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sábado, 13 de maio de 2017

A AIDS vista com poesia e seriedade: Isso é Pílulas Azuis, de Frederik Peeters.


Indiscutivelmente, falar sobre a Aids ainda é um tabu. Falta de informações, desinteresse, preconceito, medo e até superstições fazem parte da redoma criada sobre o tema. O resultado é um gigantesco grupo de pessoas (homens, mulheres e crianças) que permanecem à margem da sociedade, confinadas em umas prisão social imposta apenas por serem portadoras do vírus HIV. Como sequelas temos desde o sentimento de tristeza, passando pela depressão e, em casos extremos, o suicídio.
Texto: Franz Lima. Curta nossa fanpage: Apogeu do Abismo.

Eis que um desenhista resolve criar uma HQ onde sua história é contada. Na verdade, a história dele e de sua mulher, cuja vida foi atingida pela Aids. A história se chama "Pílulas Azuis", título que é citado desse o início, mas só "revelado" no final.

A trama conta os altos e baixos de um casal predestinado a estar junto. Ele, Fred, é um desenhista ainda desconhecido, cuja juventude o leva até a bela e jovem Cati. Eles não desconfiam, porém o destino - e o amor, não a paixão - irá uni-los de uma forma distante das narrativas poéticas tão na moda, mas verdadeira como há muito não via.

O que se segue é uma fábula moderna sobre amor, superação, dor, medo e vontade de viver, distante da pieguice e, mesmo assim, longe de se proclamar detentora da verdade. Há lições que, honestamente, são surpreendentes e esclarecedoras.

Não espere por ação ou drama fútil. Pílulas Azuis é uma obra que exorta o leitor à busca de informações, incita a quebra de preconceitos tão comuns na vida dos que vivem sob o peso de qualquer doença, cor, raça, credo ou opção sexual que gere a intolerância. Cati é linda, esperta e cheia de vida, características que não impediram o afastamento de "amigos" e até parentes. Junto a seu filho, também soropositivo, Cati descobre em Fred um amor e uma alicerce para superar todas as dificuldades. Em contrapartida, Fred passa por uma viagem de introspecção e descoberta de seus potenciais, cujo resultado é um homem melhor em função de uma mulher que ama e de seu filho, que ele aprende a amar.

São apenas 206 páginas de pura arte, história marcante e cheia de coragem. Destaque para um adendo que mostra a vida do casal e do menino treze anos depois, uma verdadeira injeção de esperança nos portadores do vírus. 
Recomendo muitíssimo que leiam Pílulas Azuis, pois há muito eu não me deparava com uma obra elaborada com tanto conteúdo e respeito ao leitor e ao tema abordado.


quinta-feira, 10 de março de 2016

Exposição "A Batalha do Corpo" faz reflexão sobre o HIV



Fonte: Assessoria de Imprensa CCSP. Curta nossa fanpage: Apogeu do Abismo

Artistas visuais criam labirinto para que o público reflita como é viver com a AIDS

A partir do dia 17 de março, no Centro Cultural São Paulo, a instalação artística “A Batalha do Corpo” estará aberta para a visitação do público.
As artistas visuais Juliana Curi e Maria Eugênia Cordero propõem uma experiência estética para informar, renovar, criar e sugerir novos caminhos de reflexão sobre a questão HIV e AIDS, tanto em termos da vivência individual como do ponto de vista social.
A inspiração artística na montagem final da obra vem do conceito dos penetráveis, que surgiu na década de 1970, com o objetivo de integrar o espectador ao espaço para que a obra seja vivenciada e não somente observada.
A instalação foi construída em formato de labirinto, a partir de intervenções realizadas por um grupo de pessoas com alguma relação com o vírus HIV e a AIDS. São 15 metros de extensão, 6 metros largura e 3 metros de altura de tecido confeccionado com gaze hospitalar em vários tons de vermelho.
No espaço as criadoras propõem que, ao penetrar e percorrer a obra, o público se sinta imerso na experiência de quem vive com a doença, por isso a tendência é que, mais do que contemplar a obra, o visitante possa habitá-la, aprofundando assim as reflexões sobre arte, HIV, AIDS e vida.
“Para nós, a linguagem artística será o caminho que abrirá possibilidades de pensamentos e diálogos novos sobre o HIV e a AIDS”, diz Juliana Curi, uma das autoras do projeto-obra.
“É muito difícil falar de uma obra que se baseia na experiência de pessoas vivendo com HIV/AIDS sem propor que o público também possa compartilhar da experiência”, complementa Maria Eugênia Cordero, co-autora da instalação.

O projeto, o processo
Em quatro encontros, Juliana Curi e Maria Eugenia Cordero reuniram, no Ateliê 1120, mais de 30 colaboradores, todos com alguma relação com o vírus HIV e a AIDS. Com a co-liderança da artista e ativista Micaela Cyrino, ativistas, médicos e pessoas que vivem com HIV receberam orientação sobre as possibilidades da arte têxtil e como usá-la como expressão da linguagem para então intervirem com suas reflexões no tecido.
“A AIDS tem impactos no organismo de um indivíduo, mas sabemos que ocorre prioritariamente em outros tecidos sociais”, afirma a psicóloga Juny Kraiczyk, diretora-executiva da Ecos - Comunicação e sexualidade, organização apoiadora do projeto.
Os participantes, como fruto da roda de conversa sobre o que é e o que significa “viver com HIV” nos dias de hoje, propõem novas tramas, telas, urdiduras, texturas, teias e redes no tecido – intervenções incorporadas ao projeto “A Batalha do Corpo”.
A proposta das artistas para promover estes encontros é criar a oportunidade de mergulharem todos, juntos, nesta “batalha” a partir do espaço artístico, para trabalhar e refletir coletivamente, fazendo com que novas e velhas conexões se fortaleçam e nasçam novos pensamentos e possibilidades de luta.
“O objetivo com as oficinas não era apenas criar uma obra que sofresse intervenção coletiva, mas que trouxesse, para dentro dela, experiências reais, e que, durante as oficinas, a arte possibilitasse o surgimento de novas formas e caminhos para essa troca de vivências”, conta Micaela, articuladora dos encontros.

Juliana, ao centro


Quem são as artistas
Paulistana, Juliana Curi é artista visual, roteirista e diretora. Reside atualmente em Nova York, onde desenvolve projetos de fotografia, audiovisual, arte têxtil e instalações. Em 2010 ganhou o prêmio de incentivo do MinC como melhor roteirista estreante de longa-metragem de ficção com o projeto Meu Elvis. Em 2015 criou a série de bordado em plantas “Pink Intervention”, que participou da exposição sobre trabalhos manuais FIO na Galeria Sin Logo eSpotte Art New York.







Maria Eugênia Cordero
Maria Eugênia Cordero, artista plástica e arte-educadora, criou (em 2013) e coordena desde então a residência artística "Barda del desierto" na cidade de Cordero, na Patagonia Argentina. Faz parte do grupo de estudos “Prácticas artísticas decoloniales” da UNSAM, também na Argentina, onde nasceu. Radicada em São Paulo, tem realizado trabalhos sobre a relação entre as diversas áreas do conhecimento, principalmente ligando as artes visuais às questões sociopolíticas, com especial ênfase nas questões de gênero. Realizou exposições individuais e coletivas na Argentina, na Espanha e no Brasil.

Agenda durante a instalação

Dia 19/3, às 15h: HIV/Aids na sociedade hoje: impacto individual ou coletivo
Juny Kraiczyk (mestre em bioética pela faculdade de Ciências da Saúde, cátedra UNESCO de Bioética, Universidade de Brasília, e diretora-executiva da Ecos - Comunicação e Sexualidade)
Juliana Curi e Maria Eugenia Cordero (autoras da obra A Batalha do Corpo)
Micaela Cyrino (produção artística A Batalha do Corpo.)

Dia 09/4, às 15h: Panorama das práticas artísticas e HIV e mais um encontro “Vozes e Tramas” 

Panorama dos artistas que trabalham com a temática HIV|AIDS  + Encontro para intervenção coletiva em uma peça têxtil no CCSP

Apoios: A Ecos-Comunicação e Sexualidade  e Agência de Notícias da Aids também apoiam este projeto.


Serviço
Abertura 17 de março - 18h às 21h
Centro Cultural São Paulo (Rua Vergueiro, 1.000)
Período expositivo: 18 de março a 10 de abril
Horário: de terça a sexta, das 10h às 20h; sábados, domingos e feriados (exceto Páscoa), das 10h às 18h.
Entrada franca
Informações: 11 3397-4002 / bdc.imprensa@gmail.com

terça-feira, 16 de fevereiro de 2016

A brincadeira sem noção. A história do cyberbullying que virou meme.



As fotos acima mostram um garoto que sofre da rara Síndrome de Pfeiffer, cujas principal característica é a anomalia na formação craniana e facial da criança.
A criança acima virou um meme (imagens com dizeres ou comparações engraçadas que se tornam virais na web), mas a brincadeira foi feita por alguém extremamente sem noção. Ao comparar o menino Jameson com um cão, o autor do meme criou um transtorno sem igual para a família do garoto, em especial para sua mãe, Alice Ann-Meyer.
Alice iniciou uma luta para remover o meme da internet, algo que, convenhamos, é uma tarefa das mais difíceis. A cada nova imagem que era replicada - pessoas enviam links informando Alice - ela entrava em contato com quem a postou, principalmente pelo facebook e instagram.
Aos poucos ela começou a obter resultados e a imagem depreciativa foi removida ou, na pior das hipóteses, pararam de publicar em respeito aos pedidos da mãe.
A moral dessa história é bem evidente: o desconhecimento pode ser ofensivo. Brincar na web é normal, porém é preciso atentar para aquilo que se replica. O caso de Jameson é apenas um entre muitos cujos conteúdos são agressivos e prejudiciais a quem é diretamente relacionado à brincadeira. Ao menos, concluo, a luta de Alice para que o meme fosse removido gerou um conhecimento por parte de inúmeras pessoas sobre a síndrome que afeta seu filho. De posse dessa informação e cientes dos resultados catastróficos, os criadores desse tipo de brincadeira irão refletir e pesquisar muito mais antes de associar uma imagem a algo que possa atingir pessoas e transformar suas vidas em um inferno. 
Em tempo: a síndrome de Pfeiffer não só afeta o aspecto visual de uma criança; ela também diminui muito a qualidade de vida dela, uma vez que a capacidade para comer, respirar, ver e ouvir também são afetadas. 


terça-feira, 23 de junho de 2015

A triste sina do ator que interpretou o professor Girafales.



Rubén Aguirre Fuentes ganhou fama internacional com seu personagem professor Girafales, na turma do Chaves. Girafales era uma versão mexicana do professor Raimundo, personagem de Chico Anysio. Suas aulas para uma turma de crianças bagunceiras e brincalhonas, além de suas investidas na dona Florinda ficaram na mente de alguns milhões de espectadores de gerações diferentes. 
Hoje, entretanto, Rubén passa por uma situação gravíssima. Sem dinheiro para pagar os devidos cuidados médicos que precisa e com uma dívida em torno de 15 mil reais, o ator está em um beco sem saída, já que precisa custear o tratamento.
O Hospital que pode prestar o tratamento necessário ao ator não o aceita sem o devido pagamento. Em contrapartida, a Associação Nacional dos Atores é acusada por Rubén de não prestar apoio.

Ele pediu ajuda através de uma carta enviada no twitter. Leiam abaixo:
Acusações à parte, o fato é que o eterno Girafales chegou a um impasse que, infelizmente, pode lhe custar a vida.
Vítimas de um acidente de carro no ano de 2007, ele e sua esposa não podem mais trabalhar. A esposa perdeu uma perna e ele está em uma cadeira de rodas. A situação é agravada pelo diabetes e problemas na coluna.
De 2007 para cá, todos as reservas da família foram empregadas no tratamento e medicamentos para o casal. Entretanto, agora sem recursos, Rubén apela para o bom senso da Associação visando receber os tratamentos necessários.
O fato está gerando polêmica por conta das afirmativas de representantes da Associação que afirmam, categoricamente, apoiar financeiramente o ator.
Seja como for, esta é a pior hora para esquecer as alegrias que Girafales trouxe aos espectadores. Ele lutou até os últimos recursos se esgotarem. Esta não é a hora de abandonar um homem que trabalhou em prol da alegria de gerações de crianças. 
O mínimo de respeito a sua história é necessário...

E agora, quem poderá ajudá-lo?






segunda-feira, 20 de outubro de 2014

No papel de uma soropositiva, Deborah Secco reflete sobre a vida.



Fonte: G1. Comentários: Franz Lima
Aos 34 anos, Deborah Secco alcança a atriz que sempre quis ser. Ela conta ao G1 que seu papel no filme "Boa sorte", que tem última sessão na Mostra Internacional de Cinema de SP nesta terça-feira (21) e estreia dia 20 de novembro, mudou sua vida. "Ele fez entender minha finitude e a possibilidade da morte a qualquer instante. Fez com que eu repensasse tudo", diz. Deborah, que atualmente está na novela das seis "Boogie Oogie", da TV Globo, já atuou em filmes como "Caramuru: A invenção do Brasil" e "Meu tio matou um cara", mas se consagrou como protagonista de "Bruna surfistinha" (2011), em que interpreta a história real da ex-garota de programa Raquel Pacheco.
Em "Boa sorte" ela vive Judite, uma viciada em drogas e portadora de HIV, que se envolve com João (João Pedro Zappa), um garoto com problemas de comportamento. Os dois se conhecem numa clínica de reabilitação e vivem um romance transformador. Dirigido por Carolina Jabor ("O mistério do samba"), o drama recebeu os prêmios de melhor filme (júri popular) e direção de arte no Festival de Paulínia desse ano. 
G1 - No Festival de Paulínia você disse que o 'Boa sorte' é o seu maior trabalho. Você também já comentou que a Bruna surfistinha foi 'a personagem da sua vida'. Como você relaciona esses dois papéis no cinema?

Deborah Secco - A Judite [do "Boa Sorte"] mudou a minha vida. Essa é a atriz que eu quero ser. Esse filme mudou a forma de eu viver. Ele fez entender minha finitude e a possibilidade da morte a qualquer instante. Fez com que eu repensasse tudo. A Bruna foi um papel muito importante para me ensinar a não julgar. Me ensinou a não olhar o próximo achando que ele teve as mesmas condições de escolhas que eu tive. São dois filmes muito importantes tanto artisticamente quanto para a Deborah pessoa. Tive um amadurecimento pessoal. Foram dois filmes que mexeram muito comigo. Hoje eu sou uma pessoa completamente diferente.

G1 - Qual foi o maior desafio para mergulhar na personagem? Foi ter que emagrecer ou entender como vive alguém que tem HIV?

Deborah - É muito mais fácil emagrecer que entender pelo o que passa um portador de HIV. É muito difícil juntar na personagem coisas tão ambíguas porque a Judite tem a alegria e a tristeza muito presentes. Ela tem a morte muito presente. Então, ela é uma personagem cujo olhar já não está mais aqui. Já está indo para outro plano. É um olhar mais vazio, mas cheio de uma outra vida. Isso fui descobrindo fazendo o filme.

G1 - No filme 'A despedida', a personagem da Juliana Paes é amante de um homem 50 anos mais velho. E no 'Boa sorte', sua personagem tem um caso com um garoto mais novo. Como você acha que essas histórias são vistas pelo público?

Deborah - Acho que o amor não tem idade, não tem cor, não tem classe. Temos que parar de pensar assim e nos deixar levar pelo verdadeiro amor, pelo que a gente pensa que é amor, a gente seria realmente muito mais feliz. Nosso país seria muito mais feliz. As pessoas têm que parar de ligar para o que os outros pensam delas.

G1 - Esse é o primeiro longa de ficção da Carolina Jabor e o 'Bruna surfistinha' foi o primeiro do Marcus Baldini. Você acha mais interessante trabalhar em filmes de diretores estreantes?

Deborah - Na verdade aconteceu. Mas tanto a Carolina quanto o Baldini já eram diretores muito experientes apesar de ser o primeiro longa de ficção. Mas eu tenho vontade de trabalhar com tantos diretores que já fizeram tantas coisas. Não tenho essa predileção, mas acredito muito em diretores estreantes. Não acredito que a falta de experiência seja um problema. Pelo contrário, acho que às vezes pode render uma bela surpresa.

G1 - Os papéis que você escolhe para o cinema são totalmente diferentes do que você faz em novelas. Você diria que são formas distintas de realização profissional?
Deborah - Na televisão eu fui muito mais escolhida do que escolhi. Agora eu estou dando um passo para poder também escolher na televisão. Tenho muitas conversas com a TV Globo e a gente tem essa consciência de que é bom para todo mundo que a gente possa escolher para ter uma dedicação e entrega maiores. No cinema eu pude ter essa possibilidade antes. Mas acho que eu sempre busquei isso, a possibilidade de fazer o que eu acredito artisticamente. E acho que hoje eu estou chegando mais perto disso. Tenho brigado muito por isso. Essa é a minha maior busca atualmente.

Franz diz: há um preço a se pagar pela arte. Tom Hanks, Christian Bale, Daniel de Oliveira, Rodrigo Santoro e muitos outros atores passaram por privações para compor suas personagens. O resultado visual quase sempre fica muito bom, porém é na interpretação (auxiliada pela aparência, óbvio) que o ator dá lugar ao papel interpretado. 
Dar vida a um soropositivo pode ser algo brutal, pois muito do sofrimento dos portadores da Aids é minimizado pelo descaso da mídia e também pela sensação de segurança que a longevidade, fruto dos medicamentos, pode trazer.
Viver (ou sobreviver?) com uma doença mortal pode ser absolutamente destrutivo para alguém com a mente menos preparada para algo tão complexo. Ser uma pessoa sadia e transferir mente e corpo para uma personagem afetada pelo vírus da Aids é uma experiência, no mínimo, extenuante. 
Espero que esta obra cinematográfica seja tão boa quanto as divulgações passaram. Creio que Deborah acertou a mão na escolha deste papel.


sábado, 5 de julho de 2014

Bethany Townsend, ex-modelo, expõe bolsa de colostomia de forma corajosa.



Bethany Townsend é uma ex-modelo inglesa que deseja, através de sua atitude, incentivar outras pessoas que sofrem do mesmo problema a não ter receio de se expor. Portadora de um problema que a atinge desde os três anos, Bethany faz uso das bolsas de colostomia que são uma espécie de receptáculo externo conectado ao aparelho digestivo para recolher os dejetos corporais, e desejou mostrar publicamente sua condição. 
Quero que outras pessoas não tenham vergonha de sua condição e é para isso que me expus, afirmou a ex-modelo. Bethany usa as bolsas desde 2010 e não há previsão para a remoção das mesmas. 
Eu, pessoalmente, concordo com a atitude e respeito-a pela coragem e o exemplo que está dando. Não há outra opção para ela e isso irá forçá-la a viver escondida? Jamais...
Veja o vídeo com o depoimento dela. Via BBC

sexta-feira, 16 de maio de 2014

Internet demais prejudica saúde mental das crianças, diz estudo. Via O Globo.


Fonte: O Globo.

RIO - Relatório da agência de saúde pública britânica enviada ao Parlamento afirma que o excesso de tempo na internet está prejudicando a saúde mental das crianças.
Na avaliação da Public Health England - responsável por estabelecer os parâmetros do venerado sistema público de saúde britânico -, o abuso da rede provoca nas crianças problemas como solidão, depressão, ansiedade, baixa autoestima e agressividade, informou o site do jornal “Telegraph”.
Os efeitos nefastos da conectividade atingem sobretudo os jovens que passam mais de quatro horas por dia na internet. Mas a agência ressaltou que mesmo uma exposição muito baixa à rede pode ser prejudicial.
“As evidências sugerem que há relação entre a dosagem e os efeitos, e cada hora de uso (da internet) aumenta a probabilidade de a criança experimentar problemas socioeconômicos e o risco de baixa autoestima”, disse o relatório.
A Public Health England foi apocalíptica em suas conclusões, atribuindo aos computadores responsabilidade por grande parte dos crescentes problemas de saúde que afetam as crianças no Reino Unido. Segundo o texto enviado ao Parlamento, um décimo da população infantil sofre de algum transtorno de ordem mental e um terço dos adolescentes experimentam tristeza pelo menos uma vez na semana.
A agência chega a afirmar que a internet pode ter destruído todo o avanço conquistado no bem-estar das crianças britânicas nas últimas duas décadas, informou o “Telegraph”.

Franz diz: a realidade é que tudo em excesso é prejudicial. A internet sempre será uma ferramenta de aprendizado, comunicação e lazer imprescindível, porém a longa exposição remove a criança de sua realidade física para um mundo irreal. Navegar na web é salutar desde que não haja a transferência, a mudança da criança para o virtual. É preciso saber balancear os dois mundos.
Aliás, essa transposição também é prejudicial para adultos que, infelizmente, transferem suas alegrias, frustrações, amizades e tudo mais para a web. Há pessoas que não mais conseguem manter um contato estável fora da internet. Em casos mais extremos - como ocorre no Japão - pessoas passam a viver quase integralmente em frente ao computador, descartando todo e qualquer convívio externo, inclusive o familiar.
Lamentável... 

quarta-feira, 7 de maio de 2014

Pesquisa indica que autismo pode ter causas genéticas e ambientais.


France Presse. Via Folha de SP
 
Um amplo estudo realizado na Suécia INDICA que os fatores ambientais são tão importantes quanto a genética como causa do autismo.
"Ficamos surpresos com o resultado, porque não esperávamos que os fatores ambientais fossem tão importantes para o autismo", comentou Avi Reichenberg, pesquisador do Mount Sinai Seaver Center for Autism Research, em Nova York.
Estes fatores, não analisados pelo estudo, poderiam incluir, segundo os autores, o nível sócio-econômico da família, complicações no parto, infecções sofridas pela mãe e o uso de drogas antes e durante a gravidez.
Os pesquisadores disseram terem se surpreendido ao descobrirem que a genética tem um peso de cerca de 50%, muito menor do que as estimativas anteriores, de 80% a 90%, segundo um artigo publicado no Journal of the American Medical Association.
O resultado partiu da análise de dados de mais de 2 milhões de pessoas na Suécia entre 1982 e 2006, o maior estudo já realizado sobre as origens genéticas do autismo, que atinge uma em cada 100 pessoas no mundo.


Os autores da pesquisa trabalham no King's College de Londres e no Instituto Karolinska de Estocolmo.
Estatísticas americanas recentes revelam que uma em casa 68 pessoas é autista nos Estados Unidos.

Franz diz: a pesquisa acima citada é apenas mais um passo em busca da cura - ou conhecimento - do autismo. Independentemente dos fatores que gerem a síndrome, o fator primordial para uma melhoria da vida dos que são atingidos pelo autismo é a compreensão da realidade deles por nós. A vida de um autista tende a ganhar qualidade quando o preconceito, o temor e o desconhecimento são postos de lado. Compreender o autismo é uma das maiores demonstrações de respeito que podemos ofertar. 
Honestamente espero que os esforços para uma cura deem resultado, porém o mais importante passo para melhorar a vida dessas pessoas é compreendê-las.

 


segunda-feira, 4 de novembro de 2013

Estudo compara gêmeos e mostra envelhecimento precoce provocado pelo tabagismo.



Fonte: MSN Estadão. Comentários: Franz Lima.
Uma pesquisa realizada pela Sociedade Americana de Cirurgiões Plásticos (American Society of Plastic Surgeons, ASPS na sigla em inglês) mostrou a o envelhecimento precoce da face em tabagistas. A constatação foi realizada através da comparação entre fotos de gêmeos idênticos: um fumante e outro não. Os pesquisadores buscaram pessoas com o perfil apropriado no Twin Days Festival, festa que reúne irmãos gêmeos em Twinsburg, Ohio. Foto do 23º Festival de Gêmeos de Ohio, em agosto deste ano.
Um fotógrafo tirou fotos padronizadas de cada dupla, em close-up frontal. Em seguida, cada foto foi analisada por cirurgiões especializados em envelhecimento facial e eles buscaram reconhecer características como flacidez nas pálpebras superiores, bolsas sob os olhos, sulcos ao redor da boca e flacidez nas bochechas. Os cirurgiões não conheciam o histórico tabagista dos participantes. Na foto, dois gêmeos fumantes, porém o da direita fumou 14 anos a mais.


Franz says: não é só a questão do envelhecimento precoce que incomoda. Há o câncer, a perda da potência sexual, doenças respiratórias, o odor característico do cigarro e, claro, as despesas cada vez mais altas. Não há benefício no vício do cigarro, apenas perdas para os usuários e as pessoas que os cercam. Espero que esse estudo ajude a incentivar o afastamento definitivo desse mal que é vendido livremente em todo o mundo.



domingo, 6 de outubro de 2013

Campanha publicitária de agência brasileira combate a anorexia.




A campanha da agência de modelos Star Models Bahia  é uma prova de que ainda há vida inteligente no planeta. Usando os esboços de estilistas ao lado de modelos reais (que receberam um retoque por Photoshop), a agência promoveu um alerta sobre a loucura que a anorexia representa. 
A busca pela eterna "perfeição" é um mal que atinge o meio da moda há muitos anos. Não são incomuns os relatos de morte por anorexia e, infelizmente, há quem ainda ache isso belo.
Os anúncios são compostos por um esboço (sketch) feito por um estilista e, ao seu lado, a imagem de uma modelo tratada digitalmente para ficar o mais semelhante possível ao desenho. O resultado é assustador...
O alerta é reforçado pelo slogan: "Você não é um esboço. Diga não à anorexia".






sábado, 5 de outubro de 2013

Artista britânica mostra sua luta contra a anorexia por meio dos quadrinhos.


Franz says: Mesmo sendo um mal que assola um incontável número de mulheres no mundo, a anorexia ainda é tratada como um problema menor, fruto, talvez, da vaidade no começo, porém cada vítima começa de uma forma diferente.
A verdade é que ela é uma doença... e que pode matar! A busca pela perfeição estética é uma aventura que, quando se trata de anorexia, pode chegar a um final nada romântico. A morte é um fator comum em muitos casos de meninas e mulheres que estão lutando contra o peso, ainda que essa gordura indesejável não exista. 
A reportagem a seguir, via BBC, trata da história de Katie Green que sobreviveu para contar sua luta contra um mal incompreendido por muitos, mas que pode atingir qualquer um que tenha uma mulher na família (as mulheres são o alvo deste tipo de doença, infelizmente).

Fonte: BBC
Uma artista britânica lançou esta semana uma autobiografia em quadrinhos em que revela sua luta contra a anorexia, um transtorno alimentar que leva à busca incessante pela perda de peso.
Em Lighter than my Shadow (Mais leve do que minha sombra, em tradução livre), Katie Green, de 30 anos, desenhou todas as ilustrações e escreveu os diálogos à mão, elegendo o preto e branco como a cor dos quadrinhos.

Para ela, esta foi a melhor forma de expressar o clima sombrio e pesado que pairava sobre a família, afetada por sua doença.
Os quadrinhos mostram como Katie enfrentava dificuldades para comer já na infância, quando começou a criar estratégias para despistar os pais.
Uma passagem do primeiro capítulo mostra a menina, de maria-chiquinhas, escondendo fatias de pão no bolso do casaco e aparecendo na cozinha com o prato vazio.
"Muito bem", dizia sua mãe, acreditando que a filha havia tomado o café da manhã. Temendo que os pais vissem o pão no lixo, ela começou a esconder as fatias atrás de uma estante no seu quarto.
Mas acabou desmascarada em um dia de arrumações em que seu pai arrastou o móvel e se deparou com uma montanha de pão.

Autodestruição

O livro sugere que episódios como esse levaram a família a fazer terapia. Em entrevista ao jornal britânico The Guardian, a artista diz admirar a forma como seus pais e irmã a apoiaram quando ela precisou deixar a escola para ser tratada em casa.
"Deve ter sido horrível para eles ver que eu estava tentando me autodestruir", diz ela.
Com a ajuda de terapeutas e nutricionistas, Katie seguiu uma dieta balanceada e lembra ter encarado a situação como se "a comida fosse o remédio para sua doença".
Mas, ao voltar para a escola, no último ano do ensino médio, ela se sentia mais vulnerável do que nunca.
"Esse foi o momento mais perigoso, porque as pessoas achavam que eu estava bem, mas por dentro eu estava desesperada", diz Katie.

Arte como cura

Katie Green
Ela diz ter encontrado a cura após a graduação, quando se matriculou em um curso de arte.
Ter encontrado uma paixão lhe deu pela primeira vez um motivo para querer vencer a anorexia por si mesma e não pelos outros.
"Foi a grande virada", lembra a artista.
Seis anos mais tarde, Katie conta sua história em 504 páginas, mas diz que escrever o livro não foi uma catarse. Há tempos ela não pensava mais no controle obsessivo de sua alimentação e em todas as outras questões que envolvem a doença, e o projeto lhe trouxe memórias de uma época que ela gostaria de esquecer.
"Mas se eu conseguir ajudar famílias a lidarem com a complexidade que é viver com uma adolescente com distúrbio alimentar já terá valido a pena", diz.

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