou para comemorar seu terceiro centenário, celebrado neste ano.
Vargas Llosa, de 76 anos, manteve um debate com o jornalista Sergio Vila-Sanjuán. Entre outros temas, o escritor mencionou sua paixão pela leitura desde criança, o nascimento de sua vocação literária, seu amor pelas bibliotecas e seu temor de que os aparelhos eletrônicos afetem o conteúdo da escrita.
Ao contrário do que dizem “com tanta certeza os defensores do livro eletrônico”, o escritor peruano não acredita que “o suporte seja insensível ao conteúdo”.
Ele baseia seu convencimento no que aconteceu com a televisão: “Por que a televisão banalizou tanto os conteúdos, quando é um instrumento extraordinário para chegar a grandes públicos, mas foi incapaz de se transformar em um transmissor de grandes ideias, de grande arte ou literatura?”, questionou o autor.
Em sua opinião, a televisão “não chegou a lugar algum, porque aponta ao mais baixo para chegar ao maior número de pessoas”.
Vargas Llosa disse não se opor ao entretenimento e afirmou existir boas séries televisivas, “mas ler (Marcel) Proust ou (James) Joyce não é o mesmo que assistir a uma série”.
Em um salão de eventos abarrotado de público – e com dezenas de pessoas que tiveram de acompanhar a conversa do lado de fora por um telão -, Vargas Llosa afirmou que a coisa mais importante que aconteceu em sua vida foi aprender a ler aos cinco anos de idade. Desde então, segundo ele, começou a viver “grandes experiências” graças aos livros. “A leitura me mudou a vida”.

quarta-feira, 9 de maio de 2012

Direito Autoral e Registro de Obra - via Biblioteca Nacional.


Fonte: Biblioteca Nacional
As informações aqui lançadas são parte do site da Biblioteca Nacional, fonte de cultura e também o local destinado ao registro e armazenamento de obras musicais, literárias e desenhadas. O post não está com todos os informativos sobre o assunto, mas você pode acessá-los facilmente, clicando no link acima. 
Não permita que sua obra seja plagiada por falta de informação. Leia atentamente este post.

O que é Propriedade Intelectual?

A Propriedade Intelectual protege as criações intelectuais, facultando aos seus titulares direitos econômicos os quais ditam a forma de comercialização, circulação, utilização e produção dos bens intelectuais ou dos produtos e serviços que incorporam tais criações intelectuais. A Propriedade Intelectual lida com os direitos de propriedade das coisas intangíveis oriundas das inovações e criações da mente humana. Ela engloba os Direitos Autorais os Cultivares (obtenções vegetais ou variedades vegetais) e a Propriedade Industrial (patentes, desenhos e modelos industriais, marcas, nomes e designações empresarias, indicações geográficas, proteção contra a concorrência desleal).

O que são Direitos Autorais?

Os Direitos Autorais protegem os programas de computador, regulados pela Lei nº. 9.609/98, cuja política está a cargo do Ministério da Ciência e Tecnologia e seu registro é realizado pelo Instituto Nacional de Propriedade intelectual (INPI), órgão do Ministério do Desenvolvimento Indústria e Comércio. Protegem também as obras intelectuais reguladas pela Lei nº. 9610/98, cuja política está a cargo do Ministério da Cultura e seu registro realizado conforme a natureza da obra, sendo os seguintes os órgão de registro:

• Escritório de Direitos Autorais (EDA) da Fundação Biblioteca Nacional (FBN): registro de obras literárias, desenhos e músicas;
• Conselho Federal de Engenharia, Arquitetura e Agronomia (CONFEA): registro de obras de engenharia, arquitetura e urbanismo;
• Escola de Belas Artes da Universidade Federal do Rio de Janeiro: registro de obras de artes visuais;
• Escola de Música da Universidade Federal do Rio de Janeiro: registro de obras musicais.



O registro autoral é obrigatório?

Não, o registro não é obrigatório. Conforme se infere na legislação autoral vigente, o registro no campo autoral tem conteúdo meramente declaratório, e não constitutivo como ocorre no direito de propriedade industrial em geral.

Como e para onde devo encaminhar as obras que desejo registrar?

Todas as obras a serem encaminhadas para registro deverão ser apresentadas em um exemplar legível, devidamente numerado e com cada página rubricada pelo(s) autor(es) requerente(s), e na forma encadernada para uma melhor conservação do mesmo, tendo em vista que tal cópia ficará armazenada conosco em definitivo. Logo, guarde sempre consigo, a obra original. As obras encaminhadas para registro ficarão sob a guarda do Escritório de Direitos Autorais e estarão acessíveis somente ao autor/titular ou seu procurador devidamente autorizado. Todos os registros devem ser encaminhados juntamente com o Formulário de Requerimento para Registro e/ou Averbação, preenchido em letra de forma, datado e assinado conforme a assinatura da identidade do (a) requerente, (anexar sempre a cópia legível do CIC/RG dos autores requerentes). Remessa para o seguinte endereço: Rua da Imprensa, n. º 16 - 12.º andar - S.l. 1.205 - Castelo - Rio de Janeiro - RJ - CEP. 20030-120. Lembramos que a forma mais rápida e segura para a remessa do material é o SEDEX. 

Qual o custo para registro e as formas de pagamento do mesmo?

O valor da taxa para cada registro solicitado e os dados sobre a forma de pagamento podem ser encontrados na nossa área de Registro / Serviços . As taxas deverão ser encaminhadas juntamente com cada processo de solicitação de registro. 

O que é o direito de autor?

É o direito que todo criador de uma obra intelectual tem sobre a sua criação. Esse direito personalíssimo, exclusivo do autor (art. 5. º, XXVII, da Constituição Federal), constitui-se de um direito moral (criação) e um direito patrimonial (pecuniário). Está definido por vários tratados e convenções internacionais, dentre os quais o mais significativo é a Convenção de Berna. No Brasil, a Lei n. º 9.610 de 19/02/98 regula os direitos de autor.

A Lei 9.610/98 vale para estrangeiros também?

Sim, é claro. O direito autoral é um direito sem fronteiras. No nível internacional há várias convenções sobre direito de autor, dentre as quais a de Berna é o paradigma para a nossa legislação de regência (Lei n. º 9.610/98) . Todos os países signatários dessa convenção procuram guiar-se pelo princípio da reciprocidade de tratamento para os nacionais dos países integrantes da União de Berna. Assim é que os estrangeiros domiciliados no exterior gozarão da proteção assegurada nos acordos, convenções e tratados em vigor no Brasil. Dessa maneira, é necessário que o ato internacional seja aprovado pelo Congresso e sancionado pelo Executivo, ou seja, que se torne lei, isto é, não basta apenas o Brasil assinar o ato internacional. De acordo com o parágrafo único, aplica-se o disposto na Lei 9.610/98 aos nacionais ou pessoas domiciliadas em país que assegure aos brasileiros ou pessoas domiciliadas no Brasil a reciprocidade na proteção aos direitos autorais ou equivalentes.

O que é obra inédita?

Obra inédita é aquela que não haja sido objeto de publicação.

O que é publicação?

Publicação é o oferecimento de obra literária, artística ou científica ao conhecimento do público, com o consentimento do autor, ou de qualquer outro titular de direito de autor (herdeiros, sucessores, titulares etc.).

O que é obra intelectual?

A doutrina do direito autoral qualifica como obra intelectual toda aquela criação intelectual que é resultante de uma criação do espírito humano (leia-se intelecto), revestindo-se de originalidade, inventividade e caráter único e plasmada sobre um suporte material qualquer.Como disse Henry Jessen: "A originalidade é condição sine qua non para o reconhecimento da obra como produto da inteligência criadora. Só a criação permite produzir com originalidade. Não importa o tamanho, a extensão, a duração da obra. Poderá ser, indiferentemente, grande ou pequena; suas dimensões no tempo ou no espaço serão de nenhuma importância. A originalidade, porém, será sempre essencial, pois é nela que se consubstancia o esforço criador do autor, fundamento da obra e razão da proteção. Sem esforço do criador não há originalidade, não há obra, e, por conseguinte, não há proteção".

O que são obras intelectuais protegidas?

De acordo com o art. 7. º da Lei de regência (Lei n. º 9.610/98) são obras intelectuais protegidas as criações do espírito, expressas por qualquer meio ou fixadas em qualquer suporte, tangível ou intangível, conhecido ou que se invente no futuro.

Saiba mais acessando o link no início deste post.

domingo, 18 de março de 2012

Exposição discute papel das bibliotecas na construção do conhecimento


Fonte: Jornal do Brasil

Por: Elaine Patricia Cruz 


A democratização do acesso ao conhecimento por meio das bibliotecas e as mudanças que as novas tecnologias de informação e de comunicação vêm promovendo na sociedade contemporânea são alguns dos temas levados em questão na exposição Conhecimento: Custódia e Acesso. A mostra vai até o dia 30 de abril, no Museu da Língua Portuguesa, em São Paulo.
A exposição, feita em parceria do museu com o Sistema Integrado de Bibliotecas da Universidade de São Paulo, que está completando 30 anos, busca discutir o papel das bibliotecas na construção do conhecimento e refletir sobre os instrumentos técnicos e as práticas sociais que tornam a informação acessível. A ideia é revisitar o legado histórico do conhecimento da humanidade que foi depositado nas bibliotecas e discutir como essas informações chegam hoje às pessoas. Para isso, o visitante vai percorrer um caminho que passa pelas bibliotecas tradicionais – das estantes com uma série de livros enfileirados – até o que ele imagina ser a biblioteca do futuro.
“É a primeira vez que fazemos uma série de questionamentos sobre o papel da biblioteca e dos operadores sociais de conhecimento, os bibliotecários”, disse o curador da exposição, Marcos Galindo, em entrevista à Agência Brasil. “Pensamos muito em como tratar um tema tão abstrato como esse, Conhecimento: Custódia e Acesso, e em como apresentar isso para as pessoas. A ideia, na verdade, não era trazer respostas, mas levantar questões para que as pessoas pudessem permanecer se questionando sobre o tema e sobre os papéis do livro e da biblioteca no século 21”, acrescentou.
A mostra tem início com a obra A Criação de Adão, de Michelangelo. “Para iniciar a exposição, escolhi o toque do dedo de Deus em Adão. A partir daí, a exposição começa a contar como o conhecimento se tornou um instrumento da centralidade, dominado pela Igreja e, com a chegada das universidades, no século 11, como ele começou a se libertar, transformando-se no conhecimento laico”, explicou Galindo.
Partindo do que seria o surgimento do conhecimento, a exposição segue pelas formas primitivas de escrita, passando pela invenção da prensa e chegando até a Semana de Arte Moderna, em 1922. “Tratamos aí a biblioteca como um projeto modernista. Isso acontece por meio da figura do bibliotecário Borba de Morais, que foi um dos organizadores da Semana de 22”, disse. Borba de Morais, contou Galindo, ajudou também a instalar um curso de biblioteconomia e reestruturou todo o sistema de bibliotecas na cidade de São Paulo.
O último módulo da exposição apresenta o que se imagina a biblioteca do futuro, mostrando também como as pessoas, no passado, imaginavam que seria a biblioteca hoje. “Esse exercício foi colocado como uma forma de provocar reflexão sobre o momento atual e sobre as possibilidades futuras do acesso”, disse Galindo.
Para ele, a biblioteca não vai morrer no futuro, como alguns, que já decretaram a morte dos livros, podem apostar. Galindo acredita que esses espaços vão se adequar a uma nova realidade. “Grande parte das coleções das universidades e das bibliotecas públicas já é adquirida em livro digital. Em países desenvolvidos, como os Estados Unidos, 67% das bibliotecas têm coleções robustas em livros digitais, com 100 mil títulos disponíveis. E as bibliotecas no Brasil estão caminhando para isso."
A visita à exposição é aberta ao público e é gratuita. Mais informações sobre a exposição e acesso ao catálogo em versão impressa ou em audiolivro podem ser obtidos no site http://www.sibi.usp.br/30anos/ .

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