A atriz (Amy Adams) e a trama se fundiram de um modo ímpar. Lois é uma mulher de fibra, bem diferente das outras versões onde ela oscilava entre a vítima e a repórter intrometida capaz de quase tudo para conseguir sua matéria.
Zack Snyder e Christopher Nolan acertaram ao conferir um encontro diferente para os dois, fato que resultou na obsessão da repórter pelo homem misterioso que cruzou seu caminho.
Os Vilões da Zona Fantasma
Muitos morreram em Krypton por causa do general Zod e suas tropas (sim, muitos mais morreram por conta das tradições e da relutância dos conselheiros). Agora, reflitam comigo: se ele não poupou seus iguais para alcançar os objetivos, imaginem o que fará ao chegar ao nosso planeta azul.
Zod é a antítese do Superman. Suas ascensão em nosso mundo é gradual e quando digo ascensão, refiro-me ao uso dos poderes que ele também tem na Terra por ser Kryptoniano. Essa é outra abordagem nova e coerente por parte dos roteiristas.
Preparem-se para momentos de tensão extrema por conta dos confrontos entre o homem de aço e seu inimigo. Preparem-se para combates e muitas baixas entre a população civil. Na guerra não há tempo para escolher alvos ou poupar inocentes.
Destaque para a Sub-Comandante Faora. Ela tem a beleza tão grande quanto sua maldade e frieza.
O Messias
Há indicações (sutis ou não) de que o diretor quis dar um tom messiânico para o Homem de Aço. Cenas e diálogos colaboram para que Kal-El seja um 'enviado' dos céus que salvará a humanidade de si mesma e dos males externos, tal como Jesus Cristo. Tal estratagema foi abordado de forma similar em Matrix e outras produções.
A produção do filme valeu-se dessa abordagem de forma respeitosa e até lírica, o que me leva a valorizar mais o longa-metragem.
Pontos Positivos e Negativos dessa Versão
Vou adiantar que não li nada sobre o filme, antes de vê-lo. Isso foi positivo quanto aos spoilers que alguns especialistas em cinema gostam de jogar na face do leitor ou espectador. Logo, sem tais 'dicas', pude curtir cada etapa da produção.
O Homem de Aço é um filme muito bem elaborado. Creio que seu apuro está equiparado ao Batman de Nolan. Fica fácil perceber as influências de Christopher Nolan (que é produtor nesse filme). O herói é visto de forma mais humana, onde todos os problemas normais podem atingi-lo, obviamente descartando o aspecto físico. O filme frisa que as diferenças são geralmente melhor aceitas quando somos adultos, o que dificilmente ocorrer na infância ou adolescência.
A ação flui realmente a partir da segunda metade do filme, algo que não o torna enfadonho. Há, logicamente, ação na primeira parte, mas algo menos intenso, condizente com aquilo que se pede.
Como já disse, gostei da trilha sonora. Ela está presente em todo o filme, interligando cenas e música sem exageros. Não desmereço a importância da música-tema usadas nas produções anteriores, mas é fato que ela - assim como ocorreu em Batman - não fez falta.
Enfim, vi muitos pontos positivos e poucos negativos (sim, há lacunas na trama que de modo algum diminuem o brilho da obra). Digo como conhecedor e fã das histórias do Superman que os elogios são merecidos. O destaque ficará por conta da abordagem mais adulta e sombria, distanciando de vez os fantasmas da produção anterior que quase afundou a franquia. Ponto positivo para David S. Goyer, o roteirista.
Assistam ao filme... ele vai levá-los a crer que o homem pode mesmo voar.
Dados Técnicos:
Direção: Zack Snyder
Produtor: Christopher Nolan
Elenco:
Henry Cavill (Superman), Diane Lane (Martha Kent), Amy Adams (Lois Lane), Michael Shannon (General Zod), Kevin Costner (Jonathan Kent), Ayelet Zurer (Lara-El), Russell Crowe (Jor-El), Harry Lennix (General Swanwick), Lawrence Fishburne (Perry White) e Antje Traue (Faora).
Essa foi minha opinião sobre o filme, na visão de um fã que almeja ver a produção da Liga da Justiça (intrinsecamente ligada ao sucesso de Man of Steel). Mas leiam essa versão diferente que aponta falhas no roteiro e suas prováveis causas: Quadrinhos na Sarjeta.