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segunda-feira, 12 de dezembro de 2016

Quais as referências que Westworld usou com base em Ghost in the Shell?


Terminei com muito prazer de assistir à série Westworld. A trama envolve um enorme local que imita à perfeição o Velho Oeste norte-americano. O diferencial está na utilização de avançados androides que são quase impossíveis de distinguir dos humanos. Seus comportamentos e atitudes, até seus erros, são exatamente como nós, mas com um diferencial que é a impossibilidade de, teoricamente, machucarem seres humanos.
A série bebe de fontes como Blade Runner, Isaac Asimov, Matrix e, obviamente, Ghost in the Shell. Vi também recentemente a animação dirigida por Mamoru Oshii e baseada nos mangás de Shirow Masamune.
As similaridades são muitas e merecem ser analisadas uma a uma.

Texto: Franz Lima. Curta nossa fanpage: Apogeu do Abismo.


Linha de produção:
Há um laboratório de porte gigante para a construção dos androides. O uso de redes neurais, aplicação de grupos musculares e até pele sintética deixam ambos impossíveis de distinguir dos humanos. Entretanto, em Ghost in the Shell há conectores (tais como os vistos em Matrix) que servem como portas USB ou similares destinados à transferência de dados. Isso não é visto em Westworld, mas as partes informatizadas e bio-mecânicas existem.
Westworld

Ghost in the Shell

Nudez:
A nudez é outro ponto igual. Westworld, entretanto, não tem pudores em mostrar nus frontais e cenas de sexo. Isso, contudo, não é o ponto principal sobre a nudez que quero abordar. Nas duas produções não há conotações sexuais nessas cenas, principalmente nos laboratórios e linhas de produção. O motivo mais óbvio é que são apenas máquinas, porém é preciso observar que a maioria dos empregados age como um técnico em necropsia ou um médico: a nudez é algo que está intrínseco em sua profissão e não causa mais espanto.
Ghost in the Shell
Westworld

O despertar:
Maeve e Dolores sempre despertam da mesma forma. Elas aparentam estar saindo de um sono profundo e aptas a um novo dia. Isso também acontece com Major.
Westworld

Ghost in the Shell

Realidades conflitantes:
Nada é o que parece ser. Assim como em Westworld, Ghost in the Shell tem um enredo cuja premissa é a manipulação de memórias. Essa manipulação atinge homens e máquinas, enquanto em Westworld as vítimas são os androides.

Discursos filosóficos:

Conflitos e filosofia são constantes em ambas as produções. Os conflitos não se resumem aos embates entre duas partes, mas também aos internos, aqueles que levam alguém a refletir sobre a situação vivida e a própria existência. Um tema interessante de Ghost é a individualidade, algo bem explorado em Westworld.

Westworld é uma série atual e tem muitas outras referências que serão também analisadas e expostas aqui com o devido tempo. De qualquer modo, espero que tenham gostado desse post. 
Até breve...

quarta-feira, 3 de dezembro de 2014

Stephen Hawking: Inteligência artificial pode destruir a humanidade


Fonte: BBC
Correspondente de Tecnologia, BBC News
Stephen Hawking, um dos mais proeminentes cientistas do mundo, disse à BBC que os esforços para criar máquinas pensantes é uma ameaça à existência humana.
"O desenvolvimento da inteligência artificial total poderia significar o fim da raça humana", afirmou.
Hawking fez a advertência ao responder uma pergunta sobre os avanços na tecnologia que ele próprio usa para se comunicar, a qual envolve uma forma básica de inteligência artificial.
O físico britânico, que sofre de esclerose lateral amiotrófica (ELA), uma doença degenerativa, está usando um novo sistema desenvolvido pela empresa Intel para se comunicar.
Especialistas da empresa britânica Swiftkey também participaram da criação do sistema. Sua tecnologia, já empregada como um aplicativo para teclados de smartphones, "aprende" a forma como Hawking pensa e sugere palavras que ele pode querer usar em seguida.
Hawking diz que as formas primitivas de inteligência artificial desenvolvidas até agora têm se mostrado muito úteis, mas ele teme eventuais consequências de se criar máquinas que sejam equivalentes ou superiores aos humanos.
"(Essas máquinas) avançariam por conta própria e se reprojetariam em ritmo sempre crescente", afirmou. "Os humanos, limitados pela evolução biológica lenta, não conseguiriam competir e seriam desbancados."

'No comando'

Nem todos os cientistas, porém, compartilham da visão negativa de Hawking sobre a inteligência artificial.
"Acredito que continuaremos no comando da tecnologia por um período razoável de tempo, e o potencial dela de resolver muitos dos problemas globais será concretizado", opinou o especialista em inteligência artificial Rollo Carpenter, criador do Cleverbot, cujo software aprende a imitar conversas humanas com crescente eficácia.
Carpenter disse que ainda estamos longe de ter o conhecimento de computação ou de algoritmos necessário para alcançar a inteligência artificial plena, mas acredita que isso acontecerá nas próximas décadas.
"Não podemos saber exatamente o que acontecerá se uma máquina superar nossa inteligência, então não sabemos se ela nos ajudará para sempre ou se nos jogará para escanteio e nos destruirá", disse Carpenter, que apesar disso vê o cenário como otimismo por acreditar que a inteligência artificial será uma força positiva.
Ao mesmo tempo, Hawking não está sozinho em seu temor.
No curto prazo, há preocupação quanto à eliminação de milhões de postos de trabalho por conta de máquinas capazes de realizar tarefas humanas; mas líderes de empresas de alta tecnologia, como Elon Musk, da fabricante de foguetes espaciais Space X, acreditam que, a longo prazo, a inteligência artificial se torne "nossa maior ameaça existencial".

Voz

Na entrevista à BBC, Hawking também alertou para os perigos da internet, citando o argumento usado por centros de inteligência britânicos de que a rede estaria se tornando "um centro de comando para terroristas".
Mas o cientista se disse entusiasta de todas as tecnologias de comunicação e espera conseguir escrever com mais rapidez usando o seu novo sistema.
Um aspecto tecnológico que não mudou no sistema é a voz robotizada que externaliza os pensamentos de Hawking. Mas o cientista diz que não faz questão de ter uma voz que soe natural.
"(A voz robótica) se tornou minha marca registrada, e não a trocaria por uma mais natural com sotaque britânico", disse. "Ouvi dizer que crianças que precisam de vozes computadorizadas querem uma igual à minha."

Franz diz: a inteligência privilegiada de Hawking serve de alerta para quem duvidou das previsões embutidas em 'Matrix' e outros filmes de ficção. Mais uma vez a vida imita (ou imitará) a arte. 
A Inteligência Artificial pode realmente se tornar um problema, mas eu creio que o uso das leis da robótica (de Asimov) poderá evitar tais transtornos. 
O futuro é verdadeiramente incerto...
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terça-feira, 19 de novembro de 2013

A robótica caminhando (ou correndo) a passos largos.


Por: Franz Lima

São inúmeras as possibilidades que a robótica poderá ofertar à humanidade nos anos vindouros. Máquinas já são capazes de realizar operações com precisão, cálculos antes inimagináveis são processados quase instantaneamente, robôs são enviados para sondar planetas, a nanotecnologia já é uma realidade que minimiza o tamanho das máquinas e maximiza sua capacidade de processamento. Basta imaginar que poucas décadas atrás um computador com a capacidade de armazenamento (não vou sequer citar a velocidade para processar os dados) de um celular comum, com uma média de 32 Gb, ocuparia o equivalente a um pequeno prédio. 
O sonho de androides auxiliando a humanidade já não está tão distante. A engenharia ganhou dimensões antes só possíveis na ficção. Quem imaginaria que as crianças brincariam com máquinas com Inteligência Artificial? Quanto tempo durará até que pais adotem robôs crianças, já que não podem ter filhos (assim como vimos no filme A.I.)?
Não faz muito tempo que a milenar caligrafia japonesa ganhou novos professores robotizados que ensinam alunos do ensino médio com perfeição idêntica aos dos mestres calígrafos. 
E o que falar do traje cibernético que dá força para os cuidadores de idosos? Eles poderão erguer e auxiliar os idosos incapacitados a ter uma melhor qualidade de vida sem que isso implique em futuras lesões aos cuidadores por conta de uma má postura ou excesso de peso. O mesmo traje também poderá ser adaptado para pessoas com deficiências que impossibilitem a locomoção. São muitas as opções de melhorias.
Cegos poderão voltar a enxergar com o auxílio de microcâmeras (e isso já aconteceu, resta aperfeiçoar) ou andar sem problemas com bengalas eletrônicas capazes de detectar obstáculos. 
Agora, após tantas boas notícias, resta aguardar que a mesma humanidade evolua tão rapidamente quanto as máquinas. Caso isso não ocorra, teremos uma era onde as crianças serão cuidadas por robôs, enquanto os pais permanecem conectados a um mundo virtual e frio. Nações poderão arder diante de máquinas comandadas a distância, refletindo a frieza do operador. São muitos benefícios que a robótica e a informática ofertam, porém se forem mal aplicados, certamente entraremos em um período de caos inimaginável. Alguém duvida?


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