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sexta-feira, 8 de janeiro de 2016

Comissão aprova meia-entrada para professores em espetáculos artísticos e culturais


Fonte: Agência Câmara Notícias

A Comissão de Desenvolvimento Econômico aprovou proposta que assegura aos professores e demais profissionais efetivos da educação básica o direito à meia-entrada para ingresso em cinemas, teatros, museus, circos, casas de shows e outros estabelecimentos que realizem espetáculos artísticos ou culturais.
Para garantir o direito à meia-entrada, o profissional da educação básica deverá apresentar documento de identidade oficial com foto e o contracheque que identifique o órgão ou estabelecimento de ensino empregador e o cargo que ocupa.
O texto aprovado é o substitutivo apresentado pela relatora, deputada Conceição Sampaio (PP-AM), ao Projeto de Lei 263/11, do ex-deputado Marçal Filho. O substitutivo também inclui algumas medidas previstas nos projetos PL 932/11, PL 1013/15, e PL 1092/15, que tramitavam apensados.
“As maiores distorções e carências se localizam na educação básica, e não no ensino superior. É com investimento na educação básica que se obtém os efeitos mais significativos sobre a melhoria da distribuição de renda e a redução da pobreza no País”, defendeu a relatora.
A medida prevê que a empresa que facilitar o acesso dos profissionais de educação aos bens culturais e de lazer terá direito à dedução no Imposto de Renda no valor equivalente ao incentivo.
O benefício não inclui ingresso para camarotes, áreas VIPs e cadeiras especiais.
O texto determina ainda que o infrator fique sujeito às penas de advertência, quando da primeira infração; multa de R$ 1 mil, corrigida anualmente pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC); suspensão do alvará de funcionamento por seis meses; inabilitação, temporária ou definitiva, para contratar com o Poder Público; e, como pena máxima, cassação do alvará de localização e funcionamento.
Tramitação

O projeto tramita em caráter conclusivo* e ainda será analisado pelas comissões de Educação; de Cultura; de Educação; de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

Reportagem – Emanuelle Brasil

quarta-feira, 26 de setembro de 2012

Vídeo com esculturas ultrarrealistas de Ron Mueck.


Este post é para complementar um que fiz há pouco tempo sobre o escritor Ron Mueck. Suas obras são tão realistas que, durante as filmagens, é impossível ter uma idéia da dimensão real de suas obras. Vejam o vídeo e acessem o post inicial e, assim, terão acesso a um universo inacreditável. 


sexta-feira, 18 de maio de 2012

Bruxos e deuses em mostra parisiense - Mestres da Desordem


Musee International du Carnaval du Masque

A mostra Mestres da Desordem, em cartaz no Musée du Quai Branly, de Paris, explora a noção de desordem no mundo e aqueles que tentam conter o caos por meio da magia, rituais sagrados e festas populares.
A exposição destaca vestes e adereços de xamãs, bruxos de vodu e gurus de diferentes partes do mundo, que tentam negociar com as forças do caos - os chamados ''mestres da desordem'', que dão título à mostra.
Entre os destaques estão objetos, fantasias e peças pertencentes a grandes coleções de antropologia, bem como obras de artistas contemporâneos, como Annette Messager, Jean-Michel Alberola e Hirschhorn Thomas.
Depois de Paris, a mostra segue para Bonn, na Alemanha, onde será exibida de 31 de agosto a 2 de dezembro de 2012, e para Madri, na Espanha, onde ficará em cartaz entre 7 de fevereiro e 19 de maio de 2013.
Fonte: BBC
Museu Etnográfico da Rússia - São Petersburgo

Musée du Quai Branly/Patrick Gries - Inspiração para o Pinhead?

Acervo do Musee Archeologique de Dijon de la vie bourguignonne Perrin de Puycousin Dijon cliche F. Perrodin


sexta-feira, 4 de maio de 2012

Informação demais pode prejudicar? Essa mostra diz que sim.


Fonte: Folha de SP 
 
Uma insólita exposição no Museu da Comunicação de Berna, na Suíça, aletar para os malefícios do excesso de comunicação e propõe um tratamento para o problema.
Na entrada da mostra, aberta até 12 de julho de 2012, o visitante encontra uma sala na penumbra com 12 mil livros amontoados em estantes, simbolizando a quantidade de dados que cada habitante da Terra recebe diariamente.
"Em princípio, a comunicação é algo importante, algo prazeroso, mas atualmente há um excesso de informação", explicou a diretora do Museu da Comunicação, Jacqueline Strauss.
"É como a alimentação. Podemos comer demais, comer sempre o mesmo (...), isso faz mal, mas se temos uma alimentação equilibrada, é algo prazeroso", argumentou.
Segundo especialistas da Universidade de Berna que participaram da exposição, um ser humano consegue ler no máximo 350 páginas por dia caso se dedique exclusivamente a isso durante todo o dia.
Mas o volume de informação que atualmente cada pessoa recebe, por internet, e-mail, telefone, imprensa, rádio e televisão representa 7.355 gigas, o equivalente a bilhões de livros.
Diante desse fluxo de informação, "algumas pessoas adoecem" e podem chegar a padecer de um mal que a psicologia conhece como síndrome de "burnout", afirmou Strauss.
Por esse motivo, foi criada uma "clínica" na exposição, para que o visitante se conscientize do problema.
Em um aparelho de televisão instalado na entrada da clínica, uma voz feminina diz: "a publicidade invade nossas caixas de correio, os 'spams' obstruem nosso e-mail, a TV a cabo nos oferece 200 canais de televisão".
"Você está estressado, sobrecarregado, esgotado?", pergunta ela.
Se o visitante responder afirmativamente, é convidado a seguir para uma "sala de check-up", onde responderá a um questionário que determinará seu Índice Pessoal de Comunicação (IPC).
Com esse índice em mãos, o visitante inicia um percurso, orientado por uma dezena de "preparadores" que indicam que porta deve abrir. A verde é indicada para quem não tem problemas. A amarela, para aqueles que sofrem de alguns males causados pelo fluxo de informação e dá acesso a espaços de aconselhamento onde, por exemplo, se ensina a selecionar as mensagens recebidas por e-mail.
Para os realmente "doentes" há dois tipos de tratamento intensivo: uma porta vermelha leva a uma "sala de meditação", onde o visitante se acomoda em almofadas pretas, uma luz vermelha o obriga a fechar os olhos e uma voz feminina o convida a relaxar.
já uma sala laranja simula um passeio pela natureza, com paredes de madeira e chão de pedras. O visitante também pode ouvir o barulho de um riacho ou o canto de pássaros.
Ao final do percurso, uma máquina entrega ao visitante um medicamento, a "Comucaína", cujo prospecto resume os principais conselhos dados na exposição.
Para os mais intoxicados, a clínica oferece um serviço online, disponível na página www.facebook.com/svanbelkom.

segunda-feira, 23 de abril de 2012

Leilão de ferramentas de tortura é suspenso na França após polêmica


Esmagador de mãos era uma das peças da exposição
Fonte: BBC
Um leilão de objetos de tortura que deveria ocorrer na terça-feira em Paris, foi suspenso após uma grande polêmica no país e por protestos de organizações de direitos humanos.
Em um comunicado conjunto, organizações não-governamentais como a Anistia Internacional afirmaram ser ''chocante e inaceitável'' que instrumentos utilizados para torturar e executar pessoas possam ter fins comerciais.
''Diante da emoção suscitada por essa venda, decidimos suspendê-la para que todas as partes envolvidas possam examinar com calma o conteúdo real dessa coleção'', afirmou o leiloeiro Bertrand Cornette de Saint Cyr.
A venda, intitulada ''Penas e castigos do passado'', reunía 350 objetos e documentos ligados à tortura de prisioneiros e à aplicação de penas capitais na Europa ao longo dos séculos.
Entre eles, um aparelho para esmagar as mãos, uma banheira para recolher cabeças decapitadas, máscaras usadas por carrascos para esconder o rosto durante a execução do condenado e uma cadeira com assento repleto de pontas espetadas.
A coleção, estimada em 200 mil euros, também tinha um chicote encontrado na Torre de Londres (que funcionou como uma prisão até o século 12) ou ainda uma corda de enforcamento ''autografada'' pelo carrasco britânico Syd Dernley, que atuou nos anos 50 e morreu em 1994.
A Pêra: introduzida em vaginas e ânus para uma dor indescritível

'Pêra da angústia'

A venda incluía ainda uma ''pera da angústia'', como era chamado o instrumento colocado na boca e que ia aumentando de volume para sufocar os gritos dos prisioneiros que podiam ''incomodar'' os juízes dos tribunais da Inquisição.
A ''pera da angústia'' também era usada nas partes genitais de homossexuais ou de mulheres suspeitas de ter relações com o ''diabo'' na Idade Média.
O proprietário da coleção posta à venda também foi motivo de polêmica na França.
Os objetos e documentos pertenciam ao ex-carrasco francês Fernand Meyssonnier, que realizou, sob ordens do governo da França, quase 200 execuções na Argélia entre 1957 e 1962, no período da guerra de independência do país.
O leilão, que não continha nenhum objeto da guerra civil da Argélia, havia sido organizado a pedido da família do ex-carrasco, falecido em 2008.
O ministro da Cultura, Frédéric Mitterand, também havia criticado a venda e expressado o desejo de que ela fosse cancelada.

'Morbidez e barbaridade'

''A natureza da coleção se enquadra mais na categoria de morbidez e barbaridade do que cultural. Ela também provoca, em razão de sua origem, dolorosos questionamentos históricos'', declarou o ministro.
Em um comunicado conjunto, organizações de direitos humanos afirmaram que a venda é ''uma ofensa à memória e à dignidade das pessoas que sofreram torturas''.
''Em vários países, o uso da tortura ainda é uma prática comum. Aceitar a venda desses objetos significa banalizar o flagelo'', diz o comunicado das ONGs, que pediram ao governo francês para que a coleção seja adquirida por museus.
Antes mesmo do início previsto da venda, o leiloeiro já havia decidido, na semana passada, retirar da coleção a réplica de uma guilhotina, afirmando que ainda existe um ''contexto emocional'' na França em relação ao objeto.


segunda-feira, 9 de abril de 2012

Museu de Arte Moderna e Pinacoteca ganham visita virtual no Google.


MAM
Daniel Mello
Repórter da Agência Brasil

São Paulo – O Museu de Arte Moderna de São Paulo (MAM) e a Pinacoteca do Estado foram incluídos no Google Art Project, inciativa que disponibiliza parte dos acervos de 150 museus de todo o mundo na internet.
Os visitantes virtuais poderão ter acesso a 80 obras do 30° Panorama da Arte Brasileira, exposição temporária que esteve no MAM no final de 2011. “Embora essa exposição não esteja mais em cartaz, ela motiva o visitante virtual a entender o MAM como um lugar que vai mostrar arte experimental de maneira experimental, tanto do ponto de vista da montagem, quanto da experiência proposta para o espectador”, ressalta o curador do museu, Felipe Chaimovich.
Como o tema do 30º Panorama é a itinerância, Chaimovich acredita que o formato virtual se relaciona bem com a proposta. “Uma preocupação da arte contemporânea é com o fato de os artistas muitas vezes viverem em trânsito, viajando. Então, isso é parte da experiência do artista contemporâneo”.
Pinacoteca
Chaimovich acredita que a nova ferramenta complementa a visita física ao museu. “Quem não veio ainda ao museu vai ter curiosidade de visitá-lo. E quem já veio ao museu vai ter uma ferramenta de pesquisa e rememoração”, destaca. “Não é, em absoluto, algo que compete com a experiência presencial, que é o sentido de os museus existirem de fato”, completa.
Na Pinacoteca, foram escolhidas 98 peças do acervo fotografadas por 15 câmeras montadas em um carrinho que percorreu os corredores do museu, tecnologia semelhante à do Google Street View. Além da alta resolução das imagens, o visitante virtual pode percorrer as salas ou clicar nas obras para obter mais informações.
“O acervo digital não é novidade para o museu, que já oferece em seu próprio site as imagens de toda a exposição. A diferença vem mesmo da qualidade tecnológica oferecida pelo Google”, explica o diretor da Pinacoteca, Marcelo Araújo.
O site do Google Art Project é http://www.googleartproject.com/pt-br/.

domingo, 5 de fevereiro de 2012

Exposição Playmobil - Maravilhosa Cidade - RJ.



Começa dia 4 de fevereiro e vai até dia 26 a Exposição Playmobil Maravilhosa Cidade - Uma Aventura na Selva Urbana. Cerca de 30 colecionadores do Fórum PlayBrasilmobil vão expor, em 10 vitrines, mais de 5 mil peças entre raridades dos anos 70 e modernas figuras de hoje. A ideia é contar de forma divertida o desenvolvimento das cidades, desde os tempos do homem das cavernas até a era da exploração dos planetas, passando por vilarejos vikings e aldeias medievais

O evento, que acontece no Museu Militar Conde de Linhares (em São Cristóvão), terá ainda mostra de artistas plásticos e um espaço recreativo. A entrada é gratuita para crianças até 10 anos. Adultos pagam R$ 12.

A exposição contará com um diorama gigante, de 60 metros quadrados, que vai mostrar pontos turísticos do Rio de Janeiro, como o Pão-de-açúcar, Cristo Redentor, Maracanã, Sambódromo e a Praia de Copacabana. Nele, além das peças cedidas pelos colecionadores, estarão expostas criações de artistas plásticos convidados. A organização do evento está a cargo do empresário e colecionador César Ojeda, cujo grupo de amigos e voluntários já montou exposições de Playmobil no Rio de Janeiro nos anos 2009, 2010 e 2011.


Exposição Playmobil® Maravilhosa Cidade – uma aventura na selva urbana
Data: 4 a 26 de fevereiro de 2012
Local: Museu Militar Conde de Linhares (em frente à Quinta da Boa Vista)
Endereço: Av. Pedro II, 383 - São Cristóvão - Rio de Janeiro
Telefone do Museu: (21) 2589-9581
Funcionamento: de quarta a domingo, das 10h às 19h
Entrada: R$ 12,00 inteira e R$ 6,00 meia
Classificação etária: Livre para todas as idades
Preço: R$ 12,00 (inteira) e R$ 6,00 (meia entrada). Os valores já incluem a entrada no Museu. Visitantes entre 11 e 17 anos pagam meia entrada, assim como estudantes com carteirinha e adultos entre 60 e 79 anos.

Gratuidade: Menores até 10 anos (acompanhados de responsáveis) e maiores de 80 anos têm entrada franca todos os dias de funcionamento da Exposição.
Facilidades: O Museu dispõe de salão climatizado e estacionamento próprio (gratuito).
Grupos escolares (acompanhados do orientador da escola): de quarta a sexta-feira, escolas públicas têm entrada franca e particulares descontos especiais – visitas pré-agendadas pelos telefones (21) 2510-2744 e (21) 9361-6265 ou pelo e-mail visitas@playbrasilmobil.com.br
Atualizações diárias no Facebook: playbrasilmobil

terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Artista cria instalação com todas as fotos postadas no Flickr em 24 horas


Uma instalação que reúne milhões de fotografias postadas em apenas 24 horas no site de compartilhamento de fotos Flickr está em cartaz em Amsterdã, na Holanda.
Fotografia em abundância é um projeto visual do artista holandês Erik Kessels, que imprimiu todas as fotos colocadas no Flickr somente no dia 4 de agosto último. 
O resultado é uma pilha de fotos – cerca de 6 milhões delas – que lota uma sala do museu Foam de fotografia, no bairro de Keizersgracht, na região dos canais.
O objetivo do trabalho foi ilustrar como as novas tecnologias facilitaram a fotografia e levaram a uma inundação de imagens na vida moderna.
"Através da digitalização da fotografia e a ascensão de sites como o Flickr e o Facebook, todo mundo agora tira fotos, e as distribui e compartilha com o resto do mundo. O resultado são incontáveis fotos à nossa disposição", disse o artista.
Ao imprimir as imagens, Erik Kessels diz que visualiza um "mergulho em fotografias da experiência alheia".
"O seu conteúdo mistura público e privado, com coisas altamente pessoais sendo exibidas abertamente e sem um pingo de timidez."
A mostra, intitulada Museu do Futuro da Fotografia, reúne trabalhos que abordam as mudanças e os desenvolvimentos que devem moldar as próximas décadas desta arte.
Foram convidados quatro artistas-curadores, que interpretaram este tema segundo sua própria visão, criando uma "exibição intrigante com quatro exposições distintas e às vezes provocantes".
Além de Kessels, participam da mostra os artistas Lauren Cornell, Jefferson Hack e Alison Nordstrom.
A mostra ficou em cartaz até o dia 7 de dezembro. 
Fonte: BBC Brasil

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

Recomendação: A História universal da destruição dos livros


Este artigo foi publicado originalmente em Veja On-line no dia 31/05/2006. 
Autor: Jerônimo Teixeira

Os livros são objetos frágeis. Suscetíveis a diversas ameaças naturais – traças, inundações, incêndios –, têm de enfrentar ainda as mais destrutivas paixões humanas: o fanatismo religioso e a censura ideológica. História Universal da Destruição dos Livros (tradução de Léo Schlafman; Ediouro; 438 páginas; 49,90 reais), do ensaísta venezuelano Fernando Báez, é um assustador painel histórico da eliminação de bibliotecas. São documentados cinco milênios do que Báez chama de "memoricídio". Nunca houve uma época histórica sem alguma forma de perseguição aos livros (e, por extensão, a seus autores). Mais perturbador é constatar que não são só os brutos e ignorantes que acendem as fogueiras. O típico biblioclasta (destruidor de livros), pelo contrário, é um erudito que conhece em profundidade determinada tradição religiosa ou ideológica – e que por isso mesmo deseja banir qualquer dissidência. Até mesmo Platão teria destruído, segundo testemunhos, a obra de filósofos rivais. "Os maiores inimigos dos livros são intelectuais", disse Báez a VEJA.
Especialista na conservação de bibliotecas, Báez trabalha como consultor de órgãos como a Unesco. Sua História Universal é um exaustivo inventário da destruição cultural. O trajeto histórico do livro começa no que hoje é o Iraque. Foi naquela região que apareceram as primeiras evidências da escrita, em tabletas de argila produzidas pelos sumérios, há cerca de 5.000 anos. Sítios arqueológicos da época já revelaram tabletas destruídas e queimadas, como resultado de ações de guerra. A mais célebre biblioteca da Antiguidade, na cidade egípcia de Alexandria, também acabou destruída. Fundada em III a.C., essa biblioteca foi provavelmente o maior acervo de livros do mundo antigo. A causa de seu desaparecimento definitivo ainda é matéria de controvérsia entre historiadores.
O patriarca cristão Teófilo provavelmente foi responsável pela destruição de um anexo da biblioteca de Alexandria, no século IV. A religião sempre foi uma das principais motivações dos biblioclastas. Durante a Contra-Reforma, o rigor da Inquisição foi tal que até Bíblias em língua corrente eram queimadas, pois a Igreja Católica só admitia o livro sagrado em latim. O fanatismo político tem tanto poder destrutivo quanto o religioso. No século XX, não há imagem mais simbólica do obscurantismo biblioclasta do que as fogueiras de livros na Alemanha, em 1933 – um prelúdio sinistro do genocídio que os nazistas promoveriam na Europa. Joseph Goebbels, ministro da Propaganda nazista e mentor ideológico da destruição, estudou filologia na Universidade de Heidelberg. O livro de Báez registra outras ironias do mesmo naipe – como, por exemplo, a censura e a queima de livros promovidas na China comunista por um movimento que se intitulava Revolução Cultural.
História Universal encerra-se com um capítulo sobre a Guerra do Iraque. Báez fez parte de uma comissão de especialistas que visitou o país pouco depois da invasão americana, em 2003, para aferir os danos causados ao patrimônio cultural iraquiano. Seu relato é desolador: museus, bibliotecas, sítios arqueológicos arrasados. Os danos começaram com os bombardeios, mas a devastação maior se deu quando os primeiros combates cessaram. Turbas enfurecidas saquearam e queimaram a Biblioteca Nacional e o Museu Arqueológico de Bagdá. Foi uma reação de revanche: a população identificava as instituições culturais com o regime deposto de Saddam Hussein, que nomeava seus diretores. O Exército americano omitiu-se vergonhosamente de defender um acervo de importância universal – o Iraque concentra peças de numerosas civilizações antigas, como os sumérios, babilônios e assírios. Contrabandeados para fora do país, livros raros e peças arqueológicas alimentaram o mercado negro internacional. Da Biblioteca Nacional sumiram edições antigas das Mil e Uma Noites. Do museu, foram roubadas algumas tabletas de argila sumérias que estariam entre os primeiros livros da história. É outra melancólica ironia: o primeiro grande "memoricídio" do século XXI aconteceu no lugar onde nasceu a palavra escrita. 

Li o livro e recomendo-o com muita tranquilidade e consciência, em virtude de seu conteúdo revelador e chocante. A História é mostrada com grande seriedade, fato que já traz um algo a mais ao livro, principalmente quando comparado às outras produções menos comprometidas com uma realidade incômoda e suja, mas que se repete quase que ciclicamente. Esta obra serve para alertar sobre as formas usadas por milênios para destruir o que temos de mais precioso: a memória.




terça-feira, 15 de novembro de 2011

Restaurada e reaberta em NY a casa onde Edgar Allan Poe passou os últimos anos


A casa onde o escritor americano Edgar Allan Poe passou os últimos anos, e onde criou alguns de seus livros mais famosos, acaba de ser reaberta no Bronx (norte de Nova York) depois de mais de um ano de trabalhos de reforma.
Poe, mestre do gótico e do horror, considerado o criador das histórias policiais, viveu em uma casa de madeira no que era então a aldeia de Fordham, periferia de Nova York, entre 1846 e 1849, quando morreu em circunstâncias misteriosas, com apenas 40 anos de idade.
A casa, conhecida como "Edgar Allan Poe Cottage" esteve fechada por mais de um ano para obras, nas quais foram utilizadas "técnicas tradicionais" para devolver o aspecto original, explicou Neil Ralley, um dos guias da propriedade, administrada pela Sociedade Histórica do Bronx desde 1975.
"Poe era pobre. O que veem aqui era a casa de alguém que pertencia provavelmente à classe trabalhadora", disse Ralley.
A casa, de dois andares, teto rebaixado com pequenas janelas, está decorada com mobiliário da época, sendo conservados apenas dois elementos originais usados pelos Poe: uma cadeira de balanço e a cama na qual morreu a esposa do escritor. 
Depois de passar vários anos na Filadélfia (nordeste dos EUA), Poe mudou-se para Nova York em 1844 com a mulher Virginia Clemm (com quem se casou quando ela tinha apenas 13 anos) e sua sogra Maria.
Mas, com Virginia atacada pela turberculose, Poe decidiu levar a família para o Bronx em 1846, em busca de um clima melhor, apesar de ela não ter resistido à doença, falecendo em janeiro de 1847.
Nos cerca de três anos que passou na casa, o escritor produziu algumas de suas obras mais famosas como os poemas "Annabel Lee" - homenagem a Virginia -, o conto "O barril de amontillado" e o ensaio "A Filosofia da Composição".
Em outubro de 1849, Poe morreu em Baltimore (também no nordeste dos EUA).
Como parte do projeto de renovação do lugar, foi levantado junto à casa o Poe Park Visitors Center, uma moderna construção em forma de V com grandes janelas, projetada pelo arquiteto Toshiko Mori. 

Fonte: Folha de SP


quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Inclusão Social: obras de arte para cegos



Nascimento de Vênus - original
O Museu Tátil Grego (em Athenas) existe desde 1984. Ele tem como principal característica dar acesso para as pessoas com deficiência visual às obras de arte clássicas. Usando cópias de obras de arte, o museu permite que seus visitantes toquem-nas, descobrindo as nuances que, para os cegos, antes eram inacessíveis. 
Um empreendimento de tal porte é algo raro. Apenas cinco museus em todo o mundo possuem um acervo similar. Artefatos religiosos, vasos, estátuas e esculturas ficam à disposição dos visitantes para que através do tato, descubram o quanto a arte pode ser bela.
Crianças entre 6 e 12 anos, cegas ou não, são convidadas a tocar as obras e, pelo tato, conceituar o que sentem. Máscaras são disponibilizadas para os que enxergam normalmente, fazendo com que estes tenham uma breve noção do universo dos que foram privados da visão. É uma experiência diferente e inesquecível. 
Nascimento de Vênus - relevo
Na Itália, em Florença, a obra de arte “O nascimento de Vênus” de Botticelli é mostrada em uma nova versão. A pintura está disponível em alto-relevo, feita em uma resina especial, na galeria Uffizi. A beleza da pintura foi transposta rigorosamente para a textura, dando a oportunidade aos deficientes visuais de "ver" os motivos que levaram esta obra a ser considerada um clássico da pintura Renascentista.
Apesar de ter dimensões menores, "O nascimento de Vênus" não perde em expressão à obra original.
“Isso parece um sonho. Além da alta qualidade do produto, agradecemos este gesto, que basicamente é uma forma de criar uma sociedade que nos inclui”, disse animado o presidente da União Italiana Cegos de Florença, Antonio Quatraro. Quatraro disse que o sonho tornou-se realidade, pois permite que milhares de pessoas como ele que não enxergam, toquem a ‘Vênus’.
A Galeria Uffizi disponibiliza outros trabalhos em relevo e Braille. A experiência tátil de Florença será estendida para outros museus na Itália.
Só quem já viu um deficiente visual curtindo a descoberta de uma imagem pelo tato, pode descrever a  alegria do momento. Lucas Radaelli é um exemplo disso quando, em uma visita ao escritório do Jovem Nerd, teve acesso aos pôsteres de filmes em 3D - Tubarão, O poderoso Chefão, Rocky etc - e ampliou a percepção daquilo que ele apenas tinha imaginado por comentários de outras pessoas. Fantástico. Acesse este link do YouTube e veja como foi: Nerd Office S02E18.
Esta iniciativa tem que ser aplicada aqui também em nosso país. Ajude a divulgar esta notícia. É hora de "abrir os olhos" das pessoas que realmente têm poder para melhorar o padrão de vida dos deficientes visuais.

fontes: Museu de Athenas e Deficiente Ciente


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