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sexta-feira, 20 de março de 2015

Análise da animação Os Croods, por Isabela Niella




Antes de expor minhas impressões sobre o filme, não poderia deixar de agradecer a oportunidade de escrever novamente para o Apogeu, ainda mais por ter um estilo de texto diferente daquele que os leitores do Blog estão acostumados pois, costumo escrever sobre meus sentimentos e minha percepção do mundo que me rodeia.
Abaixo, seguem minhas impressões sobre o filme, o que pude ver, perceber e sentir:
O que eu vi no “Os Croods”
Em primeiro lugar e por estar tratando de um entretenimento, não há como não falar o quanto essa animação é divertidíssima. Assisti ao filme no cinema e ri muito; não somente eu, todos que estavam lá se surpreenderam com as aventuras de uma família do tempo das cavernas, com todas as suas dificuldades para sobreviver, em uma época na qual nada era fácil e a vida se resumia em sobreviver escondido nas cavernas, saindo apenas para se alimentar. Até que tudo muda e eles são obrigados a sair de sua zona de segurança e explorar o mundo com o objetivo de se manterem vivos e encontrar um novo lar. Tudo isso com a ajuda forçada de um viajante que possuía uma mente muito a frente do seu tempo, detentor da crucial informação que o mundo estava acabando...
Família: A base de tudo no filme. O pai que se sacrifica e se esforça para manter todos unidos e vivos. De início, ditando regras para evitar que algum membro pudesse se machucar ou até mesmo morrer. Forte, sustentava e protegia a todos agindo pelo instinto de sobrevivência. O medo os mantinha vivos, o trabalho em grupo ajudava-os a comer e evitava que os animais maiores os comessem. Mais tarde, o reconhecimento mútuo dos valores individuais e também o amor, a esperança vencendo o medo e fazendo com que a união se fortaleça.
Sonho: Os jovens, sempre prontos para ir além. Em todos os tempos, sempre houve quem desejou viver mais e conquistar o novo. Pessoas muitas vezes reconhecidas como rebeldes ou visionárias ou até mesmo loucas, mas que são capazes de perceber o que outras não percebem, veem além e seguem seus caminhos em busca do desconhecido, vencendo o medo de errar. Essas pessoas não passam pela vida sem transformar o caminho que percorrem, trazem novas ideias e ideais, mexem com conceitos, desfazem fórmulas.

Superação
: Na vida, todos nós temos uma ou várias missões a cumprir, mas algumas vezes é mais fácil nos mantermos dentro de uma zona de segurança e conforto do que cumprir nossas missões, até que algo acontece e nos força a superar a preguiça ou o medo. No filme, o mundo estava se transformando, estavam na Era do fogo, das divisões continentais e foi preciso que a caverna tivesse sua entrada obstruída para que toda a família saísse em busca de um novo lar. Por conta dessa mudança brusca, precisaram se adaptar ao mundo até então desconhecido, também foi preciso confiar em alguém diferente deles em tudo. Durante esse tempo, cada um teve seu momento de solidão para superar seus próprios medos e se descobrir mais forte, bonito e capaz. Sua superação não ficou apenas no medo, superaram também o preconceito com o que era novo e desconhecido, aprenderam a observar o mundo em volta e aproveitá-lo ao máximo. A vida continuava difícil, mas eles não mais sobreviviam, eles aprenderam a vivenciar cada momento e a companhia uns do outros.
Amor e União: Unidos na saúde e na doença, na riqueza e na pobreza, sempre unidos. Uma família em comunhão, unida pelo amor e respeito é sempre mais capaz, forte e estável. E uma família com bases sólidas não é destruída pelas dificuldades, pois consegue se superar e vencer os obstáculos. O amor é retratado de diversas formas no filme: entre o casal, o amor maduro no qual encontramos o respeito e o carinho e posteriormente o renascimento da paixão; entre pais e filhos, a confiança dos filhos ao saber que estavam protegidos e que não estavam sozinhos; entre os jovens, o amor inocente, vivendo seus primeiros dias; e, por fim, amor pelos mais velhos que, mesmo nas dificuldades, não foram deixados para trás. Não há vida sem amor, não há união sem amor.
Enfim, mesmo que no filme, não exista nenhuma menção a Deus eu não poderia deixar de dizer que nas nossas vidas, estar em família e em comunhão com Deus vai além do mundo que conhecemos e nos prepara para a vida futura.
Há, ainda, uma clara alusão ao Mito da Caverna, de Platão, onde as pessoas saem da comodidade da ignorância para descobertas de um mundo diferente, porém pleno de opções para mudanças que tendem a melhorar a vida. Um mundo que sempre esteve diante delas, mas foi ignorado pelo temor e a acomodação.
Uma animação para pais e filhos assistirem. União de diversão e boas lições para a vida.

Franz diz: a colaboração da Isabela no blog é uma grata surpresa, já que seus trabalhos sempre têm uma temática diferente. Deixo aqui meu agradecimento pelo tempo e a dedicação dispensados. Espero que tenham curtido essa análise e a participação dela.

* Isabela retornará em breve para novas colaborações com o Apogeu. Entretanto, vocês poderão ler seus textos no blog dela, o Desabafo Feminino.


sábado, 7 de março de 2015

Purussaurus, antepassado do jacaré, era maior e mais mortífero que o Tiranossauro.




A mordida do Purussaurus era 20 vezes mais poderosa 
que a de um tubarão branco

Fonte: BBC.

Purussaurus brasiliensis está extinto há 8 milhões de anos, mas ainda pode causar um certo frisson na comunidade científica.
O antepassado do jacaré, que viveu na região da Amazônia no período mioceno, foi descoberto em 1892, pelo cientista e aventureiro brasileiro Barbosa Rodrigues. Mas um estudo publicado na semana passada tirou o réptil de décadas de esquecimento: uma equipe de pesquisadores brasileiros pela primeira vez fez estimativas detalhadas de suas dimensões e de sua fisiologia.
A principal revelação foi a de que a mordida do Purussaurus era duas vezes mais forte que a do Tiranossauro Rex, o mais notório dos dinossauros.
Mas essa não foi a única curiosidade, como a lista abaixo mostra.

Um carnívoro voraz

Segundo Aline Ghilardi, paleontóloga da Universidade Federal do Rio de Janeiro, o Purussaurus precisava de uma imensa quantidade de comida para sustentar o corpanzil que podia passar dos 12 metros de comprimento. Ela e seus colegas calcularam que o jacaré pré-histórico precisava comer uma média de 40 kg de carne diariamente para sobreviver. 
Isso é pelo menos 15 vezes mais do que um jacaré contemporâneo come.
"O mioceno foi uma era marcada por grandes mamíferos na região da Amazônia. Havia preguiças de cinco metros, por exemplo. Isso era perfeito para oPurussarus", conta Ghilardi.

Purussaurus versus Tiranossauro: quem venceria?



Mandíbula do Purussaurus | Foto: Divulgação
O jacaré pré-histórico podia chegar a 12 metros de comprimento e pesar até oito toneladas

Purussaurus viveu há 8 milhões de anos, mais de 50 milhões depois da extinção do tiranossauro. Mas Ghilardi não tem dúvidas sobre quem levaria a melhor caso os dois animais se encontrassem pelo caminho.
"O tiranossauro não teria vez numa luta. Para começar, o Purussaurus vivia numa região de pântanos, o que lhe dava mais vantagem territorial. E sempre vale lembrar que um antepassado do jacaré era predador do tiranossauro", conta Ghilardi.

Dentada violenta

Uma lista dos animais de mordida mais poderosa tem detalhes impressionantes. Segundo a equipe de pesquisadores, a força da mordida média do jacaré pré-histórico brasileiro era de sete toneladas, com força mínima de 41 mil e máxima de mais de 115 mil. O tiranossauro, por exemplo, não passava de 57 mil.
A pesquisa brasileira foi possível por causa da descoberta de um crânio no Acre pelos paleontologistas Edson Guilherme e Jonas Souza Filho.

Design vencedor

Não é por mera coincidência que o "ranking da mordida" tem seis animais da família dos jacarés e crocodilos entre os dez mais fortes. "O Purussaurus tinha uma anatomia bem adequada para uma mordida violenta e sustentável", diz Ghilardi.


Tiranossauro | Foto: BBC
O Tiranossauro Rex viveu milhões de anos antes do Purussaurus, mas tinha antepassado como predador

E essa eficiência se manteve ao longo de milhões de anos.
"Basta vermos as semelhanças entre os antepassados e os jacarés e crocodilos de hoje", observa.
Análises de outros pesquisadores em fósseis do Purussaurus revelaram que ele já era capaz de fazer os temidos "rolamentos" na água com que jacarés e crocodilos de hoje matam e desmembram suas presas.

Derrotado por montanhas

Na Amazônia miocênica, o Purussaurus era o rei da selva – ou melhor, do pântano.
Mas um fenômeno geológico seria fatal para o jacaré pré-histórico: o surgimento da Cordilheira dos Andes, que teve um impacto profundo no meio-ambiente do continente inteiro, e ainda mais dramático na região amazônica. As mudanças extinguiram diversas espécies e tornaram a vida do Purussaurus brasiliensis extremamente complicada.
"A constante subida dos Andes e a mudança do sistema amazônico de pântanos para os sistemas de rios que temos hoje reduziu muito a área para esses animais gigantes viverem. Ao reduzir também o número de presas, causou rapidamente a extinção dos superjacarés amazônicos. É uma lição para nós de que nem sempre é necessário um meteoro para causar a extinção de um grupo bem sucedido de espécies", afirma Tito Aureliano, da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), um dos autores do estudo.

quinta-feira, 23 de janeiro de 2014

Piteco: Ingá. Resenha da Graphic Novel ilustrada por Shiko.


Por: Filipe Gomes Sena (colaborador Master do Apogeu)

            Todos que acompanham qualquer forma de entretenimento normalmente ficam de olho nas prévias ou teasers. Boa parte dos teasers serve só pra dar uma ideia de como a coisa está ficando ou só o jeitão da coisa, principalmente quando se trata de adaptações. Inclusive não é raro que aquilo mostrado no teaser não seja exatamente igual ao produto final. Estou dando essa volta enorme pra dizer que o tema do texto de hoje é justamente a edição que teve o teaser mais sensacional de todos quando foram anunciados os primeiros títulos da Graphic MSP. Estou falando de Piteco – Ingá do paraibano Shiko.
            Piteco – Ingá segue o padrão dos outros volumes do selo Graphic MSP. Pouco mais de 80 páginas com versões com capa dura ou cartonada, lembrando que independente da versão o papel do miolo é o mesmo. Como das outras vezes adquiri minha edição em capa cartonada por R$19,90.
           
A história e os desenhos são assinados por Shiko, que é grafiteiro, artista plástico, ilustrador quadrinista e cineasta. Ele teve uma sacada genial ao introduzir na história a Pedra de Ingá, que de fato existe. A pedra fica no agreste da Paraíba e é repleta de inscrições rupestres de significado praticamente desconhecido. Gancho perfeito para uma história na pré-história.
            A trama começa quando Thuga, par romântico do nosso protagonista, através das inscrições na Pedra de Ingá, profetiza a migração do povo da sua vila devido à seca. Mas na noite anterior ao inicio da jornada ela é raptada pelos homens-tigre, e cabe a Piteco, ajudado por seu companheiro Beleléu, resgatá-la.
            A história é bem simples, mas muito bem contada, os diálogos são bons e os personagens caracterizados de uma forma bem interessante. Os cenários por onde Piteco se aventura são bem detalhados e até diversificados. Áreas secas, florestas densas, rios, charcos e planícies, todas muito bem retratadas. Além disso, temos as criaturas pré-históricas que não poderiam ficar de fora. Mas o que difere esta história das demais publicadas pelo selo até agora é justamente a ação. Ingá tem muito mais ação do que os outros títulos, justamente pelo fato de Piteco e seus amigos precisarem lutar contra outros homens da caverna, entidades sobrenaturais e outros perigos. Tudo bem dosado, nem muito rápido nem muito demorado.
           

Em relação ao universo original de Piteco vemos que o autor desenvolveu uma parte mística muito forte dentro da história. O fato de Thuga ser uma espécie de xamã e a forma como ela utiliza seus encantamentos é bem interessante. Outra coisa que me chamou atenção foi como ficou evidente a diferença entre as habilidades dos personagens. Piteco desde o inicio é retratado como caçador, apesar de ter suas habilidades em combate superadas por Ogra, uma das principais guerreiras do povo de Lem, é um caçador incomparável. Da mesma forma que Beleléu é retratado como um homem engenhoso e cheio de recursos, apesar de utilizar apenas alguns deles ao longo da história. Além dos homens e animais dos tempos das cavernas encontramos com entidades que fazem referencia direta à lendas do nosso folclore.


            
Tudo isso que eu falei é retratado com uma arte excelente. Traços bem realistas e tudo colorido com aquarela, o resultado ficou fantástico. O design de tudo ficou muito bom. Desde as roupas dos personagens e suas armas até os animais e as entidades místicas.
            Por fim devo dizer que Piteco – Ingá é uma história imperdível. Ação, bom roteiro e uma arte ótima. Apesar de se tratar de uma história de um homem que vai resgatar sua amada, romance esse que é muito discreto, ela brilha por causa de todo o universo onde ela se passa. E no fim de tudo ainda temos algumas páginas de material extra para o deleite de todos.
            Depois dessa é só esperar as próximas publicações. Já foram anunciados os títulos que serão lançados neste ano. Entre eles temos novas histórias da Turma da Mônica, mais uma vez escrita e desenhada pelos irmãos Cafaggi, e também a volta de Danilo Beyruth com a sua versão do Astronauta. Que a espera seja curta.
             

             

terça-feira, 25 de junho de 2013

Drink Milk: vejam o curta de animação que prova o quanto o leite é melhor que o refrigerante. Humor total!!!



Curtas de animação quase sempre são pérolas. Entretanto, alguns são considerados tão incríveis quanto a rara pérola negra. 'Drink Milk' (literalmente 'Bebe Leite') é uma dessas pérolas. Com um enredo que não necessita de palavras, animação de qualidade e um humor muito inteligente, os criadores da obra não só enfatizam os benefícios do uso constante do leite, como também comprovam que refrigerantes podem ser 'letais'. 
Assistam e divirtam-se com essa obra incrível, basta acessar o link Drink Milk.











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