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segunda-feira, 25 de julho de 2016

Uma boa história deixa marcas: Watchmen.


Por: Franz Lima. Curta nossa fanpage: Apogeu do Abismo

Não há o que discutir. A influência do clássico escrito por Alan Moore e ilustrado por Dave Gibbons é absoluta. Filme, animação, tatuagens, Simpsons, cosplays, pichações, Batman v Superman, brinquedos, camisetas, canecas, bolos, Star Wars, Bob Esponja... são incontáveis os reflexos da saga que está consagrada na história das Histórias em Quadrinhos. Esse é o diferencial entre uma obra que permanecerá no inconsciente coletivo e terá uma longa vida para as que são modismos, cujo destino é o esquecimento. 
As imagens selecionadas servem para dar força às palavras. Watchmen é patrimônio da humanidade por sua linguagem crua, narrativa impecável e uma trama que ditou regras para as que se seguiram...
Who Watches the Watchmen?

















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sexta-feira, 8 de julho de 2016

A polêmica sobre o pastor e o passaporte diplomático.


Por: Franz Lima. Curta nossa fanpage: Apogeu do Abismo. #apogeudoabismo

Começo esse texto com uma observação que está cada vez mais evidente: política e religião estão cada vez mais misturadas. Dessa mistura, por sua vez, surge um terceiro poder já que, não restam dúvidas, a fé e a política manobram e coordenam as vidas de praticamente todo os seres humanos do mundo.
Mas, questionaria um pensante ser, o que há de ruim nessa fusão? Tudo, respondo. Tanto na fé quanto na política, as possibilidades de afastamento dos interesses próprios são mínimas. O homem é corruptível em nível alarmante e tem na fé um freio para seus impulsos mais escusos.
Romildo Ribeiro Soares
Logo, diante de uma realidade sombria - pois é essa a realidade da política brasileira - manter os homens da fé afastados dos homens mais corruptos do mundo é algo quase impossível. Nada, compreendam, nada é ofertado sem a cobrança de um retorno quando o assunto é política. Por que seria diferente com os pastores?
E eis que surge mais um escândalo envolvendo esses passes de "livre trânsito" concedidos pelo ministro das Relações Exteriores, José Serra, o mesmo que afundou São Paulo em escândalos de corrupção como Governador. Serra aparentemente tem grande apreço por pastores. Ele concedeu também ao casal Samuel Ferreira e Keila. O pastor em questão é um dos investigados por crime de lavagem de dinheiro recebido como propina pelo "inocente" Eduardo Cunha. 
Os passaportes diplomáticos são uma ferramenta destinada a conceder mobilidade a servidores das mais diversas instâncias, inclusive o Presidente da República, o vice-presidente, governadores, ministros, juízes que compõem tribunais internacionais, entre outros. Entretanto, nada diz sobre líderes religiosos. Serra, em busca de uma justificativa para tal absurdo, afirmou que o pastor e sua mulher são dignos de portar o passaporte por "interesse do país". 
Interesse de quem mesmo?
Homens de fé têm cedido à corrupção e ao enriquecimento ilícito há anos, nas mais diversas denominações religiosas. Com o tempo, eles aumentaram exponencialmente suas esferas de influência e, hoje, estão envolvidos com políticos, juízes, empresários e outros para manter suas riquezas e poder. Ser pastor, bispo, padre... isso só tem validade quando a nomenclatura vier atada ao dinheiro. Infelizmente, isso é uma realidade. 
Mas não é esse o ponto primordial dessa crônica. Na verdade, o essencial dessa história é evidenciar que há benefícios cedidos a quem não os deveria receber com alguma motivação por trás. José Serra não é uma pessoa confiável. Seus atos são, via de regra, motivados por algo que lhe dê frutos, ainda que futuros.
Eu vejo esse "apadrinhamento" aos pastores como uma jogada política. O seu tempo como ministro é curto e ele voltará concorrendo a um cargo. Logo, com o apoio de pastores que influenciam massas gigantescas de pessoas (que são eleitores), provavelmente ele irá pedir apoio aos seus amigos das igrejas. Em contrapartida, motivados pelos pedidos dos líderes espirituais, os fiéis irão votar e colocar novamente um político envolvido em corrupção no poder e, infelizmente, uma vez no cargo, dificilmente ele sairá.
É o que me cabe relatar... com tristeza.



segunda-feira, 14 de maio de 2012

Resenha: Máfia - Padrinhos, pizzarias e falsos padres


Um assunto que já esteve mais em evidência, a Máfia italiana volta a ser abordada com seriedade neste livro.
Com uma escrita de fácil leitura (onde a narrativa assume um perfil de romance mesclado à reportagem), a autora traça um perfil da influência atual das máfias italianas (Camorra, ´Ndrangheta, Sacra Corona Unitá e a Cosa Nostra) não só em boa parte da própria Itália, como também na Alemanha. Ao contrário do país “governado” pelo Primeiro-Ministro Silvio Berlusconi e seu partido Forza Italia (apontado inicialmente como “colaborador” dos mafiosos e, ao final, como um deles) onde as leis são rigorosas contra criminosos envolvidos nestes clãs, a Alemanha mostra-se o palco ideal para a lavagem de dinheiro proveniente de cassinos, prostituição, tráfico de drogas, falsificação de roupas, assassinatos e outros crimes tão ou mais bárbaros. Evidencia-se que isso ocorre não em prol de uma possível aceitação da Máfia na Alemanha, muito ao contrário, mas por existir uma morosidade no sistema penal, onde, ainda que condenado, o indivíduo pode recorrer em diversas instâncias, em liberdade, o que leva o processo a arrastar-se por anos. Além disso, há certa descrença no poder político e financeiro das Máfias em solo alemão, motivando mais o avanço das “famílias”.
O livro descreve as perseguições pela qual a autora passou e ainda passa, o assassinato do juiz Giovanni Falcone, um dos maiores opositores ao crime organizado – passagem que choca pelo planejamento e o destemor dos assassinos -, a colaboração dos políticos, intimidação, colaboração da Igreja Católica (a maioria esmagadora dos mafiosos é católica), encontros com alguns boss e até a censura imposta ao livro (tarjas pretas em alguns trechos) por influência mafiosa, inclusive na edição brasileira.
Destacam-se, ainda, os depoimentos de familiares de mafiosos, ex-mafiosos (desertores) e até padres que apóiam os chefes, mostrando um intricado código de honra e a famosa lei do silêncio, a Ommertá, além de evidenciar os inúmeros colaboradores e sua influência em tribunais, na política, comércio e religião e, principalmente, as conseqüências de se opor a eles. Especial atenção é dada ao papel das mulheres nas “famílias”, onde além de mães e esposas, elas também são as responsáveis por transmitir os valores do clã e, em última instância, podem até influenciar na ordem de um assassinato.
Esqueça os estereótipos da Máfia. Aqui a verdade é vista sem maquiagens. O alerta dado é muito claro: o crime organizado italiano se expande e assume faces aparentemente legais, sem que isso implique em menos violência e mortes. O pior é saber que, tal qual na Alemanha, temos um sistema político corrupto, polícias mal remuneradas e leis vagarosas, tornando-nos um território mais do que propício para a proliferação dos negócios escusos.
Petra Reski, assim como Roberto Saviano, está sob ameaça de morte. Isto, contudo, não a impede de exercer ao máximo seu papel como repórter e, com coragem, apontar uma realidade cruel onde o poder e o dinheiro ditam as regras.
Por fim, devo dizer que este livro é indispensável para compreender um pouco mais dessa realidade vergonhosa e prevenir o leitor e as autoridades deste câncer que se espalha pelo mundo.
A autora nascida em 1958, na Alemanha, é jornalista e escritora. Recebeu em 2009 o prêmio Civitas por agregar valores ao jornalismo alemão.
Franz Lima
TÍTULO: MÁFIA: PADRINHOS, PIZZARIAS E FALSOS PADRES
ISBN: 8563876015
IDIOMA: Português. 240 páginas.
ANO EDIÇÃO: 2010
AUTORA: PETRA RESKI
PREÇO: R$ 39,90

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