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quarta-feira, 25 de janeiro de 2017

X-Men: Dias de um Futuro Esquecido. As várias capas em homenagem ao clássico da HQ.



A história "Dias de um Futuro Esquecido" (Days of a Future Past) é um inegável clássico das HQ. A trama trouxe um tipo de ação diferente até mesmo daquilo que já havíamos visto com os X-Men. Drama, segregação, medo, racismo, perseguição, morte e até campos de concentração estavam presentes na narrativa. Heróis consagrados estavam mortos, enquanto os sobreviventes eram subjugados por máquinas assassinas e marcados como párias. 
Mas o que realmente determinou a classificação desta trama como uma obra clássica e marcante foi o tempo. Lançada originalmente em 1981 e escrita pela lenda dos quadrinhos, Chris Claremont, resistiu aos 36 anos passados e marcou de tal forma a cultura popular a ponto de gerar mais de 20 capas em sua homenagem ou referência. Isso sem esquecer do filme homônimo lançado há algum tempo.
Este post concentra a maioria delas, porém se houver outras, peço que me avisem através dos comentários.
Um grande abraço a todos. 
P.S.: caso ainda não tenha lido essa história, corra e não deixe para depois.
P.S.2: E não se esqueçam de dar uma curtida em nossas páginas: Franz Lima eApogeu do Abismo.



























segunda-feira, 17 de agosto de 2015

Tropa Alfa: a morte do Guardião. Uma história que marcou época nas HQ.


Esta edição é de 11/03/1987

Por: Franz Lima.  
ATENÇÃO! SPOILERS DA TRAMA.
Não bastasse o ótimo desenho, John Byrne também se mostrou um roteirista à frente de seu tempo. Sua importância nos quadrinhos, principalmente os estadunidenses, é incontestável. Quer saber mais dele? Ouça o ArgCast.
Mas esta não é uma matéria sobre o legado de Byrne - imenso, por sinal -, mas sim de uma de suas mais corajosas obras: a morte do Guardião. 
Traição e vingança permeiam a trama
Para melhor situá-lo, o Guardião foi o líder da Tropa Alfa, um grupo de super heróis canadenses, cujo integrante mais famoso é ninguém menos que o Wolverine. 
O Guardião é na verdade James MacDonald Hudson, cientista que criou um traje cibernético que lhe concedeu força sobre-humana, voo e rajadas capazes de destruir tanques de guerra. Hudson é o responsável pela união de outros superseres como Estrela Polar, Aurora, Shaman, Pigmeu, Sasquatch e Pássaro da Neve. Eles são o que o Canadá tem de melhor para a defesa contra outros indivíduos poderosos ou até mesmo outras equipes.
James inicia a trama com a mudança para a cidade de Nova Iorque, ainda que com uma certa relutância de sua esposa, Heather. Porém Heather acaba cedendo, já que essa mudança é a oportunidade que o casal encontrou para recomeçar a vida. 
James parte na frente para reconhecer o território novo e conhecer melhor seus novos empregadores, sem saber que uma grande traição o aguarda.

A Tropa Alfa (Alpha Flight)
 Uma morte inevitável
A revista marca uma reviravolta que era incomum à época. Nela, James se vê diante de um inimigo que ele e sua esposa, Heather, não esperavam encontrar. Este inimigo é fruto de atitudes de James, à época apenas um cientista, que se recusou a usar sua armadura (ainda um protótipo) para fins escusos, voltados apenas ao lucro. Ciente do poder de sua criação, o cientista não permitiu que o ambicioso homem a tomasse. 
O que se passou a seguir marcou a decadência do homem que viria a se tornar um dos mais ferrenhos inimigos do Guardião, um indivíduo capaz de reunir a Tropa Ômega para auxiliá-lo em seus intentos.
Refeito de sua derrocada, rico e com poder suficiente para destruir o homem que ele considera como responsável por sua desgraça, surge diante dos leitores um inimigo cujo superpoder está atado à riqueza e ao ódio que ele nutre ao longos dos anos. 
Pleno de rancor e apoiado por uma equipe brutal e com capacidade de combate igual à Tropa Alfa, encoberto pelos mantos da traição e vingança, resta ao leitor a tensão de uma leitura cheia de ação, dor, perdas e morte. 
Essa é uma HQ que marcou a história da Tropa Alfa e de John Byrne.





Perdas e danos

Tropa Ômega
Mas nem só Heather e James Hudson foram afetados nessa trama. O roteiro levou ao confronto entre a Tropa Alfa e a Ômega. Nuances e detalhes dos poderes e fraquezas dos integrantes de ambas as equipes foram esmiuçados, ao passo que somos postos diante de um poder incomensurável, capaz de destruir a mente de uma pessoa.
O roteiro também evidencia as fraquezas internas do grupo, fruto de diferenças e conflitos dos mais variados. Em suma, a história tem grande conteúdo psicológico e crítico, diferente de boa parte das HQ da atualidade.
 



Pesadelos e recomeço.
O prólogo desta edição é outra peça cheia de arte e inspiração narrativa. Com dez páginas praticamente ausente de diálogos, só imagens, John Byrne personificou com maestria a devastação que a perda de um ente querido pode provocar na alma e na mente de uma pessoa.  O que se segue é o ponto de partida para um recomeço de vida, ainda que isso signifique lutar sem a pessoa amada ao lado.
Byrne também utilizou este prólogo para destacar os principais acontecimentos da história, interligando-os à retomada da vida de Heather. 
Caso você seja um fã da Tropa Alfa e não acompanhou o que veio após esta trama, saiba que ela é vital para a nova fase do grupo canadense.
Uma edição histórica e que deveria ser relançada pela Panini. 




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