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sexta-feira, 9 de março de 2012

Cinema: avaliações sobre o filme "A Mulher de Preto"




Por uma década (2001-2011), Daniel Radcliffe ficou preso ao papel do bruxo Harry Potter. A única vez em que saiu do personagem, interpretado nos oito longas-metragens da cinessérie, foi no fraco drama “Um Verão para Toda Vida”, de 2007, quando já se portava como um pós-adolescente. O suspense de terror A Mulher de Preto apresenta, finalmente, seu momento da virada. Aos 22 anos, o ator inglês amadureceu e fez uma escolha acertada para mudar de tipo e, pelo menos por enquanto, dar adeus à fantasia e aos enredos infantojuvenis. 
Radcliffe, adulto e de novo visual (com costeletas e barba por fazer), vive Arthur Kipps, advogado viúvo e pai de um garotinho na Londres do início do século XX. Sua mulher morreu no parto e ele tem adoração pelo menino. Fica, portanto, desgostoso por deixar o filho para resolver pendências de um testamento num remoto vilarejo do litoral. Lá, depara com uma recepção nada hospitaleira. Os moradores não gostam do estranho e insistem para que ele parta logo dali. Relutante em abandonar o serviço, ele vai até a mansão onde morava a viúva que perdeu um filho em circunstâncias misteriosas — o corpo dele nunca foi encontrado. Outros casos de morte de crianças chegam aos ouvidos de Arthur. Durante as investigações sobre o passado dos donos do casarão, ele começa a ver vultos de uma mulher de preto. Seria algo real, uma ilusão ou um fantasma à espreita?
Produzido pela Hammer, “A Mulher de Preto” tem atrativos para reviver o boom da lendária produtora britânica de fitas de terror nas décadas de 50 e 60. Mesmo feito de sustos raros, o filme traz um bom clima de tensão e ambiência funérea. O desfecho também surpreende, embora a derradeira imagem aponte para algo espírita brega. E Radcliffe funciona? Empenhado e maduro, deixou, sim, Harry Potter para trás. Só o tempo dirá se ainda fará sucesso daqui em diante.

O filme foi avaliado como BOM pela Revista Veja Rio. Por Miguel Barbieri Jr.


O astro Daniel Radcliffe, protagonista dos filmes Harry Potter, estreia em seu primeiro longa-metragem após o término da saga cinematográfica do bruxo. Daniel encarna o personagem de Arthur Kipps, um jovem advogado londrino que viaja a uma pequena vila para tratar de assuntos relativos a um cliente recém falecido.
Ao chegar à abandonada mansão de Eel Marsh, Kipps descobre que o lugar guarda segredos obscuros, relacionados com seus prévios moradores e com todo o vilarejo - especialmente após vislumbrar a figura de uma mulher vestida de preto, que passeia pelos cômodos e pelos arredores da casa.

A mulher de preto  traz diversos dos clichês de filmes de suspense sobrenatural - a figura assustadora que só dá as caras (literalmente) no fim da história, o tema de um espírito do mal em busca de vingança, e o fato de sabermos com precisão os momentos de susto. Mas isso não torna, necessariamente, o filme menos interessante ou sua história menos assombrosa.
Radcliffe executa um bom trabalho como o marido entristecido pela morte de sua esposa e pai de um menino de três anos, a quem teve que deixar temporariamente por conta da demanda da mansão de Eel Marsh. É um pouco estranho assistir ao jovem ator ocupando tal papel, que poderia ter sido entregue a outro com mais idade, mas a impressão provavelmente se deve ao fato de estarmos acostumados a vê-lo no papel do bruxinho adolescente.
Baseado no livro de terror de Susan Hill com o mesmo nome, o filme foi produzido pela Hammer Film e dirigido por James Watkins, mais conhecido por seus trabalhos como roteirista, também de filmes de terror. 

O filme foi avaliado como BOM pelo Jornal do Brasil

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4 comentários:

  1. Queria mtoooo ver esse filme no cinema. Mas agora só vou no cinema em abril e até lá acho que já saiu de cartaz >:

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  2. Resta o bom e velho DVD ou o Blu-Ray, Priscilla. Mas o filme parece corresponder às expectativas. Também vou vê-lo em breve.

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  3. o cara desse filme parece muito com aquele que fazia o harry potter

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