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segunda-feira, 10 de abril de 2017

Divórcio. Análise do trailer da comédia com Camila Morgado e Murilo Benício.


Desde La Vingança que tenho buscado por novidades no humor que não envolvam Youtubers ou tenham roteiros mais consistentes. Divórcio será, muito provavelmente, um sucesso por conta das atuações engraçadíssimas de Camila Morgado e Murilo Benício. Posso até quebrar a cara, mas eu creio muito no potencial humorístico dessa obra.
O que temos não é uma obra intelectualizada com o intuito de divertir em algumas ocasiões. Desde a divulgação do pôster e da trama básica que a empolgação com o filme aumentou.
Então, com o lançamento do trailer oficial, algumas das expectativas ampliaram em progressão geométrica.
E o que esse trailer revela?
Primeiramente a saga de um casal que se amava muito, mas cujo relacionamento foi se degradando conforme o tempo passou. Até aí, nada de novidade, exceto por um pequeno detalhe: a tolerância excessiva de um com o outro criou um rancor contido, perigoso e potencialmente divertido.
Depois podemos observar que alguns amigos (da onça) apimentam essa relação já conturbada com comentários sutis, porém bem maliciosos. Esses amigos e conhecidos podem até ter boas intenções, o que não significa que os resultados também sejam. 
Por fim, ricos, famosos e extremamente normais - tal como qualquer um de nós, exceto pela riqueza - eles têm problemas e defeitos como qualquer casal. Essa normalidade - às vezes escondida pelas aparências - é o ponto alto da trama que irá se direcionar para uma verdadeira batalha de vaidades. Marido e mulher mantiveram uma vida de tolerância que será transformada em um palco de guerra com consequências para ambos e, indubitavelmente, diversão garantida para o público.
Murilo Benício faz o papel de um caipirão que se torna milionário, enquanto Camila Morgado é a mulher do interior que se deixa absorver pelos luxos da vida moderna. Cada um tem seus defeitos, mas é a união desses mesmos defeitos que promete nos trazer uma das mais divertidas comédias do ano.
Vejam o primeiro trailer de Divórcio no final do post ou pelo link Divórcio.
O filme tem previsão de estreia para 22 de junho e tem a direção de Pedro Amorim e roteiro de Paulo Cursino.
P.S.: para os menos atentos, os personagens de Murilo (Júlio) e Camila (Noeli) se tornam ricos graças ao molho de tomate Juno, cujo nome é o resultado da fusão entre as primeiras sílabas de seus nomes. Bem pensado!
Com diversas cenas de ação e uma trilha sonora que vai do rock ao sertanejo, o filme também traz no elenco Thelmo Fernandes, Luciana Paes, André Mattos, Ângela Dippe, Cynthia Falabella, Bruna Tornarelli, Gustavo Vaz, Robson Nunes, Antônio Petrin, Lu Grimaldi, Jonathan Weel, e as participações especiais de Sabrina Sato e Paulinho Serra. As filmagens foram realizadas em Ribeirão Preto, tanto em locações na parte urbana da cidade, como em uma plantação de tomates. O longa contou também com moradores de Ribeirão na equipe, no elenco e figuração.

segunda-feira, 5 de outubro de 2015

Apogeu do Abismo é um dos novos parceiros da editora Draco!


Sim, meus amigos, o Apogeu está entre os blogs parceiros da Draco. Esta notícia indica uma nova fase no blog onde ocorrerá uma profissionalização maior. As parcerias são fundamentais para o trabalho (já conto com os sites Roda de Escritores, Dito pelo Maldito e Livros e Pessoas), mas estabelecer um relacionamento com uma editora é algo que ainda não havia ocorrido. 
A editora Draco é exclusivamente dedicada à publicação de autores nacionais, incluindo Eric Novello, Karen Alvares, Eduardo Spohr, Ana Cristina Rodrigues, José Roberto Vieira, Giulia Moon, entre outros. Esse é um dos motivos que me motivaram a buscar essa parceria. A Draco é responsável por revelar ao mercado editorial talentos que merecem destaque e apoio.
É com grande orgulho que afirmo: o Apogeu e a Draco são parceiros!



sexta-feira, 24 de julho de 2015

A mesmice nas capas dos livros nacionais: falta de criatividade ou relaxamento?


Por: Franz Lima

Caso você seja um frequentador de livrarias ou bibliotecas e tenha procurado um livro dentre os recentes lançamentos - entenda recente como algo em torno de três anos - provavelmente encontrou um problema que está cada vez mais comum: a similaridade entre as capas. Esse problema se amplia quando o comprador não sabe o que quer e tenta encontrar um título pela capa. Nesse momento, o ditado "não julgue um livro pela capa" fica ainda mais pertinente, até mesmo porque todas as capas parecem iguais.
Mas será que isso é um problema de simples falta de criatividade ou 'criar' uma capa parecida com a de um livro de sucesso é a fórmula para também vender bem?
Vamos ver alguns dos recentes exemplos de similaridade que beiram as cópias despudoradas.

Mulheres com vestidos:

Esta é uma fórmula recorrente em muitos livros. Uma série de sucesso que usa a fórmula mulher bonita + vestido luxuoso é da autora Lauren Kate. Seus livros têm capas praticamente idênticas e possuem vários livros com visual similar. 

O visual sombrio marca as capas da série Fallen

A editora Seguinte preferiu o visual "princesa" em todas as capas desta série

E seguem as capas que preferem ir "no embalo" a criar algo inteiramente novo:









Aqui tentaram variar, mas a fórmula é a mesma
Agora, vamos a outra capa que é mais comum que moeda de 1 real. 
Casais à beira do beijo ou se beijando.








A falta de criatividade do "fenômeno" 50 tons e seus similares:


Temas similares e capas quase idênticas. Nem os títulos se salvam.

Faces com expressões sombrias, mas nem tanto...








Bocas em profusão:





Também podemos constatar as cópias/plágios que evidenciam ainda mais a total ausência de criatividade: Capas irmãs

Mas há boas capas no mercado que precisaram de pesquisa e rigorosa seleção, além da escolha de bons designers/ilustradores:

Anjos da Morte mistura anjos e Segunda Grande Guerra perfeitamente


Fios de Prata ilustra o universo de Sandman com muita qualidade

Apesar da aparente simplicidade, O Demonologista tem um acabamento impecável
Às vezes, a simplicidade é o segredo de uma boa capa

Esta capa anuncia com maestria o que nos aguarda no livro
Outro ótimo exemplo de criatividade e bom visual

Ainda que a matéria possa parecer muito crítica, o fato é que não há mais a preocupação em preparar um material atraente para o novo leitor. Caso você seja um conhecedor da obra ou do autor, certamente irá chegar ao livro, porém isso não acontece com os novos leitores que desconhecem os livros em questão. Também é preciso lembrar que muitos livros deixam de ser lidos por conta de seu aspecto simplório ou, nos casos inicialmente criticados, por causa da similaridade entre as capas. Óbvio que não se deve julgar um livro pela capa (lógica já imortalizada pela cultura popular), mas é impossível não notar o descaso com os leitores que são bombardeados por obras de visual extremamente parecido e conteúdos quase idênticos.

terça-feira, 2 de dezembro de 2014

Lycia Barros e o book trailer de seu novo livro: Perdido sem Você.


Sinopse:

Perdido sem você
Dante sempre foi um rapaz irrepreensível. Filho de pastor, cheio de fé e com um talento musical nato, seu objetivo de vida sempre foi levar as pessoas a adorarem a Deus através de suas canções. No entanto, seus princípios estremecem quando a sua banda subitamente alcança um sucesso estrondoso, com o qual ele nunca sonhou. Por conta disso, Dante começa a tomar decisões e a assumir compromissos que afetam a sua vida espiritual, a convivência com a sua família e, principalmente, o relacionamento com Angelina, sua namorada. Fora isso, seu vício pelas redes sociais faz com que seu raro tempo vago seja preenchido de forma improdutiva, o que aumenta ainda mais a cobrança dos amigos. Em meio a tudo isso, Dante somente encontra a paz nas conversas com um misterioso artesão, que tentará ajudá-lo a entender o que é realmente importante na vida.
Ficha técnica
Edição Exclusiva Colecionador
Ano Edição: 2014
Número Edição: 1
Coleção/Série: Coleção Despertar
Qtde. Páginas:250
Encadernação: Brochura 

Site da autora: Lycia Barros
Twitter: Lycia Barros


quarta-feira, 18 de junho de 2014

Botos, sátiros e dragões. Eis o novo livro de Samila Lages.


Samila Lages é uma escritora que trabalhou comigo no ONE e também na coletânea Cassandras. Ela tem um raro talento para a literatura Yaoi, drama e terror. Confiram as palavras de Samila e, como a própria disse, apóiem a literatura nacional. O Apogeu sempre apoiará...

Bem, venho aqui reiterar que A Lenda de Fausto continua a venda, nas mesma condições de sempre (R$35,00 + frete grátis + dedicatória, se assim desejado), podendo o pagamento ser por transferência/depósito bancário ou boleto.

A novidade é que meu segundo livro está a venda também: "Botos, Sátiros e Dragões". Para quem não sabe, esse segundo livro é um apanhado de contos e poesias e ilustrações sobre mitologias diversas. NÃO é yaoi (sorry, mas pense, sua mãe pode lê-lo sem sustos, hahaha). Eu vou fazer outro post sobre ele, para você saber do que se trata. Ele custa R$25,00, com frete grátis também, no mesmo esquema de A Lenda de Fausto.

O envio se dá pelos correios, registro módico, que demora em média 5 dias úteis.

Entãoooo... quem quiser, é só me mandar um e-mail  (samila.lages@ gmail.com) e escolher a forma de pagamento:

Eis os procedimentos para depósito em conta:

Fazer o depósito/transferência no banco Bradesco Ag:1300-5, CC:0005434-8 no valor de R$ 35,00

Da mesma maneira, quem quiser pagar com boleto, mande um e-mail informando o mesmo, que eu lhe mando a cobrança por e-mail, do PagSeguro =D

Só isso, no dia seguinte à confirmação da transação eu já posto o livro.

É isso, qualquer dúvida, só mandar e-mail! Beijos, e fica o apelo:

Apoie a literatura nacional
 

terça-feira, 28 de agosto de 2012

Review da HQ Mondo Louco e a atualidade de seus autores.


Fonte: O Globo  Por Telio Navega. 
O Mondo Urbano de três amigos gaúchos de Porto Alegre vai parar nos EUA. A editora americana Oni Press lança por lá em maio uma das mais elogiadas séries em quadrinhos publicadas no Brasil no ano passado. Sim, desta vez, nós, brasileiros, lemos primeiro.
Rafael Albuquerque, Mateus Santolouco e Eduardo Medeiros escrevem e desenham, a seis mãos, as histórias em quadrinhos do "Mondo Urbano", um universo como o nosso, recheado de sexo, drogas e rock'n'roll. O primeiro arco de aventuras saiu, em 2009, de forma independente em quatro revistas - "Powertrio", "Overdose", "Cabaret" e "Encore" -, cada uma em uma cor diferente, o que destacou ainda mais a criatividade do trio gaúcho.
- A Oni Press vai publicar uma edição encadernada do material que saiu aqui, no Brasil, mais uma história inédita - explica Rafael, de 28 anos, por email ao Gibizada. - A editora, entretanto, se comprometeu a publicar cinco volumes do universo "Mondo Urbano". Então ainda teremos muitas outras histórias para contar.
Os quatro gibis de estreia da série "Mondo Urbano" funcionam como um portfólio do trio de quadrinistas, mas eles já produzem HQ há um bom tempo, principalmente para o mercado americano. É o caso de Rafael, que depois de ganhar destaque por lá desenhando o personagem Besouro Azul, fez também Super-Homem e Batman. Atualmente, além da próxima série de histórias do "Mondo Urbano", chamada "Edu em apuros", ele produz a HQ "American Vampire" para o selo Vertigo, da DC Comics, cujos roteiristas são Scott Snyder e ninguém menos do que Stephen King.
- Estou trabalhando no primeiro arco da história, que tem cinco edições de 32 páginas. Como estou trabalhando com técnicas de aguada em algumas partes e levei tempo para me acostumar, estou fazendo em um período maior do que o habitual - conta Rafael, que ainda arruma tempo para ilustrar uma sigilosa HQ dos X-Men cujo roteiro é de Ivan Brandon ("Viking"). - Trabalhar com um material inédito de King está sendo bem legal e, às vezes, é engraçado sugerir alguma mudança a ele.
"American vampire" é protagonizada por um vampiro diferente, que teria sido o primeiro sanguessuga americano. Com presas de cascavel e extraindo sua força do sol, o ladrão de bancos Skinner Sweet parece ser mesmo um vampiro bem diferente. 
Mateus é outro com grande produção nos EUA, onde já lançou "2Guns" e "Fall of Cthulhu" para a Boom! Studios e, em parceria com Keith Giffen e Shannon Denton, produziu "The Revenant". Ele também participou das antologias "24seven" e "Wonderlost". Isto sem falar na arte feita para uma história curta do Batman, escrita pelo baixista do My Chemical Romance, Mike Way. Na Marvel, Mateus participou das antologias "Rampaging Wolverine" e "X-Necrosha: The Gathering" (abaixo, à esquerda), além da minissérie "Lethal Legion", que fazia parte da saga Dark Reign. Enfim, muita coisa para o mercado americano. E no Brasil?
- Estou fazendo uma graphic novel chamada "Dionísio", que deve ser publicada ainda esse ano no Brasil - revela Mateus (que, na foto acima, aparece no meio, entre Eduardo e Rafael), de 30 anos. - Também estou produzindo algumas HQs curtas para antologias nacionais. E, claro, "Mondo Urbano", que será uma constante daqui pra frente.
Enquanto isso, Eduardo, o mais novo do trio, com 27 anos, pode ser visto nas bancas na versão brasileira da revista "Mad". Mas ele também prepara outras HQs para o mercado de lá e para o de cá. Com o escritor Michael Woods ele produz uma história curta chamada "Bus stop sermon" que deve sair nos EUA. E, para o Brasil, ele faz, em parceria com o amigo escritor Bernardo Moraes, uma graphic novel chamada "HomesickBlues". Isso sem falar na série solo "Sopa de Salsicha", que deve ganhar antologia em breve, e na nova HQ do "Mondo Urbano":
- "Edu em apuros" apresenta dois personagens que por terem o mesmo nome e o mesmo tipo de cabelo acabam sendo confundidos na entrega de um carregamento de drogas (um deles é o traficante de "Overdose").
E se você quer saber como os três amigos se conheceram, Mateus responde:
- Conheci o Edu no início de 2004. Fui tomar um café com outro amigo ilustrador, o Jack Kaminski, e ele tava lá no meio. Os dois trabalhavam juntos, na época, na Otto Desenhos Animados. O Albuquerque eu conheci em 2006, por intermédio de um amigo em comum. Naquela época ele agenciava artistas através do seu estúdio, o Pop Art. Comecei a trabalhar lá e apresentei um ao outro. Foi mais ou menos assim.


Franz says: esta matéria foi publicada em 2010 e já trazia uma prévia do que iríamos ver em matéria de talento futuro. Hoje, após dois anos de caminhada, eis como se encontram cada um dos três integrantes da Mondo Louco:
Rafael Albuquerque

Rafael Albuquerque - hoje é o desenhista da aclamada American Vampire, escrita por Scott Snyder e Stephen King.  Rafael já recebeu inclusive o prêmido Will Eisner, o Oscar dos quadrinhos por seu trabalho em American Vampire como estreante. Na mesma premiação, apenas para situar, os irmãos Gabriel Bá e Fábio Moon também receberam prêmios em outra categoria com a HQ Daytripper

Mateus Santolouco - ao centro
Mateus Santolouco - Um desenhista bastante produtivo e com uma criatividade fora do normal. Eis sua biografia através do próprio site do autor:
Nem santo e nem louco. Só mais um zézinho tentando ganhar a vida com quadrinhos….
Fui parido em 1979 e batizado Mateus, na cidade de Porto Alegre, RS, Brasil.
Formado em publicidade, trabalhei para esse mercado, quase sempre focado em ilustração, animação e design de personagem. Por volta de 2006 enchi dessa porqueira e finalmente voltei meus esforços para produção de quadrinhos.
Publicações:
Dial H – DC Comics com China Miéville e Brian Bolland. (2012)
Teenage Mutant Ninja Turtles #5 – IDW Publishing (2011)
Zine Supreme/Zine Extreme/Zine Obscene – Independente (2011)
American Vampire 10 & 11 (Vol.2) – Vertigo (2010)
JLA 80 Special – DC Comics (2010)
Mondo Urbano – Oni Press Publishing(USA) Devir Editora (Brasil) (2009)
Dark Reign:Lethal Legion - Marvel Comics (2009)
Rampaging WolverineMarvel Comics (2009)
DC Halloween Special #08DC Comics. (2008)
Fall of Cthulhu – série baseada na mitologia de H.P. LovercraftBoom! Studios (2008)
The Revenant - Graphic Novel- Desperado Comics com Shannon Denton, Keith Giffen e Rob Worley (2008)
WonderlostImage Comics (2008)
24Seven - Image Comics  – indicada ao prêmio Eisner 2008 por melhor antologia (2007)
2Guns - Boom! Studios (2007-2008) – Adaptação para o cinema em desenvolvimento em Hollywood.
Ninja Tales – Boom! Studios (2006)
Eduardo Medeiros - mais à frente

Eduardo Medeiros - É ilustrador, mas já foi um modelo de renome internacional, chegando a ser exclusivo de algumas agências incluindo a Ford models. Cansado de se destacar pela sua ofensiva beleza, resolveu voltar a sua terra natal e se dedicar a sua verdadeira paixão: o balé contemporâneo e a dança de salão. No meio de uma vida conturbada encontra tempo para sua HQ online "SOPA DE SALSICHA" principal motivo desse blog existir.


quinta-feira, 5 de julho de 2012

Governo lança na Flip programas para internacionalizar literatura brasileira. Via Estadão.


Fonte: Estadão. Com base em matéria publicada na Agência Brasil.

A Fundação Biblioteca Nacional (FBN), do Ministério da Cultura (MinC), anunciou nesta quarta-feira, 4, na Festa Literária Internacional de Paraty (Flip), novos programas  para a internacionalização do livro e do escritor brasileiro.

A iniciativa faz parte da segunda etapa do Programa de Internacionalização do Livro e da Literatura Brasileira. As ações serão coordenadas pelo recém-criado Centro Internacional do Livro da FBN e preveem investimentos de R$ 76 milhões até 2020.

“Esse conjunto de programas e ações que formam a segunda etapa significa que o Brasil está se colocando para atuar no mercado mundial a partir da visão de uma política de Estado. Acho que isso é o mais relevante de tudo”, destacou à Agência Brasil o presidente da FBN, Galeno Amorim.

“Essa é uma das prioridades da política do livro que o governo federal vai passar a promover  e pretende ampliar no próximo período”, completou o secretário executivo do Ministério da Cultura, Vitor Ortiz.

Os quatro programas incluem bolsas de tradução para livros técnicos, científicos e profissionais; apoio à publicação nos países de língua portuguesa; residência de tradutores no Brasil; e patrocínio de viagem a escritores brasileiros, para divulgação de suas obras no exterior.

Os editais para os novos programas  serão publicados, um a cada semana, até a segunda semana de agosto, disse Amorim. As inscrições serão imediatas a partir da publicação.

O Programa de Residência de Tradutores Estrangeiros é inédito no Brasil. O secretário executivo do Ministério da Cultura informou à Agência Brasil que os tradutores estrangeiros que estejam fazendo a tradução de livros brasileiros poderão se candidatar a bolsas no valor de até R$ 15 mil.

O prazo para residência de trabalho é de até cinco semanas no Brasil. Galeno Amorim acrescentou que, na medida em que serão trazidos tradutores estrangeiros para cá, “nós também estamos fazendo acordos para  levar tradutores brasileiros para o exterior”.

Inicialmente, serão trazidos dez tradutores estrangeiros. “E nós  devemos levar um número maior que isso para o exterior. Aí, serão os países que vão convidar e assumir os custos”, comentou. Convênios com essa finalidade já estão sendo firmados com a Alemanha e a França, informou Galeno Amorim.

No caso do Programa de Apoio à Tradução e à Publicação de Autores Brasileiros no Exterior, que oferece bolsas de até R$ 8 mil para editoras internacionais que queiram publicar autores brasileiros, a FBN está ampliando a iniciativa para contemplar temas e eventos específicos, além da conversão do texto brasileiro para outro idioma.

Um exemplo disso são a literatura infantil e juvenil e a comemoração de centenários de escritores nacionais. Além de livros, poderão ser traduzidos também e-books (livros digitais).

Vitor Ortiz declarou que o Programa de Apoio à Tradução, lançado na Flip 2011, acaba de completar um ano. Nesse período, superou a expectativa inicial,  que era ter 75 traduções efetuadas. “Hoje, estamos com 111 [traduções], acima da média prevista”, comemorou. Ele espera dobrar esse número até 2013. Os investimentos programados para o programa, no período de dez anos, alcançam R$ 12 milhões.

O Ministério da Cultura quer atingir também nichos específicos. Aproveitando a presidência pro tempore do Brasil no Mercosul, Ortiz revelou que a intenção é ter um investimento especifico para tradução de livros brasileiros para a língua espanhola, visando aos mercados da América Latina. Essa iniciativa terá um aporte especial a ser definido.

Já o Programa de Apoio à Publicação de Autores Brasileiros na Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP)  engloba bolsas para editoras dos países-membros da CPLP no valor de até US$ 6 mil. O edital deverá contemplar, inicialmente, 12 bolsistas interessados em adaptar textos brasileiros para as características do idioma português falado em Portugal e em países africanos.

O Programa de Intercâmbio de Autores Brasileiros no Exterior, por sua vez,  contempla editoras estrangeiras que apoiem o intercâmbio de escritores brasileiros no exterior, para que promovam suas obras e a literatura brasileira por meio de palestras, sessões de autógrafos e entrevistas. O edital prevê o pagamento de bolsas de até US$ 3 mil para 30 autores.

Os investimentos anunciados envolvem ainda a participação do Brasil em feiras anuais internacionais, com o objetivo de promoção do livro brasileiro. Ortiz citou a Feira  do Livro de Frankfurt, na Alemanha, em 2013, e a Feira de Paris, na França, em 2014, nas quais  o Brasil será homenageado.

O secretário executivo do MinC salientou a importância da Flip, que completa dez anos nesta edição, para a literatura nacional e estrangeira. “É o principal  evento de promoção do livro no Brasil e está voltado para também receber e promover autores do exterior. É uma porta de entrada para quem vem de fora, para que o Brasil possa conhecer novos e grandes nomes da literatura internacional”.

Ortiz destacou que a Flip significa também uma “janela  de visibilidade” para os autores brasileiros. A Flip 2012 homenageia o poeta Carlos Drummond de Andrade. O evento se estende até o próximo dia 8.
 
Franz says: caso todas estas ótimas notícias realmente se concretizem, então teremos motivos para comemorar. Mas o problema todo está no gerenciamento do dinheiro público, principalmente no destinado à educação ou incentivo à cultura. Desvios de verbas ocorrem com dinheiro para a saúde, o que me leva a temer o futuro desta iniciativa que apoiará os autores nacionais. Resta-nos aguardar...



segunda-feira, 14 de maio de 2012

Divulgação: Ney Matogrosso intepreta o filho do Bandido da Luz Vermelha


Fonte: Estadão. Por Douglas Vieira

O Bandido da Luz Vermelha’ é a obra mais famosa de Rogério Sganzerla (1946-2004), um de nossos diretores mais importantes. Seria justo, portanto, que os fãs do clássico de 1969 criassem muita expectativa a respeito de novidades relacionadas ao filme, como a sequência Luz nas Trevas – A Volta do Bandido da Luz Vermelha.
Expectativa que aumenta por Helena Ignez – viúva do cineasta e intérprete de Jane no primeiro filme – ser a diretora. E até o fato de ser Ney Matogrosso o responsável por reviver o papel de Paulo Villaça contribui para você chegar ao cinema ansioso – um ícone tão marcado pela música, revivendo um personagem tão marcante do cinema.
Mas para Ney foi simples, principalmente pela maneira como Helena conduziu. “Ela pediu que eu não me prepare-se, não ensaiasse… queria que fosse o mais natural possível”, conta Ney. “Ela falou: ‘diga esse texto com a maior verdade’. E, para mim, não foi difícil, pois eu tenho uma certa afinidade com o pensamento do Bandido.”
E de fato tem, principalmente com o lado transgressor e político, apresentado com o sarcasmo e o humor peculiar de Sganzerla. Isso ajudou Ney a assumir o Bandido de maneira intensa, quase teatral – para o bem e para o mal.
Ao fim, a sensação é estranha (não disse ruim). É difícil explicar o que você viu. Pop é a melhor palavra. Diálogos divertidos, colagens de HQ e referências a cineastas de hoje – Tarantino assumidamente, mas é inevitável pensar em ‘Assassinos por Natureza’, de Oliver Stone.
É importante lembrar que as associações são inevitáveis, mas Sganzerla sempre foi pop, sarcástico e bem-humorado. “O estilo ‘sganzerliano’ me fez como artista. É esse o estilo do filme, mas em nenhum momento tentei imitá-lo”, explica Helena. “O resultado é um filme do Rogério, com o espírito dele. Mas o método foi diferente. É um filme feminino e que pertence a outro momento. Não é ditadura. Hoje acreditamos mais no futuro e no presente.” Não é o filme do ano, mas é a melhor homenagem possível a Sganzerla.

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