Por: Franz Lima . Houve uma época onde o dia da mentira, para mim, tinha graça. Era divertido pregar peças e sustos com pequenas mentiras. Algumas inocentes, outras nem tanto. Mas o que mudou daqueles longínquos anos para hoje? Na verdade, talvez nada. Pelo menos no que se refere à brincadeira em si. Entretanto, a índole de quem faz, prega esses trotes ou peças, como queiram chamar, mudou. Não sei precisar quais as razões, porém me parece que há uma malícia muito forte em tudo que se faz atualmente. A antiga inocência ou o limite, melhor dizendo, foi posto de lado. Mentir e ferir são coisas corriqueiras, mostradas em algumas mídias como uma arma para a sobrevivência. Uma defesa natural. Essa banalização do erro, quem sabe a aceitação dele, colabora para uma queda vertiginosa do respeito ao próximo e do valor da vida. Quando ser ruim é normal, mesmo em 'inocentes' brincadeiras, o que aguardar futuramente? Uma boa pessoa será moldada dessa forma? Creio que não. Mas o que ...
"Um pequeno passo para o homem, mas um grande salto para o Abismo."