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segunda-feira, 28 de abril de 2014

Seis livros marcam os lançamentos da semana na Companhia das Letras.


 

Sergio Y. vai à América, de Alexandre Vidal Porto
Um romance que investiga, com sabedoria e delicadeza as fronteiras da sexualidade no mundo contemporâneo. E vai além: com inteligência penetrante e uma prosa concentrada, Alexandre Vidal Porto constrói uma ficção sobre um jovem bem-nascido que muda radicalmente de vida. E de destino. Sergio Y., paciente do consultório psiquiátrico do narrador, abandona de súbito o tratamento, reescrevendo a própria história e a de seus psiquiatra. Uma ficção em que memória e esquecimento, revelação e ocultamento ajudam a compor um atualíssimo testemunho sobre nossa cultura e nossas mais secretas emoções.

Os negros na América Latina, de Henry Louis Gates Jr. (Tradução de Donaldson M. Garschagen)
Entre os séculos XVI e XIX, cerca de 11 milhões de africnaos desembarcaram no continente americano depois de sobreviver à pavorosa travessia do Atlântico nos navios negreiros. Quase metade foi trazida para o Brasil, último país ocidental a abolir a escravatura. À mesma época, centenas de milhares de cativos chegaram à costa do Haiti e de Cuba e também a lugares como México e Peru. O professor de Harvard, crítico literário, pesquisador e cineasta Henry Louis Gates Jr. viajou por seis países latino-americanos para compreender a realidade atual dos descendentes das vítimas da escravidão – e rodar uma série de documentários sobre o assunto, grande sucesso de audiência na TV pública americana. O que significa ser negro em nações historicamente marcadas pelas desigualdades? Em que medida o racismo ainda dominante está associado às relações de classe? Em sua investigação – que inclui entrevistas com acadêmicos, ativistas, artistas e pessoas comuns -, Gates apresenta uma visão reveladora sobe a história e a cultura dos afrodescendentes na América Latina.

Paisagens da Metrópole da Morte, de Otto Dov Kulka
Entre o ensaio e testemunho, Otto Don Kulka produziu uma obra que amplia nosso entendimento a respeito de Holocausto. Unindo memória e imaginação – além de conhecimento historiográfico -, este livro mostra a tentativa de um homem. E uma das histórias mais tenebrosas do século XX.

Quando Blufis ficou em silêncio, de Lorena Nobel e Gustavo Kurlat
Nina coleciona coisas. Coisas especiais: ela guarda e cuida delas. Já tem uma coleção de rugas – as rugas-passageiras, que ficam só um pouco e depois vão embora, como as rugas nos dedos depois do banho e os amassados na bochecha ao acordar. E as rugas moradoras, que são as que nunca vão embora. Nina adora esse tipo! E também uma de espirros, que são bem mais difíceis de pegar. Ela tem vários ATCHINS, um punhado de ATCHUS e algumas raridades: um APUF, dois PIFFS, três ATCHUMBAS, seis PITCHUS e meio TCHUSS. Agora Nina começou uma coleção nova: a de pessoas com sono. É que, de repente, as canções sumiram de Blufis e, sem canções, as crianças foram desdormindo,desdormindo, até ficarem completamente sem sono. Mas Nina tem que dar um jeito nisso. E logo.

Abril, o peixe vermelho, de Marjolaine Leray (Trad. de Júlia Moritz Schwarcz)
Abril era um peixinho que se sentia meio fora d’água. Como era de se esperar, ele não se contentou com sua vida entre quatro paredes de vidro: bolou um plano e partiu em busca de novos horizontes… Este é mais um livro com a irreverência e o traço inconfundível de Marjolaine Leray, autora de Uma chapeuzinho vermelho.

Mulheres francesas não fazem plástica, Mireille Guiliano (Trad. de Ana Beatriz Rodrigues)
Quando o assunto é plástica, os Estados Unidos saem na frente todo ano. Em segundo lugar? A China, que vem crescendo em um ritmo impressionante. Em terceiro? O Brasil. E a França, um país dedicado à beleza feminina, onde as mulheres são modelo de desejo, elegância e sedução? Não está nem entre os dez primeiros lugares do ranking. Em Mulheres franceses não fazem plástica, Mireille Guiliano, ex-presidente da Clicquot, Inc. e autora best-seller do New York Times, revela os segredos e truques das francesas no que diz respeito a alimentação, estilo e hábitos, convidando o leitor a abandonar alguns padrões, redefinir prioridades, aproveitar os anos de maturidade – e cuidar da aparência de uma nova forma, antes de recorrer ao bisturi do cirurgião plástico.

Recentes eventos culturais divulgados pela Companhia das Letras.


Debate com Mário Magalhães
Terça-feira, 29 de abril, às 19h
Mário Magalhães participa de debate e sessão de autógrafos de Marighella em Barra Mansa, no Rio de Janeiro.
Local: Centro Universitário de Barra Mansa, Campus Barra Mansa – Rua Vereador Pinho de Carvalho, 267, Centro – Barra Mansa, RJ

Lançamento exclusivo de Pitadas da Rita
Terça-feira, 29 de abril, às 18h
Rita Lobo lança seu novo livro pelo selo Panelinha, Pitadas da Rita, no Shopping Morumbi.
Local: Espaço dos Restaurantes Shopping Morumbi – Avenida Roque Petroni Junior, 1089 – São Paulo, SP

Autores da Companhia das Letras na Flipoços
De 26 de abril a 4 de maio, Poços de Caldas recebe a Feira Nacional do Livro no Espaço Cultural da Urca.
  • Mesa com Daniel Mundukuru
    Quarta-feira, 30 de abril, às 14h
    O autor de Histórias de índio participa de encontro c0m escritores indígenas.
    Local: Teatro da Urca – Praça Getúlio Vargas, s/n, Centro – Poços de Caldas, MG
  • Lançamento de Dias Perfeitos
    Domingo, 4 de maio, às 15h
    Raphael Montes vai à Flipoços para o lançamento de seu novo livro e participa da mesa “Literatura fantástica e de entretenimento”.
    Local: Teatro da Urca – Praça Getúlio Vargas, s/n, Centro – Poços de Caldas, MG
Sessão de autógrafos com André Sant’Anna
Segunda-feira, 5 de maio, às 19h
André Sant’Anna lança seu novo livro, O Brasil é bom, no Rio de Janeiro.
Local: Livraria Argumento – Rua Dias Ferreira, 417, Leblon – Rio de Janeiro, RJ

Lançamento de Sergio Y. vai à América
Segunda-feira, 5 de maio, às 19h
Sessão de autógrafos com Alexandre Vidal Porto no Rio de Janeiro.
Local: Livraria da Travessa Shopping Leblon – Avenida Afrânio de Melo Franco, 290, Leblon – Rio de Janeiro, RJ

Sessão de autógrafos com Rita Lobo
Terça-feira, 6 de maio, às 18h30
Rita Lobo lança Pitadas da Rita na Livraria da Vila, em São Paulo.
Local: Livraria da Vila Lorena  – Al. Lorena, 1731 – Jardins – São Paulo, SP

ONGs querem fim da revista de mulheres nuas antes de entrar em cadeias do Brasil


Fonte: El país

Uma mulher nua agacha e levanta três vezes seguidas enquanto outra, uniformizada, a observa com um olhar atento e dá ordens cada vez mais ríspidas. “O movimento é como o feito pelos dançarinas do funk na velocidade seis (muito intenso e rápido)”, diz uma das vítimas desse tipo de revista corporal. Esse procedimento é adotado 3,5 milhões de vezes ao ano em todas as mulheres e em parte das crianças que vão visitar seus familiares ou amigos em presídios de São Paulo. No Brasil, o número é maior, mas não há dados oficiais sobre quantidade de pessoas que visitam uma massa carcerária de quase 558.000 detentos espalhados por 1.478 estabelecimentos prisionais.

O objetivo do agachamento desnudo é evitar que as visitantes levem drogas, chips de celular ou armas para os detentos. É a chamada revista vexatória. Mas qual é a eficiência dessa medida que ocorre em 20 das 27 Unidades da Federação?

A resposta foi dada nesta quarta-feira com a divulgação de uma pesquisa feita pela Rede Justiça Criminal, um grupo formado por oito organizações não governamentais que atua na área de direitos humanos. A efetividade é quase nula.

Os pesquisadores desse grupo de ONGs analisaram 270.871 documentos que registravam faltas disciplinares de presos e atos de indisciplinas cometidos por visitantes em nove unidades prisionais paulistas. A conclusão foi que em apenas 88 casos, ou 0,03% do total, houve a participação de visitantes nos delitos. Desses casos, em 45 ocasiões os agentes penitenciários apreenderam drogas e em 43, celulares (ou chips). Em nenhum, houve o registro de apreensão de armas.

“Esse tipo de revista é feito para torturar o preso também. A lógica do agente penitenciário é, se você não cuidou do seu filho para que ele não cometesse crime, também merece pagar por isso”, afirmou uma mulher que já visitou o filho preso mais de cem vezes.

Em alguns casos as mulheres precisam, além de agachar repetidas vezes, abrir a vagina e o ânus com as mãos e mostrar para os agentes que não tem nada escondido em seu interior. “Quando a mulher é gordinha, o constrangimento é maior porque o agente manda ela mostrar tudo”, diz uma das mães de presos.

Por essas razões, muitos detentos pedem para seus familiares não o visitarem mais. “Deixei de visitar meu marido porque cansei de ser humilhada”, diz uma mulher.


“Esse tipo de revista é feito para torturar o preso também. A lógica do agente penitenciário é, se você não cuidou do seu filho para que ele não cometesse crime, também merece pagar por isso"
Familiar de um preso

Para a advogada Vivian Calderoni, da ONG Conectas Direitos Humanos, as revistas vexatórias acabam gerando um segundo problema, que é a dificuldade na ressocialização dos detentos. “Quanto menos visita ele recebe, menor é a possibilidade de ressocialização”, afirmou.

Para acabar com essa humilhação que familiares dos presos sofrem, foi lançada nesta quarta-feira uma campanha chamada “Pelo fim da revista vexatória”, que, como o nome diz, pretende acabar com esse tipo de constrangimento. A ideia é coletar o maior número de assinaturas pedindo para o presidente do Congresso Nacional, Renan Calheiros (PMDB), botar em votação o projeto de lei número 480/2013, que pede a extinção desse tipo de revista. O acesso pode ser feito pelo site www.fimdarevistavexatoria.org.br.

Acabar com a revista íntima não só é possível como ela já ocorreu em algumas cadeias de sete Estados brasileiros: Goiás, Paraíba, Minas Gerais, Espírito Santo, Rio de Janeiro, Santa Catarina e Rio Grande do Sul.

Em Goiás, o procedimento foi proibido em todas as prisões há quase dois anos. Isso aconteceu após o Ministério Público filmar uma das revistas, com a autorização de uma visitante. O vídeo foi postado no YouTube e a campanha ganhou força. O promotor de Justiça em Goiás Haroldo Caetano da Silva, que postou as imagens na internet, diz que a revista humanizada tem criado um ambiente mais ameno no cárcere. Para ele, acabar com a humilhação não foi necessária a compra de scanners corporais ou equipamentos de alta tecnologia, bastou apenas uma mudança de atitude com respeito aos direitos humanos.

Franz diz: não vejo motivos para humilhar os parentes dos presos. A família não deve ser penalizada em conjunto com o presidiário. Há muitas verdades sobre alguns excessos na revista vexatória, porém é bom frisar que - ainda que retrógrado - esse tipo de procedimento é válido para evitar a entrada de pequenas quantidades de drogas, celulares ou outro produto ilícito
Enquanto não houver uma política de prevenção rigorosa a tais delitos, assim como um meio de revista menos invasiva, porém eficiente, teremos que conviver com esses métodos. A verdade reside no fato de que há entrada de muitos produtos proibidos em presídios, mesmo com todo o aparato para coibir. Imaginem como ficará a situação se isso for definitivamente proibido. 
Por fim, há parentes - de ambos os sexos - que estão ao lado do preso em todas as ocasiões, inclusive nos delitos. Como o sistema prisional poderá selecionar quem está lá para visitar e quem pretende colaborar com o crime?
As críticas à revista são válidas pelo excesso de seus praticantes, mas nunca pelo fim a que se destina.   

sexta-feira, 25 de abril de 2014

Roger Mello vence Hans Christian Andersen na categoria ilustrador


Fonte: Estadão

O escritor e ilustrador brasileiro Roger Mello, de 48 anos, venceu o prêmio Hans Christian Andersen – considerado o Nobel da literatura infantil – na categoria ilustrador. Mello é o primeiro latino-americano a conquistar o prêmio nesta categoria. A japonesa Nahoko Uehashi ganhou a premiação na categoria escritor. O resultado foi anunciado na Feira do Livro Infantil e Juvenil de Bolonha 2014, na Itália, que começou nesta segunda-feira e segue até o dia 27.


“Ele não subestima a capacidade da criança de reconhecer e decodificar os fenômenos culturais pelas imagens, guiada pela imaginação”, afirma o júri da premiação no texto em que justifica a escolha de Mello. “Por intermédio de suas histórias coloridas, o jovem leitor ganha um entendimento mais profundo da própria cultura e daquelas ao redor do mundo.”


Ilustrador há mais de 25 anos, Mello coleciona uma série de premiações. Recebeu o Espace-enfants, da Suíça, em 2002, mesmo ano em que venceu o Jabuti nas categorias literatura infanto-juvenil e ilustração com Meninos do Mangue. Ganhou diversas vezes a premiação da Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil (FNLIJ). Em 2010 já havia sido indicado ao Hans Christian Andersen.

Franz diz: apesar de ser uma notícia não muito recente (março de 2014), quis enfatizar essa premiação tão merecida. São momentos como esse que devemos valorizar e divulgar, pois muitos ainda veem nossa literatura e ilustrações como artes menores. Eis a prova de que estamos equiparados - e até superamos - os chamados "superiores".



Vou melhorar meu conhecimento da língua portuguesa com a web. Tem certeza?


Por: Franz Lima
Li uma notícia sobre a morte da apresentadora inglesa Peaches Geldof. Apesar da triste notícia do falecimento de uma jovem de 25 anos, o que mais me surpreendeu foi o nível da escrita na notícia. Erros de grafia e concordância são apenas uma parte do problema. O que mais chocou é a presença desta lacunas em sites e jornais de grande influência junto ao público leitor. 
Como formadores de opinião e por possuírem grande apelo junto aos leitores, tais falhas são inadimissíveis, além de influenciar negativamente. 
Não posso deixar de citar alguns jornais de menor porte, como o Meia Hora, do Rio de Janeiro, onde esse desleixo com a língua portuguesa beira a agressão.
Abaixo, o trecho da matéria que atraiu minha atenção, publicado no Ego, do Globo, dia 11/04/2014:
A socialite, que trabalhou como jornalista, apresentadora e modelo, deixa duas filhos: Astala, 1 ano e 8 meses, e Phaedra. Sua última publicação no Twitter, que aconteceu neste domingo, 7, foi uma foto em que ela aparece no colo de sua mãe. Paula Yates morreu quando Peaches tinha 11 anos. Já em seu perfil no Instagram, Peaches publicou um vídeo de seu filho. Sua última aparaição pública foi no evento de moda F&F na última quinta-feira.
Um meio de comunicação como o jornal, impresso ou eletrônico, não pode conter erros tão graves. Há revisores em todos eles, porém é visível o nível de descaso cada vez maior para a correção de erros gramaticais, concordância ou tempo verbal. Com exemplos vindos da própria mídia, somados ao já relapso ensino de nossa língua culta, o que resta esperar?
O q vc axa disso tudo?

quinta-feira, 24 de abril de 2014

As faces da morte. Por Tom French.


Fonte: Tom French

Com o uso de arte subliminar, Tom French retrata casais em imagens belas que remetem - quase que sempre - um crânio descarnado. As imagens ganham força pela poesia e o macabro intrínsicamente misturados.
Desfrute...






Pin-ups na visão de Cliff Chiang.


Cheetara

Belas heroínas dos quadrinhos e animação recebem versões sensuais, mas comportadas, como pin-ups. Valendo-se do melhor estilo de época, Cliff Chiang criou imagens magníficas que mostram outro aspecto das mulheres que costumamos ver em combate. Muito legal!

June

Hera Venenosa

Scarlett

Supergirl

Teela


quarta-feira, 23 de abril de 2014

Hannibal, a série: degustando a sutil arte de matar.


Arte por Darya Kuznetsova
Por: Franz Lima
 
Recordo com muita clareza da primeira vez em que assisti o filme 'O silêncio dos inocentes'. Tenso, dramático e... envolvente. É inegável o apelo de uma trama onde o herói é um assassino canibal, frio e inteligente. Era um período onde aquilo surpreendeu positivamente. Hannibal Lecter, interpretado por Anthony Hopkins, ajudou a agente Clarice a capturar um predador igual a ele, mas estava faltando algo. O que motivou Hannibal a abandonar a civilidade e a moral? Quem ele foi antes de se transformar em um matador irrefreável?
Os anos se passaram e outros filmes surgiram, todos baseados na obra de Thomas Harris. Apesar de algumas partes serem elucidadas, a sensação era de que faltava algo. E é aí que entra a série televisiva 'Hannibal'.

Sobre a morte e o morrer.

Elizabeth Kübler-Ross escreveu um livro com o título 'Sobre a morte e o morrer'. Como admirador do tema, logicamente que li a obra. Foi interessante conhecer um pouco mais sobre o rito de passagem para a morte. Há tristeza e uma infinidade de sentimentos que envolvem os que estão próximos do fim, porém, apesar de tudo, o livro mostra um lado quase poético do fim da vida. 
Hannibal - a série - é o inverso disso. As mortes não são fruto de um leito onde um paciente terminal aguarda por seu fim. A morte, nesse caso, vem através das mãos de assassinos cruéis, movidos pelos motivos mais torpes possíveis. Contudo uma coisa fica bem clara: eles acreditam piamente estar fazendo o correto. Não há remorso ou sentimentos. Só resta a colheita de uma plantação regada a sangue. 


O Hannibal Lecter dos filmes mostrou essa ausência de compaixão. Ele matou e devorou vítimas. Ele ganhou vida pela interpretação marcante de Anthony Hopkins. Mas o tempo passa e, infelizmente, o ator não mais voltou a viver Lecter.
Por anos eu acreditei que a franquia estava tão morta quanto as vítimas do psiquiatra, já desgastada pelo suco gástrico. Felizmente, como hoje comprovamos, eu errei.
Bryan Fuller reuniu um elenco competente e uma equipe de produção absolutamente dedicada em comprovar que o canibal não havia interrompido seu caminho, como muitos fãs temiam. Com muita competência e um destemor diante do macabro, a nova série surgiu para mostrar-nos o passado de Lecter e seu principal antagonista, Will Graham.


O reflexo.

Hannibal é um assassino e isso não é privado do público. Desde o começo a verdadeira face dele é exposta, o que poderia resultar em uma trama rasa ou abordada de forma equivocada, mas isso não acontece em momento algum. As expectativas de uma narrativa forte, compatível com aquilo que Thomas Harris descreveu em seus romances foram gentilmente atendidas. 
Por se tratar intrínsecamente do início turbulento do relacionamento de Graham e Lecter, a trama precisaria de algo mais que mortes violentas para se sustentar. Sem a inteligência de um enredo bem amarrado e de artistas capazes de mergulhar no sangue, a série estaria condenada ao fracasso. Claro, isso não aconteceu e é por isso que ofereço-lhes este jantar em comemoração à segunda temporada. 
Volto à dupla que é responsável pelo entrelaçamento das tramas: Will e Hannibal. Will Graham (Hugh Dancy) é um professor do FBI dotado da capacidade de entrar na mente dos assassinos. Ele não só reconstrói a cena de um crime, ele passa a ser o assassino por alguns minutos. 
Esse talento não passou em branco. Jack Crawford (Laurence Fishburne) é o encarregado do Departamento de Ciências Comportamentais do FBI e recruta Will para que trace os perfis de matadores. É aí que Will demonstra conhecer tanto de serial killers quanto eles mesmos. É aí que seus talentos chamam a atenção de Lecter. Uma amizade tem início...

Arte por Granpappy-Winchester

Caçadores.

Os dois principais protagonistas são idênticos em um ponto extremo. Eles são caçadores. Os roteiristas obviamente pegaram essa visão para criar o vínculo entre ambos, uma vez que os iguais tendem a mostrar respeito mútuo.
A admiração de Lecter por Will é mostrada desde o início da série. A inteligência de Will trouxe à tona um sentimento que Hannibal não nutria há muito tempo: a admiração por alguém. Deste modo, os dois vão estreitanto uma amizade baseada na confiança. Esses laços ficam ainda mais fortes quando o psiquiatra passa a 'aconselhar' Will informalmente. Também esse é um meio sutil de obter maiores informações sobre a mente por trás do caçador de serial killers. Claro que o canibal irá tirar algum proveito de seu conhecimento sobre o maior especialista em assassinos do FBI.
Esta aberta a temporada de caça.


Tramas paralelas.

O que traz mais empolgação à série são as tramas paralelas. Ficou interessante a abordagem de partes da vida pessoal de alguns personagens, incluindo Jack Crawford, Alana Bloom, Bella, Will, Bedelia du Maurier e o próprio Hannibal.
O entrelaçamento dessas tramas dá um dinamismo muito bom e reforça a narrativa, além de evitar que a série caia no erro de só manter-se com foco nos assassinatos.
Alguns pontos sobre as motivações dos serial killers também são bem abordados, fato que aumenta a credibilidade dos acontecimentos. É visível a pesquisa sobre o comportamento desta aberrações sociais.


A morte como companheira.

Em 'Hannibal' eu pude ver as mais elaboradas mortes que a mídia televisiva já produziu. Não só o personagem principal demonstra usar arte para matar, mas outros matadores surgem, plenos de maldade e uma criatividade como há muito não via.
Entretanto, novamente a produção da série surpreende ao não abusar da exposição da degradação humana pelo simples apelo que isso tem. Há uma complexa teia tecida entre as mortes e as motivações. Os flashbacks são magníficos, elucidando para o espectador o quanto o mal pode ser gratuito em algumas situações, porém intrincado e complexo em outras.
No meio desse tsunami de sangue está Will Graham. O colaborador do FBI é, indubitavelmente, o mais afetado por todas essas mortes, principalmente quando consideramos que ele é forçado a reviver cada uma dessas atrocidades. Poucos permaneceriam são diante de tal carga emocional. Será que ele conseguirá manter sua sanidade?

Duelo de mentes

Guardadas as devidas proporções, Will e Lecter são quase gêmeos. Há uma genialidade latente em cada um deles. São como peças de xadrez idênticas, exceto pelas cores. Lecter representa, obviamente, a escuridão contida nas peças negras e, em contrapartida, Graham luta em prol das peças brancas, mas é bom evidenciar que em um guerra a cor de seu uniforme é o que menos importa, já que o sangue sempre terá a mesma cor.

Atuações sólidas.

Este é outro ponto favorável à série. Todo o elenco, mesmo os mais inexperientes, demonstra grande respeito pelo público através de atuações fortes, convincentes. A escolha destes atores e o roteiro que os guia parecem ser uma combinação perfeita.
É impossível não gostar de algo tão belo, conciso e terrível.
Com base em tudo o que foi exposto, espero que tenham se animado para conhecer e aproveitar cada pedaço dessa magnífica e chocante série, a melhor homenagem feita até o presente momento à obra de Thomas Harris, excetuando-se, claro, O Silêncio dos Inocentes.





terça-feira, 22 de abril de 2014

Injustice, Todd McFarlane, Vampiros mafiosos e muito mais pela Panini.




Destaque da semana: 

Injustiça: Deuses Entre Nós

DC Comics
Superman sempre foi, sem dúvida alguma, o maior herói da Terra. No entanto, quando se vê incapaz de salvar aquilo que considera mais precioso em sua vida, ele decide parar de tentar salvar o mundo… e começar a governá-lo! Impondo a paz no planeta por qualquer meio necessário, o Último Filho de Krypton agora só pode ser detido por um homem: o Batman! Tão cheio de ação quanto o game que o inspirou, esse encadernado escrito pelo roteirista Tom Taylor (Terra 2) conta a história de um mundo à beira da insanidade e de seus campeões superpoderosos, lutando uma batalha por vez para tentar repará-lo!
Originalmente publicado em:

Injustice: Gods Among Us 1-6 

Detalhes da edição

» 17 x 26 cm
» 196 páginas
» Capa Cartão
» Lombada Quadrada
» Papel LWC
» Publicação Especial
» Preço: R$ 22.90
» Distribuição Nacional
Divulgado no boletim 87


Hulk: Círculo Vicioso

Marvel Comics
Incrível Hulk está diferente. Além de ter ficado acinzentado, ele deixou de ser um monstro abrutalhado e obtuso para se transformar numa fera irônica, cruel e ainda mais selvagem do que de costume. E quem fez isso com o outrora gigante de jade não poderia ser outra pessoa senão Peter David, conhecido por seus trabalhos nas revistas Homem-Aranha, X-Factor e A Torre Negra. Além de reler as primeiras aventuras do Hulk criadas por este também incrível roteirista, de quebra, veja a contribuição do célebre Todd McFarlane em seus primeiros dias como desenhista de histórias em quadrinhos!
Originalmente publicado em:

The Incredible Hulk 331-340 

Detalhes da edição

» 17 x 26 cm
» 244 páginas
» Capa Cartão
» Lombada Quadrada
» Papel LWC
» Publicação Especial
» Preço: R$ 26.90
» Distribuição Nacional
Divulgado no boletim 87


07Ghosts 16

Planet Mangá
Kull, com o intuito de proteger Teito, engana Landkarte e o encurrala em sua própria dimensão. Mas o inimigo tem seus próprios trunfos, e Teito, após relembrar mais cenas de seu passado, precisa tomar uma importante decisão sobre o destino de seu adversário…
Originalmente publicado em:

07Ghosts 16 

Detalhes da edição

» 13 x 18 cm
» 184 páginas
» Capa Cartão
» Lombada Quadrada
» Papel Pisa Brite
» Publicação Bimestral
» Preço: R$ 13.90
» Distribuição Setorizada
Divulgado no boletim 87


A Era de Ultron 3

Marvel Comics
Os heróis invadem o esconderijo de Nick Fury na Terra Selvagem em busca de um meio de deter Ultron! E, enquanto uma equipe viaja ao futuro para destruir de uma vez por todas o maligno robô, Wolverine elabora seu próprio plano e decide viajar ao passado para garantir, a qualquer custo, que Ultron jamais seja criado! E ainda: Victor Mancha, o filho de Ultron, faz o possível para ajudar um grupo de crianças a sobreviver no cenário apocalíptico criado por seu pai!
Originalmente publicado em:

Age of Ultron 5
Ultron 1 AU 


Detalhes da edição

» 17 x 26 cm
» 52 páginas
» Capa Couché
» Lombada Grampo
» Papel LWC
» Publicação Mensal
» Preço: R$ 6.50
» Distribuição Nacional
Divulgado no boletim 87


Clube Vampiro

Vertigo
A família Soprano não tem nada a ver com a família Del Toro – um enclave de vampiros que coordena o crime organizado em Miami há quase um século. Belos, ricos e imortais, esses sanguessugas também são mestres em traições e intrigas familiares – e as presas vão ficar ainda mais à mostra com a morte do patriarca, Eduardo.
O que aconteceria se vampiros se envolvessem com o crime organizado? Essa é a resposta que Howard Chaykin (American Flagg!), David Tischman (American Century) David Hahn (Fábulas, Lúcifer) apresentam em Clube Vampiro, uma inédita e suculenta abordagem do gênero vampiro!

Originalmente publicado em:

Bite Club 1-6 

Detalhes da edição

» 17 x 26 cm
» 148 páginas
» Capa Cartão
» Lombada Quadrada
» Papel LWC
» Publicação Especial
» Preço: R$ 19.90
» Distribuição Setorizada
Divulgado no boletim 87


Homem de Ferro & Thor 5

Marvel Comics
Thor, o Deus do Trovão: conheça a tenebrosa origem de Gorr, o Carniceiro dos Deuses! Com sua nova armadura, o Homem de Ferro encaram uma frota de piratas espaciais e visita uma cidadela alienígena! Os Jovens Vingadores enfrentam Laufey, o rei dos Gigantes de Gelo e verdadeiro pai de Loki!
Originalmente publicado em:

Iron Man 6
Thor: God of Thunder 6
Young Avengers 3 


Detalhes da edição

» 68 páginas
» Capa Couché
» Lombada Grampo
» Papel Pisa Brite
» Publicação Mensal
» Preço: R$ 6.50
» Distribuição Nacional
Divulgado no boletim 87


Constantine 3

DC Comics
Pandora: as ações dessa misteriosa figura podem resultar no maior combate já visto no Universo DC. Constantine: o mago inglês rouba e faz uso dos poderes de ninguém menos que Shazam! E em Liga da Justiça Dark: A Guerra da Trindade coloca heróis em lados opostos da trincheira.
Originalmente publicado em:

Constantine 5
Justice League Dark 22
Pandora 1 


Detalhes da edição

» 17 x 26 cm
» 68 páginas
» Capa Couché
» Lombada Grampo
» Papel Pisa Brite
» Publicação Mensal
» Preço: R$ 6.50
» Distribuição Nacional
Divulgado no boletim 87


X-Men Extra 3

Marvel Comics
A equipe de X-Men de Tempestade tem que impedir o plano de dominação mundial de Arkea, a irmã de John Sublime, que domina tecnologia. Mas como fazer isso sem destruir o corpo de Karima Shapandar, a Sentinela Ômega? E para evitar uma catástrofe no futuro próximo, Cable e a X-Force fazem o impensável. Psylocke e a Fabulosa X-Force tem um novo alvo, o seu antigo colega e agora vilão Bishop, que voltou mais poderoso que nunca! Deadpool na segunda rodada da briga contra zumbi de Abraham Lincoln. E ainda: em X-Men: Legado, na Escola Jean Grey para Estudos Avançados, o jovem Legião descobre a verdade aterradora sobre os dois irmãos mutantes que resgatou no Japão.
Originalmente publicado em:

Cable & the X-Force 4 e 5
Deadpool 4
Uncanny X-Force 3
X-Men 3
X-Men Legacy 5 e 6 


Detalhes da edição

» 17 x 26 cm
» 148 páginas
» Capa Couché
» Lombada Quadrada
» Papel Pisa Brite
» Publicação Mensal
» Preço: R$ 15.90
» Distribuição Nacional
Divulgado no boletim 87


Wolverine 6

Marvel Comics
Preso em um aeroporta-aviões da SHIELD que foi lançado ao fundo do mar, Logan encara um perigo que pode matá-lo de verdade: afogamento! Enquanto isso, uma pequena visão do futuro da Escola Jean Grey para Estudos Avançados. E ainda, numa história ligada a saga A Era de Ultron, Wolverine e Sue Richards voltam ao passado para evitar a criação de Ultron a qualquer custo.
Originalmente publicado em:

Wolverine 6
Wolverine and the X-Men 27AU e 29 


Detalhes da edição

» 17 x 26 cm
» 68 páginas
» Capa Couché
» Lombada Grampo
» Papel Pisa Brite
» Publicação Mensal
» Preço: R$ 6.50
» Distribuição Nacional
Divulgado no boletim 87


Homem-Aranha Superior 5

Marvel Comics
Depois de enfrentar os Vingadores, Otto Octavius descobre que ainda restou uma parte de Peter Parker em sua mente e ela está juntando forças para recuperar seu corpo. O Doutor Octopus vai então travar a mais perigosa e inusitada batalha de sua carreira… para manter o domínio no corpo de Peter Parker e continuar sendo o Homem-Aranha Superior!
Originalmente publicado em:

Avenging Spider-Man 19
Superior Spider-Man 8 e 9 


Detalhes da edição

» 17 x 26 cm
» 68 páginas
» Capa Couché
» Lombada Grampo
» Papel Pisa Brite
» Publicação Mensal
» Preço: R$ 6.50
» Distribuição Nacional
Divulgado no boletim 87

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