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terça-feira, 14 de junho de 2016

Novo God of War promete ser o mais impactante de todos! Leiam a análise do gameplay.



Por: Franz Lima. Curta nossa fanpage: Apogeu do Abismo. #apogeudoabismo 

O mais aguardado anúncio da E3 finalmente ocorreu: God of War teve sua continuação confirmada. Melhor do que isso, os que estavam presentes foram presenteados com um Gameplay de quase dez minutos. As cenas são belíssimas e revelam um pouco do que poderemos ver.

Gráficos

Não há o que discutir. O PS4 tem algumas das mais realistas cenas de um jogo que eu já vi. Não há o que reclamar. As sombras, as texturas e tudo o mais estão extremamente nítidos. A sensação é a de que estamos diante de um filme. 

Som

Também impecável. É possível ouvir o som dos pequenos regatos, o farfalhar das folhas das árvores ao vento. Tudo com um realismo que dá veracidade ao que vemos. Mas é nas cenas de combate que o "couro come". Cada impacto, explosão ou som de flechas e espadas tem um grau de realismo incrível. É impossível não mergulhar no game tão bem feito.

Personagens

Kratos retorna com um visual reformulado. Suas consagradas espadas dão lugar a um machado também místico. Mesmo com uma única arma, o espartano ainda mostra que tem o mesmo ímpeto e violência vistos nos jogos anteriores. Entretanto, um novo personagem traz um elemento diferente para o guerreiro: a preocupação. Mesmo não demonstrando explicitamente, Kratos luta com mais ferocidade para evitar que seu filho (sim, eu disse filho) seja ferido durante sua iniciação como caçador e guerreiro.
As criaturas estão perfeitas e dão uma breve ideia do que veremos no decorrer do jogo. Só o primeiro monstro (uma mistura de monstro de lava, humanoide e um caprino) gigantesco 

O que o gameplay revela.

Além da óbvia paternidade do Deus da Guerra, Kratos se mostra um pai disciplinador e responsável pelo treino de seu filho. Assim como os espartanos históricos, ele passou por um rígido treinamento e não poupará seu garoto. Afinal, o mundo que o cerca não é compassivo com os fracos.
Conforme o jogador avançou, o filho de Kratos ganha XP em alguns atributos, incluindo habilidade com arco. O próprio Kratos tem uma habilidade similar a que tinha quando usava as duas espadas: seu machado volta para suas mãos ao seu simples comando.
Acreditem, esses poucos minutos são apenas uma prévia de tudo aquilo que o  jogo pode ter a oferecer. Certamente, o que não faltará é sangue e violência em doses massivas, além de uma ótima história de fundo que torna o jogo ainda mais atraente.
God of War é uma franquia onde história, ação e gráficos fabulosos se uniram de forma perfeita. Agora, no PS4, isso só tende a melhorar.





quinta-feira, 14 de janeiro de 2016

‘Cinquenta tons’ e ‘Pixels’ lideram indicações para o Framboesa de Ouro. Isso é justo?


Por: Franz Lima. Curta nossa fanpage: Apogeu do Abismo.

Cinco filmes foram indicados para o prêmio Framboesa de Ouro, o "Oscar" destinados aos piores filmes do ano. Os filmes de 2015 são: Cinquenta tons de cinza, O destino de Júpiter, Segurança de shopping 2, Quarteto Fantástico e Pixels.
Brincadeiras à parte, este post foi feito para analisar as indicações e ponderar sobre a relevância das indicações feitas. 
Cinquenta tons de cinza é um filme feito para o público que leu os livros. Qualquer um com uma vida sexual mínima e que foi ver, talvez motivado pelo apelo erótico, certamente se decepcionou. O filme é uma ofensa aos praticantes do sadomasoquismo e bondage, além de uma trama fraca, tal como foram os livros.
Não vi O destino de Júpiter, porém acompanhei as diversas análises negativas da obra. As críticas negativas superam (e muito) o quantitativo de opiniões positivas. Uma quase unanimidade negativa é algo que precisa ser levado em conta.
Segurança de shopping 2 é uma comédia que usa - muito - os clichês comuns aos filmes do gênero. Ainda assim, mesmo não se tratando de uma comédia com ritmo acelerado, cuja plateia ri do início ao fim, é um filme mediano.
Quarteto Fantástico... esse é um desperdício de dinheiro e, principalmente, da paciência dos espectadores que, movidos por trailers que maquiaram o roteiro fraco, aguardavam uma adaptação à altura dos heróis da Marvel. Infelizmente, não foi dessa vez.
Pixels, esse é um filme destinado ao público gamer antigo (público alvo), mas sobretudo, feito para as crianças. Resenhei Pixels e concluí que é uma obra condizente ao público que é destinada. As interpretações são aquelas que deveríamos encontrar em uma produção do gênero, exagerado por vezes, mas divertida. Creio que a antipatia por Adam Sandler seja um dos fatores que levaram Pixels a receber tantas indicações para o Framboesa, porém a diversão é garantida, não importando as críticas ou indicações humilhantes a prêmios como esse...



segunda-feira, 4 de janeiro de 2016

Decoração geek para deixar seu lar mais aconchegante.


Acender a luz ganhou uma nova emoção.
Estas são dicas de decoração para que sua casa reflita um pouco de sua personalidade e seus gostos... principalmente se curtir a cultura geek/nerd.
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Estante inspirada no logo do Batman
Varal para meias: salve Dobby.
Abajur redstone: Minecraft
Um apoio de livros superbacana.
Lixeira R2-D2
Apoio de livros com o logo de Star Wars
Que tal este tapete gamer?
Luminária inspirada em Mario Bros
Faqueiro com visual das naves X-Wing
Interruptor Lego
Almofada de Rubik
Mesa de centro para jogadores...
Tapete Pac Man


segunda-feira, 23 de junho de 2014

Thomas Geffroyd explica nuances do game Watch Dogs. Via Estadão.


Cobiçado por seu roteiro inovador (onde a inovação fica por conta da presença de um Geek - leia-se hacker - como anti-herói), Watch Dogs já cativou o público gamer e é um absoluto sucesso de vendas.
Aiden Pearce é um hacker que usa seu conhecimento tecnológico para invadir todo e qualquer sistema de computador na cidade. Esse conhecimento é a ferramenta que permite-lhe sobreviver em meio a uma trama cheia de ação e violência, porém com grandes doses de pesquisa que dão uma maior credibilidade ao roteiro. Os gráficos também chamam a atenção de forma positiva.
Mas há pequenos detalhes que só o diretor do game, Thomas Geffroyd, pode clarear e é isso que veremos nesta entrevista disponibilizada pelo TV Estadão.



quarta-feira, 21 de março de 2012

Resenha: Deus Ex - Human Revolution


Por: Herr Brezinski

Não me considero um cara velho, mas para a comunidade gamer me enquadro na categoria "Old Gamer", título dado àqueles que calejaram os dedos com River Raid, Pitfall e Enduro.... Na época de lançamento, claro!... Naqueles tempos remotos dos anos 80, com muito menos bytes pra trabalhar do que este texto contém, aqueles gênios faziam jogos baseados em testar seu tempo estímulo/reação da forma mais criativa possível, puro teste psicotécnico (passar por uma única tela às vezes era coisa da NASA!!!). Gerações passaram, 8bits, 16 bits, e os games foram ganhando melhores gráficos, mais canais de som, e tiveram uma época de ouro de criatividade quando adotou-se o CD como mídia. A capacidade de armazenamento do CD permitiu que fossem contadas histórias complexas, com personagens bem construídos, música orquestrada e gráficos 3D, com isso, obras-primas foram compostas: Metal Gear Solid, Parasite Eve, Xenogears, Final Fantasy VII, Shadow of Colossus e tantos outros clássicos!... E os games passaram a ser tratados como arte por quem os conhecia. Tal boom criativo perdurou até meados da geração PS2/XBOX, quando os games começaram a ficar sem opções inovadoras de gameplay/enredo e fomos sendo sufocados por incontáveis games que somente caiam no marasmo e mesmice de mascarar clichês. 

Na geração atual de consoles - PS3/XBOX 360/Wii - o foco está sendo investir na jogatina online de FPS e buscar gráficos beirando o fotorrealismo com dublagem hollywoodiana, mas cadê a arte? Era tão abundante entre o final dos anos 90/começo dos anos 2000!!
O que vemos hoje são raros exemplos de criatividade artística: a série Portal, com gameplay inovador e diálogos hilariantes, Kojima com sua série Metal Gear muito bem amadurecida, Red Dead Redemption com uma trama espetacular ambientada no velho oeste, Uncharted, LA Noir...

Não estou dizendo que Modern Warfare, Battlefield, God of War, Halo, Gears of War e Gran Turismo não são jogos excelentes, eles são uma ótima diversão, mas aí entra o fator do meu título "Old"... Muitas vezes já me peguei jogando no automático, pois certos padrões de gameplay para FPS, hack-and-slash, simuladores de voo/corrida e 3rd person shooters já estão tão enraizados nestes 30 anos desde meu 2600, que vou evoluindo no jogo com minha namorada me sugando a baga pelo telefone, minha mãe me perguntando que porra de cockpit é esse que eu coloquei no meio da sala e o maldito do cachorro mijando no carro que eu passei três horas dando brilho... Parece que não tem um neurônio sequer sendo estimulado, vai na pura memória muscular!!!

É aí que entra o objeto deste review (que farei com o mínimo de spoilers), Deus EX - Human Revolution. Deus Ex é um jogo que mistura vários estilos de gameplay: action RPG, Stealth e Shooter para contar uma história com temática sci-fi-cyberpunk das melhores.

O game, desenvolvido pela Eidos Montreal e publicado pela Square Enix, conta a história de Adam Jensen, chefe de segurança da Sarif Industries, uma empresa de biotecnologia voltada para a área de implantes cibernéticos, lá por volta de 2027.

 A trama começa quando um ataque terrorista ao Departamento de Pesquisa da Sarif faz com que Jensen seja submetido ao implante de várias partes cibernéticas desenvolvidas pela própria Sarif para salvar sua vida e, ao acordar, se vê num turbilhão monstruoso de intrigas políticas e comerciais que envolve o primeiro salto evolutivo do ser humano não gerado pela Lei de Darwin, mas sim pelo nosso próprio desenvolvimento tecnológico. A grande sacada de Deus-Ex é que existem três perfis de conduta para progressão no enredo: A velha e boa violência, o stealth e o social (como assim progressão social? É o seguinte, você pode tentar obter informações e acesso a determinadas áreas na lábia, e com os upgrades certos, você acessa batimento e padrão de ondas cerebrais e estabelece um perfil-alfa, beta ou omega, facilitando o questionamento), sendo que também existe uma atividade hacker que considero tão básica e importante que ela aparece em todas as vertentes. Só que nenhum desses perfis pode ser usado a torto e a direito.. As armas e munição são escassas e caras e isso não permite que você saia queimando chumbo... o stealth e o social dependem de upgrades específicos, e os praxis points, moeda de troca para upgrades, são difíceis de conseguir...

O que foi genial em termos de gameplay é que estes perfis não são limitados em termos de tempo ou de espaço, tipo, não é aquele game que força o jogador - aqui você TEM que hackear, agora você TEM que ir no stealth, agora você TEM que ir pro pau (exceto nas boss fights). Praticamente todos os objetivos do jogo podem ser alcançados de qualquer forma => eu tenho que entrar na delegacia?

Eu fui policial e posso tentar na lábia (com os upgrades certos, que permitem analisar o perfil do entrevistado, fica mais tranquilo)... ihhh, dei mole e pisei nos calos do velho companheiro, vou tentar entrar na marra - minha pistola versus fuzis não chegou nem perto da porta, então vou ter que me infiltrar, por onde? Esgoto? Sou bem vindo lá? Se eu já matei algum mendigo vai ser território hostil.

Telhado? Eu tenho os upgrades nas pernas para saltar a cerca? Se eu cair, tenho o upgrade pra amortecer minha queda? Enfim, do nada, eu estava focado, e eu precisei PENSAR, coisa que não fazia há muito tempo num game. Associado a todas estas possibilidades, o enredo se desenvolve de acordo com as decisões que você toma... Você estará cara a cara com um chefão corporativo que, com argumentos históricos e filosóficos, defende que nossa espécie como entidade coletiva é burra e precisa ser direcionada, ou com um revolucionário que acha que evoluir o ser humano artificialmente é brincar de Deus - concordar, convencer do contrário, matar, ignorar - escolha o que fazer, e a história vai tomando um rumo - o SEU... com você aplicando seus valores morais a cada decisão. Ajude um revoltoso, deixe um companheiro para trás e as conseqüências serão apresentadas claramente. Inclusive a dificuldade de uma boss fight é definida por uma decisão bem sutil no último terço do jogo. Por isso recomendo que na primeira jogada, tenha um único save e encare as coisas conforme você plantou, digo isso porque o fator diversão do replay de Deus Ex é elevadíssimo, da segunda vez aí sim, tenha vários “saves” e explore mais possibilidades, embora se a Eidos tivesse dado uma opção do tipo New Game+ (na qual você começa com todos os upgrades que terminou) o replay ficaria mais legal. Com gráficos muito bons para um game deste tamanho, dublagem bem convincente e dificuldade na medida, Deus Ex te apresenta, hoje, dilemas morais que certamente nos afetarão daqui a quatro, cinco décadas.

O que faremos num mundo superpopuloso e com escassez de recursos naturais, inseridos numa sociedade onde o poder econômico não só define classes sociais, mas classes evolutivas, quem tem mais dinheiro pode ser mais inteligente, rápido, forte, informado, longevo...

Como controlar uma sociedade onde todos podem guardar todo o conhecimento da humanidade em um chip na cabeça? Esse controle é necessário? A ausência de controle geraria anarquia? Desenvolveremos uma consciência coletiva quando abrirmos os olhos e já estivermos plugados no cyber-space? Ela será construtiva? Destrutiva? Pense nisso e passe seus valores para seus filhos para que eles formem os deles, eles, no máximo seus netos, terão que tomar essas decisões.

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