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sábado, 27 de agosto de 2016

Contos de fadas modernos ganham versões cômicas na internet


Fonte: Catraca Livre. Curta nossa fanpage: Apogeu do Abismo.

Como seria se Bela Adormecida e Cinderela, por exemplo, vivessem situações da vida real? Publicações que circulam na internet nos últimos dias inserem personagens clássicos da literatura no contexto atual e brincam com as possibilidades.
Nas releituras, a versão 2.0 de Bela cairia em um sono profundo durante conversa com um homem coxinha na balada.
Bela Adormecida cai em sono profundo após conversar meia hora com homem em balada
Contrariando a velha pergunta “onde estão os príncipes hoje em dia?”, uma porção deles marcou presença em festa de celebridades que ocorreu ontem, na Zona Sul de São Paulo. Mas no lugar das belas armaduras e espadas embainhadas, trajavam calças brancas e ostentavam copos de vodca com energético.
Só que todo este charme não surtiu efeito, de acordo com uma foto que circula nas redes sociais. A imagem mostra que Bela, a Adormecida, resistiu aos encantos do príncipe, que parecia estar mais interessado em falar de si mesmo do que qualquer coisa. Ao invés de cair nos braços do rapaz, a princesa caiu nos braços do sofá. "Se o papo já me fez dormir, imagina o beijo".
Branca de Neve, outra que marcou presença na festa, comentou a situação e defendeu a amiga. "Qual é? Alguém pode atualizar estes caras no quesito cantadas encantadas?", disse a jovem, que entrou e saiu da festa sozinha, mas garante que se divertiu. "Não comi maçã de bruxa nenhuma, mas conversar com esses caras me deu um sono..."
Enquanto Bela curtiu a noite sonhando com alguém que não perguntasse ‘como vai a princesinha?’, Cinderela, com o sapato na mão, foi embora mais cedo, garantindo que príncipe nenhum usasse a velha desculpa do sapatinho de cristal.

Leia os demais contos acessando o link da publicação original em Catraca Livre.


terça-feira, 23 de agosto de 2016

quinta-feira, 21 de abril de 2016

Robin Hood Bizzaro: a Anatel decide roubar dos pobres para dar aos ricos



Por: Franz Lima. Curta nossa fanpage: Apogeu do Abismo. #apogeudoabismo

A polêmica não poderia ser menor. A Anatel, órgão responsável por ditar as regras na comunicação do Brasil, resolveu – sem prévio aviso – impor uma medida que cria limites para a quantidade de dados que cada usuário da internet pode usar por mês. Para que você se situe, hoje pagamos por velocidade de tráfego de dados, isto é, sua conexão tem “x” Mbps (Megabits por segundo). Comparativamente, a velocidade da internet brasileira está bem abaixo da média mundial, já que em 2015 ocupávamos o 89º lugar, abaixo da Argentina, Chile e Uruguai, conforme aponta estudo feito pela empresa Akamai e divulgado através do relatório “State of internet” (leia mais pelo Olhar Digital).

O relatório mostrou que a média de conexão dos brasileiros é de 3,4 Mbps, velocidade muito baixa, principalmente quando comparamos com o resto do mundo. A Coréia do Sul, a mais rápida, tem apenas 23,6 Mbps de média na conexão, algo obtido através de pressão do governo nas operadoras que terão seus direitos perdidos caso não apresentem uma velocidade compatível com aquela estipulada pela agência reguladora e, óbvio, com aquilo que os usuários esperam e pagam.

Mas não pense que na Coréia o preço por essa velocidade é alto. Na verdade, o governo investiu com antecipação na infraestrutura para a navegação. Com planejamento e inteligência, os sul-coreanos criaram uma política de tráfego de dados coerente com as necessidades do povo, das empresas e de um país consciente da importância da internet na vida do cidadão comum e do próprio governo. Não é luxo, é necessidade. Um país com uma internet lenta está defasado em relação aos demais que tem conexões rápidas. Lembremos que a web não é usada apenas para assistir a programação da Netflix, Youtube ou baixar filmes. Estudar (invariavelmente com o uso de vídeo aulas), pesquisar, ler, acessar rádios do mundo todo, programar... são inúmeros os recursos da internet que estão cada vez mais pesados (em termo de dados trafegados), pois a qualidade do que lemos e vemos é cada vez maior.

Eu acho inadmissível que um governo (assim como as operadoras que receberam a permissão para fornecer serviços de navegação online) não tenham – a longo prazo – previsto isso. Antes, um vídeo tinha péssima qualidade, pixelizado e com áudio ruim, fatos que o deixavam com um tamanho pequeno. Hoje, um filme é disponibilizado em full HD para baixar ou ser assistido por meio do streaming, o que implica em dizer que os dados serão muito maiores. Basta que lembremos que filmes em formato rmvb tinham, em média, tamanho de 500 Mb, ao passo que os mesmos em formato mkv têm sua média em torno de 2 Gb.

Outro absurdo que a Anatel e as operadoras desconsideraram foi o aumento da população ao longo dos anos. Temos mais de 200 milhões de pessoas no país e , obviamente, o número de usuários irá aumentar ao longo dos anos. A regra é bem simples: se em 2000 uma família era composta por um casal e dois filhos de apenas 2 anos cada, teremos dois usuários de internet usando a conexão. Dez anos após, a mesma residência terá os pais e mais dois adolescentes de 14 anos que, certamente, serão usuários mais ávidos por consumir através da internet que seus pais. O exemplo cita uma única família, apliquem isso a todo o país...

Agora, voltando ao título do texto, vou explicar o porquê nomeei a Anatel de Robin Hood Bizarro (alusão a um dos inimigos do Superman). Bem, o fato é que estamos diante de uma agência que deveria regularizar e fiscalizar as operadoras para que estas não manipulem informações de forma a ludibriar o consumidor. A Anatel é a ferramenta que garante, pelo menos no papel, a honestidade nos preços e serviços oferecidos por empresas como a Oi, Tim, Claro e Vivo (as gigantes da telecomunicação no Brasil). Essas operadoras jamais irão ter prejuízos com o fornecimento de internet aos brasileiros. Elas enriqueceram de forma vergonhosa com o fornecimento de pacotes de dados que prometiam velocidades “altas” de navegação, mas que jamais eram reais. Foram anos em que o usuário navegava com uma velocidade paga que, na verdade, jamais era fornecida. Isso quase não ocorre mais em função das ferramentas de fiscalização e, claro, do aumento do conhecimento do usuário. Mas é fato que estamos anos-luz distantes de uma internet justa, seja no preço ou na velocidade.

Então, alguém me explique, a Anatel resolve blindar a quantidade de dados que um usuário pode usufruir ao mês. Comparativamente, você poderia ir do Rio de Janeiro a São Paulo com um tanque e, agora, o trajeto é interrompido na metade do caminho, não importa se ainda resta gasolina que você comprou. Quer continuar a andar? Pague mais.

Ora, de que lado a Anatel está? Ela resolve impor taxas ao consumidor (que ainda recebe um péssimo serviço) para beneficiar as ricas empresas que provêm a internet? Não há algo estranho nessa história? Novamente o cidadão comum é oprimido, desconsiderado por quem deveria defendê-lo. A situação é ridícula e cria um clima de “ditadura digital” onde eu e você, consumidores comuns, teremos que nos submeter aos caprichos do presidente da Anatel que resolveu impor isso em um evidente conluio com as grandes operadoras.

Vou frisar que somos um dos países onde os cidadãos mais pagam impostos no mundo. Trabalhamos para sobreviver à carga tributária e aos aumentos de todos os serviços. Ficaremos calados diante de mais uma medida corrupta e prejudicial ao cidadão? Jamais!

Tenha consciência de que você tem seus direitos. Proteste e faça com que estas informações cheguem ao máximo de pessoas possível. Não somos omissos e não acataremos mais uma medida descabida e protetora às grandes empresas. A Oi, Vivo, Tim, GVT, Embratel e Claro, entre outras, têm lucros exorbitantes, fato provado por sua permanência em um país com carga de tributos imensa. O que está acontecendo é que fomos traídos por quem deveria proteger-nos. E essa traição é fruto, afirmo, de acordos entre operadoras e a presidência da Anatel que, claramente, está sendo beneficiada nessa jogada.

Isso gerará lucros para as empresas e também para os que permitiram esses lucros. Alguém ainda pensa que a Anatel (e suas lideranças, incluindo o presidente João Rezende) não levará nada com essa história? Tem que ser muito inocente para acreditar nisso.

Por fim, se hoje o dinheiro está escasso para um simples cinema ou passeio e você tinha a internet como fonte de entretenimento e conhecimento, saiba que tudo irá piorar caso deixemos que o xerife dê mais dinheiro ao príncipe John. 

Por uma #internetjusta.

terça-feira, 16 de fevereiro de 2016

A brincadeira sem noção. A história do cyberbullying que virou meme.



As fotos acima mostram um garoto que sofre da rara Síndrome de Pfeiffer, cujas principal característica é a anomalia na formação craniana e facial da criança.
A criança acima virou um meme (imagens com dizeres ou comparações engraçadas que se tornam virais na web), mas a brincadeira foi feita por alguém extremamente sem noção. Ao comparar o menino Jameson com um cão, o autor do meme criou um transtorno sem igual para a família do garoto, em especial para sua mãe, Alice Ann-Meyer.
Alice iniciou uma luta para remover o meme da internet, algo que, convenhamos, é uma tarefa das mais difíceis. A cada nova imagem que era replicada - pessoas enviam links informando Alice - ela entrava em contato com quem a postou, principalmente pelo facebook e instagram.
Aos poucos ela começou a obter resultados e a imagem depreciativa foi removida ou, na pior das hipóteses, pararam de publicar em respeito aos pedidos da mãe.
A moral dessa história é bem evidente: o desconhecimento pode ser ofensivo. Brincar na web é normal, porém é preciso atentar para aquilo que se replica. O caso de Jameson é apenas um entre muitos cujos conteúdos são agressivos e prejudiciais a quem é diretamente relacionado à brincadeira. Ao menos, concluo, a luta de Alice para que o meme fosse removido gerou um conhecimento por parte de inúmeras pessoas sobre a síndrome que afeta seu filho. De posse dessa informação e cientes dos resultados catastróficos, os criadores desse tipo de brincadeira irão refletir e pesquisar muito mais antes de associar uma imagem a algo que possa atingir pessoas e transformar suas vidas em um inferno. 
Em tempo: a síndrome de Pfeiffer não só afeta o aspecto visual de uma criança; ela também diminui muito a qualidade de vida dela, uma vez que a capacidade para comer, respirar, ver e ouvir também são afetadas. 


terça-feira, 4 de agosto de 2015

Análise do conto "Ninguém", de Karen Alvares.



Disponibilizado gratuitamente pela Amazon, Ninguém é um dos mais recentes trabalhos da escritora Karen Alvares, a mesma autora de Alameda dos Pesadelos, um dos mais surpreendentes livros de 2015 e cuja resenha você pode ler ao clicar no link.
Ninguém é um conto cujo conteúdo pode impressionar os leitores mais sensíveis. Mesmo sem a utilização de recursos comuns à escrita de terror, como a escatologia, Karen consegue a atenção do leitor com recursos eficientes. 
A narrativa do conto é em primeira pessoa e mostra rapidamente que estamos diante de um homem que encontrou aquilo que desejava. Isso não seria um problema não fosse o sutil detalhe de que ele é um indivíduo que se delicia com a desgraça alheia. Para que compreendam melhor, basta que tentem lembrar se há alguém que conheçam cujo prazer está em ver, literalmente, a desgraça alheia... a distância.
O ponto alto da trama está em confrontar o pervertido com a fonte da perversão. É aí que a dor, o medo e a tortura se fundem para que surja uma lição que irá fazer o leitor refletir como é bom se manter no anonimato, na vida comum.
Recomendo a leitura do conto, pois só isso irá fazê-los compreender a dimensão do sofrimento embutido em cada linha. 
Para baixar Ninguém  gratuitamente, basta acessar o link. 

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2015

Com apenas 7 anos de idade, menina consegue hackear rede wi-fi.


Fonte: BBC

Franz diz: A matéria abaixo, serve como alerta para nós, usuários comuns, que caímos na sensação falsa de segurança ao navegar pela web. Optei por publicar a matéria na íntegra para que os leitores tenham a exata noção da facilidade com que uma rede wi-fi é invadida e, consequentemente, seus usuários. A segurança é algo que precisa ser cada vez mais valorizado, seja no meio físico ou digital. As mínimas condições de segurança são postas de lado em nome de comodidade ou descaso, porém é fato que não há mais tempo para estratégias fracas ou não condizentes com o atual cenário.Dados e informações são fontes de poder. Em breve isto uma realidade global, quer gostemos ou não. É vital proteger nossa vida digital...
Uma menina de sete anos de idade precisou de pouco mais de dez minutos para hackear uma rede wi-fi.
É o que descobriu uma empresa especializada em segurança cibernética que quis alertar o público sobre os perigos de se conectar a redes sem-fio pouco protegidas.
No experimento, Betsy Davies, uma pequena fã de tecnologia que vive em Londres, conseguiu infiltrar a rede wi-fi em apenas dez minutos e 54 segundos, depois de algumas buscas no Google e de ler um tutorial na internet, afirmou a companhia, Hide My Ass.
"A imagem de cibercriminosos escondidos em um quarto escuro em lugares afastados do mundo é antiquada", disse Cian McKenna-Charley, porta-voz da empresa.
"É mais provável que eles estejam sentados ao seu lado no bar ou na biblioteca pública. Se uma criança pode hackear tão facilmente uma rede wi-fi em poucos minutos, imagine o dano que pode causar um hacker profissional e com intenções criminosas."

'Brincadeira de criança'

Para o hacker profissional Marcus Dempsey, que analisa a segurança de redes empresariais, os resultados do experimento são "preocupantes, mas não surpreendentes".
"Sei como é fácil para qualquer pessoa entrar no dispositivo de um estranho. E numa época em que as crianças costumam saber mais de tecnologia que adultos, hackear pode ser literalmente uma brincadeira de criança."
Os pontos de acesso público à internet, os chamados hotspots, são redes presentes em bares, hotéis, restaurantes, edifícios públicos ou em áreas abertas das cidades, como parques.
Quando são pouco protegidas, os hackers conseguem acessar os dados transmitidos através dessas conexões - por exemplo, de usuários que entram em seu perfil em redes sociais ou se comunicam com seu banco.
Betsy aprendeu a estabelecer um ponto de acesso como o usado por hackers para realizar os chamados ataques "homem no meio", nos quais é possível ler e modificar as mensagens entre duas partes sem que nenhuma delas perceba.
No ano passado, o Parlamento Europeu teve que desconectar seu sistema público de wi-fi depois de ser alvo de um desses ataques.

Cuidados

Muitos dos milhões de pontos públicos de wi-fi no mundo exigem apenas um nome de usuário e uma senha para serem acessados.
Especialistas como Dempsey recomendam que usuários evitem escrever informações pessoais e senhas quando conectadas a essas redes.
Também lembram que é importante ensinar às crianças sobre os perigos da internet e educá-las eticamente sobre a troca de dados online.
"Tão fácil quanto aprender a codificar para criar um jogo de computador é cair no mundo obscuro dos hackers", afirma Dempsey.

terça-feira, 21 de outubro de 2014

Como ficar (ainda mais) seguro contra ataques na internet. Via BBC



Fonte: BBC
É impossível ter 100% de segurança na internet, mas existe uma série de truques menos conhecidos e ensinados que pode ajudar bastante a proteger os usuários de ataques e fraudes.

Certifique-se de suas configurações nos serviços de 'cloud'

Várias celebridades com fotos roubadas e divulgadas recentemente tiveram suas informações acessadas através dos sistemas de "cloud" - em que os dados estão baseados em servidores acessíveis remotamente por aparelhos móveis, como celulares, tablets e laptops.
Os serviços "cloud" são cada vez mais comuns, e muitos smartphones são vendidos com essa função ligada automaticamente. A primeira recomendação de especialistas é buscar todas as configurações "cloud" e verificar exatamente que tipo de dado você está permitindo que saia do seu telefone para os servidores.
Sistemas de "clouds" não devem ser evitados necessariamente, pois podem ser extremamente úteis. Todo mundo que já perdeu um telefone ou teve seu aparelho roubado já foi "salvo" pelo cloud - que armazena todas as fotos e vídeos de tempos em tempos.

Como melhorar (ainda mais) a sua senha

É comum se ouvir que a senha precisa ser o mais complexa possível - misturando sinais, números, maiúsculas e minúsculas. Na verdade, especialistas dizem que o tamanho da senha é mais importante do que a complexidade. A senha "euadoromeusgatos", com 16 letras (nenhum número, sinal ou maiúscula) é mais fácil de ser memorizada - e também mais segura que algo como "T9$ey!!q".



O motivo é que existem mais combinações possíveis entre 16 caracteres do que entre oito. Isso faz com que os softwares que decifram senhas precisem de muito mais tempo para tentar "adivinhá-la". Uma pesquisa sugere que 22% das senhas complexas de oito caracteres são descobertas depois de 10 bilhões de tentativas - contra apenas 12% de senhas simples de 16 caracteres.
Outra dica, do autor de livros de segurança online William Poundstone, é evitar obviedades. Muita gente troca o "i" por "1" - o que dá uma falsa sensação de segurança. Melhor seria criar uma palavra a partir das iniciais de uma frase que você memorizou (por exemplo, usando o início dessa frase para criar uma senha "mscupapdidufqvnm").
Se essa frase envolver letras, números, sinais e maiúsculas, melhor ainda. A frase sequer precisa fazer sentido, desde que seja fácil de ser lembrada. Uma frase como "Com dois tomates, faço almoço para João e Maria" - que pode virar a senha "C2tfapJ&M".

Senha trocada, tudo seguro. Certo?

Ainda não. Mesmo senhas de 16 caracteres são frágeis, se forem entregues de bandeja. E isso hoje em dia é cada vez mais fácil para os hackers. Basta usar uma rede wi-fi sem segurança, que alguma pessoa dentro dessa mesma rede consegue ver algumas de suas senhas. Se ao entrar em uma nova rede wi-fi, não pedirem nenhuma senha a você, é grande a chance de ela não ser segura.
Se você for usar uma rede assim, evite fazer coisas que exijam senhas suas - como checar seu e-mail, colocar material na sua "cloud". Se possível, use o 3G ou 4G do seu telefone - e abra mão da conexão wi-fi.
Uma medida extra é instalar um app VPN (virtual private network) no seu telefone ou tablet. Toda vez que você acessar uma rede sem fio na rua, basta ligar o VPN - e ele codifica todos os dados do seu telefone, impossibilitando que outros invadam seu aparelho. Esses apps costumam ser pagos.

Isso é suficiente para evitar roubo de dados?

Nem sempre, mas é um bom começo. Se o hacker conhece o nome do usuário em uma determinada rede, ele pode mudar a senha da pessoa usando aqueles links comuns em muitos sites: "Esqueceu sua senha?"
Para conseguir isso, o hacker precisa ter mais informações sobre o usuário para responder uma pergunta de segurança - o nome de solteira da mãe, o dia do aniversário ou a escola onde o usuário estudou.
No caso de celebridades, em que vários desses dados são facilmente encontráveis na internet, elas ficam mais vulneráveis a esse tipo de golpe - que foi usado para hackear as contas da política americana Sarah Palin em 2011. Mas mesmo nós, os não-famosos, fornecemos muitas dessas informações publicamente em nossos perfis de internet.



Tentar ocultar esses dados em perfis de sites como Facebook às vezes é uma tarefa chata e difícil. Mas o esforço vale a pena para evitar golpes e hackers. Algumas pessoas chegam ao extremo de propor que se publique dados falsos em perfis públicos - como uma data errada de aniversário - só para despistar ladrões.

Agora sim. Estou seguro! Estou?

Infelizmente não. Lembre-se, é impossível estar 100% seguro na internet. As dicas acima são suficientes para dificultar bastante a vida dos hackers. Mas ainda é possível dar mais um passo.
Muitos serviços de e-mail e "cloud" oferecem autenticação por dois fatores. Com esse serviço ligado, não basta digitar uma senha para acessar sua conta. É preciso digitar a senha e esperar por um código, que é enviado ao seu telefone. Só com esse código que é possível fazer o login.

Algum dia haverá 100% de segurança na internet?

Uma reportagem da revista Economist este ano sintetizou bem o problema da segurança na internet: "Criar segurança online é difícil porque toda a arquitetura da internet é pensada para promover conexões - não segurança".
A tarefa ficará mais árdua com os anos, na medida em que objetos que estão no nosso cotidiano há décadas - como carros e aparelhos domésticos - se conectam cada vez mais à rede.
Enquanto as empresas não conseguem garantir a segurança dos usuários, cabe a eles tentar reduzir ao máximo a sua exposição a hackers.

domingo, 18 de maio de 2014

Conheça as empresas mais eficientes na proteção de dados.


Fonte: Link Estadão.
SÃO PAULO – Um relatório da Electronic Frontier Foundation (EFF) publicado nessa sexta-feira avaliou as empresas de tecnologia a respeito da proteção dos dados dos usuários quanto a pedidos de dados feitos pelos governos.
A pesquisa deu nota máxima a grupos como Apple, Google, Facebook, Microsoft e Twitter, e teve como Amazon e Snapchat como destaques negativos, usados como exemplos de companhias que pouco se preocupam com as informações pessoais de quem os utiliza.
A pesquisa, desenvolvida pela empresa pela quarta vez, mostra avanços no que diz respeito à preocupação com a privacidade dos usuários — o relatório atribui tal progresso ao escândalo de vigilância da agência de segurança norte-americana, a NSA, revelado pelo informante Edward Snowden.
Seis critérios foram levados em consideração pela pesquisa, e a cada um deles foi concedido uma estrela: exigência de mandado judicial; informa os usuários sobre solicitações do governo; publicação de relatórios de transparência; clareza com relação à política sobre as demandas governamentais; luta pelo direito de privacidade dos usuários e oposição à vigilância em massa. “Pela primeira vez desde 2011, todas as empresas pesquisadas ganharam ao menos uma estrela a mais em comparação com a temporada anterior”, diz o relatório, que pode ser lido (em inglês) na íntegra.
Ao todo, quinze empresas conquistaram notas entre 5 e 6 estrelas Apple, CREDO Mobile, Dropbox, Facebook, Google, Microsoft, Sonic, Twitter e Yahoo (com seis); LinkedIn, Pinterest, SpiderOak, Tumblr, Wickr e WordPress (com cinco). O Snapchat ficou sozinho com uma estrela, e mereceu menção especial: “A pouca preocupação do Snapchat é problemática, especialmente porque é um aplicativo que coleta dados extremamente particulares de seus usuários, como imagens comprometedoras. Esperamos urgência para que isso mude”, diz a EFF.
Franz diz: antes de nos preocuparmos com a segurança das informações digitais, precisamos nos ater a nossa própria educação digital. De certa forma, colaboramos para a coleta dessas informações por desatenção com os princípios básicos de segurança digital. 
Entretanto, o que considero mais perigoso não é o roubo das informações digitais em si, principalmente quando averiguamos que as principais empresas buscam pela excelência na proteção de nossos dados. O que me deixa atônito é a forma como divulgamos dados pessoais, localização e até a própria rotina pelas redes sociais. É exposição demasiada que compromete a segurança e a integridade de quem as divulga, mas também põe em risco a vida de pessoas próximas. É preciso divulgar os malefícios desse comportamento descomprometido com a cautela.

terça-feira, 29 de abril de 2014

Governo Norte-Americano pede que não usemos o Internet Explorer


Fonte: Estadão 
 
SÃO PAULO – O governo dos EUA recomendou que usuários do Internet Explorer parem de usar o navegador até que uma falha anunciada no sábado seja reparada pela Microsoft. A advertência foi comunicada hoje pelo departamento governamental responsável pela segurança na internet.
O problema permite que se execute um código através do browser de outro computador e está presente em todas as versões do browser - 6, 7, 8, 9, 10 e 11. Através dela, por exemplo, um invasor pode criar um site falso e induzir o usuário a acessá-lo.
É a primeira ameaça grande a surgir desde que a Microsoft parou de fornecer atualizações de segurança para o sistema Windows XP no começo do mês.
Um órgão de segurança do governo britânico emitiu aviso semelhante no Reino Unido. Pediu aos usuários que procurem outros navegadores e que mantenham seus antivírus atualizados.

sexta-feira, 25 de abril de 2014

Vou melhorar meu conhecimento da língua portuguesa com a web. Tem certeza?


Por: Franz Lima
Li uma notícia sobre a morte da apresentadora inglesa Peaches Geldof. Apesar da triste notícia do falecimento de uma jovem de 25 anos, o que mais me surpreendeu foi o nível da escrita na notícia. Erros de grafia e concordância são apenas uma parte do problema. O que mais chocou é a presença desta lacunas em sites e jornais de grande influência junto ao público leitor. 
Como formadores de opinião e por possuírem grande apelo junto aos leitores, tais falhas são inadimissíveis, além de influenciar negativamente. 
Não posso deixar de citar alguns jornais de menor porte, como o Meia Hora, do Rio de Janeiro, onde esse desleixo com a língua portuguesa beira a agressão.
Abaixo, o trecho da matéria que atraiu minha atenção, publicado no Ego, do Globo, dia 11/04/2014:
A socialite, que trabalhou como jornalista, apresentadora e modelo, deixa duas filhos: Astala, 1 ano e 8 meses, e Phaedra. Sua última publicação no Twitter, que aconteceu neste domingo, 7, foi uma foto em que ela aparece no colo de sua mãe. Paula Yates morreu quando Peaches tinha 11 anos. Já em seu perfil no Instagram, Peaches publicou um vídeo de seu filho. Sua última aparaição pública foi no evento de moda F&F na última quinta-feira.
Um meio de comunicação como o jornal, impresso ou eletrônico, não pode conter erros tão graves. Há revisores em todos eles, porém é visível o nível de descaso cada vez maior para a correção de erros gramaticais, concordância ou tempo verbal. Com exemplos vindos da própria mídia, somados ao já relapso ensino de nossa língua culta, o que resta esperar?
O q vc axa disso tudo?

quarta-feira, 4 de dezembro de 2013

Arte crítica mostra que ter opinião é indispensável para não se tornar um alienado. Por Pawel Kuczynski.


O capital como nova forma de religião
Texto: Franz Lima
Cada ilustração de Pawel Kuczynski tem a força de um tapa na face. Suas artes são atuais e mostram que ele está consciente dos acontecimentos recentes que abalaram o mundo. 
Pawel mostra um apurado senso crítico e um humor mordaz que, tenho certeza, irá incomodar muitos. Mas nem todo humor é feito para provocar risos... há o humor destinado à conscientização. E Pawel é exatamente esse tipo de humorista.
Que a verdade consiga abalar os alicerces da mentira e da politicagem. 

O facebook como ferramenta de localização em um mar de pessoas

Autoridades recebem o tapete vermelho porque têm o poder bélico.
A eterna busca do petróleo árabe por parte dos países ricos

O lixo recebido como presente luxuoso pelos que tem fome
A confissão lavando a alma do pecador
Governos comprovam seus medos diante das redes sociais


sábado, 24 de agosto de 2013

Supermodelos incorporam os mais famosos navegadores da web




Eu já vi versões dos navegadores em forma de mulheres, porém apenas através de ilustrações. 
Agora, a fotógrafa Viktorija Pashuta elaborou um belo ensaio onde mulheres usam as cores dos mais conhecidos navegadores da internet (web browsers), dando vida e beleza para algo que não costumamos reparar. 




Viktorija Pashuta
Viktorija Pashuta
Viktorija Pashuta

terça-feira, 9 de abril de 2013

Como seriam os Navegadores da Internet (Web Browsers) se fossem mulheres?


Cada uma teria um estilo próprio. Uma mais bela que a outra. Escolha a sua...
Arte por Moie Preisenberger 
Firefox, Opera, Internet Explorer, Chrome e Safari


domingo, 23 de setembro de 2012

Irã restringe Google e Gmail


Fonte: G1
 
O Irã pretende conectar seus cidadãos em uma rede doméstica de Internet para tentar melhorar a segurança virtual, mas que muitos iranianos temem ser mais uma medida para controlar o acesso à web.
O anúncio, feito por um vice-ministro do governo no domingo (23), veio a público quando a televisão estatal disse que a ferramenta de busca do Google e seu serviço de email seriam bloqueados 'dentro de algumas horas'. 'O Google e o Gmail serão filtrados em todo o país até nova ordem', disse, sem entrar em detalhes, uma autoridade identificada apenas pelo sobrenome, Khoramabadi.
A Agência de notícias dos estudantes iranianos (ISNA) disse que a proibição do Google estava relacionada ao filme anti-islâmico postado no YouTube e que provocou escândalo em todo o mundo muçulmano. Não houve uma confirmação oficial.
O Irã tem um dos maiores filtros de Internet do mundo, evitando que iranianos comuns acessem vários sites sob a desculpa oficial de que são ofensivos ou criminosos. Contudo, muitos iranianos acreditam que o bloqueio a sites como o Facebook e o YouTube deve-se ao uso desses sites em protestos anti-governo depois da polêmica reeleição do presidente Mahmoud Ahmadinejad em 2009.
Os iranianos costumam driblar o filtro do governo usando o software rede privada virtual (VPN), que faz o computador aparecer como se estivesse baseado em outro país.Mas as autoridades há muito tempo falam de criar um sistema de internet iraniano que seria isolado de todo o resto da internet.
Segundo a mídia iraniana, o sistema doméstico estaria totalmente implantado até março de 2013, mas não estava claro se o acesso à Internet mundial seria cortado assim que o sistema fosse lançado.

Franz says: não serei jamais favorável à censura, qualquer que seja sua roupagem. Bloquear o acesso do cidadão comum à internet não é garantia de nada. Temos em nosso país, em menor escala, exemplos de empresas que bloqueiam acesso aos funcionários e acabam sendo driblados por eles. Moral da história: mais vale policiar que proibir. Estas medidas podem gerar maior desconforto e inquietação, provocando até medidas extremas de usuários mais elevados, capazes de invadir sistemas e provocar o caos. 




sexta-feira, 20 de julho de 2012

Twitter pode abrir vagas de trabalho no Brasil.


O Twitter está com vagas para profissionais do Brasil, o que dá força a rumores de que a rede social planeja abrir um escritório no país. 
Na página de recrutamento do portal há ao menos três vagas abertas para atuação em São Paulo, para as áreas de vendas e marketing, com o objetivo de divulgar as ferramentas do Twitter entre agências de publicidade e empresas. Veja mais informações no site da companhia.
De acordo com o jornal britânico "Financial Times" o Twitter planeja abrir um escritório em Brasil ainda neste ano para aproveitar as oportunidades geradas pela Olimpíada no Rio e pela Copa do Mundo. 
Fonte: Folha de SP.

Franz says: esta é uma notícia que evidencia a importância dos próximos eventos esportivos no país, além de também destacar a influência do Brasil junto às grandes empresas e investidores. Uma ótima oportunidade para os que estarão capacitados a trabalhar nesta grande empresa.

segunda-feira, 14 de maio de 2012

Milionários do Facebook criam novas empresas


Fonte: Estadão

Matt Cohler foi o funcionário número 7 do Facebook. Adam D’Angelo entrou para a curiosa empresa iniciante (startup) do amigo de colégio Mark Zuckerberg em 2004, tornando-se diretor de tecnologia. Ruchi Sanghvi foi a primeira mulher na equipe de engenharia.
Todos deixaram o Facebook. Nenhum vai se aposentar. Donos de ações lucrativas e uma rede de importantes contatos na indústria, partiram para criar suas próprias empresas ou para financiar a visão dos amigos.
Com a oferta pública do Facebook, um número ainda maior de pessoas deve se juntar a esse grupo, consolidando o que pode ser um dos legados mais duradouros do Facebook - uma nova geração de magnatas da tecnologia que tentam criar ou investir no próximo... Facebook.
"A história do Vale do Silício sempre seguiu o modelo de uma geração de empresas que dá à luz a novas grandes empresas", disse Cohler que, aos 35 anos, é sócio da Benchmark Capital, investindo também em diversas startups criadas pelos antigos amigos que fez na época do Facebook. "Aqueles que aprenderam muito num determinado conjunto de empresas costumam seguir a carreira criando suas próprias empresas iniciantes." É assim que tem sido a história do Vale do Silício, do Netscape à Apple, passando por PayPal e, recentemente, pelo Facebook.
Cada oferta pública cria um novo ciclo de magnatas da tecnologia que dispõem de dinheiro para investir. Mas, no caso da oferta do Facebook, que envolve um valor estimado de US$ 100 bilhões, a fraternidade criada será bem mais rica que as anteriores.
Em sua grande maioria, seus membros serão homens, jovens, brancos ou asiáticos e, acima de tudo, conhecedores do valor das redes sociais. E terão dinheiro no bolso. Alguns dos primeiros executivos do Facebook já venderam suas ações e dispõem hoje de milhões de dólares.
Cohler, por exemplo, está no centro de uma complexa rede de elos sociais e empresariais que emanam do Facebook. Em 2002, após formar-se em Yale, estava numa festa e conheceu Reid Hoffman, ex-executivo do PayPal. Os dois se "deram bem", de acordo com o que Cohler contou. Ele se tornou o protegido de Hoffman, auxiliando-o nos empreendimentos e seguindo-o na nova startup, a LinkedIn.
Então, Cohler se juntou a uma empresa que Hoffman e outros ex-executivos do PayPal estavam financiando: o Facebook. Ficou de 2005 a 2008, período em que o serviço deixou de ser apenas um site universitário e se tornou uma grande rede social. Uma das responsabilidades dele era recrutar profissionais.
Cohler deixou a empresa e virou um investidor. Captou dinheiro para várias empresas fundadas por ex-executivos do Facebook, incluindo a Quora, criada em 2010 por D’Angelo e outro ex-engenheiro do Facebook, Charlie Cheever. Outras empresas incluem a Asana, criada em 2009 por Dustin Moskovitz, cofundador do Facebook; e o Peixe Urbano, site brasileiro de comércio concebido por Julio Vasconcelos, ex-diretor do escritório do Facebook em São Paulo.
(Tradução de Augusto Calil)

Gizmodo explica: O que falta para o 4G virar realidade no Brasil?


Fonte: Gizmodo. Por Rodrigo Ghedin

No dia 12 de setembro do ano passado a presidente Dilma Roussef afirmou: “Vamos implantar no Brasil o celular de quarta geração antes da Copa do Mundo.” O 4G, com a promessa de velocidades assombrosas e baixas latências, já encanta e conquista norte-americanos, asiáticos e europeus, mas ainda está longe de se tornar realidade no Brasil. O que é essa tecnologia e o que falta, afinal, para que ela deslanche por aqui? Respondemos essas e outras questões em mais um Giz Explica.

4G significa Internet móvel de alta velocidade…
As especificações do 4G foram definidas pela ITU-R, que também é responsável por homologar tecnologias complacentes com essas regras. Dentre elas está a velocidade de download de 100 Mb/s quando em trânsito e 1 Gb/s em pontos estacionários. Os dois principais candidatos a padrão nessa seara, LTE e WiMAX, não alcançam tais velocidades em suas versões atuais — a atual especificação do LTE chega a ~70 Mb/s. Mesmo assim, são considerados 4G pela ITU-R desde dezembro de 2010 por representarem ganhos expressivos em relação ao padrão anterior, o 3G/UMTS.
…que não tem um padrão muito definido…
Não é só nos limites mínimos de velocidade que a ITU-R faz “corpo mole”. As faixas de frequência nas quais os dispositivos 4G operam também não são padronizadas, incumbindo a cada país a tarefa de encontrar uma “vaga” no espectro para abrigar a tecnologia.
Apesar dessa confusão, há outras características que representam ganhos em relação ao 3G, como a largura de banda maior (o que torna a conexão acessível a mais pessoas simultaneamente), a latência bem menor, bem como o uso de compartilhamento dinâmico e outras funções que ajudam a suportar mais usuários ao mesmo tempo. A esse conjunto de característica se dá o nome de International Mobile Telecommunications-Advanced (IMT-Advanced).
Outro efeito colateral ruim dessa relativa bagunça é o uso indiscriminado da marca “4G” por operadoras. Nos EUA, por exemplo, a AT&T chama a sua conexão HSPA+ de 4G e o LTE, esse sim uma 4G de verdade, de 4G LTE.

A primeira rede 4G comercial do mundo foi inaugurada em 2009 em duas capitais escandinavas, Oslo (Noruega) e Estocolmo (Suécia). De lá para cá a tecnologia chegou a vários outros países, inclusive nos EUA, maior mercado de telefonia móvel do mundo. Lá o 4G é realidade desde 2010 e atualmente três das quatro maiores já oferecem Internet móvel de alta velocidade: Verizon e AT&T via LTE, e Sprint via WiMAX (com planos para migrar para LTE). A MetroPCS também oferece 4G via LTE. A T-Mobile, última das quatro gigantes, chama a sua conexão DC-HSPA+, que dobra a velocidade de downstream do HSPA+ chegando a 42 Mb/s, de “4G”.
Onde o 4G já existe, a disparidade no uso de frequências é evidente. Veja alguns exemplos mais além do dos EUA:
  • Austrália: 1800 MHz (LTE); 2300, 2500 MHz (WiMAX);;
  • Alemanha: 800 MHz, 1800 MHz (LTE);
  • Ásia (em geral): 1800, 2600 MHz
Como você já deve imaginar (e a lógica leva a crer), smartphones fabricados para determinadas frequências não funcionam quando em outras. Todos, porém, também funcionam em redes 3G/UMTS para um sistema meio “fallback” em regiões onde o 4G não existe ou é incompatível. É o caso, por exemplo, do novo iPad que chega amanhã ao Brasil.
…mas com frequências diferentes das que serão usadas aqui…

E mesmo que você compre o novo iPad esperando a rede 4G nacional se materializar, más notícias: as nossas frequências serão diferentes das usadas pela última versão do tablet da Apple. É o mesmo problema pelo qual passaram os australianos: mesmo com 4G operando por lá, o tablet da Apple só acessa a Internet via 3G.
A Anatel já estabeleceu as frequências e até publicou o edital da licitação, que deve ocorrer em junho. O nosso 4G usará a tecnologia LTE e operará na faixa dos 2500 MHz. Além dessa, haverá outra exclusiva para o uso em áreas rurais, de 450 MHz.
Eu sei. Você deve estar se perguntando “por quê?”. Acontece que a faixa dos 700 MHz, recomendada pela Qualcomm para uso na América Latina, atualmente é usada para a transmissão do sinal da TV analógica (canais 52 a 69 do UHF). Como o prazo para o fim das transmissões da TV analógica termina em 2016 (se tudo correr bem), não deu para esperar.
Com isso, não é apenas o iPad que fica “prejudicado” no Brasil, mas todos os smartphones e tablets que vêm de fora. Empresas como Samsung e Nokia, que fabricam por aqui, terão alguma vantagem nesse processo de localização, mas outras que importam, não. Isso sem falar em quem viaja para o exterior e aproveita o passeio para trazer um iPhone ou Galaxy na bagagem. Acabou a mamata — a menos que você se contente com nosso 3G capenga.
…que entrará em operação em abril de 2013…
Palavras de Dilma: nossa rede 4G estará em operação nas cidades-sede da Copa do Mundo até abril do ano que vem. O cronograma da Anatel é estender o alcance da rede gradativamente, até chegar às cidades com população entre 30 e 100 mil habitantes em 2022. Até maio de 2014, poucas semanas antes do início do campeonato futebolístico, todas as capitais e cidade com mais de meio milhão de habitantes estarão com 4G tinindo.


O edital da licitação já foi aprovado, o leilão ocorrerá em junho e o governo federal espera arrecadar no mínimo R$ 3,58 bilhões nessa brincadeira. Haverá duas etapas, sendo a primeira exclusiva para as faixas rurais (450 MHz). Se não forem vendidas, elas entram no bolo das faixas de 2,5 GHz e, então, serão leiloadas juntas. Além da implantação da nova rede, há uma série de compromissos que prometem melhorar e estender o péssimo serviço 3G de que dispomos hoje.
Isso tudo, claro, se nada mudar mais uma vez. Sim, porque as operadoras estão fazendo uma pressão danada contra a implantação da novidade.
…porque as operadoras não estão muito animadas com os investimentos necessários…
Outro problema na escolha da frequência de 2,5 GHz para o nosso 4G é que ela se propaga menos do que frequências mais baixas e, portanto, exige mais investimentos em infraestrutura. E isso parece ser um problemão porque as operadoras estão fazendo jogo duro contra o 4G.
O leilão das frequências já foi adiado algumas vezes por pressão e lobby delas. As operadoras dizem que ainda não terminaram o ciclo de implantação do 3G no país, o que em outras palavras significa que ainda não capitalizaram (o suficiente?) com a tecnologia passada. Se sim ou não, parece que agora vai.
Mas há outro possível complicador para que o leilão de fato ocorra em junho: EUA e Europa. Como o edital da Anatel prevê a utilização de +50% de equipamentos nacionais na infraestrutura das teles, representantes dos governos do hemisfério norte foram à OMC reclamar. Novamente, porém, Paulo Bernardes, ministro das Comunicações, e João Rezende, presidente da Anatel, bateram o pé e disseram que nada muda.
…mas que vai sair mesmo assim.
Aos trancos e barrancos e com a insatisfação daquelas que proverão o serviço (o que deixa todo mundo apreensivo com a qualidade da coisa), o 4G no Brasil caminha para se tornar uma realidade. Logo de cara, ele terá um desafio dos grandes: a Copa do Mundo, com gente do planeta inteiro por aqui, ainda que poucos com equipamento capaz de “conversar” com nosso 4G na frequência de 2,5 GHz. O jeito é esperar, torcer e, principalmente, ficar de olho no desenrolar dessa história toda. Que a triste do 3G não se repita, amém.


Como navegar na web sem deixar rastros


Fonte: Gazeta do Povo . Por Breno Baldrati

A atriz Carolina Dieckmann foi a última de muitas que ainda estão por vir: pessoas que vão se deparar com seus vídeos ou fotos íntimas circulando pelos monitores alheios. A lista dos que “caem na net” só aumenta. Um caso recente e simbólico no Brasil foi a úl­­tima edição do Big Brother Brasil. Dias após o início do programa, circulavam pela web vídeos comprometedores de dois dos participantes. Há quem veja nesse comportamento apenas o “novo normal”: mais uma maneira como a tecnologia está impactando e moldando nossas vidas.
Sempre há uma maneira simples e eficaz de evitar o incoveniente: não tirar fotos que você não gostaria que chegassem às mãos de sua família ou de seus colegas de trabalho. Mas essa é uma opção que ignora o comportamento humano. Seja qual for o motivo – exibicionismo, narcisismo ou pura bebedeira –, muita gente ainda ficará pelado na internet. E as fotos nus são apenas um extremo de como a internet está invadindo a privacidade dos usuá­­rios. Na web, praticamente tudo o que fazemos é rastreável. Todas as buscas, o conteúdo dos emails, o número do cartão de crédito – alguém, em algum lugar, pode ter acesso a eles.
Da mesma maneira que cria problemas, a internet também os resolve. Nos últimos anos, apareceram dezenas de softwares preocupados em manter o anonimato dos usuários e permitir que eles naveguem sem deixar rastros. Nesta matéria, vamos mostras algumas opções. O grau de anonimidade varia de acordo com a intenção do usuário, e de quanto ele está sujeito a mudar seu estilo de navegação.
Um bom começo é a utilização de clientes de email que prometem não xeretar o conteúdo das mensagens. Como se sabe, o Gmail, o serviço mais popular de e-mails, utiliza o conteúdo, por leitura de robôs, para refinar os anúncios que serão exibidos aos usuários. Há serviços que prometem total inviolabilidade do conteúdo, como o S-Mail (http://s-mail.com/), Hushmail (http://www.hushmail.com/) e Stealthmessage (http://www.stealthmessage.com/). Este último tem uma opção para a “autodestruição” de qualquer e-mail enviado. Emails descartáveis também são boas opções para cadastros em sites poucos confiáveis. O 10MinuteMail (http://10minutemail.com), como diz o próprio nome, tem vida útil de apenas 10 minutos.
Ainda que o e-mail esteja protegido, todo o computador possui uma identificação, o IP, que pode ser rastreado pelos servidores. Para fugir desse controle, a melhor opção é utilizar serviços que alteram o IP da máquina, como o BeHidden (http://behidden.com), ou usar as chamadas redes privadas virtuais (VPN´s, na sigla em inglês), que tornam a sua localização confidencial. Há várias opções, como Vyprvpn e o PrivateVPN – alguns são pagos.

Novos programas
Uma das mais empolgantes promessas da área de privacidade é o Privly, um serviço que recebeu fundos do Kickstarter e agora se prepara para ser lançado ao público. O desenvolvedor por trás do projeto, Sean McGregor, explica o conceito num vídeo postado no site. “Empresas como Twitter, Google e Facebook nos forçam a optar entre a tecnologia moderna e a privacidade. Mas os desenvolvedores do Privly sabem que essa é uma falsa escolha”, afirma. “Você pode se comunicar pelo site que bem entender sem dar acesso aos prestadores de serviços ao seu conteúdo”, garante. O Privly é uma extensão para ser instalada em qualquer navegador. Ao mandar uma mensagem pelo Facebook ou pelo Twitter, o programa encripta o texto e o transforma em um link, que passa a ser a única parte visível na rede social. Ao clicar no link, o navegador então finalmente revela o texto, desde que a pessoa que está tentando ler a mensagem também tenha o Privly instalado.
Uma coleção grande de programas para garantir a privacidade está listada no site da EPIC, a Electronic Privacy Information Center, organização americana voltada para a privacidade na web. A lista pode ser acessada no link http://epic.org/privacy/tools.html.

quinta-feira, 19 de abril de 2012

Artigos publicados na Wikipedia apresentam erros em 60% deles.


Fonte: Tech Tudo. Por: Paulo Higa

A cada dez artigos lidos na Wikipédia, seis podem conter erros factuais. A informação vem de uma pesquisa recente realizada pela Universidade do Estado da Pensilvânia, nos Estados Unidos, que mostra que a credibilidade do conteúdo da enciclopédia livre está muito aquém da ideal.
O estudo foi direcionado especificamente para artigos com informações sobre empresas. A pesquisa conduzida por Marcia DiStaso, professora de comunicação da universidade, consultou 1284 funcionários de diversas companhias. De acordo com DiStaso, 25% dos entrevistados nunca pesquisaram sobre a empresa em que trabalham na Wikipédia. Cerca 60% dos artigos pesquisados continham imprecisões, segundo pessoas familiarizadas com o assunto abordado nos textos.

Apesar de a Wikipédia ser uma enciclopédia editável por qualquer um, o fundador Jimmy Wales defende que boas práticas sejam adotadas antes de modificar um artigo. Se um usuário defende a empresa e ganha por isso, não pode acrescentar, remover ou alterar informações sobre sua companhia. Nesse caso, é necessário utilizar a página de discussão para propor a mudança a um dos administradores. A grande dificuldade fica por conta do fato de que, a cada quatro queixas, uma delas nunca é respondida.

O problema é mais grave se considerarmos que muitos estudantes utilizam informações da Wikipédia como base para trabalhos acadêmicos, propagando erros factuais – e também dados errados inseridos propositalmente para prejudicar uma pessoa ou empresa.

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