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sábado, 29 de outubro de 2016

Sabiam que o pai do Rolando Lero já apareceu na Escolinha do Prof. Raimundo?



Por: Franz Lima. Curta nossa fanpage: Apogeu do Abismo.

Ele foi um dos mais carismáticos humoristas brasileiros. Rogério Cardoso, o Rolando Lero, também esteve presente no cinema, teatro e tv. Foi um dos destaques dos seriados O Auto da Compadecida e também da Grande Família. Infelizmente ele deixou no dia 24 de julho de 2003. Mas sua partida não é o fim de suas obras. 
Assim, nada mais justo que uma breve homenagem a esse ator magnífico, dono de um humor sem igual. A saudade fica, porém também permanece o legado de um humor feito com excelência.
O vídeo abaixo mostra o encontro entre Chico Anysio, Rogério Cardoso e Mario Lago. Mario faz o papel do pai de Rolando Lero, Armando Lero. Tal como o filho, a oratória e a falta de conhecimento são marcas registradas. Divertidíssima passagem da Escolinha do Professor Raimundo, ainda desconhecida por muitos. 
Aproveitem!!!!
Nota: a voz de Mario Lago me lembrou demais o médium Divaldo Franco. 


terça-feira, 23 de junho de 2015

A triste sina do ator que interpretou o professor Girafales.



Rubén Aguirre Fuentes ganhou fama internacional com seu personagem professor Girafales, na turma do Chaves. Girafales era uma versão mexicana do professor Raimundo, personagem de Chico Anysio. Suas aulas para uma turma de crianças bagunceiras e brincalhonas, além de suas investidas na dona Florinda ficaram na mente de alguns milhões de espectadores de gerações diferentes. 
Hoje, entretanto, Rubén passa por uma situação gravíssima. Sem dinheiro para pagar os devidos cuidados médicos que precisa e com uma dívida em torno de 15 mil reais, o ator está em um beco sem saída, já que precisa custear o tratamento.
O Hospital que pode prestar o tratamento necessário ao ator não o aceita sem o devido pagamento. Em contrapartida, a Associação Nacional dos Atores é acusada por Rubén de não prestar apoio.

Ele pediu ajuda através de uma carta enviada no twitter. Leiam abaixo:
Acusações à parte, o fato é que o eterno Girafales chegou a um impasse que, infelizmente, pode lhe custar a vida.
Vítimas de um acidente de carro no ano de 2007, ele e sua esposa não podem mais trabalhar. A esposa perdeu uma perna e ele está em uma cadeira de rodas. A situação é agravada pelo diabetes e problemas na coluna.
De 2007 para cá, todos as reservas da família foram empregadas no tratamento e medicamentos para o casal. Entretanto, agora sem recursos, Rubén apela para o bom senso da Associação visando receber os tratamentos necessários.
O fato está gerando polêmica por conta das afirmativas de representantes da Associação que afirmam, categoricamente, apoiar financeiramente o ator.
Seja como for, esta é a pior hora para esquecer as alegrias que Girafales trouxe aos espectadores. Ele lutou até os últimos recursos se esgotarem. Esta não é a hora de abandonar um homem que trabalhou em prol da alegria de gerações de crianças. 
O mínimo de respeito a sua história é necessário...

E agora, quem poderá ajudá-lo?






quarta-feira, 18 de junho de 2014

Chico Anysio entrevista Bussunda. Essa é leitura obrigatória.


Amigos, há certas coisas que o tempo se encarrega de evanescer. A morte é uma delas, ainda que sua sombra paire sempre sobre nós. Ainda que a saudade jamais suma, por mais inerte que esteja.
Chico Anysio e Bussunda foram dois ícones do humor brasileiro. Mestres entre seus pares, geniais como só humoristas podem ser, eles se destacaram positivamente no cenário humorístico nacional. Chico foi um mestre para vários outros profissionais do humor. Bussunda, com seu jeito Shrek de ser, ajudou a transformar a Casseta Popular e o Planeta Diário em um programa semanal que marcou época: o Casseta e Planeta urgente. 
Mas a vida não é infinita. Pelo menos neste plano. Assim, tristemente nos despedimos destes dois grandes homens (e não estou falando só das barrigas). 
Foi então que, alguns dias atrás, vasculhando meus pertences, eis que encontro esta histórica entrevista. Chico Anysio estava equivocado em alguns pontos (Maria Paula foi incluída no grupo e os sete se tornaram seis), fatos que não diminuem em nada a importância da entrevista que disponibilizo agora no Apogeu. Ressalto que mantive a grafia da época, tal como está na entrevista original. Não há data especificada na entrevista, porém creio que ela foi publicada entre 2002 e 2003.
Divirtam-se. Sei que a saudade baterá, porém também sei que o sorriso estará presente durante toda a leitura.
Ah! Eu conheci as duas trupes (Casseta Popular e Planeta Diário) no meu período de ensino médio pelo Colégio Pedro II. Na época, eu e Jacó (apelido do meu grande amigo André Luis) escrevíamos o extinto Jornal do Mal e enviávamos o material para eles que, em troca, davam-nos algumas edições das revistas. 

Dois barrigudos que se beijam

Bussunda é, dos sete Casseta, o mais conhecido. Não que isso o torne mais talentoso ou importante que o Madureira, o Hélio, o Reinaldo, o Beto ou o Hubert, porque no fim das contas eles sete formam um time. Não há como desligar um dessa equipe, como é impossível agregar um oitavo. Bussunda é carioca, flamenguista, humorista e, apesar disso tudo, inteligente. O humor corre nas suas veias e salta nas suas palavras com a mesma facilidade com que César Maia inventa uma obra. Mas por que Bussunda é, dos sete, o que mais aparece, enfim...

O mais famoso? Sim. Por que, se os sete têm chances iguais nos programas, nas revistas, nos livros, nas camisetas, em tudo que produzem? Bastou conversar com ele num final de tarde (um papo produzido pela revista Domingo) para que eu descobrisse: a beleza. Bussunda ao sobressair-se dos outros seis dá uma demonstração de que Vinícius estava certo quando dizia ser “a beleza fundamental”. Mesmo no humor. Ou principalmente nele, modéstia à parte. Bussunda e eu temos muito em comum, principalmente na parte entre o tórax e o púbis. Uma beleza que levamos na boa, sem o menor orgulho. Entende? Uma coisa que a gente vai empurrando com a barriga. 
Chico Anysio



O programa Casseta e Planeta urgente vai ficar igual ano que vem?


Igual não, a gente sempre faz pequenos ajustes. Aliás, a gente muda o programa o ano inteiro, vai experimentando coisas novas, que quando dão certo são incorporadas. Outros quadros, de menos sucesso, a gente tira. Todo mundo faz isso, não é? Quando voltarmos das merecidas férias, vamos discutir o formato. Uma coisa não dá pra mudar: a variedade, que é apontada por todo mundo como a melhor coisa. E o programa está indo bem.


Tudo bem, mas sabe o que acho? Vou dizer, embora vocês nunca tenham me perguntado. Vocês deviam se comportar o mais sério possível. Quanto mais sério estiverem, mais engraçado fica. Quando você coloca a roupa muito colorida, com chapéu e coisa e tal, fica rebarbativo, o engraçado sobre o engraçado.



Você tem razão em parte. Mas isso é caso a caso. A gente vai imitar o Sarney vestido de Sarney, certo?



Aí é diferente. Na imitação, faz parte. No tempo do “Que disposição!”, do Itamar Franco, tudo bem. Mas o cara que entrevistava o Itamar deveria fazer as perguntas, por mais bobas que fossem, de forma séria...


Às vezes a gente faz isso. Começamos nos vestindo de repórter, terno e gravata, e indo pra rua. As pessoas não nos conheciam, o que causava surpresa. Depois, começaram a nos reconhecer. E a gente descobriu que botando a fantasia escapava do mal humor. Conhecendo a gente ou não, estando no Brasil ou nos EUA, as pessoas identificam logo que é humor. E quando a gente vai falar, já estão com um sorriso na boca. Foi uma descoberta. Mas tanto o figurino como o formato serão discutidos.

O formato é o de menos, podem até fazer um bloco em cada formato. Isso garantiria a variedade.

A gente experimentou uma coisa inteiramente nova que é contar uma historinha no programa da Amazônia, onde um era índio, o outro um repórter seqüestrado, os outros saíam procurando. Isso funcionou muito. A gente botou nos dois primeiros blocos e o Ibope mostrou uma audiência enorme. Esse tipo de programa nos assustava muito principalmente por não sermos atores, mas foi superlegal.


E você não pensa em fazer um curso de ator?



Não conseguiria aprender (risos). Nem mesmo com você, Chico...



Claro que conseguiria, Bussunda. Representar é a arte de não representar. Claudinha Abreu estava morta de medo nas gravações de Tieta e eu disse: “Faz menos!” Sou naturalista no modo de representar. Quando se erra pra mais é a catástrofe. Pra menos, não incomoda.



Quando a gente foi pra frente da câmera e resolveu fazer do nosso programa uma sátira do jornalismo, era um pouco pela frustração que trazíamos da TV Pirata. Quando escrevíamos as matérias para TV em que os atores eram repórteres, eles reclamavam. Luiz Fernando falava: “É a décima vez que boto bigode, tiro bigode, boto careca pra mudar a cara dos jornalistas.” Pra eles, esses papéis não eram desafiadores. Então resolvemos fazer nós mesmos, pois não somos atores, não temos o mesmo compromisso.


As pessoas pensam que somos inimigos. Não sei por quê. Nunca falei mal da Casseta. Pelo contrário. Eu me lembro da primeira vez em que o Cláudio Paiva e o Paulo Ubiratan leram o texto da TV Pirata pro Daniel (Filho), pro (Carlos) Manga e pra mim. Quando acabou, ficou um silêncio como se alguém dissesse: “Seu time comprou o Júnior Baiano.” Fui o único que falou: “Dá pé. O problema é que eles não têm prática de TV.” Levei 450 disquetes pra Petrópolis e fiz o trabalho de copy desk que durou 45 dias. Os melhores textos eram de vocês. Agora sempre defendi a tese de que não podia ser representado só por um grupo de 10 atores, mas sim aberto a toda a geração de novos atores de humor...


Foi uma falha da Globo não ter mantido esse espaço, ainda que não fosse no horário nobre. O Pirata viveu um ciclo e todos os atores da primeira fase estão aí estourados: Débora Bloch, Regina Casé, Guilherme Karan, Diogo Vilela, Cláudia Raia... Foi um espaço que se abriu e que juntou a gente que vinha de jornaizinhos alternativos com a galera do besteirol. Foi um grande encontro.

O Brasil nunca produziu tantos humoristas e comediantes como hoje. Tenho na minha casa 120 fitas de humoristas. Deles, uns 50 você pode botar no ar o horário que quiser...

E quase todos do Ceará, Né? (risos)

A maioria. E olha que não tenho fita do Ciro Gomes (risos). Um quadro que vocês podiam lançar no Fantástico é Qual é a sua?. Pega um cara e pergunta qual é a dele. Todos vocês fazem a entrevista, e depois o cara faz o número dele. Nessa poderiam lançar gente como Falcão, Tiririca, João Neto, João Cláudio... Não se interessam em ver essas fitas?

Tem também o Espanta Jesus? (risos) Ele é bom, mas tem que mudar de nome. Quem sabe Espanta Roberto Marinho? (risos) Ano passado reclamávamos que existiam poucos programas de humor. Não há dúvida de que se abriu um leque de programação, embora o espaço para o autor que está começando continue pequeno. Mas o humor foi aquecido. Tem o programa da Regina, o nosso, o teu, a Praça, o Sai de baixo...


Mudando de assunto, foi difícil tocar o Planeta Diário?


Tivemos a revista durante quase 10 anos. Quando começou o programa da Globo, pensamos que venderíamos muito mais. Achávamos que o programa ia nos dar um salariozinho e que viveríamos da renda da revista. Em resumo: a revista acabou e teve gente que era fã do programa e nunca soube da existência da revista. Outro dia saiu uma crítica do nosso livro na Veja que dizia: “Quem diria, eles também sabiam escrever.”

Aí vai uma idéia: uma geração dura 25 anos. O que foi feito há 30 anos hoje é novo de novo. Se vocês relançarem a revista, com 30 páginas de coisas já idas, e 18 páginas de novidades, ela fica inteiramente nova.

Mas é o que estamos tentando fazer com nossos livros. Na verdade, esse último livro, A volta ao mundo do Casseta e Planeta tem muita novidade, pois é sobre as viagens que fizemos com o programa. Mas os outros livros foram coletâneas atualizadas. Vendemos em torno de 20 mil exemplares por livro, o que para Brasil é um ótimo número. Mas agora mudamos para a editora Objetiva com o objetivo de vender mais. (risos)


Na minha opinião, a crítica de TV é sem sentido. Vai um programa pro ar na terça-feira e na quinta sai uma crítica esculhambando o programa. Mas eu já gostei quando o vi na terça. Ou então, eu odiei e a crítica faz milhões de elogios. Das duas formas ela se sai como idiota.


Costumo brincar que o artista é vítima dos seguintes estágios: quando ninguém te conhece, a crítica enche a tua bola; é só ficar conhecido para começar a falar mal. Quando está muito bem, a crítica pára de falar. E quando estourou de sucesso dizem que você virou viado (risos)


Não cheguei nessa fase ainda. Pra mim pega mal, tenho sete filhos. Agora, sabe de uma coisa, parei de brigar. Confesso que sempre adorei uma briga. Cada vez que brigo ponho pra fora o advogado que não fui e queria ser. Mas cheguei à conclusão de que não se resolve nada brigando, embora seja o meu divertimento preferido.


Parei de brigar cedo. Detesto. Dou uma boiada para sair da briga.

Brigar, agora, só combinado (risos). Sempre briguei pelos humoristas. O Jô (Soares) e o Renato (Aragão) nunca deram uma palavra. Resolvi fingir que sou PT (Partido dos Telectuais). Só tem intelectual no PT, trabalhador mesmo que é bom... Você é petista?

Não sou nada hoje em dia, mas não concordo com você. Existem trabalhadores no PT. Mas as ideologias acabaram e hoje voto é nas pessoas.

Deixa pra lá. Falemos de humor: concorda que só há duas variantes, o engraçado e o sem graça?

Claro. O humor que faz sucesso é o humor bom. Embora hoje existam programas com tipos de humor diferentes: o da Regina, que não é escrachado mas é superlegal, tem o teu, que dispensa comentários, o da gente, que faz uma coisa diferente em cima do jornalismo, a Comédia da vida privada, que é pra outro público, o Sai de baixo, parecido com a Comédia da vida privada só que bem popular. Mas a qualidade continua sendo essencial pro sucesso.


O Sai de baixo, que está no ar como grande novidade, é a manifestação primeira do humor no mundo, que foi na Comedia dell´Arte. Esse humor de situação, que já esteve presente na Família Trapo, Grande Família e outros programas, é a prova de que em piada não precisa ser nova.


Uma das coisas que mais gosto de fazer é pegar uma piada velha e reciclar. Por exemplo, aquela do “você conhece o Mário?”, mais velha que não sei o quê, fez o maior sucesso na Itália. Chegamos pra um policial e perguntamos: conhece o Mário, aquele que te ha carcato atrás do armário...

Costumo dizer que piada não tem dono feito passarinho e não tem idade feito Hebe Camargo e Tônia Carrero (risos). Mudando de assunto, as Olimpíadas de 2004 são uma olim piada?

Não acho piada, não. Acho bom porque entra dinheiro. O Rio cresceria muito com as Olimpíadas, e a cidade é uma das mais lindas do mundo mesmo. Se no Rio há o problema da bala perdida, em Roma existe a máfia.

Mas a questão é se temos dinheiro pra bancar. Uma Copa do Mundo seria mais viável.
  
Mas a coisa não tem jeito. É mais do que provável que a iniciativa privada se seduza a criar essa infra-estrutura. Passei em Barcelona um ano antes das Olimpíadas, a cidade parecia ou que estava em guerra ou que era governada pelo César Maia. E hoje dizem que está uma das cidades mais lindas do mundo. É bom demais pra gente ser do contra.

segunda-feira, 18 de novembro de 2013

Quando a morte encerra uma Era.


Por: Franz Lima.
Já falei sobre as irreparáveis perdas que o humor nacional (e internacional) tem sofrido ao longo dos anos. Homens e mulheres que fizeram gerações rir com suas piadas e tiradas geniais. É impossível não sentir falta de nomes como Chico Anysio, Millôr, Chaplin, Nair Bello e outros incontáveis ícones que se despediram e deixaram lacunas que não podem ser preenchidas.
Mas a morte não faz distinção entre bons e maus e, consequentemente, os ruins também partem. Não vou me dar ao trabalho de citar assassinos, ditadores e outros monstros que transitaram por este mundo. Eles não merecem.
Agora, lendo as notícias, vi que mais um dos bons homens se aproxima de sua partida. Depois de uma luta ferrenha contra o Apartheid e a discriminação/segregação extremas em seu país, parece que a saúde de Nelson Mandela dá indícios de que o peso do tempo já está quase insuportável. 
Por mais natural que isso seja, a morte sempre irá chocar. Entretanto, o que mais assusta e abala é a forma como ela chega e, nesse caso, as coisas estão extremamente difíceis. Mandela sobrevive em um ambiente esterilizado e está fragilizado ao extremo. Sua esposa o acompanha, fazendo o papel de mulher e companheira. Nada mais justo... 
Já vi muitas pessoas mortas e acompanhei um número relativamente grande de outras partindo. Não há glórias nisso, exceto o fato de que em alguns casos, lutamos para preservar a centelha de vida. Mas Nelson Mandela se tornou um ícone de um povo e, com o tempo, uma referência para o mundo. Centenas de milhões comemoraram sua liberdade e a eleição dele para presidente de África do Sul. Ele foi um exemplo e sua imagem está imortalizada nos anais da História da humanidade. Talvez por isso, seja tão difícil vê-lo próximo do fim. Talvez haja um mecanismo de defesa na mente de cada um de nós que, involuntariamente, seleciona apenas os mais sublimes momentos de pessoas que amamos ou admiramos. Isso explicaria o impacto de vê-los definhando. Queremos manter nossos heróis sempre no auge, mas isso só é possível na ficção. A vida real é sempre dura e cruel, não importando o quão importante tenha sido a pessoa. 
O fim de uma era se aproxima com a morte de mais um ícone. Não é pessimismo, é um realismo extremo. 
O único alento é que, ao contrário de Cazuza, meus heróis não morreram de overdose.

sexta-feira, 8 de novembro de 2013

O Humor perde mais um ícone: Jorge Dória.


O Humor brasileiro (com h maiúsculo, tal é sua qualidade) perde um dos mais relevantes integrantes de sua história. Jorge Dória é um ator que oscilou entre o drama e o humor com extrema competência. Teatro, cinema e televisão foram veículos que ele usou para difundir a alegria e, em alguns casos, o drama. 
Companheiro de inúmeros outros atores de grande talento, Jorge foi uma peça importante do cenário cênico do Brasil. Além disso, ele se destacou pela forma amiga com que tratou seus pares e fãs. 
A carreira de Jorge Dória é digna de nota e será sempre lembrada. Não cabe a mim descrevê-la. Cabe a mim frisar que sofremos mais uma perda irreparável. Dória é um dos poucos que ainda restavam de uma época onde o humor era mais sutil, menos agressivo, menos apelativo. Ele pisou em palcos imortalizados. Encenou para públicos dos mais diversos e, definitivamente, sempre trouxe emoção aos espectadores. Sua morte é o indício de que uma era está se aproximando do fim. Chico Anysio, Rogério Cardoso, Nair Bello, Ronald Golias, Mussum, Walter D´Ávila, Zacarias, Grande Otelo e tantos outros mitos do Humor brasileiro se foram. 
Que suas lições fiquem para as gerações atuais e futuras.
Descanse em paz, Jorge Dória. Que o show continue no céu...



terça-feira, 10 de abril de 2012

Exposição traz cartuns de personagens de Chico Anysio


Fonte: Panorama Brasil 
 
O Shopping SP Market realiza a partir desta quinta-feira (05/04), a exposição “Flash Expo Chico Anysio”, que consiste em apresentar dezenas de caricaturas realizadas por 66 cartunistas de todo o País para homenagear um dos principais humoristas de todos os tempos do Brasil, morto no último dia 23. A mostra segue até o dia 30 de abril.
Chico Anysio criou ao longo de seus 65 anos de profissão, mais de 200 personagens que entraram para a história do País. Porém, muito mais do que comediante, era também dublador, escritor, cantor e compositor. Um artista genial e múltiplo. Na exposição estarão presentes 70 caricaturas do mestre do riso.
A essência dos personagens criados por Chico Anysio ganha vida no traço dos cartunistas que participam da exposição. As características e a personalidade do vaidoso “Alberto Roberto” são destacadas no desenho de Paffaro. Um dos mais antigos e queridos personagens, Professor Raimundo, é caracterizado pelo cartunista William em frente ao quadro negro, com os dedos polegar e indicador que sinalizavam o bordão do personagem: “E o salário, ó”. Já o chargista Junião se inspirou em Justo Veríssimo para registrar a crise da presidente Dilma com a base aliada.
 
Serviços
Flash Expo Chico Anysio – Onde: Shopping SP Market, à Avenida das Nações Unidas, 22.540, Brooklin. São Paulo/SP – Quando: Entre 05 e 30 de abril, das 10h às 22h – Quanto: Gratuito – Informações: (11)5682-3666.




domingo, 1 de abril de 2012

Charges em homenagem a Chico Anysio


Muitos artistas já retrataram o grande humorista Chico Anysio. Seria muito difícil compilar todas as homenagens que ele recebeu durante sua vida, mas para relembrar um pouco seu sucesso e influência, apresento-lhes algumas obras com base no maior imitador que o país já teve. Espero que curtam...

Por:Amarildo


Por: Tiaggo Gomes

Por: Dias
Por: Camilo Riani

Por: Elias Silveira

Por: Sérgio Gomes

Por: Quinho


quarta-feira, 28 de março de 2012

A partida de Millôr Fernandes. O Brasil fica mais triste sem ele e Chico Anysio


Fonte: Jornal do Brasil

Chico e Millôr

Num espaço de menos de uma semana, a terra ficou mais pobre, e o céu, mais iluminado. Foram-se Chico Anysio e Millôr Fernandes, dois gênios das artes, das letras, do humor, do pensamento, da inteligência, da irreverência, do bom gosto.
Quando o Brasil ainda se recuperava, ou tentava se recuperar, da perda do pai de Painho, Azamuja, Alberto Roberto, Bozó e Salomé, entre tantos outros, vem a notícia de que Millôr Fernandes também partiu. Só nos resta imaginar como deve estar divertido lá em cima.
Autor de tiradas memoráveis, Millôr, assim como Chico, não se contentava com pouco: era desenhista, tradutor, jornalista, roteirista de cinema e dramaturgo. Enfim, um artista completo.



Em 1985, Millôr passou a ser dono de um espaço cativo na página 11 da editoria de Opinião do Jornal do Brasil. Suas frases e desenhos marcaram época, temperados com o habitual humor, sutil e enxuto. Sua participação no JB seguiu até 1992,  e enriqueceu ainda mais nosso acervo. Quando deixou o jornal, ele não disse que estava indo embora: comunicou aos leitores que sairia de férias para descansar um pouco.
No entanto, muito antes de se tornar colaborador do JB, Millôr já frequentava nossas páginas. Na verdade, nós é que o frequentávamos. Numa entrevista publicada em 21 de abril de 1957 no Suplemento dominical, o gênio, então com 33 anos de idade, já se manifestava. Veja como o próprio Millôr se definiu na época, a pedido da jornalista:
“Eu sou humorista contra vontade. Um teatrólogo, porque o Armando Couto me chateou tanto que escrevi uma peça. Vou fazer cinema porque no momento me considero um sujeito sem profissão. Em matéria de atividades, a de que mais gosto é ir à praia. Calço sapato 40, mas poderia calçar 42 do mesmo jeito – não me doeria mais nem menos. Nunca vi programa de televisão que prestasse. Sou, para mal ou para bem, um sujeito eclético. Gosto de todas as pessoas, de todas as coisas, de todos os esportes, gosto de ficar em casa, de conversar na rua, de ficar calado. Só não gosto mesmo de televisão, de rádio e de comer. Tenho 33 anos: na idade em que Cristo fez uma religião, eu só fiz o Pif-Paf. Acredito profundamente no corpo, mas sou um atleta frustrado. Como qualquer concretista, também leio cinco línguas ('como qualsiasi concretiste yo aussi read cinco languages'). Não sou católico, mas tenho minhas relações diretas com Deus. E... chega”.
Descanse em paz, professor. Muito obrigado, e divirta-se lá em cima.

Arnaldo Jabor falou sobre a morte de Millôr:

O escritor Arnaldo Jabor lamentou a morte de Millôr Fernandes, em entrevista à Globo News, e salientou que, com a recente partida de Chico Anysio, o humor brasileiro sofreu um baque. 
"Fico espantado que, em poucos dias, morreram os dois maiores humorista do Brasil. Um ao vivo e em cores, com sua galeria de milhares de títulos, e o Millôr, que agora nos deixa", disse.
Jabor confessou não ter tido contato pessoal com ambos, mas afirmou que era conhecedor das obras. 
"Eu nunca tive contatos com os dois, apenas como leitor, telespectador. Mas acho que o humorismo não está com o mesmo vigor", afirmou.

Artistas lamentam a morte de Millôr:

A morte do escritor Millôr Fernandes, anunciada nesta quarta-feira (28), foi recebida com tristeza por artistas de todo o país.
Pelas redes sociais, muitos prestaram suas homenagens ao escritor. A atriz Cristiana Oliveira postou em seu perfil uma foto com o cartunista. 
"Vai com Deus mestre, filósofo, transgressor, polêmico, gênio, homem de luz!", escreveu ela. 
O ator Mateus Solano também lamentou a notícia, e postou frases atribuídas a Millôr, "um dos mais geniais pensadores que o Brasil já teve".
O cantor inglês radicado no Brasil, Ritchie, relembrou a morte do humorista Chico Anysio, no último dia 23. "Perder Chico e o Millôr numa semana só é uma baita falta de humor", comentou.
Internautas anônimos também prestaram suas homenagens; poucos minutos após o anúncio da notícia, seu nome já era o mais comentado no Twitter.
Millôr tinha 88 anos, e morreu de falência múltipla dos órgãos, segundo informou o perfil no Twitter da ex-editora do escritor, a L&PM.

Não há como negar que o talento e o humor de Millôr Fernandes morrem junto com o corpo. Contudo, suas obras, sua visão política, a crítica que aplicava aos fatos que atingiam nossa sociedade e muitos outros aspectos da inteligência, humor e cultura de Millôr sempre permanecerão. Melhor que isso, serão propagados, pois são exemplos, lições para as gerações futuras. O autor do humor pode ter partido, mas seus alunos irão surgir a cada novo dia, todos com o dever de manter viva a memória de um ser humano genial. Descanse em paz, Millôr.
(Franz Lima)




segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

Caricaturas de um artista incrível: Lucas Leibholz


Muamar Kadafi
Foi por acaso que encontrei um trabalho do Lucas na internet. Procurava por algo relacionado ao artista Chico Anysio e, felizmente, acabei me deparando com uma de suas caricaturas. O detalhamento e a expressão no trabalho me surpreenderam positivamente. Diante disso, busquei seu site para conhecer mais de seus desenhos e eis alguns dos resultados:
Chico Anysio

Noel Rosa
Jorge Ben

Mahmoud Ahmadinejad
Além dos desenhos do Lucas, vocês poderão curtir gratuitamente as revistas Ilustrar  - Revista Brasileira de Ilustração, Arte e Design (nº1 ao 26) em formato pdf para download. Caso não achem o link, acessem aqui: Ilustrar. Na edição nº 19 há um passo a passo do próprio Lucas com dicas de como ele elaborou uma caricatura do Chico Anysio. A revista é incrivelmente bem elaborada e trabalhada, possui conteúdo interessante e relevante e, como já citado acima, é gratuita. Nela também vocês encontrarão trabalhos detalhados de outros desenhistas nacionais e estrangeiros. Vejam duas amostras do que os aguardam:

Arthur de Pins







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