Por: Franz Lima Quantas faces, pensamentos e ideais. Homens, mulheres, todos com uma única meta: sobreviver. São diferentes. Odeiam-se a ponto de um matar o outro e, ainda assim, oram pelo amor universal. Pura demagogia. Alguns me observam com desprezo, apesar de não me conhecerem. Coisa típica de metrópoles, cidades-selva. Olho para o alto e vejo os arranha-céus. Verdadeiras “Torres de Babel”, onde decisões são tomadas, destinos traçados, sem o conhecimento dos habitantes. Neste lugar, o trabalhador é algo raro. Quase tudo funciona por botões, painéis computadorizados e senhas de acesso. Os poucos homens que existem dependem também da tecnologia. Há muita diferença de trinta, quarenta anos atrás, quando o cérebro era o líder, ao invés de um “chip”. Esse maldito ritmo nos faz esquecer o amor, a atenção à família e como é bom viver. Por isso, eu perdi os que amava. A cada andar que subo, fica mais longínquo o ruído inumano dos poderosos. Ao atingir o pico d...