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terça-feira, 10 de novembro de 2015

Instituto Vladimir Herzog lança projeto de financiamento coletivo para história em quadrinhos sobre Vlado


Iniciativa prevê tradução e impressão de obra criada na Itália sobre a trajetória de Vladimir Herzog em paralelo às recentes manifestações populares no Brasil
No ano em que o assassinato do jornalista Vladimir Herzog por agentes da ditadura militar completa 40 anos, o Instituto Vladimir Herzog realiza uma série de atividades para relembrar essa data tão importante para a História do país. Um desses projetos consiste na tradução para o português e publicação de uma história em quadrinhos criada na Itália pelos artistas Ivan Grozny, Giovanni Battistin, Alberto Rizzi e Marco Bellotto. Os jornalistas italianos vieram ao Brasil para produzir reportagens sobre a Copa do Mundo, descobriram a história de Vlado e tiveram a iniciativa de transformá-la em quadrinhos.
A obra reconta a saga da família Herzog desde sua fuga da Croácia, passando pela Itália fascista durante a II Guerra Mundial e destaca a vida do jornalista e experiência profissional até sua morte pelos agentes da ditadura militar em 1975. Além disso, traça paralelos com as manifestações populares que tomaram as ruas do Brasil durante a Copa do Mundo em 2014, apresentando um olhar estrangeiro sobre o tema e uma reflexão sobre a importância do passado nos acontecimentos do futuro.
Por meio da história em quadrinhos será possível tornar a trajetória de Vlado ainda mais conhecida, de forma artística e inovadora, especialmente para crianças e jovens. O Instituto Vladimir Herzog realizará a doação de 300 unidades para escolas municipais de São Paulo, auxiliando os professores a abordarem o assunto de uma maneira diferente.

Financiamento coletivo
O financiamento coletivo (crowdfunding) consiste na obtenção de recursos de múltiplas fontes para a realização de projetos. Na página da iniciativa, qualquer pessoa pode contribuir com valores a partir de vinte reais e, além de receber as contrapartidas, que variam desde o nome na lista de agradecimentos até um exemplar de todos os lançamentos da Editora Instituto Vladimir Herzog, ajudar na luta pela dignidade humana, pela liberdade de expressão e pela democracia.
Para viabilizar o projeto, o Instituto Vladimir Herzog precisa arrecadar 30 mil reais. Desse valor, 34% serão destinados para a impressão, 10% para a tradução, 13% para a distribuição, 30% para taxas administrativas e os outros 13% correspondem ao valor cobrado pelo site Catarse para abrigar a página do projeto.
Saiba mais sobre o projeto e participe: www.catarse.me/vlado_hq

Sobre o Instituto Vladimir Herzog
Criado em 25 de Junho de 2009, o Instituto Vladimir Herzog tem a missão de contribuir para a reflexão e produção de informações que promovam os valores da democracia, liberdade de expressão, verdade e dignidade humana. Sua fundação se inspirou na trajetória de vida do jornalista Vladimir Herzog, assassinado em 1975 pela ditadura, bem como nos principais valores ligados a essa trajetória: democracia, liberdade e justiça social. Tendo como bandeira a frase de Herzog “Quando perdemos a capacidade de nos indignarmos com as atrocidades praticadas contra outros, perdemos também o direito de nos considerarmos seres humanos civilizados”, o Instituto é uma organização sem fins lucrativos, com neutralidade político-partidária.  Mais informações podem ser encontradas no endereço www.vladimirherzog.org

quarta-feira, 1 de outubro de 2014

Onde começam e terminam os direitos dos LGBT.


Por: Franz Lima
Honestidade é uma marca em todos os textos que produzo para o Apogeu. São quase três anos publicando resenhas e matérias onde nunca tive medo de opinar com verdade.
Então, eis uma matéria que pode parecer polêmica, porém não vejo motivos para não falar sobre o assunto.
Recentemente o candidato à presidência Levi Fidelix abordou a temática gay de forma extremamente preconceituosa. Suas palavras surtiram o efeito contrário ao que ele talvez esperasse e, hoje, o político tornou-se uma das figuras públicas mais odiadas.
Bem, vamos aos fatos...
O gay, a lésbica ou qualquer outra denominação a um indivíduo que tenha uma vida sexual diferente da heterossexual jamais deixará de ser um cidadão e um ser humano como outro qualquer. Eles pagam impostos, trabalham, vivem e sonham como qualquer outra pessoa. São homens e mulheres que obtém prazer de uma forma não tradicional, porém merecem nosso respeito e amizade.

Eis dois exemplos para ilustrar a incoerência do preconceito:
Em uma sala, hipoteticamente, há quatro pessoas. Entre elas há um homossexual, mas o fato é que sua vida depende, naquele momento, das bolsas de sangue que eles doarão. Não há outros doadores. Você irá descartar essa doação por ser um dos doadores gay? Ele negará o sangue e irá preferir morrer, mesmo sabendo que todos os quatro estão com o sangue em condições perfeitas para a doação? Creio que não.
Você está em um ônibus lotado e uma mulher grávida para em frente ao seu banco. Ela sofre com o calor e a movimentação intensa do carro e passageiros. Ela fala ao telefone com a namorada. Diz claramente "Te quero, minha linda. Vamos ser felizes com nosso filho" para a mulher do outro lado da linha. Isso o impedirá de ceder a vaga, apenas por ela ser lésbica?
Homens e mulheres integrantes do movimento LGBT não são monstros. Não estamos falando de assassinos ou pessoas de sangue frio. Eles não jogaram a filha de uma janela, não mataram os próprios pais com pancadas, não ocultaram o corpo da namorada em um rio. Eles merecem nosso respeito. 
Não gosta? Então basta levar sua vida do mesmo modo que antes. A "invasão" gay é fruto de uma maior liberdade de expressão e tolerância, o que não significa 'liberalidade' ou 'libertinagem'.
Muitos ainda se chocam quando alguém fala um palavrão ou beija com tesão seu parceiro(a).  Mas estas mesmas pessoas não fazem alarde quando essas atitudes ocorrem em um canal do youtube ou quando o contexto é o humor.  Uma celebridade fazendo sexo com alguém do mesmo sexo choca mais do que a situação de desespero em que se encontram os reservatórios de água na região sudeste. E o que eu quero dizer com isso tudo? Simples. Temos um senso de moral muito afiado para o imediatismo, para o que está na moda. Não há uma preocupação a longo prazo com aquilo que realmente importa. Somos direcionados pela mídia e as redes sociais. Sim, somos manipulados a todo instante.
A causa gay tem inúmeros defensores, fruto de um longo período de perseguição, bullying, tortura e morte. Esse grupo deve ter direitos. Fato. Entretanto, esses direitos cessam quando começam os das outras pessoas. Não é aceitável que um casal gay troque carícias íntimas em locais públicos, assim como um casal hetero também não deve fazê-lo. Excesso de zelo da minha parte? Não, apenas devemos ter em mente que certos comportamentos devem ser ÍNTIMOS. As pessoas ao redor não precisam saber que o casal X ou Y está quase enlouquecido pela vontade de transar. No momento certo eles irão se satisfazer, mas nunca em público. Isso não é pudor. Isso é respeito pelo próximo que, invariavelmente, não deve ser agredido pelos impulsos sexuais ou afetivos de casais, sejam quais forem as orientaçõe sexuais deles. 
Outras atitudes podem ser citadas, mas a acima serve para ilustrar o que desejo evidenciar. O excesso de liberdade é agressivo. E isso se torna ainda mais agressivo quando fica claro que um grupo age tendo como base o temor imposto ao grupo antagônico, cujos bloqueios são fruto de leis ou normas que podem ser usadas de forma equivocada. Um claro exemplo disso está na autoridade que se cala diante de um grupo cujas atitudes chocam (palavras ditas em voz alta em locais impróprios, atos libidinosos, afronta evidente contra os presentes, carícias excessivas em locais públicos, uso de drogas, etc.). Esse silêncio é o resultado do medo de ser enquadrado por "perseguição às minorias". A justiça tem que ter como base a essência de seu próprio nome. Punição para os perseguidores, matadores e torturadores dos gays. Punição para quem se vale de sua condição sexual para ofender e chocar. Pesos iguais, medidas iguais.
Homens, mulheres e crianças devem ter seus direitos respeitados. Também devem respeitar os direitos alheios para que a balança da igualdade não penda favoravelmente para grupos isolados. Seja qual for sua orientação sexual, sua religião, sua cor ou região onde nasceu, ninguém pode taxá-lo por isso. Porém seus direitos são limitados pelo princípio da igualdade. A lei deve tratar a todos como iguais, sem distinções. Claro que isso ainda é utopia, porém não podemos parar de lutar por esse sonho.
Muito mais pode ser dito sobre o assunto, indubitavelmente. Creio na liberdade de expressão, nos direitos que a lei nos dá. Creio, sobretudo, no direito à vida, no direito à felicidade, independentemente de credo, cor, religião ou opção sexual. 
Nós nos preocupamos demais com as intimidades dos outros, com suas escolhas, sem que isso implique em significar auxílio ou compreensão ao próximo. Triste realidade.
Que cada um viva sua vida, seja feliz e tenha direito a fazer as escolhas que melhor lhe aprouver, desde que essas escolhas não sejam maliciosas e ofensivas contra aqueles que o cercam. Liberdade é um direito. Respeito ao próximo é um dever.


 

sábado, 27 de setembro de 2014

Penas são transformadas em esculturas por Chris Maynard. Inacreditável!




O potencial inventivo do ser humano nunca deixa de me surpreender. 
Chris Maynard é um escultor (não existe outra designação mais coerente) que talha em penas cenas com pássaros inacreditáveis. A habilidade do artista é tão grande que beira a precisão cirúrgica. Entretanto é no arranjo das cenas elaboradas que ele ganha seu maior destaque. A imaginação deste artista é surpreendente, e ganha maior destaque com a abordagem poética que ele confere aos seus trabalhos.











terça-feira, 2 de setembro de 2014

Suzane Richthofen e a justiça cega


Por: Franz Lima

Suzane von Richthofen é uma bactéria resistente e fatal. Suas ações foram assunto por meses, geraram documentários e programas de TV. A bela face mostrou ao mundo que o mal tem disfarces capazes de enganar e seduzir.
Aos que possuem memória curta, basta dizer que ela arquitetou a morte dos pais, simulou pesar no velório, sempre com a intenção de herdar a fortuna dos pais, vítimas mortas durante o sono.
Mas investigações provaram que ela, o namorado e o irmão deste foram os executores do casal indefeso.
Condenados, eles foram postos na prisão.
Fim? Não. No Brasil, não.
Suzane recebeu a pena de reclusão em regime fechado. Mas, invariavelmente, a justiça tende a beneficiar o "bom comportamento" e outros itens atenuantes, levando a ré ao "merecido" regime semi-aberto. A verdade é que ela ficaria solta, livre para agir e viver. Uma pessoa que privou os próprios pais do direito à vida, uma assassina fria e cruel, estará convivendo conosco, cidadãos de bem. Agradeçamos às leis boazinhas que lhe concederam esse benefício, afinal ela fez por merecer. Ela e seus advogados estão de parabéns.

Mas a "consciência" de Suzane falou mais alto. Com medo de represálias quando em liberdade, a doce menina solicitou - através de uma manobra judicial - sua permanência no regime fechado. Hoje, como uma das presas mais consideradas, ela usufrui de alguns benefícios, incluindo a redução da pena em um dia a cada três de trabalho no presídio. 
Enfim, pouco resta a dizer sobre essa criança presa em um corpo de mulher. Ela, vítima de um sistema opressor e do apego ao dinheiro, exterminou os pais. Ela chorou, convenceu e foi desmascarada. Porém a pior máscara surgiu agora, por ocasião de sua liberdade. Afinal, só alguém realmente culpado teria temor pela própria vida. Eu ainda creio que, no fundo, seus atos a atormentam, não como escrevi no conto Sorrir é o que me resta, lógico, mas de alguma forma...

quarta-feira, 3 de abril de 2013

As verdadeiras estátuas da liberdade.



Philadelphia, Pennsylvania. Essa é a localização de uma estátua (ou monumento?) que verdadeiramente conseguiu mostrar o âmago da palavra 'liberdade'. Composta por um grande bloco de onde, aparentemente, as estátuas procuram se desvencilhar, buscando a tão cobiçada liberdade, podemos contemplar uma obra moderna de extremo bom gosto e inteligência. A concepção artística demonstra um grande conhecimento de anatomia e também de expressão corporal, principalmente na estátua que conseguiu o prêmio de ficar livre.
A obra foi concebida por Zenos Frudakis, escultor que também possui talentos nas áreas de desenho e pintura. Contudo, são suas obras com temática filosófica ou psicológica que ganham maior destaque. Essa obra - Freedom - é uma delas.
Vejam mais fotos deste primoroso trabalho logo abaixo e prestem atenção pois há outras estátuas buscando fuga no muro:

O autor e sua obra




domingo, 23 de setembro de 2012

Irã restringe Google e Gmail


Fonte: G1
 
O Irã pretende conectar seus cidadãos em uma rede doméstica de Internet para tentar melhorar a segurança virtual, mas que muitos iranianos temem ser mais uma medida para controlar o acesso à web.
O anúncio, feito por um vice-ministro do governo no domingo (23), veio a público quando a televisão estatal disse que a ferramenta de busca do Google e seu serviço de email seriam bloqueados 'dentro de algumas horas'. 'O Google e o Gmail serão filtrados em todo o país até nova ordem', disse, sem entrar em detalhes, uma autoridade identificada apenas pelo sobrenome, Khoramabadi.
A Agência de notícias dos estudantes iranianos (ISNA) disse que a proibição do Google estava relacionada ao filme anti-islâmico postado no YouTube e que provocou escândalo em todo o mundo muçulmano. Não houve uma confirmação oficial.
O Irã tem um dos maiores filtros de Internet do mundo, evitando que iranianos comuns acessem vários sites sob a desculpa oficial de que são ofensivos ou criminosos. Contudo, muitos iranianos acreditam que o bloqueio a sites como o Facebook e o YouTube deve-se ao uso desses sites em protestos anti-governo depois da polêmica reeleição do presidente Mahmoud Ahmadinejad em 2009.
Os iranianos costumam driblar o filtro do governo usando o software rede privada virtual (VPN), que faz o computador aparecer como se estivesse baseado em outro país.Mas as autoridades há muito tempo falam de criar um sistema de internet iraniano que seria isolado de todo o resto da internet.
Segundo a mídia iraniana, o sistema doméstico estaria totalmente implantado até março de 2013, mas não estava claro se o acesso à Internet mundial seria cortado assim que o sistema fosse lançado.

Franz says: não serei jamais favorável à censura, qualquer que seja sua roupagem. Bloquear o acesso do cidadão comum à internet não é garantia de nada. Temos em nosso país, em menor escala, exemplos de empresas que bloqueiam acesso aos funcionários e acabam sendo driblados por eles. Moral da história: mais vale policiar que proibir. Estas medidas podem gerar maior desconforto e inquietação, provocando até medidas extremas de usuários mais elevados, capazes de invadir sistemas e provocar o caos. 




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