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terça-feira, 12 de janeiro de 2016

Artes conceituais revelam as máscaras da gangue do Coringa em Cavaleiro das Trevas




Por: Franz Lima. Curta nossa fanpage: Apogeu do Abismo

A figura de um palhaço está intrinsecamente relacionada à alegria. As faces pintadas, as cores, o jeito brincalhão... tudo colabora para despertar a alegria em cada um de nós.
Entretanto, no filme Batman, o Cavaleiro das Trevas, que é a segunda parte da trilogia do Morcego dirigida por Chirstopher Nolan, os palhaços não são tão engraçados. Um deles serviu para chocar o mundo: o Coringa. Mas poucas pessoas irão esquecer a cena inicial onde o Palhaço do Crime invade um banco com a ajuda de uma gangue com máscaras de palhaços. As cenas são rápidas, impactantes e violentas. Não viu o filme? Corra, pois está perdendo uma obra incrível.
Então, vasculhando a web, eis que encontro no site io9 algumas das artes conceituais das máscaras dos ladrões. Feitas para causar desconforto a quem as vê, as máscaras também removem de forma brilhante a associação da imagem do palhaço com a alegria. A gangue do Coringa remonta ao desgaste na face, tristeza, loucura e ao mal. Seus sorrisos causam desconforto e esse foi um dos acertos de Nolan na obra.
Contemplem algumas das artes conceituais e reparem que as faces estampadas são sombrias, desgastadas, sujas e incapazes de passar a sensação que, tipicamente, um palhaço passaria.
Aliás, outro palhaço sombrio é o que apareceu em American Horror Story: Freak Show. Não lembra dele? Veja como é doentia a aparência e comparem com as imagens das artes conceituais do filme do Batman: eles conseguiram destruir o encanto e a magia que só os palhaços têm... hahahahahahahahahahahahaha.

















sexta-feira, 27 de março de 2015

Interestelar: análise de uma obra primorosa da ficção cientifica.


Por: Franz Lima

Interestelar é a superação de um gênero. A ficção científica foi desprezada por muito tempo por ser considera simples entretenimento. Entretanto, filmes como Gravidade e o próprio Interestelar mostram-se muito mais complexos e corretos cientificamente do que seus antecessores. Talvez o fato de não haver a ação desvairada e sem propósito de alguns filmes seja o motivo por trás do grande sucesso que esses dois filmes fizeram, em especial este que agora abordo.
 


A direção primorosa de Christopher Nolan (mais conhecido por seus trabalhos na trilogia Batman e A Origem) ganha força similar à de um buraco negro, principalmente por causa das interpretações marcantes de astros como Matthew McConaughey, Anne Hathaway, Michael Caine, Jessica Chastain e Wes Bentley, apenas para citar. O elenco, verdadeiramente, apresentou interpretações consistes, emocionantes e críveis que, somadas aos ambientes criados pela computação gráfica, tornam este longa-metragem um filme único.
 


A trama se resume à busca pela salvação de uma Terra condenada por um ciclo de alterações climáticas e uma drástica redução da população do planeta. Na busca de uma alternativa para colonizar outros planetas, o professor Brand (interpretado pelo genial Michael Caine) convoca sua própria filha, Cooper (McConaughey), Doyle (Wes Bentley) e Rom (David Gyasi). Juntos, eles irão buscar o desconhecido e enfrentar a solidão de uma forma que ninguém mais experimentou. Aliás, é dentro desse limbo que os universos (o conhecido e os desconhecidos) despertam o que há de mais humano nos tripulantes. Alguns abandonaram a família e outros partiram para tentar realmente salvar a Terra, mas nenhum deles estava preparado para a jornada que seguiria. 




Os roteiristas se destacaram e transformaram o filme em um épico pela inserção do elemento humano nele. Mesmo com toda a tecnologia, os efeitos e os cenários incríveis, é nas interpretações e nas emoções despertadas por elas que temos o ponto alto de Interestelar.

Desde o início somos levados a compreender uma realidade caótica, onde o fim de um planeta está próximo. Desde o início somos levados a gostar das personagens por sua força, pela gana de sobreviver. Este é um ponto interessante da trama: enquanto uns lutam para viver na Terra, os astronautas lutam para sobreviver ao insondável. Os dramas das duas realidades estão intrinsecamente ligados. Viajamos pelo espaço sem que nos desliguemos das pessoas de nosso planeta. 
Christopher Nolan conseguiu criar uma obra onde a emoção supera a ação, onde a inteligência de um roteiro muito bem escrito, pleno de ciência e teorias, consegue conviver harmoniosamente com as mais primais emoções do homem. Vocês irão acreditar em T.A.R.S. e se emocionarão com ele, sem que de nada importe o fato de ele ser uma máquina robótica. 
Sobretudo, Interestelar é uma preciosidade por nos levar a meditar, refletir, sobre a importância de nosso mundo, o valor que damos às pessoas que amamos e sobre nossa capacidade de sobrevivência. A tecnologia é um dos grandes trunfos deste filme, porém o elenco é a peça sem a qual nada teria ocorrido. Interpretações fortes, convincentes e emocionantes deram sustentação a algo que sempre questionamos: o que há além do que conhecemos?
Assista a este filme e prepare-se para pensar sobre o amor familiar, a solidão, a traição, a morte, a vida, o infinito que nos engloba e, principalmente, sobre a grandiosidade da fé, pois é pela busca da possibilidade de sobreviver que saímos de nossa pequenitude. Prepare-se para chorar e rir sem a vergonha de fazê-los.
Os méritos são muitos nessa obra cinematográfica que mudou minha visão de ficção-científica. Entretanto, os esforços deverão dos filmes futuros deverão ser redobrados para que não sejam uma pálida tentativa de chegar ao mesmo resultado de Interestelar. 
Este já é um clássico... pela coragem, direção, interpretação e o roteiro impecável. 
Poderia dissertar sobre os buracos de minhoca, viagem temporal, buraco negro, robótica, a infinitude das galáxias e muitos outros assuntos relacionados ao filme, porém o que mais importa é: este é um filme único! Creio que Albert Einstein teria ficado feliz em vê-lo...
 Curta a fanpage do Apogeu: facebook.com/Apogeudoabismo

quinta-feira, 8 de agosto de 2013

Superman: O Homem de Aço. Resenha sobre o filme que dividiu fãs.



Por: Franz Lima.


Guerra
Não estamos diante apenas de um remake ou um reboot dos antecessores desse filme. Aqui, somos forçados a ver uma parte vil de nossa história ser recontada. Guerra, segregação, morte... caminhando juntas. Ceifando juntas.
A cobiça e o ódio de um homem (ou seriam seus ideais?) movendo o mundo em direção ao colapso. Sua vontade acima da de seus pares. A dese para purificar os geneticamente inferiores, onde 'purificar' é sinônimo de extermínio. Já viram isso antes?
Homenagens visuais
As referências a Matrix e Avatar são óbvias e respeitosas às obras. O visual inicial é magnífico e atormentador. A atuação de Russel Crowe traz à memória o marcante general Maximus, de Gladiador. 
Porém uma coisa fica bem ainda mais evidente: essa é uma nova versão para o colapso que condenou Krypton à destruição. A mais sombria e realista versão.
Há uma alternância magnífica entre o presente e a infância de Clark. Fotografia e trilha sonora também são fantásticas.

Poderes
Clark é um homem isolado por seus poderes. Suas ilimitadas qualidades são também suas fraquezas. A diferença mantém distante, mas essa mesma diferença o colocará como uma fonte de esperança para os terrestres.
O Superman
Há mais do ser humano em Clark do que ele mesmo imagina. Seu amor pela raça que o acolheu é também uma de suas fragilidades. Dor é uma condição que o acompanha. Dor provocada pela solidão. Dor que vem do medo de não ser aceito pelos outros. Dor por não poder ser quem realmente é.
O processo evolutivo de Kal-El e Clark (mesmo sendo uma só pessoa) é diferente. Clark sempre existiu e é ele que reforça a ascensão de Kal-El. O homem é o ponto de apoio ao Super-Homem.

Os Pais
Jor-El e Jonathan são dois dos responsáveis pela educação de Kal-El/Clark. Direta ou indiretamente, o crescimento do herói se dá com base nos ensinamentos e sacrifícios desses dois homens. 
Ter Russel Crowe como Jor-El, e Kevin Costner como Jonathan Kent foi uma escolha acertada. Eles dão credibilidade e experiência às cenas onde se fazem presentes. Como pais, eles acreditam no potencial e na moral do filho que criaram.
Clark ou Kal: pouco importa. O Homem de Aço é o resultado de lições nem sempre fáceis, passadas por homens que compreenderam que a paternidade exige algumas abstinências e sacrifícios.

A Terra
Não há muita novidade sobre as consequências da presença do Superman na Terra: ou ela traz salvação ou caos. Mas essa condição já havia sido informada pelos trailers que circularam pela internet.
O mesmo lugar que acolheu o herói irá, no devido tempo, acatar com as sequelas por ter seu campeão.

Lois Lane
A atriz (Amy Adams) e a trama se fundiram de um modo ímpar. Lois é uma mulher de fibra, bem diferente das outras versões onde ela oscilava entre a vítima e a repórter intrometida capaz de quase tudo para conseguir sua matéria.
Zack Snyder e Christopher Nolan acertaram ao conferir um encontro diferente para os dois, fato que resultou na obsessão da repórter pelo homem misterioso que cruzou seu caminho.

Os Vilões da Zona Fantasma
Muitos morreram em Krypton por causa do general Zod e suas tropas (sim, muitos mais morreram por conta das tradições e da relutância dos conselheiros). Agora, reflitam comigo: se ele não poupou seus iguais para alcançar os objetivos, imaginem o que fará ao chegar ao nosso planeta azul.
Zod é a antítese do Superman. Suas ascensão em nosso mundo é gradual e quando digo ascensão, refiro-me ao uso dos poderes que ele também tem na Terra por ser Kryptoniano. Essa é outra abordagem nova e coerente por parte dos roteiristas.
Preparem-se para momentos de tensão extrema por conta dos confrontos entre o homem de aço e seu inimigo. Preparem-se para combates e muitas baixas entre a população civil. Na guerra não há tempo para escolher alvos ou poupar inocentes.
Destaque para a Sub-Comandante Faora. Ela tem a beleza tão grande quanto sua maldade e frieza. 

O Messias
Há indicações (sutis ou não) de que o diretor quis dar um tom messiânico para o Homem de Aço. Cenas e diálogos colaboram para que Kal-El seja um 'enviado' dos céus que salvará a humanidade de si mesma e dos males externos, tal como Jesus Cristo. Tal estratagema foi abordado de forma similar em Matrix e outras produções. 
A produção do filme valeu-se dessa abordagem de forma respeitosa e até lírica, o que me leva a valorizar mais o longa-metragem.
Pontos Positivos e Negativos dessa Versão
Vou adiantar que não li nada sobre o filme, antes de vê-lo. Isso foi positivo quanto aos spoilers  que alguns especialistas em cinema gostam de jogar na face do leitor ou espectador. Logo, sem tais 'dicas', pude curtir cada etapa da produção.
O Homem de Aço é um filme muito bem elaborado. Creio que seu apuro está equiparado ao Batman de Nolan. Fica fácil perceber as influências de Christopher Nolan (que é produtor nesse filme). O herói é visto de forma mais humana, onde todos os problemas normais podem atingi-lo, obviamente descartando o aspecto físico. O filme frisa que as diferenças são geralmente melhor aceitas quando somos adultos, o que dificilmente ocorrer na infância ou adolescência.
A ação flui realmente a partir da segunda metade do filme, algo que não o torna enfadonho. Há, logicamente, ação na primeira parte, mas algo menos intenso, condizente com aquilo que se pede.
Como já disse, gostei da trilha sonora. Ela está presente em todo o filme, interligando cenas e música sem exageros. Não desmereço a importância da música-tema usadas nas produções anteriores, mas é fato que ela - assim como ocorreu em Batman - não fez falta. 
Enfim, vi muitos pontos positivos e poucos negativos (sim, há lacunas na trama que de modo algum diminuem o brilho da obra). Digo como conhecedor e fã das histórias do Superman que os elogios são merecidos. O destaque ficará por conta da abordagem mais adulta e sombria, distanciando de vez os fantasmas da produção anterior que quase afundou a franquia. Ponto positivo para David S. Goyer, o roteirista. 
Assistam ao filme... ele vai levá-los a crer que o homem pode mesmo voar. 

Dados Técnicos:

Direção: Zack Snyder
Produtor: Christopher Nolan
Elenco:
Henry Cavill (Superman), Diane Lane (Martha Kent), Amy Adams (Lois Lane), Michael Shannon (General Zod), Kevin Costner (Jonathan Kent), Ayelet Zurer (Lara-El), Russell Crowe (Jor-El), Harry Lennix (General Swanwick), Lawrence Fishburne (Perry White) e Antje Traue (Faora).

Essa foi minha opinião sobre o filme, na visão de um fã que almeja ver a produção da Liga da Justiça (intrinsecamente ligada ao sucesso de Man of Steel). Mas leiam essa versão diferente que aponta falhas no roteiro e suas prováveis causas: Quadrinhos na Sarjeta.



quinta-feira, 2 de maio de 2013

Superman: man of steel. Novo pôster mostra o herói em pleno voo.



Com estreia prevista para 12 de julho no Brasil, Superman: Man of Steel ganha um novo pôster onde o herói cruza a cidade em pleno voo. 
Com direção de Zack Snyder e produção de Christopher Nolan, esse promete ser um dos mais espetaculares filme sobre heróis dos quadrinhos já produzidos. Confiram o novo pôster e algumas imagens do longa-metragem.


segunda-feira, 4 de março de 2013

Possibilidade de uma Liga da Justiça com Christian Bale e Christopher Nolan aumenta...


Fonte: Forbes. Texto: Franz Lima.

Mesmo que sejam apenas ainda rumores, mas a simples menção de Christopher Nolan, Christian Bale e Zack Snyder juntos em uma produção do tão aguardado filme da Liga da Justiça, é algo a ser comemorado. O que podemos esperar de um filme onde o diretor seja o responsável por Sucker Punch, 300 e Watchmen, coordenado pelo diretor da trilogia Batman e de A Origem? Apenas o máximo, eu digo.

Com a inclusão de Bale e Nolan em um futuro filme da Liga da Justiça, as expectativas de uma obra acima - e muito - do fantástico Vingadores, começa a ganhar vida.  A continuidade do clima criado nos três filmes do Batman, uma atmosfera sombria e violenta, dará maior credibilidade aos fãs e aos que ainda não conhecem a história por trás do filme. 
De qualque modo, fidelidade e uma abordagem adulta são os pontos fortes de uma trama encabeçada por Snyder e Nolan. 
Creio que tudo pode se encaminhar para que a maior franquia de filmes baseada em uma HQ vire realidade. O Batman de Bale, o Supeman de Henry Cavill e o Lanterna Verde de Ryan Reinolds são os pilares para começarmos a moldar a equipe que surgirá. Batman é sombrio, Superman é o incorruptível e o Lanterna é o detentor da arma definitiva. Aguardemos pela Mulher-Maravilha e os demais heróis, mas sem temores, pois em Vingadores, vimos o surgimento do Gavião Arqueiro quase do nada... e deu certo.
Que o futuro comprove esses rumores, clamam os inúmeros fãs das histórias da Liga da Justiça. 


sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

Superman - Man of Steel. Trailer #2 Legendado. [HD] (1080p)


Um trailer onde o lado humano do Superman é exposto de forma dramática. Tal qual em Batman - The Dark Knight Trilogy, a atmosfera é densa, a trilha sonora impactante e triste, além de trechos que apontam algumas das intempéries que aguardam o Homem de Aço, inclusive alguém com poderes tão grandes quanto os dele. Em minha opinião, esse filme promete surpreender positivamente fãs e até os que não conhecem a história por trás do herói. 
Creio que chegou a hora de esquecermos os dois últimos filmes sobre o Superman... 

Ao clicar para assistir, não se esqueça de habilitar a legenda na parte inferior. 


segunda-feira, 26 de novembro de 2012

Quais as perspectivas para o novo filme do Superman?


Henry Cavill
Por Franz Lima.


Li e vi muitos artigos, comentários e trailers sobre o novo filme do Superman. As expectativas são muitas, porém ainda há um temor no ar. Alguém se lembra do últime filme sobre o Homem de Aço? Certamente que sim, até mesmo porque as Lojas Americanas não nos deixam esquecer: há toneladas de DVD duplos encalhados, à venda por R$ 14,99... e a tendência é baixar mais o preço.
Logotipo oficial do novo filme



O novo filme do Superman tem dois grandes pontos positivos. O primeiro é a produção de Christopher Nolan, diretor da trilogia do Batman. O segundo ponto é a direção que está a cargo de Zack Snyder, diretor de Watchmen e de 300, duas ótimas adaptações dos quadrinhos para o cinema. Além disso, as falhas anteriores são lições que não foram desprezadas. Quando você assistir ao trailer acima, verá que há humanidade no Superman. Ele se entrega ao seu lado humano e o vive com toda a intensidade e crueza, buscando uma maior proximidade com a vida dos que não são quase indestrutíveis. Esse é um ponto forte na nova trama. Também é possível ver um visual mais adulto, longe da caracterização de Brandon Routh, absolutamente fora do contexto que esperamos para o Superman.
Pouco foi mostrado sobre os poderes e a grandiosidade deles. Creio que, mesmo assim, as principais características do Superman serão mantidas, distanciando-se do que foi apresentado em Smalville (graças a Deus). 
Notícias recentes apontam para um afastamento de Clark Kent do Planeta Diário, talvez ele passe a trabalhar como autônomo (blogueiro???) e também teremos os vilões da Zona Fantasma em cena. A participação do eterno Gladiador (Russel Crowe) como Jor-El é outra notícia animadora, pois substituir Marlon Brando é uma tarefa épica.


É preciso gostar dos quadrinhos para dirigir? 

Não é um quesito obrigatório, mas é fato que Zack Snyder tem conhecimento sobre aquilo que produz. Não poderia ser diferente quanto aos quadrinhos...

Snyder é um diretor que está "antenado" com o que dirige. Assim foi com Watchmen e também 300. A fidelidade de suas produções surpreende, mesmo com pequenas alterações que, via de regra, buscam atualizar o material para atingir todos os públicos. O vídeo abaixo (via Omelete) mostra qual a HQ do Superman que Snyder mais gostou e o porquê. 


“Superman – O Homem de Aço” terá o vilão General Zod (Michael Shannon), o que já é indício de combates titânicos. No elenco também estão Amy Adams (Lois Lane), Russell Crowe (Jor-El), Kevin Costner (Jonathan Kent) e Diane Lane (Martha Kent). Laurence Fishburne será Perry White.  entre outros. 
No roteiro temos a participação de Christopher Nolan, que também está responsável pela produção. 
Enfim, as perspectivas são as melhores para que tenhamos um filme à altura do primeiro Superman (com Christopher Reeve), mas adaptado ao público e à tecnologia atual. 

Como curiosidade, clique no link e veja de onde veio a fonte de expiração do pôster acima (apresentado na Comic-Con).


quinta-feira, 27 de setembro de 2012

Primeiras imagens do box de Batman: The Dark Knight Trilogy.


Fonte: Collider
Texto: Franz Lima.

O sonho de consumo de qualquer fã da trilogia de Christopher Nolan sobre o Batman estará em breve disponível para compra: o box com 6 DVD ou 5 Blu-Ray dos filmes. A arte que vocês verão é a versão inglesa onde o box de DVD e Blu-Ray têm as mesmas informações e extras, além de contarem com um livro sobre a arte e o making of da trilogia. Pelas fotografias, também é possível perceber que a única diferença (excetuando-se a qualidade de imagem, melhor no Blu-Ray) está no número de discos a menos na versão Blu-Ray, talvez em função da quantidade bem menor de extras para o primeiro filme (Batman Begins). As caixas para as duas versões também apresentam diferenças na concepção e, na minha humilde opinião, o box do DVD está muito mais bonito que a versão BRDisc.
Pedidos para os produtores da versão nacional: usem a arte da versão inglesa do DVD para os dois boxes, por favor, e não deixem de incluir o livro com a arte dos filmes. O colecionador brasileiro agradece...

O box dos DVD:


O box dos Blu-Ray:



terça-feira, 4 de setembro de 2012

Batman: qual a importância de cada um dos seis filmes que antecedem The Dark Knight Rises?


Você pode até não ser fã das versões anteriores às de Christopher Nolan para o Batman, porém não pode discordar de que sem elas, dificilmente chegaríamos ao soturno Batman interpretado por Christian Bale. Já ouvi opiniões das mais diversas, onde os fãs oscilam entre um intérprete e outro. Preferências à parte, o que não pode ser esquecido, inclusive em uma matéria como esta, é o passado e as contribuições das produções que antecederam a trilogia de Nolan, hoje uma referência de adaptação de quadrinhos para o cinema.

Batman (1989). 

Ainda me lembro do tumulto que este filme trouxe aos fãs de quadrinhos e cinema no mundo todo. A imagem do Batman ainda estava envolta na aura da série da década de 1960 e 1970, onde o excesso de humor e as cores extravagantes são criticadas até hoje. Fãs aguardaram ansiosos pela chegada desta franquia que, para a época, começou bem demais. 
Para que os mais novos tenham uma pequena noção do que foi, basta citar que o lançamento de Batman foi tão badalado quanto o de "Os Vingadores"... com um detalhe: não havia acesso à informação e também não tínhamos virais, teasers e todos os outros recursos que as grandes produtoras usam atualmente. Efeitos especiais simples, se comparados com os usados hoje, um enredo que envolvia o arquiinimigo do Morcego e um elenco de respeito (incluindo Jack Nicholson) deram mais crédito à obra. Acrescente ainda a direção de Tim Burton (que reincluiu o Homem-Morcego nas trevas) e eis um dos maiores sucessos de bilheteria, cultuado ainda hoje por muitos admiradores das histórias do detetive mascarado. Um clássico,  ainda que desprezado pelos mais radicais adoradores do Batman. 
Destaques: o grande destaque do filme está na contratação de Jack Nicholson para o papel do Coringa. Ator respeitado, muitos duvidavam da participação dele, mas além de interpretar, Nicholson destacou-se como o vilão insano e ganhou inúmeros elogios pelo papel. Pela primeira vez um nome é atribuído ao Coringa.
A direção de Tim Burton e sua visão única geraram uma Gotham City sombria, suja e intimidante. É em um dos becos desta cidade que Bruce Wayne tem seus pais assassinados. Futuramente, Bruce se depara com o matador de forma inusitada. 
Vick Vale é interpretado por Kim Basinger, um símbolo sexual na época, que dá vida à repórter que se torna primordial para o Batman. Robin, entretanto,  sequer é citado no filme.
Outra observação importante é a explicação para o surgimento do Coringa, baseada na HQ "A Piada Mortal" em parte. Muitas referências dos quadrinhos foram usadas, mas não agradaram fãs mais ardorosos em diversos pontos.


Batman, o Retorno (1992).

Com o sucesso do primeiro filme, nada mais evidente do que uma continuação. A dúvida estava em quem seria o vilão do filme. Com o tempo, decidiu-se que não seria o vilão, mas os vilões.
Novamente dirigido por Tim Burton, Batman - o retorno, ganhou uma atmosfera mais sombria que a de seu antecessor. Desta vez, Batman se envolveria com a política e dois inimigos inusitados: a Mulher-Gato e o Pinguim. 
O filme apresenta um empresário que vê no surgimento do deformado Pinguim uma oportunidade para ganhar as eleições para a prefeitura. Este empresário, Max Schreck (interpretado por Christopher Walken) é o responsável direto pelo surgimento da Mulher-Gato, a vilã desajustada mentalmente. Unindo-se ao Pinguim, ela busca vingança contra o homem que tentou matá-la e, para isso, evita a todo custo revelar sua identidade como a ex-secretária Selina Kyle. 
Com toques de loucura, claustrofobia, manobras políticas, manipulação, fetichismo, assassinato, abandono de crianças e a questão do desprezo por causa da aparência, este é o mais sinistro filme do Batman que antecede a trilogia de Chirstopher Nolan.
Destaques: a caracterização de Danny DeVito como o Pinguim levava horas, principalmente por causa da maquiagem pesada e os enchimentos. A roupa da vilã Mulher-Gato é feita com remendos de peças de couro, mostrando através de parábola que a mente da mulher estava quebrada irremediavelmente. A transformação de Selina (a recatada) para a Mulher-Gato (a dominadora) busca mostrar que há personalidades inertes que podem ser despertadas.
A relação entre Selina e Bruce Wayne flui tranquilamente, mas as versões mascaradas deles travam um confronto tenso e violento. Há morte e melancolia no final de Batman, o retorno.
Este foi o último filme de Michael Keaton como o Batman, principalmente por conta de seu pouco porte para o papel, alvo de muitas críticas por parte dos fãs.
Apesar da tecnologia não tão avançada, os efeitos e os cenários do filme ficaram bons.

 
Batman Forever (1995).
Esta é o terceiro filme da nova franquia do Batman. Agora, motivado por um visual mais familiar, a versão dark de Tim Burton é derrubada e em seu lugar entra um novo Cavaleiro das Trevas, inclusive com a mudança do ator que interpreta Bruce Wayne (Val Kilmer).
A direção desta nova versão ficou a cargo de Joel Schumacher que modificou o tom dos filmes anteriores para algo menos sombrio. Neste filme, além da mudança já citada na escalação de um novo ator para o papel do Morcego, novos vilões surgem para atormentar Gotham City. No papel de Duas-Caras (que nos filmes anteriores era negro) surge um Harvey Dent atormentado, interpretado por Tommy Lee Jones. Outro vilao da terceira edição é o Charada (Jim Carey) que é um funcionário com idéias ensandecidas da Wayne Enterprises que cria um dispositivo de controle mental.  Wayne não concorda com a aplicação das idéias de Edward Nygma que, insatisfeito com o desprezo do Empresário, acaba por tomar um refém para suas experiências. Ao final, mostrando uma certa dose de loucura, Nygma testa seu aparelho em si mesmo e acaba por se transformar no Charada.
O elemento romântico do filme ficou com Nicole Kidman, uma psicóloga que ajuda Dick Grayson a superar o trauma da morte de seus pais. Com o aval de Bruce, Dick vai morar na mansão do bilionário e acaba por descobrir que seu tutor é o Batman. 
A trama se desenvolve com várias artimanhas do Charada e do Duas-Caras que, motivados pela sede de destruição pelo Batman, unem forças. Ao final, o duelo entre os vilões e o Cavaleiro das Trevas,  agora auxiliado pelo Robin, é focado na dualidade tanto de Nygma quanto de Duas-Caras. A vaidade do Charada e a obsessão pelo número dois de Harvey são armas que a dupla dinâmica usa contra os vilões. 
Destaques: a interpretação de Carey como o Charada foi bastante criticada por causa do jeito caricato atribuído pelo ator ao personagem. Comparações com outros papéis anteriores feitos pelo ator foram inevitáveis. O Duas-Caras de Jones foi outra parte controversa. Apesar de ser mais sombrio que o Charada, Harvey teve uma caracterização bastante colorida, destoando do personagem dos quadrinhos, um homem dividido e obcecado pelo número 2. 
A nova Gotham de Schumacher já não tem o clima denso e escuro dos filmes de Tim Burton. Aliás, a partir deste filme, o visual dos uniformes,  vilões e da cidade ganham tons mais claros e coloridos, culminando na tragédia que seria a produção seguinte. Muitos fãs também viraram o rosto para o Robin e, o futuro,  provou que estavam certos.
Os pontos altos do filme dizem respeito à fidelidade aos quadrinhos em alguns pontos. Entre eles, posso citar a destruição do rosto de Harvey Dent durante o julgamento, a tendência de E. Nygma em entregar suas artimanhas através de charadas e a morte dos pais de Dick no circo.  Val Kilmer não convenceu plenamente como o Batman e isso refletiria no filme seguinte.



Batman e Robin (1997)
O fim de uma era. Este filme foi o maior fiasco em matéria de arrecadação e aceitação pelo público. Novamente dirigido por Joel Schumacher (mas sem a produção de Tim Burton), o quarto filme do Homem Morcego beirou a paródia. 
O roteiro mostra a dupla dinâmica combatendo uma nova ameça: Mr. Freeze, um cientista que sofreu um acidente durante uma tentativa de salvar sua esposa de uma doença incurável. Freeze passou a depender do traje criogênico para sobreviver e sua esposa foi confinada (congelada) em um esquife. As motivações de Victor Fries são até plausíveis, porém perdem credibilidade com o visual extremamente colorido que o diretor dá aos cenários e uniformes. 
Em paralelo a isso, em uma floresta tropical, Pamela Isley realiza experimentos com plantas, coordenada pelo Dr. Jason Woodrue, o homem responsável pela criação de Bane. Um acidente muda Pamela para a vilã Hera Venenosa que, junto com Bane, parte para Gotham em busca do responsável por financiar os trabalhos de Woodrue, o bilionario Bruce Wayne. 
O restante da trama se desenvolve com cenas de ação fracas, um enredo pífio e atuações caricatas ao extremo, pioradas por cenários multicoloridos. Os uniformes de Batman e Robin (inclua-se a Batmoça) foram os piores já vistos em um filme sobre o Morcego. A interpretação de George Clooney também ficou abaixo daquilo que era esperado e nem a presença de Uma Thurman (a Noiva de Kill Bill) ajuda a melhorar esta tragédia cinematográfica.
O fim do filme não convence e a cena onde Batman, Robin e a Batmoça correm em direção ao espectador encerram com chave de ouro (ou não) este ciclo das histórias do detetive de Gotham para alegria dos fãs que temiam um quinto filme ainda pior.
Destaques: a direção de Joel Schumacher foi uma das mais criticadas até hoje. O filme recebeu vários prêmios do gênero "pior filme" ou "pior ator" e não agradou em qualquer ponto aos fãs do Batman. Cenários e atuações que lembram a série da década de 1960 também ajudaram a afundar este filme que acabou por encerrar um ciclo de produções sobre o Cavaleiro das Trevas. Aliás, onde estavam os roteiristas que elaboraram esse filme? Com base em que arco de histórias eles colocaram Hera Venenosa, Bane e Woodrue em um mesmo lugar? Esse encontro e a total falta de inteligência de Bane não são condizentes com o que as HQ mostram, denotando uma absurda falta de respeito pelo leitor e fã do Batman. O visual "tutti-frutti", multicolorido, é outro absurdo, principalmente após a saga de Frank Miller (O Cavaleiro das Trevas Ressurge) que redefiniu o Morcego como alguém mais violento, meticuloso e preparado para os loucos e assassinos de Gotham City.

A lacuna que valeu a espera. A trilogia de Nolan

A retomada da saga do Batman, conforme os fãs queriam, demorou demais e ocorreu sob a direção de Christopher Nolan. Batman Begins, Batman the Dark Knight Returns e Batman The Dark Knight Rises são os filmes que marcaram época e adquriram o status de melhores filmes sobre o Cavaleiro de Gotham.
Christopher Nolan já havia dado indícios de que era um diretor competente através de produções como "Amnésia" e


Batman Begins (2005)
Este filme foi uma surpresa que agradou demais aos fãs do Batman. Após o fiasco de "Batman e Robin" e um espaço de 8 anos entre os filmes, os fãs receberam de braços abertos esta produção cinematográfica baseada na graphic novel "Batman: ano um" e  na série "Batman: o longo dia das bruxas".
O filme retrata a infância e o afastamento de Bruce Wayne da cidade de Gotham, após ter seus pais assassinados. O trauma levou o menino Bruce a jurar vingar seus pais e punir os bandidos que assolavam Gotham. Em um exílio que durou anos, Bruce aprende as principais técnicas de combate e se depara com o clã das Sombras, uma de suas principais fontes de conhecimento sobre combate. O futuro Morcego é obrigado a lutar com o líder do clã, Ra´s Al Ghul e este morre no combate. 
De volta a Gotham, auxiliado por seu mordomo Alfred e por seu CEO Lucius Fox, um gênio que cria o arsenal bélico e a armadura do Batman, Wayne se depara com uma realidade assolada pela máfia (representada por Carmine Falcone) e um psiquiatra que gerencia o Asilo Arkham, o doutor  Jonathan Crane.
Neste filme vemos o desenvolvimento da carreira de James Gordon, um sargento que irá se tornar fundamental na vida de Batman e também a criação do vínculo de Lucius Fox com Bruce Wayne. Outro fator interessante é a colaboração da máfia junto ao psiquiatra Jonathan Crane, responsável direto pelos presos do asilo Arkham. A trama se desenvolve até o combate final entre Batman e o arquiteto da libertação dos presos de Arkham e aquele que se revelaria como o principal inimigo no filme.
Destaques: a inclusão de Rachel Dowes (interpretada por Kate Holmes) como o par romântico de Bruce Wayne deu um toque mais suave à trama. Uma das grandes jogadas foi a reformulação do uniforme do Morcego, onde ainda há aspectos similares aos dois primeiros filmes da franquia anterior, com mudanças que o aproximaram mais da versão dos quadrinhos. O papel de Bruce Wayne ficou perfeito no ator Christian Bale, que conferiu credibilidade ao Cavaleiro das Trevas, ainda que críticas tenham surgido à voz rouca que ele conferiu ao personagem. 
Um detalhe importante foi a falta de mobilidade do ator no uniforme, um problema que foi visto nos quatro filmes anteriores. Este problema só seria solucionado na próxima produção, como veremos.
As inspirações visíveis deste filme são as HQ "Batman: ano um",  "Batman: o longo dia das bruxas" e histórias isoladas onde houve a presença de Ra´s Al Ghul e o Espantalho.



Batman - The Dark Knight (2008) - O marco...
O que dizer sobre este filme? Começar com o Oscar de melhor ator coadjuvante oferecido a Heath Ledger após sua morte já dá uma breve ideia sobre o quanto este filme é importante para a história do Homem Morcego.
A trama envolve o Batman e seu arquiinimigo, o Coringa. Desta vez, ao contrário de Batman (1988), a origem do vilão não é explicada ou, se preferirem, multiplas versões surgem, todas frutos da mente doentia do Coringa, já dando uma clara noção da loucura por trás do personagem.
O filme tem grandes cenas de ação e aborda uma crise no crime organizado. Após o surgimento do Batman, quase todas as facções criminosas caem, perdem credibilidade e o pior: dinheiro. Motivados por tantas perdas, os chefes criminosos se reúnem para combinar uma forma de localizar  e matar Batman, o responsável por tantas derrotas e humilhações. Mas eles não têm os recursos para essa missão e, impelidos pelo desespero, contratam o mais novo criminoso que também os confrontou: o Coringa.  
Unido a Harvey Dent, o aclamado Cavaleiro Branco, e seu aliado mais antigo James Gordon, Batman inicia uma busca infrutífera ao assassino, sem grandes resultados. Não há motivação por trás dos atos do Coringa, não há um passado a ser investigado e, para piorar, a razão e os sentimentos inexistem nos crimes do palhaço. A violência cresce em progressão geométrica e o terrorismo é usada como ferramenta de imposição do medo. Como deter a loucura?
Sem um ponto de apoio, Gordon, Batman e Dent são literalmente envolvidos pelo caos gerado pelo louco. A trama segue com uma grande carga emocional, cenas impactantes, violência extrema e uma mensagem: o ser humano é manipulável. O clímax do filme gera uma tensão enorme em que assiste, o que comprova a eficiência do diretor e do elenco.
Definitivamente, um marco na história dos filmes baseados em histórias em quadrinhos e, lógico, uma produção com a qualidade infinitamente superior a de muitos dos chamados "filmes sérios".
Destaques: a escolha do ator Heath Ledger para interpretar o vilão Coringa foi extremamente criticada. Sua participação no filme "O segredo de Brockeback Mountain" como um cowboy gay causou um desconforto enorme nos fãs do mais conhecido e amado antagonista do Morcego. Mas tudo se dissipou com a projeção do longa e seu sucesso mundial. Ledger, falecido pouco após a conclusão do filme, foi homenageado e aclamado em vários países por sua interpretação única do assassino de rosto mutilado. A barreira e as comparações com o Coringa de Jack Nicholson foram postas de lado e, hoje, é impossível imaginar o vilão sem associá-lo a Ledger.
Outro ponto forte deste filme e do primeiro, não citado acima, é a inclusão de um arsenal diferenciado para o Batman. O batmóvel e o batpod trazem à mente os veículos do Batman na saga de Frank Miller - O Cavaleiro das Trevas. Vale também ressaltar que a Gotham (antes algo quase fantasioso) se tornou uma verdadeira metrópole, onde a violência e os contrastes sociais são plausíveis. É nesse contexto que a máfia e maníacos se unem para provocar uma crise sem precedentes, o que me fez lembrar das sagas "Terremoto" e, logicamente, "Batman: ano um". 
Especial atenção para a quebra de um tabu: a armadura do Morcego deixou de ser um bloco único, onde o ator era obrigado a se mover como se estivesse com "torcicolo", algo muito próximo aos movimentos do Robocop. Neste segundo filme, Nolan teve a genial idéia de transformar o uniforme em uma espécie de armadura seccionada, fato que deu ao ator e dublês a mobilidade necessária para dar mais credibilidade ao Batman.

Resumindo, o que tivemos nesses seis filmes foi uma clara evolução do conceito e das tramas onde o Homem Morcego estaria envolvido. Desde o primeiro filme, dirigido por Tim Burton, já estávamos nos envolvendo com um universo mais realista, sujo e, em contrapartida, cercado pela esperança. O crime, a corrupção e a violência são realidades de toda e qualquer metrópole e, portanto, não poderia ser diferente em Gotham. Contudo, a presença de um justiceiro (no sentido mais amplo da palavra) guiado por um código de conduta irretocável, adquire um tom mais real com a evolução dos filmes. É fato que algumas dessas produções são dignas de esquecimento, porém não podemos negar que sem elas, talvez, não teríamos chegado ao auge, representado pela era Christopher Nolan. 
O terceiro filme já mostrou suas qualidades e é um sucesso estrondoso. Ele concluiu um trabalho inigualável que, ao contrário das expectativas, teve uma rota de ascensão, com um filme melhor que o outro. 
Em breve irei comentar o "Cavaleiro das Trevas Ressurge", o clímax de uma trama com início, meio e fim (e que fim).
 


sexta-feira, 17 de agosto de 2012

Joseph Gordon-Levitt fala sobre o final da trilogia Batman e dos rumores


Fonte: Cinema com Rapadura. Por Pedro Lauria

ESSA NOTÍCIA POSSUI SPOILERS DO ÚLTIMO FILME!

Depois do final de “O Cavaleiro das Trevas Ressurge”, quando vemos o personagem de Joseph Gordon-Levitt (“A Origem”), John Blake, entrar na Batcaverna, fãs de todo mundo passaram a especular se isso significaria uma nova era de filmes do Batman, com o ator a frente do papel, ou mesmo assumindo uma nova identidade, como Robin ou Asa Noturna.
Entretanto, o ator, em entrevista para o programa Jimmy Kimmel Show, revelou:

“Não sou eu que decido o futuro da franquia… Acredito que aquele final não é necessariamente um gancho para uma sequência, mas um grande final para toda a trilogia. Ao assistir “Batman Begins”, fica claro que a idéia por trás do Batman, é que este é um símbolo, e que qualquer um pode ser o herói. Existem heróis dentro de todo mundo, e esse é o tema recorrente dos filmes”.

Entretanto, o ator pareceu interessado em um possível quarto filme. Além disso, vale lembrar que há pouco tempo atrás houve manifestação de interesses sobre um filme solo da Mulher Gato, personagem interpretado por Anne Hathaway (“O Diabo veste Prada”), além de informações sobre um possível projeto da Warner em fazer um reboot do Batman em 2016.

Franz says: a continuidade de Batman é algo inevitável, principalmente em função da lucratividade da franquia. Até filmes de gosto duvidoso envolvendo o Morcego (Batman Forever, por exemplo) deram lucro. Após a trilogia de Nolan, resta-nos aguardar por algo ainda mais grandioso, uma vez que o público jamais voltará a aceitar um filme de nível inferior ao que recebemos pela direção de Christopher Nolan.  Concordo com Joseph quando diz que o fim do filme não é um gancho, mas uma provável justificativa de esperança para o povo de Gotham. A imagem do Batman, do vigilante mascarado, é totalmente independente de Bruce Wayne, ainda que alguns fãs mais ávidos não o achem. 
Conclusão: o Batman é um símbolo que encoraja os oprimidos e dá forças para que saiam do jugo da força e da manipulação. 


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