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segunda-feira, 2 de janeiro de 2017

Trem para Busan (Invasão Zumbi): muito além das similaridades com Guerra Mundial Z.


A história é conhecida por muitos que já assistiram filmes de zumbis, principalmente Guerra Mundial Z. Por que? Simplesmente porque os infectados são muito parecidos com os de Guerra Mundial. Eles são rápidos, violentos e irrefreáveis. O processo de contaminação é quase instantâneo, o que dificulta o combate aos atingidos pela praga. Contudo, as similaridades param por aí.


Texto: Franz Lima
Curta nossa fanpage: Apogeu do Abismo.

E qual seria o diferencial nessa produção. Trem para Busan (no Brasil usaram o péssimo título Invasão Zumbi) é um filme oriental, ambientado na Coréia do Sul. Os orientais são conhecidos por suas histórias mais realistas, desprovidas de apego ou sentimentalismo. Mulheres, crianças, idosos... ninguém está a salvo de uma morte violenta diante de uma ameaça dessa magnitude. Não dá tempo para se identificar com a maioria das personagens, já que a morte alcança-os bem antes disso.


A história base.

Logo de cara somos postos diante de um homem de negócios. Vida estável financeiramente, porém caótica quando o assunto é família. Divorciado, Seok Woo está com sua filha, Soo-an, uma menina que sente a falta da mãe. Muito dessa saudade se dá ao fato de seu pai ser um homem voltado aos negócios, distante e relapso. Apesar de tentar agradar, sua ausência, mesmo quando presente, é notável por parte dos espectadores.
Diante de um erro logo na véspera do aniversário da filha, ele se vê convencido a levá-la até a mãe na cidade de Busan. A viagem tem tudo para ser tranquila. O trem é moderno e o tempo até chegar lá não parece ser longo.
Entretanto, a tragédia já está anunciada. Pessoas contaminadas estão nos vagões. É o estopim para o caos.

Mentir para controlar. 

Não há nada que se possa fazer para evitar a propagação da morte. Milhares de pessoas são infectadas e perdem toda a noção de certo e errado, tornando-se verdadeiros assassinos. Seus instintos primitivos são despertos com brutalidade e suas ações estão à altura de animais selvagens.
O governo tenta passar a sensação de tranquilidade. Alega ter controle sobre os acontecimentos, mas as cenas mostradas durante esses discursos comprovam que os políticos apelam para a mentira em todas as ocasiões.

Protagonistas.

Diante de uma situação de crise, logo se forma um grupo de pessoas com o mais óbvio objetivo: sobreviver. Cada um tem sua motivação...
Há o pai e a filha em uma jornada de redescoberta. Há um homem que acompanha sua esposa grávida. Uma dupla de irmãs idosas que se amam muito. Também existe um grupo de estudantes cheios de vida. Por fim, um mendigo fecha o grupo que mantém o núcleo de sobreviventes. Cada um com sua motivação para seguir em frente, porém todos extremamente dependentes da coesão desse improvável grupo.
Permeando essas pessoas, encontramos indivíduos covardes e fracos. Homens e mulheres que ainda pensam estar em suas posições sociais de poder. A manipulação do medo por eles é um dos pontos altos da trama, pois mostra o quão danoso o ser humano pode ser. Mais letal do que os zumbis é a crueldade humana, o senso de sobrevivência que ultrapassa todos os limites morais. Trem para Busan irá lhes apresentar algumas pessoas cujas índoles são a essência do mal.
Nota: nomes e etnia são detalhes pouco importantes nessa produção. O que aconteceu – incluindo as reações das pessoas – é algo típico do comportamento humano. Falhas e heroísmos mostrados teriam coerência em qualquer lugar do planeta. 

Crime e castigo.

Nada passa incólume nessa produção. Todo mal terá seu pagamento, assim como as boas ações terão seu quinhão. A verdade é que a lei da ação e reação funciona bem demais em Trem para Busan.
Mas o que define as motivações dessas ações? Homens e mulheres lutam para rever as pessoas que amam. Nessas lutas é possível ver que os limites são postos de lado quando os interesses surgem. A força prevalece sobre o amor. A violência toma o lugar do bom senso.
A justificativa para esse contágio brutal que quase exterminou um país é mostrado... e isso não muda em nada a relevância do filme. O que conta, ao final das contas, é o sacrifício em prol de quem se ama, as perdas para que outros ganhem. Morrer, em algumas cenas, é um ato de amor e libertação.

Julgamentos.

As similaridades com Guerra Mundial Z, como já dito, existem e isso não incomoda. A abordagem de zumbis/infectados ágeis e vorazes já foi vista, porém Trem para Busan mostra mais dos problemas comportamentais do homem do que os malefícios dessa praga. O que está em julgamento são os limites da arrogância e da crueldade das pessoas diante do fim. Até onde é possível ir para se ver livre de um mal?
Vocês assistirão ao filme e irão julgar... mas é preciso refletir se não tomaríamos algumas das atitudes desprezíveis e questionáveis caso fossemos nós na mesma situação.

Cenas marcantes.

Há grandes cenas que ficarão na memória de quem se aventurou nesse filme. Efeitos especiais muito bem feitos e locações claustrofóbicas. Algumas das mortes estão envoltas em emoções que impactam o espectador. Mas é no final que encontrei duas cenas inesquecíveis: uma envolvendo perda e sacrifício; outra na qual uma canção mostra com clareza que nunca é tarde para recomeçar.

Nota final.

Gostei demais e recomendo muito que assistam. Tensão, dor, perdas e muitas amostras do potencial destrutivo do homem estão nessa obra, assim como também estão a compaixão, o sacrifício e a redenção. 

Filme digno do tema, sem exageros, com ótimas interpretações e que definitivamente está no hall dos que precisam ser vistos e respeitados. Esse respeito se deve não só à ótima abordagem dos temas de zumbis, mas também por incluir drama e uma imersão profunda nos malefícios de uma epidemia somada à péssima índole dos homens diante do caos total.

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

Resenha do filme "Contágio" - O temor do invisível.


Autor: Franz Lima

Steven Soderbergh dirigiu “Sexo, Mentiras e Videotape”, "Onze Homens e um Segredo”, “Che”, "Traffic” e outros. Mas "Contágio" era um filme do qual pouco esperava. Afinal, o tema "humanidade corre risco de extinção por vírus/bactéria" não é algo inédito, por assim dizer.
Contágio é um trabalho tenso, denso, cheio de nervosismo. há um esforço em mostrar uma realidade incômoda, onde não adianta torcer pelo personagem "A" ou "B". Soderbergh exibe algumas das facetas mais sombrias da humanidade, o lado podre dos civilizados, onde a máxima: cada um por si chega a provocar raiva no espectador.
O diferencial de Contágio para os outros filmes do gênero está na exposição das reações das pessoas diante do inevitável. O que você ou eu seríamos capazes de fazer para sobreviver? Certamente agiríamos de forma similar ao que é mostrado no filme.
O ponto mais interessante do filme não está nas cenas de necrópsia, no caos, nas mortes ou na paranóia por causa da doença fatal. O que mais atraiu minha atenção nesta produção foi o que gerou todas estas situações e reações anteriormente citadas: o medo. Quando confrontados com a morte, quase via de regra, reagimos por instinto, por um medo acima do aceitável que, muito bem mostrado, acaba nos forçando a tomar atitudes e decisões contrárias a nossa índole. Viver tem um preço e - algo muito bem mostrado em Contágio - todos fazem questão de pagar. Por medo de morrer e perder, pessoas optam pela vida dos que amam e pela morte dos que não lhe são caros. Por medo da dor e da fome, pessoas comuns tomam atitudes antes inconcebíveis. É isso que o espectador verá ao longo do filme: reações extremas diante de uma situação extrema.
A linguagem narrativa é menos ágil que os demais filmes similares, um mero detalhe que não atrapalha em nada o desenvolvimento da trama. 
Outro ponto fundamental para a produção: a escolha dos atores. Desde Gwyneth Paltrow (ótima em rápidas aparições), passando por Kate Winslet (a médica que busca a solução para o problema), Lawrence Fishburne (o homem do governo), Marion Cotillard (a representante da Organização Mundial de Saúde), Jude Law (o paranóico e inteligente blogueiro) e Matt Damon (marido de Gwyneth e um pai devotado). Todos são atores de alto nível, responsáveis por ampliar a aura de verdade, de credibilidade do filme. Todos sofrem - de uma forma ou de outra - diante da morte e da falta de perspectivas quando confrontados com algo que não compreendem, não veem e, principalmente, temem.
Enfim, as várias tramas que surgem com o decorrer do filme me trouxeram à lembrança o filme "Babel", onde também há tramas paralelas e que, gradativamente, vão se interligando. 
Assistam "Contágio" e reconheçam seus vizinhos, parentes, amigos e até mesmo você. Porém é aconselhável higienizar as mãos e evitar tocar o rosto durante o filme... nunca se sabe o que pode haver nos lugares que tocamos.
 
































































sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

Dead Island: versão do trailer no formato Minecraft


Fãs de jogos irão vibrar com esta animação que combina duas franquias de absoluto sucesso: Minecraft e Dead Island. Minecraft é um jogo onde é necessário explorar e construir constantemente para garantir a sobrevivência em um mundo onde você é o único ser humano (???) e está cercado por criaturas estranhas, zumbis, creepers e animais. Já em Dead Island... bem... zumbis e um local isolado são fatores comuns, mas os gráficos são infinitamente melhores, trilha sonora sinistra, mortes e medo, restando ao jogador os objetivos de sobreviver e fugir da ilha tomada por um contágio zumbi. Assistam ao trailer original de Dead Island e comparem com essa versão no formato Minecraft.








 
Dead Minecraft: Dead Island Spoof Video - Watch MoreFunny Videos
 
 
 
 
 
 

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