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quinta-feira, 5 de janeiro de 2017

Westworld: Fan Arts de rara beleza.





O sucesso de uma série do porte de Westworld não poderia jamais passar em branco no mundo das ilustrações. Logo, uma série de artistas espalharam suas obras em homenagem a um dos mais promissores seriados dos últimos anos. O sucesso é certo e só dependerá da coerência de diretores e roteiristas para manter a mesma narrativa de qualidade.
Até 2018! 
















sábado, 10 de dezembro de 2016

Westworld sexto episódio: quando o inimigo mora ao lado.


O ciclo narrativo de Maeve se repete. Mas há algumas coisas diferentes nela. A persistência de sua memória é visível, inclusive no destemor ao provocar um convidado a matá-la. Tudo, porém, tem um propósito em suas ações e ela alcança seu intento.

Leiam antes as resenhas dos episódios anteriores:  S01E01S01E02S01E03, S01E04 e S01E05.

O desenrolar do anfitrião perdido comprova a teoria de que há espiões desviando dados do parque. O propósito? Nada é esclarecido, mas Bernard e Elsie sabem como rastrear quem está por trás dessa traição.

Texto: Franz Lima. Curta nossa fanpage: Apogeu do Abismo.
Nesse ponto, o espectador mais atento provavelmente notou uma homenagem ao filme homônimo de 1973. Um androide parado no canto de uma parede usa as mesmas roupas e pose do androide da produção original, interpretado por Yul Brynner.


A história prossegue e mostra o conflito de Felix, um dos responsáveis pela manutenção e recuperação dos androides, com Maeve. Esse é um conflito de ideias, pois Felix não compreende as mudanças que ela apresenta. Como, questiona-se, é possível ela despertar sozinha e manter suas memórias? Apesar disso, Felix não resiste ao encanto de Maeve. Seja por medo ou por carência, ele decide levá-la aos principais locais de construção dos anfitriões. A cena é triste, tendo ao fundo o som de um violino, cheia de insensibilidade por parte dos que constroem e fazem a manutenção. O lugar é frio, indiferente às “vidas” que estão nele contidas. A interpretação de Thandie Newton é impecável. O choque ao se deparar com a mentira vivida, o horror em seus olhos quando compreende que sua história é uma farsa. Essas cenas são mais impactantes que a violência comum ao seriado, já que a dor da personagem está estampada em seus traços e olhos. É a constatação de que nada estava sobre seu controle. 

E por falar em controle, voltamos a nos deparar com o Homem de Preto e Ted. Eles estão juntos na caça por Wyatt, cada qual com seu motivo, e são surpreendidos quando entram disfarçados em um acampamento militar. Entretanto, a surpresa maior está no surgimento de uma faceta de Ted que ninguém imaginava. E dúvida surgem com essa nova personalidade. Será que Ted é Wyatt? As lembranças vem e voltam com rapidez, confundindo o espectador a todo instante. Tal como acontece com Dolores, Ted também tem lampejos de sua vida passada ou ao menos é o que o diretor quer nos incitar a acreditar.

Descobertas acontecem em um ritmo que choca. Bernard e Elsie encontram a fonte de transmissão de dados usada pelos espiões. Bernard também encontra um local que é reservado apenas para Ford, uma espécie de retiro onde o criador do parque passa alguns momentos perto de pessoas que lhe são caras. É nesse ponto que percebemos que Arnold não é o homem apontado na foto antiga com Ford. Logo, quem será o misterioso sócio de Ford, falecido há anos? E por que ele não apareceu na foto?

Theresa e Bernard se reencontram após encerrarem de forma abrupta o caso que tinham. O motivo está na desconfiança de Bernard sobre certas ações de Ford. Segredos surgem e mostram que as aparências enganam e, além disso, evidenciam que é difícil confiar quando interesses são postos acima do dever. Bernard é um homem de princípios e ele não aceita atitudes incompatíveis com a ética de seu trabalho. Já Theresa se mostra uma mulher decidida, forte e ciente de seus atos... certos e errados.

Novas entrelinhas são apresentadas ao público e confirmam a presença de Arnold até em anfitriões teoricamente sob o controle de Ford. Essa constatação deixa no ar uma questão: será Arnold um programa residente capaz de controlar os anfitriões e burlar os sistemas de segurança do parque? E se for, o que o impede de desvincular os androides de suas seguranças digitais e permitir que tomem o parque?

Retornamos à cena em que Elsie vasculha o ponto de envio de dados. Lá, ela descobre um fato assombroso, mas ela não é a única pessoa nesse lugar remoto.

Maeve está decidida a remover suas amarras. Com a ajuda de Felix e Sylvester, este não tão cooperativo, ela recebe um upgrade em sua programação comportamental e cognitiva. Uma nova Maeve surge para dar um ar ainda mais caótico à narrativa de Westworld.





quarta-feira, 23 de novembro de 2016

Westworld - quinto episódio.Saindo do cárcere digital.


Por: Franz Lima. Curta nossa fanpage: Apogeu do Abismo.

Leiam antes as resenhas dos episódios anteriores:  S01E01S01E02S01E03 e S01E04.

Um pouco mais da vida de Ford é revelado através de um inteligente diálogo com o velho cowboy que permanece isolado no porão, o local do descarte dos androides.
Reencontramos também Dolores, William e Logan. A menina frágil que busca por respostas está agora aliada ao cowboy bom e ao desprovido de caráter Logan. Eles resolveram ir a uma cidade chamada Pariah (pária) em busca de novas aventuras (Logan e William) e respostas (Dolores). Eles estão prestes a encontrar um bandido famoso chamado de El Lazo.
A cidade é uma espécie de nível mais elevado para os convidados, algo próximo de uma fase difícil em um jogo. Para Logan, tudo se resume a isso: um jogo. E essa é a visão da maioria dos convidados que pensam estar em um imenso parque onde seus instintos mais contidos poderão ter voz, liberdade.
O Homem de Preto continua sua jornada com Lawrence e Teddy, este último mortalmente ferido. A única solução encontrada para salvá-lo contará com a ajuda, inopinada, de Lawrence. Lawrence e o Homem de Preto têm uma estranha conversa sobre destino e os motivos que os levaram ao reencontro, fato que comprova o conhecimento mútuo de ambos.
A partir daí o espectador retornará à sede de Westworld. Bernard e Elsie ainda perseguem a história por trás do anfitrião que queria fugir. Elsie é mais esperta do que aparenta e começa a manipular funcionários da empresa para ter acesso às informações que deseja. Parece que todos, sem exceção, são vigiados, inclusive dentro da própria empresa. Antiético, sem dúvida, mas muito eficiente quando necessário. O anfitrião em fuga era, enfim, muito mais do que um simples problema técnico.
Por estarem em um nível mais complexo, Logan, Dolores e William descobrem que os problemas também são mais intrincados. Eles finalmente chegam a El Lazo e vocês, espectadores, terão um surpresa ao descobrir de quem se trata e a ironia por trás de seu nome. O trio dá um passo a mais em suas jornadas, o que mostra a gradual transformação por que passam.
O lugar onde eles estão é um enigma por si só. Uma cidade isolada de todas, cheia de proscritos e pessoas cujos passados só interessam a elas mesmas. Mulheres e homens que se entregam à sodomia sem qualquer problema, pois tudo é permitido. Comparativamente, há cenas que lembram a cidade romana retratada no filme de 1973, algo que pode ser uma simples homenagem ou a dica de que muito ainda se esconde nas áreas inexploradas de Westworld.
Logan e William se confrontam ideologicamente. Logan é um homem rico e faz questão de deixar clara a posição real de William, principalmente junto a sua irmã, a futura esposa deste. O clima é péssimo e desperta ainda mais o verdadeiro William. Dolores é perturbada por devaneios que indicam ser o labirinto o seu destino. Juntos, os dois abandonam a brincadeira (ou os papéis que a interpretação do parque obrigava-os) para viverem uma aventura. Não há mais limites para o casal que dá indícios de um amor latente.
Chegamos a um impressionante e revelador encontro. Nele, nós temos uma clara demonstração do poder de Ford dentro do parque. Ele é protegido por tudo e todos, a qualquer custo. Nesse encontro, descobrimos um pouco mais sobre quem é o Homem de Preto e sua busca. Ironia e sarcasmo em doses equilibradas dão a esse diálogo o peso de uma sentença de morte... ou a ameaça de algo próximo a isso.
Enfim, o papel do técnico que repara os androides no início do episódio (Felix) ganha amplitude. Sua participação não ficará limitada a de um simples figurante. Nem ele e nem o passarinho robótico. Tudo tem seu encaixe nessa intrincada peça que é Westworld. Tudo.

sábado, 15 de outubro de 2016

Westworld: review do segundo episódio. Dilemas e mistérios.


Por: Franz Lima. Curta nossa fanpage: Apogeu do Abismo.

Leiam antes a resenha do primeiro episódio: S01E01.
Dilemas.
Westworld é, antes de qualquer coisa, uma terapia para refletirmos sobre nossos problemas interiores, questionarmos as motivações que nos levam a agir, seja com amor ou ódio. É impossível passar incólume a essa série e suas várias questões morais, sociais e religiosas nela embutidas.
O que encontramos nesse segundo episódio é a retomada das histórias. Os visitantes são apresentados de forma mais explícita.
Somos novamente transportados para o Velho Oeste. Prostitutas, cowboys, assassinos, vendedores, jogadores, mães... todos estão prontos para propiciar a mais intensa incursão em um mundo que não mais existe. Mas o preço para se viver essa aventura é alto, já que o dinheiro para adentrar esse universo é possível ter; o difícil é sair ileso dessa imersão. Não há como apagar erros, esse é um dos ensinamentos de Westorld.
Reencontramos personagens que já causaram impacto no primeiro episódio: Dolores e as dores que acompanham sua existência, assim como o próprio nome sugere; Dr. Ford que revela sutilmente um segredo de seu passado; Maeve, a prostituta que viveu muito mais (e sofreu) do que aparenta; o Homem de Preto, insaciável e incansável em sua busca pelo labirinto; Bernard Lowe e Theresa Cullen, cujas relações trabalhistas e discordantes escondem muito mais; e, por último, o surgimento de William (Jimmi Simpson), um homem que pagou para viver a experiência única de Westworld, porém parece não combinar com o ambiente e a escolha que fez.
Novas revelações sobre como homens e máquinas interagem são apresentadas. O grande teatro tem ainda muito a mostrar e, a cada vez que algo é exposto ao espectador, tudo indica para um caos crescente. A sensação de poder que atinge os criadores do parque é enorme e, talvez por isso, pequenos detalhes vão sendo desprezados.
São tantas incógnitas que poderiam deixar um matemático louco. Lidar com isso é perigoso, como cada episódio deixa transparecer.
Por fim, peço que atentem para a mensagem embutida nos diálogos e na narrativa: o homem é capaz de tudo para obter satisfação. Escravidão, estupro, abuso, violência, mortes, tortura... tudo isso está no DNA do ser humano, mas ganha força quando ele detém o tempo, a força e o dinheiro para exercê-los.


Até a próxima resenha, amigos.

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