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terça-feira, 20 de junho de 2017

Review de "Tinha que ser ele?". Quando as aparências enganam...


Fazer humor é algo bem difícil. É preciso ter consciência para não ultrapassar a fronteira entre a diversão e a baixaria. Afinal, muitos se valem das piadas mais escatológicas ou explicitamente voltadas ao sexo para tentar tirar risos da plateia.
“Tinha que ser ele?” é uma comédia do início ao fim. Mas, felizmente, não se restringe ao humor para entreter. Há uma bela lição que o espectador irá perceber ao longo da trama. Claro, os risos são garantidos.
Por: Franz Lima. Curta nossa fanpage: Apogeu do Abismo.

NÃO JULGUE UM LIVRO…

A trama é bem simples e já vimos em outras produções similares. Os pais da jovem Stephanie Fleming (a linda Zoey Deutch) descobrem do jeito mais inesperado possível que ela tem um novo namorado. A família da garota decide conhecer esse namorado e se depara com o desbocado Laird Mayhew (James Franco), um milionário desenvolvedor de games responsável pelo sucesso Ape Assassins. Cheio de tatuagens, excêntrico e rico de doer, Laird desperta logo de cara a desconfiança do pai de Stephanie, o ranzinza e superprotetor Ned (Brian Cranston). Apesar disso, o restante da família é logo absorvida pelo carisma e o jeito espontâneo de Laird.
Mesmo com todo o esforço, Laird não consegue ganhar a confiança de Ned. No meio desse impasse ficam Barb (Megan Mullally) a esposa de Ned (cujo instinto diz que o jovem é uma boa pessoa), o filho mais novo da família, Scotty Fleming (Griffin Gluck), cujo potencial é reprimido pelo pai e, claro, a própria Stephanie que tem suas vontades desconsideradas por Ned.
Será que realmente há motivos para temer tanto a presença de Laird na família?

LOUCURA OU HONESTIDADE EXCESSIVA?

Durante todo o filme nós ficamos entre a decisão de que Laird é meio doido ou um cara cuja honestidade em demasia.
A verdade é que preferimos julgar alguém pela aparência. Laird Mayhew é um cara sincero, direto e com um linguajar muitas vezes baixo, o que não implica em dizer que seja alguém ruim. Suas atitudes são, via de regra, baseadas em boas intenções. Ele quer agradar a família da mulher que ama, a todo custo, porém esses ‘excessos’ nem sempre são bem compreendidos.
Assim, por teimosia de um lado (o de Ned) e por falta de noção do outro (o de Laird), um conflito velado tem início. Ned e Laird querem simplesmente agradar a mulher que amam, Stephanie, sem se importarem com a opinião dela. Tudo pra dar errado, concordam?

DIVERGÊNCIAS DE GERAÇÕES.

A falta de diálogo e as diferenças entre gerações são as fontes do entrave entre pai e genro. Ned é muito protetor por enxergar em sua filha a menininha de outrora. Laird está disposto a sacrificar sua própria privacidade para ter por perto as pessoas que sua namorada ama. Nenhum deles está errado, exceto pelo detalhe de ignorarem a opinião de Stephanie.
Em paralelo a isso, na mansão do milionário, a esposa de Ned e seu filho vão redescobrindo a liberdade de agir por conta própria e tomar suas próprias decisões. Não se trata de rebeldia ou afronta ao “modus operandi” de Ned, apenas a recuperação da individualidade em si. Isso porque Barb é uma mulher que descartou algumas das coisas e atitudes que amava em troca da manutenção da família. Seu filho Scotty é uma cópia do pai, porém sem voz ativa e cujos pensamentos e sugestões são descartados.
Ao entrarem em contato com o mundo de Laird – e a liberdade que ele lhes proporciona – os dois ganham espaço e partem para uma retomada de suas individualidades.

MÁSCARAS.

Ned e Stephanie têm uma relação muito forte. Pai e filha se amam, o que não os impede de esconder certos aspectos de suas vidas. Essas “mentirinhas” são o estopim para algumas confusões que podem arruinar o Natal da família e os planos de Laird. Esclarecer os motivos para tais segredos será uma tarefa árdua, cujos resultados podem reforçar os laços familiares ou jogar um balde d´água nessa relação tão bela entre pai e filha.

EXCESSOS NO FILME.

Alguns podem considerar ofensivas as passagens onde palavrões e insinuações sexuais surgem, mas elas estão contextualizadas com a personalidade do personagem Laird. Há pessoas assim que só se manifestam através do exagero, do choque. Apesar disso, logo percebemos que esse traço de sua personalidade não sobrepõe o carisma e a verdade em seus atos.

COADJUGANTES MAIS DO QUE ESPECIAIS.

A presença do divertidíssimo Gustav (Keegan-Michael Key), um governante de luxo da mansão de Lair e também seu personal trainer, é uma diversão à parte no filme. Gustav é um cara supereducado que faz de tudo para ajudar seu patrão e amigo a conquistar a família de Stephanie. Ele e Laird adicionam elementos de comédia pastelão em doses corretas, o que garante ótimos momentos para o público.
A segunda presença especial ficou por conta da secretária eletrônica (ou digital, se preferirem) Justine (a voz da atriz Kaley Cuoco). Ela também é uma âncora para bons momentos da narrativa.
A galera que curte o bom e velho Metal irá pirar com os roqueiros que aparecem no final.

NOTA FINAL.

Tinha que ser ele? é uma comédia bem dosada que cumpre com seu papel de entreter e divertir. Risadas garantidas, reflexões e boas lições permanecem como qualidades do longa-metragem. Apesar de algumas passagens overactor de James Franco, ele é um Laird ideal. Sua parceria com Brian Cranston – o eterno Heisenberg, de Breaking Bad – deu certo demais, assim como a harmonia com os demais integrantes do elenco ficou evidente.
Filme recomendado para acalmar o coração das tensões e dos problemas diários. Vá assistir e rir com essa família sensacional e tão parecida com as famílias da vida real.


sábado, 4 de outubro de 2014

Haley Joel Osment (imortalizado em O Sexto Sentido) volta com "Sex Ed".



Em um óbvia comédia, Haley Joel Osment volta às telas no papel de um professor de álgebra que, por falta de opção, dá aulas de educação sexual. Para complicar ainda mais, o personagem de Haley é virgem...
Basta aguardar para ver e rir com o retorno do ex-garotinho de O Sexto Sentido.




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