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terça-feira, 30 de agosto de 2016

Humor: o que Thor ficou fazendo durante a Guerra Civil?



Curtam nossas fanpages: Apogeu do Abismo e Franz Lima.

Esse é um divertido mockumentary sobre a ausência do Hulk e Thor durante os eventos de capitão América: Guerra Civil. Vocês gostarão de saber que a própria Marvel é capaz de fazer piadas com algumas coisas já apontadas pelos fãs como o fato de Thanos estar quase sempre sentado em seu trono, a calça de Bruce Banner que se transforma em uma bermuda quando ele vira o Hulk e muito mais. Espero que se divirtam com essa brincadeira.



sexta-feira, 10 de junho de 2016

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2016

Esquadrão Suicida: as entrelinhas do segundo trailer.


Por: Franz Lima. Curta nossa fanpage: Apogeu do Abismo

“O trato é o seguinte. Vocês vão a um lugar muito ruim. Para fazer algo que vai matar vocês.”

Sete Bravo Detainee... esta é a idetificação nos uniformes dos presidiários que formarão o Esquadrão Suicida.

Aparentemente todos os detentos estão no mesmo bloco de contenção. A ficha do pistoleiro revela que ele e os outros estão na prisão para meta-humanos chamada Belle Reve (Belos sonhos, em francês).

O trailer revela uma Arlequina que lê romances do tipo Nicholas Sparks, um Pistoleiro solitário e reflexivo, o alucinado Capitão Bumerangue e El Diablo.

O recrutamento é feito de forma abrupta, algo do gênero “vocês não têm opção...”. Afinal, Amanda Waller quer resultados imediatos...


Há a passagem onde, além de descreverem alguns dos personagens, também mostram a reunião deles em um pátio lotado de soldados fortemente armados. A loucura da Arlequina é latente, mas muito engraçada. 

As cenas seguintes mostram um lugar devastado por algo bem poderoso, principalmente se levarmos em conta os estragos. Não há indícios de destruição por armas (ao menos criadas pelo homem), mas sim a presença de uma criatura que possa combater os mercenários e a equipe do Esquadrão sozinha.

Detalhe para Bohemian Rhapsody, música do Queen que foi encaixada à perfeição em cada uma das cenas de todo o trailer.

A interação entre os personagens mostra que há afinidades e intrigas. Amarra e o Bumerangue aparentam ter uma boa relação, assim como Rick Flagg e o Pistoleiro. Claro que estamos falando de criaturas com sérias dificuldades de convívio com outras pessoas...

Há cenas de combate bem rápidas, cujas revelações são ínfimas.

Novamente é possível perceber que a Arlequina será um destaque, tal é o carisma quando surge na tela.


O Coringa surge em novas cenas, mas com pouco a revelar, exceto que a presença das tatuagens é uma realidade e uma gangue ao seu serviço. Uma breve passagem mostra que veremos a origem da Arlequina (diretamente ligada ao Coringa) e o passado de alguns integrantes do Esquadrão.

Contudo, uma coisa é muito óbvia nos dois trailers já divulgados: o Esquadrão Suicida não será uma equipe de vilões que pode ser derrotada pelo Batman sozinho. Eles são violentos, motivados pela loucura, ambição e outros fatores, guerreiros e assassinos que provocariam pesadelos nos Jovens Titãs. A violência do Capitão Bumerangue, por exemplo, destoa demais do personagem dos quadrinhos, cuja imbecilidade o transformava em piada. O Coringa é um matador nato e sem remorsos. A Arlequina é tão louca quanto o Coringa. 

Outra revelação interessante é o nome da cidade devastada por aquilo que o Esquadrão caça: Midway City. Já a presença de um ser que é capaz de partir o metrô em alta velocidade ao meio é bem legal, principalmente por aparentar ser uma espécie de simbionte similar ao Venom da Marvel (pelo menos é o que as cenas levam o espectador a concluir).

Enfim, que este filme seja, junto com Batman vs Superman, a confirmação de que a DC está mesmo disposta a competir em igualdade com a Marvel nos cinemas... 


quarta-feira, 23 de setembro de 2015

Andrew Tarusov e o envelhecimento dos Cartoons.


Papa-léguas e Coiote

Fonte: Andrew Tarusov.

Andrew Tarusov é um ilustrador russo, nascido em Ribinsk. Atualmente ele resider em Los Angeles, California. O artista também atua na área de animação. As ilustrações deste post são a visão de Andrew sobre como estariam os cartoons, de acordo com a data em que foram criados.

Frajola e Piu-piu

Margarida
Patolino

Tom e Jerry

Gaguinho

Lola Bunny e Pernalonga

Minnie e Mickey

Pateta

Pato Donald



segunda-feira, 30 de março de 2015

Primeira imagem oficial de Deadpool mostra humor e fidelidade ao personagem.


Ryan Reynolds busca a redenção de suas interpretações dos personagens Lanterna Verde e de Deadpool em X-Men Origens: Wolverine. Esta redenção, entretanto, não virá com a interpretação de um personagem de Shakespeare, mas com a volta ao próprio Deadpool. 
A primeira imagem evidencia o bom humor que muito provavelmente será o ponto alto da trama e também comprova a fidelidade da produção cinematográfica com os quadrinhos. Personagem que oscila entre a loucura e ações caricatas, Deadpool é quase tão querido quanto o próprio Wolverine. Pelo que já foi noticiado, Ryan retornará ao papel de forma correta, incluindo efeitos especiais de altíssimo nível e um uniforme digital. Também será usada a técnica de captura de movimentos.
No elenco, além de Reynolds, estarão T.J. Miller (Weasel), Gina Carano (Angel Dust), Ed Skrein e Morena Baccarin. 

Deadpool tem estreia prevista para 12 de fevereiro de 2016 e será dirigido por  Tim Miller.

terça-feira, 24 de fevereiro de 2015

Um casal e seu bebê recriam cenas clássicas de filmes com caixas de papelão.


Alien, o 8º passageiro
Lilly, Leon, e o bebê Orson são uma família incomum, mas extremamente divertida. Após uma mudança, Lilly observou que, além do bebê recém-nascido, havia uma infinidade de caixas em sua casa. Ela, o marido Leon e Orson estavam com a rotina ainda conturbada, fruto de uma mudança de país, mas a imaginação, o conhecimento que só nerds de verdade tem e uma grande dose de humor geraram o projeto que eles chamam de Caixa de Papelão (Card board box office).
Os filmes e séries homenageados são os mais variados, passando por Matrix, Senhor dos Anéis, 007, Aliens, O Poderoso Chefão, Batman, até Breaking Bad e Game of Thrones. Há, ainda, um fator muito curioso: os títulos dos filmes são adaptados para a realidade do bebê. Beetlejuice (Os fantasmas se divertem) recebe o nome de Applejuice (Suco de maçã), apenas para citar o bom humor presente nesta família.


Beetlejuice

A história sem fim


Star Wars

Duro de matar

Game of Thrones

Matrix

Os pássaros


terça-feira, 3 de fevereiro de 2015

Putz Véi faz paródia de Get Lucky que irá valer por muitos governos. Imperdível!



O vídeo do Putz Véi foi produzido para criticar os altíssimos investimentos nos estádios para a Copa do Mundo (que foi um fiasco para nós, brasileiros), porém está se mostrando atemporal, já que suas indicações de descaso com os contribuintes são válidas até os dias atuais. A música parodiada é Get Lucky, do Daft Punk. Parabéns à equipe do Putz Véi. Assinem o canal, pois há muito mais material de qualidade por lá.


sábado, 17 de janeiro de 2015

Fechando o assunto Charlie Hebdo, os limites do humor e os ataques na França.


Humor?

Texto: Franz Lima.

Caso você ainda não esteja atualizado sobre os ataques ao tabloide Charlie Hebdo, um dos mais mordazes e críticos da França. Famoso por não poupar autoridades, religiões ou instituições, o Charlie Hebdo foi atacado por terroristas em represália às críticas - através de charges e outras piadas similares - usando a imagem do profeta Maomé. Na ilustração, Maomé aparece proferindo as seguintes palavras: Cem chicotadas se você não morrer de rir.

Editor da Charlie Hebdo mostra desenho polêmico. (Foto: Alexander Klein/AFP) - Fonte: G1

O humor, principalmente do tipo feito pela Charlie, é geralmente interpretado com tolerância. Mas não são raros os casos onde a "graça" acaba se transformando em "ofensa". Sendo assim, friso que não apoio terrorismo, quando há ofensas graves, a possibilidade de retaliação é grande. Óbvio que ninguém esperava a prática de um massacre para demonstrar a reprovação à matéria, porém estamos falando de pessoas cuja educação ensinou que é crime ofender um dos ícones religiosos de sua crença.
Eu acredito em um senso de impunidade falsa, algo que impulsionou as brincadeiras aos níveis inaceitáveis para os muçulmanos mais radicais. Também acredito na velha sabedoria popular que dizia 'quem brinca com fogo acaba se queimando'. 
O fato é que o editor da Charlie Hebdo e os cartunistas/humoristas da revista receberam uma dose extrema da intolerância às ofensas. Eles, inclusive os que faleceram no ataque, sabiam da existência de extremistas muçulmanos, católicos e judeus. Lidar com pessoas que são capazes de matar por suas crenças já é algo difícil, imaginem ofender - categórica e constantemente - esses indivíduos. Eu, honestamente, considero isso extremamente perigoso. Não há mais fronteiras. O fato de eu estar na França, Brasil ou Antártida não impede que o ódio chegue a mim ou minha família. Ninguém está seguro em um mundo onde bombas e armas são negociadas para qualquer tipo de gente. 

Repito o que disse no início da matéria: não apoio terrorismo. Ainda creio que o Islã e seus seguidores podem ganhar muito mais com o silêncio. O descaso da Charlie Hebdo diante da fé de outras pessoas não é motivo para matar. Mas eu creio ainda mais que o pequeno grupo de atacantes não representa a maioria islâmica. Ser muçulmano não é treinar em um campo de guerra, planejar mortes, sequestrar e impor a própria vontade sobre a de terceiros. Ser islâmico é pregar a paz, ajudar o próximo (preferencialmente em sigilo), orar, estudar e crescer como ser humano. A Lei não prega intolerância aos povos do Livro (ondes estão incluídos, além dos muçulmanos, judeus e cristãos). Porém lidamos com pessoas que podem ser influenciadas. Cada mente é um universo insondável e não há religião que possa impedir uma alma deturpada por anos de ensinamentos radicais, extremistas e violentos. Os atacantes ao Charlie Hebdo não representam os fiéis seguidores do Corão e dos ensinamentos de Allah. Em contrapartida, tenho plena certeza que as brincadeiras ofensivas e tendenciosas que revistas como a Charlie Hebdo praticam não representam o pensamento francês, cuja luta pela liberdade e justiça gerou a máxima "liberdade, igualdade e fraternidade". 
Somos responsáveis por nossos atos. Cartunistas e terroristas responderam por seus atos. O mundo não apoia o terrorismo. O mundo não apoia o desrespeito à fé alheia.
Enfim, erros ocorreram dos dois lados, porém os extremistas reagiram como sua denominação sugere: com violência, terror e baseados em doutrinas controversas e deturpadas por pessoas. Matar em nome de uma fé que prega a tolerância e o auxílio mútuo é algo impraticável, mas sempre haverá radicais em quaisquer grupos. É preciso ter cuidado para não transformar uma piada em motivo de guerra, pois sempre haverá alguém disposto a se armar para defender seus "princípios", sejam eles corretos ou não. A liberdade e a fé sempre serão defendidas, pena que nem sempre da forma correta.
Curta a fanpage do Apogeu:


quarta-feira, 31 de dezembro de 2014

Humor: a trágica morte de Julio César se transforma em utensílio do lar.


Honestamente, ninguém pode reclamar da praticidade e da criatividade. Ave, César! Imperius Rex.

quarta-feira, 3 de setembro de 2014

Chibatman é a versão japonesa do herói da DC na vida real.



Após o terremoto e o tsunami de 2011, ele surgiu para combater... a tristeza.
Usando o manto do consagrado personagem da DC, um japonês - cuja identidade não foi revelada - circula pela cidade trazendo alegria e simpatia aos fãs do Morcego. A cidade japonesa chama-se Chiba e, por isso, o herói foi batizado como Chibatman, uma óbvia mesclagem dos dois nomes.
São muitas fotos, perguntas e autógrafos desse cidadão que, com coragem e bom-humor, minimizaram as dores de um período sombrio de sua cidade. O Cavaleiro das Trevas japonês usa um triciclo customizado também em homenagem ao Batman e sua moto, o batpod (guardadas as devidas proporções).
Veja o vídeo que foi disponibilizado pela BBC:



quinta-feira, 7 de agosto de 2014

Para os que reclamam dos celulares com mais de 5 polegadas. Ouça música nisto!



Muitos não tiveram o (des)prazer de ouvir música nestes "pequenos" aparelhos e, hoje, reclamam dos smartphones - afinal, mp3 player já era - e suas gigantescas proporções acima de 5 polegadas. Ok. Que tal levar esse mp3 e curtir um som. 
Já ia esquecendo. Caso queira ouvir a discografia do Iron Maiden, só para citar, seria preciso uma bolsa cheia de fitas cassete. 
Então, não reclame da tecnologia ou tenha saudade dos bons tempos.


quarta-feira, 18 de junho de 2014

Chico Anysio entrevista Bussunda. Essa é leitura obrigatória.


Amigos, há certas coisas que o tempo se encarrega de evanescer. A morte é uma delas, ainda que sua sombra paire sempre sobre nós. Ainda que a saudade jamais suma, por mais inerte que esteja.
Chico Anysio e Bussunda foram dois ícones do humor brasileiro. Mestres entre seus pares, geniais como só humoristas podem ser, eles se destacaram positivamente no cenário humorístico nacional. Chico foi um mestre para vários outros profissionais do humor. Bussunda, com seu jeito Shrek de ser, ajudou a transformar a Casseta Popular e o Planeta Diário em um programa semanal que marcou época: o Casseta e Planeta urgente. 
Mas a vida não é infinita. Pelo menos neste plano. Assim, tristemente nos despedimos destes dois grandes homens (e não estou falando só das barrigas). 
Foi então que, alguns dias atrás, vasculhando meus pertences, eis que encontro esta histórica entrevista. Chico Anysio estava equivocado em alguns pontos (Maria Paula foi incluída no grupo e os sete se tornaram seis), fatos que não diminuem em nada a importância da entrevista que disponibilizo agora no Apogeu. Ressalto que mantive a grafia da época, tal como está na entrevista original. Não há data especificada na entrevista, porém creio que ela foi publicada entre 2002 e 2003.
Divirtam-se. Sei que a saudade baterá, porém também sei que o sorriso estará presente durante toda a leitura.
Ah! Eu conheci as duas trupes (Casseta Popular e Planeta Diário) no meu período de ensino médio pelo Colégio Pedro II. Na época, eu e Jacó (apelido do meu grande amigo André Luis) escrevíamos o extinto Jornal do Mal e enviávamos o material para eles que, em troca, davam-nos algumas edições das revistas. 

Dois barrigudos que se beijam

Bussunda é, dos sete Casseta, o mais conhecido. Não que isso o torne mais talentoso ou importante que o Madureira, o Hélio, o Reinaldo, o Beto ou o Hubert, porque no fim das contas eles sete formam um time. Não há como desligar um dessa equipe, como é impossível agregar um oitavo. Bussunda é carioca, flamenguista, humorista e, apesar disso tudo, inteligente. O humor corre nas suas veias e salta nas suas palavras com a mesma facilidade com que César Maia inventa uma obra. Mas por que Bussunda é, dos sete, o que mais aparece, enfim...

O mais famoso? Sim. Por que, se os sete têm chances iguais nos programas, nas revistas, nos livros, nas camisetas, em tudo que produzem? Bastou conversar com ele num final de tarde (um papo produzido pela revista Domingo) para que eu descobrisse: a beleza. Bussunda ao sobressair-se dos outros seis dá uma demonstração de que Vinícius estava certo quando dizia ser “a beleza fundamental”. Mesmo no humor. Ou principalmente nele, modéstia à parte. Bussunda e eu temos muito em comum, principalmente na parte entre o tórax e o púbis. Uma beleza que levamos na boa, sem o menor orgulho. Entende? Uma coisa que a gente vai empurrando com a barriga. 
Chico Anysio



O programa Casseta e Planeta urgente vai ficar igual ano que vem?


Igual não, a gente sempre faz pequenos ajustes. Aliás, a gente muda o programa o ano inteiro, vai experimentando coisas novas, que quando dão certo são incorporadas. Outros quadros, de menos sucesso, a gente tira. Todo mundo faz isso, não é? Quando voltarmos das merecidas férias, vamos discutir o formato. Uma coisa não dá pra mudar: a variedade, que é apontada por todo mundo como a melhor coisa. E o programa está indo bem.


Tudo bem, mas sabe o que acho? Vou dizer, embora vocês nunca tenham me perguntado. Vocês deviam se comportar o mais sério possível. Quanto mais sério estiverem, mais engraçado fica. Quando você coloca a roupa muito colorida, com chapéu e coisa e tal, fica rebarbativo, o engraçado sobre o engraçado.



Você tem razão em parte. Mas isso é caso a caso. A gente vai imitar o Sarney vestido de Sarney, certo?



Aí é diferente. Na imitação, faz parte. No tempo do “Que disposição!”, do Itamar Franco, tudo bem. Mas o cara que entrevistava o Itamar deveria fazer as perguntas, por mais bobas que fossem, de forma séria...


Às vezes a gente faz isso. Começamos nos vestindo de repórter, terno e gravata, e indo pra rua. As pessoas não nos conheciam, o que causava surpresa. Depois, começaram a nos reconhecer. E a gente descobriu que botando a fantasia escapava do mal humor. Conhecendo a gente ou não, estando no Brasil ou nos EUA, as pessoas identificam logo que é humor. E quando a gente vai falar, já estão com um sorriso na boca. Foi uma descoberta. Mas tanto o figurino como o formato serão discutidos.

O formato é o de menos, podem até fazer um bloco em cada formato. Isso garantiria a variedade.

A gente experimentou uma coisa inteiramente nova que é contar uma historinha no programa da Amazônia, onde um era índio, o outro um repórter seqüestrado, os outros saíam procurando. Isso funcionou muito. A gente botou nos dois primeiros blocos e o Ibope mostrou uma audiência enorme. Esse tipo de programa nos assustava muito principalmente por não sermos atores, mas foi superlegal.


E você não pensa em fazer um curso de ator?



Não conseguiria aprender (risos). Nem mesmo com você, Chico...



Claro que conseguiria, Bussunda. Representar é a arte de não representar. Claudinha Abreu estava morta de medo nas gravações de Tieta e eu disse: “Faz menos!” Sou naturalista no modo de representar. Quando se erra pra mais é a catástrofe. Pra menos, não incomoda.



Quando a gente foi pra frente da câmera e resolveu fazer do nosso programa uma sátira do jornalismo, era um pouco pela frustração que trazíamos da TV Pirata. Quando escrevíamos as matérias para TV em que os atores eram repórteres, eles reclamavam. Luiz Fernando falava: “É a décima vez que boto bigode, tiro bigode, boto careca pra mudar a cara dos jornalistas.” Pra eles, esses papéis não eram desafiadores. Então resolvemos fazer nós mesmos, pois não somos atores, não temos o mesmo compromisso.


As pessoas pensam que somos inimigos. Não sei por quê. Nunca falei mal da Casseta. Pelo contrário. Eu me lembro da primeira vez em que o Cláudio Paiva e o Paulo Ubiratan leram o texto da TV Pirata pro Daniel (Filho), pro (Carlos) Manga e pra mim. Quando acabou, ficou um silêncio como se alguém dissesse: “Seu time comprou o Júnior Baiano.” Fui o único que falou: “Dá pé. O problema é que eles não têm prática de TV.” Levei 450 disquetes pra Petrópolis e fiz o trabalho de copy desk que durou 45 dias. Os melhores textos eram de vocês. Agora sempre defendi a tese de que não podia ser representado só por um grupo de 10 atores, mas sim aberto a toda a geração de novos atores de humor...


Foi uma falha da Globo não ter mantido esse espaço, ainda que não fosse no horário nobre. O Pirata viveu um ciclo e todos os atores da primeira fase estão aí estourados: Débora Bloch, Regina Casé, Guilherme Karan, Diogo Vilela, Cláudia Raia... Foi um espaço que se abriu e que juntou a gente que vinha de jornaizinhos alternativos com a galera do besteirol. Foi um grande encontro.

O Brasil nunca produziu tantos humoristas e comediantes como hoje. Tenho na minha casa 120 fitas de humoristas. Deles, uns 50 você pode botar no ar o horário que quiser...

E quase todos do Ceará, Né? (risos)

A maioria. E olha que não tenho fita do Ciro Gomes (risos). Um quadro que vocês podiam lançar no Fantástico é Qual é a sua?. Pega um cara e pergunta qual é a dele. Todos vocês fazem a entrevista, e depois o cara faz o número dele. Nessa poderiam lançar gente como Falcão, Tiririca, João Neto, João Cláudio... Não se interessam em ver essas fitas?

Tem também o Espanta Jesus? (risos) Ele é bom, mas tem que mudar de nome. Quem sabe Espanta Roberto Marinho? (risos) Ano passado reclamávamos que existiam poucos programas de humor. Não há dúvida de que se abriu um leque de programação, embora o espaço para o autor que está começando continue pequeno. Mas o humor foi aquecido. Tem o programa da Regina, o nosso, o teu, a Praça, o Sai de baixo...


Mudando de assunto, foi difícil tocar o Planeta Diário?


Tivemos a revista durante quase 10 anos. Quando começou o programa da Globo, pensamos que venderíamos muito mais. Achávamos que o programa ia nos dar um salariozinho e que viveríamos da renda da revista. Em resumo: a revista acabou e teve gente que era fã do programa e nunca soube da existência da revista. Outro dia saiu uma crítica do nosso livro na Veja que dizia: “Quem diria, eles também sabiam escrever.”

Aí vai uma idéia: uma geração dura 25 anos. O que foi feito há 30 anos hoje é novo de novo. Se vocês relançarem a revista, com 30 páginas de coisas já idas, e 18 páginas de novidades, ela fica inteiramente nova.

Mas é o que estamos tentando fazer com nossos livros. Na verdade, esse último livro, A volta ao mundo do Casseta e Planeta tem muita novidade, pois é sobre as viagens que fizemos com o programa. Mas os outros livros foram coletâneas atualizadas. Vendemos em torno de 20 mil exemplares por livro, o que para Brasil é um ótimo número. Mas agora mudamos para a editora Objetiva com o objetivo de vender mais. (risos)


Na minha opinião, a crítica de TV é sem sentido. Vai um programa pro ar na terça-feira e na quinta sai uma crítica esculhambando o programa. Mas eu já gostei quando o vi na terça. Ou então, eu odiei e a crítica faz milhões de elogios. Das duas formas ela se sai como idiota.


Costumo brincar que o artista é vítima dos seguintes estágios: quando ninguém te conhece, a crítica enche a tua bola; é só ficar conhecido para começar a falar mal. Quando está muito bem, a crítica pára de falar. E quando estourou de sucesso dizem que você virou viado (risos)


Não cheguei nessa fase ainda. Pra mim pega mal, tenho sete filhos. Agora, sabe de uma coisa, parei de brigar. Confesso que sempre adorei uma briga. Cada vez que brigo ponho pra fora o advogado que não fui e queria ser. Mas cheguei à conclusão de que não se resolve nada brigando, embora seja o meu divertimento preferido.


Parei de brigar cedo. Detesto. Dou uma boiada para sair da briga.

Brigar, agora, só combinado (risos). Sempre briguei pelos humoristas. O Jô (Soares) e o Renato (Aragão) nunca deram uma palavra. Resolvi fingir que sou PT (Partido dos Telectuais). Só tem intelectual no PT, trabalhador mesmo que é bom... Você é petista?

Não sou nada hoje em dia, mas não concordo com você. Existem trabalhadores no PT. Mas as ideologias acabaram e hoje voto é nas pessoas.

Deixa pra lá. Falemos de humor: concorda que só há duas variantes, o engraçado e o sem graça?

Claro. O humor que faz sucesso é o humor bom. Embora hoje existam programas com tipos de humor diferentes: o da Regina, que não é escrachado mas é superlegal, tem o teu, que dispensa comentários, o da gente, que faz uma coisa diferente em cima do jornalismo, a Comédia da vida privada, que é pra outro público, o Sai de baixo, parecido com a Comédia da vida privada só que bem popular. Mas a qualidade continua sendo essencial pro sucesso.


O Sai de baixo, que está no ar como grande novidade, é a manifestação primeira do humor no mundo, que foi na Comedia dell´Arte. Esse humor de situação, que já esteve presente na Família Trapo, Grande Família e outros programas, é a prova de que em piada não precisa ser nova.


Uma das coisas que mais gosto de fazer é pegar uma piada velha e reciclar. Por exemplo, aquela do “você conhece o Mário?”, mais velha que não sei o quê, fez o maior sucesso na Itália. Chegamos pra um policial e perguntamos: conhece o Mário, aquele que te ha carcato atrás do armário...

Costumo dizer que piada não tem dono feito passarinho e não tem idade feito Hebe Camargo e Tônia Carrero (risos). Mudando de assunto, as Olimpíadas de 2004 são uma olim piada?

Não acho piada, não. Acho bom porque entra dinheiro. O Rio cresceria muito com as Olimpíadas, e a cidade é uma das mais lindas do mundo mesmo. Se no Rio há o problema da bala perdida, em Roma existe a máfia.

Mas a questão é se temos dinheiro pra bancar. Uma Copa do Mundo seria mais viável.
  
Mas a coisa não tem jeito. É mais do que provável que a iniciativa privada se seduza a criar essa infra-estrutura. Passei em Barcelona um ano antes das Olimpíadas, a cidade parecia ou que estava em guerra ou que era governada pelo César Maia. E hoje dizem que está uma das cidades mais lindas do mundo. É bom demais pra gente ser do contra.

domingo, 13 de abril de 2014

sábado, 5 de abril de 2014

Spider-man vs spider-baby. Vídeo promocional fantástico. Divirtam-se...



Não há limites para a criatividade na propaganda. Ultimamente nem os heróis do cinema e quadrinhos ficam fora das divulgações de produtos. Alguns são fúteis, mas esse não é o caso da campanha de divulgação da água Evian. O marketing usou o Homem-Aranha e um inusitado Menino-Aranha para essa propaganda. O resultado ficou inacreditável. Confiram!



Um novo começo para o filme Gravidade (Gravity). Agora abusaram da criatividade!!!



Todo o caos que permeia a trama de Gravidade (Gravity), com Sandra Bullock e George Clooney, poderia ser evitado. Como? Veja o vídeo abaixo e divirta-se. Dessa vez eles se superaram na imaginação...



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