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sexta-feira, 15 de abril de 2016

Meu corpo? Minhas regras? Por Isabela Niella.



Por: Isabela Niella. Curta nossa fanpage: Apogeu do Abismo

Muitas mulheres dão como desculpa para o aborto o fato de se considerarem donas de seus corpos, por isso teriam direito de fazer e desfazer deles como quisessem.
Mas como alguém pode se considerar dona de algo que na maioria das vezes funciona sozinho, automaticamente, sem que nem se dê conta? Como se dizer dona de um corpo que não terá direito de levar ao morrer? Se formos analisar, nada que seja material nos pertence, muito menos nossos corpos. Eles nos são dados como empréstimo e servem de morada para nós (espíritos que somos) e um dia, ao fim dessa lida, nós os devolveremos. E o que devemos fazer com algo que pegamos emprestado? Cuidar para que, ao devolvê-lo, esteja na melhor condição possível (salvo o desgaste do tempo).
Então, se os corpos não nos pertencem, as regras que os envolvem não são nossas! E o único direito que temos é de usá-lo, sabendo que teremos que dar conta de tudo que fizermos com ele e a ele. E isso se aplica aos exageros de todas as espécies.
Voltando ao aborto, podemos concluir que se o corpo que utilizamos não é nosso, o corpo do bebê nos pertence menos ainda. A criança necessita da mãe para nascer, mas ela é um indivíduo, um espírito que também irá utilizar um corpo e que está vindo ao mundo com o objetivo de resgatar débitos ou cumprir alguma missão e precisa dessa oportunidade para evoluir. Imagina a prestação de conta de quem praticou o aborto tem que dar ao morrer! Ela não só prejudicou “seu” corpo com os métodos abortistas nada seguros, mas também impediu que outro espírito pudesse ter as mesmas oportunidades de crescimento espiritual que ela teve.
À grosso modo, essa é a visão espírita do aborto, claro que nem todos pensam igual e que muitos podem discordar, mas uma coisa é certa, a vida não é um achismo na qual cada um faz a regra que desejar e com certeza, nada é em vão! Tudo que fazemos tem um retorno, se positivo ou negativo vai depender das nossas atitudes, por isso a importância de abolir a prática do aborto que no mínimo é algo cruel que se faz a uma criatura indefesa.

Finalizando, convido a todos a assistirem o filme Deixe-me Viver  que em breve será lançado e que tem como temática o aborto na visão espiritual daqueles que sofreram com essa prática.  O filme é baseado em um dos livros do espírito Luiz Sérgio e psicografado pela médium Irene Pacheco Machado. Essa é minha dica para um programa familiar muito edificante.  
Links relacionados ao filme:

segunda-feira, 2 de julho de 2012

10 anos sem Chico Xavier... Não, ele nunca estará longe


O médium Francisco de Paula Cândido Xavier é um mito que se espalhou por todos os continentes. Suas obras são um fenômeno de venda e um bálsamo para os aflitos. Palavras bem encaixadas, pensadas, com ênfase em direcionar o leitor para um caminho reto, bom. 
Chico Xavier é um mito não por conta de suas inúmeras cartas psicografadas - claro, isso conta muito. Também não é um fenômeno por causa de seu carisma gigantesco. Com uma história magnífica - transposta para o cinema recentemente - ele sempre sofreu por causa de seu contato com os espíritos. Sua infância foi dura, ponteada por perseguições, descrença e medo. Aliás, este medo sempre o seguiu, como uma sombra. Não o medo da pessoa de Francisco, mas o medo do que estaria por trás de seu trabalho. Os espíritos são algo que impõe medo, o medo mais primal: o terror do invisível.
Chico Xavier cresceu e ganhou status de líder espiritual. Para ele, contudo, o papel de líder não era o mais importante. Chico sempre buscou trazer alento, paz para os familiares dos desencarnados e, logicamente, também para os próprios mortos. Seu dom era único, uma verdadeira benção de Deus. Por meio de suas mãos até pessoas à beira da condenação foram absolvidos. 
Bem, alguns podem estar imaginando que ele teve uma vida boa. Sim, ele teve uma vida boa, mas longe daquilo que hoje consideramos bom. Amigos o acompanharam, pessoas o amaram e ele viveu entre todos que o apoiavam: isso era a felicidade para Chico. Escrever seus livros - com a ajuda dos mentores espirituais -, auxiliar os necessitados e passar adiante os ensinamentos do Evangelho. Chico, antes de tudo, era um cristão no sentido mais amplo da palavra. Ele poderia viver em mansões, viajar pelo mundo, ter seu nome estampado em jornais e revistas de todos os continentes. Poderia...
Sem estudos, pobre de nascimento e com uma doença que o cegou lentamente, Xavier cresceu em espírito. Seus ensinamentos - ou melhor, os de seus mentores - foram divulgados pelo mundo. Quanto ele ganhou com isso? Muito, porém nada de retorno financeiro. Os direitos de suas obras foram todos repassados para a FEB (Federação Espírita Brasileira),  e a ele restou apenas os lucros das boas obras. A difusão de seus escritos rendeu também a propagação da doutrina espírita, baseada nos ensinamentos de Alan Kardec por todo o mundo.
O auge da fama de Francisco Xavier se deu por conta de suas entrevistas ao programa "Pinga-Fogo" onde Chico  mostrou uma inteligência e sagacidade não condizentes com a pouca escolaridade do médium. Os programas de entrevistas "Pinga-Fogo" foram os mais vistos da história da TV brasileira. 
Também há notícias de atos para livrar pessoas possessas dos espíritos obsessores, incluindo a própria irmã de Chico.
O filme e a minissérie sobre a vida e a morte de Chico Xavier são um achado, principalmente por mostrarem respeito à trajetória deste grande líder espiritual. Falecido em 2002, Chico deixou um legado difícil de abraçar. Centenas de livros, milhares de cartas psicografadas, almas apaziguadas e pessoas que encontraram um pouco mais de tranquilidade são apenas algumas da obras deste humilde mineiro de Pedro Leopoldo.
Uma das obras mais conhecidas de Xavier ganhou as telas em 2010. Baseado no romance homônimo de 1943, Nosso Lar foi um marco na história do cinema nacional pela coragem em retratar uma doutrina criticada por muitos à luz do livro, além da alta qualidade que apresentou. Com um roteiro fiel ao livro, Nosso Lar emocionou e foi um sucesso absoluto de bilheteria.
Mas esses não são os pontos principais desta matéria. O que eu quero evidenciar é simples: Chico Xavier não foi um mito. Chico sempre será um mito. Suas ações, a calma, a bondade por trás dos óculos que encobriam olhos doentes, o desapego ao dinheiro e sua vontade em propagar os ensinamentos cristãos o transformaram em uma unânimidade. Você pode não concordar com os ensinamentos kardecistas, porém jamais poderá recriminar as atitudes deste homem que inspirou muitos, transpos barreiras do preconceito e acabou por se tornar o símbolo de uma doutrina.
São 10 anos sem Chico, completados no dia 30 de julho deste ano... Não, são 10 anos sem a presença física, pois é fato que suas obras, o carisma e o amor que existiam nele são infinitos. 
Que para nós, e para os que virão, fiquem estas belas lições de uma pessoa simples, mas tão complexa quanto o amor.
Saudades, velho Chico.



Memorial ainda é promessa após 10 anos da morte de Chico Xavier



Por Geórgia Santos. Fonte: Jornal da Manhã

Ao completar 10 anos da morte de Chico Xavier, o memorial que deve preservar sua história ainda não passou de uma promessa, apesar de agora contar com recursos para a conclusão de pelo menos uma parte. O médium morreu no dia 30 de junho de 2006, um ícone de Uberaba, que até hoje atrai milhares de pessoas à cidade. Para homenagear Chico Xavier, surgiu a ideia de construir um memorial, entretanto, há anos a obra caminha a passos lentos, mas a previsão é que, enfim, os uberabenses poderão ver o serviço ser realizado, o que deve aquecer o turismo da cidade.
Segundo o diretor do Instituto Chico Xavier, empresário Adalberto Pagliaro Júnior, já foi resolvida a questão burocrática para a construção do memorial, o recurso já foi liberado e a Prefeitura já fez o pagamento da contrapartida. A construtora Gama já está mobilizada para realizar a segunda etapa da obra. Assim que for concluído, o instituto já conta com a promessa do Ministério do Turismo para a terceira fase. “A previsão é que segunda fase possa ser entregue em novembro”, garante o presidente do Instituto Chico Xavier.
Adalberto relembra que a demora da construção do memorial envolve um conjunto de fatores. Primeiro a crise econômica nos anos de 2008 e 2009, que fez com que todas as empresas travassem os recursos, haja vista que no início tratava-se de uma obra particular, com recursos Lei Rouanet. Além disso, diante desta situação foi feita a migração da obra para Prefeitura, para trazer facilidades na garantia de recursos através do Governo Federal.
“O instituto hoje pertence à Prefeitura, que, por sua vez, fez um convênio com o Ministério do Turismo. O intuito da obra é preservar a memória de Chico Xavier, pregar os seus ensinamentos e, ainda, realizar os projetos”, explica Adalberto, ressaltando que a intenção é transformar tudo isso em ponto turístico da cidade.
O serviço está sendo executado pela Gama, vencedora da licitação, pelo valor de R$2.199.896,51, sendo a contrapartida do município de 10%. “Não temos mais entraves burocráticos, a Caixa Econômica Federal já liberou as planilhas, o Ministério do Turismo e o dinheiro, enfim, em pouco tempo vamos ver o memorial pronto”, garante Adalberto. 

Celebrações. Quanto à programação para celebração dos 10 anos da morte de Chico Xavier, segundo a presidente da Aliança Municipal Espírita de Uberaba, com o nome “10 anos de saudade de Chico Xavier”, as atividades serão realizadas hoje com palestra sobre a vida e a obra do médium e comentários evangelizadores, às 19h30. Com convidados de várias partes do país, entre eles Oceano Vieira de Melo, um dos produtores do filme “A Vida Continua”, baseado em um livro do médium.
No sábado, às 9h30, haverá prece e visitação ao túmulo da maior liderança espírita das Américas, seguindo-se de culto à tarde, no Grupo Assistencial Chico Xavier, e entrega de alimentos. À noite, no Grupo Espírita da Prece, encerramento das celebrações, com lançamento de revista comemorativa, na avenida João XXIII, 1.469, no Parque das Américas.

Franz says: é decepcionante ver o descaso das autoridades no que diz respeito às pessoas públicas que foram exemplos para muitos. São personalidades dignas de homenagem, mas que infelizmente ficaram entregues à iniciativa de terceiros, uma vez que o poder público não se mostra interessado em cumprir com promessas, principalmente por que o efeito delas (as promessas) já surtiu o efeito.
Milhares de homenagens foram feitas a Chico por ocasião de sua morte. Houve comoção e lágrimas. Houve promessas e homenagens. Porém poucos são os que realmente estão interessados em dar continuidade aos planos do velho Chico. Homenageá-lo então... ficará sempre em segundo plano.
O memorial é uma obrigação moral do governo Federal em parceria com o governo de Minas Gerais. O exemplo de Chico sempre será maior que qualquer tipo de homenagem, mas isso não implica em esquecer e homenagear um dos maiores líderes espirituais que o Brasil teve.
O memorial e quaisquer outras homenagens que o estado de Minas Gerais, o povo brasileiro e todos os que tiveram o privilégio de receber uma parcela da bondade de Chico Xavier são, honestamente, o mínimo que é possível fazer para mostrar um pouco de gratidão por quem tanto fez.


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