{lang: 'en-US'}

Mostrando postagens com marcador Suíça. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Suíça. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 19 de julho de 2016

A Roda da Vida. Resenha de uma obra-prima de Elizabeth Kübler-Ross


Por: Franz Lima. Curta nossa fanpage: Apogeu do Abismo. #apogeudoabismo

Há pessoas que vieram  ao mundo para realmente fazer a diferença. Algumas de forma negativa. Outras, como Elizabeth Kübler-Ross, atuam como verdadeiros anjos.
A história, contada em forma de romance no livro A Roda da Vida, da médica e autora, é um achado. Cada página mostra o quanto é difícil, mas gratificante, crescer como pessoa. Mas, não se surpreenda, o crescimento em pauta é o espiritual, algo que contraria a tendência dos dias atuais, onde todos estão voltados para o engrandecimento financeiro.


Elizabeth foi uma das trigêmeas da família Kübler. Nascida na suíça, desde cedo ela buscou trilhar seu próprio caminho e, contradizendo as ordens do pai, ainda jovem foi voluntária a ajudar os que sofreram diante da Segunda Guerra Mundial. Ela buscou ser médica contra todas as regras da época. Estudou, sofreu e se dedicou aos que precisavam. Ao ler o livro, vocês perceberão que o destino dela foi traçado aos poucos, mas sempre de forma reta, sem quaisquer vacilos.
A mulher que queria ser pediatra acabou, por causa de alguns contratempos, se tornando uma psiquiatra. E a psiquiatra se tornaria, conforme o tempo a lapidasse, em uma das mais renomadas especialistas na temática da morte.
Apesar de ser um tema considerado mórbido por muitos, o trabalho da doutora Elizabeth Kübler-Ross era, acima de tudo, humanista. Ela acompanhou incontáveis pessoas em estado terminal para lhes trazer mais paz, respeito e, sobretudo, dignidade.
Seus livros se tornaram best-sellers, suas palestras eram concorridas ao extremo, tornando-a uma celebridade. Entretanto, nem tudo foram flores...
Pessoas desconfiavam dela. Viam-na como uma charlatã que queria se valer do sofrimento alheio para ganhar dinheiro. Nada diss era verdade. A doutora foi uma mulher que cumpriu seu papel na Terra. Ela sacrificou a própria felicidade para acompanhar e minimizar o sofrimento de outras pessoas. Suas lições mudaram a psiquiatria moderna e humanizaram os tratamentos para os doentes. 
O legado de Kübler-Ross está muito além dos livros escritos. Suas lições trouxeram alento a quem não tinha esperança; deu voz aos que, inevitavelmente, morreriam em um leito frio, distante das pessoas amadas.
Cada página desse livro é um aprendizado. Nele, o leitor irá encontrar uma pessoa normal cuja vida foi sobrenatural por vontade própria. Elizabeth sofreu, foi perseguida, foi amada e teve no sucesso uma oportunidade para melhorar não sua própria vida, mas as vidas dos que precisavam.
Fica o exemplo de uma pessoa que enxergou na morte algo muito além do fim; ela viu a oportunidade de uma despedida digna e de um recomeço em outro plano.
A obra incentiva o leitor a buscar seus outros trabalhos como escritora e médica. Sobre seu principal livro, alerto que a leitura de "Sobre a morte e o morrer" pode ser inicialmente um pouco incômoda, o que não diminui sua importância como obra destinada a comprovar que mesmo perto da morte ainda somos pessoas que merecem dignidade e atenção. A pesquisa e os trabalhos da médica foram indispensáveis para trazer mais dignidade e proximidade aos pacientes terminais.
A Roda da Vida é um livro que irá chocar por causa dos sofrimentos presenciados pela doutora, porém também emocionará ao descrever as superações dos pacientes, dos familiares e, principalmente, de você que estará lendo a biografia da médica e absorvendo um pouco de seus ensinamentos.
Leitura 100% recomendada.
P.S.: agradecimentos especiais à amiga Isabela Niella que cedeu esta surpreendente obra.






quarta-feira, 27 de junho de 2012

Eutanásia: direito, loucura ou piedade?


O texto a seguir é um extrato da reportagem de capa desta semana na revista Época e, ao final, lanço meus comentários sobre o mesmo:

Raquel (nome fictício), uma aposentada paulistana, fala da própria vida com orgulho. “Aproveitei minha juventude, peguei muito sol, viajei pelo mundo, namorei, casei, tive duas filhas maravilhosas, me divorciei e trabalhei duro”, afirma. Aos 68 anos, mora sozinha num bairro nobre de São Paulo. Caminha diariamente, para ver a vizinhança e para não conviver com a bagunça que a reforma de sua cozinha anda provocando. Raquel é organizada. Dentro de um armário, na sala de estar, guarda uma pasta com instruções que poucos amigos seus conhecem e pouquíssimos se comprometeram a cumprir. Lá está escrito o destino que Raquel arquitetou para si: viajar até a Suíça, onde médicos, enfermeiros e psicólogos a aguardam numa clínica. Ela espera ser examinada e, uma vez aprovada, receber um copo com um barbitúrico misturado a 100 mililitros de água. A bebida, de gosto amargo, descerá em poucos goles. Cinco minutos depois, virá o sono. Em meia hora, promete a clínica, a senhora insatisfeita com a vida estará morta. Há quatro anos, Raquel pagou R$ 400 para associar-se à Dignitas, organização suíça que cobra cerca de R$ 15 mil para ajudar pessoas a se matar. Entre os 6.261 inscritos, de 74 países, há dez brasileiros. Quatro deles revelaram a ÉPOCA por que decidiram planejar a própria morte.

Sob que condições – se em alguma – seria moralmente aceitável que um ser humano tirasse a própria vida? Tal questão intriga filósofos desde a Antiguidade e persiste como tema de debate intelectual até os dias de hoje – a ponto de o escritor francês Albert Camus, um dos grandes pensadores do século XX, ter dito que o suicídio constitui a questão central de qualquer sistema de pensamento. Em outro texto da edição desta semana, o físico Stephen Hawking fala a ÉPOCA sobre sua aposta na vida: "Encerrar a própria vida seria um grande erro. Sempre é possível triunfar".

Franz says: A Dignitas é uma organização que provê assistência às pessoas que querem morrer. Com taxas que variam de 4000 a 7000 € (euros), a organização promove uma avalição psiquiátrica do paciente, seguida por uma bateria de exames que comprovem a condição do indivíduo candidato a morrer. Caso esteja enquadrado no que prevê o código de leis da Suíca (local onde está sediada a clínica), além de uma declaração de que esta é realmente a sua vontade, então o paciente receberá uma dosagem específica de um preparado para tirar sua vida. A morte é relativamente lenta e indolor, onde a pessoa morrerá dormindo. 
O que me chamou a atenção na chamada da matéria no site da Época foi a associação da Eutanásia com o físico Stephen Hawking. Já bem conhecido do público, Hawking é portador de uma paralisia progressiva que, além de tê-lo deformado, impede-o de movimentar-se, sendo um usuário constante de uma cadeira de rodas especial. Muitos, na situação do físico, poderiam optar pela Eutanásia, mas o que o motiva a continuar?
Motivos à parte para viver ou morrer, creio que muitos irão concordar que esta é uma matéria extremamente interessante. A quem cabe a decisão de manter ou não a vida? Ao doente, ao médico, à pessoa que tem dinheiro para morrer com uma dose letal que paralisa o cérebro? É lícito ganhar dinheiro com a morte (ou assassinato consentido) de pessoas desesperadas, ainda que elas sejam as mandantes de seu próprio fim?
Questões religiosas postas de lado, creio que a vida é um bem maior, porém os problemas e as aflições das pessoas que tomaram esta difícil decisão são algo que não é do nosso conhecimento. A dor é diagnosticável, mas nunca tangível. Só quem sofre com as dores (psicológicas ou físicas) sabe o quanto elas podem ser temíveis e até onde é possível suportá-las.
Tanto no caso de Stephen Hawking como no de Eliana Zagui (há quase 40 anos presa a um leito no Hospital das Clínicas) o que prevaleceu foi a vontade de viver. Mas nem todos tem essa força de vontade...

sexta-feira, 4 de maio de 2012

Informação demais pode prejudicar? Essa mostra diz que sim.


Fonte: Folha de SP 
 
Uma insólita exposição no Museu da Comunicação de Berna, na Suíça, aletar para os malefícios do excesso de comunicação e propõe um tratamento para o problema.
Na entrada da mostra, aberta até 12 de julho de 2012, o visitante encontra uma sala na penumbra com 12 mil livros amontoados em estantes, simbolizando a quantidade de dados que cada habitante da Terra recebe diariamente.
"Em princípio, a comunicação é algo importante, algo prazeroso, mas atualmente há um excesso de informação", explicou a diretora do Museu da Comunicação, Jacqueline Strauss.
"É como a alimentação. Podemos comer demais, comer sempre o mesmo (...), isso faz mal, mas se temos uma alimentação equilibrada, é algo prazeroso", argumentou.
Segundo especialistas da Universidade de Berna que participaram da exposição, um ser humano consegue ler no máximo 350 páginas por dia caso se dedique exclusivamente a isso durante todo o dia.
Mas o volume de informação que atualmente cada pessoa recebe, por internet, e-mail, telefone, imprensa, rádio e televisão representa 7.355 gigas, o equivalente a bilhões de livros.
Diante desse fluxo de informação, "algumas pessoas adoecem" e podem chegar a padecer de um mal que a psicologia conhece como síndrome de "burnout", afirmou Strauss.
Por esse motivo, foi criada uma "clínica" na exposição, para que o visitante se conscientize do problema.
Em um aparelho de televisão instalado na entrada da clínica, uma voz feminina diz: "a publicidade invade nossas caixas de correio, os 'spams' obstruem nosso e-mail, a TV a cabo nos oferece 200 canais de televisão".
"Você está estressado, sobrecarregado, esgotado?", pergunta ela.
Se o visitante responder afirmativamente, é convidado a seguir para uma "sala de check-up", onde responderá a um questionário que determinará seu Índice Pessoal de Comunicação (IPC).
Com esse índice em mãos, o visitante inicia um percurso, orientado por uma dezena de "preparadores" que indicam que porta deve abrir. A verde é indicada para quem não tem problemas. A amarela, para aqueles que sofrem de alguns males causados pelo fluxo de informação e dá acesso a espaços de aconselhamento onde, por exemplo, se ensina a selecionar as mensagens recebidas por e-mail.
Para os realmente "doentes" há dois tipos de tratamento intensivo: uma porta vermelha leva a uma "sala de meditação", onde o visitante se acomoda em almofadas pretas, uma luz vermelha o obriga a fechar os olhos e uma voz feminina o convida a relaxar.
já uma sala laranja simula um passeio pela natureza, com paredes de madeira e chão de pedras. O visitante também pode ouvir o barulho de um riacho ou o canto de pássaros.
Ao final do percurso, uma máquina entrega ao visitante um medicamento, a "Comucaína", cujo prospecto resume os principais conselhos dados na exposição.
Para os mais intoxicados, a clínica oferece um serviço online, disponível na página www.facebook.com/svanbelkom.

Proxima  → Página inicial