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Mostrando postagens com o rótulo Humor

Uma pitada de sorte: o humor nacional agrada por não apelar.

Valer-se de críticas fundamentadas em estereótipos é algo péssimo para o crítico e para seu público. A imparcialidade é vital para que o leitor, espectador ou ouvinte tenha uma base na escolha daquilo que será seu entretenimento, porém a verdade é que ser totalmente isento é algo cada vez mais difícil. O cinema nacional evoluiu muito ao longo dos últimos 30, 40 anos. Saímos do limbo das pornochanchadas para uma produção nacional que gerou destaques como Central do Brasil, Tropa de Elite, Carandiru, O Auto da Compadecida, Minha Mãe é uma Peça, Os Farofeiros, entre outros. Temos grandes obras em todos os gêneros, porém é fato que a comédia brasileira teve uma nítida queda de qualidade. Muitos são os fatores que levaram ao declínio da comédia no cinema nacional: a inserção de "celebridades" para atuar, adaptação de livros voltados ao público infanto-juvenil (ainda que isso sempre tenha ocorrido), a gradual inserção de cenas cujo erotismo destoa, piadas apelativas, ideologias e a...

Natal em 8 bits. Análise e primeiras impressões sobre o trailer.

Está bem óbvio que filmes e séries com temática envolvendo os anos 80 é uma realidade que ainda não está plenamente desgastada. Tivemos Jogador Número 1, Pixels, Detona Ralf, Dark, Stranger Things, It, Bingo, o Rei das Manhãs, Meu Malvado Favorito 3, Chacrinha, X-Men - Apocalipse, Mulher-Maravilha 84, entre outros. Também vale lembrar que há várias séries e filmes que bebem nas fontes originais que datam dos anos 80 como: Ghostbusters, Mad Max - Estrada da Fúria, Rambo, Top Gun: Maverick, Blade Runner 2049, Tron, o Legado, etc.  Enfim, o fato é que os saudosos anos 80 se transformaram em uma fonte de inspiração e lucros infindáveis para os produtores de cinema e séries. Mas qual seria o resultado da fusão de um elenco divertidíssimo com a paixão por uma das empresas de games mais famosas da Terra, a Nintendo? A resposta a isso está no longa-metragem Natal em 8 Bits, cuja estreia está marcada para o dia 24 de novembro na HBO Max.  Antes de iniciar a análise propriamente dita, v...

Cebolinha: Recuperação. Mais uma Graphic MSP imperdível.

Há alguns anos conheci pessoalmente o Gustavo Borges em um dos eventos Geek que, infelizmente, estão cancelados em função da pandemia. Segundo meu filho, foi na GameXP, mas recordo a forma atenciosa com que ele atendeu minha filha (com sete anos à época) e também de suas explicações sobre algumas de suas obras. Assim, minha filha comprou a graphic novel Cebolinha Recuperação (ela é fã da Turma da Mônica) e eu comprei a trilogia de Morte Crens. Mas o tempo corrido e outros entraves me afastaram da meta da época: fazer a resenha das HQs adquiridas. Hoje, esse erro será corrigido. Recuperação é uma HQ que reflete a maturidade de um autor e ilustrador que sabe lidar com temas complexos e inseri-los de forma poética e bem humorada em suas obras. Creio que foi isso o fator preponderante para o Staff da Mauricio de Sousa Produções (MSP) e até mesmo do próprio Sidney Gusman o escolhessem para contar uma história do e sobre o Cebolinha. O ponto alto das HQs publicadas através do selo Graphic MS...

Respeitável público. Receba com palmas o documentário "Pagliacci".

  Pagliacci estreou em abril de 2016. O documentário, basicamente, aborda o processo de construção do espetáculo que dá título à obra, desde seu planejamento até a estreia, já sem a presença do saudoso Domingos Montagner. “Se lágrimas um dia derrubei, certamente, por meio de suas graças, elas secarei. Obrigado por se valer da alegria para de novo despertar em nós o riso que contagia.” (Franz Lima) Pagliacci é um espetáculo, um Espetáculo com “e” maiúsculo. Uma ode à profissão de palhaço, ao ofício de trazer alegria. É, antes de tudo, um renascimento diante de uma tragédia, diante da perda de um amigo querido. Desde o primeiro minuto do filme a emoção se mostra quase incontrolável. Eu, como espectador, me emociono e contenho as lágrimas, enquanto o riso me cerca. Conhecer os bastidores de algo tão grandioso é um presente. “O paraíso não é sério, é só inocente…” A essência do circo é trazer a alegria. Homens e mulheres são, durante a apresentação, seres mágicos, capazes de fazer-nos ...

Netflix aposta e acerta em cheio com o stand up de Rob Schneider: Asian Momma, Mexican Kids.

Rob Schneider é um dos nomes que não faltam em filmes com Adam Sandler. Juntos, eles já contracenaram em Gente Grande 1 e 2, Como se Fosse a Primeira Vez, O Paizão, Zohan, Eu os Declaro Marido... e Larry, Os Seis Ridículos, entre outros. Mas a carreira dele não se resume aos filmes com seu grande amigo. Schneider já emprestou sua voz e interpretação em várias animações, comédias e filmes diversos. Sua carreira é um estupendo sucesso, algo que ninguém pode negar. Contudo, sua vida pessoal é algo que não costuma abordar. Na verdade, não costumava. Em seu mais recente stand up feito para a Netflix, Rob Schneider apresenta aos espectadores as verdades e fatos engraçados da vida em família.  Ao usar de um humor afiado (que inclui brincar com a própria origem e da esposa), sem poupar asiáticos e mexicanos, além dele mesmo e da mulher, Rob nos brinda com uma ode ao relacionamento a dois que, inesperadamente, passa a se chamar "família".  No show " Rob Schneid...

Robin Williams: 6 anos sem um gênio do humor.

Quem me acompanha há algum tempo sabe que sou fã incondicional de Robin Williams. Apesar de não ter acompanhado a série Mork & Mindy (ainda assistirei), vi praticamente todos os filmes e alguns de seus shows. Emocionalmente, estou vinculado a seus papéis tais como: Adrian Cronauer ( Bom dia, Vietnã ), Rei da Lua ( As Aventuras do Barão Munchausen ), John Keating ( Sociedade dos Poetas Mortos ), Dr. Malcolm Sayer ( Tempo de Despertar ), o Gênio ( Aladdin ), Mrs. Doubtfire ( Uma Babá Quase Perfeita ), Alan Parrish ( Jumanji ), Sean Maguire ( Gênio Indomável ), Hunter “Patch” Adams ( Patch Adams ), Andrew Martin ( O Homem Bicentenário ), Dr. Know ( I.A. – Inteligência Artificial ), Walter Finch (Imsonia), Seymour ‘Sy’ Parrish (Retratos de uma Obsessão), Theodore Roosevelt ( Uma Noite no Museu ), entre outros. Não foram poucas as vezes em que o ator me convenceu que a realidade era aquilo interpretado por ele em seus filmes. Eu me emocionei com muitas de suas obras, e ainda me emo...

Gloria Bell: remake cru e sincero sobre a vida de uma mulher divorciada.

Gloria Bell  é um dos mais recentes trabalhos de Julianne Moore (Kingsman: O Círculo Dourado). A trama é baseada na produção chilena “Gloria” de 2013, e segue basicamente o roteiro do filme original, fato devido ao diretor Sebastián Lelio comandar e escrever as duas produções. Quer conhecer um pouco mais desse divertido e inteligente filme? Fique comigo logo após o trailer. O diretor e roteirista (ele escreve ao lado de Gonzalo Maza e Alice Johnson Boher) já é conhecido por ter recebido o Oscar de melhor filme estrangeiro por  Uma Mulher Fantástica . Mas nem só de Oscar vive um diretor e é por isso que Sebastián Lelio decidiu fazer esse remake de um de seus sucessos, o filme Gloria (2013), cuja trama é praticamente a mesma. Mas o que interessa é essa nova produção. Gloria Bell conta as aventuras e desventuras de uma mulher divorciada com o mesmo nome do título do filme. Gloria leva uma vida solitária em vários momentos e faz tudo que está ao seu alcance para se di...

Mussum: um filme do Cacildis. Documentário magnífico sobre a vida e obra do mais musical dos Trapalhões.

Mussum – um filme do Cacildis  é um documentário elaborado com extremo zelo e uma edição de alta qualidade cuja finalidade primordial é exaltar a existência e os feitos do nosso querido Mussum. A direção (competente) é de Susanna Lira. Mas o homem por trás do personagem Mussum vai muito além do humorista que se consagrou com o programa Os Trapalhões ao lado do Didi, Dedé e Zacarias. Há uma bela e interessante história que vai muito além do estereótipo, dos memes e até da cerveja em sua homenagem. Antônio Carlos (sim, esse era seu nome) foi um jovem negro que viveu e sofreu com a pobreza de quem era filho de negra e morador da favela. Sua mãe era uma empregada doméstica que, esporadicamente, levava o filho para conhecer um pouco da realidade dos mais abastados. Dona Malvina, a mãe dele, sabia ler e escrever – algo incomum à época – e era conhecida de José do Patrocínio. Com esforço, a educação de Mussum não ficou limitada à sabedoria das ruas e, felizmente, ele se tornou m...