Pular para o conteúdo principal

Resenha da Graphic Novel: WE3 - Instinto de Sobrevivência.


Grant Morrison é um astro por excelência. Seu talento já rendeu obras que foram (e ainda são) sucesso entre os fãs dos quadrinhos. Ora, o que esperar de um criador de quadrinhos, além do sucesso no nicho ao qual pertence? Grant ultrapassou fronteiras e obteve reconhecimento e respeito com uma obra aparentemente simples, mas com a complexidade que só a Arte em estado puro pode apresentar. 

Há similaridades com seus outros trabalhos, Morrison cria uma história que recebe magníficas ilustrações, está extremamente bem colorida mas, acima de tudo, consegue cativar pelo singular situação. A trama envolve três animais que recebem por parte de uma suposta agênica governamental, implantes biônicos capazes de transformá-los em máquinas de guerra. Os testes de campo são um grandioso sucesso, incluindo o assassinato de vários traficantes. Os problemas se iniciam quando os animais fogem do laboratório que os construiu.
Visualmente o impacto é indescritível. O nível de detalhes surpreende e as cenas de violência são dignas de Quentin Tarantino. A verdade é que a simbiose entre Morrison (com seu roteiro) e Frank Quitely (arte) dão vida a uma das mais interessantes HQ  já produzidas, digna do prêmio Eisner. 

Leiam sem medo esta Graphic Novel e entendam os motivos que levaram o aparente simples enredo ao patamar de clássico. Prepare-se para uma viagem visual (os diálogos são poucos) tão chocante quanto os melhores filmes de ação, porém com um roteiro muito bem amarrado e de altíssima qualidade. WE3 é uma das obras que passaram sem muito alarde, talvez fruto do desconhecimento e de uma divulgação não muito eficiente. Agora, o Apogeu cumpre com seu papel e lhes traz o conteúdo e a oportunidade de aproveitar uma das melhores HQ dos últimos anos, ganhadora do prêmio Will Eisner merecidamente. É impossível não torcer pelos 3 "bichinhos".
O preço da edição relançada recentemente pela Panini está relativamente alto - custa R$ 45,00 - ainda que contando com comentários dos autores, capa dura, papel especial e esboços adicionais. De qualquer forma, WE3 é uma publicação indispensável para os apreciadores de uma ótima história que foi brindada com ótima ilustrações. Uma aula de narrativa e sequência em quadrinhos...

 





 

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Bethany Townsend, ex-modelo, expõe bolsa de colostomia de forma corajosa.

Bethany Townsend é uma ex-modelo inglesa que deseja, através de sua atitude, incentivar outras pessoas que sofrem do mesmo problema a não ter receio de se expor. Portadora de um problema que a atinge desde os três anos, Bethany faz uso das bolsas de colostomia  que são uma espécie de receptáculo externo conectado ao aparelho digestivo para recolher os dejetos corporais, e desejou mostrar publicamente sua condição.  Quero que outras pessoas não tenham vergonha de sua condição e é para isso que me expus , afirmou a ex-modelo. Bethany usa as bolsas desde 2010 e não há previsão para a remoção das mesmas.  Eu, pessoalmente, concordo com a atitude e respeito-a pela coragem e o exemplo que está dando. Não há outra opção para ela e isso irá forçá-la a viver escondida? Jamais... Veja o vídeo com o depoimento dela. Via BBC

Ron Mueck - Escultor realista

Curta nossa fanpage:  Apogeu do Abismo Um artista que tem um talento inacreditável, o escultor Ron Mueck, nascido na Austrália, transporta as ansiedades, os medos e toda uma gama de sentimentos que englobam o ato de viver, expressando-os através de seus trabalhos realistas e, por vezes, chocantes. Saiba um pouco mais deste escultor cultuado em todo o mundo: Algumas fotos para ilustrar melhor o realismo do autor. Reparem nas dimensões das estátuas expostas e percebam o grau de detalhamento que Ron atribui às suas esculturas, sejam gigantescas ou pequenas.

A menina que símboliza a Guerra do Vietnã. Foto completa 40 anos.

Fontes: Estadão - BBC - Kim Foundation A foto que mostrou ao mundo a dor que a guerra pode trazer completa hoje 40 anos. A famosa foto com as crianças correndo, fugindo do local onde sua aldeia havia sido atacada por um bombardeio de Napalm, virou símbolo de uma guerra covarde e injusta, mostrando a dor de inocentes e o poder bélico de quem prefere matar à distância. A foto foi feita no dia 08 de junho de 1972 pelo fotógrafo da agência Associated Press, Huynh Cong Ut, que posteriormente recebeu o prêmio Pulitzer pela imagem. A menina da foto chama-se Phan Thi Kim Phúc e sua história é descrita com mais detalhes na matéria após a imagem símbolo e algumas imagens coloridas da ocasião. Que este dia e esta imagem fiquem sempre na mente de todos, pois é importante que algo desse porte nunca volte a ocorrer novamente. O destino da menina que foi a cara de uma guerra  Por: Jamil Chade Kim Phúc e seu filho Ela se transformou no símbolo da G...