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segunda-feira, 12 de dezembro de 2016

Quais as referências que Westworld usou com base em Ghost in the Shell?


Terminei com muito prazer de assistir à série Westworld. A trama envolve um enorme local que imita à perfeição o Velho Oeste norte-americano. O diferencial está na utilização de avançados androides que são quase impossíveis de distinguir dos humanos. Seus comportamentos e atitudes, até seus erros, são exatamente como nós, mas com um diferencial que é a impossibilidade de, teoricamente, machucarem seres humanos.
A série bebe de fontes como Blade Runner, Isaac Asimov, Matrix e, obviamente, Ghost in the Shell. Vi também recentemente a animação dirigida por Mamoru Oshii e baseada nos mangás de Shirow Masamune.
As similaridades são muitas e merecem ser analisadas uma a uma.

Texto: Franz Lima. Curta nossa fanpage: Apogeu do Abismo.


Linha de produção:
Há um laboratório de porte gigante para a construção dos androides. O uso de redes neurais, aplicação de grupos musculares e até pele sintética deixam ambos impossíveis de distinguir dos humanos. Entretanto, em Ghost in the Shell há conectores (tais como os vistos em Matrix) que servem como portas USB ou similares destinados à transferência de dados. Isso não é visto em Westworld, mas as partes informatizadas e bio-mecânicas existem.
Westworld

Ghost in the Shell

Nudez:
A nudez é outro ponto igual. Westworld, entretanto, não tem pudores em mostrar nus frontais e cenas de sexo. Isso, contudo, não é o ponto principal sobre a nudez que quero abordar. Nas duas produções não há conotações sexuais nessas cenas, principalmente nos laboratórios e linhas de produção. O motivo mais óbvio é que são apenas máquinas, porém é preciso observar que a maioria dos empregados age como um técnico em necropsia ou um médico: a nudez é algo que está intrínseco em sua profissão e não causa mais espanto.
Ghost in the Shell
Westworld

O despertar:
Maeve e Dolores sempre despertam da mesma forma. Elas aparentam estar saindo de um sono profundo e aptas a um novo dia. Isso também acontece com Major.
Westworld

Ghost in the Shell

Realidades conflitantes:
Nada é o que parece ser. Assim como em Westworld, Ghost in the Shell tem um enredo cuja premissa é a manipulação de memórias. Essa manipulação atinge homens e máquinas, enquanto em Westworld as vítimas são os androides.

Discursos filosóficos:

Conflitos e filosofia são constantes em ambas as produções. Os conflitos não se resumem aos embates entre duas partes, mas também aos internos, aqueles que levam alguém a refletir sobre a situação vivida e a própria existência. Um tema interessante de Ghost é a individualidade, algo bem explorado em Westworld.

Westworld é uma série atual e tem muitas outras referências que serão também analisadas e expostas aqui com o devido tempo. De qualquer modo, espero que tenham gostado desse post. 
Até breve...

segunda-feira, 21 de novembro de 2016

Todos temos sonhos...



Por: Franz Lima. Curta nossa fanpage: Apogeu do Abismo.


Pode aparentar ser uma simples brincadeira com a imagem do C3PO pintado com as cores do Homem de Ferro. Parece...
Na verdade, a imagem acima é um lembrete sobre a necessidade de sonhar e, ainda mais, a necessidade de buscar a concretização desses sonhos. O uso de um robô como um ser que deseja ser algo além é um tema em curso atualmente, basta olharmos para os filmes sobre Inteligência Artificial e, sobretudo, a série Westworld. Mas não paramos aí. Sonhar é manter-se vivo e em busca de algo a mais, uma motivação para continuar nessa vida.

Todos temos sonhos...

segunda-feira, 30 de maio de 2016

A disputa política distorcendo valores.


Por: Isabela Niella. Curtam nossa fanpage: Apogeu do Abismo. #apogeudoabismo

Eu sou uma prova viva de que, nos últimos tempos, nós brasileiros estamos tão focados em discutir quem tem mais razão, com relação as questões políticas, que ultrapassamos os limites da coerência e do respeito! Gente, o que está acontecendo? Somos uma nação ou somos torcidas distintas? Cada um torcendo por seu lado e torcendo o nariz para o outro! E os discursos? “São massa de manobra!”, “comandados pela elite branca!”, “bolsa família é para parasitas!”, “foram comprados com pão e mortadela”, “coxinhas!”, “petralhas!”...
Ufa! Quase decaí também! Tenho minhas convicções (que agora não vêm ao caso), mas tenho evitado e vigiado ao máximo para que no lugar de opinar e repassar informações que ache importantes, eu não cometa os mesmos deslizes que tenho visto amigos e parentes cometerem.
Respeito é bom, e todos nós gostamos e necessitamos. E reclamar, xingar, ofender quem quer que seja somente por ter opinião diferente da nossa é no mínimo falta de respeito! E nem estou falando dos preceitos cristãos que a maioria diz ter e não pratica.
Será mesmo que a minha verdade é mais verdadeira que a sua? Será que cada um não tem um pouco de razão nesse ou naquele quesito? As minhas experiências contam mais que a experiência do colega, do amigo ou do irmão? Desde que o mundo é mundo e o ser humano passou a se comunicar e viver em sociedade que sempre existiram aqueles com ideias e pensamentos distintos. Mas por serem diferentes estão errados? Eles se tornam a encarnação do mal e não merecem ser considerados?

Acredito que esteja passando da hora de todos pararem para refletir no que é realmente importante para nosso país e tomarem uma postura digna, no qual o todo se torne prioridade em detrimento do individual. Não será o político ou partido A ou B que fará o “milagre” da prosperidade econômica e mudará o panorama atual de nosso país, mas sim, uma conscientização geral de que todos somos responsáveis pelo engrandecimento do Brasil e que as nossas atitudes individuais, unidas ao conceito de respeito ao próximo, valorização das atividades laborativas e educacionais, cumprimento das leis, associadas à valorização do ser humano em suas necessidades básicas, isso sim fará com que nosso país saia desse pesadelo econômico e de ideias. No mais, precisamos pôr em prática os nossos conceitos religiosos e filosóficos e não deixá-los apenas para as cerimônias e cultos, esquecendo-os na vida prática. E para quem acredita que não pode fazer nada por não ser uma pessoa influente, culta ou rica, eu digo que a oração e os bons pensamentos podem inspirar aqueles que estão em posições sociais melhores e mais influentes e também digo que toda a ajuda é bem vinda e necessária.

quarta-feira, 16 de setembro de 2015

Japão pede para que universidades cancelem cursos de humanas. Por que?


A área de ciências sociais também será afetada. Ministro da Educação pede para que cursos ‘contemplem as necessidades da sociedade’

Fonte: Terra. Comentários: Franz Lima.
Vários cursos de ciências sociais e humanas serão cancelados no Japão após um pedido para que universidades “sirvam áreas que contemplem as necessidades da sociedade”. As informações são do site Times Higher Education .
Das 60 universidades nacionais que oferecem cursos nessas disciplinas, 26 confirmaram que irão cancelar ou reduzir essas matérias conforme o pedido do governo japonês.
A ação se deu após o ministro da Educação, Hakuban Shimomura, enviar uma carta às 86 universidades nacionais do Japão pedindo que “tomem ações para abolir organizações (de ciências sociais e humanas) ou sirvam áreas que contemplem as necessidades da sociedade”.
O decreto ministerial foi colocado pelo presidente de uma das instituições como “anti-intelectual”, enquanto as universidades de Tokyo e Kyoto, as mais prestigiadas do país, afirmaram que não irão acatar o pedido.
No entanto, 17 universidades irão parar de recrutar estudantes para cursos nas áreas de humanas e ciências sociais, incluindo direito e economia, de acordo com uma pesquisa feita pelo jornal The Yomiuri Shimbun.
Segundo o estudo, o Conselho de Ciência do Japão expressou em agosto uma “profunda preocupação com o provável impacto que a ação administrativa teria sobre o futuro das ciências sociais e da área de humanas no Japão”.
Acredita-se que o pedido seja parte dos esforços do presidente Shinzo Abe para promover o que ele chama de “vocações educacionais mais práticas que satisfaçam as necessidades da sociedade”.
Porém, a ação também pode ser conectada com a atual pressão financeira sobre as universidades japonesas, relacionada ao baixo índice de natalidade e a diminuição do número de estudantes. Esses fatores contribuem para que muitas instituições funcionem 50% abaixo de sua capacidade.

Franz diz: "O estudo das ciências sociais e humanas é vital para a manutenção de nossa memória e para a compreensão do homem e suas complexidades. Extinguir o estudo de tais ciências é um crime contra o patrimônio histórico e cultural. 
Compreendo que há a necessidade de ampliar-se o estudo - e a consequente formação de especialistas em áreas como mecatrônica, tecnologia da informação, física nuclear, engenharia de produção, etc -, mas a necessidade de um aumento dos estudantes em áreas exatas não é justificativa para a extinção de cursos que formem filósofos, historiadores, sociólogos e outros pensadores. As ciências humanas foram primordiais para os principais momentos da história da humanidade, qual a lógica em acabar com isso?
Qualquer pode optar pelo aprofundamento na área de estudo que bem entender, porém isso pode ser feito com a coexistência - como sempre foi - das ciências exatas e as humanas. 
Triste atitude de quem visa, acima de tudo, o lucro e a imposição do poder. Acho improvável que isso vá obter maior apoio, mas é preciso lembrar que muitos admiram o Japão como potência econômica e educacional, fato que por si só pode implicar em imitação por outros países.


quarta-feira, 26 de novembro de 2014

Lista de Compras: Dear Mr. Watterson. A História de Calvin e Haroldo


Um documentário que foi lançado em 2013 e mostra as reações e, principalmente, a influência da dupla mais carismática da Nona Arte. Essa é uma das melhores definições para "Dear Mr. Watterson", uma homenagem que exalta a importância da obra máxima de Bill Waterson, criador dos personagens Calvin e Haroldo (em inglês, Calvin & Hobbes).

Nosite oficial, você pode encomendar qualquer combinação do filme em DVD ou Blu-ray, a trilha sonora do documentário, poster oficial do filme e um GoComics com assinatura de 1 ano! Se você comprar um pacote contendo o download em HD, você poderá ver o filme imediatamente.


Evidencio que não sou favorável à pirataria... Ei, aquele é Jack Sparrow?


segunda-feira, 5 de maio de 2014

Novos e ótimos livros são lançados pela Companhia das Letras.


Garoto zigue-zague, de David Grossman (Tradução de George Schlesinger)
Pouco antes de completar treze anos e fazer seu bar mitzvah, Nonny Feierberg — mais conhecido como Nono — embarca em Jerusalém num trem para Haifa, onde deverá encontrar o tio. A princípio, a viagem parece um presente de grego planejado por seu pai, detetive e maior herói de Nono, e Gabi, secretária do Departamento de Investigações Especiais que faz as vezes da mãe que ele perdeu quando criança. Mas Nono nunca chegará de fato ao seu destino. Logo que o trem parte, o garoto embarca numa aventura fantástica na companhia de um sujeito suspeito, mas encantador: Felix Glick. Ao seu lado, Nono conhecerá a atriz Lola Ciperola e passará por experiências mais ou menos terríveis que o ajudarão a compreender melhor sua própria identidade, as fronteiras nem sempre evidentes entre o bem e o mal e as dificuldades de se tornar uma pessoa adulta.

Juvenília, de Jane Austen e Charlotte Brönte (Tradução de Julia Romeu)
Numa época em que a literatura popular era considerada perigosa para a mente das jovens, a erudição precoce, a originalidade e a liberdade de espírito aproximam essas duas autoras. Ambas tinham como personagens centrais mulheres, sendo responsáveis pelos retratos mais marcantes de lealdade e dedicação feminina da literatura inglesa. E ambas constroem as suas heroínas como produtos do condicionamento feminino da época, cujas expectativas sociais eram muito restritas. Austen e Brontë tiveram uma produção bastante fértil na juventude, reunida neste livro, a qual parece encontrar uma espécie de equilíbrio no conflito entre a moral individual e social, criando heroínas complexas que se destacam por sua coragem e independência.

Seguinte

Aristóteles e Dante descobrem os segredos do Universo, de Benjamin Alire Sáenz (Tradução de Clemente Pereira)
Dante sabe nadar. Ari não. Dante é articulado e confiante. Ari tem dificuldade com as palavras e duvida de si mesmo. Dante é apaixonado por poesia e arte. Ari se perde em pensamentos sobre seu irmão mais velho, que está na prisão. Um garoto como Dante, com um jeito tão único de ver o mundo, deveria ser a última pessoa capaz de romper as barreiras que Ari construiu em volta de si. Mas quando os dois se conhecem, logo surge uma forte ligação. Eles compartilham livros, pensamentos, sonhos, risadas — e começam a redefinir seus próprios mundos. Assim, descobrem que o amor e a amizade talvez sejam a chave para desvendar os segredos do Universo.

O feitiço azul, de Richelle Mead (Tradução de Guilherme Miranda)
A atual missão da alquimista Sydney Sage fez com que ela revisse seus conceitos não só sobre os vampiros, mas também sobre a própria organização à qual pertence, responsável por esconder a existência dessas criaturas do resto da humanidade. Sydney acabou descobrindo um grupo dissidente que tinha muito em comum com os alquimistas, mas objetivos bem mais radicais. Certa de que seus superiores estão guardando segredos sobre essa facção paralela, ela contará com a ajuda do misterioso ex-alquimista Marcus Finch para tentar desvendá-los. Mas isso só será possível se ela conseguir escapar de uma ameaça ainda mais urgente: uma feiticeira cruel que suga a alma de jovens usuárias de magia.

quarta-feira, 9 de abril de 2014

A polêmica do "tiro, porrada e bomba". Quando a ironia não é compreendida...



Por: Franz Lima
Recentemente um professor de filosofia de uma escola em Brasília colocou uma questão onde citava a "grande pensadora Valesca Popozuda". Eis o início do tumulto. 
Não entendo o que gerou tanto alarde, principalmente quando é óbvio que a questão foi posta para ironizar a influência NEGATIVA da "cantora".
Não estou aqui para agradar fãs de funk, rap ou hip-hop. Sinceramente, não vejo nada de construtivo ou agregador em incitações à prostituição, violência, assassinato, crime e até apoio ao tráfico. Caso você seja um fã dessa mulher citada, saiba que o começo da carreira dela foi toda pautada em músicas que exaltam a putaria em seu nível mais elevado. Ela, Catra, Rihanna, Snoop Dog e tantos outros ganham dinheiro e fama com o que há de pior na sociedade. Mas isso não seria tão ruim se o público-alvo não fosse os jovens. Esses "pensadores" deturpam mentes ainda em formação, incutindo tudo que há de pior neles. É impossível negar que são influentes. A mídia os moldou e lhes deu esse poder. 
A força de suas palavras é tamanha a ponto de modificar o comportamento de um jovem. Some-se a isso as batidas repetitivas que servem como fixação daquilo que é dito. O que esperar de positivo de uma música cuja única função é chocar através do exagero e do descaso por valores que sustentam a instituição família? Acreditem: não quero ser um moralista, porém é inaceitável ficar calado diante de tanta esculhambação. Nosso silêncio é a bandeira de largada para o domínio do medíocre, para a massificação de uma 'cultura' cujos valores são incompatíveis com aquilo que se espera em uma sociedade moderna e civilizada. 
Dúvidas sobre o nível de Valesca e suas músicas? Leia esta "letra" de um de seus trabalhos (conteúdo impróprio para menores): A porra da b***** é minha
 
Um fator que me surpreendeu foi a incapacidade de compreensão de Valesca sobre o que realmente está ocorrendo:

Fiquei lisonjeada por dois motivos: primeiro que foi colocada a minha música em prova e depois por ter se referido a mim como pensadora, intelectual, mas falei que ainda não estou nesse patamar, ainda não sou uma grande pensadora.

Antônio Kubitschek, professor de filosofia da escola em Brasília, disse ao Globo: "Se trouxesse Chico Buarque, a prova seria considerada mais intelectual do que provocativa. É preciso criar essa proximidade com os alunos."

Polêmico ou não, o episódio serviu para alertar sobre a manipulação das mídias e a influência negativa, destrutiva de  algumas "celebridades". 
 



segunda-feira, 18 de novembro de 2013

Armandinho, o Calvin 100% nacional.




Texto: Franz Lima.
Escritas e desenhadas por Alexandre Beck, as tirinhas do Armandinho já são um sucesso. O ponto forte das histórias é o uso do humor e da ironia para evidenciar coisas do cotidiano, mas que quase sempre deixamos passar. 
A inspiração de Beck passa pelo pequeno e travesso Calvin (que faz dupla com Haroldo) e a outra fonte de ideias é a Mafalda. As tiras são muito bem feitas e mostram a vida de um menininho que questiona - com razão - as coisas que o cercam e mostra o quanto a sinceridade e a inocência podem ser duras e verdadeiras. Alexandre usa a mesma forma simples de se expressar de uma criança e é isso que destaca suas tirinhas. Armandinho, o pequeno menino, é dono de uma capacidade de observação quase tão grande quanto seus questionamentos. 
Posso garantir que é um entretenimento tão bom quanto Calvin e Haroldo, tendo a mesma dose de filosofia que encontramos nas obras de Bill Watterson. 
Parabéns ao autor. 
Conheçam mais alguns de seus trabalhos e não deixem de prestigiar esse excelente trabalho.






Eis a tira que, provavelmente, inspirou a acima:




Tirinha inspirada, provavelmente, no discurso de Martin Luther King



Uma situação muito comum entre os pais e filhos de hoje... infelizmente.


segunda-feira, 28 de outubro de 2013

Lista de Compras: Box em capa dura, importado, com todas as histórias de Calvin e Haroldo.



Esta lista de compras é destinada aos fãs que dominam o idioma inglês ou aos que são fãs de verdade e tem tempo e disposição para aprender a língua original da dupla mais amada dos quadrinhos.
Calvin e Haroldo são uma dupla muito incomum. Um menininho e seu tigre de pelúcia não seriam algo a se notar não fossem algumas peculiaridades. Calvin é um garoto questionador, cheio de imaginação e que sempre vive suas aventuras em um universo próprio. Haroldo, por sua vez, é um simples tigre de pelúcia, exceto quando está a sós com seu dono Calvin, ocasião em que ganha vida. Juntos, os dois vivem hilárias e marcantes histórias, cheias de reflexão, crítica social e humor em doses massivas.
O box com todas as histórias já publicadas está disponível apenas em inglês e tem um preço meio salgado, mas vale a pena conferir. Recomendo demais...
Link para compra da edição via Submarino: Box Set - The complete Calvin and Hobbes

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

Resenha de 'O Futuro da Humanidade', de Augusto Cury


Por: Isaac de Souza

      O renomado autor de maravilhosos livros de auto-ajuda se arrisca nas veredas do romance pela primeira vez. Tenho a esperança de que tenha sido a última.

Sempre desconfiei de livros cujo prefácio tenha sido escrito pelo próprio escritor da obra por não me parecer muito confiável. Ler o prefácio deste livro de capa muito bonita é como ouvir um monólogo de auto elogio em que o autor, após rasgar seda para si mesmo, expõe um pouco da história que será lida. O problema é que os capítulos 1 a 3 são uma releitura do prefácio o que torna a leitura tediosa.

Vencidos os primeiros capítulos na esperança de encontrar um romance interessante, o leitor se decepcionará profundamente ao se deparar com uma história boba, infantil, ingênua de um estudante de medicina que se choca com o cadáver de um mendigo e ao tentar resgatar o passado deste, encontra um outro mendigo PhD em filosofia que mudará para sempre seu destino e sua vida. O mendigo e o estudante passam a se divertir fazendo discursos inflamados no parque da cidade e, pasmem, todos os passantes param para ouvir e abraçar as arvores e dialogar com as flores. Em meados do livro percebi que não se trata de fato de um romance, mas um livro de auto ajuda disfarçado, com seus tradicionais monólogos longos e intromissões explicativas do autor. Talvez o livro consiga prender a atenção de estudantes de psiquiatria ou psicologia.

Se o leitor decidir lê-lo como mais um livro de auto-ajuda, no que Augusto Cury é expert, talvez consiga vencer o sonífero no qual as páginas foram embebidas. A partir do capítulo 14 a história muda bastante quando o estudante se forma e se afasta um pouco de seu amigo mendigo PhD filósofo. Infelizmente o padrão de narrativa não muda junto com a história. Fazendo uma comparação com o cinema a melhor descrição deste livro poderia se resumir ao bonequinho dormindo na poltrona.

quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

Fantasia, fotografia e filosofia: A Criança Exterior.


Curta nossa fanpage: Apogeu do Abismo

Um ensaio fotográfico que recebeu um tratamento diferenciado, tornando adultos em crianças, mas mantendo as feições de gente grande. A Criança Exterior é um trabalho diferente por causa da mensagem contida em cada foto: nunca crescemos plenamente. 
O que mais me chamou a atenção é a filosofia embutida em um trabalho que teria tons cômicos caso não fosse devidamente contemplado. Por trás de cada adulto que foi transformado em uma "criança" há um lembrete sobre nossa fragilidade psíquica e comportamental. Em suma, diante de algo inesperado ou assustador, apenas para citar, a esmagadora maioria volta a ser um pequenino. 








Parabéns ao criador desse ensaio, Cristian Girotto, cujo portfólio está no link do post. 
   


segunda-feira, 10 de setembro de 2012

Frases para pensar II


Mais uma pequena seleção dos pensamentos que postei pelo twitter. Esse exercício é muito bom, pois a reflexão e a exposição resultantes desses pensamentos sempre me trazem algo de bom. Boa leitura.
Caso ainda não tenham lido os pensamentos anteriores, aqui estão: Frases para pensar.

"O homem tende a ouvir a voz e seguir os movimentos das mulheres, mas tem uma grande dificuldade para entender o que seus corações pedem."

"Alguns temem o tempo por causa do envelhecimento que ele traz, porém não há nada mais eficiente para cicatrizar feridas e amenizar as dores."

"Inteligente o homem que tem consciência de suas limitações. Sábio é aquele que aprende a respeitar as limitações dos outros."

"Não há correntes capazes de aprisionar os pensamentos dos justos."

"Precisamos entender que o primeiro passo para um pássaro aprendendo a voar consiste em jogar-se no abismo. Há medo, mas também há mudança."

"Quando o abismo nos engloba, é preciso ter consciência que, para sairmos, focamos no alcance da vontade em sair, não no alcance das mãos."

"Até um barraco precisa de uma base para sustentação. Não despreze quem o ama, pois o amor é o único pilar sem o qual não vivemos..."

"Não se entregue à solidão. Fomos criados para ter alguém para amar. O isolamento é um castigo aplicado aos maus e perversos..."

"Junte os verdadeiros amigos e, provavelmente, terá quem o apoie em cada um dos braços. A amizade é posta à prova em nossos piores momentos."


quarta-feira, 15 de agosto de 2012

Frases para pensar...


Por Franz Lima

Ultimamente tenho escrito bastante pelo twitter e, em alguns casos, o conteúdo é aproveitável. Espero que gostem desta pequena seleção que fiz. Abraços a todos.

"Reclamamos do caminho árduo que há pela frente, mas cabe ressaltar que muitos já não têm caminho a seguir."

"Perguntaram se eu lembrava das pessoas que amo, ao que respondi: -Não. Lembramos apenas do que esquecemos e eu não esqueço jamais quem amo."

"Não existem barreiras eternas. Até as mais altas muralhas foram transpostas. Logo, seu principal inimigo é o medo de ver o que está além."

"Quando seu coração doer por alguém, esta é a hora de buscar um novo amor. Quando se está apaixonado, o coração sente leveza, nunca dor."

"Portas não oferecem uma barreira para nosso caminho. Transpô-las apenas evidencia o quanto queremos prosseguir."

"Simples é o homem que vê nas adversidades uma chance de aprimorar suas habilidades de aceitar o inevitável."


segunda-feira, 9 de julho de 2012

A verdadeira pobreza...



Um dos mais controversos "jurados" do antigo programa de calouros do Silvio Santos, Pedro de Lara foi uma figura carismática e muito engraçada. No programa, sua função era a do jurado malvado, o que criticava sem qualquer remorso - idéia copiada até hoje em outros títulos similares. Mas o que poucos conheciam do já falecido Pedro era a sua veia filosófica. Confiram:




quinta-feira, 28 de junho de 2012

Dica de leitura: Livros debatem a existência ou não de Deus.


por Renato Pompeu. Fonte: Carta Capital
Uma das mais antigas perguntas que os seres humanos se fazem encontra 20 preciosas respostas nesta caixa de dois caprichados volumes. A partir de uma ideia notável do professor universitário de Filosofia Plínio Junqueira Smith, doutor pela USP e com pós-doutorado em Oxford, um dos volumes apresenta dez provas da existência de Deus, formuladas ao longo dos séculos por Aristóteles, Cícero, Sexto Empírico, Agostinho, Anselmo, Tomás de Aquino, Descartes, Malebranche, Berkeley e Hume. O outro volume apresenta dez provas da inexistência de Deus, por Bayle, Diderot, Meslier, Kant, Feuerbach, Nietzsche e Faure, além de Sexto Empírico, Cícero e Hume, que, antecedendo Junqueira Smith, apresentaram provas tanto da existência quanto da inexistência de Deus.
Curiosamente, a prova mais antiga na coletânea da existência de Deus, do século IV a.C., não tem conteúdo religioso, mas rigorosamente racional e científico. É de autoria de Aristóteles, que constata estar tudo em permanente movimento no mundo, devendo existir, portanto, um primeiro motor que dá origem a todo esse movimento. A esse primeiro motor, Aristóteles intitula Deus. Já Santo Anselmo, no século XI, defende a tese de que, no universo, deve existir algo maior do que tudo, não sendo possível conceber alguma coisa maior do que essa outra que é a maior. Esse maior do que tudo é Deus.
É curioso que as provas da inexistência de Deus sejam todas filosóficas, não havendo nenhuma proveniente da observação do mundo material, como fez Aristóteles para provar que Deus existe. As provas mais importantes da inexistência de Deus são, significativamente, oriundas do Iluminismo do século XVIII. Diderot postula que um Deus perfeito não poderia ter criado um mundo tão imperfeito. Já Kant defende que Deus é apenas um postulado da razão pura, uma simples ideia, não podendo de modo nenhum ser afirmada a sua existência fora do pensamento puro.Fazendo um balanço dos dois tipos de respostas, o que se pode dizer é que, para quem tem fé, Deus existe. Para quem não tem fé, Deus não existe. Não se pode provar que Deus existe. Aquilo que podemos provar existente, mais cedo ou mais tarde será algo que poderemos mudar por nossas ações sobre esse algo, e isso inequivocamente mostraria que esse algo não é Deus. Por outro lado, também não podemos provar que Deus não existe, mesmo porque pode haver seres mais inteligentes do que nós em planetas de outras galáxias, que podem ser onipotentes, oniscientes e, até mesmo, onipresentes.

Dez provas da existência de Deus
Org. Plínio Junqueira Smith, Alameda, 304 págs., R$ 40
Dez provas da inexistência de Deus
Org. Plínio Junqueira Smith, Alameda, 344 págs., R$ 45

Franz says: Ainda que eu não esteja plenamente a par do conteúdo dos livros, cabe ressaltar que os filósofos, pensadores e religiosos responsáveis pelos textos são referência em todo o mundo, o que já traz mais um referencial de qualidade, um incentivo à leitura dos livros. 
No entanto, crendo ou não na existência de Deus, a leitura ganha maior impacto nos dias atuais, principalmente se levarmos em conta o número crescente de conflitos que usam o pretexto religioso - a ordem de Deus - para impor suas vontades ou oprimir os fracos. 
Acreditando ou não em um Deus, estes livros valem a leitura pelo simples fato de incentivarem um debate muito interessante.


sábado, 24 de março de 2012

Pare, leia e reflita...


Uma imagem vale por mil palavras... mas Bill Watterson soube aplicar bem as palavras, fazendo com que a imagem passasse a valer por um milhão de palavras.



Calvin e Haroldo: os dias estão todos ocupados


Review feito por Renato Félix
Fonte: Universo HQ

Este trabalho é apenas uma amostra da capacidade dos integrantes do UNIVERSO HQ. O review retrata uma das mais importantes produções da história dos quadrinhos, não apenas pelo bom-humor, mas também em função das críticas sociais embutidas nas tirinhas. A forma como Bill Watterson aborda o cotidiano de um garoto e seu bicho de estimação de pelúcia (um ser vivo, na mente da criança), a rotina, os questionamentos e, principalmente, um universo diferente e distante do dele - representado pelos pais, parentes e a escola - é um achado nas HQ.
(Franz Lima)

Os dias estão todos ocupados reúne tiras publicadas originalmente entre abril de 1991 e novembro de 1992. Portanto, parte do sexto e o sétimo ano da tira de Bill Watterson - o álbum foi publicado anteriormente pela Best News como Os dias estão simplesmente lotados!. A série não só estava completamente formada, mas, talvez, no ápice da inteligência e criatividade - se é possível falar de um ponto alto apenas a respeito de Calvin & Haroldo.
O álbum é o segundo da Conrad no formato 30 x 23 cm, mesmo tamanho que o primeiro, O mundo é mágico, retangular e maior que os demais publicados até agora (que mediam 21,5 x 22,7 cm e eram praticamente quadrados). Isso se explica porque O mundo é mágico, até então inédito no Brasil, traz as últimas tiras da série - os álbuns que vieram na sequência publicam as histórias desde o começo, em ordem cronológica.
O que acontece em Os dias estão todos ocupados - e que pode justificar a mudança no formato - é que, nesta fase da tira, Bill Watterson conseguiu fazer valer sua visão a respeito das tiras de domingo, que ele próprio explicou em um texto publicado em Os dez anos de Calvin & Haroldo, da Best News.
O autor não admitia ficar preso ao modelo fixo dos quadrinhos dominicais norte-americanos, que permite que os editores de cada jornal modifiquem o formato visual da história e até cortem os dois quadros iniciais, se quiserem.
A partir da terceira página dominical (e colorida) deste álbum, Watterson começa a explorar visualmente todo o espaço disponível - e faz isso ostensivamente e cada vez com mais ousadia e criatividade, levando Calvin & Haroldo a um requinte visual ainda maior do que já apresentava.
Com isso, a série sacramentou de vez sua inclusão entre as maiores HQs de todos os tempos. Aos domingos, ela se libertava dos três ou quatro quadrinhos fixos que continuou mantendo como padrão nas piadas diárias.
A essa altura, todos os temas que cercam o universo de Calvin e seu tigre já estavam testados e desenvolvidos por Watterson (ou discretamente deixados de lado se, para o autor, não renderam o esperado). O leitor que conhece a série já espera encontrar a visão artística peculiar que o menino encapetado de seis anos tem dos bonecos de neve ou as filosofias a bordo do trenó.
Ou, ainda, os devaneios da imaginação do garoto para escapar do tédio das aulas, as reações impagáveis dos pais dele após cada nova traquinagem ou as mudanças de tom para a pura ternura.
Mas a tira não tem dificuldades em surpreender mesmo ao leitor veterano porque a familiaridade com essas situações davam liberdade a Watterson de explorar ainda mais as possibilidades de cada uma delas.
O ponto máximo do álbum está reservado para a série de tiras que contam como Calvin tenta driblar a tarefa de escrever uma história para a escola usando sua máquina do tempo (um caixote de papelão) para avançar duas horas no futuro e pegar o trabalho já pronto com a versão dele mesmo de pouco antes de ir para a cama.
São 16 tiras em preto e branco que formam um pequeno conjunto brilhante, um atestado do talento múltiplo de Bill Watterson: na narração, na expressão dos desenhos, na criatividade do roteiro e nos diálogos precisos. É um dos melhores momentos de Calvin & Haroldo. E não é preciso dizer que isso não é pouco.

Editora: Conrad
Autor: Bill Watterson
Páginas: 176
Preço: R$ 44,90

domingo, 4 de março de 2012

O Entendedor Anônimo


Fonte: Entendendor Anônimo


A simplicidade usada a favor da definição de amor. Fantástico...

Agradecimento especial ao Filipe Gomes Sena por sua dica.

segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

A simplicidade da vida...


Para meditar:


"Por não saber que era impossível, foi lá e fez."
(Antoine de Saint-Éxupery - O pequeno príncipe)

"As quatro coisas que não voltam para trás: a pedra atirada, a palavra dita, 
a ocasião perdida e o tempo passado."
(Autor desconhecido)

"O tempo não pára! Só a saudade é que faz as coisas pararem no tempo."
(Mário Quintana)

"Quem mata o tempo não é assassino, mas sim um suicida."
(Millôr Fernandes)


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