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segunda-feira, 20 de julho de 2015

Anders Behring Breivik, assassino de 77 pessoas, é admitido em Universidade.


Um dos mais frios assassinos que a História recente registrou, Anders Breivik foi admitido na Universidade de Oslo para cursar Ciência Política. A notícia não é algo tão estarrecedor pois, na Noruega, caso o preso tenha aptidões escolares que o habilitem a prosseguir os estudos em nível superior. Breivik, pelo visto, tem tal currículo, porém não há previsão para que tenha o diploma em mãos, fato que ocorre pela necessidade do cumprimento de cinco disciplinas presenciais. O assassino cumpre pena de 21 anos de prisão em regime de isolamento, sem acesso à internet.
O que choca é a possibilidade - tal como ocorre no Brasil - de um assassino prosseguir sua vida e planejar a retomada das atividades já com o nível superior. Caso reste alguma dúvida, o nível superior recebe esse nome não é à toa. O diploma dá, efetivamente, direitos extras ao cidadão que o possui, incluindo a famosa "prisão especial". 
Honestamente, sou favorável ao acesso a livros e outros meios de cultura para o presidiário que cometeu crimes graves, mas não acho honesto, viável, que um assassino em massa, frio e cruel, possa prosseguir sua vida como se nada tivesse ocorrido e, em contrapartida, 77 vítimas tenham seus futuros interrompidos por uma ideologia racista e segregadora. Não há arrependimento nos atos e nos olhos de Anders Behring Breivik, e enquanto ele for considerado perigoso não será solto. 
Que seus dias na prisão, estudando ou não, sejam longos... intermináveis.

sexta-feira, 8 de agosto de 2014

Finais tristes e depressivos para personagens da Disney.


Fonte: Geek Tyrant.

O artista Jeff Hong uniu fotografias e personagens da Disney, algo até já corriqueiro. Entretanto, o que surpreende em seu trabalho é a abordagem dada aos clássicos. Jeff situa cada um dos principais personagens em situações péssimas, depressivas, tristes e até mortais. Desde Ariel até Simba, cada um deles é posto em uma cena do mundo real, porém com uma dose sarcástica de realidade. Drogas, morte, vício, prisão, poluição ambiental, segregação racial, mendigos e outras cenas e situações cotidianas servem de pano de fundo para esse ensaio crítico e muito interessante. 












terça-feira, 29 de julho de 2014

Sobre o massacre em Gaza.


Por: Franz Lima
 
Nunca apoiarei o terrorismo. E é por isso que afirmo, categoricamente, que os israelenses estão agindo de igual forma ao Hamas, porém com uma dose a mais de crueldade.
Gaza é o maior campo de concentração do mundo, uma área onde pessoas são torturadas psicologicamente todos os dias. A fome, o desemprego e o medo prosperam, ao passo que o ser humano definha.
Pessoas são tratadas como números, mas números não choram ou sangram. Há crianças e idosos que não pediram para serem trancafiados em um gueto sujo, decrépito e depressivo. Há hospitais, escolas e casas onde pessoas comuns só querem viver, mesmo que de forma tão cruel, pois até o sofrimento é melhor que uma morte em uma prisão que alguns países insistem em chamar de 'lar dos palestinos".

Israel detém armas nucleares, tem o apoio dos mais ricos países do mundo e prospera. Israel tem um dos serviços secretos mais temidos do mundo, o Mossad. Israel tem tecnologia, cultura, qualidade de vida e um povo cuja história de superação inspira muitos. E o que o governo israelense faz com esse legado? Ele o transforma em combustível para a discórdia, em desculpas para a violência e, sobretudo, em perpetuação da guerra. Com tantos recursos é viável uma derrota dos grupos extremistas sem que a população civil pague. Os mortos, majoritariamente, são civis.
O Hamas não tem o direito de atacar áreas civis israelenses que, graças a Deus, possuem aparato de defesa eficiente e responsável pela manutenção de muitas vidas. Contudo, o genocídio provocado em Gaza é uma prova contundente do descaso para com a vida.
Triste demais ver vidas inocentes sendo ceifadas por causa de uma guerra absurda que é apoiada por grandes potências que sempre se valerão de grandes desculpas. Cadê a diplomacia e o respeito pela diversidade cultural, ideológica e religiosa?
Lamento, mas Israel não tem o direito de matar, enquanto todos se calam de medo. Medo do poderio bélico, medo do poder financeiro, medo de um povo que um dia foi oprimido e hoje, infelizmente, é o opressor.


sexta-feira, 6 de dezembro de 2013

A luta pela igualdade perde um de seus mais importantes representantes: Nelson Mandela.


Após um período crítico, Nelson Mandela perdeu sua luta contra o tempo e as doenças que enfraqueceram seu corpo, nunca sua índole. 
Mandela está imortalizado por sua luta contra o Apartheid. Foi esse combate que lhe trouxe sequelas à saúde, após 27 anos de prisão. Entretanto, mesmo preso, Nelson nunca deixou de ser um símbolo da luta pelos direitos humanos, pela igualdade racial e, sobretudo, a liberdade.
O Apartheid caiu diante de um homem que teve seus esforços reconhecidos através do prêmio Nobel da paz. Uma nação reconheceu sua importância e o elegeu presidente. O mundo o viu como um líder nato, inabalável diante das barreiras que inevitavelmente surgiram diante dele. 
Mandela escreveu sua própria história. Mandela é parte indissociável de um período de mudanças representadas por sua face. O mundo soube que um país estava sob o jugo da segregação e do racismo, e esse mesmo mundo soube que é possível lutar contra o que é aparentemente intransponível.
Infelizmente, nem todas as lutas podem ser vencidas. Hoje, perdemos um guerreiro que não recuou nem diante da morte. O tempo o castigou, as doenças vieram e, ainda assim, seus ideais não se abalaram jamais. 
O corpo pode ter sido derrotado, porém nada irá vencer o exemplo de um homem que lutou até os últimos instantes de vida por aquilo que acreditava.
Não é só a África do Sul que perde. Todos estamos de luto por aquele que se tornou o símbolo de uma Era.
Descanse em paz, Madiba.


quarta-feira, 4 de dezembro de 2013

Arte crítica mostra que ter opinião é indispensável para não se tornar um alienado. Por Pawel Kuczynski.


O capital como nova forma de religião
Texto: Franz Lima
Cada ilustração de Pawel Kuczynski tem a força de um tapa na face. Suas artes são atuais e mostram que ele está consciente dos acontecimentos recentes que abalaram o mundo. 
Pawel mostra um apurado senso crítico e um humor mordaz que, tenho certeza, irá incomodar muitos. Mas nem todo humor é feito para provocar risos... há o humor destinado à conscientização. E Pawel é exatamente esse tipo de humorista.
Que a verdade consiga abalar os alicerces da mentira e da politicagem. 

O facebook como ferramenta de localização em um mar de pessoas

Autoridades recebem o tapete vermelho porque têm o poder bélico.
A eterna busca do petróleo árabe por parte dos países ricos

O lixo recebido como presente luxuoso pelos que tem fome
A confissão lavando a alma do pecador
Governos comprovam seus medos diante das redes sociais


segunda-feira, 18 de novembro de 2013

Quando a morte encerra uma Era.


Por: Franz Lima.
Já falei sobre as irreparáveis perdas que o humor nacional (e internacional) tem sofrido ao longo dos anos. Homens e mulheres que fizeram gerações rir com suas piadas e tiradas geniais. É impossível não sentir falta de nomes como Chico Anysio, Millôr, Chaplin, Nair Bello e outros incontáveis ícones que se despediram e deixaram lacunas que não podem ser preenchidas.
Mas a morte não faz distinção entre bons e maus e, consequentemente, os ruins também partem. Não vou me dar ao trabalho de citar assassinos, ditadores e outros monstros que transitaram por este mundo. Eles não merecem.
Agora, lendo as notícias, vi que mais um dos bons homens se aproxima de sua partida. Depois de uma luta ferrenha contra o Apartheid e a discriminação/segregação extremas em seu país, parece que a saúde de Nelson Mandela dá indícios de que o peso do tempo já está quase insuportável. 
Por mais natural que isso seja, a morte sempre irá chocar. Entretanto, o que mais assusta e abala é a forma como ela chega e, nesse caso, as coisas estão extremamente difíceis. Mandela sobrevive em um ambiente esterilizado e está fragilizado ao extremo. Sua esposa o acompanha, fazendo o papel de mulher e companheira. Nada mais justo... 
Já vi muitas pessoas mortas e acompanhei um número relativamente grande de outras partindo. Não há glórias nisso, exceto o fato de que em alguns casos, lutamos para preservar a centelha de vida. Mas Nelson Mandela se tornou um ícone de um povo e, com o tempo, uma referência para o mundo. Centenas de milhões comemoraram sua liberdade e a eleição dele para presidente de África do Sul. Ele foi um exemplo e sua imagem está imortalizada nos anais da História da humanidade. Talvez por isso, seja tão difícil vê-lo próximo do fim. Talvez haja um mecanismo de defesa na mente de cada um de nós que, involuntariamente, seleciona apenas os mais sublimes momentos de pessoas que amamos ou admiramos. Isso explicaria o impacto de vê-los definhando. Queremos manter nossos heróis sempre no auge, mas isso só é possível na ficção. A vida real é sempre dura e cruel, não importando o quão importante tenha sido a pessoa. 
O fim de uma era se aproxima com a morte de mais um ícone. Não é pessimismo, é um realismo extremo. 
O único alento é que, ao contrário de Cazuza, meus heróis não morreram de overdose.

quarta-feira, 31 de julho de 2013

Preconceito e segregação são marcas de empresa fornecedora da Apple na China.


Pegatron é acusada de discriminação antes mesmo de contratar seus funcionários: candidatos devem cumprir uma série de requisitos e passar por vistorias ofensivas

Nesta segunda-feira (29/07) um grupo de defesa dos direitos dos trabalhadores na China divulgou um relatório mostrando que uma das fornecedoras da Apple viola uma série de direitos de trabalhadores. A taiuanesa Pegatron é acusada pela organização China Labor Watch de contratar menores, violar o direito das mulheres e fornecer péssimas condições de trabalho a seus funcionários. Além disso, a empresa também é acusada de discriminação - que ocorre antes mesmo de uma pessoa ser contratada para trabalhar lá. 
É que, para se tornar um empregado da Pegatron, o candidato deve cumprir uma série de requisitos. A determinação de alguns deles é crime em diversos países, incluindo na própria China. Mesmo assim, até agora o governo chinês não se posicionou sobre o caso.
Veja abaixo alguma das exigências para se tornar funcionário da Pegatron e, repare, muitos brasileiros não se encaixariam no perfil procurado pela empresa:
Não ter nenhuma tatuagem:
Segundo o relatório do China Labor Watch, os candidatos são obrigados a ficarem nus e passarem por vistorias em locais públicos e na frente de muitas pessoas para que a empresa se certifique que eles não possuem nenhuma tatuagem. Os exames são feitos em dois momentos diferentes.
Ter menos de 35 anos:
A fábrica contrata apenas funcionários entre 16 e 35 anos.
Não estar grávida:
A Pegatron não aceita funcionárias que estejam grávidas. Mas o que acontece se você engravidar depois de ser contratada? Bem, um Power Point exibido pela empresa aos novos empregados explica: "funcionárias mulheres que engravidarem fora do casamento ou violarem a política de planejamento familiar não podem receber licença-maternidade".
Não ter um cabelo diferente:
A empresa não contrata ninguém com "estilos ou cores de cabelo não usuais".
Ser maior do que 1,5 metro:
A companhia taiuanesa só contrata funcionarios acima de 1,5 metro.

Apple
Para chegar a essas informações, o China Labor Watch afirma ter realizado "investigações secretas" nas fábricas da Pegatron entre março e julho, além de ter se reunido com mais de 200 trabalhadores. A fornecedora da Apple é acusada de violar 86 direitos dos trabalhadores.
Segundo a organização, a gigante de tecnologia se tornou cúmplice da companhia taiuanesa ao ter se comprometido a revisar as condições de seus fornecedores e, mesmo assim, ter aumentado seus pedidos para as fábricas da Pegatron no último ano.
A Apple já foi objeto de críticas no passado pelas condições nas fábricas de suas fornecedores na China após reconhecer que um de seus principais contratados, a taiuanesa Foxconn violou os direitos de seus trabalhadores e inclusive empregou 500 menores de idade.

Franz says: é inacreditável, porém não irreal, que esse tipo de coisa ainda aconteça em uma empresa sediada em um país tão importante quanto a China e, ainda pior, fornecedora de serviço para a Apple. Vergonhoso ver tanta discriminação sem que nada seja oficialmente feito para dar fim a essa política de humilhação ao cidadão que busca - e está capacitado - o emprego.
Mas devemos também atentar ao fato de que em nosso próprio território há muitas empresas - de todos os portes - que usam de uma seleção similar, devidamente disfarçada para evitar processos na justiça.
 
 


sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

Biblioteca Nacional lança editais para autores e criadores negros


Fonte: FBN.

Franz says: Essa é uma notícia interessante, mas ao mesmo tempo decepcionante. Explico: desde quando alguém compra ou publica um livro em função da cor do escritor? Ser negro, branco, vermelho ou azul não são quesitos para a escolha de uma obra literária. O escritor pode ser dourado, mas se não tiver talento, certamente ficará em um canto obscuro do esquecimento ou do descaso. Arte, talento, não tem coloração. Eu vejo nessa notícia apenas uma coisa: manobra política para agradar um segmento da sociedade. Nada mais. 
 
A Fundação Biblioteca Nacional (FBN/MInC) lança nesta terça-feira, dia 20/11, três editais voltados para criadores e escritores negros. Os editais fazem parte do projeto do Ministério da Cultura (MinC) e da Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (SEPPIR) de valorização e fomento de produtores, criadores e escritores negros. Os lançamento dos editais faz parte da celebração do Dia Nacional de Zumbi e da Consciência Negra. 

Os objetivos dos editais são formar novos escritores, elevar o número de pesquisadores negros e de publicações de autores negros e incentivar pontos de leitura de cultura negra em todo o país de forma a se estabelecer novo paradigma em todas as linguagens apoiadas pelo MinC, com a participação efetiva da população negra brasileira.

O primeiro edital tem como objetivo a seleção de 01 projeto que implante 27 pontos de leitura e desenvolva atividades de mediação de leitura, criação literária, publicação, seleção de acervo e pesquisa que tratem de ações voltadas para a preservação da Cultura Negra e ações afirmativas de combate ao racismo no país.

O segundo edital selecionará até 23 projetos para concessão de bolsas, propostos por pesquisadores e pesquisadoras negras, visando incentivar a produção de trabalhos originais, em território brasileiro, em qualquer uma das áreas e subáreas do conhecimento definidas pelo CNPq (Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico). 

O terceiro edital visa a formação de parcerias para o desenvolvimento de projetos editoriais sob a forma de coedição, a fim de produzir publicações de autores brasileiros negros, na forma de livros, em meio impresso e/ou digital, com o propósito de divulgar, valorizar, apoiar e ampliar a cultura brasileira dos afrodescendentes.

A cerimônia de lançamento dos editais contará com a presença da Ministra da Cultura, Marta Suplicy, do presidente da FBN, Galeno Amorim, do diretor-curador do Museu Afro Brasil, Emanoel Araújo, do presidente da Fundação Cultural Palmares (FCP), Eloi Ferreira, e do presidente da Fundação Nacional de Artes (Funarte), Antonio Grassi. O evento será no Museu Afro Brasil, no Ibirapuera, em São Paulo, a partir das 11h. 

Veja aqui o Edital de Pontos de Leitura

Veja aqui o Edital de Apoio a Pesquisadores Negros

Veja aqui o Edital de Apoio à Coedição de Livros de Autores Negros


segunda-feira, 24 de setembro de 2012

Resenha do filme "Biutiful". Por Isabela Niella.



Assisti ao filme “biutiful” indicado pelo meu caro colega Franz Lima e posso dizer que mexeu comigo por conta da tristeza e da miséria vivida por todos no filme.
Não é o tipo de filme que costumo assistir, uma vez que prefiro ver aqueles que me ajudem a relaxar e me desligar da rotina já tão cansativa, mas admito que é um filme muito bom. Tanto a excelente interpretação dos atores, quanto o cenário e principalmente o enredo não deixam dúvida da qualidade do trabalho. 

A história em si é baseada na vida de um homem que batalha para manter seus filhos, vivendo e sobrevivendo no submundo de Barcelona e lutando contra o câncer. Este homem, Uxbal, além de criar um casal de filhos sozinho por causa da bipolaridade da esposa, Marambra, tem o dom de entrar em contato com os mortos ainda presos aos seus corpos por restarem-lhes pendências a serem resolvidas.
Além das dificuldades financeiras e problemas de relacionamento vividos pelos personagens principais, o filme mostra a realidade nua e crua da vida dos imigrantes ilegais negros e coreanos na luta pela sobrevivência.
Esses é um daqueles filmes que nos fazem pensar até que ponto o ser humano pode descer e se transformar em um ser sub-humano. Vidas desregradas, abandonadas pela sorte e pelo amor próprio. Exploração e descaso por parte daqueles que detêm o poder local. 

É um filme que impressiona e deixa marcas em quem assiste, não somente por causa das vidas dos personagens e seus desfechos, mas também pela relação entre a vida e a morte. As cenas com os mortos ainda não desligados dos seus corpos são pesadas e tristes, chocam quem não está preparado.
Apesar de todo quadro desfavorável de miséria, ainda podemos vislumbrar o amor de um pai pelos filhos que, mesmo com as dificuldades e a doença, faz o seu melhor para tentar garantir proteção e talvez um futuro para eles. 


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