{lang: 'en-US'}

Mostrando postagens com marcador Pensamentos. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Pensamentos. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 15 de outubro de 2013

A medida do teu esforço.


Por: Franz Lima.

Eu ouvi muitos lamentos e vi muitas mãos que imploravam por ajuda. Vi rostos tristes e lábios que maldiziam seus infortúnios. Contemplei pés que estagnaram diante do abismo, e braços que cederam às águas turbulentas.
Tudo isso eu vi e ouvi.
Mas ainda hoje aguardo pelos que cessam as lamúrias e passam a buscar a própria felicidade. Foram poucas as faces que abandonaram a tristeza diante da simples felicidade de estar vivo. Foram raras as vozes que iniciaram o dia com um simples "obrigado".
Quantos se lembraram que um abismo, por maior que seja, pode ser transposto? Quais foram os que entenderam que as águas bravas também levam às margens calmas?
Tudo isso eu gostaria de ter visto e ouvido mais.
Pois é fato que sempre haverá dor e sofrimento, luta e desgaste. Mas também é fato que todo fracasso é resultado direto do simples "abandono", ao passo que a vitória é medida pelo teu esforço.
Que a queda o lembre da existência do solo, do caminho a ser trilhado...

segunda-feira, 10 de setembro de 2012

Frases para pensar II


Mais uma pequena seleção dos pensamentos que postei pelo twitter. Esse exercício é muito bom, pois a reflexão e a exposição resultantes desses pensamentos sempre me trazem algo de bom. Boa leitura.
Caso ainda não tenham lido os pensamentos anteriores, aqui estão: Frases para pensar.

"O homem tende a ouvir a voz e seguir os movimentos das mulheres, mas tem uma grande dificuldade para entender o que seus corações pedem."

"Alguns temem o tempo por causa do envelhecimento que ele traz, porém não há nada mais eficiente para cicatrizar feridas e amenizar as dores."

"Inteligente o homem que tem consciência de suas limitações. Sábio é aquele que aprende a respeitar as limitações dos outros."

"Não há correntes capazes de aprisionar os pensamentos dos justos."

"Precisamos entender que o primeiro passo para um pássaro aprendendo a voar consiste em jogar-se no abismo. Há medo, mas também há mudança."

"Quando o abismo nos engloba, é preciso ter consciência que, para sairmos, focamos no alcance da vontade em sair, não no alcance das mãos."

"Até um barraco precisa de uma base para sustentação. Não despreze quem o ama, pois o amor é o único pilar sem o qual não vivemos..."

"Não se entregue à solidão. Fomos criados para ter alguém para amar. O isolamento é um castigo aplicado aos maus e perversos..."

"Junte os verdadeiros amigos e, provavelmente, terá quem o apoie em cada um dos braços. A amizade é posta à prova em nossos piores momentos."


quarta-feira, 15 de agosto de 2012

Frases para pensar...


Por Franz Lima

Ultimamente tenho escrito bastante pelo twitter e, em alguns casos, o conteúdo é aproveitável. Espero que gostem desta pequena seleção que fiz. Abraços a todos.

"Reclamamos do caminho árduo que há pela frente, mas cabe ressaltar que muitos já não têm caminho a seguir."

"Perguntaram se eu lembrava das pessoas que amo, ao que respondi: -Não. Lembramos apenas do que esquecemos e eu não esqueço jamais quem amo."

"Não existem barreiras eternas. Até as mais altas muralhas foram transpostas. Logo, seu principal inimigo é o medo de ver o que está além."

"Quando seu coração doer por alguém, esta é a hora de buscar um novo amor. Quando se está apaixonado, o coração sente leveza, nunca dor."

"Portas não oferecem uma barreira para nosso caminho. Transpô-las apenas evidencia o quanto queremos prosseguir."

"Simples é o homem que vê nas adversidades uma chance de aprimorar suas habilidades de aceitar o inevitável."


segunda-feira, 9 de julho de 2012

A verdadeira pobreza...



Um dos mais controversos "jurados" do antigo programa de calouros do Silvio Santos, Pedro de Lara foi uma figura carismática e muito engraçada. No programa, sua função era a do jurado malvado, o que criticava sem qualquer remorso - idéia copiada até hoje em outros títulos similares. Mas o que poucos conheciam do já falecido Pedro era a sua veia filosófica. Confiram:




sábado, 24 de março de 2012

Pare, leia e reflita...


Uma imagem vale por mil palavras... mas Bill Watterson soube aplicar bem as palavras, fazendo com que a imagem passasse a valer por um milhão de palavras.



sábado, 11 de fevereiro de 2012

É possível unir a saúde física e a mental?


Fonte da imagem: Livros e Pessoas.
Por: Franz Lima
Mens sana in corpore sano*. As palavras são tão antigas quanto a verdade nelas contida. O homem é uma "máquina" perfeita, mas o descaso com algumas partes desta complexa obra de engenharia divina pode minimizar a vida útil.
Para que possamos nos aproximar da centelha de Deus, é preciso por a mente e o corpo em sintonia. Quando dedicamos absoluta atenção a apenas uma área, tendemos a esquecer a outra e, resultante disso, teremos a evolução de uma e a involução de outra. Porém é preciso sempre lembrar que o corpo e a mente trabalham juntos: se um falhar, o outro também ruirá.
Eu tenho a firme convicção de que a conciliação, o trabalho em conjunto do físico e o mental pode ocorrer. Os resultados de uma união como essa são inimagináveis, pois o potencial humano é tão infinito quanto sua vontade. Outra vantagem de um indivíduo que tem "a mente sã em um corpo são": ele estará mais apto a buscar o terceiro elemento da perfeição - a saúde espiritual. Una o corpo, a mente e o espírito, todos no auge e, certamente, terá um indivíduo muito próximo ao ideal.
Que as palavras acima não os iludam, já que mesmo tão próximos da perfeição, ainda assim somos humanos e, como tal, sujeitos à morte. Sim, morreremos como qualquer outro, talvez até mais cedo, porém teremos uma vantagem em relação aos que não buscaram a harmonia dos três elementos que citei: estaremos preparados.
Pense nisso...

Abaixo, disponibilizo um extrato da definição da frase em latim com a qual iniciei o texto. A fonte é a Wikipedia:
* Mens sana in corpore sano ("uma mente sã num corpo são") é uma famosa citação latina, derivada da Sátira X do poeta romano Juvenal. No contexto, a frase é parte da resposta do autor à questão sobre o que as pessoas deveriam desejar na vida (tradução livre):
Deve-se pedir em oração que a mente seja sã num corpo são.
Peça uma alma corajosa que careça do temor da morte,
que ponha a longevidade em último lugar entre as bênçãos da natureza,
que suporte qualquer tipo de labores,
desconheça a ira, nada cobice e creia mais
nos labores selvagens de Hércules do que
nas satisfações, nos banquetes e camas de plumas de um rei oriental.
Revelarei aquilo que podes dar a ti próprio;
Certamente, o único caminho de uma vida tranquila passa pela virtude.
orandum est ut sit mens sana in corpore sano.
fortem posce animum mortis terrore carentem,
qui spatium uitae extremum inter munera ponat
naturae, qui ferre queat quoscumque labores,
nesciat irasci, cupiat nihil et potiores
Herculis aerumnas credat saeuosque labores
et uenere et cenis et pluma Sardanapalli.
monstro quod ipse tibi possis dare; semita certe
tranquillae per uirtutem patet unica uitae.
(10.356-64)
A conotação satírica da frase, no sentido de que seria bom ter também uma mente sã num corpo são, é uma interpretação mais recente daquilo que Juvenal pretendeu exprimir. A intenção original do autor foi lembrar àqueles dentre os cidadãos romanos que faziam orações tolas que tudo que se deveria pedir numa oração era saúde física e espiritual. Com o tempo, a frase passou a ter uma gama de sentidos. Pode ser entendida como uma afirmação de que somente um corpo são pode produzir ou sustentar uma mente sã. Seu uso mais generalizado expressa o conceito de um equilíbrio saudável no modo de vida de uma pessoa.


quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

Para refletir...


O que vocês acham? Concordam?




quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

Conto: O Menino que odiava o silêncio



Autora: Priscilla Rubia

     Miguel odiava o silêncio.
     Ele estava em todos os lugares, estava nas vozes, no grito das crianças que moravam com ele. Por mais que falassem, se comunicassem, Miguel não via nada além do silêncio.
    Tudo o que escutava durante todo o dia no orfanato era o nada, o vazio. E como ele odiava.
    Queria ir embora. Queria deixar o silêncio para trás. E o fez. Deixou o orfanato em uma noite fria e, claro, silenciosa. Tinha quase certeza de que não faria falta. Talvez uma coordenadora ou outra sentisse sua falta, mas logo seria esquecido. Caminhou sozinho pelas ruas procurando ouvir.
         Foi encontrado, para sua surpresa, mas não por uma coordenadora. Era um homem. Tinha uma aparência... como diziam? Uma aparência “boa pinta”. Usava uma jaqueta preta de couro cobrindo uma blusa vermelha tão gasta que Miguel logo soube que era sua favorita. Quando sorria, o amarelo reluzia em um dos dentes. Porém a figura boa pinta sumiu da mente de Miguel assim que o homem abriu a boca. Era silêncio. Cada sílaba o carregava.
         Sabia que se chamava Jonas, mas gostavam que o chamassem de Jones, como nos filmes americanos. Sabia, tinha entendido, que era um homem de negócios, porém nada disso era interessante para Miguel. Ele não carregava o que lhe interessava. Porém Jones se mostrou interessado por Miguel. Disse-lhe que sabia que um garoto como ele não andava sozinho por aí. Estava limpo e bem vestido. Certamente estava perdido ou havia fugido. Perguntou a Miguel qual das duas opções. Deu de ombros. “Fugiu então.” disse pegando o menino pelo braço e o arrastando. Miguel relutou, mas o homem lhe disse que se ele não queria voltar de onde viera, deveria fazer o que ele mandava.
         Miguel não sabia como ele poderia saber de onde veio, mas acreditou. Aprendera no orfanato que os adultos poderiam quebrar promessas, diferente da maioria das crianças. As crianças quebravam sim promessas, mas aquelas feitas aos adultos. Porém quando faziam uma promessa entre si era sagrado. Quebrar uma promessa de mindinho era um pecado, um ultraje. Os adultos as quebravam, sendo de mindinho ou não, entre si ou não, exceto quando tinham aquele olhar. O olhar determinado que o homem lhe dirigia no momento. Carregando aquele olhar, Miguel sabia que o homem cumpriria o que tinha dito. Os adultos poderiam fazer qualquer coisa enquanto carregassem aquele olhar, pena que os usavam com tantas coisas bobas.
         Miguel então ficou, conforme mandado. Começou a trabalhar para o homem. Era um trabalho fácil, porém perigoso. Consistia em ficar no alto das casas e avisar quando avistasse algum policial. O aviso era dado por algo gritado, que passava despercebido para alguns, mas era entendido por outros, fazendo disso algo muito importante. O aviso poderia ser dado até pelo modo que manejava a pipa vermelha no céu.
         Outro trabalho era correr e entregar pequenos saquinhos. Miguel não sabia o que eles carregavam, pareciam folhas, ou algo do tipo. Um dia viu que um deles estava entreaberto e pegou um pouco do pó amarronzado e provou. Tinha um gosto ruim. Cheirou e espirrou. Não entendia porque as pessoas gostavam tanto daquela coisa. Jones sempre lhe dizia que se ele fosse pego “peloszômi”, estava por conta própria. Que estava perdido. Miguel então tomava cuidado.
         Apesar de a nova vida estar cheia de ação e ser muito movimentada, Miguel não escutava ou sentia nada além do silêncio. Era um lugar vazio como qualquer outro.
       Então um dia, que tinha tudo para ser como outro qualquer, Miguel conheceu Ana. Ela apareceu como as outras crianças, “recolhidas” por Jones. A maioria dessas crianças eram meninos de rua que roubavam para sobreviver. Ana era diferente. Não porque era perdida ou porque carregava os mesmos olhos de Miguel, de um verde estonteante. Ela era diferente porque ele podia ouvi-la. A voz dela era como música, cada sílaba era como uma nota musical. Adorava olhar em seu rosto enquanto falava, ver seus lábios formando cada palavra.
       Tornaram-se grandes amigos.
       Descobriu que Ana era da mesma idade que ele e havia se perdido por soltar a mão da mãe, o que pra ela pareceu um segundo. Miguel sabia que tinha muito mais de um segundo na contagem de Ana, era uma menina muito distraída. Às vezes a surpreendia parada, com os olhos vidrados olhando para o nada.
Ana queria ir embora, não gostava de Jones. Ora, ninguém gostava de Jones, mas Miguel sabia o quão difícil seria deixá-lo para trás. Não seria fácil ir embora, mas Ana queria. E que assim seja.
Miguel amava Ana.
Não era aquele amor que via nos filmes. Não sentia vontade de, por exemplo, beijá-la na boca. Quem em sã consciência trocaria saliva com outra pessoa? Não, não era isso. Porém tinha uma forte vontade de protegê-la, uma real necessidade de estar ao lado dela.
A oportunidade para fugir surgiu algumas semanas depois. Jones estava morto. Os policiais o mataram. O lugar virou um pandemônio e quando o tiroteio começou, Miguel pegou Ana pela mão e correu com ela. Correu com a mente fixa somente na saída, na idéia de escapar. Demorou a perceber que ela gritava. A olhou e viu que chorava e apontava para suas costas. Percebeu que não poderia correr mais. De repente estava no chão. Quando caiu, viu o líquido vermelho e soube que era sangue, seu sangue. Ana apareceu em seu campo de visão, os olhos verdes carregando tristeza e cansaço. Chorava muito. Miguel tentou sorrir e lhe dizer que estava tudo bem, porém não conseguiu.
Mergulhou na escuridão.
Acordou em tal claridade que demorou a abrir os olhos. Pensou que estivesse no céu, mas sentiu-se acomodado em uma cama e o ambiente tinha um cheiro esquisito, parecia cheiro de remédio, cheiro de hospital. E era mesmo. Tentou levantar, mas as pernas não obedeceram. Precisava saber de Ana. A encontrou em um ponto afastado do quarto, dormindo em uma cadeira. Sorriu sentindo-se aliviado. A chamou. Ela acordou e sorriu radiante. Praticamente saltitou até o seu lado. Ela chamou alguém e uma mulher entrou no quarto. Era alta, cabelos loiros, olhos como os de Ana, muito bonita. Ana a chamou de mãe. A mulher olhou para Miguel, um tanto espantada:
— Ele tem seus olhos Ana.
A menina respondeu que sim. E Miguel sorriu feliz por Ana ter encontrado a mãe e, o melhor: podia ouvi-la também. A mulher continuou a olhá-lo parecendo chocada e saiu à procura de um médico.
Miguel tomou injeção, do que não gostou, porém não ficou chateado. Dormiu no hospital com Ana na cadeira ao lado.
Foi acordado no dia seguinte por Ana que sorria encantada. Tinha notícias para dar. O exame estava pronto. Estava comprovado.
Miguel era irmão de Ana. Irmão gêmeo.
Teve vontade de gritar, rir e chorar tudo ao mesmo tempo. Pelo jeito, tinha sido roubado no hospital quando ainda era bebê. De alguma forma fora parar no orfanato e por obra do destino encontrara Ana ou vice-versa.
O médico aproximou-se com um peso no olhar. Não parecia ter alguma notícia boa para dar:
— Miguel, você não pode mais andar.
— Ele é surdo – Ana interrompeu – não pode te ouvir.
Miguel não escutou o que o médico disse, ele também fazia parte do silêncio, mas entendeu que não poderia mais correr, porém não se importou. Pra que correr quando encontrara tudo o que sempre buscou? E o melhor era que podia ouvi-la. Sorriu quando Ana o abraçou dizendo que o amava. As palavras dela, além de música, tornaram-se quentes e coloridas.
A abraçou de volta.

segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

A simplicidade da vida...


Para meditar:


"Por não saber que era impossível, foi lá e fez."
(Antoine de Saint-Éxupery - O pequeno príncipe)

"As quatro coisas que não voltam para trás: a pedra atirada, a palavra dita, 
a ocasião perdida e o tempo passado."
(Autor desconhecido)

"O tempo não pára! Só a saudade é que faz as coisas pararem no tempo."
(Mário Quintana)

"Quem mata o tempo não é assassino, mas sim um suicida."
(Millôr Fernandes)


Proxima  → Página inicial