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quarta-feira, 18 de junho de 2014

Chico Anysio entrevista Bussunda. Essa é leitura obrigatória.


Amigos, há certas coisas que o tempo se encarrega de evanescer. A morte é uma delas, ainda que sua sombra paire sempre sobre nós. Ainda que a saudade jamais suma, por mais inerte que esteja.
Chico Anysio e Bussunda foram dois ícones do humor brasileiro. Mestres entre seus pares, geniais como só humoristas podem ser, eles se destacaram positivamente no cenário humorístico nacional. Chico foi um mestre para vários outros profissionais do humor. Bussunda, com seu jeito Shrek de ser, ajudou a transformar a Casseta Popular e o Planeta Diário em um programa semanal que marcou época: o Casseta e Planeta urgente. 
Mas a vida não é infinita. Pelo menos neste plano. Assim, tristemente nos despedimos destes dois grandes homens (e não estou falando só das barrigas). 
Foi então que, alguns dias atrás, vasculhando meus pertences, eis que encontro esta histórica entrevista. Chico Anysio estava equivocado em alguns pontos (Maria Paula foi incluída no grupo e os sete se tornaram seis), fatos que não diminuem em nada a importância da entrevista que disponibilizo agora no Apogeu. Ressalto que mantive a grafia da época, tal como está na entrevista original. Não há data especificada na entrevista, porém creio que ela foi publicada entre 2002 e 2003.
Divirtam-se. Sei que a saudade baterá, porém também sei que o sorriso estará presente durante toda a leitura.
Ah! Eu conheci as duas trupes (Casseta Popular e Planeta Diário) no meu período de ensino médio pelo Colégio Pedro II. Na época, eu e Jacó (apelido do meu grande amigo André Luis) escrevíamos o extinto Jornal do Mal e enviávamos o material para eles que, em troca, davam-nos algumas edições das revistas. 

Dois barrigudos que se beijam

Bussunda é, dos sete Casseta, o mais conhecido. Não que isso o torne mais talentoso ou importante que o Madureira, o Hélio, o Reinaldo, o Beto ou o Hubert, porque no fim das contas eles sete formam um time. Não há como desligar um dessa equipe, como é impossível agregar um oitavo. Bussunda é carioca, flamenguista, humorista e, apesar disso tudo, inteligente. O humor corre nas suas veias e salta nas suas palavras com a mesma facilidade com que César Maia inventa uma obra. Mas por que Bussunda é, dos sete, o que mais aparece, enfim...

O mais famoso? Sim. Por que, se os sete têm chances iguais nos programas, nas revistas, nos livros, nas camisetas, em tudo que produzem? Bastou conversar com ele num final de tarde (um papo produzido pela revista Domingo) para que eu descobrisse: a beleza. Bussunda ao sobressair-se dos outros seis dá uma demonstração de que Vinícius estava certo quando dizia ser “a beleza fundamental”. Mesmo no humor. Ou principalmente nele, modéstia à parte. Bussunda e eu temos muito em comum, principalmente na parte entre o tórax e o púbis. Uma beleza que levamos na boa, sem o menor orgulho. Entende? Uma coisa que a gente vai empurrando com a barriga. 
Chico Anysio



O programa Casseta e Planeta urgente vai ficar igual ano que vem?


Igual não, a gente sempre faz pequenos ajustes. Aliás, a gente muda o programa o ano inteiro, vai experimentando coisas novas, que quando dão certo são incorporadas. Outros quadros, de menos sucesso, a gente tira. Todo mundo faz isso, não é? Quando voltarmos das merecidas férias, vamos discutir o formato. Uma coisa não dá pra mudar: a variedade, que é apontada por todo mundo como a melhor coisa. E o programa está indo bem.


Tudo bem, mas sabe o que acho? Vou dizer, embora vocês nunca tenham me perguntado. Vocês deviam se comportar o mais sério possível. Quanto mais sério estiverem, mais engraçado fica. Quando você coloca a roupa muito colorida, com chapéu e coisa e tal, fica rebarbativo, o engraçado sobre o engraçado.



Você tem razão em parte. Mas isso é caso a caso. A gente vai imitar o Sarney vestido de Sarney, certo?



Aí é diferente. Na imitação, faz parte. No tempo do “Que disposição!”, do Itamar Franco, tudo bem. Mas o cara que entrevistava o Itamar deveria fazer as perguntas, por mais bobas que fossem, de forma séria...


Às vezes a gente faz isso. Começamos nos vestindo de repórter, terno e gravata, e indo pra rua. As pessoas não nos conheciam, o que causava surpresa. Depois, começaram a nos reconhecer. E a gente descobriu que botando a fantasia escapava do mal humor. Conhecendo a gente ou não, estando no Brasil ou nos EUA, as pessoas identificam logo que é humor. E quando a gente vai falar, já estão com um sorriso na boca. Foi uma descoberta. Mas tanto o figurino como o formato serão discutidos.

O formato é o de menos, podem até fazer um bloco em cada formato. Isso garantiria a variedade.

A gente experimentou uma coisa inteiramente nova que é contar uma historinha no programa da Amazônia, onde um era índio, o outro um repórter seqüestrado, os outros saíam procurando. Isso funcionou muito. A gente botou nos dois primeiros blocos e o Ibope mostrou uma audiência enorme. Esse tipo de programa nos assustava muito principalmente por não sermos atores, mas foi superlegal.


E você não pensa em fazer um curso de ator?



Não conseguiria aprender (risos). Nem mesmo com você, Chico...



Claro que conseguiria, Bussunda. Representar é a arte de não representar. Claudinha Abreu estava morta de medo nas gravações de Tieta e eu disse: “Faz menos!” Sou naturalista no modo de representar. Quando se erra pra mais é a catástrofe. Pra menos, não incomoda.



Quando a gente foi pra frente da câmera e resolveu fazer do nosso programa uma sátira do jornalismo, era um pouco pela frustração que trazíamos da TV Pirata. Quando escrevíamos as matérias para TV em que os atores eram repórteres, eles reclamavam. Luiz Fernando falava: “É a décima vez que boto bigode, tiro bigode, boto careca pra mudar a cara dos jornalistas.” Pra eles, esses papéis não eram desafiadores. Então resolvemos fazer nós mesmos, pois não somos atores, não temos o mesmo compromisso.


As pessoas pensam que somos inimigos. Não sei por quê. Nunca falei mal da Casseta. Pelo contrário. Eu me lembro da primeira vez em que o Cláudio Paiva e o Paulo Ubiratan leram o texto da TV Pirata pro Daniel (Filho), pro (Carlos) Manga e pra mim. Quando acabou, ficou um silêncio como se alguém dissesse: “Seu time comprou o Júnior Baiano.” Fui o único que falou: “Dá pé. O problema é que eles não têm prática de TV.” Levei 450 disquetes pra Petrópolis e fiz o trabalho de copy desk que durou 45 dias. Os melhores textos eram de vocês. Agora sempre defendi a tese de que não podia ser representado só por um grupo de 10 atores, mas sim aberto a toda a geração de novos atores de humor...


Foi uma falha da Globo não ter mantido esse espaço, ainda que não fosse no horário nobre. O Pirata viveu um ciclo e todos os atores da primeira fase estão aí estourados: Débora Bloch, Regina Casé, Guilherme Karan, Diogo Vilela, Cláudia Raia... Foi um espaço que se abriu e que juntou a gente que vinha de jornaizinhos alternativos com a galera do besteirol. Foi um grande encontro.

O Brasil nunca produziu tantos humoristas e comediantes como hoje. Tenho na minha casa 120 fitas de humoristas. Deles, uns 50 você pode botar no ar o horário que quiser...

E quase todos do Ceará, Né? (risos)

A maioria. E olha que não tenho fita do Ciro Gomes (risos). Um quadro que vocês podiam lançar no Fantástico é Qual é a sua?. Pega um cara e pergunta qual é a dele. Todos vocês fazem a entrevista, e depois o cara faz o número dele. Nessa poderiam lançar gente como Falcão, Tiririca, João Neto, João Cláudio... Não se interessam em ver essas fitas?

Tem também o Espanta Jesus? (risos) Ele é bom, mas tem que mudar de nome. Quem sabe Espanta Roberto Marinho? (risos) Ano passado reclamávamos que existiam poucos programas de humor. Não há dúvida de que se abriu um leque de programação, embora o espaço para o autor que está começando continue pequeno. Mas o humor foi aquecido. Tem o programa da Regina, o nosso, o teu, a Praça, o Sai de baixo...


Mudando de assunto, foi difícil tocar o Planeta Diário?


Tivemos a revista durante quase 10 anos. Quando começou o programa da Globo, pensamos que venderíamos muito mais. Achávamos que o programa ia nos dar um salariozinho e que viveríamos da renda da revista. Em resumo: a revista acabou e teve gente que era fã do programa e nunca soube da existência da revista. Outro dia saiu uma crítica do nosso livro na Veja que dizia: “Quem diria, eles também sabiam escrever.”

Aí vai uma idéia: uma geração dura 25 anos. O que foi feito há 30 anos hoje é novo de novo. Se vocês relançarem a revista, com 30 páginas de coisas já idas, e 18 páginas de novidades, ela fica inteiramente nova.

Mas é o que estamos tentando fazer com nossos livros. Na verdade, esse último livro, A volta ao mundo do Casseta e Planeta tem muita novidade, pois é sobre as viagens que fizemos com o programa. Mas os outros livros foram coletâneas atualizadas. Vendemos em torno de 20 mil exemplares por livro, o que para Brasil é um ótimo número. Mas agora mudamos para a editora Objetiva com o objetivo de vender mais. (risos)


Na minha opinião, a crítica de TV é sem sentido. Vai um programa pro ar na terça-feira e na quinta sai uma crítica esculhambando o programa. Mas eu já gostei quando o vi na terça. Ou então, eu odiei e a crítica faz milhões de elogios. Das duas formas ela se sai como idiota.


Costumo brincar que o artista é vítima dos seguintes estágios: quando ninguém te conhece, a crítica enche a tua bola; é só ficar conhecido para começar a falar mal. Quando está muito bem, a crítica pára de falar. E quando estourou de sucesso dizem que você virou viado (risos)


Não cheguei nessa fase ainda. Pra mim pega mal, tenho sete filhos. Agora, sabe de uma coisa, parei de brigar. Confesso que sempre adorei uma briga. Cada vez que brigo ponho pra fora o advogado que não fui e queria ser. Mas cheguei à conclusão de que não se resolve nada brigando, embora seja o meu divertimento preferido.


Parei de brigar cedo. Detesto. Dou uma boiada para sair da briga.

Brigar, agora, só combinado (risos). Sempre briguei pelos humoristas. O Jô (Soares) e o Renato (Aragão) nunca deram uma palavra. Resolvi fingir que sou PT (Partido dos Telectuais). Só tem intelectual no PT, trabalhador mesmo que é bom... Você é petista?

Não sou nada hoje em dia, mas não concordo com você. Existem trabalhadores no PT. Mas as ideologias acabaram e hoje voto é nas pessoas.

Deixa pra lá. Falemos de humor: concorda que só há duas variantes, o engraçado e o sem graça?

Claro. O humor que faz sucesso é o humor bom. Embora hoje existam programas com tipos de humor diferentes: o da Regina, que não é escrachado mas é superlegal, tem o teu, que dispensa comentários, o da gente, que faz uma coisa diferente em cima do jornalismo, a Comédia da vida privada, que é pra outro público, o Sai de baixo, parecido com a Comédia da vida privada só que bem popular. Mas a qualidade continua sendo essencial pro sucesso.


O Sai de baixo, que está no ar como grande novidade, é a manifestação primeira do humor no mundo, que foi na Comedia dell´Arte. Esse humor de situação, que já esteve presente na Família Trapo, Grande Família e outros programas, é a prova de que em piada não precisa ser nova.


Uma das coisas que mais gosto de fazer é pegar uma piada velha e reciclar. Por exemplo, aquela do “você conhece o Mário?”, mais velha que não sei o quê, fez o maior sucesso na Itália. Chegamos pra um policial e perguntamos: conhece o Mário, aquele que te ha carcato atrás do armário...

Costumo dizer que piada não tem dono feito passarinho e não tem idade feito Hebe Camargo e Tônia Carrero (risos). Mudando de assunto, as Olimpíadas de 2004 são uma olim piada?

Não acho piada, não. Acho bom porque entra dinheiro. O Rio cresceria muito com as Olimpíadas, e a cidade é uma das mais lindas do mundo mesmo. Se no Rio há o problema da bala perdida, em Roma existe a máfia.

Mas a questão é se temos dinheiro pra bancar. Uma Copa do Mundo seria mais viável.
  
Mas a coisa não tem jeito. É mais do que provável que a iniciativa privada se seduza a criar essa infra-estrutura. Passei em Barcelona um ano antes das Olimpíadas, a cidade parecia ou que estava em guerra ou que era governada pelo César Maia. E hoje dizem que está uma das cidades mais lindas do mundo. É bom demais pra gente ser do contra.

Botos, sátiros e dragões. Eis o novo livro de Samila Lages.


Samila Lages é uma escritora que trabalhou comigo no ONE e também na coletânea Cassandras. Ela tem um raro talento para a literatura Yaoi, drama e terror. Confiram as palavras de Samila e, como a própria disse, apóiem a literatura nacional. O Apogeu sempre apoiará...

Bem, venho aqui reiterar que A Lenda de Fausto continua a venda, nas mesma condições de sempre (R$35,00 + frete grátis + dedicatória, se assim desejado), podendo o pagamento ser por transferência/depósito bancário ou boleto.

A novidade é que meu segundo livro está a venda também: "Botos, Sátiros e Dragões". Para quem não sabe, esse segundo livro é um apanhado de contos e poesias e ilustrações sobre mitologias diversas. NÃO é yaoi (sorry, mas pense, sua mãe pode lê-lo sem sustos, hahaha). Eu vou fazer outro post sobre ele, para você saber do que se trata. Ele custa R$25,00, com frete grátis também, no mesmo esquema de A Lenda de Fausto.

O envio se dá pelos correios, registro módico, que demora em média 5 dias úteis.

Entãoooo... quem quiser, é só me mandar um e-mail  (samila.lages@ gmail.com) e escolher a forma de pagamento:

Eis os procedimentos para depósito em conta:

Fazer o depósito/transferência no banco Bradesco Ag:1300-5, CC:0005434-8 no valor de R$ 35,00

Da mesma maneira, quem quiser pagar com boleto, mande um e-mail informando o mesmo, que eu lhe mando a cobrança por e-mail, do PagSeguro =D

Só isso, no dia seguinte à confirmação da transação eu já posto o livro.

É isso, qualquer dúvida, só mandar e-mail! Beijos, e fica o apelo:

Apoie a literatura nacional
 

A arte em copos de isopor de Cheeming Boey.





Por: Franz Lima
Para quem acreditava que os tradicionais copos de café feitos de isopor só serviam para armazenar, eis que surge o artista Cheeming Boey, ou Boy Obsolete, profissional da área de animação e vídeo games. O artista costuma praticar seus desenhos nesta superfície tão incomum que é o copo de café. Os resultados surpreendem pelo dinamismo e criatividade, isso sem contar que alguns de seus trabalhos dão excelentes tatuagens. 
O visual surrealista de alguns desenhos é fantástico. O detalhismo também chama a atenção dos apreciadores de arte.
Por tudo isso, Cheeming Boey está incluso na seleta galeria de artistas que figuram as páginas do Apogeu do Abismo. Como diria Dave Navarro: "Cheeming, você tem o necessário para ser um Ink Master."
Confiram mais alguns trabalhos (e um vídeo) logo abaixo:








Pó.



Por: Franz Lima.

Voltando no tempo e refletindo sobre atos e consequências, finalmente vejo o que desperdicei. 
Usufrui da juventude e de suas atitudes irrefreáveis. Escalei montanhas e ao chegar ao topo de cada uma delas, percebi que o intuito era unicamente demonstrar força. Lutar contra a altitude não era uma meta, mas demonstrar a outros que disso eu era capaz, isso sim me dava prazer.
Ascendi e deixei muitos para trás. Pessoas que estavam ao alcance de minhas mãos foram descartadas. Sentimentos foram simulados para ter a carne que desejei. 
E assim, cruel e egoísta, passei longos anos a caminhar entre vocês.
Mas a morte não faz diferenciação. Ricos, saudáveis, jovens ou velhos. Não importa. Cedo ou tarde todos nós seremos chamados aos braços do Anjo da Morte. Todos teremos nosso momento único ao lado dela, porém esse momento pode ser prolongado e, conforme seu merecimento, com muito sofrimento e dor.
Hoje, retornarei ao pó de onde vim. Porém é válido dizer que esse retorno será pleno de angústia, solidão e agonia. Tudo que fiz para aqueles cujo desprezo e ódio dediquei minha vida, finalmente terá a justiça feita.
Estou ferido, humilhado e fui jogado junto a outros. Todos somos essencialmente maus e, agora, nada mais nos resta. O som do registro de gás sendo aberto me assusta. Sei o que me aguarda, mas isso em nada diminui minha dor.
O fogo nos abraça. Estou vivo o suficiente para sentir a pele encolher e os nervos perderem, lentamente, a sensibilidade. É hora de retornar ao pó...

terça-feira, 17 de junho de 2014

Meu final feliz: a busca de um cão. Animação premiada.



Uma engraçada e inteligente animação feita em 2D e 3D onde um cãozinho brincalhão descobre que é seu próprio melhor amigo ao finalmente pegar sua cauda. Uma bela lição onde a amizade é representada de forma magistral. Animação premiada em vários festivais e dirigida por Milen Vitanov. Bom entretenimento...

My Happy End from Talking Animals on Vimeo.

Produto à venda: Álbum de figurinhas Ping-Pong - Copa de 1982


Fonte: Mercado Livre 

(Acesse o link acima e dê seu lance)
 
Álbum de figurinhas Ping Pong, completo, referente à Copa da Espanha em 1982. Todos os cromos já fixados no álbum. Material em bom estado de conservação, porém apresenta anotações dos resultados dos jogos feitos à mão pelo antigo dono. Com capa e contracapa. Há algumas regiões onde foi utilizado durex para consertar pequenos rasgos. Ressalto que o material está muito bom e é uma ótima oportunidade de aquisição para colecionadores.
Aproveitem essa chance. Melhor preço, pode comparar. Frete por conta do comprador.
Fotos SÃO do produto original! Dúvidas? Faça sua pergunta. Não aceito ofertas: preço final.
Não envio por sedex a cobrar.
Frete R$ 20,00 com seguro, para todo o Brasil, via Sedex.
Pagamento em até 5 dias após o encerramento.
Não dê lance com dúvidas, pergunte que terei prazer em responder. Só dê lance se tiver absoluta certeza de que irá comprar o produto
Att 
Franz.







domingo, 15 de junho de 2014

A terceira edição da revista Trasgo já está disponível online. O que está esperando?



A terceira edição da revista de ficção científica Trasgo já está disponível online. Organizada por Rodrigo van Kampen e contando com diversos autores de altíssimo nível, esta nova edição marca o anúncio de uma nova fase. Mas as novidades devem ser anunciadas por quem é responsável por elas...

Leia mais no release abaixo, porém tenham certeza que essa novidade literária está à altura das antigas e incríveis Isaac Asimov Magazine e Heavy Metal. Baixem as edições disponíveis e tenham uma ótima leitura.
Franz.

Salwaan, e bem vindos à 3ª edição da revista Trasgo!
Recebemos muito material estes meses, tanta coisa boa que até separamos uma parte para a próxima! É ótimo receber belos contos, a Trasgo está sempre de portas abertas para autores novos e profissionais. Veja como nos enviar um conto em nosso site.
Antes de falar do bom conteúdo que temos aqui, gostaria de contar que para esta edição fizemos uma pequena promoção: os assinantes da newsletter da Trasgo receberam, além da revista, um conto extra, de minha autoria. Como alguns distraídos podem alegar que não sabiam, darei uma segunda chance: quem se inscrever na newsletter até o final de agosto também receberá este conto, aproveite! Basta deixar o seu e-mail em trasgo.com.br/news.
Também anunciamos uma ótima promoção para blogueiros e produtores de conteúdo: aqueles que postarem quatro artigos contando das primeiras edições em seus blogs, levarão de graça as quatro edições seguintes (números 5 a 8), que serão pagas. Leia as regras em trasgo.com.br/promocao e participe! Lembrando a todos os divulgadores que as imagens em alta qualidade estão em trasgo.com.br/imprensa.
Chega de anúncios e vamos ao conteúdo da terceira edição da Trasgo, com a linda ilustração exclusiva de Kelly Santos na capa. Gael Rodrigues abre com “O Empacotador de Memórias” seguido por “Rosas Brancas” de Roberto de Sousa Causo, primeiro conto da série Shiroma, Matadora Ciborgue. Em seguida saímos da FC rumo ao onírico em “Feita de um Sonho” de Caroline Policarpo Veloso.
“Invasão” de Claudio Parreira, traz um punhado de insanidade à sua leitura, seguido por “Viral” no qual Tiago Cordeiro aborda o universo zumbi com criptografia. Fechando com chave de ouro, uma noveleta de Liége Báccaro Toledo: “O Vento do Oeste” o transportará para Sawad, uma terra desértica de deuses, homens e lendas.
Este mês também estreamos uma página no Google+, para quem prefere acompanhar as novidades nesta rede. Além disso, também batemos um papo no FacebookTwitter e em nosso blog. Sigam-me os bons!
Antes de deixá-los aos contos, um agradecimento especial aos autores e voluntários que trabalharam para aparar as arestas e entregar esta edição a vocês, todos devidamente creditados abaixo.
Boa leitura, safiah din naan!
Rodrigo van Kampen

Créditos da edição
Organização: Rodrigo van Kampen
Revisão: Lívia Carvalho e Thiago Toste
Ilustração de capa: Kelly Santos
Manutenção do site: Fábio Scaico
Entrevistadores: Stefano Sant’ Anna e Rodrigo van Kampen
Autores: Caroline Policarpo Veloso, Claudio Parreira, Gael Rodrigues, Liége Báccaro Toledo, Roberto de Sousa Causo e Tiago Cordeiro.


Nike futebol: arrisque tudo. Uma animação imperdível.



Contando com alguns dos principais craques do futebol mundial, a Nike criou uma animação fantástica que busca comprovar que a verdadeira magia do esporte está na liberdade e criação dos jogadores. Neymar, Cristiano Ronaldo, Iniesta, Rooney e outros astros - liderados por Ronaldo, o fenômeno - dão uma aula contra os mais improváveis adversários: seus clones.
Destaque para uma versão super bem-humorada de Neymar e as fotos selfie.



sexta-feira, 13 de junho de 2014

Panini faz recall de seu álbum de figurinhas da Copa. Mas o recall é pago!


Fonte: ESPN
Texto: Franz Lima
Não é um fato inédito, mas a verdade é que a Panini arrumou mais uma forma de arrumar toneladas de reais com o recall de seu álbum de figurinhas. Tal como ocorreu na Copa das Confederações, a editora se antecipou e lançou o álbum oficial com jogadores que hipoteticamente seriam convocados. O erro será corrigido com um novo pacote de figurinhas que substituirão os jogadores equivocadamente presente no álbum. Entretanto, ao contrário do que muitos esperavam, a Panini irá dispor todos os 71 cromos em um pacote único que terá o valor de "apenas" R$ 10,50. 
Se você já passou por um dos muitos pontos de trocas criados pelos colecionadores em todo o país, certamente observou que o investimento da editora foi muito bem sucedido. Entretanto, numa clara demonstração de desrespeito pelo colecionador, o erro será sanado por meio de pagamento, o que configura prejuízo ao cliente da empresa.
A previsão de chegada dos novos cromos é para o dia 18 de junho.
Parabéns, Panini. Os cofres daí agradecem...
 
Veja quais são as 71 novas figurinhas do álbum da Copa:
Alemanha - Benedikt Höwedes e Kevin Grosskreutz
Argélia - Rafik Halliche e Nabil Bentaleb
Argentina - Enzo Pérez
Austrália - Alex Wilkinson, James Troisi, Ryan McGowan, James Holland e Adam Taggart
Bélgica - Adnan Januzaj
Bósnia e Herzegovina - Muhamed Bešić
Brasil - Jô
Chile - Felipe Gutiérrez, Miiko Albornoz e Carlos Carmona
Colômbia - Éder Balanta, Santiago Arias, Adrián Ramos e Juan Quintero
Coreia do Sul - Yun Suk-Young
Costa do Marfim - Didier Ya Konan, Constant Djakpa, Max Gradel e Giovanni Sio
Costa Rica - Marco Ureña e Óscar Duarte
Croácia - Danijel Pranjić e Sammir
Equador - Oswaldo Minda
Espanha - Santi Cazorla, César Azpilicueta e Diego Costa
Estados Unidos - Timmy Chandler, Kyle Beckerman, Alejandro Bedoya e Chris Wondolowski
França - Antoine Griezmann, Bacary Sagna e Rio Mavuba
Grécia - Loukas Vyntra e Giannis Fetfatzidis
Honduras - Osman Chávez
Inglaterra - Chris Smalling, Adam Lallana, Luke Shaw e Ross Barkley
Irã - Steven Beitashour, Mehrdad Pooladi e Alireza Jahanbakhsh
Itália - Alberto Aquilani, Ciro Immobile, Marco Verratti e Antonio Cassano
México - Carlos Salcido, Javier Aquino e Marco Fabián
Nigéria - Kunle Odunlami, Reuben Gabriel, Peter Odemwingie e Uche Nwofor
Portugal - André Almeida e Rúben Amorim
Rússia - Andrei Eschenko, Vladimir Granat, Georgi Schennikov, Yuri Zhirkov e Oleg Shatov
Holanda - Leroy Fer e Jonathan de Guzmán
Suíça - Josip Drmić

Muitos lançamentos literários pela Companhia das Letras.



Os sonâmbulosde Christopher Clark (Tradução de Berilo Vargas e Laura Teixeira Motta).
Baseado em vasta pesquisa e documentos inéditos, o professor da Universidade de Cambridge Christopher Clark procura reconstruir o contexto e esclarecer um dos momentos mais controvertidos e mal compreendidos da história: o início da Primeira Guerra Mundial. Numa narrativa transbordante de ação, Clark propõe uma nova abordagem do primeiro conflito bélico a assumir dimensões globais. Em vez de narrar estratégias militares, batalhas ou atrocidades do front, escolhe esmiuçar a complexa rede de eventos, interesses e frágeis equilíbrios de força que levou um grupo de líderes políticos, em geral bem intencionados, a decisões desastrosas, que culminaram numa guerra de violência inaudita.
A tristeza do samurai, de Victor del Árbol (Tradução de Eduardo Brandão).
A advogada María Bengoechea se tornou conhecida por ter colocado detrás das grades o inspetor César Alcalá, num ruidoso caso ocorrido em Barcelona nos anos 1970. O escândalo, que ela considerava completamente resolvido, ressurge quase dez anos depois, quando María descobre que outros nomes estavam envolvidos — o de um político com passado sombrio, mas também o de seu próprio marido, um homem machista e violento, e até mesmo o de seu pai, um ermitão que se especializou em forjar espadas. A tristeza do samurai é, ao mesmo tempo, um romance policial cheio de reviravoltas e uma reflexão histórica sobre como as ações do passado repercutem no presente.

A lata de lixo da históriade Roberto Schwarz.
Ironizando até mesmo a necessidade de transportar a crítica política para o Brasil colonial — e a cidade de Itaguahy para uma improvável Suíça — no clima geral de censura e delação, Schwarz reaproveita o enredo e os personagens de O alienista com humor, agudeza e mordacidade. O germe das “ideias fora de lugar”, um dos principais temas da obra crítica de Schwarz, transparece nas ações desmioladas do alienista Simão Bacamarte, que implanta em Itaguahy um regime totalitário, inteiramente baseado numa “ciência” importada, para salvaguardar a saúde mental dos cidadãos. Com os desmandos de Bacamarte, de início apoiado pelos “notáveis” do lugar, a Casa Verde deixa de ser um hospital de alienados para se tornar uma masmorra semelhante às câmaras de tortura da repressão, e aos poucos aprisiona toda a cidade.
O alienista, de Machado de Assis.
Clássico da literatura brasileira, este texto de Machado de Assis continua sendo, cento e trinta anos depois de sua publicação original, uma das mais devastadoras observações sobre a insanidade a que pode chegar a ciência. Médico, Simão Bacamarte passa a se interessar pela psiquiatria, iniciando um estudo sobre a loucura em Itaguahy, onde funda a Casa Verde — um típico hospício oitocentista —, arregimentando cobaias humanas para seus experimentos. O que se segue é uma história surpreendente e atual em seu debate sobre desvios e normalidade, loucura e razão.

Diga o nome delade Francisco Goldman (Tradução de Maria Luiza Newlands).
Em 2005, o escritor e professor norte-americano Francisco Goldman se casou com Aura Estrada, uma jovem e promissora estudante de literatura. Pouco antes de o casamento completar dois anos, durante as férias numa praia do México, Aura quebrou o pescoço após ser tragada por uma onda. Responsabilizado pela morte de Aura e mortificado pela culpa, Francisco entregou-se ao desespero. Passava os dias sem rumo, bebendo e flertando com a catatonia, a depressão, o suicídio. Para vencer a crise, escreveu Diga o nome dela, uma história sobre o luto — uma mostra pungente de que só com a organização da memória é possível driblar a falta de sentido e reafirmar o desejo de seguir adiante.
O amor natural, de Carlos Drummond de Andrade.
Publicado em 1992, cinco anos depois da morte de Carlos Drummond de Andrade, O amor natural foi saudado, com justiça, como um grande acontecimento cultural: a lírica erótica (e por vezes pornográfica) de um dos maiores poetas da literatura brasileira finalmente vindo a lume. Fortes, intensos e sem o travo de melancolia da poesia amorosa de Drummond, os poemas de O amor natural chegam a ser solares em sua clara e positiva afirmação do desejo sexual, do conhecimento físico entre duas pessoas e da vitória contra a morte que representa a busca pelo prazer. Compostos no decurso da longa carreira literária do autor, os textos reafirmam a enorme vitalidade — pessoal e literária — do autor.
Flores artificiais, de Luiz Ruffato.
O escritor Luiz Ruffato recebe em sua casa a correspondência de um desconhecido. Trata-se de um manuscrito, uma compilação de memórias que Dório Finetto, funcionário graduado do Banco Mundial, redigiu a partir de suas muitas viagens de trabalho. Como consultor de projetos na área de infraestrutura, Finetto percorreu meio mundo numa sucessão de simpósios, reuniões e congressos. A mente de engenheiro, no entanto, esconde um observador arguto e sensível, uma dessas pessoas capazes de se misturar com naturalidade num grupo de desconhecidos. Foi a partir dessas observações que Finetto compôs seu Viagens à terra alheia, o manuscrito que mandou ao conterrâneo Luiz Ruffato. E é este livro dentro do livro que Ruffato irá transformar no romance Flores artificiais. Partindo de um esqueleto ficcional, Ruffato — o autor, e não o personagem do próprio livro – irá embaralhar as fronteiras entre ficção e realidade, sem jamais perder de vista a força literária que é a grande marca de sua obra.

Diário da tarde, de Paulo Mendes Campos.
Recém-aposentado no início da década de 1980, Paulo Mendes Campos foi cultivar seu jardim em um sítio da serra fluminense. Ali, no sossego da vida rural, longe das pressões da vida diária no Rio de Janeiro, começou a compor um jornal imaginário, o Diário da Tarde, com artigos, crônicas, resenhas futebolísticas, poemas, traduções e aforismos — enfim, as diversas seções que costumam compor uma publicação diária. Este Diário da Tarde ganha nova edição, mostrando a incrível gama de talentos do autor para os mais diversos tipos de texto. “Este livro pode ser folheado num lindo dia de chuva, à falta duma boa pilha de revistas antigas”, escreve o autor na abertura do volume. Eis um convite irresistível.
O que eu posso ser?, de Mariana Zanetti e Silvia Amstalden.
A partir de figuras geométricas, como o triângulo ou o “quase retângulo”, e de suas ilustrações, as autoras propõem que as crianças pensem sobre esses elementos e sobre tudo que eles podem ser para além de simples formas geométricas. E o que os pequenos vão logo perceber é que, reparando bem, a vida está longe de ser tão quadradinha assim.
(Quem contou?), de Dilea Frate, ilustrações de Laerte.
Era uma vez um mundo repleto de crianças estranhas, bichos em geral e cachorros em particular. Um dia, eles se juntaram num lugar especial, onde uma serpente é capaz de brincar com um elefante, uma cabra pode enganar uma bruxa, um cachorro surfa e um bebê sorri em várias línguas para um menino que acha o máximo se fantasiar de bailarina. O lugar especial é este livro, que se chama Quem contou? porque no final de todas as suas 26 divertidas fábulas revela um novo personagem: aquele que observou e relatou.
1 drible, 2 dribles, 3 dribles: manual do pequeno craque cidadãode Marcelo Rubens Paiva, ilustrações de Jimmy Leroy.
Drible não é lá uma palavra muito fácil de se dizer, já a sua execução, pra quem consegue, traz uma sensação muito boa. Joca que o diga: era o maior craque da sua cidade, o rei da pelada na praia, o grande armador do time. Mas, quando seu pai é promovido e tem de mudar de cidade com a família, o menino perde seu posto. Para reconquistar a fama, ele vai passar por muitos desafios. E se os leitores, como o Joca, acham que já sabem tudo de futebol, que arrasam nos números e nas curiosidades sobre o esporte, vão precisar dar uma olhada na segunda parte do livro. Será que eles sabem como nasceu o futebol, como ele chegou ao Brasil, quais as principais jogadas, dribles e chutes, as gírias mais comuns, a ética do torcedor e do jogador, e a história de todas as Copas do Mundo?

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