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sexta-feira, 4 de dezembro de 2015

Nota de desculpas...



Amigos, meu último conto (A Pedra) publicado aqui apresentou algumas falhas que, infelizmente, ocorreram pela pressa e desatenção. Como o escrevi entre 2h30 e 3h10 da madrugada, resolvi publicar por conta da empolgação em produzir algo que me deu orgulho. O resultado, entretanto, foi um conto com erros, algo que considero inadmissível. 
Assim, após uma revisão mais coerente e sem o prejuízo do sono e cansaço, finalmente completei meu trabalho à altura de vocês, leitores do Apogeu.
Por isso, peço desculpas pela falha e também peço que leiam estre trabalho cujo ponto alto é a crítica ao uso do crack e outras drogas que destroem famílias e almas...
Abraços.
Franz.

terça-feira, 1 de dezembro de 2015

Novo conto: A pedra.


Por: Franz Lima.

Quase nove da noite. O tempo está frio de novo. De novo também estou sem agasalho.
As pernas doem. Passei o dia catando sucatas. Só comi uma coxinha e bebi água. Nada mais.
Cheguei cedo ao beco. Cumprimentei uns conhecidos e me sentei no lugar de sempre. Há regras aqui e uma delas é muito respeitada: o lugar onde alguém vai fumar, depois de marcado, não pode ser tomado.
Já deve ter uns oito meses que estou nessa. Não vou culpar a pobreza ou a família que não me ama. Nunca fui pobre e amor não faltou. Mas o pó já não bastava. A pedra era a única coisa que me dava onda. Então, um dia, eu me dei conta de que havia abandonado tudo. Foda-se tudo. Só fumar me interessava.
Sei onde minha família está. Já passei em frente da casa umas dez vezes, de madrugada, só para ver se a coragem de voltar batia, mas a vergonha sempre foi maior. Eu decepcionei tudo e todos.
Uma garoa bem fina começa. O frio aumenta e dá pra ver os cachimbos sendo acesos. Algumas pedras para dormir e sonhar.
Meu amigo mais chegado apareceu. Está muito mais magro que eu. A fome estampada nos olhos. Mas, como já disse, fumar é prioridade.
Acendemos juntos. Isso é o mais próximo de amizade que me restou.
Alguns passam na nossa frente e olham. Eles querem fumar, porém terão que batalhar a grana pra isso. Uns roubam nas redondezas, outros matam. Tudo é questão do nível do vício. Eu, confesso, só roubei uma vez.
Dou a primeira tragada e a onda me arrasta para um lugar mais calmo. A fome e a vergonha somem por breves momentos. Não vejo mais meu amigo, apesar de saber que ele também embarcou.
A luz do cachimbo ilumina meu rosto. A alma continua escura.
O resto aconteceu muito rápido. Um cara chegou e tentou tomar as pedras que não usei. Eu resisti, mas algo furou minha barriga. A dor é breve. Olho para o lado e meu amigo está morto. Os outros não fazem nada para nos ajudar. Os ladrões são rápidos e covardes. Péssima decisão a nossa de ficar no canto mais isolado. Péssima decisão.
Olhei para a camisa e percebi a mancha vermelha aumentando. Mijei de medo. Nestes rápidos minutos, mesmo tão perto da morte, percebi que as luzes dos cachimbos continuavam a oscilar, iluminando as faces dos desesperados. Ainda assim, lamentei não poder dar mais uma tragada.
Logo, todas as luzes cessaram.

Acordei com a chuva no rosto. O frio estava muito mais forte e eu tremia. Não olhei para baixo por longos segundos. O furo seria muito grande? Não sentia as pernas. Olhei e não havia buraco ou sangue. Então, percebi que algo estava em cima da minha mão. Olhei para o lado e vi meu amigo, realmente morto. A barriga cortada e sem suas coisas, assim como eu. Fomos roubados e, por algum motivo, me pouparam.
Afastei minha mão da dele. O frio do seu corpo era maior que o da chuva.
Levantei e olhei ao redor. Desolação e sujeira sem fim. A morte me visitara.
As mãos tremeram e uma tontura forte me atingiu. Vomitei. Melhorei.
Meu amigo estava no chão e, enfim, em paz.
Saí do beco e andei sem rumo. Fui poupado da morte, porém vivi cada segundo da agonia dele. Eu vivi sua partida, talvez quando em desespero ele agarrou minha mão.
Caí numa calçada e lá chorei por tudo que perdi. Chorei pela família, por meu amigo assassinado a troco de nada, por minha dignidade e o futuro abandonados.
Será que ainda haveria esperança?
Caminhei bastante, mesmo fraco e com fome. Parei em frente a uma porta branca e lá fiquei por longos minutos. Adormeci.
Uma mão me tocou e despertei com medo. Será que os assassinos voltaram?

Ouvi uma voz suave e a reconheci na hora. Acima de mim, olhando para meus olhos, estava minha mãe. Ela tinha no rosto a expressão de quem não acreditava no que via. A dó estava entranhada em cada centímetro de sua face.
O que fez a você? - ela sussurrou.
Suas mãos tocaram meu rosto e removeram uma parte da sujeira. Eu chorei e me senti algo desprezível. Ela, contudo, só sentia pena, pois as mães sempre sentirão compaixão por seus filhos.
Sem que precisássemos dizer uma única palavra a mais, ela me ajudou a levantar e me pôs para dentro da casa. Muito havia para ser dito. Muito havia para ser consertado. 
Nos braços dela, finalmente protegido, lamentei a morte do único amigo que tive naquele inferno. Sua jornada havia acabado, mas a minha apenas começara. Seria um longo e tortuoso caminho para sair do vício. Eu agradeci por mais esta oportunidade. E eu não retornaria ao valão de onde vim, isso era uma promessa...

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quinta-feira, 15 de janeiro de 2015

Brasileiros serão executados na Indonésia por tráfico de drogas. E daí?


Fonte: BBC. Texto: Franz Lima.
O fato é o seguinte: um brasileiro consta entre os seis estrangeiros que serão executados neste domingo, dia 18/01, na Indonésia. A acusação que gerou tal penalização foi a de tráfico de drogas, mais especificamente um carregamento de 13,4 kg de cocaína. O brasileiro em questão é Marco Archer Cardoso Moreira, traficante condenado à pena de morte pelo crime citado.
Bem, o que me surpreendeu, honestamente, foi a entrada da Anistia Internacional no trâmite do assunto. Segundo o site da BBC, a AI está pressionando o governo do país a reverter as sentenças a algo mais brando. Atualmente aguardam no corredor da morte 160 pessoas de diferentes nacionalidades, acusadas desde tráfico até terrorismo. 
Serei honesto e direto: um cara entra em um país estrangeiro cujas leis são severas para crimes hediondos (eu classifico o tráfico de drogas desta maneira) e é flagrado em delito. Dez anos depois, após apurados os fatos, a condenação será cumprida e um grupo se levanta para buscar clemência ao traficante. Mas por que? Quem me dá garantias de que esta foi a primeira incursão dele neste ramo? Caso não tenha sido, quantos foram prejudicados com as drogas que ele colocou no país? Quantas famílias foram arruinadas por indivíduos que, assim como ele, buscaram fortuna fácil através da ruína de um país, de famílias e da própria segurança nacional. 
"O caso do Marco (tráfico de drogas) foi um crime não violento. Nós somos contrários à pena de morte em qualquer situação, mas no caso dele chama a atenção essa desproporção", afirma o assessor de direitos humanos da Anistia Internacional Maurício Santoro.
A opinião acima reflete o quanto a Anistia está equivocada. Graças às drogas, o Rio de Janeiro, só para citar, ficou por mais de quatro décadas à mercê do tráfico e da violência. Milhares morreram pela ação das drogas ou em função de sua venda. Filhos foram enterrados antes dos pais, pais tiveram suas vidas esfaceladas com tais perdas. Futuros foram interrompidos. Uma cidade foi sitiada e até hoje sofremos as consequências do tratamento "brando" diante de tal crime. 
Archer e outro brasileiro, Rodrigo Muxfeldt Gularte, agiram por iniciativa própria. Eles são responsáveis por suas ações e irão pagar por seus crimes. Inclusive, se os mesmos delitos ocorressem aqui, provavelmente eles iriam passar uns quatro anos na cadeia para, posteriormente, sair e voltar à vida do crime. 


Marco Archer Cardoso Moreira (AFP)
Caso a pena de Archer seja cumprida, será o primeiro brasileiro executado por um governo estrangeiro. 

É essa compaixão exacerbada por criminosos que trouxe o caos ao nosso país. A violência não está na pena de morte, mas na permissão e descaso com um crime tão grave quanto o tráfico. Teríamos, indubitavelmente, um Brasil mais pacífico e justo se tratássemos os bandidos como eles realmente são. Muitos ainda não perceberam, porém estamos em guerra contra o tráfico - e os indivíduos que o sustentam - há muitos anos. 
Você, leitor, pode até achar que estou sendo radical. Alguns irão dizer que todos têm direito a uma segunda chance. Outros irão afirmar que o problema está na educação, na geração de empregos e outros fatores sociais. Em parte, concordo. Entretanto, observemos que os mortos nesta guerra são incontáveis. É preciso focar nas verdadeiras perdas que, infelizmente, aumentam em nosso país. A Indonésia é um país soberano e não cede ao apelo de criminosos.
O tempo das amenidades passou. As drogas ganham força através de novas tecnologias. Crack, nyaope, cocaína e outros venenos são negociados livremente em inúmeros países, cujos gastos com segurança, tratamento, combate ao tráfico, prisão de envolvidos neste tipo de crime, mortes de viciados, traficantes, cidadãos comuns e policiais geram somas que poderiam sustentar alguns pequenos países. 
O governo brasileiro está tentando também interceder junto governo indonésio para que desista de executar Archer neste sábado, mas segundo o Itamaraty "não há registro de pedidos de clemência aceitos desde a posse do atual Presidente da Indonésia".
O aprisionamento não serve como medida reeducadora em nosso país, cujo sistema prisional é um dos mais caóticos do mundo. Ao invés de se preocupar com traficantes, a presidente Dilma e o Itamaraty poderiam se preocupar e amparar as famílias dos militares e policiais que tombaram em serviço. Mas a verdade é que o Governo Federal ganha status ao entrar em uma luta "tão humanitária". Em resumo, isto não passa de autopromoção.
O Brasil não adota a pena de morte ou sequer a prisão perpétua. Em consequência, a sensação de impunidade diante de um sistema judiciário lento, ineficaz e beneficiador a quem possui dinheiro só aumenta. Crimes são cometidos com a certeza de impunidade ou de penas leves. O tratamento dado a quem não paga a pensão alimentícia é, muitas vezes, mais rigoroso que o dado a um vendedor de drogas ou assassino. Essa é a justiça brasileira, sempre apoiada por governantes inaptos e despreparados. 
Enfim, fechando o texto e dando base ao título, eu volto a afirmar: Marco Archer e Rodrigo Muxfeldt serão executados por seus crimes. E daí?


terça-feira, 11 de março de 2014

Quando o governo autoriza a morte de pessoas em troca de impostos



Por: Franz Lima
Somos críticos naturais do uso da maconha, crack ou outras drogas ilícitas. É errado consumir tais substâncias devido aos males por elas provocados. Esse é o senso comum sobre o assunto. E há algo de errado nisso? Não, não há nada de errado em criticar e se opor aos entorpecentes, pois eles são potencializadores do lado negro do ser humano. 
Caso tenha estômago e coragem, analise algumas das estatísticas de mortes de jovens no país e verá que a maioria - e não estou exagerando - ocorre após o uso de produtos que tiram o ser humano de seu estado normal. Drogas são um câncer e matam mais do que guerras.
Mas o que diferencia essas drogas ilícitas das que são comercializadas normalmente? Por que é correto comprar o cigarro, a cerveja, o whisky ou a cachaça? O fato de pagarem impostos e serem comercializadas em estabelecimentos como bancas de jornais, bares ou restaurantes dimunuem os estragos produzidos por elas?
Os acidentes provocados em estradas e nas cidades por causa do uso do álcool são cada vez mais frequentes. Vidas são destruídas em fração de segundos. Acrescentemos a isso os incontáveis prejuízos dos que passarão por anos de fisioterapia ou tratamento para recuperarem-se dos estragos sofridos. 
Junte a esses problemas os inúmeros traumas psicológicos gerados pelo descontrole causado pelas bebidas alcoólicas: famílias desestruturadas, brigas, violência, dependência química, péssimos exemplos aos filhos e até a morte. Mesmo pagando seus impostos e não recebendo o título de 'droga', as bebidas alcóolicas, tão comuns nas baladas e comemorações, são responsáveis diretas pela morte de milhares de pessoas todos os anos. Acrescente outros milhares de homens e mulheres com sequelas provocadas pelos atos descontrolados dos usuários.
E o que falar dos cigarros? Hospitais recebem, tratam e, eventualmente, perdem milhares de pacientes que fizeram uso do cigarro. Eles são tão viciados quanto os usuários de crack, cocaína e maconha. Entretanto, seus fornecedores não sofrem quaisquer represálias da polícia ou de qualquer órgão repressor. São vendidos livremente e até para crianças, mesmo diante de uma lei que proíba tal ato. O fato é que existe uma fiscalização forte, porém nem sempre eficiente, contra o tráfico de drogas e, em contrapartida, não há quaisquer impecilhos para comprar, vender e usar o cigarro. 
E quais conclusões pode-se tirar disto? O Governo não reprime quem lhe dá lucro. As rídiculas propagandas no fundo dos maços de cigarro de nada servem. As Operações da Lei Seca tornaram-se grandes fontes de renda para os governantes, ainda que essa ação seja louvável e tenha obtido ótimos resultados. Nossos jovens continuam tendo acesso em baladas a todo tipo de bebida, drogas e cigarro. Esse acesso tem seu preço: morte, brigas, vício, acidentes, estupros e uma infinidade de problemas de igual porte ou piores. Esse é o preço que a sociedade paga quando os governos recebem para não proibir. 
Não pensem que sou um repressor. Não apóio as proibições, contudo é inegável que o câncer, o alcoolismo e a morte rondam as famílias dos usuários desses produtos que cumprem com seus deveres e pagam aquilo que a lei cobra. São legais perante as leis, porém são tão criminosas quanto um indivíduo que pega uma arma e atira contra um inocente.
São palavras duras e que poderiam ser evitadas, já que irão ofender muitos. Mas a verdade é uma: a omissão também é um crime.




segunda-feira, 21 de outubro de 2013

Novos livros são lançados pela Companhia das Letras.


A filha das flores, de Vanessa da Mata
Giza cresceu à beira de uma estrada que liga o norte e o sul do país. Sua geografia familiar, no entanto, pouco ultrapassa os limites da casa de infância, onde foi criada em meio às plantações de flores, ao pé do jardim. Os buquês e arranjos que lá eram preparados abasteciam toda a região, aproximando Giza de um universo de gente que ama, é rejeitada e morre, cada circunstância pedindo a sua própria flor.  Assim, a menina, vivendo à sombra das tias, duas garotas que já encantavam os homens do vilarejo, encontrava seu jeito de vencer as cercas de casa. Mas, se das flores ela colecionava as histórias, das tias ela ganhava um vislumbre da vida adulta, que Margarida e Florinda, a despeito de serem pouco mais velhas, pareciam abraçar com naturalidade. Quase como uma estrangeira na casa, Giza passa a infância navegando pelos códigos e subentendidos da família, à beira de algo que ela parece prestes a compreender. Dona de uma imaginação prodigiosa, ela preenche esses espaços com doçura, humor e leveza, que a autora soube captar num estilo vivo e vibrante. Mas a menina cresce. E começa a saber de seu corpo, de suas vontades e de seus arredores. Viajando no carro que usa para entregar flores, ela ultrapassa os limites impostos pela família e chega a uma vila, lugar sobre o qual pairam histórias tenebrosas, e que ela passará a frequentar em busca de uma vida mais terrena.

Eles eram muitos cavalos, de Luiz Ruffato
O nove de maio de 2000 é um dia qualquer em São Paulo. Os habitantes seguem realizando pequenos e grandes feitos cotidianos, protagonistas de uma narrativa subterrânea, que representa, ao fim e ao cabo, o próprio tecido da cidade. Para captar essa polifonia urbana, Ruffato estruturou seu romance em 70 episódios, cada qual com registro e fôlego próprios, alternando entre poesia, discurso publicitário, música, teatro e prosa, instantâneos de uma cidade que só se move deixando para trás um rasto de esquecidos. Ao jogar luz sobre esses anônimos, o autor iluminou também as circunstâncias em que eles se confrontam, em atos que se alternam entre a solidariedade e a frieza. Mais de uma década depois de sua publicação, Eles eram muitos cavalos segue um retrato atual e doloroso da vida na grande cidade.

Noventa dias, de Bill Clegg (Tradução de Pedro Maia Soares)
Depois de narrar seu mergulho insano nas profundezas da droga, Bill Clegg descreve a batalha cotidiana para abandonar o vício do crack e do álcool. Ele está de volta a Nova York, após passar uma temporada numa clínica de desintoxicação, e tem um único objetivo na vida: completar noventa dias – apenas três meses – sem se drogar. Para o comum dos mortais, parece coisa simples. Para o viciado, é um trabalho de Sísifo, uma luta diária contra a fissura pela droga, contra a força magnética avassaladora que o leva a procurar traficantes e antros de junkies. O autor narra com absoluta honestidade o drama monstruoso de sua vida, que a qualquer momento pode se transformar em tragédia. São muitas as recaídas, é insaciável a vontade da droga, é forte a tentação de acabar de vez com a vida, é penoso o retorno à superfície. Para Clegg, ficar sóbrio não depende apenas da tão alardeada força de vontade: ele precisa do suporte e da convivência de seus colegas de recuperação. O árduo caminho de volta passa pelo apoio de um “padrinho” a quem possa recorrer a qualquer momento de fraqueza, e pelo comparecimento a reuniões de viciados – duas, três vezes por dia -, em que o relato de cada um reforça a disposição dos outros de permanecer limpo.  Neste diário de franqueza pungente, por vezes inacreditável, Bill Clegg expõe as idas e vindas de uma jornada que não tem fim, que recomeça todos os dias, de uma vida que avança sobre o fio da navalha.

Caras animalescas, de Ilan Brenman e Renato Moriconi
Nas fábulas e histórias que escutamos desde pequenos, os bichos muitas vezes se comportam como humanos. Eles andam, falam e se vestem como nós. Com os personagens deste livro acontece exatamente o contrário. O Abelardo se acha a estrela da pista e é cheio de sardas, parece mais um leopardo. E a dona Ninoca, sempre de bom humor, adora uma brincadeira e não sai da água. Pra completar, tem a maior cara de… adivinha!

O livro das lendas, de Shoham Smit (Ilustrações de Vali Mintzi; Tradução de Paulo Geiger)
O que os animais comiam na arca de Noé? Como Moisés ficou gago? Quais foram os enigmas que a rainha de Sabá apresentou ao rei Salomão? Neste livro vamos conhecer algumas das lendas mais importantes da cultura judaica e descobrir a resposta para essas e outras perguntas. Apresentando povos e costumes antigos para os leitores de hoje, as histórias protagonizadas por personagens do Velho Testamento, os contos sobre sábios e as fábulas diversas vêm acompanhados de explicações e reflexões sobre os aspectos mais significativos e curiosos de cada uma das narrativas, que relacionam esses tempos ao mundo atual. Repletos de figuras e lugares misteriosos, estes textos, escritos há centenas de anos, irão encantar adultos e crianças.

Pequena Grande Tina, de Patricia Auerbach (Ilustrações de Ronaldo Fraga)
Chega uma idade em que as crianças querem, mais que tudo, crescer logo para serem grandes, bem grandes. A Tina está nessa, não vê a hora de alcançar a torneira do banheiro e o botão mais alto do elevador. Este livro, que nasceu da cabeça da Patricia Auerbach e ganhou forma (e algumas roupas!) nas mãos do Ronaldo Fraga, fala sobre as angústias e alegrias do crescimento, a partir de páginas que se desdobram e, ao final da leitura, dão a noção exata do tamanho da menina.

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