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quinta-feira, 6 de setembro de 2012

Análise da peça teatral "Rei Ubu". Por Edilton Nunes


O Absurdo louvável...
Por Edilton Nunes - www.stephenking.com.br

Alfred Jarry nasceu em Naval, Mayenne, França, no dia 8 de setembro de 1873. Jarry tornou-se precocemente criativo e ao passo em que sua criatividade aumentava também aumentava sua excentricidade. Com apenas 15 anos aventurou-se, junto com colegas do liceu, a escrever a peça "Rei Ubu", que estreou no ano de 1896 em Paris, provocando grande escândalo. Independente da reação dos parisienses, o fato é que o Rei ubu teve diversas ramificações: "Ubu Cornudo", "Ubu no outeiro" e "Ubu agrilhoado". Entretanto, para a infelicidade de Alfred Jarry, nenhum destes foi representado durante o seu tempo de vida. Assim como o brilhantismo, sua morte também foi precoce. Jarry morreu aos 34 anos, vítima de meningite tuberculosa. Apesar disso, sua obra (que não se resume ao ciclo Ubu) influenciou de maneira muito importante e decisiva o movimento surrealista, o que acabou por criar uma pseudociência que foi denominada de Patafísica (a ciência das soluções imaginárias). Jarry foi um dos pioneiros (senão O pioneiro) do teatro absurdo, explorando novas fronteiras até então inexploradas, abrindo um amplo caminho a ser percorrido pelo teatro moderno.

Jarry viveu a vida desregradamente, sem esperar muito das coisas, de posse de sua bicicleta (novidade aristocrática da época pela qual o próprio Jarry jamais veio a pagar), seu revolver e seu absinto. Compôs várias comédias em verso e em prosa, entre os anos de 1885 e 1888. Entretanto, foi inspirado em seu professor de física, que segundo o próprio era "a encarnação de todo o grotesco que existe no mundo", que Jarry escreveu uma comédia chamada "Les Polonais". Foi essa a primeira versão de Ubu Rei. A peça foi apresentada pela primeira vez em 1894, na casa do casal Alfred (diretor do Mercure de France) e Rachilde Valette. Dois anos depois, mais precisamente no mês de dezembro de 1986, ocorreu a tumultuada estreia de Ubu Rei.

Um pouco mais sobre a Patafísica

Literalmente o termo "patafísica" significa "o que está perto do que está depois da física", em tese é descrita como "ciência das soluções imaginárias e das leis que regulam as exceções". A patafísica se expressa frequentemente através de uma linguagem aparentemente sem sentido, uma maneira anárquica de tentar explicar o absurdo existencial e teria por missão explorar o campo das ideias tão constantemente negligenciado pela física e metafisica (sento a patafísica o oposto desta última).. Além disso, jarry deixa claro que o apóstrofo que precede o nome foi utilizado para evitar o que seria um "trocadilho fácil" (em francês) e faz com que a ciência remonte a Ibícrates o geômetra (Hipócrates de Quíos, um matemático geômetra, nascido em 470 a.C. na ilha de Quíos) e a Sofrotatos o Armênio. O filosofo francês Gilles Deleuze, principalmente em sua obra "Critique et clinique et L’Île Déserte", desenvolveu a ideia de que foi Jarry, ao criar a patafísica, que abriu caminho para a fenomenologia, uma disciplina da filosofia que tem como base o estudo dos objetos e as estruturas da consciência purificada.

O Rei Ubu

(Silhuetas - Mensageiro, Pai Ubu e Mãe Ubu) por Letícia Mariano
A peça tem inicio com Mãe Ubu manipulando Pai Ubu para obter a coroa do Rei Venceslau, para assim tornar-se rainha. O plano é assassinar o rei para usurpar-lhe a coroa, entretanto Pai Ubu reluta (ao menos num primeiro momento) em assassinar a sangue frio o rei da Polônia No segundo ato entra em cena o Capitão Bordadura, personagem que será de vital importância para o desenrolar dos fatos pitorescos narrados por Alfred Jarry. Mãe Ubu convence, por fim, Pai Ubu a levar adiante o plano de assassinar o rei da Polônia e Pai Ubu promete fazer do Capitão Bordadura o Duque da Lituânia, caso o ajude.

O rei manda chamar Pai Ubu, que teme ter sido descoberto. Entretanto, logo ele se dá conta de que o Rei não suspeita de suas intenções maléficas para com a sua pessoa. Dá-se inicio então a conspiração entre Mãe e Pai Ubu e o Capitão Bordadura, que levará a cabo o Reinado de Venceslau, coroando o novo Rei Ubu.

É no segundo ato que descobrimos que a Rainha, esposa do Rei Venceslau, está ciente dos planos de Pai Ubu e tenta, em vão, alertar o rei para o perigo iminente. No segundo ato também somos apresentados ao personagem de Bugerlau, filho da Rainha e do Rei. Enquanto isso, pai Ubu segue em frente com seu plano de usurpar a coroa do Rei.

É durante uma revista que dá-se o plano de conspiração maléfico, quando Pai Ubu, Junto ao Capitão Bordadura e seus homens (Girão, Pile e Cotice), dão cabo do Rei, roubando-lhe a coroa e matando a ele e a seus filhos Boleslau e Ladislau. Bugeslau, o outro filho do Rei e sua mãe, a Rainha, acabam escapando do ataque e se refugiando em uma caverna nas montanhas. Lá a rainha acaba morrendo e Bugerlau é visitado pelos fantasmas de Venceslau, Boleslau, Ladislau e Rosamundo e seus antepassados. Um deles o presenteia com uma grande espada que será usada como arma para vingar-se de Pai Ubu.
Cia Teatral Boccaccione

Enquanto isso, Pai Ubu conquista a simpatia do povo. Entretanto, logo a simpatia mostrada pelo agora Rei Ubu transforma-se em tirania e Rei Ubu acaba condenando a todos que não concordam com seus ideais ao alçapão; Rei Ubu acaba traindo o Capitão Bordadura, que, não obstante, consegue escapar de sua prisão e se rebela contra o tirano Ubu.
Logo o regime totalitário do novo Rei Ubu passa a apresentar problemas, enquanto mãe ubu conspira secretamente para tomar posse do tesouro do Rei. Pai Ubu é então ludibriado pelo Capitão Bordadura e acaba destronado, refugiando-se em uma caverna na lituania, junto com Pile e Cotice, que se aproveitam de um momento de distração do Rei para abandona-lo a propria sorte, deixando-o ao cair da noite, enquanto Pai Ubu dormia. Coincidentemente Mãe Ubu acaba se refugiando na mesma caverna e na escuridão do lugar se passar por um fantasma e convence pai Ubu a perdoar suas roubalheiras. Porém, Pai Ubu descobre a tempo os planos da audaciosa Mãe Ubu.

Bugerlau chega até a caverna com seus soldados e encurrala Pai e Mãe Ubu. Entretanto Pai e Mãe Ubu acabam conseguindo fugir de Bugerlau. A peça termina com Pai Ubu e os seus fugindo para a Alemanhã em um barco.

O texto extravagante e completamente "non sense" de Alfred Jarry é recheado de referências à Patafísica, desde as características peculiares dos personagens até as situações inusitadas que os mesmos vivem. Pai Ubu, com seus trejeitos peculiares (covarde, usurpador, mesquinho, aproveitador, desonesto e etc), exerce maravilhosamente bem a função de um dos primeiros anti-heróis do teatro. Mãe Ubu não fica atrás. Manipuladora e interesseira ela faz com que Pai Ubu pense que todas as boas ideias provém de sua própria cabeça, o que não é, em absoluto, verdade, já que a mente pensante por detrás da historia é na verdade a da sua esposa. Perspicaz e rasteira como uma cobra, Mãe Ubu consegue realizar praticamente todos os seus desejos (mesmo que temporariamente), e isso inclui; tornar-se rainha e até mesmo fazer com que o Rei Ubu perdoe sua traição e consequente roubalheira.
Uma produção já encenada

A historia de Ubu Rei mostrou-se inovadora e ao mesmo tempo incompreensível, ao menos para a época em que foi escrita. Com mortes, pilhagens, cinismo, maldade e violência em excesso, temperados com pitadas de bom humor e sarcasmo, Ubu Rei é ao mesmo tempo uma história ridícula e divertida, um espelho grotesco e absurdo da iniquidade humana. Fugindo dos padrões ditos como "normais" Ubu Rei torna-se uma das principais representações do significado da patafisica, "O absurdo tentando explicar o inexplicável".
 

terça-feira, 4 de setembro de 2012

Campanha: “Se King viesse…”. Eu apóio!


Edilton Nunes é um grande amigo e admirador do escritor Stephen King e também é o responsável pelo melhor site sobre o autor no país: http://www.stephenking.com.br/. Recentemente o nobre Edilton lançou uma campanha pedindo a presença do mestre do terror no Brasil, com o apoio da editora Suma das Letras. Eu apóio e divulgo esta grande ideia. Contamos com a participação de todos...

Olá KingManíacos do Brasil! O post de hoje é um pouco mais especial do que os outros. Estou aqui para darmos início a campanha que apelidamos de “Se King Viesse…”,  no twitter, facebook e demais redes sociais…
Todos nós sabemos que Stephen King é um homem um pouco recluso, no que diz respeito a viagens para outros paises. Entretanto, recentemente a Editora Suma de Letras, responsável pela publicação dos livros dele no Brasil, deu início a uma enquete em seu perfil no facebook, sobre qual escritor da editora nós gostaríamos que viesse na Bienal do Livro do Rio de Janeiro em 2013. Isso foi o suficiente para os fãs brasileiros darem  início a campanha “Se King Viesse…” no twitter, que visa angariar votos para o nosso autor favorito na enquete, além (ainda que seja um pouco, ou mesmo MUITO difícil… Afinal, não custa nada tentar não é? rs) apoiar a editora em um pedido formal para que o Sr. King compareça na Bienal em 2013, realizando assim o sonho de milhares de fãs Brasileiros que terão a oportunidade de ver o autor ao vivo e a cores, caso isso venha a acontecer.
A campanha funciona da seguinte forma:  Responda a pergunta O que você faria se Stephen King viesse para a Bienal do Livro do Rio em 2013?” incluindo na sua resposta a tag #SeKingViesse (e se possível o link para a votação no perfil da Suma). Quanto mais divulgamos a tag e quanto mais votos conseguirmos para o autor na enquete da Editora, melhor será. E para incentivá-los ainda mais, a frase mais criativa leva para casa um pocket de um livro surpresa dele em Inglês.
Então vamos lá… Mandem suas frases e votem na enquete. Quem sabe conseguimos, com a força que os internautas e fãs do Tio King tem, trazê-lo pela primeira vez ao Brasil. É difícil, mas sonhar não custa nada…
Longos dias e belas noites para Todos!


Resenha do livro "O jovem Sherlock Holmes: Parasita Vermelho".


Título Original: The Young Sherlock Holmes: Red Leech
Título Traduzido: O Jovem Sherlock Holmes: Parasita Vermelho
Ano de Publicação: 2010
Ano de Publicação no Brasil: 2012
Páginas: 320
Personagens: Sherlock Holmes, Mycroft Holmes, Amyus Crowe
ISBN: 9788580571745
Tradutora: Débora Isidoro
Disponível no Brasil pela Editora: Intrinseca (2012)

Resenha

Em “O Jovem Sherlock Holmes: Parasita Vermelho”, o então futuro detetive mais famoso da literatura recebe a visita do seu irmão mais velho, Mycroft Holmes, na mansão Holmes, em Hampshire. Entretanto, a visita do irmão mais velho não visa somente estreitar os laços familiares, mas sim alertar a ele e a seu tutor, Amyus Crowe, sobre um perigoso criminoso que está a solta. Há indícios muito fortes de que o assassino mais procurado do mundo e que já fora dado como morto, está, na verdade, escondido no interior da Inglaterra. Graças a seu instinto aventureiro, Holmes acaba se envolvendo, mesmo conta a vontade de seu irmão e de seu tutor, em uma misteriosa e envolvente aventura que tem destino certo; a América, onde um exercito que já fora tido como derrotado está se reformulando, se reerguendo aos poucos da escuridão.

Quando conclui minha rápida leitura das 320 páginas que compõem o romance “O Jovem Sherlock Holmes: Parasita Vermelho” (segundo volume de uma série que, como diz o próprio título, narra as aventuras do então Jovem e inexperiente Sherlock), a primeira impressão que tive foi a mesma que tinha quando iniciei a leitura: “Isso é tudo, menos Sherlock Holmes”. É claro que de um ponto de vista pragmático isso não quer dizer necessariamente que o livro seja ruim (digamos que ele é apenas “diferente”). Com exceção das diversas e inevitáveis referências ao universo do celebre personagem de Sir Arthur Conan Doyle (que, ao meu ver, funcionam mais como uma homenagem ao personagem que inspirou as aventuras narradas no livro, e que definitivamente não devem ser levadas a sério) nada no romance lembra o prático Holmes com o qual estamos acostumados. O autor sequer se deu ao trabalho de emular o estilo de escrita de Doyle (e nesse ponto, pelo menos, ele foi extremamente feliz). Ao invés disso ele optou por mostrar um Holmes mais carismático e menos metódico, um Holmes que ainda não é nem de longe a sombra do famoso detetive que um dia se tornaria, mas que já demonstra traços característicos de sua futura e intrigante personalidade.

O autor
Diferente dos outros 56 contos e 4 romances do Sherlock original, nessa nova versão, a releitura moderna não tão moderna assim, de um dos maiores clássicos da literatura inglesa, o carro chefe é a ação. Quem já leu os originais de Sir Doyle sabe que os empenhos físicos de Holmes se limitam às peripecias exageradas realizadas pelo personagem de Robert Downey Jr nas novas versões cinematográficas que, apesar de não fazerem tão juz assim à obra original, funcionam muito bem como releituras independentes do clássico. O fato é que em “Parasita Vermelho” Andrew Lane optou por simplesmente renegar o poder de lógica de dedução de Holmes a um segundo (e consideravelmente menos importante) plano. Levando, muito provavelmente, em consideração a pouca idade do personagem principal (nessa nova versão Holmes tem apenas 14 anos), ele optou por dar aos jovens, que são provavelmente seu público alvo, aquilo que mais os atrai: um texto ágil, desprovido de firulas literárias, recheado com um enredo relativamente simples e um clima de suspense que parece perdurar durante todo o livro, mas que, como qualquer best seller que se preze, padece de uma certa incoerência textual (até agora não consigo compreender a necessidade que os vilões do livro tem de explicar seus planos maléficos, detalhe por detalhe, antes de tentarem dar cabo do coitado do Holmes).

Outro ponto que os fãs de Doyle, ou até mesmos os leitores mais escassos, talvez estranhem, seja a questão do sentimentalismo. Em “O Parasita Vermelho”, o jovem Sherlock tem uma ligação muito próxima, exageradamente emotiva, com seu irmão mais velho, Mycroft Holmes, (que já na época se mostrara infinitamente superior ao irmão no que se diz respeito ao senso de observação e dedução) e com seu mentor, Amyus Crowe. Ora essa... Quem já se aventurou nas páginas dos vários contos e romances do personagem de Doyle sabe que se tem algo que Holmes não é, é emotivo. Orgulhoso em excesso, exageradamente racional e dono de uma erudição sem igual, Holmes quase nunca demonstrou traços de sentimentalismo. Ainda não me aventurei nos outros títulos de Lane lançados no Brasil, portanto não posso dizer como ou se ele irá, em algum momento, abordar essa transição drástica de personalidade. O que posso adiantar é que se isso não for apresentado de alguma maneira no decorrer dos demais livros, haverá um imenso buraco lógico na concepção do passado de um dos personagens mais amados da literatura, que se fosse para ser estragado, seria melhor que permanecesse intacto. Caso contrário, a impressão que ficará é que “O Jovem Sherlock Holmes” (assim como a “continuação oficial” das aventuras de Holmes, escrita por Anthony Horowitz) trata-se apenas de mais um caso não tão raro assim de caça-niqueis literário.

Edilton Nunes tem 29 anos (corpinho de 18 e mentalidade de 10), é criador e administrador do blog www.stephenking.com.br, além de estudante do curso de Letras da UEG (Universidade Estadual de Goiás), pseudo-escritor nas (raras) horas vagas e amante da literatura de suspense/terror e da cultura pop em geral.   

sábado, 28 de julho de 2012

Resultado da promoção "Alma de Detetive". Via "Apogeu do Abismo" e "Policial da Biblioteca"


A primeira promoção em parceria do Apogeu foi um sucesso. Muitos novos seguidores, vários twitters e um conto selecionado. Obrigado ao apoio inestimável do Ed Jr, do Policial da Biblioteca.
O vencedor é o amigo Edilton, editor do site www.stephenking.com.br. Fico muito feliz pelo apoio de todos e aguardem novas promoções para muito em breve. Lembrem-se: Agosto é o mês de aniversário do Apogeu do Abismo. Muitos sorteios virão... 
Fiquem agora com o conto vencedor:

Ele se chamava João Roberto e como naquela famosa canção antiga, tinha um "opala-metálico-azul”, mas as coincidências paravam por aí, porque ele não costumava pegar rachas na “asa sul” e nem sofreu perdidamente por um amor não correspondido. Coisas que não impediam o jovem João Roberto – com seus grandes e expressivos olhos azuis, seus cabelos loiros ondulados caindo por sobre os ombros fortes – de fazer sucesso com as meninas mais novas do colégio. Foram muitas as vezes em que J.R passara com seu opala em frente ao Liceu, rangendo até a ultima engrenagem suja de óleo, enquanto os alto-falantes do carro “explodiam” tocando “Boys don´t Cry”. E quando ele passava todos diziam; “Vejam... Lá vai o João Roberto com seu opala metálico azul. O cara mais boa pinta do colégio”. As menininhas suspiravam e soltavam gritinhos silenciosos, mas ficava só nisso. Ou ao menos ficou, até aquele ultimo verão, quando J.R conheceu Amanda em uma feira de ciências.

Foi o que ele considerou posteriormente como sendo amor à primeira vista. Seus olhos castanhos ligeiramente esverdeados, seus pequenos lábios rosados e seu corpo de garota em mente de mulher, atraíram o tão cobiçado J.R de uma maneira que ele jamais imaginara. Um mês depois o opala de J.R não se encontrava mais vazio. O estofado de couro do banco do carona agora era sempre ocupado pela garota loira dos olhos castanhos.

E assim o tempo passou e o amor entre os dois apenas aumentou. Concluíram o segundo grau juntos e passaram por todo o resto da adolescência aprendendo um com o outro o verdadeiro significado da palavra “amor”. J.R ingressou na faculdade de veterinária, enquanto Amanda optou por biomedicina na mesma universidade. Eram “unha e carne”, como “feijão e arroz”. “Lados opostos de uma mesma moeda”. Um completava o outro.

Veio então a maturidade. Passaram a viver juntos, sobre o mesmo teto, e com muita luta compraram uma modesta casa em um bairro nobre da cidade. Ambos se formaram ao mesmo tempo e fizeram uma grande festa no quintal da casa, para comemorar.

Todos os amigos estavam presentes, dos mais antigos até os mais atuais. Entre os amigos de Amanda se destacava um jovem robusto e de rosto bonito, que atendia pelo nome de Ricardo (Rick para os íntimos). Rick era do tipo de homem recém saído da adolescência, em certos aspectos bem parecido com J.R. Naquela tarde Amanda apresentou Rick a J.R e ambos conversaram por um bom tempo. Haviam se dado bem. Tão bem que logo se tornaram amigos e resolveram virar sócios de uma clinica veterinária.

J.R aproveitou a boa fase para finalmente pedir Amanda em casamento, em uma tarde de verão ensolarada enquanto passeavam pela praia. Foi tudo muito rápido. Entre o casamento e a lua de mel se passaram exatamente três semanas e quando menos notou, J.R já estava de volta, trabalhando incansavelmente na clinica veterinária, que permanecia gerando lucros.

Dois anos se passaram. J.R ainda trabalhando na clinica, enquanto Amanda cuidava da casa. Certa vez ao chegar em casa mais cedo do trabalho, carregando um belo buquê de rosas na mão direita, J.R notara o carro de Rick estacionado nos fundos da casa. Sobressaltou-se com um pulo, ao ver o amigo saindo de lá. Escondeu-se instintivamente atrás de um arbusto e observou, sem realmente se dar conta do "porque fazia aquilo". Talvez fosse apenas uma visita informal, o que não justificava em nada aquele tipo de reação por sua parte. Mas foi exatamente enquanto pensava dessa forma que J.R sentiu seu coração se partir em mil pedaços, quando ele viu Amanda abraçar Rick carinhosamente, lhe dando um rápido beijo na boca.

Sentindo-se como se uma mão estivesse pressionando seu coração, J.R esmagou o buque de rosas, como se fosse um copo descartável, e naquele momento sentiu um misto horrível de tristeza e raiva. Esperou que Rick fosse embora e alguns minutos se passassem para que ele pudesse entrar na casa, ainda carregando o buquê amassado.
 
Sua mulher o recebeu como sempre recebia. Com um sorriso no rosto, beijos e abraços carinhosos. Havia, entretanto, uma leve mudança em suas feições. Por mais que ele tentasse esconder, a dor era muito forte para ser simplesmente ignorada. “O que houve querido? Aconteceu alguma coisa na clinica?” – perguntou ela. Em resposta J.R apenas moveu a cabeça: “Só tive um dia difícil.”

Naquela noite Amanda preparou a melhor comida que J.R já experimentara em toda sua vida e ele comeu o máximo que pôde, tentando a qualquer custo evitar as lágrimas enquanto o fazia.

J.R não apareceu na clinica no dia seguinte, nem nos outros dois dias. Rick, preocupado com a ausência do sócio (e com a insistência que ele tinha em não atender seus telefonemas) resolveu fazer uma visita e verificar pessoalmente o que estava acontecendo. Chegando lá encontrou a porta apenas encostada, e como quando chamou não obteve resposta, resolveu entrar. Atravessou a sala e a cozinha, chamando pelo casal, e continuou sem obter resposta. Caminhou até o quarto e quando abriu a porta sentiu um cheiro horrível vindo de lá. Não mais horrível do que a cena que viu, e que o deixou em estado de choque.

No quarto, deitada de bruços na cama do casal, estava Amanda, nua, com um machado cravado nas costas e sangue espalhado por todos os lados. Bem em cima dela, pendendo de um lado para o outro, estava J.R, pendurado pelo pescoço em uma corda presa no teto. Embaixo, ao lado do corpo de Amanda, Rick viu um buquê de rosas vermelhas, com um bilhete pendendo entre as pétalas de uma delas, onde estava escrito:

“Nunca deixarei de te amar” - J.R.

E há quem diga que até hoje, em algumas noites de lua cheia, se você se esforçar um pouco, pode ver um opala-metálico-azul, com uma linda garota loira e seu namorado, rondando aquela casa, com o alto falante do carro tocando “Boys don´t Cry”.

quinta-feira, 12 de julho de 2012

Livro da Semana: The Dark Tower – The Wind Through The Keyhole


Autor do texto: Edilton 

Título Original: The Dark Tower – The Wind Through The Keyhole
Título Traduzido: Ainda não publicado no Brasil
Ano de Publicação: 2012
Data de Publicação nos EUA: 24/04/2012
Personagens Principais: Jake Chambers, Roland Deschain, Eddie Dean, Oi, Sussanah Dean, Tim Coração Valente, Grande Ross, Jamie Decury, Merlim, O Homem de Preto
Cidades da História: Debaria
Disponível no Brasil pelas Editoras: Ainda sem publicação no Brasil


Sinopse/Crítica
Longos dias e belas noites Pistoleiros! Estou de volta, depois de um hiato considerável de tempo, (graças a Universidade, que tem me ocupado mais do que eu realmente gostaria rs) com mais um livro da semana. Para compensar a demora resolvi falar um pouco sobre um dos mais recentes lançamentos do tio King, o tão aguardado novo livro da Torre Negra, “The Wind Through The Keyhole” (algo como “o vento através da fechadura”, em tradução livre). Então vamos ao que interessa…

O livro é basicamente uma história, dentro de uma história, dentro de outra história (a ideia pode parecer um tanto quanto confusa, mas quando abordada na prática é bem mais simples). Primeiro temos Roland e seu Ka-tet, em busca da Torre Negra, no exato ponto em que foram deixados com o termino do quarto volume da série, Mago e Vidro e um pouco antes de chegarem a Calla no quinto volume (podemos, portanto, considerá-lo como uma “Torre Negra 4.5”). Escapando de uma espécie de “tempestade” de gelo (Starkblast, no original, é um conceito bem mais aprofundado de “tempestade”, que pode ser mais bem entendido durante a leitura do livro. Não vou me aprofundar mais nos detalhes para não estragar a leitura com possíveis spoilers) Roland e seu ka-tet (Susannah, Jake, Oi e Eddie) se refugiam em um galpão abandonado e enquanto a tempestade não passa o ka-tet se reune ao redor de uma fogueira para ouvirem uma história dos tempos em que Roland ainda era Jovem, depois de sua aventura em Mejis (como visto em “Mago e Vidro”), quando ele e o então também jovem Jamie Decury foram mandados para a cidade de Debaria (lar das “Irmãzinhas da Rosa”, com quem Roland futuramente se encontraria no conto “As Irmãzinhas de Eluria”, do livro “Tudo é Eventual”) para investigar o caso de um SkinMan (algo como “Homem-Pele”, em tradução livre) uma espécie de metamorfo que estava assombrando a cidade. Paralelo aos fatos narrados nesse trecho da história, somos também apresentados a história do Vento pelo buraco da fechadura, que dá título ao romance.
Eddie, Susannah, e Jake escutaram encantados, por toda aquela longa e controversa noite. Lud, o Homem do Tique-Taque, Mono Blaine, o Palácio Verde—tudo fora esquecido. Até mesmo a Torre Negra fora esquecida por um tempo. Havia apenas a voz de Roland, crescendo e decrescendo. (S.K – The Wind Through The Keyhole)
No romance nos deparamos com um Roland, apesar de jovem, já bem amadurecido pelos infelizes acontecimentos do livro anterior e constantemente assombrado pela imagem de sua mãe. Algo como uma sombra do Pistoleiro frio e calculista que ele se tornaria futuramente, bem semelhante ao que pudemos conhecer quando nos foi narrada a história de Mejis (e mais detalhadamente nas hqs da Marvel que contam sobre o retorno para casa e sobre a queda de Gilead). Em contra partida temos um ainda aspirante a Pistoleiro Jamie Decury, que apesar de inexperiente cumpre bem sua função ao lado de Roland.
De acordo com Vannay, havia apenas um único modo seguro de matar um SkinMan: um objeto perfurante de metal sagrado. Eu pagara o ferreiro com ouro, mas a bala que ele me fabricara – aquela que avançaria pelo tambor ao primeiro apertar de gatilho – era de pura prata. Talvez funcionasse. Senão, eu faria chover chumbo. (S.K – The Wind Through The Keyhole)
A terceira história narrada e que dá título ao livro, “The Wind Through the Keyhole” funciona basicamente como uma parábola contada por Roland, (entre o segundo e terceiro capitulo do livro) que ouviu a história de sua mãe, quando ainda era muito pequeno. Apesar disso, quem já se aventurou nos outros romances da torre irá reconhecer quase que imediatamente os elementos presentes na história do jovem Tim, que parte em busca da cura para a visão de sua mãe; a tecnologia obscura da North Central Positronics, a magia de Merlim, os feixes de luz, e, como não poderia deixar de ser, a participação “especial” de um dos maiores vilões do universo da Torre Negra, o Homem de Preto. Apesar de interessante, acabei com a impressão de que “The Wind Through the Keyhole” é uma parte um tanto quanto desnecessária. Apesar de ser uma boa história, ao meu ver ela não acrescenta em nada a trama, (o que não acontece com a história principal, de Roland e Jamie em busca do Skinman. Diferente da fábula contada por Roland, esta serve como uma espécie de “preparação” para a redenção de sua mãe, uma história que mudaria o modo com o próprio Roland passaria a enxergá-la após os fatos ali narrados) e funciona basicamente como um tapa-buracos para afastar um pouco o foco principal (e consequentemente rechear o livro com algumas – muitas – páginas a mais). Apesar disso, é uma ótima história (assim como as histórias relacionadas a torre, em geral, são).
- O Guardião do Feixe desta ponta é Aslam. – Daria disse. – Aslam é um leão, e se ele ainda vive, ele está muito longe daqui, na terra das neves eternas. (S.K – The Wind Through The Keyhole)
Como o próprio King fez questão de frisar, The Wind Through the Keyhole funciona como um volume 4.5 que pode ser lido tranquilamente, independente da leitura dos outros volumes da série (e com uma ajudinha das breves considerações tecidas pelo próprio King antes do inicio do livro). Mas é importante saber que ter a consciência dos fatos narrados nos outros livros ajuda bastante para que se tenha uma visão mais detalhada do romance, uma experiência de imersão mais aprofundada no universo da Torre, como acontece até mesmo numa releitura dos outros livros da série (detalhes que passam despercebidos numa primeira leitura de “O Pistoleiro” por exemplo, numa segunda leitura são facilmente perceptíveis e enriquecem de maneira significativa a experiência). É um livro que realmente vale a pena ser lido. Apesar de, num modo geral, também não acrescentar muita coisa a mitologia da série, é um retorno tanto digno quanto inevitável (afinal de contas, Ka é como uma roda) ao universo de Roland Deschain e seu Ka-tet. Um universo que, apesar de esmiuçado no decorrer dos diversos livros, Hqs e enciclopédias sobre a série, ainda nos deixa sedentos por mais e mais.

quarta-feira, 20 de junho de 2012

Promoção e concurso para ganhar livros de Stephen King


Olá, KingManíacos! Voltamos com mais um concurso em parceria com a Suma de Letras, selo da Editora Objetiva que publica os livros de Stephen King no Brasil. Dessa vez vamos premiar fãs do Tio King com dois exemplares de “Ao Cair da Noite”, livro mais recente do autor  publicado por aqui. As regras são simples: Serão feitos dois sorteios distintos, no primeiro basta curtir  o perfil da Suma no Facebook, seguir os perfis: @Suma_Br e StephenKing_Br no twitter, dar RT na seguinte frase: “Quero ganhar AO CAIR DA NOITE de #StephenKing que a @Suma_BR e o @StephenKing_Br vão me dar: http://kingo.to/17Gg”, cruzar os dedos e torcer pelo resultado, que sai no dia 19 de Julho O segundo sorteio será um pouco mais complexo e envolverá um pouco mais de atitude por parte dos fãs (está na hora de movimentar as coisas por aqui rs).

Para concorrer ao segundo exemplar, além de curtir o perfil da Suma no Face, você deve enviar, até o dia 30/07, uma foto sua ou de um livro do Tio King em alguma situação diferente/criativa (lendo “A incendiária” ao lado de um prédio em chamas, folheando “O Iluminado” em cima de um triciclo”, exorcizando  sua mãe com um exemplar de “Carrie”, enfim… o que a sua criatividade mandar) para o email: edilton@stephenking.com.br com o assunto da mensagem como: “Concurso Stephen King Brasil”. As fotos serão disponibilizadas aqui e a mais criativa será escolhida pelo comitê de votação formado especialmente para a ocasião. O vencedor ainda levará para casa, de brinde, um exemplar em inglês de um pocket do autor a nossa escolha.
O Resultado do segundo sorteio sai no dia 31 de Julho.
Boa sorte para todos! Ah... aproveitem e conheçam mais deste fantástico site sobre o mais célebre autor de terror da atualidade.

domingo, 10 de junho de 2012

Os Novos 52 - Uma análise da reestruturação do universo DC


Boa tarde galera do Apogeu. Para quem não me conhece, meu nome é Edilton Nunes. Sou estudante do terceiro ano do curso de Letras da UEG (Universidade Estadual de Goiás), criador e administrador do portal stephenking.com.br e aspirante a escritor nas (poucas) horas vagas. Além disso sou apaixonado por livros, cinema, seriados de tv,  arte sequencial (os famosos quadrinhos), enfim... Pela cultura pop em geral. Bom... Apresentações devidamente feitas, chegou a hora de explicar porque vim aqui invadir o espaço do meu grande colega Franz.

Tomei a liberdade de escrever esse pequeno texto para falarmos um pouco mais sobre o badalado “reboot” da Dc Comics, apelidado de “Os Novos 52” (numa clara referência aos 52 personagens que a editora publica atualmente). Trata-se de uma reformulação em todos os personagens de uma das maiores editoras de histórias em quadrinhos do mundo (e aqui incluímos Superman, Batman, Lanterna Verde, Flash e Cia.) que ocorreu aproximadamente há um ano atrás lá na terrinha do Tio Sam, mas que só agora (junho de 2012) está tendo seu material publicado por aqui. Mas chega de enrolação e vamos ao que interessa...

Por que ocorreu essa reformulação e como isso vai afetar a vida do meu super herói favorito?

Quem acompanha o universo dos quadrinhos sabe que de tempos em tempos é necessário “fazer a faxina” na casa (no caso, nas editoras), arrumar a bagunça cronológica dos vários personagens, zerando suas numerações e recorrendo, muitas vezes, à necessidade de recontar e reorganizar suas histórias. Esse tipo de procedimento não é inédito. Já aconteceu mais de uma vez, com a própria DC (Vide, por exemplo, as sagas “Zero Hora” e “Crise nas infinitas terras”). A principal diferença desse reboot para os outros é que agora TODOS os 52 personagens da DC tiveram suas edições zeradas e foram reformulados, alguns mais drasticamente, outros menos. Numa ação inédita por parte da editora, também passaram a ser vendidas, simultaneamente, as edições digitais das HQ´s, dando a oportunidade dos leitores acompanharem suas histórias favoritas no mesmo dia em que elas saem nas bancas. Além disso a DC optou por pegar firme na ação da Marketing, com comerciais no cinema e na tv. As ações estrategicamente pensadas de Jim Lee e companhia renderam bons frutos e agora, após um ano, finalmente os fãs brasileiros poderão acompanhar o lançamento dos Novos 52 por aqui. A Panini, editora responsável pela publicação do material da DC em terras brasileiras, começou a publicar oficialmente neste mês todos Os Novos 52 em uma ação também inédita por parte da editora no país. É a primeira vez que uma editora brasileira publica todas as revistas que foram lançadas lá fora pela DC.

Serão 7 títulos mensais: Superman, Batman, Lanterna Verde, Universo Dc, Liga da Justiça, A sombra do Batman e Flash, distribuídos em bancas de revistas e comic shops (lojas especializadas nas vendas de Hqs e material relacionado). Outros quatro títulos serão publicados somente em Comic Shops: Novos Titãs e SuperBoy, Esquadrão Suicida e Aves de Rapina, Universo DC Apresenta: Desafiador, Frankestein - Agente da S.O.M.B.R.A. Mas você me pergunta: Como assim cara pálida? Fiz as contas e não deu 52 personagens. E eu respondo: Elementar, meu caro leitor... A publicação de HQ´s no Brasil funciona de uma maneira um pouco diferente do que acontece lá fora, já que são realidades financeiras e sociais um pouco diferentes também. Enquanto lá fora, cada um dos 52 personagens possui a sua respectiva revista, com cerca de 20 e poucas páginas cada, em aventuras mensais, no Brasil adota-se desde os memoráveis tempos da Ebal, Abril e Cia, o sistema de mixes, conjuntos com 3 ou mais revistas em uma só publicação, já que seria financeiramente inviável lançar várias revistas mensais separadamente. Nesse aspecto somos privilegiados (em partes, devido a cultura que temos de acompanhar poucas Hqs, com relação aos norte-americanos, que, apesar da crise, ainda possuem um mercado bem mais amplo de leitores do que o nosso), pois o custo das revistas acaba sendo bem mais barato por aqui. Enquanto uma HQ do Superman, por exemplo, com pouco mais de 20 páginas, lá fora custa $2,99 (aproximadamente 6 reais), aqui no Brasil o Mix com as revistas Superman, Action Comics e SuperGirl, com 84 páginas (as outras edições terão uma quantidade um pouco menor de páginas e serão mais baratas também), sai quase pelo mesmo preço, pouco mais de 6 reais. Segue abaixo a lista completa dos mixes para que os leitores de primeira viagem possam se situar e planejarem quais Hqs irão acompanhar:

BATMAN: Batman (Scott Snyder e Greg Capullo), Batman - The Dark Knight (Paul Jenkins e David Finch), Detective Comics (Tony Daniel).

SUPERMAN: Action Comics (Grant Morrison e Rags Morales), Superman (George Pérez e Jesús Merino), Supergirl (Michael Green, Mike Johnson e Mahmud Asrar)

LANTERNA VERDE: Green Lantern (Geoff Johns e Doug Mahnke), Green Lantern Corps (Peter J. Tomasi e Fernando Passarin), New Guardians (Tony Bedard e Tyler Kirkham)

LIGA DA JUSTIÇA: Justice League (Geoff Johns e Jim Lee), Justice League International (Dan Jurgens e Aaron Lopresti), Captain Atom (JT Krul e Freddie Williams III)

FLASH: Flash (Francis Manapul e Brian Buccellato), Green Arrow (JT Krul e Dan Jurgens), Deathstroke (Kyle Higgins e Joe Bennett)

UNIVERSO DC: Aquaman (Geoff Johns e Ivan Reis), Wonder Woman (Brian Azzarello e Cliff Chiang), Savage Hawkman (Tony Daniel e Philip Tan), Fury of the Firestorm (Ethan Van Sciver, Gail Simone e Yildiray Cinar), Mister Terrific (Eric Wallace e Gianluca Gugliotta), OMAC (Dan Didio e Keith Giffen), Blackhawks (Mike Costa, Graham Nolan e Ken Lashey).

A SOMBRA DO BATMAN: Batman & Robin (Peter Tomasi e Patrick Gleason),  Batwoman (JH Williams e W. Haden Blackman), Batgirl (Gail Simone e Ardian Syaf), Catwoman (Judd Winick e Guillem March),  Red Hood and the Outlaws (Scott Lobdell e Kenneth Rocafort), Batwing (Judd Winick e Ben Oliver), Nightwing (Kyle Higgins e Eddy Barrows).

NOVOS TITÃS & SUPERBOY: Teen Titans (Scott Lobdell e Brett Booth), Superboy (Scott Lobdell e RB Silva).

ESQUADRÃO SUICIDA & AVES DE RAPINA: Suicide Squad (Adam Glass e Federico Dallocchio), Birds of Prey (Duane Swierczynski e Jesús Saiz).

UNIVERSO DC APRESENTA: DESAFIADOR: DCU Presents: Deadman (Paul Jenkins e Bernard Chang).

FRANKENSTEIN, AGENTE DA S.O.M.B.R.A: Frankenstein: Agent of SHADE (Jeff Lemire e Alberto Ponticelli).

Sobre as Revistas:

Até o momento só tive tempo de acompanhar duas revistas (mais devido ao atraso da Panini em entregar as HQs na minha cidade do que devido a falta de tempo em si), Lanterna Verde #01 e Superman #01. Minha primeira impressão é de que a reformulação dos personagens foi um pouco mais profunda do que uma simples mudança no uniforme. Me parece que uma das intenções da DC com essa reformulação foi trazer os personagens para mais próximo do público alvo, situando-os em histórias mais maduras e consistentes, com, inclusive, diversas referências ao mundo real. Os personagens usam redes sociais, celulares ultra-mega-power-modernos e há um forte apelo à questão da globalização deles. Superman, por exemplo, deixou de ser um personagem tipicamente norte-americano para se tornar um defensor do mundo (ao que tudo indica, Zack Snyder, diretor que está trabalhando no novo filme do azulão, vai seguir essa mesma linha para a produção do seu longa).

Nem tudo são flores...

Infelizmente, apesar de estar muito feliz com o lançamento dos novos 52 por aqui (trata-se de uma ótima oportunidade de voltar a acompanhar religiosamente as HQs da DC, coisa que eu não fazia há algum tempo, e que provavelmente farei agora) tenho que atentar para dois pontos deficientes da Panini, não só com relação das revistas da DC, mas com todas as que ela publica: O primeiro deles é com relação aos Mixes. Alguns simplesmente parecem não fazer sentido, sem contar o preço de algumas hqs disponibilizadas para as comic´s, que acabaram com menos páginas e mais caras. O segundo ponto defeituoso diz respeito aos atrasos na entrega. Não sei como funciona o sistema de distribuição da Panini, só sei que não é nem um pouco eficiente. Os títulos dos Novos 52 foram lançados oficialmente nas bancas no dia 1º de Junho. Estamos no dia 9 e até agora somente dois títulos (Superman e Lanterna Verde) chegaram nas bancas da cidade onde moro. Tudo bem que Goiânia não é nenhuma megalópole como São Paulo ou Rio, mas isso também não justifica os atrasos recorrentes da editora. De qualquer forma, espero que, assim como lá fora, Os Novos 52 também façam sucesso e vendam relativamente bem por aqui, para que a Panini ao menos continue a publicar nossas Hqs preferidas com o precinho camarada e a ótima qualidade pela qual eles já se tornaram conhecidos, pontos positivos que, sem sombra de dúvidas, superam os negativos citados anteriormente.

Post relacionado: Uma breve opinião sobre os Novos 52

terça-feira, 8 de maio de 2012

Sorteios de livros no Stephen King BR e Policial da Biblioteca.


Dois sites parceiros do Apogeu estão com promoções imperdíveis. Gosta de leitura? E o que dizer quando os autores são Stephen King e George R. R. Martin. Bem, estas oportunidades são únicas e você precisa apenas seguir as instruções abaixo ou ir direto aos sites e concorrer.
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Ainda está esperando? Leia e participe. Ganhe Carrie, a estranha ou A Guerra dos Tronos. That´s so easy.

CARRIE, A ESTRANHA - Via www.sthephenking.com.br:

Voltamos com mais um sorteio em parceria com a Suma de Letras. Agora é a vez do clássico “Carrie, A Estranha“. As regras permanecem as mesmas: Basta ser seguidor(a) do @StephenKing_br e @Suma_BR no Twitter dar RT na frase da semana: “Quero ganhar o livro de #StephenKing que o @StephenKing_BR e a @Suma_BR vão me dar: #CarrieAEstranha: http://kingo.to/14pq”, cruzar os dedos e torcer… O sorteio será realizado assim que chegarmos aos 901 seguidores no twitter, portanto indiquem o @StephenKing_br e a @Suma_BR para seus amigos. Quanto mais rápido chegarmos aos 901 seguidores mais rápido realizaremos o sorteio.

Considerações acerca dos sorteios
  • É necessário ser residente no Brasil.
  • Perfis Fakes, criados apenas com o intuito da participação em sorteios no twitter serão automaticamente desclassificados.
  • O vencedor deverá disponibilizar seu email de contato via DM pelo twitter para que possamos solicitar seus dados.
  • O vencedor terá até 48 horas úteis para entrar em contato conosco via twitter para que possamos solicitar os seus dados. Caso isso não ocorra ele será automaticamente eliminado e outro sorteio será realizado.
  • Os vencedores anteriores do concurso “Sorteio da Semana” não poderão participar novamente, para que possamos dar chance para aqueles que ainda não venceram.
  • Ao se comprometer em concorrer aos nossos sorteios, o participante estará automaticamente aceitando as regras aqui impostas.
Sobre “Carrie”:

“Você sentirá calafrios” – New York Times
Até 1972, Stephen King ainda era um professor cujo salário mal dava para sustentar a mulher, Tabitha, e os dois filhos. Nas horas vagas, escrevia histórias de suspense, sempre rejeitadas pelas editoras. Foi então que finalizou mais uma obra. Em seguida, porém, desiludido com o mercado editorial, King arremessou-a pela janela. Foi Tabitha quem o convenceu de recuperar os originais e tentar outra vez. Enviado a um editor, o livro foi aceito. Nascia Carrie, a Estranha, obra que lança Stephen King no cenário literário mundial.
Carrie, a Estranha narra a atormentada adolescência de uma jovem problemática, perseguida pelos colegas, professores e impedida pela mãe de levar a vida como as garotas de sua idade. Só que Carrie guarda um segredo: quando ela está por perto, objetos voam, portas são trancadas ao sabor do nada, velas se apagam e voltam a iluminar, misteriosamente.
Aos 16 anos, desajustada socialmente, Carrie prepara sua vingança contra todos os que a prejudicaram. A vendeta vem à tona de forma tão furiosa e amedrontadora que até hoje permanece como exemplo de uma das mais chocantes e inovadoras narrativas de terror de todos os tempos.
Com tantos ingredientes de suspense, Carrie, a Estranha logo se transformou num enorme sucesso internacional e passou a integrar a mitologia americana. Ao ser transportado para as telas, em 1976, pelas mãos de Brian de Palma, teve a atriz Sissy Spacek e John Travolta em seus papéis principais.

A GUERRA DOS TRONOS - Via www.policialdabiblioteca.blogspot.com.br

E maaais uma promoção no Policial da Biblioteca! Em comemoração aos dois meses do blog, ou ao lançamento do quinto livro no mês que vem, ou talvez eu só tenha o livro sobrando aqui, vamos realizar o sorteio do Guerra dos Tronos - o primeiro livro das Crônicas de Gelo e Fogo.

Vamos usar o Rafflecopter para esta promoção. Pra quem não sabe usar, é simples.
A primeira regra é deixar um comentário na resenha do livro (só clicar no link) e deixar na caixinha o nome que você usou para comentar.
A segunda regra é seguir o Policial da Biblioteca no Twitter. Na caixinha, deixe seu username no twitter.
A terceira regra é seguir o blog via Google Friends e deixar na caixinha o nome de seguidor.
Todas as regras acima são obrigatórias.
A última opção você pode fazer uma vez por dia, que é twittar sobre a promoção e colar na caixinha o seu tweet. Só clicar no tempo do tweet no canto superior direito. 
O vencedor será avisado via twitter e aqui no blog. Ele terá 48h para responder com nome e endereço completo para o envio.

Boa sorte a todos!


 


quinta-feira, 5 de abril de 2012

Conheçam o mais completo site do Brasil sobre Stephen King



Muitos já conhecem minha política de divulgação de artistas, escritores e sites: tendo qualidade, estará aqui, cedo ou tarde, pois é isso que meu público requisita.
Quando um site se destaca pelo empenho, conteúdo condizente, matérias interessantes, participação do público e, principalmente, preocupação com a verdade e com aquilo que está sendo passado ao leitor, eu me sinto na obrigação de divulgar e propagar a tantos quantos possa esta boa nova.
Assim sendo, apresento a vocês o mais completo site sobre o mestre do suspense e terror, o notório Stephen King. Obviamente, não irei descrever os títulos, prêmios e a importância de King como escritor e, principalmente, influenciador de outros escritores. Tudo o que você queira saber sobre os livros, filmes, séries e quadrinhos feitos por King ou baseados em suas obras, certamente estará a sua disposição, bastando clicar no logo acima.
Além disso, o site divulga as obras do mestre com sorteios constantes e links para outros sites que dedicam seu espaço a um dos mais produtivos e influentes escritores do mundo. Também está em desenvolvimento a primeria enciclopédia dedicada exclusivamente às obras e tudo o que esteja correlacionado ao escritor. O que estão esperando? Entrem sem medo neste universo de informações e materiais relacionados ao grande King e confiram o quanto isso pode ser fantástico... e assustador.




sábado, 24 de março de 2012

Apogeu do Abismo recebe seu primeiro selo de qualidade!


O Apogeu é um blog recente e está ainda em aprimoramento. Dificuldades foram superadas e, com a experiência adquirida, novos obstáculos serão superados. Mas não há nada mais gratificante do que o reconhecimento pelo árduo trabalho.
Recentemente recebi a grata notícia da indicação (feita inicialmente pelo Stephen King Brasil e depois pelo Policial da Biblioteca) para o selo de qualidade e, seguindo as regras, vou passar algumas informações sobre mim e indicar quais os blogs que recomendo:

Nome: Franz Lima
Uma música: The gentle art of making enemies (Faith no More)

10 coisas sobre mim: 

  • Nasci na cidade de São Paulo e moro no Rio de Janeiro desde os 13 anos.
  • Antes dos 17 anos, eu jamais pensei em ser escritor. Minha principal pretensão era a de ser desenhista e, como podem constatar, não saí dos rascunhos.
  • Leio desde pequeno. Inicialmente eram os gibis a minha maior paixão, mas hoje me dedico mais aos livros, uma fonte infindável de conhecimento e inspiração.
  • Apesar de ter me distanciado das HQ, ainda compro muitas edições especiais. Alguns títulos estrangeiros e as graphic novels são constantes em minha estante, destacando-se Watchmen, Sandman, Batman - cavaleiro das trevas, A piada mortal, Sin City, 300, todos as obras de Will Eisner, entre outros.
  • Livros indispensáveis na minha biblioteca: Deuses Americanos, Raça da Noite, À espera de um milagre, O pequeno príncipe, Capitães de areia, obras de Conn Iggulden e contos e livros de amigos do meio literário.
  • Série televisiva que vejo atualmente: The walking dead (second season).
  • Escrevi uma coletânea por intermédio do blog Roda de Escritores, chamada Cassandras. Também estou fazendo um conto para concorrer à publicação na coletânea "Malditas" da Editora Estronho.
  • Pretendo fazer duas tatuagens em homenagem aos meus filhos (um menino e uma menina) que são minha maior fonte de inspiração e alegria.
  • O primeiro blog que realmente apoiou o "Apogeu" foi o Dito pelo Maldito, onde meu brother Fábio mostra que humor e ironia têm que ter a inteligência como base, pois, do contrário, não funcionarão.
  • Tive o prazer de ter como colaboradores do meu blog os escritores Ednelson Jr. e Priscilla Rúbia.
Cor favorita: preto.
Um seriado: The walking dead
O que achou do selo: uma ótima iniciativa. A ideia é sensacional, pois não há um melhor avaliador de um blog que não seja um blogueiro. As dificuldades, a rotina, as pesquisas, o conteúdo... tudo é melhor avaliado por quem entende e trabalha na área. O selo é uma prova de que o trabalho está sendo reconhecido, trazendo um maior incentivo aos que o recebem.

Blogs/Sites indicados (estes, por sua vez, deverão indicar outros 15 blogs para também receberem o selo de qualidade) relacionados ao mundo da literatura - ou não - que visito constantemente:


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