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Mostrando postagens com o rótulo Pipoca e Nanquim

O mercado de quadrinhos no Brasil é só para os mais abastados?

Olá, meus amigos. Eu sou Franz Lima e este post é mais uma forma encontrada para alertar o consumidor dos quadrinhos nacionais de qualidade superior, os chamados "gourmet". Na verdade, os quadrinhos não são os únicos afetados por essa jogada de mestre dos empresários do ramo, uma vez que livros, DVD, Blu-ray, cadernos, camisetas, dioramas e action figures também estão nesse conjunto voltado aos indivíduos de maior poder aquisitivo.  Mas, vamos refletir, como chegamos ao exorbitante preço de 250 reais em uma edição como Conan, o Bárbaro - A Era Marvel 1 ? E será que o preço praticado é realmente justo? Não vou abordar a já polêmica Omnibus do Quarteto Fantástico... Custos x Renda O custo de uma obra no país não é algo barato, sobretudo se ela tiver qualidade. Ter em mãos um livro com capa dura, papel de alta gramatura, fitilho, ilustrado, notas do autor, introdução de alguma personalidade e sejam lá quais forem as demais melhorias não é algo tão simples quanto o mero mortal po...

Análise da graphic novel “Um pedaço de madeira e aço”. Arte através do silêncio e emoções!

Uma das mais respeitadas formas de arte está representada pelo cinema mudo. Com apenas imagens, o cinema mudo emocionou, contou histórias e fez História. Seguindo a premissa acima, a Nona Arte nos brindou com uma obra-prima da narrativa gráfica, chama “ Um Pedaço de Madeira e Aço ” (Vents d´Ouest), graphic novel de autoria do consagrado Christophe Chabouté ou simplesmente Chabouté, recentemente lançada pela editora  Pipoca & Nanquim . A obra conta, basicamente, as histórias “presenciadas” por um banco de praça (daí o  pedaço de madeira e aço  do título). Sem o uso de um único diálogo, Chabouté consegue transmitir ao “leitor” a nítida impressão da passagem do tempo, das emoções vividas e, sobretudo, dos diálogos que deveriam existir nas cenas de ação ao longo de toda a graphic. O apuro de “Um pedaço…” é tão impressionante ao ponto de o espectador (sim, essa é a melhor classificação para o público da HQ) sentir-se embutido na trama. Há, para melhor expressa...