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terça-feira, 29 de abril de 2014

Entrevista com David Lloyd, criador de V de Vingança, ao Link



‘O futuro é digital e oferece boas perspectivas’

SÃO PAULO – Ilustrado por David Lloyd e roteirizado por Alan Moore, V de Vingança foi lançado em 1982 e a máscara de seu protagonista virou símbolo de resistência e luta. Hoje, o objetivo de Lloyd com seu Aces Weekly é oferecer uma alternativa ao mercado de quadrinhos impresso dominado por super-heróis e pela falta de empreendedorismo dos autores. O Link falou com ele por e-mail.

Como surgiu o Aces Weekly?
Era uma forma fácil de publicar e também de vender quadrinhos. Há tanto desperdício e custos desnecessários em impressão. Estamos no século 21, não precisamos imprimir porque temos computadores. Deveria significar uma revolução o fato do artista ser livre para publicar material e usar plataformas simples para chegar à sua audiência sem obstáculos.

Há muitos quadrinhos digitais publicados de graça. Por que as pessoas pagariam para ler?
Essa é a falha principal. Quadrinhos digitais ainda não são rentáveis pois a internet está cheia de coisa anteriormente impressa disponível de graça. Ou então por webcomics gratuitos, pois seus criadores estão preocupados em exposição. Esperamos dar aos autores algum retorno constante. Se acontecer, podemos tornar a publicação de HQs digitais tão bem sucedida quanto a impressa. Assim, os criadores seriam os principais beneficiados.

A internet é a principal diferença do seus primeiros anos como quadrinistas e hoje?
Sim. A posse, o controle da distribuição e da apresentação e a ausência de problemas da impressão tornam o formato muito atraente. O futuro é digital – e ele oferece boas perspectivas para os autores, só depende deles quererem.

Franz diz: uma iniciativa muito bacana de um autor que poderia fazer o que muitos outros fizeram: manter-se na calma do anonimato. A luta dele por uma melhor utilização da mídia digital e, consequentemente, o barateamento dos quadrinhos, é algo válido e que deveria ser feito com maior seriedade. Apesar das edições impressas sempre manterem um certo 'apelo' junto ao público veterano, é inegável a importância das edições digitais
 

sábado, 23 de fevereiro de 2013

Artista mistura cenas de V, de Vingança e recria a máscara de Guy Fawkes com elas.


Texto: Franz Lima.
A arte de Cesar Moreno era desconhecida para mim até o dia em que me deparei com essa imagem. Como ela era bem pequena na primeira vez que a observei, não reparei suas nuances, detalhes que são típicos de um grande fã da obra de Alan Moore e David Lloyd.
Para os que desconhecem a obra, as palavras a seguir contém spoilers.

A imagem tem três detalhes fundamentais da trama:
a) V, em chamas, ganhando a liberdade após fugir do campo de concentração;
b) A torre do Big Ben é explodida, numa clara demonstração de poder e destemor por parte de V;e
c) A rosa é o símbolo que ele usa para indicar a morte. A coleta de uma flor pode determinar o fim da vida de um inimigo.


Para maiores detalhes sobre a obra (em fotos), acesse: Cesar Moreno

quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

Resenha da Graphic Novel "Sandman - Teatro do Mistério".


Por Franz Lima.

Essa edição especial é um arco fechado, uma história completa ambientada no ano de 1938, onde Wesley Dodds, o Sandman da Era de Ouro, tenta resolver o mistério sobre uma série de assaltos que ocorrem no Central Park, Nova York.
A trama não traz a violência como estamos acostumados, o que não prejudica em nada o desenvolvimento e acrescenta um certo clima nostálgico. A caracterização dos personagens, em sua maioria civis, lembra muito o tom dos filmes noir, principalmente na parte ilustrada por Alex Ross. Partes? Sim, eu explico.
A Graphic Novel está dividida em 9 partes, cada uma ilustrada por um artista diferente, conforme abaixo descrito:

Parte 1 - Arte de Guy Davis e cores de David Hornung .
Parte 2 - Arte e cores de David Lloyd (V, de Vingança).
Parte 3 - Arte de John Bolton e cores de David Hornung.
Parte 4 - Arte de Stefano Gaudiano e cores de David Hornung.
Parte 5 - Arte de George Pratt e cores de Mike Danza.
Parte 6 - Arte de Alex Ross (Marvels - Reino do Amanhã).
Parte 7 - Arte de Peter Snejbjerg e cores de David Hornung.
Parte 8 - Arte de Dean Ormstom e cores de David Hornung.
Parte 9 - Arte de Guy Davis e cores de David Hornung.


Sandman foi lançado em 1999 pela editora Tudo em Quadrinhos e conta com 56 páginas. Os escritores são Matt Wagner e Steven T. Seagle.
Para os que estão ainda questionando qual a importância dessa história, ela é um exemplo de coerência e pesquisa. A ambientação e as cenas são condizentes com a época em que se passam. Mas, verdadeiramente, o foco é o Sandman, não aquele Mestre do Sonhar, um dos perpétuos. Esse é um homem comum que tem um vínculo com o mundo dos sonhos graças ao tempo em que ficou influenciado por Morpheus (isso é explicado nas primeiras edições do Sandman de Neil Gaiman). Wesley Dodds é um verdadeiro representante da Era de Ouro e da "inocência" dela. Além disso, Wesley é peça-chave na minissérie O Reino do Amanhã, de Alex Ross (logo teremos uma resenha dela). Aliás, a máscara usada por Dodds é inspirada no elmo de Devaneio.
A revista já é antiga e só está disponível em sebos, mas podem acreditar que o garimpo por ela é válido. Conheçam esta fase dos quadrinhos, tão divergente de tudo que conhecemos atualmente e, ainda assim, cativante.
Teatro do Mistério é uma miscelânea de talentos que até hoje é respeitada. Leiam e tenham bons sonhos.
O Sandman estará alerta... 


domingo, 12 de fevereiro de 2012

Alan Moore fala sobre o Anonymous


Fonte: Action & Comics

Se você acompanha as notícias sobre o movimento Occupy Wall Street, que se espalha por várias cidades do mundo, já deve saber que um dos símbolos do protesto é a máscara de Guy Fawkes - exatamente como criada por Alan Moore e David Lloyd em V de Vingança, clássica HQ de futuro distópico publicada nos anos 80. Desde o lançamento da adaptação para o cinema, em 2006, ativistas começaram a usar as máscaras em manifestações ou para esconder sua identidade (caso do grupo Anonymous, que atua principalmente via internet).
Moore já havia se pronunciado que estava contente em ver o símbolo que ajudou a criar se espalhando pelo mundo, e com o propósito que tem. Mas o jornal The Guardian ligou para o barbudo para saber mais do que ele pensa sobre a máscara hoje - que há poucos dias virou um pôster de Shepard Fairey, o artista que ficou famoso com cartazes para a campanha presidencial de Barack Obama, questionando se o presidente apoia o Occupy.
Diferente de Frank Miller, Moore sempre tendeu notoriamente para as políticas de esquerda, o que o torna simpático aos movimentos que vêm utilizando a máscara."Acho que quando estava escrevendo V de Vingança, lá nas profundezas do meu eu, posso ter pensado: não seria ótimo se estas ideias tivessem algum impacto? Então quando você vê essa vã fantasia entrar no mundo real... É uma coisa peculiar. Parece que um personagem que criei há 30 anos deu um jeito de escapar da ficção."
Moore disse que começou a ver a máscara sendo utilizada em protestos de rua em 2008, pelo grupo Anonymous. Na época, achou que ela era interessante para os manifestantes protegerem sua identidade contra a Igreja da Cientologia, "já que eles são conhecidos por processar todo mundo".
Mas atualmente pensa diferente: "Ela transforma os protestos em performances. A máscara é dramática; cria uma sensação de aventura. Manifestações, marchas, são coisas que podem ser bem cansativas, exaustivas. Desanimadoras, até. Precisam acontecer, mas isso não quer dizer que são divertidas - e deveriam ser. (...) [Com as máscaras,] parece que esse pessoal está se divertindo. E a mensagem que passam com isso é muito forte."
Quanto ao fato da máscara ser um produto licenciado da Warner Bros. - a corporação dona da DC Comics e que retém os direitos sobre V de Vingança, e que segundo o Guardian vende mais de 100 mil máscaras por ano -, Moore diz adorar a ironia. "É meio vergonhoso para uma corporação tirar lucro de protestos anti-corporativos. Não é uma coisa à qual eles gostariam de ser associados. Mas eles não são do tipo que negam dinheiro - vai contra o instinto deles. Vejo mais graça do que aborrecimento nisso."

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