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quinta-feira, 13 de março de 2014

Usando a carência de outros para ganhar dinheiro e espantar a solidão. Conheçam Ali C.


Texto: Franz Lima com base em uma matéria do NY Daily News
Ela é uma mulher comum, 47 anos e moradora de Manhattan, EUA. Ela também é inteligente, uma vez que percebeu algo que todos nós sabemos, porém preferimos esconder: a carência que a maioria das pessoas tem. 
Ali - que não revela o nome completo para se preservar - está ganhando um bom dinheiro com um serviço que contempla seus clientes com afagos e aconchego. Estranhou?
Basicamente, Ali é paga para deitar e dar carinho a homens que estão carentes. Não há sexo na jogada, apenas carinho. Ali C. dá a essas pessoas algo muito próximo do carinho de mãe, sem quaisquer conotações sexuais ou promíscuas, nada mais que aconchego. Os clientes podem deitar com ela e até dormir de conchinha, porém vestidos. Mesmo diante de um ou outro mais excitado, Ali não dá espaço para interpretações erradas. Caso haja insistência para que ocorra o sexo, ela despacha o empolgado cliente e o remove de sua lista de 'confiáveis'. 
Verdadeiramente, ela trabalha com a vulnerabilidade que estamos sujeitos quando solitários. Seu serviço, afirma, é apoiar quem não tem uma companheira para as horas de tristeza. Tal como uma psicóloga, Ali minimiza e até remove a solidão e tristeza de seus clientes.
Por mais estranho que possa parecer, a Cuddle U NYC (Aconchego você NYC, literalmente) é uma ideia genial em tempos de solidão física e amizades virtuais que nunca estão presentes quando precisamos.
E você, o que achou dessa história? Comente... 
 

Otto Lara Resende, Ian Rankin, Paulo Leminski e François Bizot são os lançamentos literários pela Companhia das Letras.


O silêncio do algoz, de François Bizot
O etnólogo francês François Bizot foi o único ocidental a sair com vida de uma das temidas prisões do Khmer Vermelho. Sua sentença de morte foi suspensa graças à relação que desenvolveu com o homem que foi seu carcereiro durante os três meses em que esteve detido, em 1971. Anos mais tarde, Bizot descobriria que seu libertador fora responsável pela tortura e morte de dezenas de milhares de cambojanos considerados inimigos da revolução de Pol Pot. Neste relato perturbador, preciso  e de trágica intensidade, o autor busca pistas para decifrar como homens comuns podem se transformar em algozes cruéis.


Boca do inferno, de Otto Lara Resende
Ecoam ainda nos dias de hoje as consequências de histórias como as de Boca do inferno, publicado originalmente em 1957. Talvez naquele tempo o escritor e jornalista Otto Lara Resende não imaginasse o quão preciso poderia ser este compacto exemplar. O mais provável é que soubesse. Em um contexto em que a religião dita as regras, o autor traz à superfície os mais bem guardados baús dos porões da família mineira. Não por acaso, as sete narrativas aqui reunidas têm como protagonistas meninos e meninas que, no fim da infância, são lançados de um momento para outro no conhecimento tenebroso das coisas. É sempre aí – na gruta sob a laje, no porão cheirando a mofo, no quarto quieto no meio da noite, no moinho solitário e monótono – que se dá a improvável revelação. Com o peso do que foi longamente gestado, com a força de uma límpida poesia da dor. Boca do inferno permaneceu durante décadas fora do comércio, não por falta de pedidos, mas porque seu autor – exigente – vivia a reescrevê-lo, adiando continuamente as novas edições. De fato, só a exigência literária extremada poderia lograr uma escrita como esta. Escrita que flui, mas, súbito, se interrompe, deixando à mostra profundidades insondáveis da existência.

Beco dos mortos, de Ian Rankin
Um imigrante ilegal é encontrado morto em um cortiço de Edimburgo. Se a primeira suspeita é de um ataque racista, logo a situação se prova mais complicada. É o que o departamento de polícia precisa para arrastar o inspetor John Rebus para o caso. Não que a vida no trabalho ande fácil, com seus novos chefes em campanha por uma aposentadoria precoce do investigador. Mas o teimoso e obstinado Rebus seguirá novamente a trilha de um morto, numa viagem que o levará a centros de detenção, a comunidades de imigrantes políticos e ao coração do submundo de Edimburgo. Enquanto isso, sua amiga e pupila Siobhan precisará lidar sozinha com os próprios problemas. O desaparecimento de uma adolescente a deixará perigosamente próxima às armadilhas de um maníaco sexual, conforme ela também tenta resolver o assassinato de um jornalista curdo. E há a história dos dois esqueletos encontrados debaixo de um movimentado beco da cidade. No encontro desses casos aparentemente sem conexão, Rebus e Siobhan logo serão atraídos para uma teia de ganância, traições e violência.

O bicho alfabeto, – poemas de Paulo Leminski e ilustrações de Ziraldo
O bicho alfabeto tem vinte e três patas, ou quase. Por onde ele passa, nascem palavras e frases. Quando ele e o Paulo Leminski se encontram, das palavras nascem versos e poemas, que falam sobre o mar, o vento, a chuva, as estrelas, uma pedra, um cachorro, uma formiga… Coisas que todo mundo conhece, mas que se transformam em outras quando aparecem dentro dos versos do Leminski. Nesta reunião inédita de poemas para os pequenos, Ziraldo também colaborou com a transformação: o bicho alfabeto ganhou cores e formas que ninguém poderia imaginar. Foi assim que o mundo ficou totalmente de cabeça pra baixo, pronto pra quem quiser virar a página e se aventurar a ler a vida de um jeito diferente.

Eventos literários são divulgados pela Companhia das Letras. Não percam!


Contação de histórias e sessão de autógrafos: A jornada de Tarô

Sábado, 15 de março, às 11h
Contação de histórias do livro A jornada de Tarô com presença da tradutora Heloisa Prieto.
Local: Livraria Cultura - Conjunto Nacional – Av. Paulista, 2073 – São Paulo, SP


Encontro de Leitores Seguinte: Bloodlines + expectativa 2014

Sábado, 15 de março, a partir das 12h30
Participe do 4º encontro de leitores da Editora Seguinte e concorra a brindes exclusivos e um exemplar de Laços de sangue autografado por Richelle Mead! Também saiba mais sobre os próximos lançamentos da Seguinte e quais as expectativas para este ano.
Local: Livraria Martins Fontes Paulista – Av. Paulista, 509 – São Paulo, SP


Sempre um Papo com Lia Bock

Segunda-feira, 17 de março, às 19h30
A jornalista e blogueira Lia Bock participa de bate-papo sobre o livro Manual do mimimi.
Local: Palácio das Artes – Av. Afonso Pena, 1537 – Belo Horizonte, MG

terça-feira, 11 de março de 2014

Novo game sobre o UFC tem imagens inéditas dos lutadores. Até Ronda Rousey foi incluída.


Ronda Rousey é a mais recente contratada do game da EA Sports sobre o UFC. O realismo das imagens surpreende.
Além de Ronda estarão José Aldo, Frank Mir, Chan Sung Jung, Minotauro, Jon Jones, Sonnen, GSP, Cain Velasquez e muitos outros. A produtora do jogo promete fidelidade nos golpes característicos de cada lutador. 
Confiram mais imagens!












 



Quando o governo autoriza a morte de pessoas em troca de impostos



Por: Franz Lima
Somos críticos naturais do uso da maconha, crack ou outras drogas ilícitas. É errado consumir tais substâncias devido aos males por elas provocados. Esse é o senso comum sobre o assunto. E há algo de errado nisso? Não, não há nada de errado em criticar e se opor aos entorpecentes, pois eles são potencializadores do lado negro do ser humano. 
Caso tenha estômago e coragem, analise algumas das estatísticas de mortes de jovens no país e verá que a maioria - e não estou exagerando - ocorre após o uso de produtos que tiram o ser humano de seu estado normal. Drogas são um câncer e matam mais do que guerras.
Mas o que diferencia essas drogas ilícitas das que são comercializadas normalmente? Por que é correto comprar o cigarro, a cerveja, o whisky ou a cachaça? O fato de pagarem impostos e serem comercializadas em estabelecimentos como bancas de jornais, bares ou restaurantes dimunuem os estragos produzidos por elas?
Os acidentes provocados em estradas e nas cidades por causa do uso do álcool são cada vez mais frequentes. Vidas são destruídas em fração de segundos. Acrescentemos a isso os incontáveis prejuízos dos que passarão por anos de fisioterapia ou tratamento para recuperarem-se dos estragos sofridos. 
Junte a esses problemas os inúmeros traumas psicológicos gerados pelo descontrole causado pelas bebidas alcoólicas: famílias desestruturadas, brigas, violência, dependência química, péssimos exemplos aos filhos e até a morte. Mesmo pagando seus impostos e não recebendo o título de 'droga', as bebidas alcóolicas, tão comuns nas baladas e comemorações, são responsáveis diretas pela morte de milhares de pessoas todos os anos. Acrescente outros milhares de homens e mulheres com sequelas provocadas pelos atos descontrolados dos usuários.
E o que falar dos cigarros? Hospitais recebem, tratam e, eventualmente, perdem milhares de pacientes que fizeram uso do cigarro. Eles são tão viciados quanto os usuários de crack, cocaína e maconha. Entretanto, seus fornecedores não sofrem quaisquer represálias da polícia ou de qualquer órgão repressor. São vendidos livremente e até para crianças, mesmo diante de uma lei que proíba tal ato. O fato é que existe uma fiscalização forte, porém nem sempre eficiente, contra o tráfico de drogas e, em contrapartida, não há quaisquer impecilhos para comprar, vender e usar o cigarro. 
E quais conclusões pode-se tirar disto? O Governo não reprime quem lhe dá lucro. As rídiculas propagandas no fundo dos maços de cigarro de nada servem. As Operações da Lei Seca tornaram-se grandes fontes de renda para os governantes, ainda que essa ação seja louvável e tenha obtido ótimos resultados. Nossos jovens continuam tendo acesso em baladas a todo tipo de bebida, drogas e cigarro. Esse acesso tem seu preço: morte, brigas, vício, acidentes, estupros e uma infinidade de problemas de igual porte ou piores. Esse é o preço que a sociedade paga quando os governos recebem para não proibir. 
Não pensem que sou um repressor. Não apóio as proibições, contudo é inegável que o câncer, o alcoolismo e a morte rondam as famílias dos usuários desses produtos que cumprem com seus deveres e pagam aquilo que a lei cobra. São legais perante as leis, porém são tão criminosas quanto um indivíduo que pega uma arma e atira contra um inocente.
São palavras duras e que poderiam ser evitadas, já que irão ofender muitos. Mas a verdade é uma: a omissão também é um crime.




segunda-feira, 10 de março de 2014

Resenha de Antes de Watchmen: Minutemen. O fim da série analisada por Filipe Gomes Sena.


Por: Filipe Gomes Sena (resenhista Master do Apogeu).

          O tempo passa rápido. Nem parece que há mais de oito meses eu estava aqui publicando a resenha do primeiro volume de Antes de Watchmen (link de todas as demais resenhas ao final do post). Ao longo desse tempo nos surpreendemos e nos decepcionamos com muitas coisas. Mas chegou ao fim a publicação dessa obra que dividiu opiniões e despertou o ódio dos fãs mais xiitas. E como não poderia deixar de ser, algo muito especial foi guardado para o fim. Falo de Antes de Watchmen – Minutemen.

Compare a foto com a ilustração acima

            Antes de Watchmen – Minutemen foi uma minissérie publicada em seis partes e compilada num volume de 156 páginas com preço de capa de R$ 21, 90. Como essa é uma série que não só fecha as publicações de Antes de Watchmen, mas também apresenta alguns dos personagens mais icônicos de Watchmen, o volume pode ser encontrado com três capas diferentes. Os desenhos e o roteiro são assinados por Darwyn Cooke.
            Quem conhece Watchmen sabe que os Minutemen foram os primeiros vigilantes mascarados a se organizar em um grupo. Durante muitos anos eles combateram o crime juntos, mas aos poucos o grupo se desfez. Os integrantes mais conhecidos do publico são o primeiro Coruja, a primeira Espectral e o Comediante. Depois da sua saída do grupo o Coruja, Hollis Mason, escreveu e publicou a sua biografia, revelando não só a sua identidade como também muitos dos segredos mais obscuros dos Minutemen. E foi esse gancho utilizado com maestria por Darwyn Cooke para compor a sua história. Sob a perspectiva de Hollis, viajamos através do passado do grupo, o passado de alguns de seus integrantes e como aos poucos a relação deles foi se degenerando até que o grupo terminou.
            De forma resumida posso dizer que a história ficou excelente. As narrativas dos fatos passados se mesclam com o que Hollis vive no presente ao apresentar sua biografia, até então não publicada, aos antigos companheiros, o que não só ajuda a delinear bem como a relação entre os antigos Minutemen se degenerou, mas também serve como gancho para vários flashbacks. Mas não é só isso, isso serve como pano de fundo para uma trama muito bem construída ao longo das seis edições, permeando por toda a trajetória dos Minutemen, contribuindo também para o seu fim.
            A arte de Cooke funciona de forma bem interessante. O visual cartunesco dos personagens, que me lembrou muito o visual das séries animadas da DC, não só combina muito com a trama, mas também servem para tirar um pouco do peso da história. Não se engane com o visual, o roteiro tem uns momentos bem pesados e com altos níveis de violência. Mesmo com o autor não mostrando mais que o necessário nas cenas mais fortes. Provavelmente seria bem mais chocante se o traço do artista fosse mais realista. Inclusive cabe destacar não só a narrativa visual, mas também como o autor consegue revelar pouco e dizer muito em algumas cenas.
            Em resumo, a última publicação de Antes de Watchmen não poderia ser melhor. O roteiro é bem acima da média e deixa no chinelo a grande maioria das outras minisséries de Antes de Watchmen. Inclusive fico bastante tentado a dizer que Minutemen é a melhor de todas, cujo principal mérito é dar mais vida a personagens tão pouco explorados na obra de Alan Moore, mas que sempre habitaram o imaginário daqueles que leram Watchmen. Os Minutemen mereciam ter sua história contada tão bem.

Antes de Watchmen: Coruja

Antes de Watchmen: Espectral

Antes de Watchmen: Rorschach

Antes de Watchmen: Dr. Manhattan

Antes de Watchmen: Comediante

Antes de Watchmen: Ozymandias

Antes de Watchmen: Dollar Bill e Moloch

domingo, 9 de março de 2014

Vitor Belfort e a polêmica sobre o UFC 173 e a reposição de testosterona.


Texto: Franz Lima com base em matérias do MSN
Várias mídias divulgaram que Vitor Belfort desistiu de lutar no UFC 173. A luta seria entre Belfort e Chris Weidman, o atual detentor do título dos Médios. O anúncio partiu da própria organização do evento de MMA.
Entretanto, o lutador brasileiro não se negou a lutar. Segundo ele, o que ocorreu foi que o evento ocorrerá em um período curto demais para que Vitor se adapte à nova regra na qual não aceita sob hipótese alguma o uso de TRT (Tratamento de Reposição Hormonal - Testosterona). 
Os organizadores do UFC apressaram-se e já lançaram Lyoto Machida como o desafiante ao título de Weidman. Apesar de surpreso, Lyoto prontamente aceitou a luta.
O combate entre Weidman e Lyoto ocorrerá no dia 24 de maio, o que dá um período bom para treino e recuperação de Lyoto que, infelizmente, sofreu uma lesão durante sua última luta. O Dragão informou que já se recuperou da lesão no pé e terá tempo hábil para treinar e estudar o 'jogo' de Chris Weidman. Recentemente os dois lutadores se encontraram na Arnold Classic, uma feira sobre fisiculturismo em Ohio - EUA.  
Belfort deu um depoimento sobre sua saída deste evento e confirmou que lutará com o vencedor do combate entre Lyoto e Weidman:

Nunca desisti de lutar no UFC 173 e nunca falei isso. Portanto, toda informação publicada em qualquer veículo de comunicação anunciando isso não é verdadeira.O que anunciei foi que estarei "desistindo do TRT" e não "desistindo da luta" para continuar o meu sonho de lutar.O UFC decidiu colocar outro oponente em meu lugar pelo fato de eu não ter tempo hábil de me adequar as novas regras da NSAC. Segundo o UFC, enfrentarei o vencedor de Weidman vs Lyotto dentro dos novos regulamentos de todas as Comissões Atléticas.Lamento que isso tenha acontecido, e agradeço a força e compreensão de todos os fãs, patrocinadores, UFC e as próprias comissões atléticas.Vitor Belfort

sábado, 8 de março de 2014

Site e aplicativo são ferramentas para localizar crianças e pessoas desaparecidas. Ajudem!!!


Uma fantástica e moderna iniciativa está ajudando pais de todas as idades a localizar seus filhos ou obter informações que os levem até eles. Através do site www.meufilhosumiu.com.br e do aplicativo criado pelos idealizadores do site, milhões de pessoas tem acesso às informações sobre crianças e pessoas desaparecidas em tempo real.
Você também pode colaborar com o site. Basta vincular suas contas do facebook e twitter para que as notícias sobre essas pessoas desaparecidas sejam veiculadas em suas redes sociais. Seja solidário.
Muitos são os motivos para tais desaparecimentos, incluindo o tráfico de pessoas, exploração sexual e até roubo de órgãos. Também há relatos de amnésia, fuga do lar e outros motivos. Mas o importante é a luta pela busca desses familiares que podem estar sofrendo tanto quanto os parentes que os buscam. 
É preciso união para evitar que essas perdas continuem a ocorrer. Eu estou nessa luta.
Você pode baixar o aplicativo para Android neste link: Meu filho sumiu
Usa o sistema iOS? Acesse aqui: Meu filho sumiu

Quer colaborar financeiramente com a iniciativa? Adquira uma camiseta, chaveiro ou adesivo. No site, clique em 'Quero ajudar'.



Eddie Vedder virá ao Brasil para apresentações solo.


Eddie Vedder é um cantor de extremo talento. Sua voz é a marca registrada do Pearl Jam, banda que marcou positivamente o rock mundial.
O show solo de Vedder será algo bem mais intimista. Com músicas que são parte do trabalho chamado Ukulele Songs, seu disco de 2011. Também haverá músicas de Bruce Springsteen e Beatles, revelando um pouco do gosto musical do vocalista.
Tenho certeza de que o show será fantástico, porém é impossível não notar o preço elevadíssimo do show no Rio de Janeiro. Exageraram! Preço de Copa do mundo?
Bem, fica a nota. Espero que os mais favorecidos possam curtir o show.


São Paulo - dias 7 e 8 de maio, às 21h30 (abertura, 20h30, com Glen Hansard)

Citibank Hall. Av. das Nações Unidas, 17.955 - Santo Amaro.
Ingressos: de R$ 100 a R$ 800 (ver tabela completa)
Classificação etária: 08 anos a 13 anos - permitida a entrada acompanhados dos pais ou responsáveis legais. 14 anos em diante - permitida a entrada desacompanhados.


Rio de Janeiro - dia 11 de maio, às 21h30 (abertura, às 20h30, com Glen Hansard)
Citibank Hall. Av. Ayrton Senna, 3.000 - Shopping Via Parque - Barra da Tijuca
Ingressos: R$ 400 a R$ 750
Classificação etária: 08 anos a 13 anos - permitida a entrada acompanhados dos pais ou responsáveis legais. 14 anos em diante - permitida a entrada desacompanhados

Nota de pesar: avião da Malaysia Airlines caiu no mar



Uma nota triste neste dia tão bonito. Que as famílias dos acidentados mantenham a esperança. Que o resgate seja bem sucedido...

Fonte: MSN
Bangcoc, 8 mar (EFE).- A Marinha do Vietnã informou neste sábado que o avião da Malaysia Airlines que desapareceu com 239 pessoas a bordo caiu próximo do litoral da ilha vietnamita de Tho Chu, no sul do país, informou a imprensa local.
O Alto Comando da Marinha vietnamita acrescentou em comunicado que o avião caiu nas águas do Golfo da Tailândia, entre a Malásia e o Vietnã, a cerca de 300 quilômetros da ilha de Tho Chu, na província vietnamita de Kien Giang, segundo o site 'Tuoi Tre'.
A Marinha do Vietnã disse que está preparada para iniciar as operações de busca e resgate.
O diretor do centro de coordenação de emergências do Vietnã, Pham Hien, disse antes ao site 'VnExpress' que o avião foi detectado a cerca de 220 quilômetros do litoral da província de Ca Mau, também no sul do país.
Pham informou que as equipes de resgate têm duas embarcações prontas para se dirigir ao local.
As autoridades chinesas também enviaram dois navios ao Mar do Sul da China para ajudar nos trabalhos de busca e resgate.
A companhia aérea evitou, até o momento, confirmar que a aeronave se acidentou, mas deu a entender em um comunicado que o desfecho da situação foi fatal.
'A Malaysia Airlines está trabalhando com as autoridades que iniciaram as operações de busca e resgate para localizar a aeronave', informou a companhia aérea, a principal da Malásia, em uma nota.
O Boeing 777-200, voo MH3700, transportava 227 passageiros, incluídas duas crianças, e uma tripulação de 12 pessoas, todos de 14 nacionalidades.
O voo MH370 decolou de Kuala Lumpur às 13h41 de Brasília da sexta-feira e tinha previsão de chegada em Pequim cerca de seis horas mais tarde.
A torre de controle de tráfego aéreo de Subang, na Malásia, perdeu o contato com o avião às 15h40 de Brasília da sexta-feira. EFE

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quarta-feira, 5 de março de 2014

Capitão América 2: o Soldado Invernal. Quais expectativas cercam esta nova empreitada da Marvel?




Por: Franz Lima

Muitos podem achar estranho que a Marvel venha à tona com um personagem como o Soldado Invernal. Essa dúvida pode surgir em função da pouca abordagem cinematográfica do mesmo, já que ele é um velho conhecido dos leitores de quadrinhos.
O novo inimigo do Capitão América é o resultado da união de Ed Brubaker com Steve Epting. Juntos, o escritor e o ilustrador trouxeram à tona uma história que envolve espionagem, traição, vingança, Guerra Fria e terrorismo. Todo o clima da trama é tenso, culminando com o combate entre o representante do poderio estadunidense e seu antagonista, um guerrilheiro a mando da ex-URSS. 
Não pude notar no trailer se o Cubo Cósmico estará presente no enredo, mas ele é uma peça-chave. 
Quanto ao próprio Soldado Invernal, um combatente à altura do Capitão, posso dizer que as expectativas são grandes. Ele tem a seu favor um passado ao lado do Capitão América. Essa ligação, pelo menos nos quadrinhos, serve como um freio para o Vingador e também é usada pelo inimigo como uma forma de abalar o lado psicológico de Steve Rogers. É drama e violência em doses elevadas... e coerentes. Como matar ou derrotar seu melhor amigo é o questionamento que Steve fará do início ao fim do longa-metragem.
O trailer também mostra a presença de Natasha Romanov, a Viúva Negra. Ela não está presente na história original e é lógico que a aparição se deve ao filme "Vingadores 2". Na verdade, Natasha entra na trama como para traçar um provável romance com o Capitão América. Mas estranhei a pouca participação - ao menos nos trailers - da agente 13 da SHIELD, Sharon Carter.
Gostei muito das cenas de luta e das guerras travadas em áreas civis. Tal como ocorreu em 'Vingadores', esse novo filme promete muita destruição e imagens memoráveis.
Ponto positivo para a inclusão/permanência do Falcão no roteiro. Isso é uma prova de respeito junto ao público leitor de quadrinhos.
Que venha a estreia de 'Capitão América 2: o Soldado Invernal'. Eu estarei lá...




terça-feira, 4 de março de 2014

Gato era beneficiário do Bolsa-Família. A seriedade de um programa puramente eleitoreiro.


Billy, um gato com 4 anos de idade, foi cadastrado no Bolsa-Família como Billy da Silva Rosa, e recebeu durante sete meses o benefício do governo, R$ 20 por mês. A descoberta ocorreu quando o agente de saúde Almiro dos Reis Pereira foi até a casa do bichano convocá-lo para a pesagem no posto de saúde, conforme exige o programa no caso de crianças: "Mas o Billy é meu gato", disse a dona da casa ao agente.
Ela não sabia que o marido, Eurico Siqueira da Rosa, coordenador do programa no município de Antônio João (MS), recebia o benefício do gato e de mais dois filhos que o casal não tem. Os filhos fantasmas faziam jus a R$ 62 cada, desde o início de 2008, quando Eurico assumiu o cargo.
O golpe foi identificado em setembro e o benefício foi suspenso. Eurico ainda tentou retirar Billy do cadastro e pôr o sobrinho Brendo Flores da Silva no lugar. Mas já era tarde. No início desta semana o "pai" do gato Billy acabou exonerado a bem do serviço público e está sendo denunciado à Justiça. O promotor Douglas Oldegardo Cavalheiro disse que o servidor terá de devolver o que recebeu ilegalmente. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
Franz diz: infelizmente não consigo enxergar seriedade em um programa como o Bolsa-Família. Míseros vinte reais não são suficientes para melhorar nada, mas certamente mantêm a memória do pobre vívida sobre quem foi seu benfeitor. Esta e outras formas similares de voto de cabresto deveriam ser proibidas. Enquanto o Governo não optar por transformar realmente as vidas dos brasileiros ao invés de florear, continuaremos 'marcando passo' na lama. Bem, pelo menos o Billy teve uma ração melhor por sete meses... ou não.



Feliz aniversário, Zico! A Nação rubro-negra presta sua homenagem...


Ontem, o Galinho de Quintino completou 61 anos.
Ídolo incontestável da torcida/nação rubro-negra, flamenguista de coração e um dos mais carismáticos jogadores de futebol da história, Zico é respeitado em qualquer lugar do mundo.
Na madrugada de hoje, 04 de março, a Imperatriz Leopoldinense o homenageou colocando-o como o tema para o samba-enredo. Houve muita emoção por parte do público e do próprio aniversariante. 


O Galinho venceu a Copa Libertadores de 1981, quatro Campeonatos Brasileiros (1980, 1982, 1983 e 1987), sete Campeonatos Cariocas (1972, 1974, 1978, 1979-Especial, 1979-Estadual, 1981 e 1986), nove Taças Guanabara (1972, 1973, 1978, 1979, 1980, 1981, 1982, 1988 e 1989), duas Taças Rio (1978 e 1986), o 1º turno do Campeonato Carioca Especial de 1979, o 2º turno dos Campeonatos Cariocas Especial e Estadual de 1979, quatro terceiros turnos de Campeonato Carioca (1974, 1979, 1981 e 1987), dois Troféus Ramón de Carranza/ESP (1979 e 1980), um Torneio Cidade de Santander/ESP (1980), um Torneio Internacional de Nápoles/IA (1981), uma Copa Kirin/JAP (1988), uma Torneio Colombino/ESP (1988), um Torneio Internacional de Hamburgo/ALE, um Torneio Quadrangular de Goiás (1975), um de Jundiaí/SP (1975) e outro de Brasília (1976), além do Torneio Quadrangular de Cuiabá (1976). Fonte: Jornal do Brasil.
A foto que marca o início deste post mostra o jovem Zico, no auge, com um menino que hoje também é ídolo no Mengão: Léo Moura. 
Galinho, que Deus lhe ê muita saúde, paz e sucesso em sua vida. Vida Longa e próspera, guerreiro!

Fiquem agora com a narração de um dos gols do craque contra o Cobreloa, na Libertadores de 1981.




segunda-feira, 3 de março de 2014

Conheça a foto mais retuitada da história. Por Ellen DeGeneres.


A apresentadora Ellen DeGeneres é conhecida por seu ótimo humor, inteligência e bom relacionamento com os astros e estrelas de Hollywood. Mas uma brincadeira a fez entrar para a história... pelo menos do twitter. Ellen fez uma selfie onde incluiu vários ícones do cinema. Resultado: eis a foto mais retuitada da história. 
Entre os retratados estão: Brad Pitt, Angelina Jolie, Bradley Cooper, Meryl Streep, Jennifer Lawrence, Kevin Spacey, Julia Roberts e outros astros. A descontração era total.
Parabéns à apresentadora do Oscar por seu ótimo trabalho e esta marcante foto.


300: ascensão de um império. O que podemos aguardar dessa continuação?



Zack Snyder volta com força total. Depois de Superman, nada mais justo que uma continuação de 300, principalmente quando Xerxes e a rainha Gorgo estão presentes. Aliás, Xerxes é desmistificado nessa obra, uma vez que Snyder mostra a origem do homem que viria a se chamar de Deus-Rei. Todas as fragilidades e aspirações do jovem rei estarão em 300: a ascensão de um império, longa-metragem que é a sequência honrosa do primeiro filme que contou a resistência e queda dos 300 espartanos diante do exército persa.
Neste novo filme, Xerxes dá continuidade a seu avanço dominador. A morte de Leônidas lhe parece a deixa para tomar toda a Grécia, porém nós sabemos - e a história também - que nada foi tão simples.
As cenas de luta - agora também em ambiente marítimo - são grandiosas. Os imortais retornam. Eva Green é Artemísia. Temístocles surge como líder dos espartanos, ao lado da rainha Gorgo. Tudo parece indicar que teremos uma continuação digna do que vimos em 300, talvez com mais recursos ainda. 
Eu, particularmente, conto com o sucesso dessa nova obra, não só pelo elenco excelente, como também por ter Zack Snyder à frente do projeto.
Esperança de uma grande obra que respeitará o antecessor e irá agradar aos fãs de Frank Miller e sua graphic novel.
Resta aguardar...



E para os que ainda não conhecem as Classics Illustrated....


Clique para ampliar a imagem
Fonte: Motoca

A página acima é uma matéria assinada por André Forastieri e Rogério de Campos para o Ilustrada, caderno do jornal Folha de São Paulo. A matéria, resumidamente, fala sobre um pouco da história das adaptações de livros para os quadrinhos, além de um destaque para a 'nova' obra de Bill Sienkiewicz: Moby Dick.
Clique na imagem para ampliar e ler a matéria...



Moby Dick: resenha da primeira edição da série Classics Illustrated.



Por: Franz Lima.
Moby Dick é um clássico incontestável da literatura mundial. Na verdade, a obra foi o grande sucesso da vida de Herman Melville, autor que padeceu quase no total esquecimento. Seu maior trabalho só teve o devido reconhecimento no início do século XX.
A obra relata a busca ensandecida de Ahab, o capitão de um baleeiro. O que motiva essa caçada é a perda da perna de Ahab em um ataque da grande baleia. A partir daí, nada pode frear o instinto matador do capitão do Pequod. 
A história é toda narrada por Ismael, um tripulante novo do Pequod. Ismael é apenas um dos muitos personagens interessantes da trama, incluindo Queequeg, o próprio Ahab, Elias, Starbuck e outros. Uma tripulação que serve ao desígnio de seu capitão até o fim...

Companheiros, vós vos engajastes naquele navio? Havia algo no contrato acerca de vossas almas?
 A história, creio eu, é conhecida de muitos, mas ela se resume ao confronto entre o homem e a natureza. Alguns analistas creem que o embate se dá entre o ser humano e a força divina, tal é a magnitude de Moby Dick.
Análises à parte, a verdade está na intensidade artística que esta versão do livro recebeu. A adaptação é tensa, ricamente ilustrada e primorosa. Entretanto, para os padrões atuais, a graphic novel deveria ter mais páginas, fato que levaria a uma maior abordagem de outras passagens memoráveis do livro. Claro, isso não é demérito para essa adaptação.
O artista responsável pela adaptação do texto - em parceria com Dan Chichester - e a criação das belíssimas imagens é Bill Sienkiewicz (Elektra assassina, Vampiro - a máscara, Judge Dredd, entre outros). Com o talento de Bill, esse primeiro número da coleção Classics Illustrated mostrou o potencial que tinha.
O uso do texto respeitou a obra original e cada uma das ilustrações é um estímulo inegável à leitura do livro de Melville. Sienkiewicz mescla as emoções e leva o leitor a questionar página por página quem é o verdadeiro representante do Bem e do Mal. Com tal refinamento, essa adaptação comprovou qual seria um dos principais méritos de publicações como a 'Classics': incentivar a busca e leitura de obras que não são de nossa época, porém mantêm-se pertinentes como arte, não importando quantos anos se passaram desde sua primeira publicação.
Lamento apenas pela descontinuidade da publicação dessas verdadeiras homenagens aos clássicos da literatura. Ponto negativo para a Editora Abril que, na época, interrompeu a série sem qualquer anúncio.

Moby Dick - Classics Illustrated - foi publicada originalmente em novembro de 1990 pela Abril. Seu preço de capa era Cr$ 290,00 e é um item indispensável na estante de qualquer colecionador que se preze.



domingo, 2 de março de 2014

Único romance de autoria de Charles Chaplin é publicado na Europa.


Fonte: Folha
'Footlights', que serviu de base para o filme 'Luzes da Ribalta', reflete tristeza do artista diante de declínio nos EUA
Escrito em 1948 e até agora inédito, livro mostra frustrações do ator e diretor, que era investigado pelo FBI
ALISON FLOOD DO "GUARDIAN"

O único livro de ficção escrito por Charles Chaplin, um sombrio e nostálgico romance curto que serviu de origem ao filme "Luzes da Ribalta" e ficou inédito por mais de 60 anos, está sendo publicado pela primeira vez.
"Footlights" conta a mesma história de "Luzes da Ribalta" ("Limelight", 1952), seu filme de despedida dos Estados Unidos --a de um palhaço envelhecido e alcoólatra, Calvero, que salva uma bailarina do suicídio.
O filme, no qual Chaplin interpretou Calvero, e Claire Bloom, a bailarina, foi o último que Chaplin realizou nos EUA antes de ser expulso do país em função de sua suposta simpatia pelo comunismo.
O romance, escrito em 1948, foi agora montado por seu biógrafo, David Robinson, com base em anotações a mão e trechos datilografados. Ele está sendo publicado, em inglês, pela Cineteca di Bologna --um instituto italiano que se ocupa da restauração de filmes.
Cecilia Cenciarelli, codiretora do projeto, disse que o romance "traz sombras". "É a história de um comediante que perdeu seu público, escrita por um comediante que àquela altura havia perdido seu público e era descrito pela imprensa como ex-comediante', ou cineasta que um dia fez sucesso'", afirma.
"É espantoso que um homem como esse, que foi à escola por apenas seis meses em sua vida, tenha conseguido se transformar em escritor", diz Cenciarelli.
"Sei que sou engraçado", diz Calvero no romance, "mas os empresários acham que cheguei ao fim do caminho... que fiquei no passado. Meu Deus! Seria tão maravilhoso fazê-los engolir suas palavras. É isso que odeio na velhice --o desprezo e a indiferença que as pessoas mostram com você. Eles acham que sou inútil... Por isso seria maravilhoso conseguir um retorno! Mas algo sensacional! Para sacudi-los de rir, como eu fazia no passado... Ouvir aquele rugido cada vez mais forte... As ondas de risos me atingindo, me erguendo no ar... Esse é o melhor dos tônicos! Você gostaria de rir com eles, mas se segura e só ri por dentro... Meu Deus! Não existe nada parecido! Por mais que eu odeie aqueles malditos... Eu adoro ouvi-los rir!"
Chaplin estava enfrentando um período difícil nos EUA quando escreveu o romance. "Ele era um alvo importante para J. Edgar Hoover [o diretor do Serviço Federal de Investigações (FBI)], e essa campanha fez muitos americanos se voltarem contra Chaplin. Isso foi um choque para ele, que havia sido o homem mais amado do mundo durante 30 anos", afirma Robinson, cujas anotações estão na edição.
"Ele jamais pretendeu publicar o livro", diz o biógrafo. "Era algo absolutamente privado, que escreveu para consumo pessoal."
A infância de Chaplin no sul de Londres pode ser vista, escreve Robinson, na aversão de um personagem infantil por parques --"aqueles monótonos e solitários trechos de verde, e as pessoas que os ocupavam serviam de cemitério vivo aos desesperados e destituídos".
O romance também mostra "o deleite do autodidata quanto a palavras belas ou estranhas, que o levava a manter um dicionário sempre ao seu alcance e a aprender uma palavra nova a cada dia: chocalhar, selenita, eflorescente, fanfarronando e --até o fim da vida sua palavra favorita-- inefável".
"Quando ele aprendia uma palavra, gostava de usá-la, mesmo que não fosse exatamente a correta para a situação", diz Robinson.
"Mesmo assim ele é um escritor maravilhoso. Nos filmes, ele trabalhava e trabalhava até acertar, e no livro é a mesma coisa. É uma boa leitura. Estranha, mas boa."

Franz diz: o que há mais a dizer? Uma obra literária escrita por Charles Chaplin? Essa é uma aquisição obrigatória para qualquer fã de cinema e literatura. Imperdível!

FOOTLIGHTS

AUTOR Charles Chaplin
EDITORA Cineteca di Bologna
QUANTO € 34 (cerca de R$ 110, mais entrega; à venda no site cinestore.cinetecadibologna.it)


Cidade japonesa recebe exemplares de 'O diário de Anne Frank' após vandalismo em bibliotecas.


Uma recente notícia sobre vandalismo chocou o Japão e o mundo. Em vários distritos da cidade japonesa de Tóquio, vândalos destruíram exemplares do clássico 'O diário de Anne Frank', livro que relata os dias de claustro da menina Anne Frank que, infelizmente, não sobreviveu ao campo de concentração de Bergen-Belsen.
Considerado um clássico por sua intensidade e pela abordagem tensa, dramática e triste das agruras que o nazismo trouxe, em especial à menina e sua família, 'O Diário' é uma obra obrigatória quando o assunto é a perseguição aos judeus pelo regime nazista.
A ação dos vândalos mostrou que a sombra de pensamentos arcaicos e preconceituosos ainda paira sobre a humanidade. Não se trata apenas da destruição de livros, mas do desrespeito aos que querem  ter ciência sobre o que está relatado nas obras. Ninguém tem o direito de queimar livros, pois tal atitude sempre foi o primeiro pensamento de ditadores e dominadores que queriam apagar as culturas dominadas: eliminar a fonte de cultura  - leia-se bibliotecas - dos povos.
Vejo muito mais que um ato de vandalismo na destruição dos livros. Vejo uma afronta ao pensamento livre e ao direito de expressão. Muitos tentaram censurar e tirar essa e outras obras de circulação, mas nunca sairão vitoriosos.
Uma prova disso foi o envio de um quantitativo suficiente de obras para suprir aquelas que foram atacadas nas bibliotecas dos ditritos. Os livros foram enviados para Tóquio através de uma iniciativa da embaixada israelense no Japão.


sábado, 1 de março de 2014

Novidades literárias via Companhia das Letras.


Soldados, de Harald Welzer e Sönke Neitzel (Tradução de Frederico Figueiredo)
Cerca de um milhão de soldados alemães foram capturados pelas tropas britânicas e norte-americanas ao longo da Segunda Guerra Mundial – desde joverns praças de infantaria até oficiais condecorados da Luftwaffe e da SS. As divisões de espionagem dos Aliados, interessadas no potencial estratégico  das conversas e confidências trocadas entre alguns desses prisioneiros, instalaram microfones ocultos em suas celas a fim de monitorar diálogos relevantes para a inteligência militar. Pistas decisivas sobre as flutuações do moral do inimigo e o desenvolvimento de armas secretas pelo regime nazista apareceram nas dezenas de milhares de páginas transcritas dessas escutas. Setenta anos após o conflito, esses inestimáveis documentos históricos – nunca antes publicados – são a base deste livro assombroso e supreendente. Os autores oferecem uma radiografia extensa dos modos de ser, pensar e combater dos soldados de Hitler, mas também um olhar único e indispensável sobre a mentalidade dos militares em geral, que sempre insistiram no seu comportamento horando durante as guerras. Esse mito é derrubado de uma vez por todas por essas gravações.


Semíramis, de Ana Miranda
Com rara habilidade de trazer até o presente o sentimento vivo do passado, Ana Miranda já recriou algumas passagens decisivas da literatura brasileira. No premiado Boca do Inferno, dedicou-se às aventuras do inquieto Gregório de Matos na Bahia do século XVII. No igualmente elogiadoA última quimera, debruçou-se sobre a vida e a obra de Augusto dos Anjos (1884-1914). Em Semíramis, é a vez de José de Alencar (1829-1877), ícone do Romantismo brasileiro e protótipo do “homem de letras” do século XIX.
Ana Miranda fez-se íntima da obra e do tempo de Alencar. Sua prosa é marcada por uma levíssima tensão poética, na frase essencial, cortante e delicada, como se cada gesto e palavra estivesse prestes a se evaporar ou dissolver. Lastreada por ampla pesquisa histórica, a autora não só dá corpo poético às inquietações metafísicas que consumiam o escritor como traça um quadro impecável dos costumes e principais acontecimentos da época: passam por essas páginas as figuras de Gonçalves Dias, Castro Alves e Machado de Assis, a partir das vidas de Iriana e Semíramis, tocadas, cada qual a seu modo, pela figura central de Alencar. Semíramis possui um vigor poético total, com uma fluência irresistível desde a primeira frase. São páginas que bebem a energia da paisagem física ou psíquica do autor de Iracema, relembradas dentro de uma nova ordem narrativa, na língua original e nas pupilas de Ana Miranda.


Caninos Brancos, de Jack London (Tradução de Sonia Moreira)
Se em O chamado selvagem (1903) Jack London narra a sofrida adaptação de um cão doméstico à vida na natureza inóspita e gelada do Canadá, em Caninos Brancos (1906) o autor percorre o caminho inverso, contando a história de um lobo nascido na floresta que é capturado e obrigado a aprender a viver em um novo ambiente – o da civilização. Submetido aos arroubos de hostilidade dos outros animais e à crueldade recorrente dos seres humanos, Caninos Brancos terá que lutar com todas as forças para encontrar sua redenção e enfim fazer as pazes com o mundo ao seu redor. Com introdução de Daniel Galera, que reflete sobre a relação de poder, submissão e afeto entre homens e cachorros, esta edição traz também um perfil biográfico de Jack London pelo historiador britânico Andrew Sinclair.

Editora Paralela

Procurando Mônica, de José Trajano
Quando José Trajano conheceu Mônica, ele ainda era chamado de Zezinho e mal tinha largado as calças curtas para descobrir as festas e bares de Rio das Flores, cidade no interior do Rio de Janeiro onde costumava passar o verão. O garoto nem desconfiava que aquele encontro daria início a uma obsessão de mais de quarenta anos, a um amor não correspondido que ele nunca iria esquecer. Procurando Mônica é a história dessa paixão impossível, um relato repleto de esperanças, sonhos e frustrações. Puxando pela memória, Trajano recria sua implacável busca por Mônica, contando com humor e uma dose de tragédia grega os inúmeros foras que recebeu de sua musa. Mas os tempos mudaram. Trajano, que seguiu para uma carreira brilhante no jornalismo esportivo, não é mais o garoto inseguro que Mônica tanto desprezou. Com uma nova dose de coragem, ele partirá novamente atrás dela para, quem sabe, escrever o último capítulo deste livro. 

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