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quarta-feira, 21 de maio de 2014

Ás vésperas das eleições, Dilma pretende aprovar cotas para negros em concursos. Coincidência?


Fonte: O Dia. Comentários: Franz Lima.

Rio - O Senado Federal aprovou ontem, por votação simbólica, o projeto de lei de iniciativa do Poder Executivo que reserva aos candidatos negros e pardos 20% das vagas nos concursos públicos federais. Agora o projeto segue para a sanção da presidenta Dilma Rousseff. Quando isso ocorrer, vira lei e durante sua vigência, por 10 anos, os editais de concursos terão de aplicar a regra.

A medida vale para os certames com mais de três vagas realizados pelos órgãos da administração pública federal, das autarquias, das fundações, e das empresas públicas e sociedades de economia mista controladas pela União.

A proposta foi enviada ao Congresso em novembro do ano passado e aprovada sem mudanças pela Câmara dos Deputados, em março. Durante os dois meses de tramitação no Senado, apenas uma emenda foi apresentada.

No entanto, a mudança foi rejeitada tanto na Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH) quanto na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ).

Franz diz: enquanto isso, o Governo não se esforça para aprimorar a política educacional. Cotas não são uma forma de justiça, mas uma confirmação de que a incompetência da nossa educação abre brechas para ações como essa. Concursos - quando sérios - são destinados a 'filtrar' os mais preparados daqueles que não estão aptos a ingressar em determinada função. Obviamente, os inaptos são, via de regra, os que receberam uma educação deficitária. 
A fórmula é bem simples. Na dúvida, basta olhar o exemplo da China que, competentemente, alçou-se à elite mundial com uma educação forte, comprometida com a excelência e voltada, principalmente, ao ensino fundamental. Com base, qualquer estudante cresce intelectuamente muito mais rápido e com menos dificuldades.
Já faz muito tempo que o governo brasileiro (Federal, Estadual e Municipal) usa as cotas, bolsas e outros benefícios para ganhar a 'simpatia' das classes menos favorecidas. Verdadeiramente, os prejudicados por anos de abandono precisam de apoio, mas essa segregação disfarçada de benefício não é a solução. 
Os negros não podem ser uma classe diferenciada em um país multirracial como o nosso. O que farão com os brancos pobres que não têm o benefício da cota? E quando começar o pedido de auxílio por parte dos que constantemente migram para nosso país? Serão também "cotados"? E como procederão os que foram inclusos em cotas, porém não estão preparados corretamente para ingressar nos cargos? Você confiaria sua vida a alguém que está em uma função vital para o país, apenas por ter a cor da pele diferente?
Todos devem ter as mesmas chances em provas. Segregar ou beneficiar um grupo não é solução, porém certamente irá atrair novos votos.
Justiça seja feita: a Presidente está realmente arrumando a cama para permanecer deitada, não eternamente, mas por mais quatro anos em berço esplêndido. 
 

  

terça-feira, 26 de novembro de 2013

Festa Literária das Periferias cobrou maior participação do negro na literatura. Concorda?


— A presença das culturas negras da literatura brasileira ainda é muito pequena, os autores negros publicados por grandes editoras são muito poucos. Isso já não acontece nos circuitos literários de periferia e de favela. A gente se pergunta o porquê, então queremos que os convidados, os mediadores e o público respondam essa questão — afirma o jornalista Toni Marques, curador da Flupp. — Nesta edição, em comparação a 2012, conseguimos ser mais objetivos naquilo que queríamos expor. (Via O Globo).

A ótima iniciativa de uma Festa Literária em Vigário Geral (essa é a segunda Flupp), área dominada pela Unidade de Polícia Pacificadora, no Rio de Janeiro, é uma das melhores notícias que o universo literário nacional poderia ter. A Festa tem o objetivo primordial de levar a literatura e alguns de seus expoentes a uma população teoricamente distanciada ou sem acesso a um direito básico: a cultura por meio da leitura.
Entretanto, os organizadores resolveram direcionar o projeto cultural para algo mais politizado. Debates abordaram a pouca participação do negro e sua cultura na literatura  brasileira, além de cobrarem uma participação mais efetiva no mercado literário.
Não consigo imaginar a literatura segregada em blocos raciais. O que torna uma obra primorosa é o escritor ou a cor de sua pele?
Quantos editores seriam idiotas a ponto de escolher uma obra pela cor da pele do autor ao invés da qualidade e abrangência da mesma?
Reconheço que os negros foram extremamente penalizados, sofreram muito, mas não vejo motivos para que estabeleçam ou cobrem uma obrigatoriedade de um percentual de livros escritos por pessoas negras. Sou absolutamente a favor de uma maior abordagem da cultura negra, ainda que sejamos um povo multiétnico, constituído por diversas culturas que foram mescladas ao longo dos séculos. 
Na literatura não há espaço para os medíocres, sejam eles brancos, amarelos, negros, albinos, pardos ou seja qual for a denominação de cor que queiram.
Escrever é dedicação, inspiração e sobretudo competência. Tenho certeza que muitos sequer sabem quais eram as aparências de Herman Melville, Isaac Asimov, Castro Alves, Jorge Amado, Tolkien e muitos outros escritores, mas isso não diminui o valor de cada obra ou a excelência do escritor.
Há inúmeros escritores negros de altíssimo nível, isso é inquestionável. Porém também há um igual número de autores de grande talento de outras etnias que batalham seu lugar ao sol sem se valer de um passado que provoque compaixão. Os negros, assim como os índios, nordestinos, alemães, gays ou seja quais forem os outros rótulos que a sociedade imponha, não precisam de favores. Os ótimos sempre se destacarão dos medíocres, uma vez que estamos diante de um público leitor cada vez mais seletivo. Com o tempo, o autor de um único livro cairá no esquecimento, enquanto os que estão lá por mérito ficarão na memória e na história.

sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

Biblioteca Nacional lança editais para autores e criadores negros


Fonte: FBN.

Franz says: Essa é uma notícia interessante, mas ao mesmo tempo decepcionante. Explico: desde quando alguém compra ou publica um livro em função da cor do escritor? Ser negro, branco, vermelho ou azul não são quesitos para a escolha de uma obra literária. O escritor pode ser dourado, mas se não tiver talento, certamente ficará em um canto obscuro do esquecimento ou do descaso. Arte, talento, não tem coloração. Eu vejo nessa notícia apenas uma coisa: manobra política para agradar um segmento da sociedade. Nada mais. 
 
A Fundação Biblioteca Nacional (FBN/MInC) lança nesta terça-feira, dia 20/11, três editais voltados para criadores e escritores negros. Os editais fazem parte do projeto do Ministério da Cultura (MinC) e da Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (SEPPIR) de valorização e fomento de produtores, criadores e escritores negros. Os lançamento dos editais faz parte da celebração do Dia Nacional de Zumbi e da Consciência Negra. 

Os objetivos dos editais são formar novos escritores, elevar o número de pesquisadores negros e de publicações de autores negros e incentivar pontos de leitura de cultura negra em todo o país de forma a se estabelecer novo paradigma em todas as linguagens apoiadas pelo MinC, com a participação efetiva da população negra brasileira.

O primeiro edital tem como objetivo a seleção de 01 projeto que implante 27 pontos de leitura e desenvolva atividades de mediação de leitura, criação literária, publicação, seleção de acervo e pesquisa que tratem de ações voltadas para a preservação da Cultura Negra e ações afirmativas de combate ao racismo no país.

O segundo edital selecionará até 23 projetos para concessão de bolsas, propostos por pesquisadores e pesquisadoras negras, visando incentivar a produção de trabalhos originais, em território brasileiro, em qualquer uma das áreas e subáreas do conhecimento definidas pelo CNPq (Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico). 

O terceiro edital visa a formação de parcerias para o desenvolvimento de projetos editoriais sob a forma de coedição, a fim de produzir publicações de autores brasileiros negros, na forma de livros, em meio impresso e/ou digital, com o propósito de divulgar, valorizar, apoiar e ampliar a cultura brasileira dos afrodescendentes.

A cerimônia de lançamento dos editais contará com a presença da Ministra da Cultura, Marta Suplicy, do presidente da FBN, Galeno Amorim, do diretor-curador do Museu Afro Brasil, Emanoel Araújo, do presidente da Fundação Cultural Palmares (FCP), Eloi Ferreira, e do presidente da Fundação Nacional de Artes (Funarte), Antonio Grassi. O evento será no Museu Afro Brasil, no Ibirapuera, em São Paulo, a partir das 11h. 

Veja aqui o Edital de Pontos de Leitura

Veja aqui o Edital de Apoio a Pesquisadores Negros

Veja aqui o Edital de Apoio à Coedição de Livros de Autores Negros


segunda-feira, 24 de setembro de 2012

A evolução da matemática em 70 anos.


Postado via Google + por Alzir Fraga

Antigamente se ensinava e cobrava tabuada, caligrafia, redação, datilografia...

Havia aulas de Educação Física, Moral e Cívica, Práticas Agrícolas, Práticas Industriais e cantava-se o Hino Nacional, hasteando a Bandeira Nacional antes de iniciar as aulas...

Leiam o relato de uma Professora de Matemática...

Semana passada, comprei um produto que custou, R$ 15,80.

Dei à balconista R$ 20,00 e peguei na minha bolsa 80 centavos, para evitar receber
ainda mais moedas.

A balconista pegou o dinheiro e ficou olhando para a máquina registradora, aparentemente sem saber o que fazer.

Tentei explicar que ela tinha que me dar, R$ 5,00 Reais de troco, mas ela não se convenceu e chamou o gerente para ajudá-la.

Ficou com lágrimas nos olhos, enquanto o gerente tentava explicar e ela aparentemente continuava sem entender.

Por que estou contando isso?

Porque me dei conta da evolução do ensino de matemática desde 1950, que foi assim:

 

1. Ensino de matemática em 1950:
Um lenhador vende um carro de lenha por, R$ 100,00.
O custo de produção é igual a 4/5 do preço de venda.
Qual é o lucro?




2. Ensino de matemática em 1970:
Um lenhador vende um carro de lenha por R$ 100,00.
O custo de produção é igual a 4/5 do preço de venda ou, R$ 80,00. Qual é o lucro?

3. Ensino de matemática em 1980:
Um lenhador vende um carro de lenha por, R$ 100,00.
O custo de produção é, R$ 80,00.
Qual é o lucro?


4. Ensino de matemática em 1990:
Um lenhador vende um carro de lenha por, R$ 100,00.
O custo de produção é, R$ 80,00.
Escolha a resposta certa, que indica o lucro:
( )R$ 20,00 ( )R$ 40,00 ( )R$ 60,00 ( )R$ 80,00 ( )R$ 100,00

5. Ensino de matemática em 2000:
Um lenhador vende um carro de lenha por, R$ 100,00.
O custo de produção é, R$ 80,00.
O lucro é de, R$ 20,00.
Está certo?
( ) SIM ( ) NÃO

6. Ensino de matemática em 2009:
Um lenhador vende um carro de lenha por, R$ 100,00.
O custo de produção é, R$ 80,00.
Se você souber ler, coloque um X no R$ 20,00.
( )R$ 20,00 ( )R$ 40,00 ( )R$ 60,00 ( )R$ 80,00 ( )R$ 100,00

7. Em 2012 ...:
Um lenhador vende um carro de lenha por R$ 100,00.
O custo de produção é R$ 80,00.
Se você souber ler, coloque um X no R$ 20,00.
(Se você é afro descendente, especial, indígena ou de qualquer outra minoria social não precisa responder, pois é proibido reprová-los).
( )R$ 20,00 ( )R$ 40,00 ( )R$ 60,00 ( )R$ 80,00 ( )R$ 100,00


E, se um aluno resolver pixar a sala de aula e a professora fizer com que ele pinte a sala novamente, os pais ficam enfurecidos, pois a professora provocou traumas na criança.

Também jamais levante a voz com um aluno, pois isso representa voltar ao passado repressor.
 

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