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quinta-feira, 4 de fevereiro de 2016

Confiram os mais recentes livros lançados pela Companhia das Letras


Uma história de solidão, John Boyne (Tradução de Henrique de Breia Szolnoky)
Odran Yates era um garoto tímido nascido na Irlanda dos anos 1950. O país tinha uma longa tradição católica, e as leis da Igreja moldavam a sociedade com rigor claustrofóbico. Filho de um pai alcoólatra, que morreu com a certeza de que era um grande ator, e de uma mãe que abandonara a carreira de aeromoça para cuidar da família, Odran abraçou o caminho eclesiástico como único destino possível. Primogênito de um lar disfuncional, que se tornou sufocante após uma tragédia familiar, Odran obedece à mãe e vai estudar em um seminário, onde conhece Tom Cardle, de quem se torna amigo. Ao contrário de Odran, tímido, inocente e reservado, Tom era irritadiço e rebelde. Não fossem os maus-tratos constantes do pai, ele nunca teria nem sequer passado em frente a uma igreja. Já Odran concluiria mais tarde que o sacerdócio era realmente adequado à sua personalidade. Antes de se formar e ainda muito jovem, Odran fora designado para uma missão no Vaticano: caberia a ele servir pontualmente o café da manhã e o leite noturno do sumo pontífice — durante um ano, sete dias por semana —, incumbência que cumpriu com o rigor e o silêncio de “um fantasma”, como descreveria.

Penguin-Companhia

Fedro, Platão (Tradução de Maria Cecília Gomes dos Reis)
Fedro é universalmente reconhecido como um dos textos mais profundos e belos de Platão, considerado um dos pais da filosofia. Tomando a forma de um diálogo entre Sócrates e Fedro, seu assunto principal é o amor (especialmente o homoerótico). Em seguida, porém, a conversa muda de direção e volta-se para uma discussão acerca da retórica, que deve ser baseada na busca apaixonada pela verdade, aliando-se assim à filosofia.

Alfaguara

Adeus, minha querida, Raymond Chandler (Tradução de Braulio Tavares)
Durante um caso de rotina, o detetive Philip Marlowe conhece “Moose” Malloy, o Alce, um brutamontes cruel recém-saído da prisão. Malloy está disposto a tudo para encontrar Velma, uma cantora de cabaré com quem mantivera uma relação. Em paralelo, o investigador se vê no meio de um caso de chantagem e assassinato, ligados ao roubo de um colar de jade.

Seguinte

A sereia, Kiera Cass (Tradução de Cristian Clemente)
Anos atrás, Kahlen foi salva de um naufrágio pela própria Água. Para pagar sua dívida, a garota se tornou uma sereia e, durante cem anos, vai precisar usar sua voz para atrair pessoas até o mar e afogá-las. Kahlen está decidida a cumprir sua sentença à risca, até que conhece Akinli. Lindo, carinhoso e gentil, o garoto é tudo com que Kahlen sempre sonhou. Apesar de não poderem conversar — pois a voz da sereia é fatal —, logo surge uma conexão intensa entre os dois. É contra as regras se apaixonar por um humano, e se a Água descobrir a sereia será obrigada a abandoná-lo para sempre. Mas pela primeira vez, em muitos anos de obediência, Kahlen está determinada a seguir seu coração.

sexta-feira, 20 de março de 2015

Análise da animação Os Croods, por Isabela Niella




Antes de expor minhas impressões sobre o filme, não poderia deixar de agradecer a oportunidade de escrever novamente para o Apogeu, ainda mais por ter um estilo de texto diferente daquele que os leitores do Blog estão acostumados pois, costumo escrever sobre meus sentimentos e minha percepção do mundo que me rodeia.
Abaixo, seguem minhas impressões sobre o filme, o que pude ver, perceber e sentir:
O que eu vi no “Os Croods”
Em primeiro lugar e por estar tratando de um entretenimento, não há como não falar o quanto essa animação é divertidíssima. Assisti ao filme no cinema e ri muito; não somente eu, todos que estavam lá se surpreenderam com as aventuras de uma família do tempo das cavernas, com todas as suas dificuldades para sobreviver, em uma época na qual nada era fácil e a vida se resumia em sobreviver escondido nas cavernas, saindo apenas para se alimentar. Até que tudo muda e eles são obrigados a sair de sua zona de segurança e explorar o mundo com o objetivo de se manterem vivos e encontrar um novo lar. Tudo isso com a ajuda forçada de um viajante que possuía uma mente muito a frente do seu tempo, detentor da crucial informação que o mundo estava acabando...
Família: A base de tudo no filme. O pai que se sacrifica e se esforça para manter todos unidos e vivos. De início, ditando regras para evitar que algum membro pudesse se machucar ou até mesmo morrer. Forte, sustentava e protegia a todos agindo pelo instinto de sobrevivência. O medo os mantinha vivos, o trabalho em grupo ajudava-os a comer e evitava que os animais maiores os comessem. Mais tarde, o reconhecimento mútuo dos valores individuais e também o amor, a esperança vencendo o medo e fazendo com que a união se fortaleça.
Sonho: Os jovens, sempre prontos para ir além. Em todos os tempos, sempre houve quem desejou viver mais e conquistar o novo. Pessoas muitas vezes reconhecidas como rebeldes ou visionárias ou até mesmo loucas, mas que são capazes de perceber o que outras não percebem, veem além e seguem seus caminhos em busca do desconhecido, vencendo o medo de errar. Essas pessoas não passam pela vida sem transformar o caminho que percorrem, trazem novas ideias e ideais, mexem com conceitos, desfazem fórmulas.

Superação
: Na vida, todos nós temos uma ou várias missões a cumprir, mas algumas vezes é mais fácil nos mantermos dentro de uma zona de segurança e conforto do que cumprir nossas missões, até que algo acontece e nos força a superar a preguiça ou o medo. No filme, o mundo estava se transformando, estavam na Era do fogo, das divisões continentais e foi preciso que a caverna tivesse sua entrada obstruída para que toda a família saísse em busca de um novo lar. Por conta dessa mudança brusca, precisaram se adaptar ao mundo até então desconhecido, também foi preciso confiar em alguém diferente deles em tudo. Durante esse tempo, cada um teve seu momento de solidão para superar seus próprios medos e se descobrir mais forte, bonito e capaz. Sua superação não ficou apenas no medo, superaram também o preconceito com o que era novo e desconhecido, aprenderam a observar o mundo em volta e aproveitá-lo ao máximo. A vida continuava difícil, mas eles não mais sobreviviam, eles aprenderam a vivenciar cada momento e a companhia uns do outros.
Amor e União: Unidos na saúde e na doença, na riqueza e na pobreza, sempre unidos. Uma família em comunhão, unida pelo amor e respeito é sempre mais capaz, forte e estável. E uma família com bases sólidas não é destruída pelas dificuldades, pois consegue se superar e vencer os obstáculos. O amor é retratado de diversas formas no filme: entre o casal, o amor maduro no qual encontramos o respeito e o carinho e posteriormente o renascimento da paixão; entre pais e filhos, a confiança dos filhos ao saber que estavam protegidos e que não estavam sozinhos; entre os jovens, o amor inocente, vivendo seus primeiros dias; e, por fim, amor pelos mais velhos que, mesmo nas dificuldades, não foram deixados para trás. Não há vida sem amor, não há união sem amor.
Enfim, mesmo que no filme, não exista nenhuma menção a Deus eu não poderia deixar de dizer que nas nossas vidas, estar em família e em comunhão com Deus vai além do mundo que conhecemos e nos prepara para a vida futura.
Há, ainda, uma clara alusão ao Mito da Caverna, de Platão, onde as pessoas saem da comodidade da ignorância para descobertas de um mundo diferente, porém pleno de opções para mudanças que tendem a melhorar a vida. Um mundo que sempre esteve diante delas, mas foi ignorado pelo temor e a acomodação.
Uma animação para pais e filhos assistirem. União de diversão e boas lições para a vida.

Franz diz: a colaboração da Isabela no blog é uma grata surpresa, já que seus trabalhos sempre têm uma temática diferente. Deixo aqui meu agradecimento pelo tempo e a dedicação dispensados. Espero que tenham curtido essa análise e a participação dela.

* Isabela retornará em breve para novas colaborações com o Apogeu. Entretanto, vocês poderão ler seus textos no blog dela, o Desabafo Feminino.


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