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quinta-feira, 7 de janeiro de 2016

Como fazer a ferida doer novamente: o mau uso da imagem dos militares em um tweet



Por: Franz Lima. Curta nossa fanpage: Apogeu do Abismo

Hoje, há poucos minutos, o jornal O Estado de São Paulo +Estadão lançou um tweet onde afirma que os aumentos para os servidores acrescerão em mais de 50 bilhões de reais as despesas do governo. Vamos analisar friamente os fatos:

a) A publicação da notícia, vinculando-a à imagem dos três Comandantes das Forças Armadas é extremamente tendenciosa. Em uma sociedade cujo rancor ainda é presente quando o assunto é militarismo (por causa do período ditatorial), lançar mão de tal imagem é abrir novamente o debate sobre a importância e a necessidade de aumento para os militares. Muitos podem discordar, mas ainda há milhões de brasileiros que festejariam o fim das FFAA. Muitos ainda consideram os militares como gasto inútil, despesa que poderia ser evitada.

b) Não receberemos aumento. O que teremos será um reajuste para reposição de perdas devido à inflação e ao aumento do mínimo que, obviamente, irá provocar o aumento de tudo. 

c) O percentual concedido será parcelado em 4 vezes, sendo a primeira parcela de apenas 5,5% sobre o soldo (parcela mínima do salário de um militar).

d) Os militares que ganharão os R$ 31.636,00 (em 2019) não correspondem a 0,2% do contingente de 650 mil. 

e) Não cumprimos jornadas somente às terças, quartas e quintas. Temos um regime diferenciado que nos obriga a ter horário para chegar, mas não há garantias de que poderemos voltar aos lares. Isso se chama "disponibilidade permanente". Não acredita? Basta acessar o portal da transparência e verão como está o campo 'jornada de trabalho' para os militares.

f) Não temos força política para negociar os próprios salários, ao contrário do que acontece com políticos, juízes e outras classes de grande poder e influência.

g) Por fim, peço apenas que tenham mais cuidado com o uso da imagem de uma classe que está exaurida. Queremos trabalhar, mas os recursos são escassos. Há muitos anos estamos com nossos meios de defesa em estado precário, sucateados. Como exigir de uma tropa o sacrifício da própria vida se, em tempos de paz, ela não consegue sustentar um padrão de vida digno e condizente com as funções que lhe são impostas? Nós não somos os responsáveis pela Ditadura, não a queremos de volta e não devemos ser caçados e punidos por crimes de nossos antepassados. Por favor, respeitem essas seculares instituições que, além de lutar por nosso território, vão aos lugares que o Governo Federal e os governos estaduais esqueceram...

terça-feira, 3 de novembro de 2015

Imagem do dia: Bahia e o futebol apoiado por super-heróis.



O Bahia é um dos mais tradicionais times de futebol do país. No ano de 1946, o clube recebeu o apelido de Esquadrão de Aço. De lá para cá, muitas glórias marcaram a existência do tricolor baiano.
Mas o que me surpreendeu foi a descoberta do brasão que marca o início do post. Com personagens da DC envolvendo o brasão, o Esquadrão ganha uma versão simplesmente magnífica. 
Apesar dos uniformes "descaracterizados", as personagens são: Superman (no alto), Supergirl (à esquerda) e Poderosa (à direita).

Curta nossa fanpage: Apogeu do Abismo


quinta-feira, 16 de outubro de 2014

Site do escritor Graciliano Ramos é atacado por hackers


Fonte: Isabel Filgueiras, no Estadão
 
O site oficial do escritor Graciliano Ramos (www.gracilano.com.br), autor de Vidas Secas, sofreu um ataque hacker e saiu do ar há dois dias. Segundo a equipe do portal, a ação ocasionou perda do acervo reunido ao longo de 14 anos de trabalho. “Nossa colaboradora Ieda Lebensztayn foi quem viu que a página estava com fundo preto e letras e imagens árabes. Se não foi o Estado Islâmico, foi algo parecido”, diz o administrador da página Albano Martins Ribeiro.
Graças a um backup feito em nuvem em maio, a maior parte do acervo foi recuperada. Os arquivos mais recentes, no entanto, foram perdidos. Outros quatro sites do mesmo servidor também foram invadidos e tiveram todo o conteúdo deletado. Segundo Albano, o portal deve voltar ao ar ainda esta semana.
“Sempre admiramos a militância de hackers que, por todo o mundo, trabalham por uma sociedade melhor e mais justa. Continuamos torcendo por eles, deixando claro que sabemos diferenciá-los dos vândalos que destruíram nosso acervo”, diz mensagem na página.

Franz diz: vandalismo contra a cultura é uma das mais repudiáveis atitudes. A obra de Graciliano Ramos merece respeito não só pela importância dentro de nossa literatura, mas também pela disponibilidade do material produzido. Quantos escritores tem suas obras acessíveis na web? Posso garantir que poucos são os que o fizeram, seja por atitude própria ou através dos familiares que ficaram com a herança cultural.
Canibalizar este acervo é um ato indigno, onde pessoas tentam apagar um legado que estava acessível a todos. Tal como ocorreu em inúmeras bibliotecas destruídas em toda a história da humanidade, posso afirmar que eles não sairão vitoriosos.  


sexta-feira, 10 de outubro de 2014

Séries e as complexidades exigidas dos roteiristas. Via Estadão.


Clarice Cardoso - O Estado de S. Paulo
Um homem capaz de atos deploráveis é um herói aos olhos de uma grande audiência. O quase vilão que vira queridinho do público tem se tornado comum nas séries, e um dos mais marcantes da TV contemporânea é Dexter Morgan, da série homônima, vivido por Michael C. Hall em oito temporadas.
A série trata de um serial killer que, guiado por um rígido código de ética criado por seu pai, mata com requintes de crueldade criminosos que conseguiram escapar da polícia. A premissa é ousada, e as primeiras temporadas guardam um tom de atrevimento que manteve o público interessado. Depois, vieram alguns tropeços, e ela parecia se repetir. “Era quase inevitável estando há tanto tempo no ar”, admite Scott Buck, o showrunner, ou seja, o grande nome por trás de Dexter.
“Quando qualquer série começa a envelhecer, as fórmulas passam a soar familiares para quem a acompanha de perto. Aí, você se vê diante de um dilema: tentar surpreender e acabar com algo um pouco diferente, ou deixar como está, correndo o risco de se tornar previsível. Nos dois casos, você vai decepcionar alguém”, explica ao Estado por telefone do Rio, onde participou do 2.º Programa Globosat de Roteiristas.
“A responsabilidade principal de um showrunner é entregar ao público a série de que gosta, ser inovador e manter-se fiel à sua proposta original, o que fica mais difícil ao longo dos anos.”
Com tanta experiência na televisão, Scott tem uma visão privilegiada das mudanças no comportamento do telespectador em relação ao conteúdo. Mesmo no Brasil, já são consideráveis as opções que oferecem a liberdade de decidir como e quando ver seu programa favorito: há a TV sob demanda, os sites como o Netflix e os aparelhos, que algumas operadoras brasileiras oferecem há alguns anos, que permitem gravar a programação e assistir quando quiser. Isso muda a relação que nós temos com aquilo a que estamos vendo, e Scott nota em si mesmo esses efeitos.
“Eu mesmo não faço ideia de quais programas estão no ar, há anos não sei. Porque mesmo que eles não estejam em serviços sob demanda, eu posso gravá-los e ver depois. São muito poucos os títulos que me cativam a ponto de me fazer ir para casa na hora exata em que vão ao ar, e acho que isso se aplica a boa parte da audiência norte-americana. Uma tendência que tende a se espalhar. O roteirista tem de estar ciente de que há opções de mais. Não estamos naquela época em que alguém via o que estivesse passando. A gente vê exatamente o que quiser”, afirma.
Outro hábito que cresce entre grupos de fãs é o de comprar caixas de DVDs ou o de assinar um serviço como o Netflix e assistir a toda uma temporada de uma vez só – o que em inglês tem até nome, “binge-watching”. Isso sim, ele diz, representa um desafio para um roteirista: “O modo como pensamos a narrativa precisa ser outro. É o caso dos ganchos de suspense ao fim dos episódios”.
Serviços como o Netflix e, mais recentemente, nos EUA, a Amazon, passaram a não só prover conteúdo, mas a produzi-lo. House of Cards, do primeiro, é uma febre que entrou para a história ao vencer um Globo de Ouro. Para Scott, porém, a inovação vai só até a exibição. “A mudança no jeito de ver TV ainda não alterou o modo de escrever, fazer e produzir programas”, crava. “Muitas dessas séries recém-lançadas são benfeitas, mas são produzidas de um jeito muito similar às tradicionais. O que ressalto é que abrem um mercado maior para os roteiristas, e quanto mais canais e espaços de exibição, melhor para nós”, arremata.

Franz diz: informações pertinentes para os espectadores e para os pretensos roteiristas. Há muito mais complexidades do que imaginava na construção de um roteiro para TV. Interessante demais esta matéria.

segunda-feira, 23 de junho de 2014

Thomas Geffroyd explica nuances do game Watch Dogs. Via Estadão.


Cobiçado por seu roteiro inovador (onde a inovação fica por conta da presença de um Geek - leia-se hacker - como anti-herói), Watch Dogs já cativou o público gamer e é um absoluto sucesso de vendas.
Aiden Pearce é um hacker que usa seu conhecimento tecnológico para invadir todo e qualquer sistema de computador na cidade. Esse conhecimento é a ferramenta que permite-lhe sobreviver em meio a uma trama cheia de ação e violência, porém com grandes doses de pesquisa que dão uma maior credibilidade ao roteiro. Os gráficos também chamam a atenção de forma positiva.
Mas há pequenos detalhes que só o diretor do game, Thomas Geffroyd, pode clarear e é isso que veremos nesta entrevista disponibilizada pelo TV Estadão.



domingo, 18 de maio de 2014

Conheça as empresas mais eficientes na proteção de dados.


Fonte: Link Estadão.
SÃO PAULO – Um relatório da Electronic Frontier Foundation (EFF) publicado nessa sexta-feira avaliou as empresas de tecnologia a respeito da proteção dos dados dos usuários quanto a pedidos de dados feitos pelos governos.
A pesquisa deu nota máxima a grupos como Apple, Google, Facebook, Microsoft e Twitter, e teve como Amazon e Snapchat como destaques negativos, usados como exemplos de companhias que pouco se preocupam com as informações pessoais de quem os utiliza.
A pesquisa, desenvolvida pela empresa pela quarta vez, mostra avanços no que diz respeito à preocupação com a privacidade dos usuários — o relatório atribui tal progresso ao escândalo de vigilância da agência de segurança norte-americana, a NSA, revelado pelo informante Edward Snowden.
Seis critérios foram levados em consideração pela pesquisa, e a cada um deles foi concedido uma estrela: exigência de mandado judicial; informa os usuários sobre solicitações do governo; publicação de relatórios de transparência; clareza com relação à política sobre as demandas governamentais; luta pelo direito de privacidade dos usuários e oposição à vigilância em massa. “Pela primeira vez desde 2011, todas as empresas pesquisadas ganharam ao menos uma estrela a mais em comparação com a temporada anterior”, diz o relatório, que pode ser lido (em inglês) na íntegra.
Ao todo, quinze empresas conquistaram notas entre 5 e 6 estrelas Apple, CREDO Mobile, Dropbox, Facebook, Google, Microsoft, Sonic, Twitter e Yahoo (com seis); LinkedIn, Pinterest, SpiderOak, Tumblr, Wickr e WordPress (com cinco). O Snapchat ficou sozinho com uma estrela, e mereceu menção especial: “A pouca preocupação do Snapchat é problemática, especialmente porque é um aplicativo que coleta dados extremamente particulares de seus usuários, como imagens comprometedoras. Esperamos urgência para que isso mude”, diz a EFF.
Franz diz: antes de nos preocuparmos com a segurança das informações digitais, precisamos nos ater a nossa própria educação digital. De certa forma, colaboramos para a coleta dessas informações por desatenção com os princípios básicos de segurança digital. 
Entretanto, o que considero mais perigoso não é o roubo das informações digitais em si, principalmente quando averiguamos que as principais empresas buscam pela excelência na proteção de nossos dados. O que me deixa atônito é a forma como divulgamos dados pessoais, localização e até a própria rotina pelas redes sociais. É exposição demasiada que compromete a segurança e a integridade de quem as divulga, mas também põe em risco a vida de pessoas próximas. É preciso divulgar os malefícios desse comportamento descomprometido com a cautela.

sábado, 3 de maio de 2014

Criativo Editora lança livro póstumo de Will Eisner.


Fonte: Estadão. Texto: Jotabê Medeiros
Quase toda a obra de Will Eisner (1917-2005) era autobiográfica, mesmo quando não era. Porque sua narrativa gráfica se valia de um acervo prodigioso da memória, de sua infância pobre no Bronx à depressão econômica, depois às atribulações da Segunda Guerra Mundial e, finalmente, à dificuldade de se afirmar como um artista de "subcultura", um meio popular cercado pelo preconceito.
Livro é publicado por aqui pela Criativo Editora - Will Eisner/Reprodução
Will Eisner/Reprodução
Livro é publicado por aqui pela Criativo Editora
Todo o resto, no entanto, é perfeitamente justificável e lógico: a escolha cronológica (póstuma) das histórias que formam uma linha vital da experiência de Eisner no planeta foi feita pelo cartunista e editor Denis Kitchen - e ninguém seria mais habilitado no mundo. Kitchen foi o fundador da Kitchen Sink Press (1969-1999), editora que publicou mestres como Al Capp, Harvey Kurtzman, Crumb e Eisner.Ou seja: mesmo quando ele parecia não perceber, falava de si mesmo - mas numa perspectiva de humanismo universal, o que o tornou um dos maiores autores de sua época. Assim, o volume póstumo Life, in Pictures (Vida, em Quadrinhos), um calhamaço de gráfico de quase 500 páginas que a Criativo Editora está lançando neste momento no Brasil, não careceria do selo que leva logo na capa, Histórias Autobiográficas.
"Aqui, com memória seletiva, fato e ficção se misturam, resultando em uma realidade especial. Acabei confiando na veracidade da memória intuitiva", escreveu Eisner na introdução de Ao Coração da Tempestade.
O livrão compila histórias que tratam do aprendizado, das desventuras e da vida de Eisner em volumes já publicados, como o citado Ao Coração da TempestadeO SonhadorO Nome do JogoNova York - A Grande Cidade, entre outros. Também apresenta, ao final, um espetacular sketchbook e uma história em quatro páginas, O Dia em Que me Tornei Um Profissional, inédita aqui no Brasil, que é uma espécie de haicai gráfico da saga de Eisner.
Nessa história, O Dia em Que Me Tornei Um Profissional, Eisner se arruma todo para tentar mostrar seus originais para um prestigioso executivo, o diretor de arte da Young American Magazine. Senta-se na sala de espera ao lado de um homem de roupas mais simples, mais velho. Ele está impecável em seu novo terno. A secretária o manda entrar.
"A história é horrível", diz o diretor de arte. "Não publicamos lixo." Quando o artista sai da sala, totalmente arrasado, recolhendo o casaco e seus próprios cacos, o homem que esperava para entrar depois dele lhe diz: "Há uma passagem no Talmude que diz: ‘Se não pode vender sua mercadoria nesta cidade, vá a outra’". O homem era Ludwig Bemelmans(1898- 1962), famoso autor e ilustrador de livros infantis.
Os dois textos que abrem o livro, um de Scott McCloud e o outro de Denis Kitchen, valem o volume. "Eisner, assim como os gigantes do cinema, do romance e do teatro, se recusava a acreditar no mito do destino manifesto; aquela suposição confortante, porém ilusória, de que as convenções da narrativa popular de nossos dias são apenas fruto inevitável da época, lugar e ferramentas do mercado. Ele sabia que as vidas das formas de arte não são traçadas pelo destino, mas sim pelos caminhos arbitrários de indivíduos criativos", escreveu o ensaísta e crítico Scott McCloud, autor de Reinventing Comics eUnderstanding Comics, entre muitos outros.
Denis Kitchen, que faz anotações sobre personagens que aparecem nas histórias e são na verdade pessoas reais (como o criador do Batman, Bob Kane), faz uma revelação importante no seu texto introdutório.
"Esta compilação, o último dos três livros de capa dura da Biblioteca Will Eisner, foca na porção autobiográfica de seus romances gráficos, apesar de não representar a íntegra desse tipo de trabalho. Alguns elementos da trilogia Um Contrato com Deus são autobiográficos também. Eisner se inspirou em experiências pessoais em muitas de suas histórias, mas evitou autobiografia pura por muito tempo. Cartunistas amadores - meio desenhistas e meio escritores - não apreciam as duradouras tradições como seus primos da literatura. E até Eisner, inovador vitalício e pioneiro do gênero de romances gráficos na última fase de sua longa carreira, seria influenciado, como ele mesmo reconhecia, por uma geração mais jovem de cartunistas underground." Entre eles, Justin Green e o papa da contracultura, Robert Crumb.
O biógrafo de Eisner, o escritor americano Michael Schumacher, disse ao Estado no ano passado que Eisner, ao morrer, estava se aventurando numa novíssima e interessante direção ao fazer a graphic novel Os Protocolos dos Sábios do Sião. "Até então, fizera histórias de ficção, embora baseadas em memórias, coisas biográficas. E agora estava investigando uma nova área, a não ficção. Não sei o que ele escolheria fazer hoje, e fico fascinado em imaginar."
Há alguns anos, Eisner, ao ser convidado para ilustrar uma graphic novel sobre a vida do guitarrista Jimi Hendrix, abriu mão do convite com a seguinte justificativa: "Eu estou muito mais para Glenn Miller do que para Jimi Hendrix". Com essa compilação de suas histórias autobiográficas, fica claro que Eisner está muito mais para Marcel Proust do que para Robert Crumb.
VIDA, EM QUADRINHOS
Autor: Will Eisner
Tradução: Rene Ferri
Editora: Criativo (500 págs., R$ 99)

Compre mais barato neste link: Life in pictures.

terça-feira, 29 de abril de 2014

Governo Norte-Americano pede que não usemos o Internet Explorer


Fonte: Estadão 
 
SÃO PAULO – O governo dos EUA recomendou que usuários do Internet Explorer parem de usar o navegador até que uma falha anunciada no sábado seja reparada pela Microsoft. A advertência foi comunicada hoje pelo departamento governamental responsável pela segurança na internet.
O problema permite que se execute um código através do browser de outro computador e está presente em todas as versões do browser - 6, 7, 8, 9, 10 e 11. Através dela, por exemplo, um invasor pode criar um site falso e induzir o usuário a acessá-lo.
É a primeira ameaça grande a surgir desde que a Microsoft parou de fornecer atualizações de segurança para o sistema Windows XP no começo do mês.
Um órgão de segurança do governo britânico emitiu aviso semelhante no Reino Unido. Pediu aos usuários que procurem outros navegadores e que mantenham seus antivírus atualizados.

sexta-feira, 25 de abril de 2014

Roger Mello vence Hans Christian Andersen na categoria ilustrador


Fonte: Estadão

O escritor e ilustrador brasileiro Roger Mello, de 48 anos, venceu o prêmio Hans Christian Andersen – considerado o Nobel da literatura infantil – na categoria ilustrador. Mello é o primeiro latino-americano a conquistar o prêmio nesta categoria. A japonesa Nahoko Uehashi ganhou a premiação na categoria escritor. O resultado foi anunciado na Feira do Livro Infantil e Juvenil de Bolonha 2014, na Itália, que começou nesta segunda-feira e segue até o dia 27.


“Ele não subestima a capacidade da criança de reconhecer e decodificar os fenômenos culturais pelas imagens, guiada pela imaginação”, afirma o júri da premiação no texto em que justifica a escolha de Mello. “Por intermédio de suas histórias coloridas, o jovem leitor ganha um entendimento mais profundo da própria cultura e daquelas ao redor do mundo.”


Ilustrador há mais de 25 anos, Mello coleciona uma série de premiações. Recebeu o Espace-enfants, da Suíça, em 2002, mesmo ano em que venceu o Jabuti nas categorias literatura infanto-juvenil e ilustração com Meninos do Mangue. Ganhou diversas vezes a premiação da Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil (FNLIJ). Em 2010 já havia sido indicado ao Hans Christian Andersen.

Franz diz: apesar de ser uma notícia não muito recente (março de 2014), quis enfatizar essa premiação tão merecida. São momentos como esse que devemos valorizar e divulgar, pois muitos ainda veem nossa literatura e ilustrações como artes menores. Eis a prova de que estamos equiparados - e até superamos - os chamados "superiores".



quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014

Marinha disponibilizará contingente de 15 mil militares para patrulhar durante a Copa do Mundo



Fonte: Estadão
A Marinha vai envolver 15 mil militares, 27 navios e 17 aeronaves para atuarem simultaneamente nos mares, rios, lagos e lagoas do País durante a Copa do Mundo. Em Salvador (BA) e Natal (RN), a Força também vai coordenar a logística de defesa, enquanto a segurança será responsabilidade dos órgãos públicos dos três níveis de governo.
Todo o contingente da Marinha executará ações de patrulha e inspeção naval para garantir que as leis brasileiras sejam cumpridas em alto-mar e que as regras de segurança marítima sejam cumpridas. Os navios serão distribuídos nas nove cidades-sede que possuem portos e as aeronaves ajudarão a ampliar as áreas de visualização e fiscalização.


"Apesar de os jogos serem em terra, vamos proteger toda costa marítima e águas interiores em período integral. Teremos, inclusive, um navio no porto de Manaus patrulhando a orla da cidade durante toda a Copa", afirmou o comandante das Operações Navais, almirante de esquadra Luis Fernando Palmer.
As ações na Copa serão semelhantes as da operação Amazônia Azul, que intensificou a fiscalização nos 4,5 milhões de km ao longo de todo o litoral brasileiro. Em conjunto com a Força Aérea Brasileira, Receita Federal, polícias Federal, Civil e Militar e órgãos de fiscalização ambiental, a Marinha faz exercícios de defesa de portos e terminais, retomada de plataformas de petróleo, fiscalização e abordagem de embarcações.

Entre os dias 17 e 22, as atividades acontecerão simultaneamente no continente e no litoral com a participação de 30 mil militares, 220 embarcações pequenas, 64 navios e 15 aeronaves. Em dois dias, foram feitas 4,5 mil inspeções em águas nacionais e 169 apreensões.
"Essa é a primeira vez que nossas operações de rotina são realizadas simultaneamente em todos os rios navegáveis, lagos, lagoas e águas marítimas do Brasil, com todo contingente nacional. Isso é muito importante para o nosso treinamento de comando e controle e comprovar que podemos atuar de maneira integrada", ressaltou o comandante Palmer.
Nesta quinta-feira, a Marinha realizou uma simulação de inspeção na Baía de Guanabara. Seis militares com equipamentos de segurança, radiotransmissores, spray de pimenta, bomba de gás lacrimogêneo, pistolas 9 mm e um fuzil desembarcaram de lancha no navio-patrulha Macaé e demonstraram como seria uma abordagem em alto-mar, que pode terminar com a prisão de toda a tripulação.
"Esse exercício serve como treinamento para a Copa, principalmente pela coordenação com órgãos federais, estaduais e municipais envolvidos na operação Amazônia Azul. Mas nossa principal atividade é a fiscalização de atos ilícitos como contrabando, tráfico de drogas, documentação e atividades irregulares", explicou o comandante do navio, capitão de corveta Cláudio da Costa. 
Franz diz: eu sempre irei compreender o distanciamento que a população civil mantém dos militares. O histórico de repressão e violência, principalmente no período da Ditadura, é algo que só o tempo e uma atuação irrepreensível por parte das Forças Armadas poderá amenizar. Mas é notório que os militares têm feito o papel do governo federal no que diz respeito ao apoio às populações menos favorecidas. Enquanto a Presidente se gaba do programa Mais Médicos, milhares de moradores de áreas ribeirinhas são atendidos por médicos militares que não recebem os dez mil reais anunciados com tanta pompa. Quem faz partos, cuida da saúde bucal, cura feridas e passa regularmente por localidades esquecidas são os "inúteis" militares. 
Agora, novamente seremos expostos ao mundo como barricada em função da Copa. Será que isso aumentará nosso prestígio? Não. Apenas estaremos colocando a vida em risco em prol de um evento que não pedimos. Claro que isso não importa, já que fomos os homens maus por tantos anos, certo? Novamente errado. O passado é lição, não uma pena perpétua. Onde está a justiça em usar as FFAA como marketing de um governo que jamais as apoiou? Não vejo qualquer glória nessa utilização imprópria de um contingente treinado para a guerra. Mas a presidente vê...

sexta-feira, 31 de janeiro de 2014

Seleção brasileira apresenta seu terceiro uniforme. Veja as fotos!


Fonte das fotos: Estadão. Texto: Franz Lima.

A CBF anunciou hoje, dia 31 de janeiro, o terceiro uniforme da Seleção Brasileira de Futebol que terá um tom verde mais escuro e partes amarelas do brasão que brilham no escuro. A camisa não possui listras. O short, por sua vez, tem listras em degradê com as cores da bandeira. 
O novo uniforme causa impacto pela inovação e beleza, porém recebeu muitas críticas por causa do tom escuro. 
Honestamente, respeito os mais tradicionalistas que buscam a manutenção das cores originais da bandeiro, mas não vejo motivos para tanto alarde. A cor verde - mesmo mais escura - não é desrespeitosa às tradições e, obviamente, irá atrair os torcedores mais jovens que provavelmente irão se identificar com as inovações e o belo visual.
A Nike logicamente pretende arrecadar com as vendas, o que não implica em dizer que há pretensões de demonstrar descaso pelo tradicional uniforme da nossa Seleção.
Os preços iniciais, claro, não são nada baixos, o que não impedirá que os fãs mais ávidos adquiram a novidade.

Vejam mais algumas imagens e digam se concordam ou não comigo...







domingo, 10 de novembro de 2013

São Paulo é invadida por estátuas da Mônica


Texto: Franz Lima. Fonte: Estadão.
Em comemoração aos 50 de criação da personagem Mônica, Mauricio de Sousa decidiu fazer uma 'Mônica Parade', um desfile onde 50 estátuas da baixinha dentuça estarão espalhadas por vários bairros da cidade de São Paulo. Cada uma das estátuas tem características próprias já que foram pintadas por artistas diferentes, incluindo o próprio Mauricio, Rui Amaral, Hiro Kawahara e Danilo Beyruth.
A exposição permanece até o dia 08 de dezembro e logo em seguida 20 delas serão leiloadas e a renda será revertida para a Unicef. As demais estátuas seguirão para o Rio de Janeiro e Belo Horizonte, onde ficarão expostas.











segunda-feira, 4 de novembro de 2013

Estudo compara gêmeos e mostra envelhecimento precoce provocado pelo tabagismo.



Fonte: MSN Estadão. Comentários: Franz Lima.
Uma pesquisa realizada pela Sociedade Americana de Cirurgiões Plásticos (American Society of Plastic Surgeons, ASPS na sigla em inglês) mostrou a o envelhecimento precoce da face em tabagistas. A constatação foi realizada através da comparação entre fotos de gêmeos idênticos: um fumante e outro não. Os pesquisadores buscaram pessoas com o perfil apropriado no Twin Days Festival, festa que reúne irmãos gêmeos em Twinsburg, Ohio. Foto do 23º Festival de Gêmeos de Ohio, em agosto deste ano.
Um fotógrafo tirou fotos padronizadas de cada dupla, em close-up frontal. Em seguida, cada foto foi analisada por cirurgiões especializados em envelhecimento facial e eles buscaram reconhecer características como flacidez nas pálpebras superiores, bolsas sob os olhos, sulcos ao redor da boca e flacidez nas bochechas. Os cirurgiões não conheciam o histórico tabagista dos participantes. Na foto, dois gêmeos fumantes, porém o da direita fumou 14 anos a mais.


Franz says: não é só a questão do envelhecimento precoce que incomoda. Há o câncer, a perda da potência sexual, doenças respiratórias, o odor característico do cigarro e, claro, as despesas cada vez mais altas. Não há benefício no vício do cigarro, apenas perdas para os usuários e as pessoas que os cercam. Espero que esse estudo ajude a incentivar o afastamento definitivo desse mal que é vendido livremente em todo o mundo.



terça-feira, 29 de outubro de 2013

Corey Taylor - Slipknot: sobrenatural faz parte da banda e novo disco é prometido.


Fonte: Estadão. Texto: Jotabê Medeiros. Comentários: Franz Lima.

O visual do grupo Slipknot sempre sugeriu um portal para o purgatório, mas a relação deles com o Além vai bem mais longe do que se pensava. Corey Taylor, cantor e líder da banda, principal atração da primeira noite do festival Monsters of Rock, no sábado, às 21h40, é um cara escolado nas vivências paranormais. “Para mim, a alma é a chave do que somos e ela continua além da nossa vida. É energia e define o que somos e o que escolhemos ser. Muitas vezes, a alma encontra outro hospedeiro”, disse Taylor, falando ao Estado por telefone, na semana passada. Ele acaba de publicar o livro A Funny Thing Happened on the Way to Heaven (Uma coisa engraçada aconteceu no caminho do Paraíso), no qual narra suas experiências com fantasmas e seres do mundo supernatural. 
No seu livro, Corey Taylor conta como viu o primeiro fantasma quando tinha 9 anos e diz que espectros de crianças habitam a atual casa onde vive. Também sobrou para o Slipknot: a banda inteira já foi aterrorizada por uma revoada de fantasmas durante uma sessão de gravação de um disco, em Laurel Canyon, Los Angeles, segundo o relato do cantor. 
“Eu não acredito em Céu e inferno, mas na alma que permanece. Não acredito em punição, mas acredito em karma: uma pessoa muito má cedo ou tarde terá a retribuição daquilo que faz em vida. Pessoas ruins atraem as coisas ruins de volta para si mesmas. Já vi a repercussão de algo que aconteceu a uma pessoa muito ruim, que passou a vida fazendo malvadezas”, disse Taylor, que também é vocalista do grupo Stone Sour. 
“Os cínicos vão dizer que minhas contagens testemunhais podem facilmente ser descritas como ‘voos fantasiosos’ ou ‘armadilhas de uma mente hiperativa’. O que eu odeio mais do que todos os outros é: ‘Você viu apenas aquilo que queria ver e nada mais que isso’”, escreveu. 
Uma das bandas mais pesadas e insanas do heavy metal, o Slipknot volta ao Brasil dois anos após sua passagem pelo Rock in Rio, em uma jornada de labaredas e mergulhos no meio da plateia. Sua primeira apresentação no País foi em 2005, no Anhembi, no festival Chimera. Não era a primeira banda de mascarados do metal, mas era uma das mais feias (o grupo Ghost B.C., que veio ao Rock in Rio, parece que segue seus passos dramatúrgicos). 
O disco mais recente da banda, All Hope is Gone (2008), já tem 5 anos, No ano passado, lançaram a coletânea Antennas to Hell. E um dos integrantes do grupo, Joey Jordison, acaba de lançar um disco solo. Duplo. Mas, agora, Corey Taylor acha que já é chegado o momento de lançar material novo da banda-mãe. 
“Há dois anos, não estávamos muito preocupados com um disco novo, porque as músicas ainda soavam tão frescas e potentes. Mas, agora, é chegada a hora, sabemos que temos de fazer. Estamos fazendo sem pressa, de forma natural. Já temos quatro músicas novas, e elas mostram uma direção muito sombria e muito pesada. Também há um senso de melodia que flui da música. Eu definiria com uma combinação de dois álbuns nossos, Iowa (2001) e Volume 3: The Subliminal Verses (2004). É denso, mas as belas melodias estarão lá, como um próximo capítulo”, afirmou. 
A vida do Slipknot não é mole. Sua agressividade cênica cria problemas. Em junho de 2005, durante sua turnê pela Europa, foram acusados pela Igreja Ortodoxa de Atenas, na Grécia, de “promover o demônio e o satanismo”. Na época, o compositor e percussionista Chris Fehn, um dos nove músicos sem rosto do Slipknot (os outros são Clown, Corey, James, Joey, Mick, Paul, Sid e 133), declarou: “O nosso show é apenas uma grande diversão, e nunca ninguém se machucou. Nós promovemos a música, não um culto ao ocultismo”. 
Corey Taylor fala pausadamente, com clareza, e escreve com bastante jeito para se tornar best-seller. Está em seu segundo livro (o primeiro foi Seven Deadly Sins, sete pecados capitais, sempre na seara do sobrenatural). Ele se diz influenciado pelos beatniks, especialmente os três grandes – William Burroughs, Allen Ginsberg e Jack Kerouac. 
Ele conta que se lembra de ter visto imagens de Kerouac lendo On the Road no programa de TV de Steve Allen, e acha que o ritmo, a batida, a cadência daquilo são coisas que podem tê-lo influenciado como autor. Mas, como frontman, cadência é zero: ele é um selvagem.
“Qualquer chance para tocar aí no Brasil e a gente aceita. Nós adoramos, é um lugar em que os fãs são mais apaixonados, participativos. É um local para onde irei enquanto estiver em uma banda”, disse ele.

Franz says:  estas são ótimas notícias sobre a banda. Faz muito tempo que o Slipknot não produz algo inédito e com o peso dos discos anteriores, fato que os fãs sentem. 
Ainda fico surpreso com pessoas que não conseguem distinguir promoção - no caso o uso de máscaras sinistras - de satanismo. Caso haja realmente algum praticante do satanismo ou qualquer coisa parecida, será que iria usar uma banda de rock para divulgar seus ensinamentos e doutrina? Essa história de que o mal vem disfarçado, principalmente em grupos de rock, é uma verdadeira demonstração de preconceito e falta de conhecimento. Em alguns casos, como Marilyn Mason, é pura promoção. Muitos dos ditos 'roqueiros do mal' são pessoas com uma vida social tranquila, incapazes de fazer o mal a quem quer que seja.
Concordo com o autor do texto ao afirmar que a banda é pura dramaturgia. Nós que conhecemos e acompanhamos a história do Slipknot, sabemos que os integrantes podem ter alguns traços de instabilidade, mas quem é 100% normal? 
Quanto aos fenômenos sobrenaturais, todos estamos sujeitos a isso. Para quem não sabe, até o mestre do terror moderno, Stephen King, já teve contato com o sobrenatural. Não vou questionar a veracidade dos relatos... cada sabe o que vivenciou.
O importante - para o rock - é que um novo disco da banda está em planejamento. 


sexta-feira, 9 de novembro de 2012

Twitter muda senhas de usuários por engano. Via G1



Rede social disse que alterou senhas de “um grande número” de perfis enquanto conduzia análise de rotina

SÃO PAULO – O Twitter disse que mudou por engano as senhas de “um grande número ” de seus mais de 140 milhões de usuários ativos, enquanto conduzia uma análise rotineira para identificar contas que podem ter sido comprometidas.

“Em ocasiões em que acreditamos que uma conta pode ter sido comprometida, mudamos a senha e enviamos um e-mail avisando o usuário que isso aconteceu”, disse o Twitter em seu blog na quinta-feira (ontem, 08/11). “Nesse caso, mudamos por engano as senhas de um grande número de contas, além daquelas que acreditávamos terem sido comprometidas”.
Uma porta-voz da rede social, Carolyn Penner, se recusou a precisar quantas contas do Twitter foram afetadas pelo erro.
Ela disse que não houve falha de segurança.

Franz says: um erro lamentável, principalmente para os usuários mais ativos que tem no twitter uma ferramenta para divulgação de seus trabalhos. A divulgação do número de contas afetadas denotaria transparência, porém a credibilidade da empresa não caiu, já que o microblog é um dos mais estáveis entre as demais redes sociais.


quarta-feira, 7 de novembro de 2012

Festa Literária chega ao Morro dos Prazeres, no Rio de Janeiro.


Fonte: Estadão
 
RIO DE JANEIRO - Escritores que frequentam a Bienal do Livro e a Feira Literária Internacional de Paraty (Flip), como Ariano Suassuna, João Ubaldo Ribeiro e Ferreira Gullar, sobem o morro de hoje a domingo para falar a um novo público. Eles vão participar da primeira edição da Festa Literária Internacional das Unidades de Polícia Pacificadora (Flupp), que vai receber também autores estrangeiros que vêm pela primeira vez ao País.
Pacificado há um ano e nove meses, o Morro dos Prazeres, em Santa Teresa, na região central do Rio, foi escolhido em uma lista de 28 favelas que também se livraram dos traficantes armados pelas ruas com a chegada das UPPs. "Queríamos fugir da zona sul, para não esbarrar no clichê da praia, mas também não dava para radicalizar demais. Por isso preferimos o centro da cidade", explicou o escritor Julio Ludemir, um dos organizadores.
Ele buscou patrocínio de gigantes como Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Petrobrás, Vale e Itaú-Unibanco e apoio de organismos internacionais, como o British Council e os Institutos Cervantes (da Espanha), Goethe (Alemanha) e Camões (Portugal), que bancam a vinda de nomes como Thomas Brussig e Juan Pablo Villalobos. Mas não sensibilizou as editoras. "Não veem que a classe C não tem apenas o novo consumidor de celular, mas um novo leitor."
A ideia da Flupp surgiu da constatação de que existe demanda nas classes pobres por eventos do gênero, tanto que há nas comunidades interesse pela Flip, o modelo inspirador, com autores reunidos em mesas e conversando diante do público.
A preparação foi a Flupp Pensa, que de abril a julho chamou autores a 13 comunidades e promoveu oficinas literárias. Como em todas as iniciativas voltadas à leitura, o foco está nos jovens, na premissa de que "ler é legal". O homenageado da festa é Lima Barreto, escritor do início do século 20 que retratou o subúrbio, as desigualdades sociais e a discriminação racial.
A curadoria, do jornalista Toni Marques, buscou variar a programação. Além das falas dos escritores (19 brasileiros e 17 estrangeiros), haverá apresentações musicais, exposição sobre Lima Barreto, painel a ser finalizado por dezenas de grafiteiros e intervenções teatrais, além de um braço infanto-juvenil.
Segundo o tenente Maicon Pereira, comandante da UPP dos Prazeres, a quadra onde será instalada a tenda Policarpo Quaresma, principal espaço da Flupp, foi usada no passado para bailes funks e pagodes organizados por traficantes. "Antes da UPP, seria inviável um evento desse, os escritores não compareceriam. A população (30 mil pessoas) está gostando, até porque a maior parte da mão de obra empregada é local e isso gera renda."
A escritora de origem caribenha radicada em Londres Yvvette Edwards vem empolgada para ver "o Brasil real". "Muitos acreditam que os eventos literários são elitistas, mas em uma favela mandamos a mensagem de que todo mundo é bem-vindo." 

Franz says: é muito bom ver a cultura chegar aos lugares onde antes apenas o medo chegava.  
Os moradores das comunidades merecem oportunidades de conhecer e, principalmente, aprender a amar a literatura e todo o universo por ela englobado. 
A UPP é uma iniciativa que não pode cessar com a mudança de governo. Todas essas evoluções, antes impensáveis, podem sumir caso a Pacificação seja interrompida por um desmando político.
Parabéns aos idealizadores do projeto literário e também aos responsáveis pela manutenção da ordem pública e da paz nas comunidades carentes do Rio de Janeiro.



segunda-feira, 22 de outubro de 2012

Material inédito de Franz Kafka pode ficar acessível ao público.


Caricatura de Kafka por Alberto Russo
Fonte: Estadão
Milhares de manuscritos de Franz Kafka (1883-1924), autor imprescindível do século 20, poderão ser conhecidos pela primeira vez após uma recente decisão judicial israelense que segue um longo caminho de fugas, paixões, heranças, promessas, segredos e cofres ocultos.

Assim que for executada a sentença ditada no fim de semana passado pelo Tribunal de Família do Distrito de Tel Aviv, o legado do amigo íntimo de Kafka - o escritor e compositor judeu Max Brod - será em breve transferido de mãos privadas para a Biblioteca Nacional de Israel, onde estará acessível para pesquisadores do mundo todo.
Porém, a execução pode se prolongar durante anos se os até agora proprietários do tesouro literário resolverem apelar a uma corte superior, como seus advogados advertiram que farão.
O autor judeu nascido em Praga publicou poucos de seus trabalhos em vida, mas, anos antes de morrer, entregou seus textos, cartas, anotações e esboços a seu amigo Brod, não sem antes fazê-lo prometer que os queimaria após sua morte.

Felizmente, para os amantes da leitura e para dezenas de autores influenciados por Kafka, como Albert Camus e Jorge Luis Borges, Brod não cumpriu sua promessa e publicou o que rapidamente se transformaram em obras-primas da literatura, como
O Processo e A Metamorfose.
Fugindo de Praga por conta do avanço dos nazistas, Brod emigrou em 1939 para a Palestina sob protetorado britânico e, antes de morrer em 1968, entregou os manuscritos de Kafka e milhares de documentos e correspondências à sua secretária e amante, Esther Hoffe.

Em seu testamento, pediu que com a morte de Esther, os papéis fossem levados a um arquivo público "em Israel ou no exterior".

Hoffe morreu faz cinco anos com 102 anos de idade, o que gerou uma batalha judicial entre as autoridades culturais israelenses e suas duas filhas, Eva Hoffe e Ruth Wiesler (falecida há poucos meses).
Brod lhe entregou o legado só para que o tivesse em vida, suas filhas não podiam herdá-lo", explicou à Agência Efe o professor Hagai Ben Shamai, diretor acadêmico da Biblioteca Nacional de Israel, que considera que joias literárias dessa relevância "não podem permanecer em domínio privado".

Para ele, o fato de Brod trazer os documentos para Israel e de que os dois amigos eram judeus é uma clara prova de que pertencem ao público israelense e que devem ficar no país.

Há dois anos, outra sentença judicial israelense obrigou às irmãs a abrir cinco cofres de um banco em Tel Aviv e outro em Zurique (Suíça), que guardavam milhares de páginas.

Cena inspirada em A Metamorfose
 
Além do material que foi classificado então, os analistas desconhecem que outros documentos podem estar nas mãos das famílias Hoffe e Wiesler.

Alguns especialistas acham que pode haver mais cofres ocultos e mantêm a esperança de que exista alguma obra inédita no enorme legado de Kafka.

Eva Hoffe nunca permitiu às autoridades entrar em seu apartamento, onde vive "com 50 gatos e cinco cachorros que convivem com Kafka", disse à Efe o advogado da Biblioteca Nacional, Meir Heller.
Shamai acredita que no legado de Brod "não existe nenhum trabalho de Kafka que não tenha sido publicado antes", embora admitisse não saber com certeza "o que exatamente há nessa casa".

Uma vez recolhido, restaurado, estudado e classificado, o arquivo de Brod, explica, será "a joia" da Biblioteca Nacional.

Durante os cinco anos de luta pelos valiosos documentos, as irmãs Hoffe contaram com o apoio do Arquivo de Literatura Alemã da cidade de Marbach, que no passado comprou de Esther Hoffe vários manuscritos, entre eles o original de
O Processo.
Heller garantiu à Efe que seu próximo passo será reivindicar ao arquivo alemão os documentos, cuja venda considera ilegítima.

"Os alemães acham que os escritos fazem parte da cultura alemã, por estarem em idioma alemão, mas nós consideramos que são parte da cultura judaica e que devem permanecer no Estado judeu", concluiu Shamai.


Franz says: não importa qual nação permanecerá com os manuscritos. O que conta, no meu entendimento, é que os responsáveis por tais documentos tenham uma atitude diferente das antigas famílias tutoras, divulgando e permitindo o acesso a esses escritos. Kafka é um escritor de indiscutível talento e essa expansão em seu legado literário é um benefício que todos os apreciadores da literatura de qualidade devem ter. 

quinta-feira, 16 de agosto de 2012

Obra reúne artigos sobre os hábitos do leitor brasileiro. Via Estadão.


Fonte: Estadão. Por Maria Fernanda Rodrigues

SÃO PAULO - Se os professores fossem também leitores e mediadores de leitura, se as famílias tivessem livros em casa e os pais costumassem lê-los na frente das crianças - e também para elas -, e se as bibliotecas fossem atrativas tanto na forma quanto no conteúdo, é possível que o Brasil ganhasse, enfim, a alcunha de um país de leitores, sonho acalentado e expressão repetida à exaustão por entidades do livro e representantes governamentais. Essa é, basicamente, a fórmula da socióloga Zoara Failla para a solução do problema. Ela é coordenadora da pesquisa Retratos da Leitura no Brasil, apresentada em março, e organizadora de livro homônimo, lançado agora na Bienal do Livro.
A obra traz artigos de pesquisadores, escritores e de profissionais do governo, de entidades do livro e de organizações do terceiro setor acerca dos mais variados temas abordados no levantamento que ouviu, em 2011, 5.012 pessoas de 5 anos ou mais, moradoras de 315 municípios. Traz ainda os números da pesquisa e gráficos comparativos, apresentando um mapa do comportamento leitor brasileiro - o que lê, quando e onde lê, por que lê.
A análise feita agora dos dados possibilita traçar tendências, identificar políticas e ações que estão dando certo e sugerir novos caminhos. Entre os autores, estão a escritora Ana Maria Machado, presidente da Academia Brasileira de Letras; Ísis Valéria Gomes, presidente da Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil; a pesquisadora Marisa Lajolo; Tania Rösing, idealizadora da Jornada de Literatura de Passo Fundo, e muitos outros.
Girl reading - Fongwei Liu
Desenvolver a habilidade leitora da criança não é tarefa fácil, mas é um dos objetivos da educação básica. Mais difícil é transformar essa criança que está aprendendo a juntar letrinhas num leitor crítico e num leitor que terá prazer em ler um livro de literatura - e que continuará buscando novas leituras quando sair da escola e não for mais obrigado a ler. Se o índice de leitura do brasileiro é de quatro livros por ano, como apontou a última pesquisa, quando excluímos as obras indicadas pela escola, ou seja, quando consideramos apenas a leitura espontânea, chega-se ao risível índice de pouco mais de um livro por ano. Segundo o Cerlalc, os colombianos leem 2,2 e os espanhóis, 10,3.
Na última edição da pesquisa, de 2007, feita também pelo Ibope Inteligência a pedido do Instituto Pró-Livro, formado pela Câmara Brasileira do Livro, Sindicato Nacional de Editores e Associação Brasileira dos Editores de Livros Escolares, a mãe era a maior incentivadora da leitura, com 49% das respostas. Hoje, responde por 43% e perde a liderança para o professor. Ele é apontado por 45% dos entrevistados como a pessoa que mais indica obras e leitura. "Apesar da escola ser um espaço privilegiado de formação de leitores, ela acaba não se dando conta desse papel. A pessoa sai da escola e para de ler. A formação do leitor está falhando."
Segundo Zoara, 150 educadores responderam à pesquisa e acabaram reproduzindo o que a população apresenta como dificuldade de leitura e interesse pelo livro. No tempo livre, ao invés de ler, eles também assistem a televisão, lazer preferido de 85% dos brasileiros. "Se não temos dentro da escola um professor que é alguém que já foi despertado para o gosto da leitura, dificilmente ele vai conseguir cativar o seu aluno. Se ele mesmo não conhece a emoção de ler, que repertório ele tem para escolher livros adequados para aquela faixa etária e para o interesse dos seus alunos?", questiona.
Biblioteca. O brasileiro vê a biblioteca como uma extensão da escola: dos 24% que frequentam, 80% são estudantes. Zoara lembra que para muitas cidades, ela é o único equipamento cultural. Mas fecham à noite e nos fins de semana, não contam com acervo atualizado e não investem em programação. Enfim, ficam confortáveis na posição de guardiãs dos livros. Uma contação de história ou a presença de um autor lá já seria meio caminho andado para despertar o interesse pelo livro. Porém, para 33% dos brasileiros, nada os convenceria a ir a uma biblioteca.

Franz says: este é um dos melhores artigos que li sobre o assunto. Simples, porém de conteúdo realista, a autora detalha as principais falhas que geram um leitor preguiçoso ou, na pior das hipóteses, um indivíduo que não lê. As falhas no processo destinado a habituar desde cedo a criança a ler e, consequentemente, evoluir até a fase adulta são gritantes.  Material pouco atrativo, bibliotecas com horários incondizentes, material de leitura caro, livros usados em salas de aula incompatíveis com a mentalidade da geração atual... todos esses problemas e muitos outros podem ser resolvidos ou minimizados com um pouco de vontade política. Basta uma reformulação em alguns setores e, em um prazo médio, teremos leitores que não abandonarão os livros quando a leitura deles não for mais obrigatória. Basta querer.
Também quero deixar claro que, na minha opinião, o uso de obras adaptadas aos quadrinhos e as próprias HQ em si são ferramentas que devem ser utilizadas com maior frequência. Editoras já perceberam que este tipo de leitura é atraente para os jovens e estão disponibilizando material. Com o apoio do governo, através de redução de impostos e uma política de incentivo ao material digitalizado, muitos novos leitores surgirão. A tecnologia e as leis de incentivo podem trazer materiais cada vez mais próximos da realidade do leitor de hoje e, assim, cativá-lo.
Que essas palavras e esse artigo não caiam no esquecimento.

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