PUNHOS DE SANGUEque estreia dia 25 de maioé a verdadeira história de vida de Chuck Wepner, lutador que inspirou Rocky, a bilionária franquia do cinema que conta a história de um lutador de boxe de Nova Jersey que aguentou por 15 rounds, uma luta do incrível campeonato mundial de pesos pesados, contra o maior lutador de todos os tempos, Muhammad Ali. Em seus dez anos como boxeador, Wepner teve o nariz quebrado oito vezes, 14 derrotas, dois nocautes e um total de 313 pontos. Mas suas lutas mais duras foram fora do ringue – vivendo uma vida de bebedeiras, drogas, mulheres, passando por altos e baixos ao extremo.
* OS MELHORES MOMENTOS DA LUTA VERDADEIRA ESTÃO NO FINAL DO POST.
PUNHOS DE SANGUEtem direção de Philippe Falardeau (O Que Traz Boas Novas), é protagonizado por Liev Schreiber, como Chuck Wepner; Elisabeth Moss, como a primeira esposa de Wepner; Ron Perlman como Al Braverman, o empresário-treinador que guiou Wepner a sua luta pelo improvável título contra Muhammad Ali; e Naomi Watts como Linda – a salvadora de Wepner – a mulher que amparou sua queda.
O filme também é estrelado por Jim Gaffigan como John Stoehr, amigo fiel de Wepner e que o acompanhou durante toda sua vida; Michael Rappaport como John, seu distante irmão; e Pooch Hall como o icônico peso pesado e campeão mundial Muhammad Ali. Morgan Spector interpreta Sylvester Stallone, que escreveu o roteiro para o filme Rocky, em 1976, após a luta entre Wepner e Ali, conseguindo um total de dez indicações ao Oscar, ganhando três estatuetas, incluindo Melhor Filme. Stallone pode ter interpretado Rocky, mas, na mente de Wepner, e aos olhos de muitos outros, ele era Rocky.
PUNHOS DE SANGUE é tanto sobre Wepner tentando lidar com a repentina fama como o maior azarão quanto é sobre a épica luta quando, há 40 anos, um trabalhador, contra todas as chances, chocou o mundo. “Não é somente um filme simples”, elabora Schreiber nos elementos que o atraíram no material. “Acredito que existe um tema em vários filmes sobre boxe sobre pessoas que vem de um passado violento ou estão revoltadas com o mundo, e aqui temos um homem com uma doçura genuína. Esse personagem realmente me intrigou”.
“Esse não é um filme sobre boxe, por assim dizer. É uma história de ascensão, queda e redenção. Ela desafia nossas expectativas”, diz a produtora Lati Grobman. “Temos vários projetos que vem a nós, nós lemos muitos scripts, mas quando recebemos PUNHOS DE SANGUE, Christa e eu ficamos empolgadas. ”
Curtam nossas fanpages: Apogeu do Abismo e Franz Lima. Aproveitem também para assistir ao trailer do filme e os melhores momentos da luta verdadeira entre Muhammad Ali e Chuck Wepner!
Uma das mais respeitadas cartunistas do Brasil, Laerte ganhou destaque ao se assumir como transexual há alguns anos.
Mais do que isso, sua vida deu uma guinada enorme não só pelo impacto visual, mas também pelas mudanças na vida das pessoas que lhe eram próximas. Curta nossas fanpages: Apogeu do Abismo e Franz Lima. Hoje, as coisas são bem mais fáceis, mas quais seriam os impactos de uma nova mudança? Com base na decisão de implantar seios, Laerte inicia uma transição que não passará despercebida.
Laerte-se é o primeiro documentário nacional produzido pela Netflix, cuja principal função não é questionar a sexualidade da cartunista, e sim apresentar a todos as nuances do cotidiano da vida de um gênio do desenho. Sem frescuras, sem mentiras e com o humor que é peculiar à cartunista.
Afinal, a obra de Laerte continua polêmica, bem humorada, crítica e extremamente pertinente ao cenário dos quadrinhos e charges em nosso país.
Assistam agora ao trailer e aguardem o lançamento em streaming no dia 19 de maio. O documentário tem direção de Lygia Barbosa da Silva e Eliane Brum com roteiro da duas e de Raphael Scire.
Uma frase define esse documentário: A genialidade não tem gênero.
Luiz Ruffato conversa com Cristovão Tezza sobre as influências de Mário e Oswald de Andrade em suas obras. O debate faz parte da Semana MáriOswald, que acontece de 25 a 30 de abril em São Paulo.
Local: Centro Cultural São Paulo - Rua Vergueiro, 1000 - São Paulo, SP
Local: Livraria Cultura do Conjunto Nacional - Av. Paulista, 2072 - São Paulo, SP
Oficina de quadrinhos do Capitão Cueca
Neste fim de semana, promovemos duas oficinas de quadrinhos do Capitão Cueca! Confira a programação.
Sábado, 29 de abril, às 16h
Local: Saraiva do Shopping Eldorado - Av. Rebouças, 3970 - São Paulo, SP
Domingo, 30 de abril, às 16h
Local: Saraiva do Shopping Pátio Paulista - Rua 13 de maio, 1964 - São Paulo, SP
Flipoços 2017
Começa no dia 29 de abril mais uma edição da Flipoços e da Feira Nacional do Livro de Poços de Caldas. Veja a programação com os autores do Grupo Companhia das Letras.
Eles são inteligentes e têm o mais sensacional bichinho de estimação, Perry- o ornitorrinco. Phineas e Ferb são irmãos e vivem as mais incríveis aventuras ao lado de seus amigos e da sempre intransigente irmã, Candace. Para dar mais humor às histórias, o sinistro e atrapalhado Dr. Doofenshmirtz sempre aparece para ser derrotado por Perry. As músicas e clips são incríveis e dão muito mais dinâmica à série. Participações especiais também fazem essa série inesquecível.
Recomendo que assistam a cada uma das temporadas e episódios especiais. Esses desenhos fazem parte da infância dos meus filhos e, por sua qualidade, da minha vida também.
Fiquem com algumas das entradas mais legais já apresentadas. Espero que se divirtam muito, assim como eu.
A PROGRAMAÇÃO ESPECIAL CONTA AINDA COM ‘O MÁGICO DE OZ’ EM ALTA DEFINIÇÃO 4K. AS SESSÕES SERÃO ÚNICAS E ACONTECEM NAS ÚLTIMAS TERÇAS-FEIRAS DO MÊS
Os Clássicos Cinemark estão de volta à programação da Rede Cinemark no Brasil! Depois de 12 temporadas de sucesso nos últimos quatro anos, o projeto abre sua 13ª edição neste mês de abril com uma novidade: os filmes que marcaram época terão exibição única na última terça-feira dos próximos três meses. Já no próximo dia 25 é a vez do drama “E o Vento Levou” (1939), vencedor de oito estatuetas do Oscar em 1940, incluindo a de Melhor Filme e a de Melhor Diretor. Para os amantes de ficção cientifica, o filme em cartaz no mês de maio é “2001: Uma Odisseia no Espaço” (1968), dirigido por Stanley Kubrick e vencedor do Oscar de Melhores Efeitos Especiais em 1969. Junho traz uma programação especial para as crianças de todas as idades, o musical infantil “O Mágico de Oz” (1939), de Victor Fleming.
A programação estará em 32 complexos da Rede Cinemark distribuídos por Aracaju, Belo Horizonte, Brasília, Campinas, Campo Grande, Curitiba, Florianópolis, Foz do Iguaçu, Goiânia, Londrina, Mogi das Cruzes, Natal, Niterói, Porto Alegre, Recife, Rio de Janeiro, São Paulo, Salvador, Santos, São Caetano do Sul, São José dos Campos, Uberlândia, Varginha, Vila Velha e Vitória (a relação dos complexos participantes está disponível na tabela abaixo).
- O Clássicos Cinemark virou tradição. A receptividade do público é tão positiva que desde o começo do ano tivemos clientes buscando informações sobre as novas temporadas. São quatro anos de um projeto que se tornou referência para diferentes grupos. A oportunidade de assistir ao seu filme favorito, novamente e na tela do cinema, é uma experiência única -, ressalta Bettina Boklis, diretora de marketing da Cinemark.
Os ingressos podem ser adquiridos no site da Rede (www.cinemark.com.br) ou na bilheteria dos cinemas participantes. Os valores variam de R$ 4 a R$ 16. Clientes Cinemark Mania têm 50% de desconto no preço da entrada.
Sobre os clássicos:
25 de abril “E o Vento Levou” (240 minutos), de Victor Fleming
Como plano de fundo a Guerra Civil Americana, o filme trata da complicada vida de Scarlet O’Hara (Vivien Leigh), seus amores e desilusões. Já desacreditada no amor,surge em sua vida Rett Butler (Clark Gable), um vivido aventureiro, que a prova o contrário. O clássico filme americano é marcado por uma relação de amor e ódio em meio a conflitos.
30 de maio “2001: Uma Odisseia no Espaço” (161 minutos), de Stanley Kubrick
Inspirado no conto de ficção cientifica de Arthur C. Clark, o longa trata do conflito entre o homem e a máquina. Desde a pré-história, um bloco de pedra fornece informações sobre o passado e o futuro. Milhões de anos depois, uma equipe de astronautas liderados pelo Dr. Dave Bowman são enviados a uma aventura em Júpiter com o objetivo de investigar o monólito misterioso.
27 de junho “Mágico de Oz” (112 minutos), de Victor Fleming
Dorothy (Judy Garland) mora em uma humilde fazenda com seus tios no Kansas. Certa noite, um ciclone passa pela região e carrega a jovem e seu cachorro Totó para a terra mágica de Oz. Para voltar para a casa, Dorothy precisará encontrar o Poderoso Mago Oz na Cidade das Esmeraldas. Nessa aventura, ela conhece um Espantalho, que precisa de um cérebro, um Homem de Lata sem um coração e um Leão Covarde que quer coragem.
Sucesso absoluto entre pais e crianças há mais de uma década, a turma do Junior Express, capitaneada por Topa, é um dos maiores destaques do canal Disney Junior. Com aventuras feitas para as crianças, cheias de diversão, muita cor e boas lições (incentiva a escovação dos dentes, boa alimentação, respeito, etc), os personagens Topa (Diego Topa), os Bobs: Rolando (Brian Cazeneuve), Ricardo (Joel Cazeneuve) e Carlos (Hugo Rodriguez), Natalio (Enzo Ordeig), Melody (Mariana Magaña), Dóris (Stephie Camarena), Josephina (Berenice Gandullo), Francis (Julio Graham) e outros.
Então, que tal curtir o novo vídeo deles que já está disponível no canal do YouTube do Disney Junior Brasil, “Aquarela”. O novo vídeo musical é uma das canções de “Porque eu te quero”, o mais recente álbum do DisneyJunior Express e uma produção original da Disney Junior América Latina, que muito em breve estará disponível em CDs e nas lojas digitais sob o selo da Walt Disney Records.
“Aquarela” é uma canção que celebra a esperança, as ilusões, os sonhos e as lembranças de uma infância que jamais gostaríamos que se perdesse. No vídeo, o alegre e animado Capitão Topa e sua tripulação interpretam a versão própria da música do famoso cantor brasileiro Toquinho. Algumas obras estão expostas e fazem parte do cenário onde os integrantes do Junior Express são pinturas. Entre as obras temos a clássica "Noite estrelada", de Van Gogh.
O último CD, “O que levas em seu coração” (o terceiro do Disney Junior Express), que foi colocado à venda no dia 17 de junho de 2016 em versão digital para toda a América Latina e em formato físico na Argentina, tornou-se Disco de Ouro em dezembro do ano passado no país. Até a data o álbum já havia vendido 28.600 cópias na região.
Desde La Vingança que tenho buscado por novidades no humor que não envolvam Youtubers ou tenham roteiros mais consistentes. Divórcio será, muito provavelmente, um sucesso por conta das atuações engraçadíssimas de Camila Morgado e Murilo Benício. Posso até quebrar a cara, mas eu creio muito no potencial humorístico dessa obra.
O que temos não é uma obra intelectualizada com o intuito de divertir em algumas ocasiões. Desde a divulgação do pôster e da trama básica que a empolgação com o filme aumentou.
Então, com o lançamento do trailer oficial, algumas das expectativas ampliaram em progressão geométrica. E o que esse trailer revela? Primeiramente a saga de um casal que se amava muito, mas cujo relacionamento foi se degradando conforme o tempo passou. Até aí, nada de novidade, exceto por um pequeno detalhe: a tolerância excessiva de um com o outro criou um rancor contido, perigoso e potencialmente divertido. Depois podemos observar que alguns amigos (da onça) apimentam essa relação já conturbada com comentários sutis, porém bem maliciosos. Esses amigos e conhecidos podem até ter boas intenções, o que não significa que os resultados também sejam. Por fim, ricos, famosos e extremamente normais - tal como qualquer um de nós, exceto pela riqueza - eles têm problemas e defeitos como qualquer casal. Essa normalidade - às vezes escondida pelas aparências - é o ponto alto da trama que irá se direcionar para uma verdadeira batalha de vaidades. Marido e mulher mantiveram uma vida de tolerância que será transformada em um palco de guerra com consequências para ambos e, indubitavelmente, diversão garantida para o público. Murilo Benício faz o papel de um caipirão que se torna milionário, enquanto Camila Morgado é a mulher do interior que se deixa absorver pelos luxos da vida moderna. Cada um tem seus defeitos, mas é a união desses mesmos defeitos que promete nos trazer uma das mais divertidas comédias do ano. Vejam o primeiro trailer de Divórcio no final do post ou pelo link Divórcio. O filme tem previsão de estreia para 22 de junho e tem a direção de Pedro Amorim e roteiro de Paulo Cursino. P.S.: para os menos atentos, os personagens de Murilo (Júlio) e Camila (Noeli) se tornam ricos graças ao molho de tomate Juno, cujo nome é o resultado da fusão entre as primeiras sílabas de seus nomes. Bem pensado!
Com diversas cenas de ação e uma trilha sonora que vai do rock ao sertanejo, o filme também traz no elenco Thelmo Fernandes, Luciana Paes, André Mattos, Ângela Dippe, Cynthia Falabella, Bruna Tornarelli, Gustavo Vaz, Robson Nunes, Antônio Petrin, Lu Grimaldi, Jonathan Weel, e as participações especiais de Sabrina Sato e Paulinho Serra. As filmagens foram realizadas em Ribeirão Preto, tanto em locações na parte urbana da cidade, como em uma plantação de tomates. O longa contou também com moradores de Ribeirão na equipe, no elenco e figuração.
Ghost in the Shell é um sucesso em duas mídias distintas: mangá (sua origem) e em anime (um já esperado desdobramento para todo mangá que faça sucesso). Em minha humilde opinião o anime sintetizou e deu mais sobriedade ao material original do mangá e, aparentemente, os produtores do longa-metragem A Vigilante do Amanhã pensaram o mesmo, pois beberam em muitas fontes do anime.
Antes de prosseguirmos, que tal uma breve olhar no teaser trailer do filme.
P.S.: recomendo não assistirem aos trailers e aos cinco minutos divulgados, isso enfraquece demais o impacto inicial da obra.
Uma obra que se desdobrou desde sua versão original. Publicada em 1989, escrita e desenhada por Masamune Shirow, Ghost in the é uma série cyberpunk situada no ano de 2029 e retrata, basicamente, as ações de um grupo de elite chamado Seção 9, cuja função primordial é evitar o cyberterrorismo. Entre seus integrantes estão a Major Motoko Kusanagi, Batou, Togusa e outros. Suas habilidades são fundamentais para elucidar e deter criminosos que se valem da tecnologia ultra-avançada dessa era futura.
Aliás, um dos pontos altos da trama está na “previsão” de um mundo onde as próteses evoluirão ao ponto de termos um corpo inteiro substituído. O melhor exemplo disso é a própria Motoko, cujo cérebro foi implantado em um corpo cibernético que imita à perfeição o corpo humano.
O mangá é um aclamado sucesso e teve sequência em Ghost in the Shell 2: Man-Machine Interface. O mangá oscila entre ação, humor e algumas cenas com conteúdo sexual que geraram polêmica.
Em 1995, sob a direção de Mamoru Oshii, uma adaptação é feita e recebe a aclamação do público e da crítica. Apesar de não ser uma adaptação 100% fiel ao material original, o longa-metragem garantiu outras continuações. Uma comprovação do sucesso da trama está na criação de um game e romances literários baseados na obra original, além de séries.
Porém uma pergunta ainda não foi respondida em sua totalidade: o que é Ghost in the Shell?
Uma obra cyberpunk com um roteiro voltado à crítica social, complexa e corajosa, principalmente por questionar conceitos como beleza, vaidade, a venda de sonhos, a podridão política e, ainda, o que define um ser humano.
O live action era realmente necessário?
Sim. Como já disse antes, o advento da tecnologia aplicada no cinema é uma ferramenta que está tirando do papel ou dos animes/animações histórias inteiras que gostaríamos de ver com pessoas de verdade. A decisão de adaptar Ghost in the Shell com atores (e muita computação gráfica) foi extremamente corajosa, pois as reações dos fãs mais radicais e suas críticas são imprevisíveis.
Em resumo, ter alguns de nossos personagens favoritos e a trama que os envolve transpostos para o cinema é um verdadeiro presente. Então, antes que me pergunte, eu respondo: o filme não é uma adaptação quadro a quadro do anime ou o mangá, mas ele bebe claramente da fonte do anime. E isso é bom.
Algumas cenas do filme são reconhecidas facilmente, tal é sua fidelidade ao anime. Para melhorar, alguns pontos do anime e do mangá foram postos de lado, sem que o respeito a Ghost in the Shell fosse comprometido em qualquer momento. Logo, o live action era necessário.
Similaridades.
Antes de mais nada, Ghost in the Shell, o filme estrelado por Scarlett Johansson, não é uma cópia quadro a quadro do anime. Há cenas reproduzidas em sua essência, porém todas enquadradas com perfeição no roteiro de Masamune Shirow. Esse longa-metragem serve para elucidar algumas questões do anime e tem o mérito de complementá-lo.
A presença de todos os integrantes da Seção 9 é algo a ser comemorado, principalmente pela boa escolha do elenco. Batou ficou perfeito e a versão de Arakami deu mais imponência ao personagem.
A cidade futurista convence e nos dá uma clara mostra do que o futuro nos reserva, seja ele muito bom (qualidade de vida) ou ruim (nossa essência pode ser hackeada). O modo como a Seção 9 se comunica em casos de ação e até as redes sociais são pontos interessantes na narrativa.
Os personagens receberam algumas alterações visuais, porém continuam - em sua essência - preservados.
Adaptação ou complemento?
Na saída da pré-estreia isso foi questionado por alguns dos presentes. Afinal, o que essa obra é na verdade: uma adaptação ou um complemento ao anime? Eu a considero um complemento à mitologia de Ghost in the Shell, mas ela dispensa assistir ao anime ou ler o mangá, já que sua história está conectada de forma correta, com início, meio e fim.
A essência da história original está conservada, já que se trata de um filme onde um grupo antiterrorista é acionado para combater um hacker poderoso e sem piedade. Claro que a maior inspiração para essa obra - ao menos visualmente - está no longa de animação homônimo, cujas principais passagens são transpostas para a tela de forma ou idêntica ou bem próxima daquilo que foi visto.
E não há nada de ruim nisso...
Vida eterna. Compre-a.
A promessa de vida eterna - ou algo muito próximo disso - é a fonte para as modificações feitas nas pessoas. Desde olhos até articulações, tudo pode ser ciberneticamente aperfeiçoado, fato que melhora exponencialmente o desempenho dos humanos. Major é, no filme, uma espécie única, a primeira experiência de implante cerebral em um corpo ciborgue que deu certo. Uma de suas criadoras, a doutora Ouelet (Juliette Binoche) se mostra como uma protetora à policial, apesar das críticas de alguns dos nomes fortes da empresa que tornou possível essa migração cerebral, a parceria entre elas é visível desde o primeiro momento. O que intriga o espectador é a motivação por trás dessa parceria. Ouelet é algo além de uma programadora para Mira (o nome pelo qual ela se refere à Major)?
Esse ineditismo é algo que preocupa os executivos da empresa detentora da tecnologia que originou Major. Ela agora é uma arma no combate a crimes cibernéticos, porém está sujeita aos ataques de um criminoso chamado Kuze, cujo maior atributo é o de ser indetectável. Seu anonimato o permite cometer assassinatos e hackear mentes, expondo as fragilidades da empresa. Kuze irá se mostrar muito mais que um simples vilão com o decorrer da trama.
Outro fator muito interessante está no nível de implantes e melhorias feitas nas pessoas que, conforme o filme progride, impedem que o público possa distinguir uma máquina de um humano ou um ciborgue.
Filosofias e questões.
Ghost in the Shell tem o mérito de levar-nos a meditar sobre nossas origens, as vaidades que ditam o que é correto visualmente ou não, as melhorias médicas que salvam e, em alguns casos, podem provocar a morte. Mais do que isso, a busca pela perfeição física é uma das premissas do longa, cujos esforços podem beirar a diminuição da própria humanidade em prol do bem estar ou da beleza.
Uma outra interessante reflexão está sobre os limites para essas modificações. Transportando essa questão para os dias atuais, teríamos o debate sobre o que é um corpo saudável e, sobretudo, quais os limites para essa busca da beleza duradoura.
A presença de Kuze também é uma crítica aos limites da medicina. Até quando um experimento médico pode ir na busca por uma melhor qualidade de vida para as pessoas? Esses limites foram debatidos ao final da Segunda Guerra Mundial quando os experimentos dos médicos nazistas foram expostos ao mundo, chocando até os mais incrédulos.
Outro ponto bem abordado está no evidente poder das grandes corporações e suas decisões que podem arruinar vidas para alcançar seus objetivos.
Ação e influências visuais.
As cenas de ação estão dosadas bem equilibradamente. O uso de slow motion e os efeitos especiais não estão à toa no filme. Há um visível cuidado com a adequação de cada tomada. Percebi três influências visuais neste longa-metragem: Matrix, Blade Runner e Westworld. Alerto que não estou falando de plágio, apenas de similaridades. Até porque - em uma análise mais profunda - dois dos três exemplos beberam na fonte de Ghost in the Shell, com exceção de Blade Runner (1982).
A cidade, o trânsito, as propagandas, roupas e demais elementos dão credibilidade à cidade oriental e multicultural. A miscelânea de modernidade extrema com o caos urbano deu vida à cidade e seus habitantes.
A fonte visual está, obviamente, também no mangá e no anime, porém infinitamente melhor e com mais credibilidade.
A espera valeu a pena?
Essa resenha apontou apenas alguns dos pontos positivos da história. Ghost in the Shell é uma adaptação que irá agradar aos fãs das obras originais e, certamente, tem qualidades suficientes para atrair novos amantes à franquia. O investimento foi pesado em todos os níveis, desde o figurino até a implementação dos efeitos especiais. Há cenários inacreditáveis em cada cena, um verdadeiro espetáculo visual. A direção de Rupert Sanders guiou brilhantemente as equipes e o elenco dentro do roteiro elaborado por Jamie Moss.
Não vá ao cinema esperando encontrar um filme de ação comum. O que vocês verão é um filme de ficção científica com altas doses de filosofia e crítica social. As ações existem e são um óbvio exemplo do esforço da produção, atores e roteirista para entregar um filme à altura daquilo que Masamune Shirow idealizou.
Agora, fica a esperança de que a franquia se prolongue e novos filmes surjam...
Baseado em uma obra literária de Munro Leaf, ilustrada por Robert Lawson, o curta-metragem da Disney "Ferdinando, o touro" fez sucesso ao mostrar um touro espanhol que se rendia aos encantos das flores.
Então, recentemente recebemos a notícia de que haverá um longa baseado no desenho da Disney.
O Touro Ferdinando seguirá, pelos que as aparências apontam, a mesma premissa de suas origens, mostrando um animal dócil e sonhador.
Mas qual o atrativo em uma história como essa? E será que teremos algo à altura da obra original?
Bem, as primeiras cenas já dão uma clara ideia do que teremos. Ferdinando é um touro que sofre com a incompreensão dos humanos e o escárnio de seus semelhantes. Ele é calmo, dócil, apaixonado por flores e, sobretudo, incapaz de machucar alguém.
Sua imponência e porte mantêm todos afastados, algo que ele não deseja. Ferdinando é um amante da vida e jamais poria a vida de outro ou a sua própria em risco por conta de diversão.
Na narrativa da animação da Disney Ferdinando e os outros touros estão passando por uma seleção para participar da tourada, a honra máxima para um touro. Sem qualquer vontade de participar, ele vai se sentar à sombra de uma árvore e um acidente o deixa descontrolado, provocando a admiração dos homens que vieram escolher El Toro.
Eu vi a animação - que está disponível ao final deste post - e assisti, obviamente, ao primeiro trailer dessa nova versão do Touro bondoso. As duas estão bem similares.
O que me anima é a possibilidade de abordar mais da infância de Ferdinando, descobrir como ele foi quando pequeno e ver o quanto de criatividade os roteiristas aplicarão para dar credibilidade a uma história como essa.
Isso é apenas uma parte da trama, já que essa história é - em sua essência - uma ode ao respeito pela individualidade. Ferdinando não é igual a todos os outros. Isso o torna especial. Ele vive em seu mundo e isso lhe basta. Com essa premissa, Ferdinando faz o papel de milhões de pessoas que sofrem por suas particularidades, por seu jeito de ser, cor e até pela raça.
O que aguardo é o já característico tom bem humorado e, além disso, uma crítica social velada que faça o espectador refletir sobre a própria vida.
Afinal, somos todos iguais, apesar das incontáveis diferenças. E que esse simpático tourinho ajude a aumentar a consciência da necessidade de convivermos em paz. A direção do longa contará com Carlos Saldanha, o brasileiro responsável por Rio. A previsão de estreia é para o dia 14 de dezembro de 2017.
Sabrinah Giampá bate um papo com as blogueiras Mari Morena, Rosângela José e Bruna Caixeiro no lançamento de O livro dos cachosno Rio. Após o bate-papo haverá sessão de autógrafos com a autora.
Local: Livraria da Travessa Botafogo - Rua Voluntários da Pátria, 97 - Rio de Janeiro, RJ
Debate com Luiz Ruffato
Terça-feira, 4 de abril, às 9h
Luiz Ruffato conversa com Bernardo Buarque sobre o romance Inferno provisório.
Local: Fundação Getulio Vargas, Salão Nobre, 4º andar - Rua Itapeva, 432 - São Paulo, SP
Lira Neto no Sempre um Papo
Terça-feira, 4 de abril, às 19h
Lira Neto participa de mais um Sempre um Papo e lança Uma história do samba em Belo Horizonte.
Local: Auditório da CEMIG - Av. Barbacena, 1200 - Belo Horizonte, MG
Companhia das Letrinhas na Pitanga Curadoria para Crianças
De 5 a 7 de abril, das 10h às 20h
A Companhia das Letrinhas estará com um estande na 6º edição da Pitanga Curadoria para Crianças, que acontece em São Paulo de 5 a 7 de abril.
Local: Casa Panamericana - Av. Professor Fonseca Rodrigues, 197 - São Paulo, SP
Lançamento de Noite dentro da noite
Quarta-feira, 5 de abril, às 19h
Joca Reiners Terron conversa com os leitores e autografa Noite dentro da noite, seu novo romance.
Local: Tapera Taperá - Av. São Luís, 187, loja 29, 2º andar - São Paulo, SP
Debate de lançamento de Diários da presidência, vol. 3
Quinta-feira, 6 de abril, às 19h
Fernando Henrique Cardoso conversa com Miriam Leitão no lançamento do terceiro volume de Diários da presidência.
Local: Livraria da Travessa do Shopping Leblon - Av. Afrânio de Melo Franco, 290 - Rio de Janeiro, RJ
Palestra com André Carvalhal
Quinta-feira, 6 de abril, às 19h
André Carvalhal faz uma palestra sobre o livro Moda com propósitono Rio de Janeiro.
Local: Coletivo Carandái - Rua Marques de São Vicente, 268, Gávea - Rio de Janeiro, RJ
Lançamento de Os fuzis e as flechas
Quinta-feira, 6 de abril, às 19h30
Rubens Valente conversa com leitores no lançamento e sessão de autógrafos de Os fuzis e as flechas, segundo livro da Coleção Arquivos da Repressão no Brasil.
Local: Livraria da Vila - Rua Fradique Coutinho, 915 - São Paulo, SP
Oficina com Estéfi Machado
Sexta-feira, 7 de abril, às 15h e 17h
Estéfi Machado, autora de O livro da Estéfi, faz uma oficina de gravuras na Pitanga Curadoria para Crianças.
Local: Casa Panamericana - Av. Professor Fonseca Rodrigues, 197 - São Paulo, SP
Lançamento de João de Deus
Sábado, 8 de abril, às 17h
Maria Helena P. T. Machado, autora de João de Deus, e o psiquiatra Diogo Lara conversam no bate-papo "João de Deus: Ciência e Mediunidade" em São Paulo. Após o debate haverá sessão de autógrafos com a autora.
Local: Livraria da Vila - Alameda Lorena, 1731 - São Paulo, SP
Estreia da peça Eles eram muitos cavalos
Sábado, 8 de abril, às 19h30
Estreia no Rio de Janeiro a peça Eles eram muitos cavalos, adaptação do romance homônimo de Luiz Ruffato. A peça fica em cartaz até 30 de abril.
Local: Teatro Serrador - Rua Senador Dantas, 13 - Rio de Janeiro, RJ
O longa Divórcio, comédia romântica com direção de Pedro Amorim (Mato sem cachorro), já tem cartaz oficial. Produzido por LG Tubaldini Jr e André Skaf, o longa é protagonizado por Camila Morgado e Murilo Benício, em seu primeiro protagonista numa comédia. O filme é uma produção Filmland Internacional e será distribuído pela Warner Bros. Pictures, que também é coprodutora do longa. A estreia está marcada para 22 de junho.
Com roteiro de Paulo Cursino, a trama acompanha a história de Noeli (Camila Morgado), que é roubada do altar por Júlio (Murilo Benício). O casal leva uma vida humilde, mas enriquece quando o molho de tomate Juno, criado por eles, torna-se um sucesso. Com o passar dos anos, os dois abrem uma grande empresa e enriquecem, mas o dinheiro e a rotina os distancia. E um mal entendido é a gota d’água para a separação. Para defender o patrimônio, cada um tenta achar o melhor advogado para si, o que gera um processo de divórcio cheio de confusões e com cenas hilárias.
O elenco conta também com Thelmo Fernandes, Luciana Paes, André Mattos, Ângela Dippe, Cynthia Falabella, Bruna Tornarelli, Gustavo Vaz, Robson Nunes, Antônio Petrin, Lu Grimaldi, Jonathan Weel, e as participações especiais de Sabrina Sato e Paulinho Serra. As filmagens foram realizadas em Ribeirão Preto, tanto em locações na parte urbana da cidade, como em uma plantação de tomates. O longa contou também com moradores de Ribeirão na equipe, no elenco e figuração.
SINOPSE:
Noeli (Camila Morgado) e Júlio (Murilo Benício) são um casal humilde que enriquece quando cria o molho de tomate Juno, que se torna um sucesso nacional. Com o passar dos anos, já donos de uma grande empresa e com muito dinheiro, os dois se distanciam. E um incidente na estrada é a gota d’água para a separação. Enquanto buscam o melhor advogado para defender o patrimônio, o ex-casal se envolve em um processo de divórcio cheio de confusões e com cenas hilárias.