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quarta-feira, 14 de dezembro de 2016

Lista de Compras: Liyla and the shadows of war.


Um dos mais impactantes games que vi nos últimos tempos, Liyla and the shadows of war é, na verdade, uma mistura de jogo com documentário. 
O game é baseado em fatos reais e está disponível no Google Play para download gratuito. 
A narrativa envolve um pai que passa por um verdadeiro inferno para tentar resgatar sua esposa e filha em meio ao conflito armado na faixa de Gaza. O visual é muito similar ao do jogo Limbo e dura muito pouco, o que não diminui o impacto de suas cenas.
Vencedor de inúmeros prêmios e nomeações, Liyla é um alerta para a indiferença das pessoas durante as guerras, sejam quais forem ou onde aconteçam, e também para o sofrimento das pessoas inocentes atingidas. 

Texto: Franz Lima
Curta nossa fanpage: Apogeu do Abismo.

Mais do que isso, o jogo é uma pequena amostra dos horrores provocados pelo homem em combate. A trama irá levar o gamer/espectador a refletir muito mais sobre as tragédias que os conflitos armados podem provocar e as sequelas deixadas. 
Para uma esmagadora maioria que não vive nessa rotina caótica e absurda, Liyla servirá como um lembrete de que o uso das palavras "feridos", "mortos" e "guerra" em conflitos como os que acontecem até hoje entre Palestinos e Israelenses atinge combatentes, guerrilheiros e pessoas que lucram com a guerra, mas também estão expostos aos males e à dor as crianças, os velhos, os doentes e todos que não têm como fugir da zona de guerra.
Outro apontamento interessante está no uso de artefatos proibidos em combate como agentes químicos e armas de destruição em massa (um dos usados no jogo é o fósforo branco).
Como é um jogo baseado em fatos reais, o criador dele colocou no site oficial (Liyla) fotos que dão embasamento ao que é mostrado. Ressalto que não apoio a guerra ou qualquer nação em conflito, porém é preciso compreender que a população civil não pode ser usada como escudo (algo comum na Palestina) ou alvo (algo também comum em ataques israelenses). O diálogo e o fim dessas guerras irão poupar novos sofrimentos como os que são mostrados nessa corajosa obra indie que é Liyla and the shadows of war. 
Vejam um trailer do game e não deixem de baixar. Será uma experiência impactante, porém muito construtiva.

domingo, 30 de outubro de 2016

Planeta dos Macacos: A Guerra - War for the Planet of the Apes. Teaser trailer review.


Por: Franz Lima. Curta nossa fanpage: Apogeu do Abismo.
César retorna no terceiro filme que conta a história dos símios que evoluíram a ponto de dominar a Terra. Os filmes são um prequel da série e dos longa-metragens que marcaram as décadas de 1960 e 1970. 
Os dois filmes anteriores foram Planeta dos Macacos: A Origem (Rise of the Planet of the Apes, 2011), de Rupert Wyatt, e Planeta dos Macacos: O Confronto (Dawn of the Planet of the Apes, 2014), de Matt Reeves. Essa terceira produção também tem a direção de Matt Reeves e conta com os talentos de Judy Greer, Woody Harrelson e Andy Serkis, entre outros.
A sinopse oficial do filme já foi divulgada:

Em Planeta dos Macacos – A Guerra, o terceiro capítulo da franquia de sucesso aclamada pela crítica, César e seus macacos são forçados a um conflito mortal com um exército de seres humanos liderados pelo cruel Coronel. Após os macacos sofrerem perdas inimagináveis, César luta com seus instintos mais sombrios e começa sua própria busca mítica para vingar sua espécie. Como a viagem final finalmente os trazem cara a cara, César e o Coronel são colocados uns contra os outros em uma batalha épica que irá determinar o destino de ambas as espécies e o futuro do planeta.

O teaser trailer mostra a face de César sendo construída a partir de partículas de pó, algo que evidencia uma guerra e a destruição por ela causada. A voz de César é um alerta e diz o seguinte: 
"Você deve partir antes da luta começar. Sinto muito. A guerra começou."
Essas palavras ditas de forma ritmada e cheias de pesar mostram que o tom do filme será extremamente mais sombrio que o de seus antecessores. Creio que finalmente estamos próximos ao caos que a franquia original mostrou.
Vejam o teaser trailer e digam-me se concordam.


sexta-feira, 29 de julho de 2016

George Orwell explica sua obra-prima 1984.


Fonte: Companhia das Letras. Curta nossa fanpage: Apogeu do Abismo.

1984 é um dos romances mais influentes do século XX. Lançada poucos meses antes da morte de George Orwell, é uma obra magistral que ainda se impõe como uma poderosa reflexão ficcional sobre a essência nefasta de qualquer forma de poder totalitário. Em 1944, três anos antes de escrever 1984 e cinco antes de sua publicação, George Orwell encaminhou a um certo Noel Willmett uma carta em que detalhava a tese de seu grande romance. A seguir, leia esta carta publicada no site Open Culture e conheça mais sobre o que pensava o autor de um dos clássicos modernos mais importantes da literatura mundial.

* * *

Para Noel Willmett
18 de maio de 1944
10a Mortimer Crescent NW 6


Caro Sr. Willmett,

Muito obrigado pela sua carta. O senhor pergunta se o totalitarismo, culto ao caudilho etc. estão em ascensão de fato, ressaltando que essas coisas, aparentemente, não registram crescimento aqui na Inglaterra e nos Estados Unidos.
Insisto que acredito, ou temo, que quando se observa o mundo em sua totalidade, essas coisas estão aumentando. Claro, não restam dúvidas de que Hitler em breve será passado, mas somente às custas do fortalecimento de (a) Stálin, (b) dos milionários anglo-americanos e (c) de todo tipo de fuhrerzinho à la de Gaulle. Para onde quer que se olhe, todos os movimentos nacionalistas, mesmo os que surgiram como forma de resistência ao domínio alemão, parecem assumir formas não-democráticas, organizando-se em torno a algum tipo de fuhrer sobre-humano (Hitler, Stálin, Salazar, Franco, Gandhi, De Valera e vários outros modelos) e adotando a teoria dos fins que justificam os meios. Por toda parte, o mundo parece convergir para economias centralizadas, que podem até “funcionar” no sentido econômico do termo, mas que não são democraticamente organizadas, possuindo o pendor a estabelecer um sistema de castas. Acrescente-se a isto o horror do nacionalismo exacerbado e uma tendência à descrença na existência das verdades objetivas, já que todos os fatos têm que se adequar às palavras e profecias de algum fuhrer infalível. Na verdade, em certo sentido, a história já deixou de existir, não havendo mais uma história contemporânea que possa ser universalmente aceita, e as ciências exatas também estarão ameaçadas tão logo não se precise mais do exército para manter a ordem. Hitler pode dizer que os judeus começaram a guerra, e se ele sobreviver, isso passará a ser a história oficial. Mas ele não pode dizer que dois mais dois são cinco, porque para os objetivos, digamos, da balística é preciso que essa soma continue sendo quatro. Mas se o tipo de mundo que eu temo vier a se tornar realidade, um mundo de dois ou três grandes super Estados incapazes de conquistar um ao outro, dois mais dois será cinco se o fuhrer assim o desejar. E é para aí, até onde posso enxergar, que estamos nos movendo de fato, embora, claro, esse processo seja reversível.
No que respeita à comparativa imunidade da Inglaterra e dos Estados Unidos, digam o que disserem os pacifistas etc., ainda não trilhamos o caminho do totalitarismo, o que é um bom sinal. Eu acredito profundamente, o que expliquei em O leão e o unicórnio, no povo inglês e em sua capacidade de centralizar sua economia sem destruir a liberdade no processo. Mas é preciso recordar que a Inglaterra e os Estados Unidos não foram de fato postos à prova, nenhum deles sofreu uma derrota ou perda severa, e que há alguns maus sintomas que podem desequilibrar os bons. Comecemos com a falta de preocupação generalizada com a decadência da democracia. O senhor se dá conta, por exemplo, que na Inglaterra de hoje, ninguém com menos de 26 anos vota e que, pelo que se pode constatar, a grande maioria dos que estão nessa faixa etária não dá a mínima para isso? Acrescente-se que os intelectuais são mais propensos a soluções totalitárias que o vulgo. Os intelectuais ingleses, é verdade, se opuseram majoritariamente a Hitler, mas somente às expensas de aceitar Stálin. A maioria deles está perfeitamente pronta para os procedimentos ditatoriais — polícia secreta, falsificação sistemática da história etc. –, desde que a percepção deles indique que isso esteja “do nosso” lado. Na verdade, a afirmação de que não temos um movimento fascista na Inglaterra significa mais que os jovens, no momento, buscam seu fuhrer em outro lugar. Não é possível assegurar que isso não vá mudar, nem que a gente comum não vá daqui a dez anos pensar como os intelectuais ingleses pensam agora. Eu espero que não, eu chego a acreditar que não vão, mas se for assim, não será sem conflito. Simplesmente afirmar que tudo vai bem, sem identificar alguns sintomas sinistros, apenas ajuda a fazer do totalitarismo uma possibilidade mais próxima.
O senhor também me pergunta se, uma vez que julgo que o mundo está rumando em direção ao fascismo, por que então apoio a guerra. Trata-se de uma escolha entre dois males — creio que toda guerra o é. Eu conheço o imperialismo britânico o suficiente para não o apreciar, mas eu o apoiaria contra os imperialismos nazista e japonês, como o mal menor. Do mesmo modo, eu apoiaria a União das Repúblicas Socialistas Soviéticas contra a Alemanha, por julgar que a URSS não pode, a um só tempo, fugir do seu passado e manter o suficiente dos ideais originais da Revolução Russa, o que faz dela um fenômeno mais esperançoso que o da Alemanha Nazista. Eu acredito, e é isso o que penso desde que a guerra eclodiu, por volta de 1936, que nossa causa é a melhor, mas que temos que continuar a fazer com que ela evolua, e isso implica um constante exercício crítico.

Sinceramente, seu,
Geo. Orwell
Tradução de Carlos Alberto Bárbaro

terça-feira, 19 de julho de 2016

A Roda da Vida. Resenha de uma obra-prima de Elizabeth Kübler-Ross


Por: Franz Lima. Curta nossa fanpage: Apogeu do Abismo. #apogeudoabismo

Há pessoas que vieram  ao mundo para realmente fazer a diferença. Algumas de forma negativa. Outras, como Elizabeth Kübler-Ross, atuam como verdadeiros anjos.
A história, contada em forma de romance no livro A Roda da Vida, da médica e autora, é um achado. Cada página mostra o quanto é difícil, mas gratificante, crescer como pessoa. Mas, não se surpreenda, o crescimento em pauta é o espiritual, algo que contraria a tendência dos dias atuais, onde todos estão voltados para o engrandecimento financeiro.


Elizabeth foi uma das trigêmeas da família Kübler. Nascida na suíça, desde cedo ela buscou trilhar seu próprio caminho e, contradizendo as ordens do pai, ainda jovem foi voluntária a ajudar os que sofreram diante da Segunda Guerra Mundial. Ela buscou ser médica contra todas as regras da época. Estudou, sofreu e se dedicou aos que precisavam. Ao ler o livro, vocês perceberão que o destino dela foi traçado aos poucos, mas sempre de forma reta, sem quaisquer vacilos.
A mulher que queria ser pediatra acabou, por causa de alguns contratempos, se tornando uma psiquiatra. E a psiquiatra se tornaria, conforme o tempo a lapidasse, em uma das mais renomadas especialistas na temática da morte.
Apesar de ser um tema considerado mórbido por muitos, o trabalho da doutora Elizabeth Kübler-Ross era, acima de tudo, humanista. Ela acompanhou incontáveis pessoas em estado terminal para lhes trazer mais paz, respeito e, sobretudo, dignidade.
Seus livros se tornaram best-sellers, suas palestras eram concorridas ao extremo, tornando-a uma celebridade. Entretanto, nem tudo foram flores...
Pessoas desconfiavam dela. Viam-na como uma charlatã que queria se valer do sofrimento alheio para ganhar dinheiro. Nada diss era verdade. A doutora foi uma mulher que cumpriu seu papel na Terra. Ela sacrificou a própria felicidade para acompanhar e minimizar o sofrimento de outras pessoas. Suas lições mudaram a psiquiatria moderna e humanizaram os tratamentos para os doentes. 
O legado de Kübler-Ross está muito além dos livros escritos. Suas lições trouxeram alento a quem não tinha esperança; deu voz aos que, inevitavelmente, morreriam em um leito frio, distante das pessoas amadas.
Cada página desse livro é um aprendizado. Nele, o leitor irá encontrar uma pessoa normal cuja vida foi sobrenatural por vontade própria. Elizabeth sofreu, foi perseguida, foi amada e teve no sucesso uma oportunidade para melhorar não sua própria vida, mas as vidas dos que precisavam.
Fica o exemplo de uma pessoa que enxergou na morte algo muito além do fim; ela viu a oportunidade de uma despedida digna e de um recomeço em outro plano.
A obra incentiva o leitor a buscar seus outros trabalhos como escritora e médica. Sobre seu principal livro, alerto que a leitura de "Sobre a morte e o morrer" pode ser inicialmente um pouco incômoda, o que não diminui sua importância como obra destinada a comprovar que mesmo perto da morte ainda somos pessoas que merecem dignidade e atenção. A pesquisa e os trabalhos da médica foram indispensáveis para trazer mais dignidade e proximidade aos pacientes terminais.
A Roda da Vida é um livro que irá chocar por causa dos sofrimentos presenciados pela doutora, porém também emocionará ao descrever as superações dos pacientes, dos familiares e, principalmente, de você que estará lendo a biografia da médica e absorvendo um pouco de seus ensinamentos.
Leitura 100% recomendada.
P.S.: agradecimentos especiais à amiga Isabela Niella que cedeu esta surpreendente obra.






quarta-feira, 30 de dezembro de 2015

Superman vs Goku: a batalha através da técnica de flipbook.



Dois heróis de fama mundial e com poderes extraordinários são postos em combate através da técnica chamada flipbook, uma das mais antigas quando o assunto é animação. 

quarta-feira, 16 de setembro de 2015

Crônica sobre a intolerância.



Viver é um ato simples que requer apenas foco em sua própria vida, tolerância (pois todos têm diferenças entre si) e respeito pelo próximo. Com estas três atitudes, certamente o mundo será muito melhor.
Entretanto, a realidade tem se mostrado infinitamente diferente. As vidas alheias provocam repugnância, ainda que nada tenhamos a ver com elas; simples gestos são vistos como ofensas e tratados como tal. A felicidade dos outros é interpretada como uma agressão e, por isso, retaliada. Mas, observem, não estou falando da Idade Média ou de países onde o Estado Islâmico dita as regras. Essa é a realidade do Brasil, um país miscigenado, banhado por culturas de incontáveis países, construído com o suor e sangue de escravos, embasado no trabalho das regiões mais pobres (a mão-de-obra ainda é proveniente, em sua maioria, do Norte e Nordeste) e, mesmo com tudo isso, detentor de um racismo e uma intolerância velados, disfarçados por estatísticas e notícias não divulgadas.
Tudo que disse acima é de conhecimento público, mesmo que boa parte vire o rosto para essa realidade. Porém não é a pior parte. Hoje, estamos diante de uma pequena guerra de ideologias. Cristão contra cristão, uma vez que a “minha visão do cristianismo é melhor que a sua”. Cristãos contra demais religiões, seitas ou seja lá como as chamem, já que Deus mandou combater os idólatras.
A inconstância de tais pensamentos pode resultar em qualquer coisa. Diante de pessoas que acreditam deter a “verdade” e querem impô-la aos outros, estamos frente a frente com o caos. A situação ganha a imprevisibilidade das ondas do mar, cuja direção pode mudar em milésimos de segundo. E tudo pode piorar, pois as ondas tomam, gradativamente, a mesma direção. As ondas da intolerância ganham força e velocidade para se tornar um maremoto, um tsunami.

Pode parecer exagero da minha parte, mas é preciso ressaltar que somos criados dentro de uma sociedade com raízes excludentes. Os estereótipos acionam preconceitos adormecidos em nossa alma. Basta que você reflita sobre suas reações e medos diante de um negro encapuzado (afinal, ele não tem como mudar a cor de sua pele e não tem culpa de usar o capuz de seu casaco por causa do frio). Cansei de perceber reações de desprezo e raiva quando nordestinos pronunciam frases com seu característico sotaque. Por que ser diferente incomoda tanto?
A distância virou uma barreira. Assim, as pessoas sentem-se melhores e mais seguras quando estão em seus apartamentos, protegidas da pobreza, violência e dos andarilhos que "podem" querer lhes tirar seus pertences, o conforto e até a vida. Não há mais a preocupação com os desprovidos de recursos e, ao invés de buscar compreender a realidade que os engloba, preferimos isolá-los nas favelas e periferias. Claro que entre os menos favorecidos sempre haverá aqueles que preferem usar a violência para atingir seus sonhos, mas eles não são a regra, são a exceção. Ser pobre não é sinônimo de violência, é sinônimo de luta pela sobrevivência. Milhões de pais, mães, filhos... homens, mulheres e crianças que querem apenas melhorar. Não estão à margem da sociedade por vontade própria ou preguiça - como muitos imaginam -, apenas não dispõem dos recursos que uma minoria tem e retém para si.
Os muitos "marginais" lutam incessantemente para obter uma ínfima parcela daquilo que os ricos detêm, mas são pouquíssimos os que obtêm sucesso. A parcela que fica confinada em uma realidade brutal, pobre e desprovida de esperança merece uma chance de melhora. Contudo, essa chance não deve vir de programas sociais de cunho populista, outra fonte de insatisfação das demais classes que, infelizmente, creem que o dinheiro público está mal empregado. Na verdade, um real investimento em educação - principalmente a fundamental - e um esforço dos governos para ampliar ações sociais realmente pertinentes seriam um ponto inicial interessante. 
Creio que um dia chegaremos ao ponto onde ser pobre não será um indicativo de vergonha, mas uma condição que, com o apoio do governo, esforço do próprio cidadão e investimentos socioeducativos reais poderá ser superada. Além disso, se a tolerância é tão pregada em mídias e redes sociais, o que impede de transpô-la para a realidade? Será difícil aceitar as diferenças? Será difícil compreendê-las e lutar para minimizá-las? As respostas ficarão sob nosso jugo, pois somos a base para uma sociedade mais igualitária, justa e tolerante. 
Caso você seja um dos que discordarão deste texto, pense em uma situação hipotética: você se negaria a receber o sangue de alguém que poderia salvar sua vida, apenas por causa de sua cor, credo, raça ou religião? Eu, honestamente, duvido...


sábado, 27 de junho de 2015

Quando ter uma religião se tornou crime?



Grupos extremistas são um câncer na humanidade. Mas eu não estou citando o grupo A ou B, estou generalizando. O termo "extremista" ganhou novas conotações nos dias atuais. Os outrora "críticos" de religiões que diferiam das suas estão, atualmente, mostrando vontade para uma guerra em termos literais.
Não bastasse as críticas ferrenhas a tudo que contraria seus preceitos religiosos, agora temos homens e mulheres dispostos a ferir e até matar em nome da fé. Isso já é um fato comum (e triste) em várias partes do mundo, porém agora está presente em nosso país, com muito mais força do que gostaríamos.
Fatos isolados ou não, a fé e a luta por ela - ou por sua supremacia diante das demais - é uma irrefutável verdade na história da humanidade. Lições dos malefícios e tragédias gerados pela intolerância estão estampados em lápides ancestrais, no extermínio de raças e na intolerância que afasta seres da mesma espécie. Nossos dias são tomados por notícias de indivíduos que findam a própria vida e a de outras pessoas para provar que suas ideologias e crenças são as corretas.
Sintetizando um pouco o atual cenário, temos grupos com práticas e dogmas diferentes, porém quase todos são voltados a um objetivo em comum: melhorar a índole do homem e aproximá-lo de um estado espiritual menos mesquinho e violento. Ainda assim a busca por novos fiéis, a vontade em evidenciar que a religião professada é a verdadeira e, principalmente, o ódio por qualquer outra vertente que contrarie aquilo que o 'crente' acredita ser o correto está modificando o cenário religioso no Brasil. Caso as coisas continuem dessa forma, certamente chegaremos a ter extremistas dispostos a exterminar os grupos "rivais".
Ter uma fé não é motivo para guerras. A fé, em seu sentido mais puro, é a forma encontrada pelo homem para se aproximar de uma perfeição só encontrada no divino. Ter uma fé seria, sintetizando, buscar ser alguém melhor, mais tolerante e preocupado com o próximo. Lições encontradas nos ensinamentos de Cristo, Buda, Maomé e outros profetas (ou santos, como preferir) não fazem referência ao combate aos divergentes. Pelo amor as pessoas devem se unir. Pela fé elas devem se aproximar de um Deus que irá aprimorá-las.
Eu vejo um cenário de intolerância religiosa preocupante, com grupos radicais ganhando poder pouco a pouco. Caso as coisas continuem assim, brevemente teremos a religião X impondo seus dogmas e crenças sobre as demais. Isso é algo inaceitável pelos prismas da fé, da lei e da decência. Todos podemos ter uma fé, praticá-la e professá-la livremente. Afinal, se uma religião prega a transformação do homem em algo mais puro e melhor, por que travar uma luta contra essa fé?
Partindo de um pressuposto de que Deus é amor em estado puro, qual a lógica de um crente neste mesmo Deus pregar a guerra, a perseguição e morte de quem não compartilha de suas crenças? É lícito guerrear por um ser que é puro amor? 
Seja qual for sua religião, entenda que não é correto usá-la para impor vontades e credos. Você só estará mais próximo de Deus (ou Deuses) quando agir para salvar vidas, diminuir dores e respeitar seus semelhantes. 
Não há lógica nestas guerras "santas". O amor deve chegar a todos, as lições de seres iluminados devem ser semeadas, mas nunca semearemos amor se regarmos a plantação com sangue.


sábado, 29 de novembro de 2014

Nota de pesar: Forças Armadas perdem primeiro militar em área pacificada no Rio de Janeiro.



Um combatente sabe quais são as probabilidades em uma área de conflito. Ser militar é uma condição onde a morte é uma realidade. Mas as Forças Armadas não recebem treinamento para patrulhar e pacificar. Ao contrário do que a maioria pensa, militares das FFAA são treinados para matar, mas isso é algo quase impraticável em uma região como o Complexo da Maré. Por que? Por se tratar de uma área repleta de civis, muitos inocentes. Como combater o inimigo oculto, disfarçado de morador e, infelizmente, melhor armado que a polícia e, talvez, até mais que o próprio soldado do Exército? 
Um soldado não tem a malicia que um combatente do Bope, por exemplo. Não há a experiência em incursões em áreas de favelas e, principalmente, não deveria estar lá. 
Desde quando é missão das FFAA combater o crime? Estamos em estado de Guerra Civil? Os governos estadual e federal não querem expor ao mundo a real situação do Rio de Janeiro. Não querem que os turistas "descubram" o quanto ainda há de marginalidade e terror. A sensação de segurança só existe - segurança é um termo bem exagerado - nas áreas onde as comitivas da Copa do Mundo passaram e onde passarão as comitivas esportivas das Olimpíadas. É muito enfeite para inglês ver. Muito teatro.
O cidadão carioca, principalmente o da Baixada, Niterói e Região dos Lagos, sabe o quanto há de violência e morte. Bandidos das áreas pacificadas mudaram para estas regiões. Há locais, como em Santa Cruz da Serra, em que as 'bocas de fumo' proliferam, onde os traficantes passam de moto e carro ostentando seus fuzis. A polícia não entra em muitas destas localidades. Porém o morador é obrigado a retornar para sua casa; é obrigado a conviver com a covardia e a bandidagem.
As UPP são o início da solução, claro. Mas não basta maquiar a situação. É preciso ver a verdade, encarar que há uma guerra muito distante de seu fim. É preciso combater o crime com força, rigor. Não é hora de compaixão para bandidos, pois estes matam e comemoram cada combatente abatido. Bandidos precisam aprender que a  dor infligida será a dor sofrida. O tempo do jejum pela paz acabou. Estamos em guerra pelas famílias dos policiais e combatentes militares mortos, pelos cidadãos que foram vitimados pela covardia de quem prefere o roubo e o medo para ter o celular mais moderno. 
Não há Robin Hood no tráfico. Não há beleza ou trilha sonora para assassinos e bandidos. Não existe um Hannibal Lecter nas ruas. O que temos são homens que portam armas para impor suas vontades e praticar o regime do medo. Assim como os integrantes do Estado Islâmico, os traficantes ditam suas regras e punem com a morte quem ouse enfrentá-los. 
O cabo Michel Mikami era um soldado no sentido mais amplo da palavra. Tombou em combate e lamentamos sua morte precoce e desnecessária. Porém é obrigação da Presidente e do Governador cobrarem esse preço. Enquanto houver impunidade e leis brandas para assassinos (incluo os políticos corruptos que financiam o tráfico) haverá mais óbitos de homens e mulheres que juraram defender a pátria. A curta nota da presidente Dilma não significa nada. É preciso ação e força. É preciso impor o medo aos bandidos, mostrar que a morte de um militar será cobrada em igual moeda. 
Eu lamento pela triste perda. Descanse em paz, guerreiro. 

sábado, 25 de outubro de 2014

Vingadores: a era de Ultron. Primeiro trailer surpreende. Veja o caos legendado!


Depois do sucesso do primeiro filme da equipe dos Vingadores, as expectativas só têm crescido. Anunciaram a presença de Ultron na trama, depois Mercúrio e a Feiticeira Escarlate. A armadura Hulk Buster... e até o escudo destroçado do Capitão América. 
Agora, o primeiro trailer foi lançado. Nick Fury está de volta. A guerra também.
Em meio aos planos de aniquilação de Ultron, uma equipe dividida dos Vingadores surge. Será que o caos será o fator preponderante para a união do grupo de heróis?
Sejam quais forem os acontecimentos nesta trama, a certeza é uma só: o filme será imperdível!
E que venha a Guerra Civil...



quinta-feira, 18 de setembro de 2014

Propagandas extremamente inspiradas. Isso é marketing...


Vigilantes do peso: portas de entrada e saída

Curtir não está ajudando muito. Tome uma atitude.

Plantas absorvem CO2

Como um simples chapéu pode fazer a diferença

Nivea noturno.

Lentes que realmente melhoram a visão.

O autorretrato original de van Gogh
Telescópio com ampliação além do normal.


terça-feira, 29 de julho de 2014

Sobre o massacre em Gaza.


Por: Franz Lima
 
Nunca apoiarei o terrorismo. E é por isso que afirmo, categoricamente, que os israelenses estão agindo de igual forma ao Hamas, porém com uma dose a mais de crueldade.
Gaza é o maior campo de concentração do mundo, uma área onde pessoas são torturadas psicologicamente todos os dias. A fome, o desemprego e o medo prosperam, ao passo que o ser humano definha.
Pessoas são tratadas como números, mas números não choram ou sangram. Há crianças e idosos que não pediram para serem trancafiados em um gueto sujo, decrépito e depressivo. Há hospitais, escolas e casas onde pessoas comuns só querem viver, mesmo que de forma tão cruel, pois até o sofrimento é melhor que uma morte em uma prisão que alguns países insistem em chamar de 'lar dos palestinos".

Israel detém armas nucleares, tem o apoio dos mais ricos países do mundo e prospera. Israel tem um dos serviços secretos mais temidos do mundo, o Mossad. Israel tem tecnologia, cultura, qualidade de vida e um povo cuja história de superação inspira muitos. E o que o governo israelense faz com esse legado? Ele o transforma em combustível para a discórdia, em desculpas para a violência e, sobretudo, em perpetuação da guerra. Com tantos recursos é viável uma derrota dos grupos extremistas sem que a população civil pague. Os mortos, majoritariamente, são civis.
O Hamas não tem o direito de atacar áreas civis israelenses que, graças a Deus, possuem aparato de defesa eficiente e responsável pela manutenção de muitas vidas. Contudo, o genocídio provocado em Gaza é uma prova contundente do descaso para com a vida.
Triste demais ver vidas inocentes sendo ceifadas por causa de uma guerra absurda que é apoiada por grandes potências que sempre se valerão de grandes desculpas. Cadê a diplomacia e o respeito pela diversidade cultural, ideológica e religiosa?
Lamento, mas Israel não tem o direito de matar, enquanto todos se calam de medo. Medo do poderio bélico, medo do poder financeiro, medo de um povo que um dia foi oprimido e hoje, infelizmente, é o opressor.


segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014

Prazo de prontificação do primeiro submarino nuclear brasileiro é estipulado para 2023


Fonte: Defesa Net
O primeiro submarino brasileiro com propulsão nuclear deve ficar pronto em 2023, de acordo com o Almirante de Esquadra Gilberto Max Roffé Hirschfeld, coordenador-geral  do Programa de Desenvolvimento de Submarinos (Prosub, criado em 2008, a partir de um acordo de cooperação e transferência de tecnologia entre o Brasil e a França.


Hirschfeld deu a informação durante audiência pública nesta quinta-feira (13), na Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional (CRE). O debate foi sugerido e coordenado pelo presidente do colegiado, senador Ricardo Ferraço (PMDB-ES).



Além do submarino nuclear, o programa sob a responsabilidade da Marinha do Brasil prevê ainda a construção de quatro submarinos de propulsão convencional (diesel-elétricos). Serão ainda construídos uma base naval e um estaleiro, em Itaguaí, no Rio de janeiro.



O almirante defendeu a necessidade de o país desenvolver e manter um forte sistema de defesa. Ao justificar, ele disse que o país é foco de “ambições”, em razão de suas riquezas naturais e capacidades. Diante das incertezas sobre o que acontecerá no mundo em médio e longo prazo, Max Hirschfeld observou que o Brasil precisa estar preparado, com uma Força Armada potente.



— Não para entrar em guerra, ao contrário, mas exatamente para ter o poder de dissuasão — observou o almirante.



De acordo com ele, um submarino de propulsão nuclear é ideal, já que é considerada a arma de maior poder de dissuasão que existe.  Entre outras vantagens, o almirante destacou o poder de deslocamento e a capacidade de se manterem submersos de forma prolongada. Isso ocorre porque são capazes de gerar oxigênio, dispensando subidas regulares à superfície. Graças a essa característica, eles seriam menos detectáveis, ficando mais protegidos contra ataques inimigos.



Com o Prosub, disse ainda o coordenador do programa, o Brasil ganha capacidade não apenas para construir, mas também projetar submarinos convencionais e nucleares. Ele explicou que o acordo com o governo francês assegura a transferência de toda a tecnologia necessária para esse ganho de autonomia.



— Projetar é a palavra chave. Até agora vínhamos construindo apenas submarino de superfície, mas nunca projetamos — observou.



O almirante fez questão de esclarecer, contudo, que o país já domina todo o ciclo tecnológico para a construção do reator de propulsão nuclear a ser utilizado no projeto, de responsabilidade da estatal Nuclebrás Equipamentos Pesados S.A (Nuclep), que está sendo desenvolvido em São Paulo. A França entra com a parte de “interface” para aplicação no submarino e seu projeto, além das tecnologias de operação e manutenção do equipamento.



Respeitabilidade



A partir dessa conquista, previu o almirante, o país será visto com muito mais respeitabilidade no cenário internacional. Ele acredita que, como parte do seleto grupo de nações com capacidade de projetar e construir esses equipamentos uma das contribuições será reforçar o poder de garantir o antigo pleito do Brasil por um assento permanente no Conselho de Segurança da ONU.



O almirante Max Hirschfeld observou, contudo, que o alcance do Prosub vai muito além da questão de defesa. Ele explicou que o programa — com custo estimado em cerca de R$ 21 bilhões, em todas as suas etapas — tem amplo potencial para irradiar conhecimentos e capacitação em favor dos centros de pesquisa, das universidades e da indústria brasileira.



Para que os ganhos sejam permanentes, porém, ele observou que o país não pode se acomodar após a construção dos submarinos já projetados. Se isso acontecer, conforme explicou, os conhecimentos se perderão.



— Não podemos parar de fazer, não temos o direito de perder um programa dessa envergadura — apelou.



Sobre os investimentos projetados pelo Prosub no orçamento federal para 2014, de quase R$ 2,5 bilhões, ele disse que ficaram um pouco aquém do necessário. Porém, disse estar seguro de o governo não deixará de fazer as complementações necessárias.



Empregos



Ricardo Ferraço confirmou a importância estratégica do programa, tendo em vista os ganhos para o desenvolvimento científico-tecnológico e o fortalecimento da indústria. Ele observou que a indústria de defesa é um setor que multiplica conhecimento e gera renda, emprego e desenvolvimento como poucos, sendo responsável por parcela importante do PIB em países desenvolvidos.



O presidente da CRE também registrou que, no auge de sua capacidade, o Prosub deverá gerar 9 mil empregos diretos e outros 32 mil indiretos. Por tudo isso, observou, os investimentos são totalmente justificáveis, mesmo “num país que não é assombrado pelo fantasma da guerra, em que falta dinheiro para áreas essenciais”. Ainda para o senador, o desenvolver um submarino não é só “uma questão de prestígio internacional”.



— Um submarino nuclear vai nos dar, com certeza, retaguarda e poder de dissuasão em águas profundas. Vai nos permitir, também, disputar em melhores condições um assento no Conselho de Segurança da ONU — avaliou Ferraço.



Parceria



Em resposta a questão feita por um telespectador, encaminhada por meio do senador Cristovam Buarque (PDT-DF), o almirante reforçou esclarecimento dado anteriormente, sobre a escolha da França, como parceiro do Brasil. Segundo ele, apenas esse país e a Rússia dispunham à época de tecnologia para construção de submarino com propulsão nuclear (hoje o time integra a China, os Estados Unidos e a Inglaterra). Porém, apenas a França aceitou o compromisso de transferir a tecnologia.



Também rebateu a afirmação de que o Chile e a Índia, por meio de acordo com a Alemanha, tivessem conseguido acesso à mesma tecnologia, em bases econômicas mais vantajosas. Ele assegurou que, nos dois casos, foram contratos totalmente diferentes, sem abrangência do acordo brasileiro em termos de tecnologia. Além disso, observou que a Alemanha, ainda que domine a tecnologia, nunca construiu um submarino do tipo.



O almirante também contestou o comentário de que a construção da nova base naval em Itaguaí era dispensável, já que as operações com os submarinos poderiam ser feitas no arsenal da Marinha na capital fluminense. Ele assegurou que esse arsenal não comportaria tais operações, inclusive pela reduzida profundidade das águas. Apontou ainda a inconveniência de operar equipamento com propulsão nuclear junto a uma grande metrópole.



Max abordou na audiência os cuidados ambientais e as ações de responsabilidade associadas ao projeto em Itaguaí. Em março do ano passado, a presidente Dilma Rousseff inaugurou uma unidade de fabricação de estrutura metálica que integra o programa, onde serão construídas peças de alta resistência para os submarinos.



O secretário-geral do Ministério da Defesa, Ari Matos Cardoso, também participou da audiência. Ao reconhecer a necessidade de mais recursos para o setor, ele ressaltou os esforços do atual governo. Ele observou que de 2003 até 2007, "antes da aprovação da Estratégia Nacional de Defesa, as necessidades do setor foram atendidas em 35% do que foi solicitado". No período de 2008 a 2013, no entanto, esse percentual foi aumentado para  65% evidenciando, de acordo com Ari Matos, o empenho do governo para aumentar os investimentos em projetos como o Prosub.



Participaram ainda da audiência o senador Eduardo Suplicy (PT-SP) e a senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM).

Franz diz: vivemos em uma era onde o poderio bélico é moeda de troca. Basta contemplarmos os países que compõem o Conselho de Segurança da ONU como membros permanentes: EUA, China, Russia, França e Reino Unido. Os cinco países são detentores de armamento nuclear e há ainda outros países com arsenal nuclear que recebem tratamento diferenciado por parte da ONU
O Brasil vem pleiteando uma vaga como membro permanente há anos, mas não há o fator de influência e dissuasão (submarino e armas nucleares) não existe ainda. O advento do submarino nuclear é algo temido por muitos em função da mítica que envolve o uso de tal tecnologia, porém é fato que estamos falando de um meio naval de combate e patrulhamento, não em uma ogiva nuclear.
Ter o submarino é um passo primordial para o reaparelhamento da Marinha. Sem esse passo, estaremos sujeitos ao sucateamento e a perda da sobernia em nossas zonas de exploração marítimas, incluindo a Amazônia Azul. 
Espero que a concretização dessa etapa realmente ocorra para que, futuramente, tenhamos voz na ONU e controle de nossas fronteiras.  

terça-feira, 11 de fevereiro de 2014

Crianças de Gaza.



Por: Franz Lima
É difícil ser imparcial quando uma foto como esta é veiculada. Mais difícil ainda quando a imagem recebe prêmios pelo impacto visual - e apelativo - que ela tem. Mas a verdade é que por mais chocante que seja, a denúncia precisava ser feita. O mundo precisa conhecer sua própria face escura.
A fotografia em questão mostra familiares transportando os corpos de duas crianças mortas durante um bombardeio israelense a uma zona civil da Faixa de Gaza. É impossível ficar indiferente às expressões de dor e ódio estampadas nas faces das pessoas que transportam as crianças. É impossível ficar indiferente ao ver o futuro de duas crianças ser brutalmente interrompido, impedido de ocorrer.
Como pai, tive a dor desses familiares transferida para mim. Como pai, tremi diante da mínima possibilidade de perder um de meus filhos. Como pai, silenciei em respeito aos entes das crianças assassinadas.
O que mais me aborrece é ter a consciência de que essas vítimas viram estatística. O que me entristece ainda mais é ter a consciência de que o tempo irá apagar essa imagem, por mais premiada que seja.
Nunca entenderei como povos tão próximos como palestinos e judeus - cuja história mostra períodos de paz e colaboração - hoje travam uma guerra sem lógica. Quantos mais morrerão por água e terra? Quantos mais irão tombar em uma guerra da qual não têm sequer ciência? Os meninos acima estavam com seus pais no momento do ataque. O pai e as crianças foram mortos instantaneamente. A mãe, por uma ironia do destino, ficou gravemente ferida, mas não faleceu. Na verdade, três partes dela morreram quando sua família foi dizimada. 
Não consigo ser imparcial - volto a afirmar - quando vejo cenas como essa. Não consigo ser imparcial quando sei que há um exército extremamente bem treinado e armado que combate homens movidos pela raiva de um território invadido, de costumes burlados e de uma humilhação cada vez maior. 
Não tenho qualquer rancor quanto ao povo judeu. Respeito o sofrimento de estar espalhado pelo mundo como se não fossem dignos de ter seu próprio lar. Elevo meus pensamentos aos céus ao lembrar-me dos anos de perseguição e morte que tanto atormentaram homens, mulheres e crianças. 
Mas sempre imaginei que a dor e o sofrimento que lhes impuseram fossem servir como um lição sobre a maldade humana. Enganei-me.
Hoje, com pesar, contemplo o perseguido sendo o caçador. Contemplo um povo preparado para matar em nome de uma terra que poderia ser dividida de forma coerente entre dois povos. Juntos, palestinos e judeus, seriam uma potência incomparável em força de vontade e resistência. Mas...
A intolerância - bilateral - é uma arma que é muito bem usada pelos poderosos e manipuladores. Homens cujas línguas deturpam as belas palavras do Corão e do Torá. Novamente vemos incrédulos o poder destrutivo das palavras proferidas pelo homem, cuja ambição não poupa vidas, terras ou almas. Em nome dos próprios interesses, governos e líderes religiosos jogam povos em guerra, pois é só essa linguagem que eles compreendem. Só com a morte há diversão para os poderosos. Até a fé está sendo relegada para segundo planto.
Ainda acredito no dia em que as pessoas com capacidade para mudar a triste realidade de Gaza e outras áreas similares percebam, enfim, que a localidade não é nada além de um Campo de Concentração. Não há fuga para os moradores. 
As únicas coisas que peço a Deus é que tais homens apodrecidos pela ganância, fanatismo e crueldade tenham seus sonhos povoados pelas faces dos inocentes cujas vidas eles ajudaram a ceifar. E que os parentes dessas crianças - e de tantas outras massacradas - tenham um pouco de paz.
Que tal cena jamais se repita. É tristeza demais.



segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014

Aperfeiçoando a sutil arte de matar a distância. Conheçam as munições R.I.P.


Fonte: G2RIP.
Desde o advento da invenção da pólvora que a humanidade só tem "evoluído" na arte de matar. Armas são modernizadas e comercializadas com extrema facilidade em todos os pontos do mundo.
O mercado de armas (legais e ilegais) é uma fonte inesgotável de renda, muito disso devido à sede de sangue que nós, humanos, temos. Matar, principalmente a distância, é um ato cada vez menos provido de sentimentos. Antigamente, assassinar uma pessoa era um ato movido por raiva, emoção extrema ou vingança. Hoje, infelizmente, esse ato ganhou status de poder. Há matadores que tiram vidas indiscriminadamente, apenas com o intuito de ganhar fama e poder. Claro, seria utópico dizer que pessoas assim não existiram em outras épocas, porém é fato que as facilidades e a própria perda da noção de valor de uma vida ampliaram as estatísticas.

Recentemente uma empresa norte-americana criou um novo projétil chamado G2RIP. Esse artefato tem um alto poder destrutivo e foi criado exclusivamente com o intuito de neutralizar definitivamente o inimigo (ou alvo). A munição expande-se em diversas direções ao atingir o alvo e fragmentar-se, provocando danos em pontos distintos, quase sempre fatais. 
A empresa disponibilizou munições para vários calibres de armamento e se vale de um marketing agressivo para ampliar a divulgação e vendas do produto.
Aumentou o poder de destruição e neutralização dos alvos, mas é fato que isso também irá aumentar o número de óbitos em todo o mundo. Por um lado é um grande passo para o policiamento (que hoje trava uma verdadeira guerra), caso seja essa sua aplicação. Por outro lado, nas mãos de pessoas mal intencionadas ou mesmo de criminosos, muitas vidas inocentes serão ceifadas de forma dolorosa e violenta.
E você, o que pensa sobre a evolução desse tipo de artefato? É realmente necessário?

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