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sábado, 10 de dezembro de 2016

Westworld sexto episódio: quando o inimigo mora ao lado.


O ciclo narrativo de Maeve se repete. Mas há algumas coisas diferentes nela. A persistência de sua memória é visível, inclusive no destemor ao provocar um convidado a matá-la. Tudo, porém, tem um propósito em suas ações e ela alcança seu intento.

Leiam antes as resenhas dos episódios anteriores:  S01E01S01E02S01E03, S01E04 e S01E05.

O desenrolar do anfitrião perdido comprova a teoria de que há espiões desviando dados do parque. O propósito? Nada é esclarecido, mas Bernard e Elsie sabem como rastrear quem está por trás dessa traição.

Texto: Franz Lima. Curta nossa fanpage: Apogeu do Abismo.
Nesse ponto, o espectador mais atento provavelmente notou uma homenagem ao filme homônimo de 1973. Um androide parado no canto de uma parede usa as mesmas roupas e pose do androide da produção original, interpretado por Yul Brynner.


A história prossegue e mostra o conflito de Felix, um dos responsáveis pela manutenção e recuperação dos androides, com Maeve. Esse é um conflito de ideias, pois Felix não compreende as mudanças que ela apresenta. Como, questiona-se, é possível ela despertar sozinha e manter suas memórias? Apesar disso, Felix não resiste ao encanto de Maeve. Seja por medo ou por carência, ele decide levá-la aos principais locais de construção dos anfitriões. A cena é triste, tendo ao fundo o som de um violino, cheia de insensibilidade por parte dos que constroem e fazem a manutenção. O lugar é frio, indiferente às “vidas” que estão nele contidas. A interpretação de Thandie Newton é impecável. O choque ao se deparar com a mentira vivida, o horror em seus olhos quando compreende que sua história é uma farsa. Essas cenas são mais impactantes que a violência comum ao seriado, já que a dor da personagem está estampada em seus traços e olhos. É a constatação de que nada estava sobre seu controle. 

E por falar em controle, voltamos a nos deparar com o Homem de Preto e Ted. Eles estão juntos na caça por Wyatt, cada qual com seu motivo, e são surpreendidos quando entram disfarçados em um acampamento militar. Entretanto, a surpresa maior está no surgimento de uma faceta de Ted que ninguém imaginava. E dúvida surgem com essa nova personalidade. Será que Ted é Wyatt? As lembranças vem e voltam com rapidez, confundindo o espectador a todo instante. Tal como acontece com Dolores, Ted também tem lampejos de sua vida passada ou ao menos é o que o diretor quer nos incitar a acreditar.

Descobertas acontecem em um ritmo que choca. Bernard e Elsie encontram a fonte de transmissão de dados usada pelos espiões. Bernard também encontra um local que é reservado apenas para Ford, uma espécie de retiro onde o criador do parque passa alguns momentos perto de pessoas que lhe são caras. É nesse ponto que percebemos que Arnold não é o homem apontado na foto antiga com Ford. Logo, quem será o misterioso sócio de Ford, falecido há anos? E por que ele não apareceu na foto?

Theresa e Bernard se reencontram após encerrarem de forma abrupta o caso que tinham. O motivo está na desconfiança de Bernard sobre certas ações de Ford. Segredos surgem e mostram que as aparências enganam e, além disso, evidenciam que é difícil confiar quando interesses são postos acima do dever. Bernard é um homem de princípios e ele não aceita atitudes incompatíveis com a ética de seu trabalho. Já Theresa se mostra uma mulher decidida, forte e ciente de seus atos... certos e errados.

Novas entrelinhas são apresentadas ao público e confirmam a presença de Arnold até em anfitriões teoricamente sob o controle de Ford. Essa constatação deixa no ar uma questão: será Arnold um programa residente capaz de controlar os anfitriões e burlar os sistemas de segurança do parque? E se for, o que o impede de desvincular os androides de suas seguranças digitais e permitir que tomem o parque?

Retornamos à cena em que Elsie vasculha o ponto de envio de dados. Lá, ela descobre um fato assombroso, mas ela não é a única pessoa nesse lugar remoto.

Maeve está decidida a remover suas amarras. Com a ajuda de Felix e Sylvester, este não tão cooperativo, ela recebe um upgrade em sua programação comportamental e cognitiva. Uma nova Maeve surge para dar um ar ainda mais caótico à narrativa de Westworld.





quarta-feira, 23 de novembro de 2016

Westworld - quinto episódio.Saindo do cárcere digital.


Por: Franz Lima. Curta nossa fanpage: Apogeu do Abismo.

Leiam antes as resenhas dos episódios anteriores:  S01E01S01E02S01E03 e S01E04.

Um pouco mais da vida de Ford é revelado através de um inteligente diálogo com o velho cowboy que permanece isolado no porão, o local do descarte dos androides.
Reencontramos também Dolores, William e Logan. A menina frágil que busca por respostas está agora aliada ao cowboy bom e ao desprovido de caráter Logan. Eles resolveram ir a uma cidade chamada Pariah (pária) em busca de novas aventuras (Logan e William) e respostas (Dolores). Eles estão prestes a encontrar um bandido famoso chamado de El Lazo.
A cidade é uma espécie de nível mais elevado para os convidados, algo próximo de uma fase difícil em um jogo. Para Logan, tudo se resume a isso: um jogo. E essa é a visão da maioria dos convidados que pensam estar em um imenso parque onde seus instintos mais contidos poderão ter voz, liberdade.
O Homem de Preto continua sua jornada com Lawrence e Teddy, este último mortalmente ferido. A única solução encontrada para salvá-lo contará com a ajuda, inopinada, de Lawrence. Lawrence e o Homem de Preto têm uma estranha conversa sobre destino e os motivos que os levaram ao reencontro, fato que comprova o conhecimento mútuo de ambos.
A partir daí o espectador retornará à sede de Westworld. Bernard e Elsie ainda perseguem a história por trás do anfitrião que queria fugir. Elsie é mais esperta do que aparenta e começa a manipular funcionários da empresa para ter acesso às informações que deseja. Parece que todos, sem exceção, são vigiados, inclusive dentro da própria empresa. Antiético, sem dúvida, mas muito eficiente quando necessário. O anfitrião em fuga era, enfim, muito mais do que um simples problema técnico.
Por estarem em um nível mais complexo, Logan, Dolores e William descobrem que os problemas também são mais intrincados. Eles finalmente chegam a El Lazo e vocês, espectadores, terão um surpresa ao descobrir de quem se trata e a ironia por trás de seu nome. O trio dá um passo a mais em suas jornadas, o que mostra a gradual transformação por que passam.
O lugar onde eles estão é um enigma por si só. Uma cidade isolada de todas, cheia de proscritos e pessoas cujos passados só interessam a elas mesmas. Mulheres e homens que se entregam à sodomia sem qualquer problema, pois tudo é permitido. Comparativamente, há cenas que lembram a cidade romana retratada no filme de 1973, algo que pode ser uma simples homenagem ou a dica de que muito ainda se esconde nas áreas inexploradas de Westworld.
Logan e William se confrontam ideologicamente. Logan é um homem rico e faz questão de deixar clara a posição real de William, principalmente junto a sua irmã, a futura esposa deste. O clima é péssimo e desperta ainda mais o verdadeiro William. Dolores é perturbada por devaneios que indicam ser o labirinto o seu destino. Juntos, os dois abandonam a brincadeira (ou os papéis que a interpretação do parque obrigava-os) para viverem uma aventura. Não há mais limites para o casal que dá indícios de um amor latente.
Chegamos a um impressionante e revelador encontro. Nele, nós temos uma clara demonstração do poder de Ford dentro do parque. Ele é protegido por tudo e todos, a qualquer custo. Nesse encontro, descobrimos um pouco mais sobre quem é o Homem de Preto e sua busca. Ironia e sarcasmo em doses equilibradas dão a esse diálogo o peso de uma sentença de morte... ou a ameaça de algo próximo a isso.
Enfim, o papel do técnico que repara os androides no início do episódio (Felix) ganha amplitude. Sua participação não ficará limitada a de um simples figurante. Nem ele e nem o passarinho robótico. Tudo tem seu encaixe nessa intrincada peça que é Westworld. Tudo.

sexta-feira, 11 de novembro de 2016

Batman: o retorno da dupla dinâmica. Review da animação.


Por: Franz Lima. Curta nossa fanpage: Apogeu do Abismo.

É inegável que a série da década de 1960 que teve Adam West e Burt Ward respectivamente como o Batman e Robin foi um sucesso. Também não podemos negar que há inúmeros haters dessa obra, mas o que permanece é sua influência e importância na revitalização do personagem e sua mitologia. Nomes foram imortalizados e conceitos evoluíram para o que hoje temos como pedra fundamental da mitologia do persogem.
A Panini lançou há algum tempo uma série de edições (obviamente publicadas antes no exterior) com histórias em quadrinhos baseada nessa série do Batman. O sucesso foi tal que a Warner Bros e a DC Entertainment pegaram o gancho para criar a animação e comemorar os 50 anos de criação das série televisiva (exibida de 1966 a 1968 oficialmente, mas é possível vê-la até hoje em canais pagos, youtube, etc.).
Batman - O retorno da Dupla Dinâmica é uma homenagem que irá empolgar os fãs da antiga série. Todos os elementos clássicos estão nessa animação: a inocência típica da época, as armadilhas que mais parecem piada, as onomatopeias para as brigas, os capangas que só servem para apanhar, as lições moralistas embutidas no roteiro, diálogos dramáticos frente à câmera e o usual clima cômico da trama.
Claro que a presença na dublagem original de Adam West, Burt Ward e Julie Newmar dá um charme a mais à obra. Tê-los dando vida novamente a seus personagens é algo tão grandioso quanto a volta de Mark Hammill ao papel de Luke Skywalker, apenas para comparar. Porém a dublagem em português não fica para trás. Marcio Seixas foi convocado para ser o Batman novamente e ele se encaixou perfeitamente ao papel do Morcegão da década de 60 com sua voz grave e suas frases formais. Perfeito. Marcio substitui o dublador original, Gervásio Marques, falecido.
Parabéns também aos demais dubladores que deram voz e charme aos outros personagens. A Mulher-Gato está sedutora e é uma pena não termos a voz do saudoso Rodney Gomes. Fica nítida a dificuldade em termos as vozes originais em função dos 50 anos passados.
Alguns pontos da trama só estarão acessíveis para quem for realmente fã da série. A cena, por exemplo, onde o Batman sofre uma pancada e enxerga três mulheres-gato (cada uma representando uma atriz que interpretou o papel) só será compreendida por quem viu o seriado, buscou pelo Google ou está lendo essa resenha. 

Aliás, essa animação é primorosa nesse aspecto: captar o humor usado na série televisiva e reproduzi-lo de igual modo. Batman e Robin iniciam a história em busca do quarteto de vilões formado por Coringa, Pinguim, Mulher-Gato e Charada. A perseguição se estende, literalmente, até o espaço. Nesse ínterim, em uma das absurdas e engraçadas armadilhas, valendo-se dos discursos que os vilões antigos usavam, a Mulher-Gato tenta trazer o Batman para o lado do mal injetando nele um soro. Sem efeito, a dupla - como sempre - foge da armadilha e segue no encalço dos vilões. Mas nem tudo deu errado no plano de Selina. O soro age lentamente na personalidade de Bruce que vai se tornar de forma gradual e assustadora um megalomaníaco.  Vamos acrescentar a isso uma arma capaz de duplicar qualquer coisa, inclusive um Batman malvadão que deseja dominar Gotham.
Há partes que são puro pastelão... e daí? Esse é o espírito da série. 
A aparição de vilões clássicos, além dos quatro já citados, dá um tom de nostalgia ainda maior a essa animação. Tudo remete aos anos de 1960.
O fechamento da história é bem legal e mostra o confronto entre os principais vilões e a dupla de heróis (com uma ajuda extra). A entonação das vozes, a ambientação... tudo é muito divertido. Isso sem falar que a qualidade da animação (dos desenhos, profundidade, arte-final, colorização) dá de 10 a 0 na versão animada de Batman - A Piada Mortal (qualidade na animação, não no roteiro, óbvio).


domingo, 6 de novembro de 2016

Westworld episódio 4: um ensaio sobre a maldade humana.


Por: Franz Lima. Curta nossa fanpage: Apogeu do Abismo.

Leiam antes as resenhas dos episódios anteriores:  S01E01S01E02 e S01E03

O quarto capítulo começa com questionamentos e revelações. Dolores recebe instruções que podem levá-la a dois caminhos: a liberdade ou o confronto com o Homem de Preto. Maeve descobre que não é a primeira vez em que ela se recorda dos homens da equipe de remoção e recuperação de androides de Westworld. Ambas estão sendo torturadas por suas memórias e pela persistência delas.
Maeve segue sua narrativa com a presença constante das imagens dos homens manipulando seu corpo morto. Dolores é lançada na narrativa de William, o cowboy com escrúpulos, cuja missão é acompanhar seu cunhado, Logan, e um pistoleiro na busca por um assassino. Nesse caminho, Dolores tem lampejos de memória que mostram um lugar que pode ser aquilo que o Homem de Preto procura: o centro do labirinto.


Mistérios começam a ser revelados de forma branda, comedida. Histórias começam a se cruzar de forma perigosa. O Homem de Preto encontra Armistice, a parceira de Hector, o matador interpretado por Rodrigo Santoro. Ele quer dela apenas uma coisa e paga por isso com um favor. Nessa passagem, fica claro para o espectador que a equipe de analistas de Westworld sabe o que se passa nas histórias dos convidados, assim como também fica evidente o poder que o Homem de Preto tem dentro do parque.
Entretanto, o que este episódio deixa bem claro é: ninguém tem mais poder que Ford. A forma fria e calculista com que ele trata Theresa Cullen. O Dr. Robert Ford tem um plano em mente, os recursos e, sobretudo, todo o universo de Westworld sob seu comando. Ele mostra aos poucos sua face.


Dolores, William, Logan e um bandido seguem caminhos distintos. Escolhas são feitas e preços serão cobrados. Já o Homem de Preto segue em sua busca, agora municiado pelas palavras de Armistice, ao lado de Lawrence.


Por fim, voltamos ao episódio da invasão da cidade pelos bandidos liderados por Hector Escaton. Sua programação o leva a tentar roubar novamente o cofre que fica na hospedagem de Maeve, mas ela não o deixará fazer isso sem um pagamento. Maeve teve um dia péssimo, infestado de visões e temores, e ela não irá acabar esse dia sem a resposta que quer. Para isso, Hector deverá ajudá-la. Para isso, vidas serão perdidas.

Preparem-se para o melhor fechamento de um episódio até o momento. E que venha o próximo, pois estaremos aguardando ansiosos.


segunda-feira, 31 de outubro de 2016

Review de Westworld S01E03: quando o caos se anuncia.



Por: Franz Lima. Curta nossa fanpage: Apogeu do Abismo.

Leiam antes as resenhas dos episódios anteriores:  S01E01 e S01E02

A trama desse terceiro episódio ganha uma bela referência à Alice no País das Maravilhas. Aliás, é esse livro que Dolores ganha como presente, algo que aguça as memórias dela, inclusive as que deveriam ter sido apagadas.
Reencontramos alguns personagens do segundo episódio cuja pertinência à história ganha realce. Dolores e a prostituta dona do Saloon Mariposa são apenas alguns exemplos.
Tal como Alice que vive suas aventuras e pensa estar sonhando, assim são os personagens robóticos que vivem para entreter, mas, em um recanto escondido de suas “almas”, querem acordar e ter suas vidas para si.

A cena abaixo é a que mais apareceu em todos os episódios até agora. Essa cena serve para evidenciar o papel real dos androides como meros atores em um gigantesco e grotesco teatro. As máquinas são meros objetos de diversão, não importa o quanto ‘sofram’ para manter a encenação.



“Em tempo: o termo ciborgue serve para designar um híbrido entre máquina e homem, seja por meio de aperfeiçoamentos ou alguém com peças que substituam membros. Já o androide é, especificamente, uma máquina com aparência humana. Logo, Westworld tem androides, não ciborgues.”

Há um ponto ainda obscuro na trama: o papel dos funcionários do parque nessa silenciosa revolução que está afetando as máquinas. Desde Ford até Bernard, parece que muita gente está direta e indiretamente envolvida nessa sutil mudança de comportamento dos androides.

Detalhes dos papéis de Teddy e Dolores são revelados. Um novo elemento do passado de Teddy é acrescentado por Ford; um elemento que irá trazer o caos à vida do cowboy. Um vilão que faz parte do passado dele e voltou para atormentá-lo. Alguém mais violento e cruel que o Homem de Preto. Seu nome: Wyatt.

Mas as surpresas não param por aí. Um fantasma do passado retorna para atormentar a equipe de Westworld. Pequenas falhas foram diagnosticadas, mas o problema maior está em haver “vozes” nas mentes dos androides. A voz é de alguém muito importante para o projeto, um homem ainda desconhecido do público, mas vital para a idealização do parque temático. Alguém distante há anos que teria conhecimento suficiente para implantar uma janela de programação, algo muito próximo a uma falha programada ou um acesso a um programador específico. Será?


Nesse intervalo, Teddy e uma visitante, acompanhados por homens da lei, partem para capturar Wyatt. Enquanto isso, outra perseguição acontece, já que uma equipe de técnicos do parque descobre um anfitrião em fuga.

Novos detalhes sobre a metodologia de trabalho dentro de Westworld, o parque, são revelados. Aparentemente os funcionários vivem em um regime de trabalho bem próximo ao que conhecemos em plataformas de petróleo ou em centros de pesquisa na Antártida ou outro lugar distante. As pessoas ficam em um regime fechado, por um período determinado, podendo se comunicar apenas por meio de um programa próprio com seus familiares. Logo, a dedicação para estar entre os responsáveis pelo projeto é muito maior do que imaginamos.

Para melhorar ainda mais o episódio, que começou cheio de tensão e ação, há uma pequena passagem onde são revelados mais detalhes sobre a estrutura dos androides. Sensacional.


Voltamos às caçadas: por Wyatt e seu bando e, ainda, pelo anfitrião desgarrado. Tudo que poderia dar errado acontece, fatos que por si só mostram a instabilidade dentro do parque. Não há nada que possa ser previsto à perfeição. Erros existem. Isso sem contarmos com um fator que está presente desde a primeira aparição do Homem de Preto: a liberdade que certos convidados compraram.


Então, meu amigos, finalizo com um aviso: mudanças estão ocorrendo em um ritmo acelerado. Mudanças para o bem e para o mal. Mudanças que não estão incluídas no organizado universo planejado que conhecemos por Westworld. Logo, a engrenagem pode quebrar a qualquer momento.

sábado, 15 de outubro de 2016

Westworld: review do segundo episódio. Dilemas e mistérios.


Por: Franz Lima. Curta nossa fanpage: Apogeu do Abismo.

Leiam antes a resenha do primeiro episódio: S01E01.
Dilemas.
Westworld é, antes de qualquer coisa, uma terapia para refletirmos sobre nossos problemas interiores, questionarmos as motivações que nos levam a agir, seja com amor ou ódio. É impossível passar incólume a essa série e suas várias questões morais, sociais e religiosas nela embutidas.
O que encontramos nesse segundo episódio é a retomada das histórias. Os visitantes são apresentados de forma mais explícita.
Somos novamente transportados para o Velho Oeste. Prostitutas, cowboys, assassinos, vendedores, jogadores, mães... todos estão prontos para propiciar a mais intensa incursão em um mundo que não mais existe. Mas o preço para se viver essa aventura é alto, já que o dinheiro para adentrar esse universo é possível ter; o difícil é sair ileso dessa imersão. Não há como apagar erros, esse é um dos ensinamentos de Westorld.
Reencontramos personagens que já causaram impacto no primeiro episódio: Dolores e as dores que acompanham sua existência, assim como o próprio nome sugere; Dr. Ford que revela sutilmente um segredo de seu passado; Maeve, a prostituta que viveu muito mais (e sofreu) do que aparenta; o Homem de Preto, insaciável e incansável em sua busca pelo labirinto; Bernard Lowe e Theresa Cullen, cujas relações trabalhistas e discordantes escondem muito mais; e, por último, o surgimento de William (Jimmi Simpson), um homem que pagou para viver a experiência única de Westworld, porém parece não combinar com o ambiente e a escolha que fez.
Novas revelações sobre como homens e máquinas interagem são apresentadas. O grande teatro tem ainda muito a mostrar e, a cada vez que algo é exposto ao espectador, tudo indica para um caos crescente. A sensação de poder que atinge os criadores do parque é enorme e, talvez por isso, pequenos detalhes vão sendo desprezados.
São tantas incógnitas que poderiam deixar um matemático louco. Lidar com isso é perigoso, como cada episódio deixa transparecer.
Por fim, peço que atentem para a mensagem embutida nos diálogos e na narrativa: o homem é capaz de tudo para obter satisfação. Escravidão, estupro, abuso, violência, mortes, tortura... tudo isso está no DNA do ser humano, mas ganha força quando ele detém o tempo, a força e o dinheiro para exercê-los.


Até a próxima resenha, amigos.

domingo, 9 de outubro de 2016

Primeiro trailer de Punho de Ferro. E, em breve, os Defensores!



Por: Franz Lima. Curta nossa fanpage: Apogeu do Abismo.

Previsto para ter sua estreia em março de 2017, Punho de Ferro ganha seu primeiro trailer. O herói é um grande amigo de Luke Cage e será um dos integrantes do grupo de vigilantes Os Defensores. 
As cenas dão apenas uma ideia do que nos aguarda, mas já mostram que teremos algo próximo à mitologia do herói. Punho de Ferro é a comprovação da continuidade da Marvel pela Netflix, uma ótima notícia para os fãs de quadrinhos e suas adaptações.
O herói será interpretado por Finn Jones e a série contará ainda com as participações de Jessica Henwick, Rosario Dawson, David Wenham, Jessica Stroup, Tom Pelphrey, entre outros.
Curtam o trailer logo abaixo:


Entrevista com José Roberto Vieira, autor do clássico steampunk O Baronato de Shoah


Entrevista do escritor José Roberto Vieira gentilmente cedida ao Apogeu do Abismo. O autor é uma das referências no steampunk nacional e um amigo virtual de longa data. 
J.R. Vieira já foi citado por escritores consagrados, sua obra recebeu elogios no podcasts Ghostwriter, Papo na Estante, Cabuloso Cast, entre outros. Seus novos projetos, o que aguardam os leitores do universo do Baronato de Shoah, referências que o inspiraram... tudo isso e muito mais está aqui nessa aguardada entrevista. Sucesso ao escritor!

J.R., acompanho seu trabalho há algum tempo pelo twitter e outras mídias. Entretanto, não há muitas atualizações quanto ao Baronato de Shoah e suas demais empreitadas na literatura.
Assim sendo, questiono:
O autor J. R. Vieira

O Baronato tem previsão de novas publicações? Quantas?

Atualmente o Baronato possui mais uma publicação, o terceiro livro, chamado “O Emissário do Leste” e que visa fechar a primeira saga do mundo de Nordara.
Depois dele eu planejo escrever mais um livro neste mundo, chamado Crônicas da Kabalah, que é um romance fix-up. A meu ver há espaço para muitos e muitos livros neste universo, ainda.

Quais as mídias e livros que o inspiraram a escrever o Baronato?

São muitas as mídias que me ajudaram a escrever o Baronato. Minhas principais inspirações foram “A Casta dos Metabarões”  de Alejandro Jodorowsky; “A Torre Negra” de Stephen King e a série de jogos Final Fantasy (principalmente o 6).
Como um escritor desta nova geração eu me mantenho em contato com várias mídias, me mantenho conectado, gosto de mangás (como Full Methal Alchemist ou Trinity Blood), comics e graphic novels de todos os tipos.

Há autores nacionais que lê? Eles o influenciam?

Eu leio de tudo, desde bula de remédio até poesia surrealista. Além das obras clássicas brasileiras, que eu adoro, também gosto de acompanhar autores novos.
Na minha lista de leituras recorrente eu tenho quase todos os autores da Draco, por onde publico minhas obras: Gerson Lodi-Ribeiro, Carlos Orsi, Eduardo Kasse, Ana Merege, Kassia Monteiro, Karen Alvares. Também já li algumas coisas da Roberta Splinder, que considero excelente, do Enéias Tavares e muitos outros.
Agora que você me perguntou e parando para pensar, percebo que nos últimos quatro anos tenho lido muito mais autores nacionais que estrangeiros.

O Baronato irá ganhar uma versão quadrinizada ou um R.P.G.?

Há a ideia de fazer uma quadrinização de O Baronato de Shoah, no momento estou parado com este projeto devido aos estudos no exterior. Na verdade eu perdi alguns prazos por que estava estudando para um mestrado e as minhas anotações sumiram!
Um R.P.G de Nordara, o mundo de o Baronato de Shoah, nunca foi descartado...

Você tem obras cujo tema é o terror?

Nunca me interessei em escrever histórias de terror, mas eu também nunca li muitas delas.


Como está o mercado editorial canadense? Ele é aberto aos escritores brasileiros?

O mercado editorial canadense, diferente do brasileiro, é mais fechado a obras internacionais. É estranho pensar que um país tão receptivo seja tão protecionista, mas acho que isso se deve a um fator histórico: o Canadá, diferente do Brasil, nunca teve uma “literatura nacional” até bem pouco tempo atrás. Eles não possuíam grandes clássicos do início do século, só livros que eram trazidos do Reino Unido e dos Estados Unidos.
Conforme o tempo passou e graças a grandes investimentos do governo, o Canadá conseguiu criar seus clássicos e hoje eles valorizam MUITO seu mercado interno.
Ir para uma livraria no Canadá hoje em dia é a certeza de ver muitos livros canadenses nas prateleiras, talvez com tempo e muita dedicação eu conseguisse ingressar no mercado, mas isto não é algo que eu tenha procurado muito.
Por enquanto estou me focando mais no mercado nacional, investindo aqui e tentando me fortalecer por aqui.


Qual sua visão sobre o Steampunk no Brasil?

O Steampunk no Brasil tem crescido bastante. Nós éramos alguns grupos no eixo Rio-SP, mas nos últimos anos o movimento cresceu bastante, com grupos por vários estados e cidades.
Hoje nós também temos mais romances do gênero, além do Baronato temos o Le Chevalier de A.Z. Cordenonsi; Brasiliana Steampunk, do Enéias Tavares; Homens e monstros, de Flávio Medeiros Júnir. E, desculpe a ignorância, mas só conheço a Nikelen Witer (curiosamente, Cordenonsi, Tavares e Witer são de Santa Maria!).
No entanto, eu acredito que o Steampunk ainda pode crescer mais, tornando-se uma literatura e um movimento cultural tão poderoso quanto Harry Potter ou Senhor dos Anéis.
Com o Baronato de Shoah eu sempre tive em mente criar um universo steampunk fantástico, algo como um Star Wars Retrofuturista!

Em sua opinião, os blogs são importantes para o escritor ou podem também prejudicar?

Os blogs são extremamente importantes e foram eles que mudaram a cara da literatura nos últimos anos no Brasil. Eu acredito que sem eles e sem o incentivo dos blogs nós ainda estaríamos brigando por espaço nas livrarias.
Blogs tornaram-se formadores de opinião, isto os torna um dos focos referenciais dos adolescentes e jovens da atualidade.
Ao mesmo tempo os blogs e vlogs precisam ser mais responsáveis, aprender a receber críticas e a trabalhar junto com os escritores e as editoras.
Juntos podemos ser mais fortes!

Pretende lançar algo em parceria? Haverá livros fora da temática steampunk?

Uma vez, em uma conversa muito informal, eu e o Octavio Aragão conversamos a respeito de escrever em parceria; mas acabamos nos perdendo no meio do caminho...

Sim, eu tenho livros fora da temática Steampunk. Meu próximo projeto se chama “Hinos da Inssurreição” e fala de super heróis no Brasil durante as manifestações de 2013-2014.
Claro, além deles eu tenho mais duas ideias, que espero rascunhar em breve: A Ordem dos Dragões, que seria uma obra envolvendo magia do Caos e teorias da conspiração; e Taenarum, a minha tentativa de escrever uma “high fantasy”...

Um booktour é uma alternativa para divulgação da obra de um escritor?

Acho que hoje em dia há formas mais fáceis de fazer divulgação. A Draco, por exemplo, oferece livros gratuitos para seus parceiros através de uma ação com a Amazon.
Eu não descarto nenhuma opção, claro. Quanto mais divulgação, melhor.


Amigos, espero que essa entrevista tenha sido esclarecedora e, sobretudo, inspiradora. As obras de J.R. Vieira são de alto nível e merecem nosso prestígio. Acompanhem mais do autor nas redes sociais:
Facebook - José R. Vieira autor.
Twitter - Zero.









quinta-feira, 6 de outubro de 2016

Compare o Westworld de 1973 com a série da HBO.



Por: Franz Lima. Curta nossa fanpage: Apogeu do Abismo.

Caso você ainda não tenha lido a resenha do primeiro episódio de Westworld, clique no link e veja. Garanto que não se arrependerá! Westworld S01E01.
A trama mostra um mundo criado por humanos para ser um parque de diversões temático. O problema está nos "brinquedos". Compare a versão de 1973, no vídeo acima, com a nova série da HBO. Ambas idealizadas pela mente de Michael Crichton, autor de Jurassic Park. Impossível não se apaixonar pela série...


sábado, 1 de outubro de 2016

Como fizeram alguns dos efeitos de The Walking Dead.




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Os dois vídeos desse post são uma pequena amostra do que os efeitos especiais são capazes em produções como The Walking Dead. O resultado final é impressionante e cada vez mais difícil de distinguir da realidade. Espero que curtam...


quarta-feira, 28 de setembro de 2016

Adam West e Cesar Romero são retratados em cena de Dark Knight Returns.


Por: Franz LimaCurta nossa fanpage: Apogeu do Abismo.
A cena acima é uma das mais marcantes da obra-prima de Frank Miller, O Cavaleiro das Trevas Retorna. Nela, o Batman agoniza após ser esfaqueado várias vezes pelo Coringa. No combate, o Palhaço do Crime perde a vida.
Então, viajando pela web, eis que encontro uma imagem que retrata a mesma cena. O diferencial é que o Batman e o Coringa são os clássicos da série da década de 60, interpretados por Adam West e Cesar Romero.
Espero que tenha gostado dessa bela homenagem.


terça-feira, 20 de setembro de 2016

Uma perfeita estatueta que captou a essência da Mãe dos Dragões.



Curta nossa fanpage: Apogeu do Abismo. Fonte: Space Art.

Essa é talvez uma das mais icônicas cenas do livro e da série Game of Thrones. A beleza de Daenerys contrasta com as formas brutais e mortíferas dos dragões.
A cena é impactante pela nudez belíssima da Khaleesi e pelos pequenos e já ferozes dragões. Agora, essa imagem está imortalizada nessa impressionante estatueta à venda pelo site Space Art.
Gostou? Deixe seu comentário...












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