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terça-feira, 20 de junho de 2017

Review de "Tinha que ser ele?". Quando as aparências enganam...


Fazer humor é algo bem difícil. É preciso ter consciência para não ultrapassar a fronteira entre a diversão e a baixaria. Afinal, muitos se valem das piadas mais escatológicas ou explicitamente voltadas ao sexo para tentar tirar risos da plateia.
“Tinha que ser ele?” é uma comédia do início ao fim. Mas, felizmente, não se restringe ao humor para entreter. Há uma bela lição que o espectador irá perceber ao longo da trama. Claro, os risos são garantidos.
Por: Franz Lima. Curta nossa fanpage: Apogeu do Abismo.

NÃO JULGUE UM LIVRO…

A trama é bem simples e já vimos em outras produções similares. Os pais da jovem Stephanie Fleming (a linda Zoey Deutch) descobrem do jeito mais inesperado possível que ela tem um novo namorado. A família da garota decide conhecer esse namorado e se depara com o desbocado Laird Mayhew (James Franco), um milionário desenvolvedor de games responsável pelo sucesso Ape Assassins. Cheio de tatuagens, excêntrico e rico de doer, Laird desperta logo de cara a desconfiança do pai de Stephanie, o ranzinza e superprotetor Ned (Brian Cranston). Apesar disso, o restante da família é logo absorvida pelo carisma e o jeito espontâneo de Laird.
Mesmo com todo o esforço, Laird não consegue ganhar a confiança de Ned. No meio desse impasse ficam Barb (Megan Mullally) a esposa de Ned (cujo instinto diz que o jovem é uma boa pessoa), o filho mais novo da família, Scotty Fleming (Griffin Gluck), cujo potencial é reprimido pelo pai e, claro, a própria Stephanie que tem suas vontades desconsideradas por Ned.
Será que realmente há motivos para temer tanto a presença de Laird na família?

LOUCURA OU HONESTIDADE EXCESSIVA?

Durante todo o filme nós ficamos entre a decisão de que Laird é meio doido ou um cara cuja honestidade em demasia.
A verdade é que preferimos julgar alguém pela aparência. Laird Mayhew é um cara sincero, direto e com um linguajar muitas vezes baixo, o que não implica em dizer que seja alguém ruim. Suas atitudes são, via de regra, baseadas em boas intenções. Ele quer agradar a família da mulher que ama, a todo custo, porém esses ‘excessos’ nem sempre são bem compreendidos.
Assim, por teimosia de um lado (o de Ned) e por falta de noção do outro (o de Laird), um conflito velado tem início. Ned e Laird querem simplesmente agradar a mulher que amam, Stephanie, sem se importarem com a opinião dela. Tudo pra dar errado, concordam?

DIVERGÊNCIAS DE GERAÇÕES.

A falta de diálogo e as diferenças entre gerações são as fontes do entrave entre pai e genro. Ned é muito protetor por enxergar em sua filha a menininha de outrora. Laird está disposto a sacrificar sua própria privacidade para ter por perto as pessoas que sua namorada ama. Nenhum deles está errado, exceto pelo detalhe de ignorarem a opinião de Stephanie.
Em paralelo a isso, na mansão do milionário, a esposa de Ned e seu filho vão redescobrindo a liberdade de agir por conta própria e tomar suas próprias decisões. Não se trata de rebeldia ou afronta ao “modus operandi” de Ned, apenas a recuperação da individualidade em si. Isso porque Barb é uma mulher que descartou algumas das coisas e atitudes que amava em troca da manutenção da família. Seu filho Scotty é uma cópia do pai, porém sem voz ativa e cujos pensamentos e sugestões são descartados.
Ao entrarem em contato com o mundo de Laird – e a liberdade que ele lhes proporciona – os dois ganham espaço e partem para uma retomada de suas individualidades.

MÁSCARAS.

Ned e Stephanie têm uma relação muito forte. Pai e filha se amam, o que não os impede de esconder certos aspectos de suas vidas. Essas “mentirinhas” são o estopim para algumas confusões que podem arruinar o Natal da família e os planos de Laird. Esclarecer os motivos para tais segredos será uma tarefa árdua, cujos resultados podem reforçar os laços familiares ou jogar um balde d´água nessa relação tão bela entre pai e filha.

EXCESSOS NO FILME.

Alguns podem considerar ofensivas as passagens onde palavrões e insinuações sexuais surgem, mas elas estão contextualizadas com a personalidade do personagem Laird. Há pessoas assim que só se manifestam através do exagero, do choque. Apesar disso, logo percebemos que esse traço de sua personalidade não sobrepõe o carisma e a verdade em seus atos.

COADJUGANTES MAIS DO QUE ESPECIAIS.

A presença do divertidíssimo Gustav (Keegan-Michael Key), um governante de luxo da mansão de Lair e também seu personal trainer, é uma diversão à parte no filme. Gustav é um cara supereducado que faz de tudo para ajudar seu patrão e amigo a conquistar a família de Stephanie. Ele e Laird adicionam elementos de comédia pastelão em doses corretas, o que garante ótimos momentos para o público.
A segunda presença especial ficou por conta da secretária eletrônica (ou digital, se preferirem) Justine (a voz da atriz Kaley Cuoco). Ela também é uma âncora para bons momentos da narrativa.
A galera que curte o bom e velho Metal irá pirar com os roqueiros que aparecem no final.

NOTA FINAL.

Tinha que ser ele? é uma comédia bem dosada que cumpre com seu papel de entreter e divertir. Risadas garantidas, reflexões e boas lições permanecem como qualidades do longa-metragem. Apesar de algumas passagens overactor de James Franco, ele é um Laird ideal. Sua parceria com Brian Cranston – o eterno Heisenberg, de Breaking Bad – deu certo demais, assim como a harmonia com os demais integrantes do elenco ficou evidente.
Filme recomendado para acalmar o coração das tensões e dos problemas diários. Vá assistir e rir com essa família sensacional e tão parecida com as famílias da vida real.


quarta-feira, 10 de maio de 2017

O Poderoso Chefinho. Uma animação marcante da DreamWorks.


Trailers ou nos direcionam a amar um filme ou nos distanciam dele. O Poderoso Chefinho me deu a clara impressão, pelos trailers, de ser mais um longa inspirado naquelas animações onde o bebê era na verdade um gangster ou algo parecido. Vimos isso no filme O Pequenino, porém a fórmula não deu certo.
Então, eis que começa a sessão. Fui apresentado a uma empresa chamada Baby Corp. cujos principais “produtos” são bebês. Mas há um porém: os bebês podem ou não ser selecionados para envio às famílias, desde que cumpram com um requisito. Nesse processo, um deles é enviado para a gerência. Essa é a introdução do Chefinho do título.
A seguir uma família comum e feliz aparece. Ela é composta por um casal de pais extremamente zeloso, cujo filho se chama Tim Templeton. Tim é um menino com a criatividade e imaginação que lembram demais o Calvin (de Calvin e Haroldo) e ele garante algumas das cenas mais legais com essa imaginação. Em alguns de seus devaneios imaginativos surgem desde dinossauros até a multiplicação de seus pais em cenas com diversos tipos de animação, uma melhor que a outra. Notei referências a filmes como Sin City, Batman Lego e Procurando Nemo, por exemplo. E tudo com ótimas trilhas sonoras compostas por Hans Zimmer.
Mas nada é perfeito para sempre e Tim descobre isso da forma mais estranha possível. Seus pais recebem um bebê em casa. Apesar do bebê estar com uma maleta e terno, os pais não estranham. E logo de cara descobrimos o quanto um lar pode ter sua rotina alterada por causa de um bebê.
Tim tem a atenção dos pais totalmente voltada para a nova criança. Aos poucos, o espaço que era só dele é tomado por coisas do bebê, fotos e a bagunça típica de uma casa com crianças. Ele não confia no bebê e inicia uma investigação que culmina com a descoberta de que a aparente criança é na verdade um manipulador e sinistro executivo... ou algo assim. As ações a partir daí para desmascarar o Chefinho são cada vez mais hilárias e mal sucedidas. Isso sem contar que o Chefinho tem uma equipe de apoio, composta por bebês, que diminuem as chances de Tim em revelar a verdade aos pais.

Por: Franz Lima. Publicada originalmente em NoSet.

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Verdades dentro da animação.

Ainda que O Poderoso Chefinho seja uma animação, muitas verdades sobre a criação de bebês e a vida em família são mostradas ao público. Desde o distanciamento que os pais involuntariamente aplicam às crianças mais velhas até a manipulação (instintiva) imposta pelos próprios  bebês que se valem do choro e do próprio carisma para obter tudo dos seus papais. Mas, além disso, as sequelas emocionais das crianças mais velhas diante desse “abandono” é mostrada em toda a sua intensidade. Tim sofre a ponto de temer o descarte total por parte de seus pais. Nós sabemos que isso jamais acontecerá, porém a mente de uma criança reage de forma instintiva a essa situação.

Pais e filhos.

Os pais de Tim têm as melhores intenções possíveis. São amáveis, atenciosos e vivem intensamente cada segundo ao lado dele. Entretanto essa atenção precisará ser devidamente partilhada com a nova e frágil criança. Um menino de sete anos tem muito menos a ser observado e cuidado quando comparado com um bebê, mesmo que esse bebê seja o Chefinho.
Isso é algo comum e quase instintivo. Proteger o mais frágil é natural, mas dificilmente compreendemos o quanto essa atenção demasiada ao pequenino pode afetar nossas crianças mais velhas. Essas “sequelas” são apresentadas de forma brilhante, sem contar o desgaste ao qual os pais são expostos.

O Poderoso Chefinho.

Ao longo da narrativa descobrimos mais de Tim e do próprio Chefinho. Apesar do título que remete diretamente a Don Corleone, o Chefinho é muito mais do que aparenta. Isso também fica como lição no filme, já que comumente julgamos pela aparência. O Chefinho é um aparente adulto no corpo de um bebê, tal como nas antigas animações do Pernalonga, porém ele está bem distante disso. Os motivos que o levaram à casa dos Templeton e um pouco de sua personalidade vão direcionar o público a amá-lo.

O vilão e os coadjuvantes.

Essa é outra tirada sensacional por parte do roteiro e da direção. A revelação do verdadeiro vilão ocorre quase no final do filme e garante cenas tensas e divertidas ao mesmo tempo. O poder de manipulação dele é um alerta para o quanto somos suscetíveis aos benefícios da vida moderna, de nossos empregos e, em contrapartida, deixa claro também o quanto isso pode nos distanciar de uma maior interação com a família.
Há um outro vilão bem discreto que serve para nos alertar o quanto estamos deixando nosso lado paternal de lado para amar outras criaturas. Mesmo de forma involuntária, a presença desse vilão é a motivação para o envio do Chefinho à casa dos Templeton.
Já os coadjuvantes são também bebês. Cada qual com sua personalidade e "dons". As participações são poucas e, mesmo assim, garantem momentos divertidíssimos.

Referências mil.

Sim, isso mesmo. Além dos filmes já citados, a animação possui diversas outras referências embutidas - todas dentro do contexto - e que servem para ilustrar não só a imaginação de Tim (que conversa com um despertador Gandalf) como nuances da vida do bebê Chefinho. Tentem pegar todas durante o filme. Atenção especial ao despertador de Tim que garante várias passagens muito engraçadas.

O inimigo do meu inimigo...

Diante de grandes problemas gerados por conta de sua rivalidade, Tim e o Chefinho são direcionados a uma improvável união. Isso é algo que a história pede, além de ser vital para algumas conclusões necessárias.
Dessa união resultam algumas das mais engraçadas cenas do filme, mas também comprovam que os dois são melhores quando juntos. Isso, contudo, não é o ponto alto que fica por conta da carga emocional e a tensão entre os personagens.

Dublagens.

A versão dublada, vista por mim e meus filhos, está sensacional. Vozes marcantes e extremamente adequadas a cada personagem fazem com que o espectador se sinta à vontade, mesmo diante das vozes que não são as originais. Alguns se sentem incomodados com isso, mas eu fiquei bem à vontade para acompanhar as ações e o desenrolar da trama sem o desconforto de ficar lendo as legendas.

A impressão das crianças.

Assistir a uma animação com o olhar de um adulto é algo bem complexo. Deixamos alguns aspectos escapar.
Para evitar isso, estive com meus filhos na pré-estreia. Vi que eles não compreenderam algumas das já citadas referências (já que não assistiram ainda a Indiana Jones ou O Senhor dos Anéis, só para citar), porém acompanhei cada reação diante da beleza dos cenários, da animação em si, suas dancinhas com a trilha sonora e até as vaias ao vilão. No ponto mais tenso do filme eu olhei para minha filha e havia lágrimas em seus olhos, logo substituídas pelo sorriso de quem viu o bem prevalecer.
Saímos plenamente felizes com a animação que vimos.
Diante disso, o que dizer para fechar esta resenha? Bem, pais e filhos irão amar a ação, as emoções despertadas, as referências, as pequenas lições embutidas e, sobretudo, o respeito do roteirista Michael McCullers e do diretor Tom McGrath (“Madagascar”) pelo público. O filme é muito bom, surpreendeu positivamente e mostrou que é perfeitamente possível unir públicos tão distintos (pais e filhos) com uma narrativa bem estruturada e divertida.


segunda-feira, 10 de abril de 2017

Divórcio. Análise do trailer da comédia com Camila Morgado e Murilo Benício.


Desde La Vingança que tenho buscado por novidades no humor que não envolvam Youtubers ou tenham roteiros mais consistentes. Divórcio será, muito provavelmente, um sucesso por conta das atuações engraçadíssimas de Camila Morgado e Murilo Benício. Posso até quebrar a cara, mas eu creio muito no potencial humorístico dessa obra.
O que temos não é uma obra intelectualizada com o intuito de divertir em algumas ocasiões. Desde a divulgação do pôster e da trama básica que a empolgação com o filme aumentou.
Então, com o lançamento do trailer oficial, algumas das expectativas ampliaram em progressão geométrica.
E o que esse trailer revela?
Primeiramente a saga de um casal que se amava muito, mas cujo relacionamento foi se degradando conforme o tempo passou. Até aí, nada de novidade, exceto por um pequeno detalhe: a tolerância excessiva de um com o outro criou um rancor contido, perigoso e potencialmente divertido.
Depois podemos observar que alguns amigos (da onça) apimentam essa relação já conturbada com comentários sutis, porém bem maliciosos. Esses amigos e conhecidos podem até ter boas intenções, o que não significa que os resultados também sejam. 
Por fim, ricos, famosos e extremamente normais - tal como qualquer um de nós, exceto pela riqueza - eles têm problemas e defeitos como qualquer casal. Essa normalidade - às vezes escondida pelas aparências - é o ponto alto da trama que irá se direcionar para uma verdadeira batalha de vaidades. Marido e mulher mantiveram uma vida de tolerância que será transformada em um palco de guerra com consequências para ambos e, indubitavelmente, diversão garantida para o público.
Murilo Benício faz o papel de um caipirão que se torna milionário, enquanto Camila Morgado é a mulher do interior que se deixa absorver pelos luxos da vida moderna. Cada um tem seus defeitos, mas é a união desses mesmos defeitos que promete nos trazer uma das mais divertidas comédias do ano.
Vejam o primeiro trailer de Divórcio no final do post ou pelo link Divórcio.
O filme tem previsão de estreia para 22 de junho e tem a direção de Pedro Amorim e roteiro de Paulo Cursino.
P.S.: para os menos atentos, os personagens de Murilo (Júlio) e Camila (Noeli) se tornam ricos graças ao molho de tomate Juno, cujo nome é o resultado da fusão entre as primeiras sílabas de seus nomes. Bem pensado!
Com diversas cenas de ação e uma trilha sonora que vai do rock ao sertanejo, o filme também traz no elenco Thelmo Fernandes, Luciana Paes, André Mattos, Ângela Dippe, Cynthia Falabella, Bruna Tornarelli, Gustavo Vaz, Robson Nunes, Antônio Petrin, Lu Grimaldi, Jonathan Weel, e as participações especiais de Sabrina Sato e Paulinho Serra. As filmagens foram realizadas em Ribeirão Preto, tanto em locações na parte urbana da cidade, como em uma plantação de tomates. O longa contou também com moradores de Ribeirão na equipe, no elenco e figuração.

segunda-feira, 3 de abril de 2017

Camila Morgado e Murilo Benício surgem no primeiro pôster de "Divórcio".


O longa Divórcio, comédia romântica com direção de Pedro Amorim (Mato sem cachorro), já tem cartaz oficial. Produzido por LG Tubaldini Jr e André Skaf, o longa é protagonizado por Camila Morgado e Murilo Benício, em seu primeiro protagonista numa comédia. O filme é uma produção Filmland Internacional e será distribuído pela Warner Bros. Pictures, que também é coprodutora do longa. A estreia está marcada para 22 de junho.
Com roteiro de Paulo Cursino, a trama acompanha a história de Noeli (Camila Morgado), que é roubada do altar por Júlio (Murilo Benício). O casal leva uma vida humilde, mas enriquece quando o molho de tomate Juno, criado por eles, torna-se um sucesso.  Com o passar dos anos, os dois abrem uma grande empresa e enriquecem, mas o dinheiro e a rotina os distancia. E um mal entendido é a gota d’água para a separação. Para defender o patrimônio, cada um tenta achar o melhor advogado para si, o que gera um processo de divórcio cheio de confusões e com cenas hilárias.
O elenco conta também com Thelmo Fernandes, Luciana Paes, André Mattos, Ângela Dippe, Cynthia Falabella, Bruna Tornarelli, Gustavo Vaz, Robson Nunes, Antônio Petrin, Lu Grimaldi, Jonathan Weel, e as participações especiais de Sabrina Sato e Paulinho Serra. As filmagens foram realizadas em Ribeirão Preto, tanto em locações na parte urbana da cidade, como em uma plantação de tomates. O longa contou também com moradores de Ribeirão na equipe, no elenco e figuração.
SINOPSE:
Noeli (Camila Morgado) e Júlio (Murilo Benício) são um casal humilde que enriquece quando cria o molho de tomate Juno, que se torna um sucesso nacional.  Com o passar dos anos, já donos de uma grande empresa e com muito dinheiro, os dois se distanciam. E um incidente na estrada é a gota d’água para a separação. Enquanto buscam o melhor advogado para defender o patrimônio, o ex-casal se envolve em um processo de divórcio cheio de confusões e com cenas hilárias.
ELENCO: 
Camila Morgado: Noeli
Murilo Benício: Júlio
Luciana Paes: Sofia
Thelmo Fernandes: Milton
Carol Seviran: Laura
Fávia Martins: Tininha
André Mattos: Roberto Lobão
Ângela Dippe: Priscila Kadisci
Cynthia Falabella: Jana
Bruna Tornarelli: Shana
Antônio Petrin: Leon
Lu Grimaldi: Dirce
Gustavo Vaz: Catanduva
Robson Nunes: Pardalzinho
Jonathan Weel: Vareta
Participação especial: Sabrina Sato, Paulinho Serra

sábado, 25 de março de 2017

Review de La Vingança. O humor nacional volta com força total.


Apesar de fenômenos como Tropa de Elite 1 e 2, Minha Mãe é uma Peça 2, Carandiru, Olga, O Palhaço e Central do Brasil (vou desconsiderar os filmes dos Trapalhões e Os Dez Mandamentos e explico no fim o porquê) e outros mais, o cinema nacional ainda segue a sina de ser considerado fraco quando comparado com outras produções de nações diferentes. Então, nada mais comum do que entrar em um cinema para ver um filme nacional com um certo temor. Mas isso não é culpa dos espectadores. Isso é culpa da falta de investimentos no nosso cinema e do êxodo de talentos para outras mídias ou até outros países.
Então, a convite do meu segundo lar na internet, o www.noset.com.br, fui assistir à comédia La Vingança, um filme com produção brasileira e argentina. Sim, isso mesmo. Nos unimos aos argentinos.

Texto: Franz Lima. Curta nossa fanpage: Apogeu do Abismo.

Antes de prosseguir, curtam o trailer para entenderem um pouco do que esta resenha traz.

Não fui ao cinema com a esperança de ver um bom filme. Ao contrário, meus temores eram os de que eu sairia decepcionado. Então, começa o filme. Lá está Caco (Felipe Rocha), no alto de um prédio. Há uma mensagem em seu smartphone. Sua mente vaga, preocupado com algo. Mas a solução para suas preocupações está diante dele que, sem pensar, salta. Ok, não foi O SALTO da história do cinema, porém serviu para a cena que era, na verdade, a gravação de uma outra cena para um filme de ação. Caco é um dublê. Um cara à beira de tomar a mais radical das decisões que um homem pode fazer em sua vida: pedir a mulher amada em casamento. E acreditem, essa será a mais radical decisão de sua vida até aquele momento. 

Mesmo diante dos conselhos de seu melhor amigo, Vadão (Daniel Furlan), Caco decide ir adiante. Tudo para termos uma bela cena com o encontro desse casal, mas isso não ocorre. Quando chega ao trabalho de sua namorada Julia (Leandra Leal), ele a encontra transando com seu chefe argentino, o pop Chef Facundo Flores (Adrián Navarro). Ao contrário do que muitos imaginam, ele não reage violentamente. Sua serenidade assusta. 


Ele sai do lugar e conta para Vadão o que ocorreu. Esse é o estopim para uma divertida aventura de dois brasileiros em busca de vingança (e mulheres) na Argentina. 

La Vingança eleva a níveis espetaculares a velha rixa entre nós, os brazucas, e nossos hermanos argentinos. Sempre as mesmas birrinhas. Qual país é o melhor? Quem tem as mulheres mais bonitas, a economia mais estável, os lugares mais bonitos e, principalmente, quem tem o melhor jogador de futebol de todos os tempos? Assim, Caco e Vadão vão para a Argentina de carro, um Opala chamado Jorge. Eles se dão mal quase sempre, seja por conta do jeito malandro de Vadão, seja por causa do mal humor de Caco (e quem ficaria humorado diante da traição?). Isso sem contar as diferenças culturais dos dois povos. Diferenças essas que aumentam quando o excesso de confiança de Vadão arremessa a dupla em uma furada atrás da outra.

Lembram-se quando eu disse no início do post  sobre a falta de confiança ainda presente no cinema nacional? Isso é fruto de anos de filmes com roteiros fracos, atuações medianas e excesso de sacanagem na narrativa. As pornochanchadas foram uma parte dessa má fase, pois o roteiro de um filme onde um cara quer se vingar da mulher que o traiu só poderia ir para duas rotas: ou a vingança com excesso de sexo ou algo mais tenso e violento. Certo, isso não ocorre em La Vingança.

A vingança presente no título do filme poderia ser interpretada como um troco, um retorno pelo que foi feito. A dupla enrolada de dublês opta por ir para a Argentina, pegar o maior número de mulheres possível e, por fim, mostrar ao Chef que eles são melhores que os argentinos. Só esqueceram de alguns detalhes simples: as diferenças culturais, o dinheiro para essa aventura e o principal que é a vontade das argentinas de se deixarem ser seduzidas.

Então os problemas vêm um atrás do outro. Cada vez em que eles tentam seduzir uma mulher argentina é a garantia de uma cena divertida. Em parte por causa da chatice absurda de Caco, mas a maioria é devida aos assédios de Vadão, um sedutor aloprado que se acha "o cara". Para ampliar o riso, cada vez que Vadão tenta incentivar Caco com suas palavras nós presenciamos uma terapia reversa que arremessa-o numa fossa daquelas. Eles até obtêm um resultado aparentemente positivo, ainda que mais adiante vejamos o quanto eles estão despreparados para namorar as mujeres

O roteiro conduz os protagonistas para uma jornada de redenção e, sobretudo, reforço da amizade. Eles vão se reinventando conforme os problemas surgem e, não duvidem, há problemas e loucuras suficientes para manter a plateia rindo durante todo o filme.

O espectador mais atento notará que La Vingança brinca com as inseguranças masculinas. Os dois personagens principais querem mostrar que podem sair por cima de um episódio triste, porém a vontade não é precedida do preparo. Ao saírem de sua sua zona de conforto, eles assumiram vários riscos. E a cada minuto que se passa nós percebemos que eles estão crescendo como pessoas. Eles erram e insistem em alguns erros, fatos que não impedem de, aos poucos, perceberem o quanto é vazia sua busca. Mais do que isso, a imagem negativa do povo argentino se dissipa, já que são pessoas com os mesmos anseios e sonhos que nós. 
E por falar nos argentinos, parabéns pela escolha do elenco estrangeiro. As atuações de Ana Pauls, Gastón Ricaud, Adrian Navarro e Aylin Prandi são muito boas e condizem com aquilo que esperamos em uma comédia.

Agora, assistam a esse surpreendente e divertidíssimo filme para saber até onde essa vingança foi. Garanto que desfrutarão dos mais divertidos momentos em uma comédia dos últimos anos. E se você achou Minha Mãe é uma Peça  2 engraçado, leve um lenço para secar as lágrimas de tanto rir com essa produção que conduz o espectador para uma aventura bem estruturada, divertida, cheia de surpresas e cujo maior mérito é nos apresentar esses dois atores fantásticos e um elenco argentino (exceto a francesa Aylin Prandi) capaz de quebrar a barreira do "ódio" entre nós e eles. 

DADOS TÉCNICOS.

Direção – Fernando Fraiha e Jiddu Pinheiro.
Elenco – Felipe Rocha, Daniel Furlan, Ana Pauls, Leandra Leal, Aylin Prandi, Adrián Navarro e Gastón Ricaud.
Roteiristas – Thiago Dottori, Pedro Aguilera, Jiddu Pinheiro, Felipe Sant’Angelor e Fernando Fraiha
Coprodução – Querosene Filmes, Paris Filmes, Zarlek Producciones, Biônica Filmes,Telecine e Globo Filmes.


quinta-feira, 5 de janeiro de 2017

Yannick Bouchard e suas ilustrações que vão da loucura à beleza.



Desenhar requer talento. Desenhar e criar requer muito mais: imaginação, paciência, estudo, criatividade e uma dose de humor (ou melancolia). 
Seja como for, Yannick Bouchard tem um talento nato para o desenho. Ele usa esse talento para uni-lo a uma grande dose de humor e crítica. Algumas de suas ilustrações são voltadas puramente ao terror; outras mostram traços que lembram desenhos das décadas de 1970 e há, ainda, algumas artes que lembram o traço de Julie Bell. 
Enfim, as pequenas amostras contidas neste post irão incentivá-los a procurar mais trabalhos do artista. Sei que não irão se arrepender...
Texto: Franz Lima
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sábado, 12 de novembro de 2016

Dica do Jackson Five para evitar o golpe do cartão clonado



Uma importante dica do motoboy mais doidão da Terra, Jackson Five.

Se ligarem para sua casa dizendo que o seu cartão foi clonado, pedindo seus dados e para cortar o cartão porque um motoboy passará na sua casa, desligue o telefone imediatamente.

Fique ligado! Isso é golpe!



sábado, 29 de outubro de 2016

Sabiam que o pai do Rolando Lero já apareceu na Escolinha do Prof. Raimundo?



Por: Franz Lima. Curta nossa fanpage: Apogeu do Abismo.

Ele foi um dos mais carismáticos humoristas brasileiros. Rogério Cardoso, o Rolando Lero, também esteve presente no cinema, teatro e tv. Foi um dos destaques dos seriados O Auto da Compadecida e também da Grande Família. Infelizmente ele deixou no dia 24 de julho de 2003. Mas sua partida não é o fim de suas obras. 
Assim, nada mais justo que uma breve homenagem a esse ator magnífico, dono de um humor sem igual. A saudade fica, porém também permanece o legado de um humor feito com excelência.
O vídeo abaixo mostra o encontro entre Chico Anysio, Rogério Cardoso e Mario Lago. Mario faz o papel do pai de Rolando Lero, Armando Lero. Tal como o filho, a oratória e a falta de conhecimento são marcas registradas. Divertidíssima passagem da Escolinha do Professor Raimundo, ainda desconhecida por muitos. 
Aproveitem!!!!
Nota: a voz de Mario Lago me lembrou demais o médium Divaldo Franco. 


sábado, 1 de outubro de 2016

Humor, inteligência e cultura pop nos gifs de ABVH.



Por: Franz Lima. Curta nossa fanpage: Apogeu do Abismo.

Produzir um gif é algo relativamente fácil. O que complica é dar sentido à imagem em movimento, torná-la relevante para um grupo pequeno ou uma maioria. O gif é uma ferramenta muito usada em posts e, em especial, nas redes sociais, principalmente por ser algo que ocupa pouca memória, fácil de enviar em aplicativos. São, em suma, arquivos de tamanho pequeno, mas de grande alcance quando bem elaborados.
O artista digital ABVH é um dos raros exemplos de aplicação sensata dos gifs. Suas mensagens são bem humoradas, inteligentes e, quando necessário, levam o espectador à reflexão.
As imagens abaixo são alguns dos exemplos do trabalho muito bem estruturado dele. Espero que gostem e prestigiem a arte de ABVH.

Um voto mal usado pode levar o próprio eleitor ao fundo do poço.


Algumas das criaturas oriundas da mente do fantástico H. P. Lovecraft.
O desperdício do dinheiro com um dos males dos últimos séculos: o cigarro.



A magia do seriado Dr. Who


Avengers


Cuidado com as amizades virtuais. Sabe mesmo quem são?

A malignidade por trás da personalidade do Coringa
O sombrio e cativante universo de Sandman

Fato real: as luzes das cidades impedem que vejamos as luzes das estrelas, principalmente em grandes cidades. 
O roubo da alma é uma alusão à perda da individualidade e do raciocínio próprio por conta do que é veiculado na TV
Dourar os grilhões não minimiza os males da escravidão... todos os tipos de escravidão.


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