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sábado, 29 de novembro de 2014

Nota de pesar: Forças Armadas perdem primeiro militar em área pacificada no Rio de Janeiro.



Um combatente sabe quais são as probabilidades em uma área de conflito. Ser militar é uma condição onde a morte é uma realidade. Mas as Forças Armadas não recebem treinamento para patrulhar e pacificar. Ao contrário do que a maioria pensa, militares das FFAA são treinados para matar, mas isso é algo quase impraticável em uma região como o Complexo da Maré. Por que? Por se tratar de uma área repleta de civis, muitos inocentes. Como combater o inimigo oculto, disfarçado de morador e, infelizmente, melhor armado que a polícia e, talvez, até mais que o próprio soldado do Exército? 
Um soldado não tem a malicia que um combatente do Bope, por exemplo. Não há a experiência em incursões em áreas de favelas e, principalmente, não deveria estar lá. 
Desde quando é missão das FFAA combater o crime? Estamos em estado de Guerra Civil? Os governos estadual e federal não querem expor ao mundo a real situação do Rio de Janeiro. Não querem que os turistas "descubram" o quanto ainda há de marginalidade e terror. A sensação de segurança só existe - segurança é um termo bem exagerado - nas áreas onde as comitivas da Copa do Mundo passaram e onde passarão as comitivas esportivas das Olimpíadas. É muito enfeite para inglês ver. Muito teatro.
O cidadão carioca, principalmente o da Baixada, Niterói e Região dos Lagos, sabe o quanto há de violência e morte. Bandidos das áreas pacificadas mudaram para estas regiões. Há locais, como em Santa Cruz da Serra, em que as 'bocas de fumo' proliferam, onde os traficantes passam de moto e carro ostentando seus fuzis. A polícia não entra em muitas destas localidades. Porém o morador é obrigado a retornar para sua casa; é obrigado a conviver com a covardia e a bandidagem.
As UPP são o início da solução, claro. Mas não basta maquiar a situação. É preciso ver a verdade, encarar que há uma guerra muito distante de seu fim. É preciso combater o crime com força, rigor. Não é hora de compaixão para bandidos, pois estes matam e comemoram cada combatente abatido. Bandidos precisam aprender que a  dor infligida será a dor sofrida. O tempo do jejum pela paz acabou. Estamos em guerra pelas famílias dos policiais e combatentes militares mortos, pelos cidadãos que foram vitimados pela covardia de quem prefere o roubo e o medo para ter o celular mais moderno. 
Não há Robin Hood no tráfico. Não há beleza ou trilha sonora para assassinos e bandidos. Não existe um Hannibal Lecter nas ruas. O que temos são homens que portam armas para impor suas vontades e praticar o regime do medo. Assim como os integrantes do Estado Islâmico, os traficantes ditam suas regras e punem com a morte quem ouse enfrentá-los. 
O cabo Michel Mikami era um soldado no sentido mais amplo da palavra. Tombou em combate e lamentamos sua morte precoce e desnecessária. Porém é obrigação da Presidente e do Governador cobrarem esse preço. Enquanto houver impunidade e leis brandas para assassinos (incluo os políticos corruptos que financiam o tráfico) haverá mais óbitos de homens e mulheres que juraram defender a pátria. A curta nota da presidente Dilma não significa nada. É preciso ação e força. É preciso impor o medo aos bandidos, mostrar que a morte de um militar será cobrada em igual moeda. 
Eu lamento pela triste perda. Descanse em paz, guerreiro. 

quarta-feira, 4 de dezembro de 2013

O hipócrita deu cria: a essência da Ditadura se chama Jair Bolsonaro.


Por: Franz Lima.


Jair Bolsonaro foi (nunca mais será) um militar. Oficial do Exército, linha dura, ele obteve o que hoje muitos lutam para alcançar: um cargo político que dê voz aos militares. Já se passaram anos desde sua primeira eleição e, honestamente, nada mudou para a classe militar, da qual faço parte.

Resumidamente, militares são mal remunerados, sujeitos a extenuantes horas de trabalho, são proibidos de fazer greve (fato que tira a força política) e estão sujeitos à prisão no caso de se expressarem como faço agora.

Há pontos positivos dentro do militarismo, claro. Vocês certamente podem comprovar que um militar ou ex-militar tem um comportamento diferente, mais rígido em alguns pontos, porém quase sempre mais educado. A disciplina adquirida nos quartéis é para sempre e nosso país precisa de disciplina.
Voltando ao deputado, o fato é que Bolsonaro criou uma família de políticos que só voltam à tona nas vésperas de eleição. Por meio da polêmica, o clã tenta se manter no poder por mais quatro anos, aumentando a força política e não contribuindo com seus supostos eleitores, os militares. Sim, há civis que simpatizam com suas palavras ríspidas e o preconceito por vezes incubado em frases escritas por doutores das letras.
Palavras não mudam a situação. Omissão, entretanto, também não contribui para mudanças.
Hoje, falo por mim. Não suporto ouvir promessas de um futuro melhor, principalmente quando elas vem de um indivíduo que está afastado da realidade militar e que pretende radicalizar a vida civil. Além disso, a renovação é necessária. Os mandatos seguidos transformaram uma promessa em algo fútil, viciado no poder. Quem ainda não percebeu que os únicos beneficiados no cargo de Bolsonaro foram seus familiares, suplentes e pessoas próximas?
Ele é uma mancha que ajuda a propagar a péssima imagem que a população civil tem dos militares, ainda resquício da Ditadura. Bolsonaro mostra que não há limites para seu racismo e a crescente demonstração de sua "superioridade" racial e, agora, de classe (os políticos são os 'intocáveis', assim como foram os senhores de engenho).
Não somos assassinos, torturadores ou perseguidores das minorias. Não estou de acordo com a pseudo-moralidade do deputado que não representa os militares de hoje, apenas uma minoria que só vê a força como meio de diálogo (unilateral, claro).
Mas há outros que agem às escondidas, ocultos em discursos amenos que mascaram um rigor pior que a ditadura. Não se enganem... os piores torturadores são os que propagam a falsa sensação de segurança e minam nossas vidas dia a dia. Bolsonaro é um destes males e é por isso que evidencio as sequelas de sua influência como político. 
Não colaborem para que ele e seus iguais perpetuem e propagem o veneno que flui por suas palavras. Afinal, para um indivíduo que se diz moralista, qual a moral em beneficiar apenas a própria família quando ele dá as costas aos que o apoiaram por tantos anos? Qual a moral em trocar os valores éticos pelos valores monetários? 
Assim como foi proibido o uso de máscaras no Rio de Janeiro, espero que nós, eleitores, proibamos o uso das facetas que quase a totalidade dos políticos mantém para atrair os votos. A era da mentira tem que acabar.

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