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sábado, 12 de julho de 2014

Dead Island 2 Extended Trailer. The zombies are coming.



Dead Island ganhou fãs por seu conteúdo violento e a temática zumbi, porém o que mais chamou a atenção à época de seu lançamento foi o trailer. 
E o que esperar da aguardada sequência? Um trailer tão impactante? Algo do gênero "live action"? A verdade é que, desta vez, Dead Island 2 ganha destaque pelo humor. Sim, apesar das mortes em larga escala, o trailer é uma lição de humor negro. Não poderíamos esperar menos...
Vejam o trailer e divirtam-se...


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quinta-feira, 19 de setembro de 2013

Guerra Mundial Z: análise do filme baseado na obra de Max Brooks.



Por: Franz Lima.
O que torna um filme cujo tema central é um apocalipse zumbi, marcante? Cenas de puro gore, violência extrema ou um enredo mais elaborado? Honestamente, a maioria crê que um ótimo filme sobre zumbis deva conter as três alternativas acima, mas isso não é uma regra. É possível fazer um filme ou um curta-metragem sem o ritmo alucinante que a ação empregada nas produções atuais exige. Também sei que há como idealizar e realizar uma trama que mescle a violência e uma narrativa mais coerente, sem que se perca o foco de que estamos falando de uma produção de ficção. Há produções que não usam dos tradicionais recursos e são obras-primas do gênero, como o curta 'Cargo'.
Seja como for, descartando os estereótipos e as cenas já consagradas sobre o tema, hoje irei falar sobre um interessante longa-metragem que tem a premissa de um 'apocalipse zumbi' como base. Baseado na obra homônima do escritor Max Brooks, Guerra Mundial Z (World War Z) é um filme que recebeu - antes de sua exibição e após - muitas críticas negativas. Mas são tais críticas embasadas ou há uma dose de preconceito de grupos radicais de fãs dos mortos-vivos? Vamos analisar...



Baseado em um livro.

Sim, a produção de Guerra Mundial Z foi feita com base no livro do escritor Max Brooks. Sua obra ganhou grande impulso nas vendas em nosso país a partir do anúncio da produção do filme pela produtora de Brad Pitt que, com grande visão, comprou os direitos para A adaptação. Fora isso, quatro roteiristas (entre eles J. Michael Straczynski) receberam a difícil missão de transportar para as telas a saga de Gerry Lane, um ex-investigador da ONU que viajava o mundo em missões que, no filme, não ficaram claras. Gerry tem como meta principal o retorno ao convívio familiar. E é em prol dessa família que o herói luta diante de um inimigo quase invencível.
Tudo ocorre de modo bem rápido, dando a clara impressão de episódios, uma espécie de fragmentação da ação para facilitar a narrativa visual. Isso, felizmente, não quebra o ritmo de filme. 
Fiel ou não ao livro, Guerra Mundial Z mantém uma cadência interessante, capaz de cativar o espectador, ainda que não haja a tão cultuada violência embebida em sangue, comum às obras do gênero, fato que analisaremos mais à frente. 

Zumbis ou uma infestação virótica?

Uma  parte muito interessante do filme é o modo como os mortos-vivos surgem. A sensação de impotência diante de um mal incontrolável e irrefreável é muito grande. As pessoas que estão vivendo dentro de sua rotina são brutalmente atingidas por uma literal avalanche de zumbis. Entretanto, o ponto que realmente chama a atenção é a forma como eles atacam: não há a destruição de corpos para saciar a fome. Eles querem transmitir a doença, assim como faz um vírus. Até os movimentos lembram uma infestação, onde cada elemento colabora para o todo. É realmente assustador.

Classificação indicativa de idade.

Esse é um ponto controverso. Caso a película fosse plena de violência, sangue e mortes macabras, a classificação do filme seria elevada, o que provocaria a perda de muitos espectadores e, consequentemente, de arrecadação. Para evitar isso, Brad Pitt e sua produtora optaram por um filme mais limpo, o que manteve a indicação etária para 13 anos. Ponto para a bilheteria. Ponto perdido junto ao fã da obra de Max e também junto aos admiradores mais radicais do gênero 'zumbi'.



Coerência da trama.

Diferente dos demais filmes que buscam mais assustar que explicar, Guerra Mundial Z trouxe uma visão mais científica para um temor que ganha vulto, principalmente por conta do avanço das guerra bacteriológicas e das infestações virais. O uso de pessoas como armas é algo difícil, porém não impossível. Logo, zumbis ou pessoas descontroladas por uma bactéria ou vírus que afete o sistema nervoso não é pura ficção...
O desfecho que foi aplicado à trama dá vazão para a continuidade em outros filmes (talvez uma trilogia), o que muito agrada, já que haverá tempo hábil para analisar todo o primeiro trabalho e, com calma, corrigir as lacunas e aprimorar a narrativa. Logo, creio que teremos melhorias em relação à primeira parte da provável trilogia.

Uso do 3D.

Vi o filme com o 3D, mas não acrescenta quase nada à obra. Para piorar a situação, antes do início de Guerra Mundial Z, vi o trailer de Wolverine: imortal, o que só aumentou a impressão de que o 3D de WWZ está bem simples para uma produção tão cara.

Nota final.

WWZ é um filme muito bom. Pequenos detalhes podem incomodar os espectadores mais exigentes, porém não há nada que desabone a obra ou impeça que haja continuações. As atuações foram convincentes, a tensão é constante e os zumbis - seja em multidões ou isoladamente - fazem jus aos monstros lendários e temidos que são.
Assistam ao filme distanciando-se dos já existentes, sem comparações. Lembrem-se que a figura do zumbi está com sua mitologia ainda em expansão e, certamente, Guerra Mundial Z colabora para trazer algo positivo a esse universo fictício.

 

sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

Batman e Drácula: 20 anos de uma ótima minissérie.



Por: Franz Lima

Atualmente existem dois indivíduos que estão vinculados à imagem do morcego e são mundialmente conhecidos: Drácula e Batman. Criados respectivamente por Bram Stoker e Bob Kane, eles existem há muitos anos, porém em "realidades" diferentes. Além disso, Drácula é a antítese do Batman: ele mata sem piedade, é cruel e imortal.
Entretanto, mesmo tão diferentes e de mídias também distintas (o vampiro é oriundo da literatura), não havia impedimentos para a junção, o encontro entre os dois ícones (o hoje popular crossover), porém em 1992, ano de lançamento da minissérie, essa "união" ficou conhecida como uma das mais sombrias HQ da época.
E quais seriam os diferenciais?
Cito, para começar, o ótimo roteiro de Doug Moench que somado aos desenhos de Kelley Jones (consagrou-se com Hellboy) e as cores de Malcom Jones III e Les Dorscheid, geraram a melhor história do Batman do gênero (terror).
Para esclarecer melhor, vamos ao que se passa na minissérie.
Batman vive na querida e doentia Gotham. Não há indícios dos vilões clássicos, apenas ladrões, arruaceiros, prostitutas, bêbados e mendigos (esqueçam o politicamente correto 'moradores de rua') que usam drogas quase como alimento. Em uma nítida crítica ao descaso das autoridades por esses "indigentes", a trama evolui mostrando o assassinato dos marginalizados acima citados. Porém, por serem de uma parcela miserável da população, tais mortes são investigadas com lentidão, sob sigilo, para evitar o pânico e a queda da popularidade do Prefeito. Sob ordens restritas, pouco resta ao Comissário Gordon fazer.
É no meio desse jogo político que está o Homem Morcego. Sem o jugo da ganância eleitoral e da hierarquia, Batman passa a investigar tais crimes. 
com o decorrer da investigação, uma conclusão é obtida: o número de mortos é muito, muito maior. Também constata-se outro fato importante que é a presença de um matador que antes só habitava os livros, um predador que saiu da mente de um escritor para a vida real. 
No meio desse conflito mental, Batman depara-se com o imortal Drácula e as consequências são terríveis. 
Com um inesperado apoio, vital para não só combater o Mal que ganha vulto, como também para mantê-lo vivo, Bruce Wayne opta por uma nova abordagem, pois sua vida também está mudando radicalmente.
O restante das revistas mostra um vampiro lendário que sobre as sequelas do vício daqueles que ele considera alimento. É aqui que Doug Moench aborda - com maestria - o problema das drogas. Elas afetam não são os usuários. Afetam todos que estão ao redor de quem vive esse vício... inclusive o próprio Drácula.
A arte, as cores e o roteiro contribuem para uma épica conclusão onde todos os temas polêmicos abordados durante a obra mostram suas sequelas, seus resultados. Drácula e Batman são lendas em rota de colisão e vale cada segundo aguardado até o impacto. Quem será vivo dessa história é o menos importante. O que conta é "como" sairá...
Garanto que vocês concordarão comigo quando digo que este é o melhor crossover entre um super-herói e o vampiro. Eu comemorei estes 20 anos de publicação da HQ relendo-a... mas sei que logo voltarei a tê-la em mãos.






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