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quinta-feira, 25 de setembro de 2014

Perdi o emprego por causa das minhas tatuagens


Contrariando o que geralmente ocorre no Apogeu, vou comentar esta matéria inicialmente. 
Até quando estereótipos irão povoar as mentes da pessoas que não aceitam as mudanças que o tempo traz consigo?
Tatuados já foram alvo de preconceito e discriminação. Mas a mentalidade e os avanços das épocas em que isso era comum diferenciavam demais dos dias atuais. Estamos em um século cujas mudanças acontecem de forma abrupta, até mesmo para quem convive com a modernidade em tempo integral. Celulares evoluem, barreiras caem, países são criados, comportamentos se alteram, porém o maldito preconceito continua vinculado quase como uma maldição à mentalidade dos povos. 
A notícia abaixo é apenas um dos vários casos de discriminação. Contudo, ainda não consigo compreender qual seria a interferência de uma tatuagem no comportamento, índole e moral de uma pessoa. 
Ótimos profissionais perdem oportunidades por causa deste tratamento preconceituoso, porém o mais importante permanece: a individualidade, caracterizada pelas tattoos. 
Franz Lima
Fonte: BBC

Karla Valentine começou a trabalhar em uma escola no inverno. Quando chegou o verão, vieram as roupas curtas e, com elas, suas diversas tatuagens ficaram à mostra.
A escola enviou imediatamente as regras sobre vestuário, dizendo que tatuagens não eram um bom exemplo para crianças. Karla pediu demissão.
Assim como ela, diversos leitores da BBC enviaram depoimentos contando como tatuagens prejudicaram suas vidas profissionais.
Os relatos incluem promoções negadas e uma entrevista de emprego interrompida na metade.
Embora já sejam bem aceitas em algumas áreas específicas, principalmente na indústria voltada para jovens, um estudo sobre o tema feito na Universidade de St. Andrews, na Escócia, mostrou que ainda há um estigma ligado a tatuagens visíveis.
Palavras como "repugnante" e "desagradável" foram usados para descrever a percepção que clientes teriam sobre uma empresa que contratasse alguém tatuado, de acordo com o autor da pesquisa, Andrew Timming.
Isto foi verificado mesmo quando os próprios empregadores tinham tatuagens. "Havia recrutadores que tinham tatuagens em locais que não ficavam à mostra e disseram que não contratariam alguém com uma tatuagem visível", diz Timming.
Segundo ele, o tamanho e a localização das tatuagens influenciam nas decisões dos empregadores. O tema também faz diferença: desenhos ofensivos não são bem aceitos, mas uma flor ou uma borboleta, por exemplo, costumam ser mais aceitas em locais de trabalho.
Veja abaixo algumas histórias enviadas por leitores:

"Me disseram que eu era um mau exemplo para crianças"




Karla Valentina com tatuagens e sem.
Karla pediu demissão após escola pedir que cobrisse tatuagens

Tenho 35 anos e trabalhava como ajudante em uma escola. Quando me contrataram eu já tinha tatuagens e piercings no rosto e, no inverno, não tive problema, porque elas ficavam cobertas. Mas quando o verão chegou meus braços ficaram à mostra.
Logo me enviaram um guia com regras sobre como se vestir. Dizia que tatuagens visíveis e piercings no rosto não eram um bom exemplo para crianças e deveriam ser cobertos.
Eu era boa no meu trabalho com as crianças e elas aparentavam gostar das minhas tatuagens. Meio que comecei uma campanha, mas eu não queria trabalhar num ambiente onde diziam-me que eu não podia fazer o trabalho porque tinha tatuagens e piercings.
Depois de uma semana mais ou menos eu pedi demissão. O diretor me chamou para conversar, mas eu não acredito que deveria lutar para explicar que sou uma boa funcionária e uma pessoa decente.
Acho triste que em 2014 nós ainda sejamos tão discriminatórios sobre as escolhas das pessoas e que as crianças cresçam aprendendo esses conceitos superficiais. A melhor parte foi que, depois de um mês, eles fizeram uma festa da escola com uma barraca de tatuagem temporária para as crianças!
Karla Valentine, Suffolk, UK

"Cortaram minhas horas de trabalho"




Sam com tatuagens na perna a mostra e sem.
Sam teve problemas apesar de sua tatuagem não ficar visível

Meu antigo chefe era contra modificações no corpo por causa de suas crenças religiosas. Eu era constantemente assediada por causa dos meus piercings e tatuagens.
Diminuíram minhas horas de trabalho depois que eu fiz minhas tatuagens, apesar de elas não serem visíveis. Eu tenho os dois pés tatuados também, mas sempre uso meias e sapatos.
Trabalho cuidando de crianças e me disseram que mesmo fora do trabalho eu tinha que manter as aparências e deixar minhas tatuagens cobertas porque eu poderia encontrar com as crianças por acaso.
Quando estou com uniforme não dá para ver as minhas tatuagens, mas já me disseram que eu sou assustadora com tatuagens e piercings e que poderia perder potenciais clientes para o negócio.
Sam, Brisbane, Austrália

"Pediram que eu me tapasse"




Jef com tatuagem à mostra e com roupa de trabalho
Jef mudou de emprego para poder mostrar tatuagens

Tenho tatuagens nos dois braços inteiros e meu empregador anterior declarou que os funcionários tinham que cobrir todas as tatuagens durante o horário de trabalho, o que eu achei errado porque outros membros da equipe foram autorizados a usar brincos, o que também é uma forma de modificação do corpo. A regra tem que valer para todos.
Agora, eu trabalho em uma empresa que não discrimina tatuagens. Antes, eu trabalhava para um empregador que proibia qualquer funcionário, mesmo os terceirizados, de mostrar suas tatuagens no local de trabalho.
Jef, Teddington, UK

"Minha entrevista de emprego foi interrompida"




Amii com tatuagens a mostra e sem
Ao descobrir que Amii tinha tatuagens, empregador desligou telefone em sua cara

Eu sou uma menina de 20 anos e tenho muitas tatuagens no meu corpo. Eu já vi reações muito diferentes à minha arte. Acho que como eu sou tão jovem e com tantas tatuagens (perdi a conta na 50ª) as pessoas ou amam e me acham corajosa ou odeiam e me insultam, usando minhas tatuagens como munição.
Um empregador até desligou o telefone na minha cara quando descobriu que eu tinha tatuagens.
Em 2012, me candidatei a um emprego como garçonete. A entrevista era metade por telefone e metade ao vivo. Estava indo bem, mas quando o empregador falou que o uniforme era de mangas curtas e eu contei que tinha os braços tatuados ele simplesmente desligou.
Outra vez, eu estava trabalhando como assistente em uma loja de celulares quando um cliente começou a gritar na minha cara. Eles tiveram alguns problemas para recarregar seu telefone, como eu não podia resolver, disseram que eu só tinha conseguido o emprego porque tinha tatuagens. Disseram que eu era nojenta e decepcionava a empresa. Eu chorei.
Eu não sou mal educada ou horrível. Eu não uso drogas ou nada assim. Trabalho duro, pago minhas contas, faço trabalho de caridade para animais e ainda me xingam de nomes nojentos sem razão. A arte que eu tenho não é nem ofensiva. Só porque eu sou tatuada não significa que eu seja desagradável, assustadora ou estúpida.
Amii Parr, Reading, Reino Unido

"Perdi uma promoção"




Emily com tatuagem no braço
Emily fez a tatuagem em seu aniversário

Prometeram-me uma promoção quando fiz 18 anos e eu estava esperando para deixar de ser uma funcionária que serve mesas e lava louças para virar uma garçonete, que anota os pedidos, em um bar.
No meu aniversário de 18 anos eu fiz uma tatuagem nos braços como se fosse uma camiseta de manga curta e meu chefe negou a promoção que ele prometeu, apesar de alguns dos meus colegas de trabalho terem tatuagens muito mais visíveis e piercings.
Eu pedi demissão um mês depois.
Meu chefe não disse diretamente que negou a promoção por causa da minha tatuagem, mas os comentários que fez deixaram claro que ele não gostou.
Ele me perguntou se eu estava louca e por que meus pais me deixaram fazer isso comigo mesma.
Emily, Wisconsin, EUA

segunda-feira, 2 de abril de 2012

Saúde: site orienta famílias de portadores da Síndrome de Down


Fonte: O Dia

Rio -  No dia 21/03 foi celebrado o Dia Internacional da Síndrome de Down no Brasil e em mais 40 países. De acordo com a Organização Mundial de Saúde, a cada 800 partos nasce uma criança com a síndrome. Apesar do alto índice, quem precisa de informações sobre essa condição ainda enfrenta grandes dificuldades.

Por isso, é nessa data que será lançado o novo site Movimento Down (www.movimentodown.org.br). O projeto começou a ser desenvolvido há oito meses pela advogada Maria Antônia Goulart, 36 anos, mãe da pequena Beatriz, de 1 ano e meio.

A advogada Maria Antônia só descobriu na hora do parto que Beatriz, hoje com 1 ano e meio, tinha a síndrome | Foto: Divulgação
“Só soube que minha filha tinha síndrome de Down no momento do parto. Foi um choque. Não sabia muito sobre a doença e comecei a correr atrás de informações. Foi então que percebi a dificuldade que as famílias que vivem sob essa condição enfrentam”, relatou Maria Antônia.

Explicações detalhadas sobre os cuidados necessários com a criança, desde o seu nascimento, estão dispostas através de uma linha do tempo, dividida por faixa etária. O internauta terá a chance de controlar os marcos de desenvolvimento de cada idade, assim como encontrar serviços públicos e privados relacionados por região.

Segundo Maria Antônia, uma das principais preocupações do novo portal é deixar as informações acessíveis não só para os familiares, mas também para quem tem Síndrome de Down.

“Esse indíviduo tem déficit cognitivo, o que não significa que seja incapaz, desde que as limitações sejam respeitadas. Isso significa que as informações precisam ser objetivas. Usamos muitas imagens e uma linguagem muito clara. Quanto mais uma pessoa sabe da própria condição, mais ela pode se cuidar para melhorar a qualidade de vida”, explica a advogada.

Formação de profissionais especializados

As atividades do Movimento Down não ficarão restritas à Internet. Um curso na comunidade da Maré servirá como piloto para o início de um mapeamento inédito da Síndrome de Down. Também está sendo criada uma brinquedoteca, em conjunto com o Curso de Terapia Ocupacional da UFRJ, onde serão formados profissionais de terapia ocupacional e desenvolvidos brinquedos para auxiliar no desenvolvimento de crianças.

A Síndrome de Down é distúrbio genético causado por má-formação do embrião. Quem é Down sofre déficit de cognição, tem musculatura mais frágil e maior risco de doenças do coração.

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