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domingo, 5 de fevereiro de 2017

Guerras Secretas. Resenha do Mega Evento que modificou o universo Marvel.


Praticamente em todos os anos as duas maiores editoras de quadrinhos dos Estados Unidos fazem uma mega saga. Dependendo do momento que os personagens estão vivendo, essas sagas podem envolver apenas os personagens de uma mesma “família” ou fica restrita a poucos títulos. Em outros casos essas sagas são uma oportunidade de dar uma arrumada nas cronologias, no status de certos personagens dentro do universo e pra trazer de volta alguém que morreu, mas que não deveria ter morrido. Quanto maior a saga, maior a mudança que ela provoca. Também podemos dizer que a saga acaba tendo o tamanho da mudança que precisa ser feita. Não sei bem em qual dos dois casos ela se encaixa, mas é impossível negar que nos últimos tempos a maior mega saga dos quadrinhos foi Guerras Secretas.


Esad Ribic
Não, não estou falando daquela saga clássica que foi feita principalmente para vender bonecos. Guerras Secretas começou lá pela metade de 2015, com roteiros de Jonathan Rickman, a arte assinada por Esad Ribic com as cores de Ive Svorcina. Essa dupla foi responsável pela arte do arco O Carniceiro dos Deuses na mensal do Thor, recentemente republicada por aqui. Guerras Secretas foi publicada em nove edições quinzenais, entre julho e novembro do ano passado. No meu caso a distribuição foi bem menos eficiente e as edições chegaram entre agosto e dezembro.

Guerras Secretas foi o fechamento da fase de Jonathan Rickman à frente do título d’Os Vingadores. Tanto que a primeira impressão que você vai ter ao ler a primeira edição é que a história começa no meio de alguma coisa. Caso você, assim como eu, não leu essa fase, nem precisa se preocupar. A primeira edição começa com um resumo do mínimo com o mínimo que o leitor precisa saber para não ficar todo perdido.
            
A primeira edição narra inicialmente o fim do multiverso da Marvel. Os Beyonders, os mesmos carinhas responsáveis pelas Guerras Secretas originais, resolveram dar fim aos diferentes universos. Inclusive a história começa quando a Terra do universo regular (conhecido como Universo 616) está se chocando com a Terra do Universo Ultimate (conhecido também como Universo 1610). Vale lembrar que nas últimas edições de Ultimate Marvel deram a dica de que essa colisão estava perto de acontecer. Na tentativa de preservar a humanidade, Reed Richards cria uma espécie de bote salva-vidas. Nesse bote, além dos membros do quarteto e dos membros da Fundação Futuro, seriam levadas as maiores mentes do planeta. O plano dá mais ou menos errado e no lugar dessas pessoas importantes entram vários outros heróis que de fato vão participar da história. Enquanto isso, Dr. Destino e Dr. Estranho estão buscando uma forma de impedir a destruição dos universos restantes.
            
Por mais incrível que possa parecer, eles conseguem.
            
Destino toma para si o poder dos Beyonders. Reúne fragmentos dos diversos universos e cria um mundo sustentado pela sua vontade: o Mundo Bélico. Um lugar onde Destino é deus.
            
As primeiras edições são de longe as minhas preferidas. Explorar o Mundo Bélico, ver como Dr. Destino moldou tudo à sua própria imagem e semelhança, além de conhecer as regras que regem esse novo mundo é muito interessante. Obviamente em algum momento os heróis que conseguiram escapar da extinção dos universos entram na história para restaurar as coisas ao seu estado original. A partir daí a trama fica mais parecida com aquilo que todo mundo já está acostumado nas histórias tradicionais de super-heróis. Mas ao contrário das últimas mega sagas que chegaram na minha mão, Guerras Secretas tem um final bem menos apressado. A forma como o problema é solucionado pode ser até repentina, mas combina perfeitamente com o resto da história, além de ser bem inesperada.
            
Na arte vemos que a experiência de Ribic e Svorcina com o título do Thor faz bastante diferença. Desde o exército de Thors que mantém a lei de Destino até os muros de Destinogard, passando por todas as criaturas bizarras do Mundo Bélico, tudo conversa com a estética mitológica meio alienígena das histórias do Thor em que os dois trabalharam juntos. Quanto mais eu penso sobre a arte maravilhosa dessa dupla, mais eu vejo que a escolha dos dois foi mais do que acertada. O resultado impressiona.
            
Nem preciso dizer que no final da saga o universo é restaurado, mas com algumas coisas diferentes. Afinal é como eu disse no começo dessa postagem, o tamanho da saga é proporcional ao tamanho das mudanças provocadas, ou das mudanças necessárias. É aí que chegamos no ponto mais importante de Guerras Secretas: a parte editorial.
            
A primeira coisa que a gente deve lembrar é que Guerras Secretas ajudou a Marvel a dar um final para o Universo Ultimate. Faz um bom tempo que a continuidade paralela da Casa das Ideias estava caminhando para seu fim. Seria bem mais fácil simplesmente acabar com as publicações? Seria, mas aí a Marvel perderia um dos seus personagens mais populares dos últimos anos: Miles Morales, o Homem-Aranha Ultimate.

           
Além de ter uma popularidade bem grande, já foi constatado que Miles tem uma química boa com Peter Parker, o que não só mostrou que histórias com os dois dão muito certo, mas também que eles podem perfeitamente existir no mesmo universo. Não dava pra jogar fora um personagem tão bom ou fazer uma gambiarra qualquer e criar um novo Miles no universo regular. Nada como uma saga que envolve a destruição múltiplos universos para resolver esse problema.
            
Outra coisa que marcou Guerras Secretas foi o impacto da saga sobre as demais publicações. Todos os títulos tiveram suas publicações interrompidas e no lugar deles entraram uma enxurrada de títulos alusivos às Guerras Secretas. Aproveitaram o fato do Mundo Bélico ser uma colcha com retalhos de múltiplas realidades para lançar títulos baseados em diversas minisséries ou sagas antigas da Marvel. Dinastia M, Futuro Imperfeito, Velho Logan, Desafio Infinito, Era do Apocalipse, Guerra Civil, Planeta Hulk, Programa de Extermínio, O Cerco, Zumbis Marvel e até mesmo Mestre do Kung-Fu são alguns dos títulos que retornaram. Seja como uma espécie de continuação das sagas originais, como em Guerra Civil, ou apenas inspirados por elas, como em Planeta Hulk. Além claro das histórias que simplesmente apresentam versões alternativas dos heróis ou como eles foram recolocados dentro do Mundo Bélico, como aconteceu com os Guardiões da Galáxia.
            
Obviamente eu li só alguns desses títulos e a dica que eu dou é comprar só o que te interessar muito, já que nenhum dos que eu li me pareceu importante para o entendimento da série principal. Imagino que os demais tenham tanta relevância quanto.

            
No final das contas Guerras Secretas é uma história bem legal. Arte excelente, batalhas épicas, cenas muito “massa véio”, ótimos diálogos, algumas viradas nem um pouco óbvias e um pouco do melhor que o antagonismo entre Reed Richards e Victor Von Doom pode trazer a uma história desse tamanho. Depois dela só nos resta esperar e ver como o Universo Marvel vai ficar. Os títulos regulares já retornaram com suas numerações zeradas e com eles todas as reformulações do pós-Guerra Secretas. Eu poderia dizer que a partir de agora vamos acompanhar todas as consequências dessa mega saga, mas Guerra Civil II já já aparece por aí e é bem provável que ela chegue antes de sentirmos todos os efeitos de Guerras Secretas.
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sábado, 23 de julho de 2016

A animação do clássico A Piada Mortal estará à altura da obra original?


Por: Franz Lima. Curta nossa fanpage: Apogeu do Abismo

A imagem acima é uma das mais icônicas no mundo dos quadrinhos. O clima sombrio, o silêncio no lugar, a luz que esconde o rosto do Coringa e, óbvio, a presença do Cavaleiro das Trevas são peças indispensáveis para tornar a cena inesquecível... desde que com as ilustrações de Brian Bolland.
Não sou um purista quando o assunto é quadrinhos. Gosto de um bom roteiro, ainda que as imagens não sejam obras do porte de um da Vinci ou Michelangelo.
Agora, observem a imagem acima e comparem com a que está logo abaixo:
Trata-se da mesma cena. A primeira é da animação. A segunda é o traço de Brian Bolland. Reparem que o pânico na face do "Coringa" é notável, há verdade nas expressões. Do mesmo modo, o Batman tem a fúria estampada no rosto, nos dentes cerrados e na máscara cheia de marcas de expressão.  E o que vemos acima? Nada, principalmente quando comparamos com a cena original. 
A impressão que isso me deu foi péssima. Parece que os produtores queriam correr com a animação e, por isso, o resultado final está fraco, indigno da Piada Mortal original. 
Exagero? Bem, o que me dizem da adaptação de Loki & Thor: Irmãos de Sangue? A série seguiu à risca o material original, agrandando tanto aos fãs da graphic novel como aos que não conheciam o material. Inclusive, a série levou vários espectadores a buscar a HQ, algo que não ocorrerá com A Piada Mortal e sua animação fraca.
Comparem a cena retirada da graphic Loki com algumas das cenas da série animada. O traço de Esad Ribic foi mantido ao máximo e atendeu ao esperado pelos fãs do artista, além de atrair um novo público.

A Piada Mortal está perto de comemorar 30 anos de existência. É considerada uma das mais influentes HQ não só da DC, como também de toda a Nona Arte. A essência da trama foi mantida. Entretanto, os fracos desenhos ganharam outros pontos controversos como a presença da Batgirl (apenas mostrada em sua vida comum na graphic novel) e, para piorar, Brian Azzarello resolveu polemizar ao incluir sua própria visão do final da história. Acreditem: fãs do Batman lutam há décadas por seus pontos de vista sobre o fim da narrativa.
Queria muito ver A Piada Mortal preservada. Animar uma obra não é algo ruim, porém ver um trabalho consagrado ser desvirtuado me incomoda. 
São quase 3 décadas à espera disso e, infelizmente, não vejo uma produção à altura do roteiro de Alan Moore e da arte de Brian Bolland.
Assista ao trailer (abaixo) e diga-me se concorda com minhas palavras...



segunda-feira, 1 de abril de 2013

Loki e Thor: blood brothers. Diorama próximo da perfeição.



A história na qual esse Diorama é baseado é tão boa que rendeu uma Graphic Novel e uma minissérie. Saiba tudo sobre elas lendo a resenha da HQ Loki, feita por Filipe Gomes Sena e, ainda, minha resenha sobre a minissérie em animação Loki & Thor: blood brothers, feita por Franz Lima.
A estátua mostra uma dramática cena de combate entre os meio-irmãos Loki e Thor, deuses asgardianos. O detalhamento e realismo aplicados à estatueta surpreendem e encantam. Uma obra digna dos fãs da trama e, logicamente, dos traços impecáveis do desenhista Esad Ribic. 
Definitivamente, uma obra que preciso adquirir e exibir com orgulho na minha estante.













sexta-feira, 29 de março de 2013

Resenha da animação Loki e Thor: Irmãos de Sangue.


Antes de ler essa resenha, veja o que disse Filipe Gomes Sena sobre a Graphic Novel que deu origem a esta obra: "Loki".

Texto por Franz Lima

O que aconteceria se Thor e Asgard sucumbissem à tirania de Loki? Quais seriam os passos futuros do meio-irmão do Deus do Trovão? Essa é a premissa de Thor e Loki: irmãos de sangue, uma animação feita com base na graphic novel 'Loki'. 
A animação, tal qual sua fonte, revela um futuro alternativo onde o deus da Mentira, Loki, sagrasse vitorioso e aprisiona Thor. Com o intuito de humilhá-lo ininterruptamente, o vilão pretende mantê-lo em cativeiro infinitamente, infligindo-lhe contínuas torturas e vergonhas.
Mas um rei não vive só de diversão. Loki, como novo governante de Asgard, descobre muito cedo que o peso do trono é grande. O fardo em liderar exige muito. Estar à frente do poder é expor também suas próprias fraquezas.
Cansado de tantas cobranças, entediado, o semi-deus isola-se em seus aposentos e, finalmente, recebe uma cobrança ainda maior: o pedido da cabeça de seu irmão de criação.
Alternando o presente e o passado, Loki oscila em uma balança na qual o medo das sequelas por desobedecer a ordem da morte de Thor e o passado vivido juntos irá decidir pela vida ou morte do filho de Odin.
O destaque inicial está na animação que, mesmo em Motion Comic, surpreende pela qualidade. Não esperem encontrar uma superprodução do gênero, mas o visual é bem atraente.

Não sei se há uma versão nacional, porém as vozes originais - em inglês - dão o tom certo à trama e garantem uma tensão compatível com os acontecimentos. É possível acreditar que as vozes realmente pertencem a seus personagens. A trilha sonora é um complemento que cria e reforça ainda mais a atmosfera dos acontecimentos. 
Outro detalhe interessante é a caracterização do Deus da Mentira. Loki é forte, mas sua face é tão sulcada quanto a de um ancião. Poucos dentes ele ostenta e é possível ver que o tempo não foi gentil. Parece que buscaram mostrá-lo cansado por tantas lutas até a tomada do poder em Asgard. Caso tenha sido essa a intenção, eles acertaram em cheio.
Como dito anteriormente, o uso de flashbacks é constante e auxilia-nos a compreender um pouco mais da personalidade, dos 'motivos' pelos quais Loki tornou-se o que é. São essas viagens aos momentos juntos do Deus do Trovão que semeiam a dúvida no coração de Loki. É lícito acabar com seu eterno antagonista?
Mas a trama ainda guarda detalhes que surpreendem. Traição, ciúmes, uma infância onde ele é relegado ao desprezo por seus 'pares'. O roteirista e o desenhista fazem questão de frisar o escárnio dos outros deuses por Loki, criando uma certa simpatia entre o usurpador e os espectadores. Algumas passagens chegam a por em dúvida a culpa do meio-gigante por seus atos.


As alianças são uma interessante e intrigante parte da obra. Loki ascendeu ao poder, porém, tal como um político, precisou de inúmeros aliados que, ao seu devido tempo, voltam para cobrar os favores prometidos. Corrupção em larga escala é o que vemos.
Entretanto, uma questão fica no ar desde o início do primeiro capítulo: Loki manterá seu governo? É seu destino sentar-se definitivamente no trono de Asgard? Pode o caos propagar a ordem? Vejam e tirem suas próprias conclusões...

Drama psicológico:

Loki e Thor: irmãos de sangue, recebeu esse título por méritos. A animação tem uma alta dose de conflitos e mostra com uma narrativa absolutamente cativante, o quanto podemos ser influenciados por traumas de um passado não tão distante. Loki culpa a todos por moldá-lo como o vilão, uma espécie de contrapeso que iria também moldar o heróico Thor. Como no Ying e Yang, os irmãos estão intrínsicamente ligados por um destino onde a derrota de um será a consagração de outro.

Do meu ventre viestes...

Qual a origem do mal? Esse questionamento é imposto por todos os episódios e leva-nos a uma reflexão sobre os efeitos de uma infância traumática. Atual, o enredo aborda o tão polêmico 'bullying' e os prejuízos de uma criação onde a atenção é dividida em proporções desiguais. Tal abordagem é algo que eu jamais esperaria encontrar em uma produção da Marvel.
Mas a maior de todas as lições englobou duas perguntas: quanto tempo temos para tomar uma decisão correta? O amor entre dois irmãos é capaz de superar o ódio?

Gran Finale

Thor & Loki: Blood Brothers é uma animação primorosa, complexa e que precisa ser vista com um olhar crítico. As lições embutidas, o visual, o apuro nas caracterizações, frases e as entrelinhas tornam essa obra algo inesquecível. 
Recomendo a leitura da Graphic Novel e que assistam a essa minissérie pois há longos anos não via algo capaz de provocar tamanha reflexão.

Notas:
A história foi escrita por Robert Rodi  e a arte ficou a cargo de Esad Ribic. A direção é da dupla Joel Gibbs e Mark Cowart. A empresa por trás da animação é a Magnetic Dreams. 
A apresentação inicial usa as imagens das capas da série em quadrinhos, criando um vínculo entre o leitor e a animação ou, ainda, incentivando a busca do espectador pela obra impressa. 
Especial atenção à trilha sonora que, invariavelmente, é imprescindível para o clima das cenas mais importantes de toda a minissérie.



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