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Mostrando postagens com o rótulo Crack

Nota de desculpas...

Amigos, meu último conto ( A Pedra ) publicado aqui apresentou algumas falhas que, infelizmente, ocorreram pela pressa e desatenção. Como o escrevi entre 2h30 e 3h10 da madrugada, resolvi publicar por conta da empolgação em produzir algo que me deu orgulho. O resultado, entretanto, foi um conto com erros, algo que considero inadmissível.  Assim, após uma revisão mais coerente e sem o prejuízo do sono e cansaço, finalmente completei meu trabalho à altura de vocês, leitores do Apogeu. Por isso, peço desculpas pela falha e também peço que leiam estre trabalho cujo ponto alto é a crítica ao uso do crack e outras drogas que destroem famílias e almas... Abraços. Franz.

Novo conto: A pedra.

Por: Franz Lima . Quase nove da noite. O tempo está frio de novo. De novo também estou sem agasalho. As pernas doem. Passei o dia catando sucatas. Só comi uma coxinha e bebi água. Nada mais. Cheguei cedo ao beco. Cumprimentei uns conhecidos e me sentei no lugar de sempre. Há regras aqui e uma delas é muito respeitada: o lugar onde alguém vai fumar, depois de marcado, não pode ser tomado. Já deve ter uns oito meses que estou nessa. Não vou culpar a pobreza ou a família que não me ama. Nunca fui pobre e amor não faltou. Mas o pó já não bastava. A pedra era a única coisa que me dava onda. Então, um dia, eu me dei conta de que havia abandonado tudo. Foda-se tudo. Só fumar me interessava. Sei onde minha família está. Já passei em frente da casa umas dez vezes, de madrugada, só para ver se a coragem de voltar batia, mas a vergonha sempre foi maior. Eu decepcionei tudo e todos. Uma garoa bem fina começa. O frio aumenta e dá pra ver os cachimbos sendo acesos. Algumas pedras par...

Brasileiros serão executados na Indonésia por tráfico de drogas. E daí?

Fonte: BBC . Texto: Franz Lima . O fato é o seguinte: um brasileiro consta entre os seis estrangeiros que serão executados neste domingo, dia 18/01, na Indonésia. A acusação que gerou tal penalização foi a de tráfico de drogas, mais especificamente um carregamento de 13,4 kg de cocaína. O brasileiro em questão é Marco Archer Cardoso Moreira, traficante condenado à pena de morte pelo crime citado. Bem, o que me surpreendeu, honestamente, foi a entrada da Anistia Internacional no trâmite do assunto. Segundo o site da BBC, a AI está pressionando o governo do país a reverter as sentenças a algo mais brando. Atualmente aguardam no corredor da morte 160 pessoas de diferentes nacionalidades, acusadas desde tráfico até terrorismo.  Serei honesto e direto: um cara entra em um país estrangeiro cujas leis são severas para crimes hediondos (eu classifico o tráfico de drogas desta maneira) e é flagrado em delito. Dez anos depois, após apurados os fatos, a condenação será cumprida e um ...

Quando o governo autoriza a morte de pessoas em troca de impostos

Por: Franz Lima Somos críticos naturais do uso da maconha, crack ou outras drogas ilícitas. É errado consumir tais substâncias devido aos males por elas provocados. Esse é o senso comum sobre o assunto. E há algo de errado nisso? Não, não há nada de errado em criticar e se opor aos entorpecentes, pois eles são potencializadores do lado negro do ser humano.  Caso tenha estômago e coragem, analise algumas das estatísticas de mortes de jovens no país e verá que a maioria - e não estou exagerando - ocorre após o uso de produtos que tiram o ser humano de seu estado normal. Drogas são um câncer e matam mais do que guerras. Mas o que diferencia essas drogas ilícitas das que são comercializadas normalmente? Por que é correto comprar o cigarro, a cerveja, o whisky ou a cachaça? O fato de pagarem impostos e serem comercializadas em estabelecimentos como bancas de jornais, bares ou restaurantes dimunuem os estragos produzidos por elas? Os acidentes provocados em estradas e nas cida...

Novos livros são lançados pela Companhia das Letras.

A filha das flores , de Vanessa da Mata Giza cresceu à beira de uma estrada que liga o norte e o sul do país. Sua geografia familiar, no entanto, pouco ultrapassa os limites da casa de infância, onde foi criada em meio às plantações de flores, ao pé do jardim. Os buquês e arranjos que lá eram preparados abasteciam toda a região, aproximando Giza de um universo de gente que ama, é rejeitada e morre, cada circunstância pedindo a sua própria flor.  Assim, a menina, vivendo à sombra das tias, duas garotas que já encantavam os homens do vilarejo, encontrava seu jeito de vencer as cercas de casa. Mas, se das flores ela colecionava as histórias, das tias ela ganhava um vislumbre da vida adulta, que Margarida e Florinda, a despeito de serem pouco mais velhas, pareciam abraçar com naturalidade. Quase como uma estrangeira na casa, Giza passa a infância navegando pelos códigos e subentendidos da família, à beira de algo que ela parece prestes a compreender. Dona de uma ima...