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terça-feira, 9 de setembro de 2014

Resenha de "Triunfo da Vontade". O documentário nazista.


Por: Franz Lima.
Um dos marcos da propaganda nazista, este documentário é fundamental para compreender qual era o nível de grandeza que Hitler queria para o III Reich. Imagens marcantes, plenas de um povo eufórico com a presença de seu líder. Crianças saudando a passagem do Führer, uma população inteira ovacionando o homem que viria a ser o mais odiado da Terra.
A diretora, Leni Riefenstahl, soube evidenciar o fanatismo por Hitler usando sempre de ferramentas comuns aos documentários que servem para enaltecer uma pessoa ou regime. Neste caso, ela enalteceu ambos, mostrando sempre o lado belo do nazismo, mas principalmente evidenciando o amor e o apoio de todo um povo por seu líder supremo.
A chegada de Hitler a Nuremberg é um dos pontos mais interessantes e bem elaborados pela diretora. Vindo das nuvens, tal qual um anjo, o líder nazista desce em Nuremberg para ser recepcionado por uma multidão de adoradores. Estas cenas são reais, mas receberam uma edição primorosa que focou, unicamente, o poderio e influência do ditador.
A juventude hitlerista
Esse é um ponto interessante, porém cruel do documentário. Interessante por mostrar outro lado dos recrutados para a juventude hitlerista, uma tropa que não foi poupada durante a guerra, composta majoritariamente por adolescentes. A crueldade citada acima está na abordagem feliz de um regimento que teve inúmeras perdas, absolutamente motivado por influências que eram cativantes para os adultos, imaginem quais efeitos surtiam nos jovens.
Brincadeiras, jogos, diversão e camaradagem são ressaltadas em cada imagem. Não há um único indício de desconforto, temor ou raiva por estarem lá. O que se vê é uma perfeita harmonia em um ambiente de quartel, fato que eu, na condição de militar, tenho absoluta certeza de que não há. Contudo, é sempre bom relembrar que estamos falando de um documentário propagandista. Logo...
Leni Riefenstahl
As frentes de trabalho e as ofertas das colheitas.
Passar em inspeção à tropa é uma clara demonstração de poder, porém também uma oportunidade única de aproximação aos subordinados. Hitler sabe que o carisma é a força motriz de seus asseclas e, sabiamente, reforça isso a cada encontro, a cada aceno ou cumprimento. Ao contrário do ditador lunático e violento que muitos idealizam, este documentário comprova que havia um homem com sabedoria suficiente para se deixar aclamar por seu povo, sem que isso implique em não exultar os dons que eles tinham, estreitando os laços de um líder com seus liderados.
Enquanto isso, a população demonstra seu apreço pelo Führer de igual forma ao que foi feito no Antigo Testamento. Ofertas de alimentos são apresentadas a Hitler, reforçando a aura de poder quase divino que ele tem.
Os discursos
Rudolph Hess discursa para uma plateia gigantesca. Suas palavras servem para exaltar a pessoa do líder nazista, enquanto inflamam uma multidão que vê esperança e progresso na pessoa do líder. A diretora mostra outros nomes importantes do staff nazista que, invariavelmente, se esforçam para demonstrar suas obras diante do Führer.
A seguir Hitler passa em inspeção ao grupo de trabalhadores braçais responsáveis pela construção de estradas e outras obras de vulto para o Heich. A marcialidade está em tudo. Palavras, ações e até os equipamentos, incluindo os uniformes, dão um ar militarizado aos trabalhadores.
Quem não for para as trincheiras nem ficar sob o fogo das granadas, não pode ser considerado soldado. Com nossos machados, pás e ancinhos, somos a tropa jovem deste Reich.”, diz um dos homens que trabalhará nos campos, portando um olhar quase alucinado.
Hitler contempla sua “tropa” de trabalhadores e, visivelmente emocionado, ressalta a importância deste seleto grupo. Para ele, os trabalhadores braçais são uma força indispensável para a vitória alemã. Estas são as palavras que incentivam e reforçam o sentimento nacionalista entre os jovens que doarão suas forças e até a vida pelo país.

A propaganda 

Todo o restante do documentário cumpre - de forma marcante - com o propósito: dar credibilidade aos atos do regime nazista e, obviamente, exaltar Adolf Hitler como um líder incomparável. 
"Triunfo da Vontade" é um documentário, mas acima disso, é um material de propaganda destinado ao convencimento de uma nação. A diretora conseguiu seu intento e, infelizmente, boa parte da nação alemã (e outros países) apoiou o regime hitlerista. Porém algo precisa ser frisado: este vídeo cumpriu com o que se propôs à época, mas também serve como alerta sobre os malefícios de uma propaganda capaz de induzir o público a seguir suas sugestões. A influência e o poder de persuasão embutidos no marketing foram usados de forma implacável nessa obra, assim como a indústria tabagista fez por anos, e como faz, atualmente, a indústria de bebidas alcóolicas, em especial das produtoras de cerveja. 
É preciso ver essa obra cinematográfica com a visão da época para entendermos o quão influente foi. Muitos alemães não sabiam dos males feitos pelo Reich e, ainda por cima, eram bombardeados com produtos como esse. Claro que os erros não são amenizados por isso, porém fica o alerta. 
Assista ao documentário e compreenda: até hoje somos enganados pelo marketing feito com más intenções, mesmo com a infinidade de recursos que possuímos. Imaginem o grau de facilidade encontrado por Hitler e seu staff diante de uma nação que almejava por um futuro melhor... desesperadamente. Era isso que o III Reich prometia. 
Um povo, um império, um líder. 
Curta a fanpage do Apogeu:

  

segunda-feira, 14 de julho de 2014

Ironia histórica: bebê ariano ideal era, na verdade, judeu.



Fonte: BBC. Comentários: Franz Lima.

O bebê "ariano ideal" que aparece na capa de uma revista da propaganda nazista, em 1935, era, na verdade, judeu.
A revelação foi feita pela própria pessoa na foto, Hessy Taft, hoje com 80 anos.
A mulher doou uma cópia da revista ao Museu do Holocausto, em Jerusalém, como parte da campanha Recolhendo Fragmentos, lançada em 2011 para estimular pessoas a doarem materiais ligados ao holocausto para que sejam protegidos pela posteridade.
Hessy Taft, cujo sobrenome de solteira é Levinson, nasceu em Berlim em 1934, filha de pais judeus originários da Letônia.
Ambos músicos, eles haviam chegado à Alemanha em 1928 para trabalhar como cantores de ópera.
Em depoimento a funcionários do museu, Taft contou que o contrato de seu pai foi cancelado imediatamente assim que suas origens judias foram descobertas.

Concurso

Em 1935, a mãe de Hessy e sua tia a levaram para ser fotografada por Hans Ballin, um renomado fotógrafo em Berlim.
Sete meses mais tarde, para surpresa da família, a empregada dos Levinson disse ter visto a foto da pequena Hessy na capa da revista nazista Sonnie ins Hous (Raio de Sol na casa, em tradução livre).
A fotografia havia sido escolhida em um concurso promovido pelo Departamento de Propaganda Nazista, chefiado por Joseph Goebbels.
A melhor entre cem imagens clicadas pelos melhores fotógrafos alemães representaria o "bebê alemão ariano ideal" e seria capa da revista.
Sem que a família Levinson soubesse, Ballin submeteu a foto de Hessy e de outros dez bebês. A ironia de a fotografia trazer uma bebê judia foi motivo de piada durante muito tempo na família.
A foto da menina também foi redistribuída em cartões postais em todo o país e até na Lituânia.
Quando perguntada o que diria para o fotógrafo hoje, Hessy respondeu: "Eu diria: 'Que bom que você teve coragem'".

Fuga

Após fugir da Alemanha para Paris em 1938, a família escapou da ocupação nazista no norte da França em 1941, emigrando para Espanha e Portugal até conseguir embarcar em um navio para Cuba.
Em 1949, os Levinson se estabeleceram nos Estados Unidos, onde Hessy se formou em química na Universidade de Columbia e se casou, em 1959, com Earl Taft.
O casal tem dois filhos e quatro netos. Ela ainda leciona química na Universidade de St. John's.
Apesar de sua família mais próxima ter sobrevivido ao holocausto, a maioria de seus parentes foram mortos pelos nazistas e seus colaboradores.

Franz diz: esse é mais um dos fatores que afundam com as teorias raciais absurdas ditadas pelos nazistas. A busca por uma compleição física perfeita, baseada em raça, é algo dispensável e fútil. O ser humano é perfeito pelo simples funcionamento da complexa máquina que ele é. Cor, credo, raça, situação social ou quaisquer outros fatores que possam vir a ser base para a segregação devem ser postos de lado, uma vez que o homem é muito mais que rótulos.
A mentira é uma das bases do nazi-fascismo e de quaisquer outras doutrinas que se valem da imposição do poder para dominar. Ironicamente, uma das últimas máscaras do III Reich caiu e revelou não só uma farsa, mas uma absoluta falta de controle por parte de Goebells e seus colaboradores. 
Como a maioria das propagandas, o uso de manipulação e mentira se fez presente...
 

domingo, 2 de março de 2014

Cidade japonesa recebe exemplares de 'O diário de Anne Frank' após vandalismo em bibliotecas.


Uma recente notícia sobre vandalismo chocou o Japão e o mundo. Em vários distritos da cidade japonesa de Tóquio, vândalos destruíram exemplares do clássico 'O diário de Anne Frank', livro que relata os dias de claustro da menina Anne Frank que, infelizmente, não sobreviveu ao campo de concentração de Bergen-Belsen.
Considerado um clássico por sua intensidade e pela abordagem tensa, dramática e triste das agruras que o nazismo trouxe, em especial à menina e sua família, 'O Diário' é uma obra obrigatória quando o assunto é a perseguição aos judeus pelo regime nazista.
A ação dos vândalos mostrou que a sombra de pensamentos arcaicos e preconceituosos ainda paira sobre a humanidade. Não se trata apenas da destruição de livros, mas do desrespeito aos que querem  ter ciência sobre o que está relatado nas obras. Ninguém tem o direito de queimar livros, pois tal atitude sempre foi o primeiro pensamento de ditadores e dominadores que queriam apagar as culturas dominadas: eliminar a fonte de cultura  - leia-se bibliotecas - dos povos.
Vejo muito mais que um ato de vandalismo na destruição dos livros. Vejo uma afronta ao pensamento livre e ao direito de expressão. Muitos tentaram censurar e tirar essa e outras obras de circulação, mas nunca sairão vitoriosos.
Uma prova disso foi o envio de um quantitativo suficiente de obras para suprir aquelas que foram atacadas nas bibliotecas dos ditritos. Os livros foram enviados para Tóquio através de uma iniciativa da embaixada israelense no Japão.


quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014

Para os que criticam o Porta dos Fundos por falta de conteúdo: Biografia.


O grupo de humor Porta dos Fundos, sucesso indiscutível na internet e fora dela, vem recebendo muitas críticas, principalmente por parte de alas radicais da sociedade. Polêmicas à parte, o fato é que apontar pontos negativos sempre será algo de extrema facilidade. Entretanto, parar e buscar o que há de positivo e construtivo em uma obra não é algo que interessa aos críticos, já que não gera alarde, visualizações ou fama.
Sendo assim, trago até vocês um dos mais inteligentes, críticos e coesos episódios do Porta dos Fundos. O tema é, essencialmente, a vida de Hitler e sua visão dos atos que marcaram seu período à frente da Alemanha nazista. Assistam e divirtam-se com uma produção que alia o humor e a História de forma brilhante. 
Parabéns ao pessoal do Porta.



sexta-feira, 7 de fevereiro de 2014

Concurso da Companhia das Letras dá a oportunidade de entrevistar John Boyne.




John Boyne é mais conhecido por ser o autor de O menino do pijama listrado, livro que lhe rendeu dois Irish Book Awards, vendeu mais de 5 milhões de exemplares pelo mundo e foi adaptado para o cinema em 2008. Ele também é autor de O palácio de inverno, O pacifista e nove outros romances, que já foram traduzidos para mais de 40 idiomas.
A Companhia das Letras é responsável por sua obra no Brasil: em janeiro lançamos O ladrão do tempo e Tormento. Em junho Fique onde está e então corra chega às livrarias pelo selo Seguinte.
Como sabemos que o autor tem muitos fãs no Brasil, decidimos dar oportunidade para que vocês mandassem algumas perguntas para ele (clique no link no início do post e participe).
Deixe nos comentários uma pergunta para John Boyne, até a meia-noite do dia 10 de fevereiro. Escolheremos as 4 melhores, que serão respondidas pelo escritor. Em caso de perguntas similares, consideraremos a ordem de envio. Os autores das perguntas selecionadas também receberão um kit com um exemplar de Tormento e um de O ladrão do tempo.

terça-feira, 28 de janeiro de 2014

Os mais recentes lançamentos literários pela Companhia das Letras.


Tudo o que sou, de Anna Funder (Tradução de Luiz A. de Araújo e Sara Grünhagen)
“Quanto Hitler chegou ao poder, eu estava no banho.” Assim a ex-combatente do regime nazista se recorda do marco zero dos acontecimentos que, após a ascensão do partido em 1933, a levaram a abandonar a Alemanha e seguir como refugiada para a Inglaterra. Mais de setenta anos depois de sua chega a Londres, a memória de Ruth Becker está mais clara do que nunca. Entre a vida e a morte, ela irá reviver seus dias de luta na resistência, relembrar o terror e a paranoia que cercavam os refugiados no exterior e tentar desculpar a si mesma por não ter previsto a traição que vitimaria todos os que faziam parte de seu seleto grupo. Tudo o que sou revisita o tema da perseguição a intelectuais durante os anos 1930 na Alemanha, e acrescenta complexidade dramática à interpretação dos primeiros anos de Hitler no poder, mostrando como seu potencial nefasto não foi percebido a tempo por aqueles que poderiam tê-lo detido.

A máquina de histórias, de Tom McLaughlin (Tradução de Eduardo Brandão)
Hélio encontrou uma máquina. Ela não faz “bip” nem “plim”; não tem botão de “liga/desliga”; nem acende nenhuma luz. A tal da máquina só escreve letras – e Hélio ainda está aprendendo a juntá-las. Mas o que poderia ser uma decepção, se transforma em uma grande descoberta, pois Hélio percebe que as letras podem virar imagens e as imagens, histórias – de reis e rainhas, fantasmas e vampiros, fadas e duendes… Hélio tinha achado uma verdadeira máquina de contar histórias!

A história das estrelas, de Neal Layton (Tradução de Eduardo Brandão)
Todo dia, quando o sol se põe e o céu escurece, aparecem as estrelas. Mas o que são estrelas? E onde elas estão? Neste livro as crianças conhecerão a história da astronomia – desde o tempo em que as pessoas inventavam narrativas para responder às suas indagações, passando pelos gregos, por Galileu, até as viagens espaciais recentes – e descobrirão muitas outras informações sobre planetas, galáxias, cometas e tudo mais que faz parte do universo.

Editora Seguinte

Tormento, de John Boyne (Tradução de Carlos Alberto Bárbaro)
Danny Delaney estava de férias e só queria um verão tranquilo. Mas um dia, quando sua mãe volta para casa escoltada por policiais, ele se dá conta de que alguma coisa horrível aconteceu: uma casualidade que vai mudar a vida de toda a sua família. Narrado pela perspectiva de um garoto de doze anos, Tormento acompanha o drama de Danny e de seus pais, e nos mostra como as coisas sempre podem mudar, mesmo quando a gente menos espera.

quinta-feira, 7 de novembro de 2013

Lista de Compras: Série Grandes Mistérios - Superinteressante.


Franz says: esta é uma grata surpresa que a editora Abril concedeu aos leitores da revista Superinteressante. Composta por apenas 3 edições, a série Grandes Mistérios aborda os temas Nazismo, Evangelhos Apócrifos e Civilizações Perdidas.
Cada edição está impressa em papel de alta qualidade, acabamento impecável e muitas informações e infográficos. As capas em 3D são uma atração à parte e evidenciam os temas de cada revista. 
Recomendo essa coleção como uma fonte de inspiração para a busca de um aprofundamento ainda maior nos temas citados. Mesmo com todo o capricho empregado em cada edição, cabe a mim relembrar que estas revistas são apenas um suporte para uma pesquisa mais minuciosa e produtiva.
Mas fica o prazer da leitura de uma ótima série...

Leia o editorial da 1ª edição, escrito pelo editor Alexandre Versignassi:

O nazismo é preto e branco. Foi assim que esse capítulo da história ficou registrado nos filmes, nas fotos – e na nossa memória. Mas isso traz uma ilusão perversa. Faz o regime de Hitler parecer algo mais distante da nossa realidade do que de fato é. Nada mais equivocado. O mundo em que o nazismo nasceu não era tão diferente do nosso. Em 1933, quando Hitler assumiu o poder, o Botafogo ganhava do Flamengo na final do Campeonato Carioca, levando seu 5º título estadual. Em São Paulo, o time do Parque Antártica conquistava seu primeiro bi. O piloto italiano Achille Varzi, da Bugatti, vencia o Grande Prêmio de Mônaco, deixando para trás o favorito Tazio Nuvolari, da Ferrari. Em Los Angeles, o tapete vermelho se estenderia para a 6ª edição do Oscar. A Varig já voava pelo Brasil havia meia década. E Hitler tinha feito sua campanha presidencial com um avião cedido pela Lufthansa. A própria máquina de guerra nazista foi feita de nomes familiares para nós aqui, do século 21: eram tanques da Porsche, motos da BMW, blindados da Audi e aviões com motor Mercedes. Pois é. Hitler subiu ao poder em um mundo que já era bem parecido com este aqui. Isso significa que não, nenhum país está livre de cair na mesma armadilha em que a Alemanha caiu lá atrás. Então é bom que a memória sobre o que aconteceu ali continue viva, a cores – e até em 3D, como fizemos aqui. Tudo para que isso não se repita. Eis a razão de ser desta edição especial da SUPER.
Uma edição mais do que especial, na verdade. Ela marca a estreia da série Grandes Mistérios, que terá um volume novo a cada dois meses nas bancas, sempre com capas tridimensionais e acabamento premium. Uma série que veio para mostrar tudo o que há por trás dos temas mais enigmáticos da história. Menos o óbvio.
Leia o editorial da edição 'Os Evangelhos Proibidos', escrito pelo editor Reinaldo José Lopes:

Quando os antigos cristãos começaram a debater quais dos livros narrando a vida, morte e ressurreição de Jesus deveriam ser aceitos por todas as igrejas, um dos mais importantes defensores da lista de evangelhos que hoje integra a Bíblia foi o bispo Irineu de Lyon, morto no ano 202. Para Irineu, a escolha dos quatro evangelhos do atual Novo Testamento – Mateus, Marcos, Lucas e João – era a coisa mais natural do mundo, sendo respaldada até pelo valor simbólico e místico do número quatro.
“Não é possível que os Evangelhos sejam mais ou menos numerosos do que quatro. Assim como há quatro regiões do mundo em que vivemos, e quatro ventos principais, e como a Igreja está espalhada por toda a Terra, assim também ela tem quatro pilares”, declarou ele. Caso encerrado, certo?
De fato, nenhuma comunidade cristã hoje inclui outro evangelho em suas Sagradas Escrituras. Mas, como você vai ver nesta edição, a diversidade de perspectivas sobre quem era Jesus e o que significa ser cristão era enorme durante os três primeiros séculos depois do nascimento do Messias.
Era possível se dizer seguidor de Cristo e achar que ele tinha sido um ser humano “adotado” por Deus, acreditar que o corpo pregado na cruz pelos romanos não tinha sido o do verdadeiro Nazareno ou mesmo afirmar que o mundo havia sido criado por uma divindade malévola, a qual não tinha nada a ver com o bondoso Pai anunciado de Jesus. E muitas dessas interpretações aparentemente malucas da natureza do Salvador foram registradas em textos que se autodenominam “evangelhos”, assim como os que podem ser lidos numa Bíblia católica ou evangélica. Por não serem aceitos pelos cristãos, são conhecidos como evangelhos apócrifos – algo como “ocultos”, em grego.
Os textos nas próximas páginas vão ajudar você a ter uma ideia dessa multiplicidade de visões do cristianismo – ou melhor, dos cristianismos – em seus primórdios. Além disso, trazemos o texto integral de quatro dos mais importantes evangelhos apócrifos.

A terceira edição é dedicada às Civilizações Perdidas. Desde a mítica Atlântida até a civilização desconhecida de Okinawa, passando pelo Faraó Negro e os Hy-Brasil (sim, o nome é esse mesmo), a revista mostra curiosidades e desperta o interesse sobre povos desconhecidos que, mitológicos ou não, merecem uma pesquisa aprofundada. A ciência não desiste de tentar entendê-las... 
E você irá buscar respostas sobre tais mistérios? Leia e seja bem-vindo a mundos literalmente novos, por mais velhos que sejam.
Franz Lima


domingo, 25 de agosto de 2013

Trailer legendado de 'A Menina que Roubava Livros'.


Só uma palavra para descrever o quanto quero ver esse filme: Ansioso.


quarta-feira, 1 de maio de 2013

Análise da obra "O Grande Ditador", com Charles Chaplin.


Por: Franz Lima


Aviso: apesar de ser um filme com 73 anos, a resenha a seguir contém SPOILERS.
  Quantos filmes, livros e músicas somem com o andar ininterrupto do tempo? Quantas obras são perdidas entre outras centenas de milhões? Quantas são desprezadas e postas em um canto obscuro de um porão qualquer? Muitas, amigos. Muitas.
Ontem eu finalizei a contemplação de uma grande obra que, graças ao Criador, não caiu no fosso do descaso e do esquecimento ou foi destruída. Estou falando de um clássico primoroso da Sétima Arte: O Grande Ditador, filme com o imortal Charles Chaplin.
Essa obra data de 1940, período em que o mundo estava absorto em um de seus maiores conflitos: a Segunda Guerra Mundial. Sob a sombra do ditador Adolf Hitler, milhões dormiam com medo de jamais acordarem. Era uma época de caos, temor e morte. Chaplin, visionário e consciente do que poderia vir, lançou esse filme com um conteúdo extremamente crítico, ainda que haja também uma boa dose de humor. O Grande Ditador foi seu primeiro filme falado e, acreditem, o mais marcante de sua carreira. 


domingo, 28 de abril de 2013

Enigma, o segredo de Hitler. Resenha do livro de Fred W. Winterbotham.


Por: Franz Lima
 
Da autoria de Fred W. Winterbotham (Frederick William Winterbotham), Enigma - o segredo de Hitler (Bibliex, 1978 - 219 páginas) - vem mostrar como, durante a Segunda Guerra Mundial, um sistema criptográfico usados pelos nazistas e, por vezes, pelos japoneses, até então considerado indecifrável, foi "decodificado".


quinta-feira, 21 de março de 2013

Enxergue o que quer, mas não transforme trevas em luz.


Por: Franz Lima
 
A cada novo dia aumenta o meu medo do medo...

Não há outra forma de começar este post. Todos os dias eu leio, vejo e percebo que a desculpa para o desprezo, a violência e a segregação está intimamente vinculada ao medo. Tenho medo de negros: segrego. Tenho medo de espíritas: persigo. Tenho medo de pobres: isolo-me. 
É bem verdade que a humanidade nunca teve sequer um único período onde a igualdade fosse uma realidade, mas isso não significa achar que estamos na Era de Ouro da Igualdade. Jamais.
Os dias atuais são belos. Mais recursos para combater doenças, maior consciência social, maior luta pelo meio-ambiente, direito a ter um credo diferente do que é maioria. São mudanças consistentes, com poder de mudar não só a sociedade, como também a humanidade em sua grandeza.
Entretanto, alguns problemas insistem em caminhar ao lado da evolução. Pessoas vivem em seu próprio mundo, cercadas por toda a tecnologia possível, porém distantes de quem está ao seu lado. A expectativa de vida aumentou e, em contrapartida, diminuiu o valor de uma vida humana. Matar é algo tão corriqueiro quanto atravessar uma rua.

E o que fazer para corrigir esses problemas tão comuns aos dias de hoje? Eu, como um mero escritor, creio que a solução (ou o início dela) deva vir de uma maior tolerância e de muito menos 'achismo'. Sim, você provavelmente não entendeu, mas eu explico...

As crises, guerras e os micro-conflitos são fruto direto de dois fatores bastantes conhecidos que são a intolerância e a discórdia. Quando um indivíduo reúne outros ao seu redor para pregar o ódio, fomentar a caçada por quem distoe de sua visão de perfeição ou de suas crenças políticas e religiosas, esta pessoa irá se transformar em uma célula doente, um câncer, que contamina outras. Por sua vez, quem promove a discórdia também contribui enfaticamente para resultados tão negativos quanto o intolerante. São muito parecidos entre si, não tenho dúvida, com potenciais destrutivos também similares, porém cada um age ao seu modo.

E quais são os frutos colhidos por tais seres humanos dotados de tal potencial de influência? A morte, direta ou indireta. 

Direta quando por meio de conflitos, lutas e perseguições alguém literalmente tira a vida de outro em nome de uma causa inaceitável para quem tem um mínimo de coerência, porém absurdamente normal para os 'seguidores'. 

Indireta quando as mesmas perseguições, calúnias e discórdias são usadas com um maior grau de covardia, sendo embutidas na alma de alguém que não suporta a carga e, paulatinamente, definha até não ter mais forças para resistir e cai, morrendo por intermédio da pressão sofrida (inclua aí o suicídio). 

Baseado no que acima expus, podemos concluir que há um grupo de alvos e outro de atiradores. São esses 'snipers'  que provocam tantas perdas. Quando decidem alvejar alguém, mesmo que essa pessoa não morra, sequelas quase indeléveis são cravejadas no espírito e na mente dela. 


Esse tipo de conduta, pessoa e grupo devem ser combatidos com o mesmo ímpeto que empregamos para divulgar coisas que, diante desses males, são fúteis. Não é preciso se tornar um mártir e ostentar um estandarte para eliminar tais problemas, basta expor, divulgar e promover a conscientização de que uma vida perdida é um futuro extinto. Acrescente a isso um outro elemento: a vida destruída arrasta junto com ela outras vidas. Um pai que perde um filho certamente perde uma parcela de sua vida, tal qual um filho que morre um pouco ao perder o pai.

Extremistas são um câncer que merece ser tratado com a mesma agressividade de uma radioterapia ou quimioterapia. Mas a quem cabe ministrar essa terapia? A você, a mim e a todos que estão cansados de ver vidas serem apagadas. Covardes maiores que os agressores são os que fingem não ver essas agressões.


Então, irá continuar lendo esse texto ou começará a olhar com mais atenção ao que ocorre próximo a você? Não olhe para as trevas e queira ver luz.


A cada novo dia aumenta o meu medo, mas a esperança permanece viva...



terça-feira, 17 de julho de 2012

Parte do acervo de obras de arte de Hitler é redescoberto em um convento em Doksany, República Tcheca




A pesquisa de cinco anos feita pelo tcheco Jiri Kuchar revelou que 16 pinturas na República Checa eram parte do acervo possuído por Adolf Hitler. As obras de arte, que Hitler comprou na Alemanha durante a Segunda Guerra Mundial, foram transferidas para a Tchecoslováquia depois desta ter sido ocupada pelos nazistas, para evitar que fossem danificadas pelos ataques aliados.
Jiri Kuchar colocou sete das pinturas em exposição para jornalistas no convento em Doksany no norte da República Checa, onde as identificou. Hoje, disse ele, elas valem cerca de 50 milhões de coroas (R$ 1,7 milhão). "Ninguém acreditou em mim que poderia ser verdade", disse Kuchar de suas descobertas. O autor, que se autodenomina "um amador e entusiasta", escreveu sobre suas descobertas.
Kuchar disse Hitler comprou as 16 pinturas - de artistas alemães, como Franz Eichhorst, Herrmann Paulo, Hilz Sepp, W. Friedrich Kalb, Oestreicher Oscar, estepes e Edmund Reumann Armin - em 1942 e 1943 nas grandes exposições de arte alemãs que foram realizadas anualmente em Munique a partir de 1937 até 1944. O instituto alemão, cujo banco de dados inclui as obras e os seus compradores - Zentralinstitut fur Kunstgeschichte em Munique - confirmou a propriedade de Hitler.
Como um ex-artista, Hitler era um amante da arte e colecionador. Incontáveis ​​pinturas, muitas feitas por grandes pintores europeus, foram apreendidas pelos nazistas durante a Segunda Guerra Mundial. Em um ponto, a coleção particular de Hitler, conhecida como a "Coleção Linz," incluiu quase 5.000 obras, e os nazistas tinham um projeto para criar um museu para elas em Linz, na Áustria.
Além das sete obras identificadas no convento, Kuchar encontrou mais sete que Hitler tinha possuído uma vez no norte da República Tcheca. Algumas contêm sinais evidentes de propaganda nazista, disse Kuchar.
Durante a ocupação, acredita-se que as 16 obras faziam parte da coleção de Hitler de mais de 70 peças de arte contemporânea alemã que o Terceiro Reich armazenou em um mosteiro na cidade sulista tcheca de Vyssí Brod, juntamente com as maiores coleções de pinturas valiosas roubadas de famílias judias da Europa.

Uma pintura de 1943 feita pelo pintor alemão Franz Eichhorst nomeada "Reminiscência em Stalingrado"
Após a guerra, valiosas pinturas possuídas pelos nazistas foram confiscadas pelo Exército dos EUA e levadas para o Ponto de Coleta de Munique Central em um esforço para devolvê-las aos seus donos originais. Muitas obras de menor valor foram deixadas para trás após a libertação em 1945 da Tchecoslováquia e acabaram espalhados pelo país.








Franz says: apesar de algumas das obras não retornarem às famílias dos donos originais ou estarem disponibilizadas em museus, é inegável o valor da descoberta, principalmente no tocante ao apuro artístico do próprio Hitler que foi reconhecido historicamente como um artista frustrado. A coleção reflete uma parcela da personalidade do líder nazista que, reconhecidamente, era um admirador das artes mais conservadoras.

Hitler protegeu jurista judeu pessoalmente, diz historiadora. Via Exame.


Ernst Hess
Fonte: revista Exame
Berlim - Uma historiadora alemã sustenta que Adolf Hitler defendeu pessoalmente um jurista judeu, seu antigo superior militar na I Guerra Mundial, e o protegeu, pelo menos temporariamente, da perseguição nazista, segundo um relatório publicado nesta quarta-feira pelo jornal ''Jewish Voice from Germany''.
Segundo a especialista Susanne Mauss, Ernst Hess trabalhava como juiz em Düsseldorf e tinha sido comandante da companhia na qual Hitler combateu na I Guerra Mundial. Ele esteve a salvo até 1941 graças à intervenção pessoal em seu favor do ditador nazista.
O caso está documentado em uma carta datada de agosto de 1940 do comandante das SS, Heinrich Himmler, na qual ordenava todas as autoridades nazistas a ''deixar Hess tranquilo, em todos os sentidos, segundo o desejo do ''Führer''.
Durante a desapropriação de bens pertencentes a judeus em favor de cidadãos de origem ''ariana'', Hess (1890-1983) foi suspenso como juiz, depois se mudou com sua família em 1936 para Bolzano, no Tirol italiano, afirma a historiadora.
Segundo a carta de Himmler, Hess entrou em contato com Hitler através de um companheiro de guerra em comum, o capitão Fritz Wiedemann, que entre 1934 e 1939 foi ajudante do ditador.
Também por carta, Hess, convertido ao protestantismo, pedia para ser considerado, segundo as leis raciais de Nuremberg, como cidadão ''semi-judeu'' e não inteiramente judeu.
Embora Hitler tenha rejeitado a solicitação, ordenou às autoridades através de Himmler para transferir a pensão de Hess para a Itália.
Além disso, juiz foi aliviado da obrigação de levar o nome de ''Israel'', que o identificava como judeu, e recebeu um novo passaporte em março de 1939 sem a letra ''J'' (de judeu) impressa em vermelho.
Hitler (sentado à esquerda) na Primeira Guerra Mundial
O chefe da Chancelaria do Reich, Hans Heinrich Lammers, e o cônsul geral alemão na Itália, Otto Bene, também intercederam por Hess.
Depois do pacto entre Hitler e Benito Mussolini e a italianização fascista do sul do Tirol, a família Hess se viu obrigada a retornar à Alemanha em 1939 e se transferiu para o povoado bávaro de Unterwössen.
Em 1941, Hess recebeu a notícia de que já não estava sob a proteção de Hitler e foi internado no campo de concentração de Milbertshofen, próximo de Munique, onde teve que realizar trabalhos forçados.
Segundo a historiadora, seu casamento com Margarethe, uma mulher não judia, o salvou da deportação, enquanto sua filha foi obrigada a realizar trabalhos forçados para uma companhia elétrica.
No entanto, a mãe de Hess, Elisabeth, e sua irmã Berta foram deportadas por ordem de Adolf Eichmann, artífice do plano de extermínio judeu.
Berta morreu no campo de extermínio de Auschwitz, enquanto a mãe conseguiu fugir nas últimas semanas da guerra do campo de concentração de Theresienstadt para a Suíça.
Depois da guerra, Hess se tornou presidente de uma companhia ferroviária na cidade de Frankfurt.
Para Rafael Seligmann, editor do ''Jewish Voice from Germany'' - publicação trimestral com uma tiragem média de 30 mil exemplares -, está claro que os ajudantes de Hitler cumpriam incondicionalmente as ordens do ''Führer'', seja como salvador ou como assassino em massa.
Seligmann acrescentou que é obrigação de um jornal judeu descrever também desta forma o sistema criminal dos nazistas.
A historiadora descobriu no arquivo regional da Renânia do Norte-Wesfalia o revelador documento durante os preparativos de uma exposição no ano passado.
Até o momento só se conhecia outro caso em que Hitler intercedeu por um judeu: o médico de sua mãe, Eduard Bloch, da cidade austríaca de Linz, que até sua emigração, em 1940, teria estado sob a proteção do ditador.

Franz says: a verdade por trás desta notícia é uma só: Hitler agia por conta de seus interesses. Quando alguém o agradava, judeu ou não, esta pessoa merecia o benefício da bondade e da proteção do Führer. Esta notícia não é um caso isolado, como a própria matéria deixa evidente, mas é uma das poucas divulgadas e conhecidas. É bem provável que muitos judeus - nunca o suficiente, infelizmente - receberam proteção de nazistas, seja por interesse ou por simpatia. É algo a ser estudado com maior aprofundamente, ainda que milhares de ações de caridade jamais apaguem as milhões de mortes provocadas pelo ódio e intolerância.
Ordens de Hitler, mesmo as que contradiziam sua política, eram incontestáveis e prontamente acatadas... a História prova isso.

quinta-feira, 24 de maio de 2012

Filhos e netos de nazistas relatam trauma de lidar com passado sombrio


Fonte: BBC
Por Frances Cronin
Rainer Hoess (esquerda)
Para os alemães que trazem na assinatura sobrenomes como Himmler, Goering e Goeth, que pertenceram a membros infames do Partido Nazista, a Segunda Guerra Mundial é ainda um assunto rodeado de traumas e um período obscuro nas memórias de família.

Rainer Hoess é neto de Rudolf Hoess, (que não deve ser confundido com o vice-líder nazista Rudolf Hess) primeiro comandante do campo de concentração de Auschwitz. Seu pai cresceu em uma vila anexa ao campo, a pouca distância das câmaras de gás, onde brincava, junto com os irmãos, com brinquedos fabricados pelos prisioneiros.
Rainer se lembra quando sua mãe mostrou a ele, ainda quando criança, um baú à prova de fogo, com uma grande suástica na tampa. No baú, muitas fotos de família mostrando seu pai, criança, brincando com os irmãos nos jardins da casa onde moravam.
A avó de Rainer pedia aos filhos que lavassem os morangos que comiam. As frutas eram cultivadas no campo e, segundo a avó de Rainer, tinham o cheiro das cinzas dos fornos de Auschwitz.
"É difícil explicar a culpa, mesmo que não exista razão de eu sentir culpa. Mas eu ainda carrego isto, eu carrego a culpa em minha mente", contou Rainer Hoess.
"Também sinto vergonha, é claro, pelo que minha família, meu avô fez a milhares de outras famílias."O pai, filho de Rudolf Hoess, nunca abandonou a ideologia nazista e Rainer perdeu o contato com ele.

Visita

Foi apenas depois dos 40 anos que Rainer finalmente visitou Auschwitz, para enfrentar "a realidade do horror e das mentiras que tive todos estes anos em minha família".
Ao ver a casa onde o pai passou a infância, Rainer conseguia apenas repetir a palavra "insanidade" e, no centro de visitantes, se encontrou com descendentes das vítimas de Auschwitz.
Muitos dos descendentes choraram ao contar suas histórias e uma jovem israelense não conseguia acreditar que Rainer tinha ido até o campo para falar com eles.
Enquanto ele falava de sua culpa e vergonha, um sobrevivente disse a Rainer que os familiares dos nazistas não devem ser culpados pelas atrocidades.
"Receber a aprovação de alguém que sobreviveu àqueles horrores e saber com certeza que não foi você, que você não fez aquilo. Pela primeira vez você não sente o medo ou vergonha, mas felicidade, alegria", disse.,

Livro

Katrin Himmler
Katrin Himmler resolveu escrever um livro para lidar com a culpa de ter Heinrich Himmler em sua família.
Himmler, um dos arquitetos do Holocausto, era tio-avô de Katrin. O avô e outro irmão também eram membros do Partido Nazista.
"É um fardo muito pesado ter alguém como ele na família, tão próximo. É algo que fica com você", disse.
Ela escreveu o livro The Himmler Brothers: A German Family History ("Os Irmãos Himmler: História de uma Família Alemã", em tradução livre), em uma tentativa de "trazer algo positivo" para o nome Himmler. 
"Tentei da melhor forma me distanciar disto, enfrentar de forma crítica. Eu não preciso mais ficar envergonhada desta conexão de família."
Heinrich Himmler
Para Katrin, os descendentes de criminosos de guerra nazistas parecem ter duas opções extremas.
"A maioria decide cortar totalmente a relação com os pais, para que possam tocar suas vidas, para que a história não os destrua. Ou então optam pela lealdade e amor incondicionais, e limpar todas as coisas negativas."
Ela mesma pensou que tinha um bom relacionamento com o pai até que decidiu pesquisar o passado da família. Ele tinha muita dificuldade em falar do passado.
"Eu só entendi como era difícil para ele quando percebi o quanto era difícil para mim aceitar que minha própria avó era uma nazista."
"Eu a amava muito,(...) foi muito difícil quando encontrei as cartas dela e descobri que ela mantinha contato com os velhos nazistas e que ela enviou uma correspondência para um criminoso de guerra condenado à morte. Me deixou doente."


'Lista de Schindler'

Monika Hertwig
Monika Hertwig é filha de Amon Goeth, o comandante sádico do campo de concentração de Plastow, interpretado pelo ator britânico Ralph Fiennes no filme A Lista de Schindler, de Steven Spielberg.
Ela era apenas um bebê quando Goeth foi julgado e condenado à morte. Monika foi criada pela mãe e, durante a infância, tinha uma visão distorcida do que acontecia em Plastow.
"Eu tinha esta imagem que criei (que) os judeus em Plastow e Amon eram uma família."
Amon Goeth
Quando era adolescente, ela questionou a mãe e foi chicoteada com um fio elétrico.
Apenas quando assistiu ao filme de Spielberg, Monika soube de todo o horror causado por seu pai e contou que "foi como ser atingida".
"Eu pensava que isto (o filme) tinha que parar, em algum momento eles tem que parar de atirar, pois se não pararem, vou enlouquecer aqui dentro deste cinema."
Ela saiu da sala em choque.

Esterilização

Hermann e Bettina Goering
Já Bettina Goering, sobrinha-neta de Hermann Goering, o primeiro na linha de poder do Partido Nazista depois de Adolf Hitler, optou por uma medida bem mais drástica para lidar com o legado de sua família.
Ela e o irmão optaram pela esterilização.
"Nós dois fizemos... para que não existam mais Goerings. Quando meu irmão fez, ele me disse: 'Cortei a linha'", explicou Bettina.
Perturbada pela semelhança com o tio-avô, ela deixou a Alemanha há mais de 30 anos e agora vive em um local remoto do Estado americano do Novo México.
"É mais fácil lidar com o passado de minha família à distância", disse.

domingo, 18 de março de 2012

Histórias em quadrinhos sobre Hitler


Fonte: Grandes acontecimentos da História (1975)

Não pude deixar de lançar este post, mesmo que por pura curiosidades. Mas que fique o aviso sobre o poder da influência negativa, ainda que décadas após o término da vida de seu principal líder. O nazismo ainda paira em pequenos grupos como fonte de conhecimento e verdade e, infelizmente, esses grupos se escondem no anonimato. De qualquer forma, cabe a cada um de nós evitar que a doutrina e os pensamentos racistas de Hitler reergam-se do túmulo e, novamente, ganhem força. 

Segue-se uma notícia publicada na revista que é fonte deste post. Antiga a notícia, porém ainda há pessoas capazes de comprar algo que amenize a imagem de "monstro da humanidade" atribuída a Hitler. Fiz inúmeras pesquisas para buscar mais fatos relevantes sobre esta notícia e, sem surpresas, encontrei apenas duas notas. Leiam a nota da revista: 

Vince Coletta
Depois da onda de livros, filmes, peças e estudos sobre Hitler, o homem que mergulhou o mundo na Segunda Guerra Mundial está chegando a níveis mais populares de consumo. Em Nova York, jovens que ignoram quase completamente as atrocidades do Führer nazista estão comprando, cada vez mais, as histórias em quadrinhos Heil Love!, sobre uma hipotética vida amorosa de Adolf Hitler. Os argumentos das histórias são escritos por Marc Rubin e Chris Miller; desenhos de Vince Coletta; Edição Master Comics.


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